
Para além da vitimização e do ressentimento, que marcam grande parte do texto de Pacheco Pereira, o articulista aflora uma das razões porque seria a favor da intervenção no Iraque.
No entanto, parecia já então evidente que uma intervenção no Iraque limitar-se-ia a criar uma nova fonte irratibilidade e a dmininuir o espaço de manobra dos ditos “moderados” (um termo dúbio e quase sempre usado conforme as conveniências quando se chega ao Médio Oriente). Como se verificou: só em cinco anos, no Iraque, já houve mais bombistas suicidas do que em toda a história da Palestina. Na verdade, o Iraque transformou-se, para os muçulmanos, numa nova Palestina. Era de esperar. Se é verdade que, pela violência extrema de Zarqawi e por o facto da Al-Qaeda juntar sunitas radicais, houve da parte dos xiitas iraquianos uma oposição a esta rede terrorista (que não é nova), não é menos verdade que o Iraque se transformou em pasto fácil para o terrorismo, como uma nova frente de combate.
Mais: sabendo-se que, desde sempre, uma das razões para o crescimento da utilização de meios não convencionais de combate (terrorismo) é a desproporção das forças em confronto (”guerra assimétrica”), era mais do que previsível que uma intervenção em larga escala naquela parte do Mundo levasse terroristas a um território onde não se tinham ainda instalado.
Não sendo previsível que uma intervenção no Iraque facilitasse a vida na Palestina e muito menos no Afeganistão, a razão do apoio de Pacheco Pereira à guerra é dada num texto de sua autoria que ele próprio cita: «A administração Bush (…) resolveu fazer uma política activa de mudar brutalmente os dados da questão que implicava acções militares preventivas sobre os estados que ou apoiassem grupos terroristas ou fossem fautores de políticas de desestabilização regionais. Esta politica resultou parcialmente na Síria e na Líbia, mas a sua prova dos nove teria que ser o Iraque. Por várias razões, o Iraque era o único país que tinha os meios e os recursos para prosseguir as políticas anti-americanas mais agressivas na região. Era também um país que se sabia disposto a tudo e com tradição de beligerância, um pária internacional que violava as resoluções das Nações Unidas todos os dias.»
Pacheco Pereira apoiou a guerra pela pior razão (aquela que era evidente desde o primeiro momento que daria maus resultados): redesenhar o mapa político e geoestratégico do Médio Oriente. Na realidade, esta posição não tinha, ainda antes da intervenção, qualquer consistência. Mas havia quem achasse que baralhando as cartas talvez lhe saísse uma boa mão. Só que no Médio Oriente a complexidade de todos os conflitos é tal que quando se baralham as cartas fica-se sempre com pior do que se tinha.
Pacheco Pereira apoiou a guerra com o mesmo voluntarismo de todos neo-conservadores, também comum à extrema-esquerda (uma análise biográfica de muitos deles talvez ajude a compreender as semelhanças). O caso mais evidente, em Portugal, foi o de José Manuel Fernandes, que num artigo com o título “De Bagdad a Riad» (cito o título e a ideia de cor, já que não encontro o texto na Net), mostrava que genuinamente acreditava que os EUA poderiam querer mudar o regime na Arábia Saudita, principal fonte de financiamento do terrorismo. Só muita ingenuidade ou ignorância sobre as relações de poder no Golfo e no Médio Oriente podiam levar a acreditar em tamanho delírio. Só um absoluto desconhecimento da natureza da administração de George Bush podia alimentar este tipo de ilusões.
Abandonando qualquer consideração ética e moral (que Pacheco Pereira não gosta quando o atacam e usa para se defender), vamos à frieza dos resultados, apenas do ponto de vista dos interesses dos EUA.
Não faltou quem avisasse que intervir no Iraque sem ter em conta a “questão xiita” era um suicídio. E os resultados estão à vista. A tomada do poder pela maioria xiita no Iraque, maltratada durante décadas por Saddam Hussein, iria inevitavelmente mudar o mapa da região. E, do ponto de vista dos americanos, só podia mudar para pior. Se é verdade que poderia enfraquecer o terrorismo sunita da Al-Qaeda, só o conseguiria por criar uma competição e uma nova frente para os americanos. Fortaleceu o Irão (e isso era mais do que previsível), que deixou de estar sozinho como país maioritariamente xiita governado por xiitas, e fortaleceu assim todo o eixo xiita (com vantagens evidentes e comprovadas para Hezbollah no Libano - transformando-se mesmo numa ponte entre o Irão e o Hamas -, criando uma nova frente para Israel). E a nova frente israelita perturbaria a frente palestiniana, como aconteceu.
Para além de Israel, criava ainda problemas a dois dos principais aliados dos americanos na região: o fortalecimento do eixo xiita assustou os sauditas e a autonomia (quase independência) do Curdistão Iraquiano levou os turcos a intervir contra o novo aliado dos EUA (os curdos), dando ao Irão (também com uma minoria curda) mais razões para se envolver na vida iraquiana. Pior ainda: obrigando a um investimento militar, enfraquecia a posição dos EUA no Afeganistão com repercussões explosivas (mas ainda pouco definidas) no Paquistão.
