«Existe em Portugal um delito de opinião para o qual uma pequena turba, que só parece grande porque é alimentada pelo silêncio de muitos, pede punição, censura, opróbrio, confissão pública do crime, rasgar de vestes. Esse delito de opinião é ter estado a favor da invasão do Iraque e é particularmente agravado nos casos raríssimos em que se continua a estar a favor, esses então de reincidência patológica que justificam prisão e banimento.»
De Pacheco Pereira, que anda há anos a monte, perseguido por uma turba que o quer levar para forca.
Quando lhe faltam argumentos Pacheco faz sempre o mesmo: atira-se para o chão num pranto, apontando o seu dedo de vítima perseguida a quem se atreva a critica-lo. O que, tendo em conta a sua violência verbal (bem presente no resto deste inenarrável post), é de um descaramento extraordinário.



Artº 1º
-Pacheco Pereira tem sempre razão.
Artº 2º
-Quando Pacheco Pereira não
tem razão,aplica-se o artº 1º
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/middle_east/4514414.stm
http://news.bbc.co.uk/2/hi/in_depth/middle_east/2004/iraq_log/default.stm
—-
Caro Daniel,
Não defendo a decisão imbecil de invadir o Iraque, condeno a “argumentação” a favor da invasão etc.
No entanto, os críticos da guerra raramente falam dos resultados das eleições, da participação em massa dos iraquianos, do facto de que a população iraquiana está, quer se queira quer não, ao lado dos Americanos e Britânicos…que os Americanos e Brits NÃO são culpados pele mortandade…e que, apesar dos 100 ooo-500 ooo mortos, da destruição etc…a população Iraquiana NÃO se insurgiu contra as forças Americanas e Britânicas.
Porque é que os senhores não falam sobre este assunto??? repito: Eu não concordei e não concordo com a guerra do Iraque mas não me parece que seja possível criticar o actual estado de coisas sem ter em conta as preferências dos próprios Iraquianos. Isto não justifica coisa alguma (mt pelo contrário). Mas dá que pensar!! (a meu ver)
Na minha opinião, uma das razões para tudo isto é p facto, também indiscutível, que os Iraquianos SABEM muito bem quem são os verdadeiros responsáveis pela mortandade. (al qaeda e movimentos afiliados e as milícias xiitas)
O que é que o Daniel defende? A saída imediata do Iraque? Quais seriam as consequências desta decisão? Fomentaria a democratização do país? Qual é a sua solução?
Se o Sr cita, com toda a razão, a tragédia da guerra…também deveria citar, na minha opinião, o facto desta guerra NÃO ter posto a vasta maioria dos iraquianos contra as potências ocupantes? Não pode invocar o povo e esquecer-se dele…ao mesmo tempo.
cumprimentos, ezequiel
Coitadinho do P Pereira!
Por acaso disse mais ou menos o mesmo no programa da SIC Notícias… Já não há grande paciencia, mas ele é livre de se expressar…
HAHAHA
Pacheco Pereira não tem hoje como justificar o apoio à invasão do Iraque! Talvez esperasse poder contar com aqueles que agora se dizem”enganados” pelos documentos que lhe puseram à frente!!!
O seu ideário sobre a guerra do Iraque deixou-o num beco sem saída! Atira-se ao chão!!!!
Olha, ainda há quem leia o que o Pacheco escreve….Afinal és tu??
Talvez fosse interessante para JPP recordar-se dos insultos com que o seu companheiro de infortúnio, o outro mártir a liberdade de opinião, José Manuel Fernandes, aspergiu largamente, na altura da invasão, os “amigos da al-Qaeda”, “colaboracionistas”, “discípulos de Chamberlain” e outros “apoantes de Saddam”.
Tenha-se ou não apoiado a invasão do Iraque, há que admitir que o Sadam era uma besta! Se não tinha armas de destrição maciça era porque já as tinha gasto todas: nos Curdos e nos Xiitas, para não falar nos Iranianos. Tinha uma policia política que matava e torturava muito mais que americanos e britânicos juntos. Invadia outros povos, e certamente não lhes fazia festinhas. E ameaçava constantemente tudo e todos.
Que Sadam era um perigo, era. Se a melhor maneira de acabar com ele foi invadir o Iraque, é que já tenho dúvidas.
Pacheco Pereira é um intelectual e um erudito.
É natural que quando escreva não consiga ser percebido por todos, embora esteja aqui demonstrado (pelo teor dos post) que tem totalmente razão.
Quem não tem razão nenhuma é Daniel Oliveira.
Ele não percebeu, (a pressa é sempre má conselheira), que o artigo respigado do Público tem lá no fundo uma palavrinha mágica (continua).
Como é que Daniel Oliveira consegue fazer uma análise científica a uma coisa de que só conhece metade?
A posição dos que se dizem enganados é uma vergonha.A posição de Pacheco Pereira é mais coerente.Apesar de discordar da sua opinião neste como em outros assuntos,continuo a ler o que ele escreve no blog e a ver o programa da Sic Noticias.Quanto ao que ele diz em relação ao delito de opinião,e ao apontar o BE como o autor da perseguição não tem razão nenhuma,conheço muita gente mesmo da sua area politica que não está de acordo com as suas justificações relativamente a guerra do Iraque.
Esta é a minha parte preferida:
«A decisão de invadir tem pouco a ver com a existência de armas de destruição maciça, ou com a possibilidade de Saddam ser um apoiante da Al-Qaeda, que não era. A origem da decisão tem a ver com uma ideia mais global da resposta à crise suscitada pelo terrorismo apocalíptico que se verificou nas torres nova-iorquinas e no Pentágono, mas também nas embaixadas africanas dos EUA, nas discotecas de Bali, no metro de Londres, nos comboios suburbanos de Madrid e um pouco por todo o lado, da Índia à China, do Cáucaso aos Balcãs.»