Ou seja, mais do que enfraquecer o terrorismo, a intervenção no Iraque criava uma nova frente de combate, um novo território para a Al-Qaeda, fortalecia outro opositor, retirava forças do Afeganistão e aumentava a pressão sobre Israel e sobre todos os aliados dos EUA na região. Pior para os EUA era impossível.
É verdade. Acontece que muitos dos erros cometido partiram de erros de avaliação sobre situação iraquiana anteriores à guerra - para os quais contribuiu o afastado de todos os que soubessem qualquer coisa sobre o assunto, tal era a vontade de avançar a qualquer preço. Caso a avaliação tivesse sido a correcta o mais provável (e a única coisa sensata, mesmo do ponto de vista dos interesses americanos) era que os EUA se vissem obrigados a desistir da aventura iraquiana. Os erros não são um desvio de percurso, são a consequência de uma intervenção às cegas. Muitos dos erros fundamentais (outros não) resultam da má avaliação que levou à intervenção. E essa má avaliação está bem espelhada nas razões de apoio à guerra que são dadas por Pacheco Pereira.
O Médio Oriente (e a sua vizinhança) funciona com vasos comunicantes. Qualquer coisa que aconteça na Palestina tem consequências no Líbano, qualquer coisa que aconteça no Líbano tem consequências na Síria, qualquer coisa que aconteça no Iraque tem consequências no Irão, qualquer coisa que aconteça em qualquer território curdo tem consequências na Turquia, qualquer coisa que aconteça no Afeganistão tem consequência no Paquistão e por aí adiante. Decidir uma intervenção militar no Iraque apostando na sorte (e tendo como base informações dadas por opositores imigrados) só podia dar maus resultados. Uma intervenção militar nunca levaria a “distensão” da situação no Médio Oriente, mas à sua explosão.
Como muitíssimo bem resume um artigo de Jorge Almeida Fernandes, no Público de há uns dias (com o esclarecedor título «Bush fez uma revolução no Médio Oriente, mas exactamente ao contrário daquela que esperava»), «três analistas do liberal Cato Institute, Benjamin Friedman, Harvey Sapolski e Chistopher Preble, advertem contra a ilusão de atribuir a catástrofe aos “erros” de planeamento ou de ignorância cometidos no Iraque - e cuja lista é infinda e risível. O erro de Bush foi ignorar os limites do poderio americano. “A força militar dá-nos o poder de conquistar países estrangeiros, mas não o poder de os governar.” Noutras palavras: a imposição do poder militar americano no estrangeiro “tende a unificar os nossos inimigos e a enfraquecer os aliados ideológicos”.»
Hoje, o mapa do Médio Oriente é mais explosivo do que era há cinco anos, a Al-Qaeda só está enfraquecida porque foi ultrapassada por outros adversários dos EUA, o Irão está mais forte, Israel teve a primeira derrota militar séria da sua história, a situação na Palestina está mais instável e incontrolada, os sauditas estão assutados com o crescimento da força xiita e reactivos, os turcos temem o que se passa no Iraque, e, já agora, o «petróleo, líquido que tem a tendência natural para surgir só em sítios complicados» (ou os sítios ficam complicados quando ele aparece?) está muitíssimo mais caro (e o Iraque contribuiu para isso).
Pacheco Pereira garante que não apoiou a guerra por causa das mentiras que nos foram apresentadas: as relações de Saddam com a Al-Qaeda (vendida a ignorantes) e as ADM. Irrita-se quando lhe mostram os números de mortos (acusa que aos opositores da guerra «não lhes interessa Saddam, não lhes interessa a submissão dos xiitas, não lhes interessa a natureza de um regime que atacou aldeias curdas com armas químicas, não lhes interessa um ditador que provocou guerras, essas sim, com mais de um milhão de mortos, e que invadiu os países vizinhos» mas resume as centenas de milhar de mortos desta guerra a «números plásticos»). Fiquemos então pelos objectivos estratégicos. Eles aí estão e foram, mesmo do ponto de vista que Pacheco Pereira defende, uma catástrofe.
Pacheco Pereira defendeu a intervenção porque acredita na engenharia política por via militar no Médio Oriente. E esse caminho foi o maior derrotado desta guerra. É destes factos que Pacheco Pereira tem de tirar todas as conclusão. Esperemos pelo seu próximo artigo.
Por Daniel Oliveira 25 Mar 08 em Iraque, Pacheco Pereira


Está a ver?! Quando quer até consegue contraditar JPP sem o agredir? Sem precisar de fazer afirmações de elevado “nível” ou de fina “fineza”!
Assim, lendo JPP e lendo o que você escreveu tenho de admitir que há pontos em que JPP tem razão e há outros onde a razão está da sua parte. Como tudo na vida, não há o 100% certo ou errado.
Leva-me a crer que não é uma questão ideológica entre si e ele, mas antes uma questão pessoal. Neste campo você perderá sempre!
Está na expectativa de que ele lhe vai responder, ou perder tanto tempo consigo como aquele que perdeu com ele…
It is always the best policy to speak the truth, unless of course you are an exceptionally good liar – Jerome K. Jerome
Daniel Oliveira neste momento parece-se um pouco com aquele fulano que enfiou o pé num leito de areias movediças e começa a esbracejar.
Se não parar de se mexer, corremos o risco de perder um dos maiores ideólogos de esquerda.
Vejamos então a sua frase de abertura:
“…o articulista aflora uma das razões porque seria a favor da intervenção no Iraque.”
Há aqui dois erros.
O primeiro é que em todas as partes transcritas, Pacheco Pereira nunca aflora nenhuma das circunstâncias pelas quais seria (e este é o segundo erro, ou se vê que é ou então condicionais não servem para nada) a favor da guerra mas sim quais as condições pelas quais a administração americana foi a favor da guerra.
Como já alguém disse no outro post há uma diferença entre Daniel Oliveira e Pacheco Pereira.
Enquanto um é um ideólogo e vê todos os assuntos do mundo e da sociedade pelo mesmo prisma o outro é um intelectual, analisa os assuntos e consegue, porque também é historiador, ver a árvore e a floresta.
Ambos, na sua missão social estão correctos.
Agora depende do leitor querer ler propaganda ou instruir-se.
Um mapa com Israel contendo os territorios palestinianos? Pois aqui se prova que o Daniel, o Bloco, a Internet, e quiça a propria Luz são agentes do Imperialismo Amero-Sionista!
«Só muita ingenuidade ou ignorância sobre as relações de poder no Golfo e no Médio Oriente podiam levar a acreditar [José Manuel Fernandes] em tamanho delírio (que os EUA poderiam querer mudar o regime na Arábia Saudita, principal fonte de financiamento do terrorismo)»
Há ainda outras razões, infinitamente mais prováveis, para as posições de José Manuel Fernandes e de Pacheco Pereira. Que nada têm a ver com ingenuidade ou ignorância.
Vamos lá agora enquanto há por aqui poucos comentários e ainda sou lido:
1. JPP tem quase 60 anos tendo ao longo deles trabalhado bem escassamente. Vive de fazer comentários em jornais e televisões e publica uma biografia da qual lança um volume de três em três anos. Isso não o impede de falar da ética do trabalho protestante e de mandar os outros produzir. É difícil achar outros comentadores com actividades profissionais tão árduas ainda para mais com tanto espaço;
2. Alimenta um blogue com mensagens de leitores e nuna explícitia manifestação de honestidade intelectual nunca publica mensagens de quem o contradiga;
3. Na escrita, segue um método infalível. Com argumentos coerentes e lógicos fazendo tudo bater certinho. Só que discorre sobre argumentos que alterou e que por isso deixam de ter ligações com a realidade. Ora, uma teoria bem concatenada assente em fundamentos falsos não passa de um artíficio de debate bem conhecido. Chama-se falácia.
4. A conivência acrítica com a invasão do Iraque implica a aceitação da execução de Saddam Hussein e de alguns dos seus ex-ministros - além de uma série enorme de outras malfeitorias. Ora, estes foram capturados por tropas apoiadas por Portugal com a GNR no terreno. Este país tem uma Constituição onde se fala claramente no impedimento da pena de morte e da entrega de
prisioneiros a justiças que os possam condenar à morte. Nenhum governante português ou algum dos seus publicistas acautelou ou exigiu que se acautelasse a vida dos tiranos capturados. Barroso e Portas têm sangue nos dentes. Pacheco é no mínimo cúmplice por omissão.
Com os resultados (Outcomes) à vista,e ainda dizem que este tipo é brilhante?E eu,é que sou o burro.Eheheheh.
Mas,neste momento fala-se de ‘algo’ em preparação para o Irão,lá nos USA.É sabido que o dólar está nas ruas da amargura e que lá para o fim do ano ,é possível de vir para os 1.75USD para 1 Euro.Logo,é provável que os doctor Strange Love estejam a cozinhar qq coisa para salvar o dólar uma vez que o Fed se está a tornar uma tipografia…
Olhe pra Znet,para o resistir.info e deixe-se do PP,astrónomomatemaático,físico,istoriador,avogado,pensador que há mais mundo do que este chiqueiro…
Eu digo que aflora, porque ele já expôs a razão e neste artigo fala dela. A não ser que nunca tenha lido nada de Pacheco Pereira, claro. E no artigo que ele próprio cita a razão é mais uma vez referia. Mas o Fado nunca consegue debater o tema em debate, fica-se sempre pela mera análise da forma aver se apanha alguém na esquina. Não me interressa esse debate sobre este tema, se não levar a mal.
De resto, a sua opinião sobre mim e Pacheco Pereira não é muito relevante para o debate sobre o Iraque.
Já agora: leu o post? Tem alguma coisa a dizer sobre o tema? Será Pacheco Pereira ou até eu somos para si mais relevantes do que a guerra do Iraque?
mondrian, é-me absolutamente indiferente se responde ou não. Ainda não percebeu isso? Eu não discuto apenas os textos de quem me responde. Responde quem quer responder, quem quer responder não responde e nem penso no assunto. Ou quando aqui põe comentário é apenas na esperança que eu responda? Não é, pois não? Então percebe.