Reparem como, para Pacheco, a decisão de invadir o Iraque, em 2003, teve na «origem» factos posteriores à dita invasão, como os atentados de Madrid ou de Londres… E, já agora, seria útil que o honesto Pacheco nos mostrasse onde escreveu (nessas suas ilhas de resistência que mantém em 5 órgãos de mass media) que «a decisão de invadir tem pouco a ver com a existência de armas de destruição maciça, ou com a possibilidade de Saddam ser um apoiante da Al-Qaeda, que não era.»
Fado Alexandrino, trata-se da defesa mais engenhosa que já vi de um artigo. Eu limitei-me a referir o que está escrito sobre quem critica Pacheco Pereira. Devo esperar pelo fim da novela?
«Pacheco Pereira é um intelectual e um erudito.
É natural que quando escreva não consiga ser percebido por todos»
Pior do que um arrogante, é um arrogante por interposta pessoa. Acho que ainda chego aos artigos de Pacheco Pereira que, aliás, sobre o Iraque sabe menos do que qualquer pessoa medianamente interessada no assunto. Aliás, sobre praticamente tudo o que tenha a ver com Médio Oriente e Golfo escreve quase sempre disparates e é muito pouco informado.
Vê? Isto é arrogância. Mas como deve ser. Assumindo os riscos.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7299569.stm
errei: referia-me a esta sondagem, da semana passada.
Parece evidente que o Daniel não compreendeu o que o JPP escreveu. Sugiro-lhe que leia de novo o artigo do JPP. Quanto ao resto, o JPP tem toda a razão.
Ah!Agora,intelectual não é pejorativo,pq é um gajo de direita,bem pago a produzir propaganda.Se fosse de esquerda é que era o caraças.Tá bem,tá bem.Avante ignominia,pulhice e vigarice que é o que está a dar ‘prá xente arranjar a vidinha’…Venham as declarações do IRS do pantomineiro mor,paravermos como é bem pago o falso pensador
Pacheco Pereira é um expert em assuntos internos do PSD e cosmologia. Nos outros sabe tanto como qualquer mortal. Quanto á guerra do Iraque, sabe menos.
Bush deveria ser levado a tribunal internacional. E os colaboracionistas tipo Pacheco também deveriam ser condenados. É uma vergonha para Portugal que um cúmplice da guerra, ainda por cima contumaz, continue com amplo espaço nos mass media. Infelizmente o crime compensa. Pobre país.
Saddam’s Terror Links
March 24, 2008; Page A14
Five years on, few Iraq myths are as persistent as the notion that the Bush Administration invented a connection between Saddam Hussein and al Qaeda. Yet a new Pentagon report suggests that Iraq’s links to world-wide terror networks, including al Qaeda, were far more extensive than previously understood.
Naturally, it’s getting little or no attention. Press accounts have been misleading or outright distortions, while the Bush Administration seems indifferent. Even John McCain has let the study’s revelations float by. But that doesn’t make the facts any less notable or true.
The redacted version of “Saddam and Terrorism” is the most definitive public assessment to date from the Harmony program, the trove of “exploitable” documents, audio and video records, and computer files captured in Iraq. On the basis of about 600,000 items, the report lays out Saddam’s willingness to use terrorism against American and other international targets, as well as his larger state sponsorship of terror, which included harboring, training and equipping jihadis throughout the Middle East.
“The rise of Islamic fundamentalism in the region gave Saddam the opportunity to make terrorism, one of the few tools remaining in Saddam’s ‘coercion’ toolbox, not only cost effective but a formal instrument of state power,” the authors conclude. Throughout the 1990s, the Iraqi Intelligence Service (IIS) cooperated with Hamas; the Palestine Liberation Front, which maintained a Baghdad office; Force 17, Yasser Arafat’s private army; and others. The IIS gave commando training for members of Egyptian Islamic Jihad, the organization that assassinated Anwar Sadat and whose “emir” was Ayman al-Zawahiri, who became Osama bin Laden’s second-in-command when the group merged with al Qaeda in 1998.
At the very least the report should dispel the notion that outwardly “secular” Saddam would never consort with religious types like al Qaeda. A pan-Arab nationalist, Saddam viewed radical Islamists as potential allies, and they likewise. According to a 1993 memo, Saddam decided to “form a group to start hunting Americans present on Arab soil; especially Somalia,” where al Qaeda was then working with warlords against U.S. humanitarian forces. Saddam also trained Sudanese fighters in Iraq.
The Pentagon report cites this as “a tactical example” of their cooperation. When Saddam “was ordering action in Somalia aimed at the American presence, Osama bin Laden was doing the same thing.” Saddam took an interest in “far-flung terrorist groups . . . to locate any organization whose services he might use in the future.” The Harmony documents “reveal that the regime was willing to co-opt or support organizations it knew to be part of al Qaeda — as long as that organization’s near-term goals supported Saddam’s long-term version.”
For 20 years, such “support” included using Fedayeen Saddam training camps to school terrorists, especially Palestinians but also non-Iraqis “directly associated” with al Qaeda, continuing up to the fall of Baghdad. Saddam also provided financial support and weapons, amounting to “a state-directed program of significant scale.” In July 2001, the regime began patronizing a terror cartel in Bahrain calling itself the Army of Muhammad, which, according to an Iraqi memo, “is under the wings of bin Laden.”
It’s true that the Pentagon report found no “smoking gun,” i.e., a direct connection on a joint Iraq-al Qaeda operation. Supposedly this vindicates the view that Iraq’s liberation was launched on false premises. But the Administration was always cautious, with Colin Powell alleging merely a “sinister nexus” in his 2003 U.N. speech. If anything, sinister is an understatement. The main Iraq intelligence failure was over WMD, but the report indicates that the CIA also underestimated Saddam’s ties to global terror cartels.