Há aqui muito comentador que vive obcecado com o estatuto de cada um, julgando que isso me perturba. Por mim, debato com todos independentemente do estatuto, como se pode ver nestas caixas de comentários. Debato com pessoas que não faço ideia quem sejam. Parece que haja quem ache que isso é sinal de fraqueza. Sou muito pouco dado a deslumbramentos. Mesmo muito pouco. Não tenho importância nenhuma e vivo feliz com isso.
Muito bom post.
Sobre os motivos invocados pela administração Bush para atacar o Iraque (armas de destruição maciça e ligações à Al Qaeda), já foi tudo dito.
Sobre o que JPP diz ser o verdadeiro motivo, combater o terrorismo através da implementação da democracia Iraque (que serviria de exemplo para o resto do MO), eliminando uma ditadura brutal, até poderia ser uma justificação justa e plausível. Mas existiam vários problemas à partida que a condicionavam:
-O processo não foi transparente nem honesto (foram invocados motivos falsos)
-O actor principal, os EUA, não é credível na zona. Só com uma verdadeira força multilateral, em que actores credíveis localmente tivessem uma posição de destaque (eventualmente Turquia), se poderia conseguir a aceitação local da legitimidade da intervenção. Os Xiitas e Curdos detestavam Saddam e o seu regime, mas não confiavam nos americanos.
-O próprio Ocidente estava muito dividido, descridibilizando qualquer intervenção. Muito boa gente dizia na comunicação social que o objectivo era roubar o óleo aos iraquianos. Se eram os próprios ocidentais a dizer, porque haveriam os iraquianos de duvidar?
-Avançou-se depressa para uma intervenção, sem qualquer preparação diplomática séria. E avançou-se a quente. Aos olhos de Árabes e Muçulmanos iria sempre parecer uma vingança pelo 9/11.
Existe ainda um motivo mais forte para que o combate ao terrorismo não devesse ter passado por uma intervenção militar no Iraque.
O verdadeiro incitador de ódios, que espalha a ideologia islamista radical e financia grupos terroristas directa e indirectamente, é o regime wahabitta de Arábia Saudita.
Os wahabittas espalham a versão mais radical do Islão por largas extensões do mundo. Desde o Paquistão e Afeganistão, vizinhos Árabes, Sudão e Somália, Ásia Central, Balcãs, “Londonistão” e boa parte da Europa, EUA, os wahabittas, com os bolsos cheios de petrodólares enchem os ouvidos de muitos muçulmanos com a lenga-lenga do seu ódio radical. Os sauditas são os maiores exportadores do mundo de madrassas fundamentalistas, mesquitas radicais, “Caridades”, pagamentos directos a grupos terroristas.
Qualquer combate sério ao terrorismo tem de passar por pressionar o regime saudita a mudar, ou então a limitar a sua exportação do ódio.
Infelizmente a “real politik” míope do ocidente, preocupada em encher o depósito de gasolina todos os dias, bem como as ideologias multiculturais cheias de pudores em dizer o óbvio e complexadas com relativismos morais, têm levado a que o principal financiador do terrorismo continue impunemente a exportar ódio e a envenenar as mentes de populações muçulmanas por todo o mundo.
Se o objectivo era fazer guerra ao terrorismo, em vez de se ter feito uma guerra destinada a fracassar e que serviria para alimentar a propaganda terrorista, teria sido melhor expor e desmascarar o regime wahabitta, pressioná-lo diplomaticamente, combater a sua propaganda.
O prestígio e credibilidade dos EUA e Ocidente saíram enfraquecidos após esta guerra, a clivagem civilizacional aumentou, a capacidade de conter o Irão dos Aiatolas diminuiu, os custos foram enormes para todos. A intervenção no Iraque foi uma má decisão (cuja saída apressada poderá piorar ainda mais).
Mas num aspecto concordo com JPP: infelizmente vejo que muita gente, por mera guerra idelógica, repete à exaustão um gasto “eu não disse”, e inflaciona, com enorme “schadenfreude”, o número de vítimas.
Eu até que fico contente quando o DO me responde! Assim como o DO fica sensibilizado quando as respostas/comentários aos seus posts são muitos! E não acredito que lhe seja indiferente o facto de, eventual e improvavelmente, o JPP entrar em discurso directo consigo - diz que «nem penso no assunto»…
Confesso alguma lentidão no raciocínio, o que leva a algum aturado esforço de exegese, mas a resposta ao «Ainda não percebeu isso?» é negativa…
Mas posso estar enganado e, de resto, isto nada tem a ver com a substância do seu post.
«Um jogo perdido à partida», por quem?
Não necessáriamente pelo «complexo militar industrial» USA.
Que não consegue viver em ‘harmonia’ sem uma qq guerra que lhe faça funcionar o sistema.
O resto, «nuts», diria o general Patton.
O autor e avisador do perigo do «complexo militar industrial» que esperava os USA, não sou eu nem outro qq perigoso progresista.
Para quem não tenha presente, um antigo presidente USA, general e herói da II guerra mundial.
Muito obrigado.
Tem totalmente razão.
É um defeito que apanhei.