The Administration has always maintained that Iraq is just one front in the war on terror; and the report offers “evidence of logistical preparation for terrorist operations in other nations, including those in the West.” In 2002, an IIS memo explained to Saddam that Iraqi embassies were stockpiling weapons, while many of the terrorists trained in Fedayeen camps were dispatched to London with counterfeit documents, where they circulated throughout Europe.
Around the same time, the IIS began to manufacture better improvised explosive devices “designed to be used in civilian areas,” and the regime bureaucratized suicide operations, with local Baath Party leaders competing to provide recruits for Saddam as part of a “Martyrdom Project.”
All of these are inconvenient facts for those who want to assert that somehow Saddam could have been easily contained and presented no threat to the U.S. The Harmony files buttress the case that the decision to oust Saddam was the right one — which makes it all the more puzzling that the Bush Administration is mum. It isn’t the first time the White House has ceded the Iraq debate to its opponents.
Mas se não se rasgar as vestes nunca destes, em que estamos perante centenas de milhares de mortos, quando é que se devem rasgar? Eu sei que em nome da liberdade de expressão a prisão é desproporcionada para o Pacheco. Mas desaparecer dos mass media durante alguns anos, é o minimo que se exige. Está visto que o homem não tem vergonha na cara.
Desculpe la’ Daniel, mas o Daniel tem de comer muita sopa, ler muito livro, artigo de jornal, revista e blog para chegar aos calcanhares do Pacheco Pereira. Desde ja’ lhe digo que duvido que alguma vez la’ chegue, apesar de ter a vantagem de ser mais novo.
Você insiste em investir contra o PP e ele insiste em ignorá-lo olimpicamente. Provavelmente por não fazer a mais pequena ideia de quem você seja, apesar de um dia você ter estado sentado ao lado dele já não me lembro aonde. Agora até já faz ataques pessoais para ver se ele lhe responde. Desconfio que você ganhará as mesmas.
“Aliás, sobre praticamente tudo o que tenha a ver com Médio Oriente e Golfo escreve quase sempre disparates e é muito pouco informado.” E você é uma pessoa informada sobre o que se passa por aquelas bandas? E só escreve coisas doutas acerca daquela coisa? Assim como assim, sempre são 15 dias por ano que por lá passa.
Daniel, faca la’ outro post sobre Obama, sobre o magnifico discurso dele em resposta ‘as declaracaoes do reverendo Wright e, ja’ agora, comente isto: http://www.realclearpolitics.com/polls/
Daniel Oliveira 24 Mar 2008 às 17:22
It beats as it sweeps as it cleans
Advertinsing slogan for Hoover vacuum cleaners
Desculpe dizer-lhe, o senhor não tem razão nenhuma.
Mal comparado é como pegar no livro de Choderlos de Laclos “Les liaisons dangereuses” ler as primeiras dez página e concluir que é um manual para escrever cartas.
A verdade é só uma.
O artigo compõe-se de duas partes e não se pode, nem se deve, tirar conclusão nenhuma sem lermos toda a argumentação que o autor pretende explanar.
Não há volta a dar a este atropelo a uma regra que o senhor como jornalista devia defender com entusiasmo.
Já tive ocasião de lhe mostrar a minha perplexidade quando colocou a cara dos responsáveis pelos morticínios no Iraque de lhe perguntar porque estava Saddam ausente.
Nas suas mãos corre o sangue de milhões.
Provocou três guerras brutais em perdas humanas.
Liquidou sem qualquer ponta de vergonha ou remorso milhares de compatriotas.
Esmagou uma nação e três povos sob a maior crueldade e tirania imagináveis.
Enquanto o seu povo vivia na miséria acumulou ele e os familiares, vivendo na maior ostentação, fortunas incalculáveis.
É um herói para tanta gente de esquerda.
E isto, é verdadeiramente atroz.
O que faz com que Pacheco Pereira não esteja longe da verdade quando diz o que diz.
Quais ataques pessoais?
Já vi que temos aqui um clube de fãs. E o nível, a fineza: Tem de comer muita sopa, não faz ideia quem você seja… Daqui a pouco estão a deitar-me a língua de fora.
Daniel, nao e’ preciso deitar a lingua de fora. PP leu 100x mais que o Daniel, mas nao e por ai que ele lhe “ganha”. PP nao e’ dono da verdade e muitas vezes tambem escrve e diz coisas ridiculas. Mas ele faz uma coisa que o Daniel e’ incapaz de fazer: analise. PP consegue “despir a camisola” e analisar uma questao independentemente das suas (dele) conviccoes politicas (eu sei que filosoficamente isto e’ impossivel, mas na pratica ele aproxima-se disto muito bem). O Daniel apenas faz “opiniao”. A sua opiniao. E muitas vezes mistura a realidade com os seus desejos ou aspiracoes…vamos falar de Obama?
Enviei este email a Pacheco Pereira, assim que vi o post no Abrupto:
Caro senhor,
Li mais uma vez a crónica do Público que reproduziu no seu blog e lembrei-me de Andre Gide. Como sabe, o escritor foi à União Sovietica a convite do Partido Comunista e ao regressar publicou um ensaio em que revelava o que tinha visto, em vez do que lhe tinham dito para ver. Nas décadas seguintes a direita europeia viu em Gide, justamente, um homem probo que não sacrificava a sua dignidade intelectual às ideologias da moda. Por ser um exemplo raro, ficou na memória do século.
Infelizmente, o senhor não é Andre Gide. Perante uma questão política com profundos contornos éticos, simplesmente escolheu o lado dos vencedores. E agora, sem manifestar remorso perante uma chacina que podia ter sido evitada, pede-nos que respeitemos o seu patético exercício de auto-vitimização. Fazê-lo seria enlamear a memória dos iraquianos que foram mortos nesta vergonha.
Viva com isso.
L.
Curioso o facto de, os invasores e defensores da guerra do Iraque, não terem tido, sequer, a habilidade de lá porem umas armazitas de destruição maciça e gritarem: ENCONTRÁMOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!