Interessa-me sempre e em primeiro lugar a forma e em seguida o conteúdo.
E tem que convir que há uma certa diferença entre apontar uma frase onde uma pessoa diga preto no branco o que pensa ou uma frase em que diga o que outro pensa.
A minha opinião sobre ambos é muito relevante para este debate (veja bem que até já há pessoas que o tomam, ao Pacheco Pereira, como um inútil que nunca trabalhou) porque este é um debate ideológico.
Eu sei que esta é uma palavra que queima os lábios de todos os adeptos do Bloco de Esquerda.
Repare que a cegueira, (normalmente afecta mais a esquerda que a direita), é tão grande que houve um respondente que achou que Saddam não era uma ameaça para os seus vizinhos! Mais de um milhão de mortos na guerra com o Irão desaparecem como por milagre.
A invasão do Iraque foi um erro?
Não! Tudo o que se faça para derrubar um sanguinário, este ou outro igual é legítimo.
Hitler hoje iria rir-se com os pruridos dos pacifistas anti-americanos.
Os americanos souberam lidar com um país que se lhes entregou de bandeja?
Não! Mas a verdade é que para desgosto dos jornalistas, os mortos actuais são de iraquianos feitos pelos iraquianos.
Gostava que me ensinasse como é que um atentado feito hoje ou amanhã num qualquer mercado é culpa do Bush.
“Não tenho importância nenhuma e vivo feliz com isso” diz muito bem de si mesmo o Daniel - no entanto a patada não deixa de vir incluida: “o mesmo voluntarismo de todos neo-conservadores, também comum à extrema-esquerda (uma análise biográfica de muitos deles talvez ajude a compreender as semelhanças)”
Ao tentar excluir aquilo que pessoalmente não lhe interessa, denegrindo a Esquerda em geral como a Operação Gládio fez (e continua a fazer) na Europa, como diz Chomsky, ao cercear o debate a duas opções únicas (o Daniel e o Pacheco, os 2 +-sociais demokratas) qualquer incauto pensa que as questões principais do problema estarão equacionadas - quando isso não é verdade, que é escamoteada - à filosofia neocon não interessou construir o que quer que fosse; a chave para a compreensão da invasão do Iraque está na economia e do escape da falência deste modelo nos EUA, a solução foi parida através da acção militar de um novo tipo de capitalismo destrutivo
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Óh Alexandrino, Eu não tomei JPP por inútil por nunca ter trabalhado. Acho até que é bastante útil. Não é é para mim, que me vejo forçado a trabalhar para viver nem para as muitas dezenas de publicistas também de direita que têm outras actividades conhecidas - para além do desdobramento supersónico em comentários de jornais, de revistas, de blogues e de televisões - nem para aqueles que ele constantemente invectiva à produtividade sem fazer nada por ela e por isso perdendo a moral. Desculpem-me os fiéis e acólitos mas não reconheço moral nenhuma ao homem. Fala, fala, fala, fala e eu nunca o vi a fazer nada, ao contrário, por exemplo, dos seus coroinhas como José Manuel Fernandes.
de qualquer forma fado, a conivência do dito com a invasão do iraque - que é o relevante nesta história - mostra-lhe bem a utilidade.
Jpp,não pertence ao partido que mais Corruptos,Xicos espertos,bandalhos e oportunistas de toda a espécie?Não sei porque dar importânciaa um escriba dessa corporação de gente mal frequentada.É evidente,que o objectivo de tal retórica desse senhor(bem pago,claro!) é atirar areia para os embasbacados,para os que já viram mais do mesmo, várias vezes!!!Não percebo o empolgante de discutir um demagogo e levar a sério o que esse tipo escrevinha…
O primeiro capítulo da obra de Ignacio Ramonet “Irak. Histoire d’un desastre” introduz com convicção que a decisão de atacar o Irak foi tomada exactamente na quarta-feira 21 de Novembro de 2001, setenta e um dia depois dos atentados do 11 de Setembro, no momento em que George W. Bush começava o décimo primeiro mês da sua presidência e no momento em que terminava no Afeganistão a guerra contra o regime taliban, acusado de albergar os chefes da rede Al-Qaida, em particular Oussana Ben Laden, responsáveis presumíveis dos ataques contra New York e Washington.
Foi nesse dia durante uma reunião do Conselho de Segurança Nacional na Casa Branca, que o Presidente subitamente perguntou a Donald Ramsfeld, Secretário de Estado da Defesa “que tipo de plano militar tem que diga respeito ao Iraque?”.
Consta, segundo o autor, que mesmo M. Ramsfeld, falcão entre os falcões, e um dos primeiros a pretender envolver Bagdad na agressão de11de Setembro, foi surpreendido. O Presidente insiste para que “peça a Tommy Franks (na época, general chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos), para que estude os meios que serão necessários para proteger a América no caso de ser imperioso derrubar Saddam Hussein.
Se tiver interesse em ler a minha recensão sobre o tema envie-me o seu mail.
«Jpp,não pertence ao partido que mais Corruptos,Xicos espertos,bandalhos e oportunistas de toda a espécie?Não sei porque dar importânciaa um escriba dessa corporação de gente mal frequentada.»