“ Saddam era uma besta! Se não tinha armas de destruição maciça era porque “
Porque…600 mil mortos no terreno já lá vão provocados por efeitos colaterais e mortes de soldados americano ou da coligação são aos milhares.
Todos os porques que a Isabel possa encontrar, não calam estes são os factos.
Alguma ponta de razão que os seus porque tivessem, ficou sem ela com o enforcamento, em directo e a cores. Não sei se tem filhos…imagine um rebento de 5/6 anos ver aquelas imagens. Mas depois, a miúda do telemóvel é que é a desmiolada…e até é
O PPereira?? É que há mais PPs, há PPortas, PPedroso , pois…e é esta gente que vai formando opiniões…
Clube de fãs, tem do Saddam neste blogue. Não admira: certa esquerda caviar empre defendeu os tiranos. De Bin Laden a Estaline; de Mao a Pol Pot, de Chavez a Che Guevara.
Assassino há só um: o Papa e mais nenhum !
Fado Alexandrino,
O JPP diminui todos aqueles se opõem e sempre se opuseram à guerra no Iraque. Está obcecado (e ele é um homem de grandes obsessões) com os anti-americanos. Até os americanos já perceberam… Até eles já são anti-americanos.
O resto do artigo é uma tentativa sofrível de justificar o Iraque como campo de batalha físico e concreto contra o “terrorismo”. Outra justificação póstuma a 2003. Preocupa-se em tentar assinalar pontos positivos, mas nem os americanos, à excepção da administração, acredita muito nisso. Apenas vêm o dólar a desvalorizar, o petróleo a aumentar e claro, desde 2001, o número de mortos a crescer. Isto tudo enquanto a administração procura continuar a “aterrorizar” (porque o terror é sobretudo psicológico e, para muitos, existe um interesse em mante-lo) as massas.
O JPP fala do Iraque como campo de batalha, mal fala na inexistência de armas de destruição em massa; mal fala nas provas ténues ou mesmo inexistentes de que Saddam e o Iraque serviriam como base para terroristas, antes de 2003; não fala do preço de petróleo e dos interesses económicos ligados ao petróleo e às armas; não fala dos inúmeros ‘contractors’ e do custo directo da guerra; e de muitos outros aspectos se esquece.
Citando: «Ou seja, nem tudo o que aconteceu depois de 2003 se deve à invasão, nem é sua consequência necessária ou inevitável, nem a tem como pressuposto.»
O JPP parte do pressuposto de que o Iraque como campo de batalha contra o terrorismo não “criou” mais fundamentalistas e mais “terroristas”; parte do princípio de que os países só não foram atacados (ah espere… foram) porque existe esse campo; esquece-se que já existia uma campo de batalha, no Afeganistão, que não é nem metade do faroeste que é o Iraque.
«Talvez por isso, fechar o que está a acontecer no Iraque debaixo de conclusões férreas, definidas de antemão desde 2003, e a que pouco interessa a realidade que não seja a dos atentados, é mais do domínio da propaganda do que da realidade.»
O JPP não percebe que ele é que adoptou uma tese antes de 2003: de que a guerra era justificada; e jura e, pelo que se vê, jurará ad eternum por essa tese, seguindo a evolução das diferentes justificações. Justificações póstumas, desesperadas. Pura propaganda pra justificar o injustificável. Propaganda que é acompanhada da manutenção do terror, por mera decisão política, nas massas, através dos media e das constantes declarações oficiais. O JPP não vive na realidade. Nem sequer na propaganda. Viva num estado de completa ilusão.
no artigo de PP gostei desta parte:
“Se houvesse pelourinho na cidade, a turba lá nos levaria a mim e ao José Manuel Fernandes, que suporta nove décimos de ataques à sua direcção do Público por causa deste delito de opinião, para a humilhação pública”
no debate do Arrastão gosto do clube de fãs de PP ( também pode ser lido “partido popular”) comandado pelo erudito Fado!
“Pacheco faz sempre o mesmo: atira-se para o chão num pranto…”
“…tendo em conta a sua violência verbal …. é de um descaramento extraordinário.”
É a este tipo de nivel e de fineza que se refere? Posso mostrar mais fineza desta se quiser!
E o Blue Six, o Daniel Oliveira, a Rosinha dos Limões, e o resto da turba deveriam ser primeiro torturados para depois poderem dizer que sabem do que estão a falar.
“É um herói para tanta gente de esquerda.
E isto, é verdadeiramente atroz.”
O Bin Laden é também outro herói da esquerda. Os heróis da esquerda são, por ordem decrescente de importancia, Bin Laden, Saddam, Fidel e Chavez. Quanto mais oposição aos EUA, mais importante se torna o herói.
É interessante vêr a argumentação dos seguidores de PP: o Sadam era um bandido (e era), logo matar mais alguns milhares de iraquianos (a juntar aos que ele matou)não faz diferença nenhuma, quando se vê o mundo pelo lado “filosófico” do PP…
Aldrabar o zé povinho com as armas de destruição maciça,ignorar Guantanamo e, pelo caminho, o petróleo roubado, também não importa.
Não escutar a voz do povo iraniano que pretende enviar os americanos para casa (veja-se o que eles dizem aos reporteres internacionais)também não convém.
Colocar a enfase no seu direito ao voto é tão ridículo como perguntar a um defunto se tem frio.
obviamente queria dizer “voz do povo iraquiano”
Do Iraque:
a) Dirigido aos apoiantes de GWB: a invasão ocorreu devido aos desmandos de Saddam - quantos anos depois?
Porque não quando ocorreram tais desmandos?
b) Hoje: é obrigatório contar com os EUA para o futuro do Iraque. Nada a opôr.
c) Resultados da invasão:
c.1) Assegurada a exploração petrolífera por conta das grandes irmãs americanas.
c.2) Quanto ao regime no Iraque, alguem consegue profetizar um sistema democrático?
d) Que possa ser melhor que o anterior, não é dificil admitir.
Quanto ao preço…
Z
Lamentável este post do Daniel Oliveira sobre o JPP. Ele (o JPP) é imperdível, tem sempre razão em TODAS as suas doutas opiniões e nunca se engana.
E tem audiência, quer se queira ou não. Logo, não apenas é ele a levar-se a sério, creio que alguma boa gente também o leva a sério - como leva a sério, por exemplo, o Alberto João Jardim.
De resto, o JPP, na formação da opinião pública, cumpre, sempre, um papel só destinado aos deuses: o de fazer acreditar que sempre que os norte-americanos decidem fazer uma guerra ela é justa, moral, democrática, civilizacional e boa até para os guerreados.
O resto do paleio do JPP é zanga de comadres para distrair a plebe…
mdn, sobre o Iraque, pelo menos tendo em conta o que escreve, não leu seguramente. E sobre o mundo árabe nunca li nada dele que não fosse o disparate ou propaganda colada com cuspo.
“É interessante vêr a argumentação dos seguidores de PP: o Sadam era um bandido (e era), logo matar mais alguns milhares de iraquianos (a juntar aos que ele matou)não faz diferença nenhuma, quando se vê o mundo pelo lado “filosófico” do PP…”
Na segunda guerra morreram 50 milhões de pessoas. O que os aliados deveriam ter feito era ficarem quietinhos e assim evitava-se tantas mortes.
E já agora, contando com as guerras que iniciou, os curdos, etc, em média Saddam causou a morte de 100 000 pessoas por ano. Assim, durante estes 5 anos já teria morto mais meio milháo de pessoas. A diferença é que agora as vidas não são perdidas em vão.
“Não sei se tem filhos…imagine um rebento de 5/6 anos ver aquelas imagens”
Então imagine a Bolota o que é ver os seus filhos mortos a sua frente como era do gosto requintado do coitadinho do Saddam que foi enforcado, tenho tanta pena dele….
A opinião de PP vale o que vale tal como aa de qualquer outra pessoa, seja eu ou o D. Oliveira,. No entanto, é sempre importante, antes de nos deixar-mos ir na corrente, que é sempre mais cómodo, analisar os diferentes pontos de vista. Estamos ( quase ) todos de acordo, inclusive PP, pelos vistos, que a invasão do Iraque foi baseada em falsidades varias e o que se seguiu à chamada Guerra do Golfo II, que os Americanos ganharam facilmente, como era sua obrigação, face ao poderio militar que têm , revestiu-se em muitos aspectos de catatrófico. Até aqui parece que o próprio PP, não diverge substancialmente da opinião maioritária. No que há realmente divergência é considerar que tudo o que aconteceu no Iraque, nos ultimos 5 anos foi um desastre. Nisso eu não posso estar de acordo. Poderão afirmar, que mau seria se tudo tivesse corrido mal. Mas a verdade é que provavelmente apesar da extrema viloência, que ainda se verifica, os Iraquianos nunca tiveram tanto poder com o seu voto como agora. Nunca se poderam exprimir com tanta liberdade como agora. Poderá ser ainda pouco para contrabalançar tudo o de negativo que ainda existe, mas é um começo. E esse começo não deve valer assim tão insignificante para um cidadão Iraquiano que tenha vivido sob a pata de Saddam.
Em primeiro lugar quero que fique bem claro que fui contra a invasão do Iraque, nunca achei o Sadam uma ameaça para os EUA ,nem sequer para os seus vizinhos, depois da primeira guerra do golfo nem capacidade logística tinha para responder em guerra aberta como se viu e porque tudo o que fazia era relatado em tempo real ao pentágono. Serviu sim para uma desculpa (muito esfarrapada) para os americanos apoderarem-se do petróleo (o Pacheco Pereira disse na quadratura que se assim não fosse o barril de petróleo estaria nos 200 dólares, eu penso o contrário pois o que o fez subir foi também a guerra).
Nota-se que o Pacheco Pereira militou na extrema-esquerda pois a estrutura da defesa do raciocínio neste caso é similar á do PC a apoiar as FARC ou do Miguel Portas com o hezbollah que consiste em desmontar o caso de forma a criar duvida depois de os dados estarem lançados e estudados e da “fuga para a frente” majorando exponencialmente a ideia inicial servindo-se de uma falsa dialéctica que parte de axiomas errados (a CASSETE).
Eu considero o Pacheco Pereira um homem muito inteligente por quem tenho admiração, uma pessoa quase sempre objectiva mas sempre acutilante, informada, inconformada, um pedagogo (bem mais valia os alunos com os seus portáteis socretinos lerem o abrupto todos os dias que darem Saramago pois aumentavam em muito o seu léxico e a Língua Portuguesa agradecia) e acima de tudo sério e honesto mas que deve ter fraquezas como todos nós.
Não posso deixar de referir que penso que o Daniel Oliveira têm algo pessoal com o Pacheco Pereira (espero que não pense que tenho algo pessoal consigo por escrever isto) pois faz-lhe ataques pessoais a toda a hora, este post é de uma forma implícita mas já foi explicito quando o criticou por ter sido director por um dia do publico (parece que queria o lugar para si e teve inveja), da estorieta das vezes em que o abrupto aparecia….bem nem me interessa a vaidade que o Pacheco Pereira têm na cria, mas o Daniel Oliveira não deixou passar e referiu com escárnio e maldizer ou então no eixo do mal quando disse que o Pacheco Pereira tinha um motor de busca para poemas para o EARLY MORNING BLOGS.
PS: Note que também tenho prazer em ler o seu blogue e participar no debate de ideias através dos comentários algo que no abrupto não é possível.
“ Os heróis da esquerda são, por ordem decrescente de importância, Bin Laden, Saddam, Fidel e Chavez “
Oi tina,
E o tino??? Nem sei se sou de esquerda e, se fosse??? Como já disse por ai…600.000 mortes só no Iraque, efeitos colaterais, claro…Americanos oficialmente aceites 4.000 mortos, fora os que…
Se juntarmos a isto os colateriais do Afeganistão…
Heróis??? Quem são os heróis de todas estas benfeitorias??? Por acaso, só por acaso…não é nenhum dos alumiados por sim.