Este comentário é sintomático e esclarecedor…
Resta saber em que família política se integra o seu autor, para aferir da validade desse complexo de superioridade intelectual/política!
O blog de JPP não admite comentários. Ele publica fotos do estado do tempo e capas de livros da sua grandiosa biblioteca. JPP julga-se o maior génio nacional. Até poderá ser. Não lhe passes mais bola. Porque é isso que ele quer. Importância.
nuno magalhães
É verdade, o senhor apenas afirma que Pacheco Pereira nunca trabalhou na vida.
Presumo que o senhor entende que trabalhar é ter um horário, um patrão, um ordenado.
E assim sendo, é inúmera a legião de parasitas que andam e andavam aí pelo Mundo.
Olhe, um que o senhor deve adorar de seu nome Neftali Ricardo Reys e Basoalto que outros conhecem por Pablo Neruda.
Lembro-me também de Picasso, que mandrião! só pintava quadros.
É claro que o senhor ainda o acusou de outras tropelias.
Por respeito à minha inteligência e presumindo que deve estar arrependido do que escreveu, nas as vou repetir.
Nota final
Não tenho qualquer simpatia pessoal por Pacheco Pereira, mais que não fora porque manter um blog fechado a comentários não é democrático.
Como intelectual respeito-o em elevado grau.
Oh mondrian!!
tah-se mesmo a ver a familia a que o rapazinho pertence, não eh?
o xato eh que aquilo ainda pega para algumas bandas.
Devo dizer, Fado Alexandrino, que por uma vez concordo consigo.
Nuno Magalhães, Pacheco Pereira trabalha e mesmo que não tivesse outras funções profissionais (que tem), viveria das coisas que escreve, que é uma forma tão honesta como outra qualquer de ganhar a vida. Mal seria…
Sobre a sua pergunta acerca das estadias de JPP no Iraque, e para não ir muito mais longe:
“Recordo-me de ver no Iraque a polícia a regular o trânsito aos pontapés aos carros…”
Abrupto, 2.1.08
Sobre se fala árabe, sobre o que escreveu e sobre as conferências que deu, tenho a vaga sensação de que lhe ganharia por largíssima margem a si.
A diferença, Daniel Oliveira, é que JPP é convidado para fazer conferências pelo que sabe, não vai em representação de nenhum partido político.
Outra diferença, é que JPP sabe efectivamente do que fala, fala de forma lúcida e livre. E fala do que sabe. Estuda e pensa, duas tarefas que aparentemente a si lhe são desconhecidas.
E, finalmente, JPP nunca cairia no ridiculo de questionar num caixa de comentários se o Daniel Oliveira, foi ou não foi, fala ou não fala, escreveu ou não escreveu.
Quem veio falar do que eu sei o deixo de saber e comparar-me com JPP foi o senhor, por isso veja lá se não se baralha.
Concluindo: Não não sabe o que JPP sabe sobre a história do Islão, não sabe se ele fala árabe (umas palavras e umas frases também lhe posso ensinar a si, se quiser. São muito úteis para fazer turismo), não sabe que palestra fez ele na Palestina (onde não há muitas conferências, como deve imaginar) e sabe que ele esteve no Iraque (antes da guerra, supõem-se), onde não sabe se ele foi em representação partidária ou não.
O ridículo, se não me leva a mal, de vir aqui medir conhecimentos foi seu. JPP não é nenhum especialista em Médio Oriente. Dar-me-á seguramente lições sobre a história da Rússia e do movimento comunista, a sua especialidade. E eu teria todo o prazer em aprender com ele.
Já vi que é um fã como poucos artistas de novela têm. Mas, lamentavelmente, nem um génio inultrapassável como JPP sabe tudo. E sobre Médio Oriente e Islão, repito, tem escrito muitos disparates (e não me refiro a opiniões).
Passar bem.
e já agora recordo que quando foi nomeado para embaixador na UNESCO, o Pacheco Pereira ofereceu-se ao MNE para ir para o Iraque em vez de Paris
o homem tem muitos defeitos, mas dois não tem: trabalha que nem um mouro (ó Nuno Magalhães que comentário vergonhoso parece encomenda) e aceita correr riscos
Então diga lá disparates que jpp tenha escrito sobre o Médio Oriente e o Islão. Não estou a falar de opinião, embora pudesse ir por aí até porque era um campo em que o Daniel Oliveira ganhava, o que com certeza lhe afagaria o ego, estou a falar de factos. Vamos a eles!
E já agora: JPP foi ao Iraque, aprendeu árabe e deu recentemente conferências na Palestina. E não é preciso ser fã, ou sequer conhecê-lo basta ler o que escreve e o que escrevem sobre ele. Para um fã ao contrário, ou seja, alguém que odeia JPP acima de tudo, Daniel Oliveira devia saber isso…. não se pode combater eficazmente o que não se conhece.
Mas isto são fait divers ridiculos, o que eu quero é os tais disparates. Vamos a eles!
O JPP não sabe o que perde em não vir aqui cheirar esta discussão à sua volta!!! Nem sei se riria ou se choraria!!!