Não pergunte ao JPPereira porque ele é marmelo para dar a volta ao texto e culpar sei lá…Mário Soares por tudo o que aconteceu…
“ A RTP deu mais um exemplo de como é a informação em Portugal ao tratar o aniversário da Cimeira dos Açores como o Bloco de Esquerda acha que foi: um crime. Deu voz apenas a Mário Soares que disse exactamente isto mesmo, mas nunca se perguntou se tem sentido no plano informativo tratar um evento desta natureza de forma não só completamente unilateral, politizada e, pior ainda, pela linha do extremismo político. Pode ser que para muitos jornalistas da RTP, que tem uma das informações internacionais mais anti-americanas de todas as televisões portuguesas, isto seja completamente natural. Cimeira dos Açores, crime, logo a voz única de Soares, a dizer que é um crime. Ponto final. Isto não é informação, é opinião e pode ser a de muita gente, que nem por isso deixa de ser apenas opinião. Assinem-na num editorial, não a coloquem como peça informativa num telejornal. “
Abrupto (JPP)
Tino, tina, tino
Daniel, enquanto o Daniel ve um episodio dos Sopranos ou um jogo do SCP, o PP le um volume da Brittanica. O homem le muito e rapido para carago. Mesmo sobre o Iraque (as 700 pag do Cobra II, p.ex., que me vai levar uns 6 meses a ler). Sobre o Bush, o Daniel podia ler tambem o “The Bush Tragedy” do Jacob Weisberg. Eu nao li, mas ouvi uma entrevista ao Jacob. Ele parte do principio que Bush ate’ estava certo e depois faz um checklist dos objectivos que foram conseguidos. Como deve calcular, o resultado nao e’ muito abonatorio para Bush. Acho que, neste momento, e’ uma posicao critica mais inteligente e practica do que continuar a chamar “mentiroso” e a pedir o “impeachment”.
Mas o Daniel tambem esta’ muito enganado ao estar tao convencido que a posicao de Obama sobre o Iraque, em 2003 e agora, o ira’ beneficiar em Novembro de 2008. Pode beneficiar em Abril, Maio, Junho ou quando for que os Democratas escolham o seu candidato (se conseguirem ?), mas nao na eleicao geral. Quer apostar ?
McCain pode ate’ perder a eleicao (cada vez mais improvavel), mas nao sera’ por causa do Iraque. Sabe qual sera’ a razao desta eventual derrota?
Nick Cohen - O que resta da esquerda? - Como os liberais perderam o rumo. Que tal pensarmos um bocadinho…
http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/bushswar/
Justificar a invasão utilizando como uma das razões o facto de as tropas Americanas terem feito um alto investimento em defesa especificamente para armas de destruição maciça quer dizer zero ou melhor quer dizer um problema burguês.
Daniel, Pacheco Pereira é intelectualmente honesto, coisa que o Daniel não é por mais que queime os seus neurónios na sua incessante procura de coerência. Delicio-me sempre ao ver esse ar invejoso da feia-no-baile-dos-bombeiros-que-diz-mal-das-outras-porque-ninguém-a-convida-para-dançar que há em si sempre que fala do Pacheco Pereira.
Acho que o Daniel não nasceu com o dom da capacidade de análise e, infelizmente, também não tem o dom do humor. Vi-o no outro dia no “humorístico” Eixo do Mal, com a sua famosa combinação camisa castanha casaco preto, dizer umas piadas sem graça e rir-se sozinho das suas próprias piadas. Lembrei-me do «The Office».
Cada um tem o seu saco de dar pancada. O Daniel tem o Pacheco. Eu, quando me lembro, tenho-o a si. Vou ver se me vou lembrando de o insuflar com mais regularidade.
Coloco-lhe então umas questões que gostava tanto que respondesse:
A sua esquerdalha fala muito da necessidade de um Direito Internacional forte, mas esquecem-se que o direito serve para defender a justiça e que o não cumprimento do direito implica sanções. As sanções deviam ou não ser aplicadas no caso do Iraque? Quem é mais criminoso, Bush ou Saddam?
Quantos anos esteve Saddam a brincar com as Nações Unidas? Quantas guerras provocou? Quantos mortos fez? Quantos países invadiu?
Pergunto-lhe por fim o que teria sido se Churchill tivesse seguido as estratégias dos borra-botas do bloco de esquerda? Estaríamos todos a falar alemão a esta hora? (eu não, meio judeu que sou estaria já na próxima dimensão e, com o azar que tenho, na sua companhia, a recepcionar outros gaseados de Hitler e de Saddam)
Este tipo de post tem a virtualidade de me fazer interrogar por que não concordo sempre com Pacheco Pereira.
«Daniel, enquanto o Daniel ve um episodio dos Sopranos ou um jogo do SCP, o PP le um volume da Brittanica. O homem le muito e rapido para carago.»
Não me diga que acredita que o Marcelo lê aquilo tudo, todas as semanas… a lógica é a mesma.
ó daniel, essa de dizeres que o Pacheco Pereira não sabe nada dos países árabes e que tu é que sabes deixa-me rir! o homem estudou árabe vários anos, já esteve no Iraque, e em muitos outros países árabes, tem recensões de vários livros sobre a história do Islão e do mundo muçulmano publicadas em vários sítios que não aceitam qualquer coisa que se lhes manda, fez conferências - imagina tu, na Palestina - e tu achas que lá porque repetes meia dúzia de slogans todos politizados sabes mais do que ele! uma coisa é discordar, outra é saber.
obrigado pela resposta, Daniel.
Para a próxima, não digo nada.
Não vale a pena.
Pacheco Pereira vê somente um dos lados. Aliás, não só P.P. sofre desse vício, pois os comentadores políticos em Portugal, com raras excepções (infelizmente, penso que Daniel Oliveira não se enquadra com plenitude nestes últimos, apesar de ter a minha admiração), sofrem desses vícios de posicionamento faccioso. É talvez fruto de uma democracia imberbe. Afinal, somos ainda todos filhos de uma ditadura.
Um abraço,
j. ricardo
http://www.rescivitas.blogspot.com
Muito obrigado a quem me mencionou, especialmente ao senhor que vê em mim um erudito.
Agora já parei de rir.
Em primeiro lugar quero que fique bem claro que fui contra a invasão do Iraque, nunca achei o Sadam uma ameaça para os EUA ,nem sequer para os seus vizinhos
De toda a discussão que se levantou sobre metade do artigo de Pacheco Pereira e que nas diversas análises tocaram pontos relevantes, como seja Alberto João Jardim, a miúda do telemóvel, o petróleo, o Hezbollah, Miguel Portas ou propaganda colada com cuspo, a frase acima transcrita e a que melhor analisa o problema.
Tem toda a razão.
Saddam só era perigoso para os iraquianos!
Agora já não é.
ezequiel, não vivo agarrado às caixas de comentários. Mal tenha oportunidade lerei com atenção o que escreveu e um link que deixou.
Mesmo quando PP escreve dislates, eu gosto de PP!
flordeestufa está a ser irónico/irónica, não está? É que se não está, espero que tenha consciência que está a inventar.
Quando se fala de Pacheco Pereira aparecem sempre uns holligans aqui.
O que me incomoda neste texto do Pacheco Pereira é o facto de ele utilizar a técnica da injúria que tanto critica. Parece que a invasão do Iraque não foi uma decisão política que, como tal, pode ser apoiada ou não, independentemente do que possamos sentir em relação aos EUA. O PP foi contra a intervenção no Kosovo e nunca ninguém se lembrou de o acusar de antiamericanismo. Ele detestava o Clinton e nunca ninguém afirmou que isso revelava ódio aos americanos. (E é preciso lembrar que Clinton era muito mais consensual do que Bush entre os americanos).
O problema do PP é que se sente isolado, mesmo pelos que a princípio estavam do seu lado.
Vendo que já pouca gente concorda com ele, e percebendo que o estigma do antiamericanismo também já não cola (a maior parte dos americanos estão agora contra a intervenção) vem agora com esta história do delito de opinião. Desde quando ter uma opinião minoritária é cometer delito de opinião?
Dito isto, gosto muito de ler o Pacheco Pereira. Embora discorde em 90% do que diz, é uma das pessoas que melhor pensam a política em Portugal.
Não se preocupe, Daniel.
http://youtube.com/watch?v=6o03kuQnmws
não não estou nem a ser irónica, nem a inventar
informa-te que te ficava bem antes de falar de cor
e quanto aos “holligans” (que não se escreve assim mas “hooligans”) , que dizes tu aparecem quando se fala de Pacheco Pereira, são apenas pessoas que discordam e pelo que se pode ver bem mais cordatos do que os que o criticam e mais bem informados
o que se passa é que tu não suportas ser contrariado e isso é para ti ser hooligan, (agora bem escrito)
e agora não venhas com o queixa de segunda linha que é queixares-te dos anónimos porque também só te queixas deles quando não concordam contigo e quem permite anonimato é o teu blog
Diga-me lá quando é que Pacheco Pereira esteve no Iraque (há seguramente algum artigo em que o refira);
Qual o livro publicado em que JPP se afasta tanto do seu objecto de estudo e escreve sobre a história do Islão, juntando-se à tão escassa bibliografia de autores portugueses sobre a matéria;
Em que conferência participou na Palestina (esta fiquei especialmente curioso);
Em que se baseia para afirmar que ele é um dos pouquíssimo portugueses que fala árabe.
flordeestufa, a admiração é uma coisa respeitável, a mitomania é uma doença
procura, o ónus da prova é teu mas vais encontrar, tudo, tudo
evita a vergonha de estares a falar sem conhecimento de causa e seres facilmente contrariado
e sê rigoroso, eu nunca disse que era um livro, mas recensões de livros, sabes a diferença?
já vi que te esqueces de perguntar pelo árabe, que ele aprendeu e tu não, pelos vistos isso já está adquirido
e quanto à Palestina vê no Abrupto quando ele lá esteve e olha que não foi há muito tempo
falar de cor para rebaixar o adversário sai sempre caro, a tua sorte é que ele não te responde e faz muito bem
e se insistes ainda passas mais vergonhas
ou isto é hooliganismo?
e podes começar pela wikipedia
Isabel Coutinho,
Você ainda é daquelas pessoas que não sabe como apareceu o falecido Saddam não é?
Investigue um bocadinho e vai perceber o quão amigos os E.U.A e Saddam já foram.
São factos, e não teorias de conspiração.
daniel, fiz-lhe uma proposta honesta, ou uma solicitação, se preferir, um pedido, enfim, e nem uma palavra da sua parte. esperava, pelo menos, que fosse educado. e no entanto, responde, e alimenta comentários injuriosos que os seus leitores dedicados, e que o respeitam, aqui deixam… este facto torna o seu blogue monótono e aborrecido: não se discutem ideias apenas se trocam ‘galhardetes’ que tendem a descer de nível. mas ok, é o seu blogue, só cá venho porque quero. acredito que a minha linguagem não seja suficientemente institucionalizada, suficientemente mastigada e, portanto, nem um digno e obviamente aceitável “não” lhe mereço. ok também, não o posso obrigar a falar comigo, era só o que faltava! mas compreendo que a minha ingenuidade o tenha irritado. encontrei o livro da senhora e sei agora que lhe fiz uma pergunta estúpida: ainda que o daniel tivesse uns 10 exemplares consigo, não me emprestaria nenhum… que pena. nem imagina o quanto lamento que seja assim. sou uma pessoa de esquerda e na maior parte das vezes partilho as suas posições embora discorde quase sempre dos seus argumentos. o que mais gosto é de discutir ideias com pessoas livres. penso que este assunto tem muitas pontas soltas, muitas respostas por dar, muitos pontos por esclarecer. pensei que, de alguma forma, veria isso e que, apesar de tudo, me daria uma pista ou outra; pensei, enfim, que se sentiria naturalmente vocacionado, e tentado, a fazê-lo. enganei-me. o daniel está ocupado, e de que maneira.