Passo por aqui para ler DO mas, não me levem a mal…também gosto de ler o Fado e cito:
(…) Gostava que me ensinasse como é que um atentado feito hoje ou amanhã num qualquer mercado é culpa do Bush (…)
Nada como uma boa piada para esquecer que o mundo está perigoso e que Bush não tem nada com isso!
ah! fado, fado!
Também concordo que nesta discussão faltam factos! Fundamentados por fontes! As acusações genéricas são sempre mais fáceis - e impossíveis de rebater!
Se eu disser que “o DO é um nabo e que não sabe nada acerca do que se passa no Iraque, o que se conclui dos disparates que diz”, é uma afirmação que vale o que vale…
mondrian, também acho esta conversa patética. E o “mitómano”, que iniciou em delírio absolluto e que parece não ter grande coisa a dizer sobre o Iraque, bem tenta transporta-la de um post para outro.
“Mitómano”, se quer continuar este debate agradeço que o faça no post onde o começou. Qualquer um que aqui publique será publicado lá. Gostava de continuar a discutir o Iraque.
Ó Daniel não ligue a estes MRPP. Parece que ainda andam a distribuir folhetos no volvo dos papás.
Fado está a cometer um anacronismo deliberado( admito que frase possa não estar bem estruturada e assim a ideia bem perceptível) porque referi que o Sadam não era uma ameaça para os seus vizinhos depois da guerra do golfo e como deve saber muito bem o conflito Irão\Iraque foi antes. Se quer tirar a teima aqui lhe cedo os links http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Golfo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Ir%C3%A3-Iraque
“Recordo-me de ver no Iraque a polícia a regular o trânsito aos pontapés aos carros…
Abrupto, 2.1.08″
Recordo-me de ver isto, também eu, e nunca lá estive.
Saberemos ler?
Estará o JPP (transpiro) a um nível tão ultra e supra e hiper, voa!, voa!, tão inflacionado e cheio de razão (magríssimo é, quando chega a casa e toda a despe para se deitar) que não conseguimos ver-lhe os defeitos?, apercebe-lhe as desrazões? Vamos pô-lo num altar?
Se me permitem, eu tenho um ponto final para este julgamento popular: a estimada opinião do JPP é apenas isso - a opinião do JPP, uma opinião, a sua própria opinião. É um direito mais do que pequeno que tem o senhor.
Não me espanta que seja polémica, espanta-me que seja tão conveniente a tão radicalmente adoptada. Adoptada.
Encontramo-nos órfãos de opinião válida para tão afectuosamente nos agarrarmos à do JPP?
Se pensar é inútil, adiante com os mimos, all we need is love.
Tenho pena e pouco tempo de não agarrar pelos tíbios testículos o apaixonado pelo amor que aqui atestou que o JPP lê (que precisão, sem mais comentários) cem vezes mais do que o DO. Teve a involuntária honestidade de não dizer que eram cem vezes melhor.
(Intenções! Quais são as nossas intenções quando assim humilde é a nossa argumentação?)
Sendo assim tão erudito (tanto que não se degrada em caixas de comentários, sua alteza, o oráculo, o “sujeito majestático”), deveria ou não aplicar a sua bondosa e generosa criação intelectual para se acumular nas academias de ciências?
Dava uma bela ala empoeirada.
portela menos 1
Muito obrigado.
Gosta de ler mas não gosta de responder, pois acredito que nem o senhor acredita que todas as malfeitorias do mundo são atribuíveis ao dono do gabinete oval.
A teoria das asas da borboleta é linda, mas deixemo-la para a meteorologia.
Não é difícil acreditar que Bush pressionado pelo cobarde ataque ás Torres Gémeas (espero que o senhor não seja daqueles que acreditam que o mesmo foi mandado executar por ele) tinha que retaliar, mais ainda quando chefe do exército mais poderoso do mundo.
Claro que neste momento havia outro fulano que julgava o mesmo, até porque as suas tropas não paravam de lhe jurar que iriam lutar até à morte.
Não lutaram.
Afinal não gostavam assim tanto do homem.
É sempre arriscado acreditar naqueles que dizem aquilo que lhes mandam dizer, e olhe que isto aplica-se aqui em Portugal a muito boa gente.
A primeira parte correu muito bem.
A mãe de todas as batalhas pariu uma derrota que ficou bem entalada na garganta de todos os anti-americanos.
Recorda-se que houve gente aqui que queria ir para lá servir de escudos humanos para defender Mr. Saddam da agressão ocidental?
A segunda parte está a correr menos bem.
Nem era para menos. Toda aquela região foi dividida entre as potências colonizadoras que como potências que eram preocuparam-se muito pouco com as fronteiras naturais quer em raças, etnias ou religiões. O mesmo se aplica a África.
Assim o que deviam ser três países é um e é quase um milagre que ainda se consiga uma paz relativa em grande parte do Iraque.
Se acrescentarmos a isto o petróleo está preparado um cocktail explosivo.
Termino para não ser cansativo com uma citação de Al-Qaeda – A História do Islamismo Radical de Jason Burke
o debate político, mesmo no Terceiro Mundo era cada vez mais dominado pelas doutrinas totalitárias emergentes do fascismo e do comunismo com as quais o islamismo pode ser comparado, dado a sua própria ideologia totalitária e a sua técnica de organização das massas com o objectivo de tomar o Poder e de controlar o Estado
Sobre este assunto e porque afinal do que se queixava Pacheco Pereira era da intolerância dos outros para quem tivesse advogado a guerra ao Iraque ( e pelos ataques pessoais que aqui lhe foram feitos, parece ter toda a razão)
I rest my case
Notável é constatar como se mimetizam os argumentos de há cinco anos como se nada tivesse passado. Como se não tivessem sido estiolados irremediavelmente pela descoberta das falsidades arquitectadas, pelo terrível fracasso no Iraque e em toda a região. Pela indecência com que se referem à aniquilação de um país. E, quais discos riscados, lá vão balbuciando: «anti-americanismo» (já viram a sensibilidade dos americanos sobre o assunto?), «pacifismo» e chavões que nada de substantivo significam mas que servem de refúgio oratório a quem perdeu todos os argumentos plausíveis…
Caro Daniel, apesar de achar que, por vezes, escreve alguns disparates, gosto muito deste seu estaminé e aprecio a forma como expõe as suas ideias.
Não aprecio muito comentar porque geram-se sempre discussões que se num discussion board já seriam complicado aqui é impossivel.
No entanto queria apenas fazer um apelo ao Sr. Fado Alexandrino (credo, que nome!) que caso tenha assim tanta necessidade de atenção que arranje uma namorada, ou vá jantar com os amigos ou coisa que o valha… não há pachorra para tanto razoado sem nada dizer.
De resto em relação ao Iraque, o conflito está a ser um sucesso! A banca americana (alguma) está cada vez mais poderosa, o Federal Reserve Bank tem o Estado americano cada vez mais no bolso e a familia Bush (e Cheney, e Rockefeller e Morgan e Rothschild, e etc…) estão a ter lucros astronómicos com todos os interesses já instalados naquele território. Mas isto já é a minha costela de paranoico.
A quase exclusividade do trabalho de publicista (ou de comentador) não será, perdoem-me, um trabalho particularmente extenuante e roubador de tempo. Prosas maiores do que as deles vejo-as com frequência em comentários de blogue. Mas o que de bastante grave decorre dessa quase exclusividade é que lhe rouba o contacto com o dia a dia das pessoas comuns o que lhe dá das condições de vida um conhecimento olímpico, de pedestal ou de cápsula. A vida não é o que passa nas televisões e nos jornais - como erradamente julga quem trabalha nesses meios. JPP não opina sobre qualquer coisa - como os quadros do Picasso ou os livros de José Saramago. Opina sobre as condições de vida das pessoas e do mundo. E influencia-as.
Este Nuno Magalhães é um portento.
Para ele, escrever, dar aulas, participar em programas de televisão, fazer conferências, pensar, não é trabalho.
Já agora, convinha que nos dissesse em que é que “trabalha”…
De facto essa do trabalho foi um tiro no pe,lol.
Pensar da imenso trabalho escrever tambem em suma ate viver da imenso trabalho; sobretudo nos tempos que correm
E atacar seja quem for com o argumento falivel de que :-pensa? entao nao trabalha - e demonstrar uma imensa falta de respeito por quem pensa e uma enorme ignorancia.
Atacar PP ou outra pessoa qualquer nessa base e baixito e nao conduz a nada.
O debate de ideias ( que tanto bem faz ao espirito sendo uma optima ginastica e trazendo muita saude) deve ser feito com inteligencia humor e ja agora uma certa elegancia.Se assim for torna-se interessante podendo ate trazer excelencia a nossa vida.
Caso contrario limita-se a ser apenas mais um pequeno exercicio de falta de estilo e nada mais .
A invasão do Iraque já matou mais americanos que o ataque às Torres Gémeas. Matou centenas de milhar de iraquianos. Destroçou as infra-estruturas do Iraque. Não trouxe mais bem-estar a nenhuma região do mundo. Está a fazer a vida negra à economia americana e, por arrasto, à economia ocidental e mundial.
Os que acham que foi uma opção positiva não se importariam por certo de ter uma reedição desta invasão em outro país (não faltam países com ditadores piores do que Saddam). Queiram sugerir, então, em que outros locais do mundo gostariam de ver repetir-se esta tragédia.
“Não houve mentiras porque Bush e Blair estavam convencidos de que as armas de destruição maciça existiam no Iraque”
JPP-in Publico
Este trongo, que não tem outro nome, deve pensar que está a dizer estas coisas ao putos da rua dele.
Bush e Blair estavam convencidos de que as armas de destruição maciça existiam no Iraque???
Convencidos ???
Este dois e mais alguns, deviam era estar em Guatanamo ou coisa que o valha para não ir tão longe como o enforcamento em directo e a cores.
O JPP, no mínimo, era colocado na chamada zona verde de Bagdad, agora democrática… sem colete á prova de bala nem capacete, podia ser que um franco atirador lhe acertasse numa qualquer zona gorda do corpo, coisa que não devia ser difícil.