1. pacheco pereira nunca trabalhou na vida;
2. escreve com base em mentiras sobre as quais escreve com lógica e sentido: chama-se a isso ser falacioso;
3. É conivente com a execução de saddam e outros ex-dirigentes iraquianos (como barroso ou portas, paulo) e por isso cúmplice na execução de seres humanos.
Pacheco Pereira masturba-se mentalmente no seu Abrupto
Fado têm razão mas que tal deixar os assuntos internos para os nativos, ou seja como em Portugal no tempo da ditadura, havia muita gente no Iraque que no seu dia-a-dia era apolítica e apenas levavam uma vida de trabalho e desde que não opinassem sobre matérias sensíveis poderiam ter uma vida boa e segura, agora não pois o país é um matadouro a céu aberto no centro e no sul que está sob o jugo de malfeitores de origem diversa. Por isso considero o Saddam um mal menor comparado com o que se passa agora e qualquer dia vai-se saber que quem fez a guerra já sabia no que ia dar pois apenas lhes interessam os seus objectivos sórdidos.
Há qualquer coisa em JPP que me fascina. É muito inteligente, tem grande poder de argumentação, é polémico, é teimoso, mas quando há muita opinião contrária à sua assume a posição de vítima perseguida e incompreendida. JPP está nas suas sete quintas em programas como “A Quadratura do Círculo” onde contrasta com a mediocridade dos outros intervenientes. A questão essencial (como ele diz) nem sequer é a sua opinião sobre a invasão do Iraque, já que tem direito a tê-la, divulgá-la e defendê-la. É esta arrogância de catalogar os que dele discordam com boa argumentação por bloquistas ou afins, que o perseguem e tentam destruir. JPP deveria já ter a sabedoria suficiente para se quer ir à guerra então dá e leva. A opinião de quem quer que seja não pode ser isenta de crítica, discussão e oposição. Ou até de concórdia.
A participação num livro, com entrevistas e artigos, sobre «O Mundo depois da guerra do Iraque» e foi Vice-Presidente do Instituto Luso-Árabe para a Cooperação. Até agora, nada do que afirmou se confirma. Também estive na Palestina e nunca fiz lá conferência nenhuma. Quanto a falar árabe, imagino que não o pode provar, mas nunca vi tal referência, nem do próprio nem de ninguém. E como, por razões que não vêm ao caso, conheço algumas das poucas pessoas que aprenderam árabe em Portugal, acho estranho. Continuo à espera que seja mais preciso em tão valiosas informações que não vêm na sua biografia nem na wikipedia.
Acho que a discussão está desviada. O que o JPP quis alertar foi para o facto de actualmente defender seja o que for em relação aos EUA, quer seja à invasão do Iraque, quer em relação a assuntos da vida interna americana, é visto como um pecado mortal. Voltamos à superioridade moral de quem nunca teve de decidir, mas vive a criticar os decisores. No fundo são apenas moralismos gastos, inflamados pela inveja destas pessoas por serem democraticamente excluídas dos lugares de decisão.
Nao vejo nenhuma razao para os simpatizantes do PP se abespinharem quando alguem critica o sr.
Eu nem desgosto da pessoa em questao.
E bem falante exprime-se com qualidade e ate tem conservado uma boa imagem ao longo dos anos o que nao esta a acontecer com alguns dos seus pares.
Para alem distoo e impossivel estarmos todos unissonos em redor seja do que for ou de quem for diferenças de opiniao sempre transportam alguma luz- nao ha niguem infalivel.
Mas consigo perceber os que o criticam.
De facto muitas das vezes em que o ouvi pensei que apesar de inteligente nem sempre parece estar muito seguro do que defende e torna-se um bocado obscura essa postura.Permite criticas como as que aqui estive a ler.
Agora no que respeita ao Saddam claro que foi extremamente injusto para com o seu proprio povo que dizimou aos milhares.Esquecer esse facto seria ir atras de injustiças ainda maiores.
Claro que nunca se devia ter invadido o Iraque baseando essa invasao em falsidades e mentiras ou invençoes e que o preço de tudo isso sera como sempre altissimo, mas nao podemos usar esse argumento para defender um tipo que usando todos os privilegios que lhe conferia o cargo se transformou num abusador e num assassino.
Toda esta “discussão” começa a tornar-se confrangedora. De um lado temos o JPP, pessoa com quem muitas vezes discordo, mas que é excelente na arte de argumentar e cuidado no que escreve apresentando sempre raciocínios coerentes e difíceis de refutar. Do outro lado temos uma turba movida por sentimentos xenófobos anti-americanos, incapaz de produzir qualquer argumento racional e que reage de forma pavloviana. A diferença de argumentos é tal que até me faz dó.
Antes de mais, devo dizer que fui contra a intervenção Americana no Iraque. Simplesmente porque não tinham esse direito. O Iraque não constituia uma ameaça directa aos EUA, nem sequer indirecta, nem sequer a qualquer dos seus aliados. As armas de destruição maciça não são justificação nenhuma, pois não faltam por aí ditadores armados até aos dentes e que ninguém incomoda.
Em vez de pensar um pouquinho e tentar argumentar algo de inteligente, a turba da Extrema Esquerda entra no jogo do JPP e aí são goleados sem dó nem piedade. A única coisa que lhes sai é “os mortos estes 5 anos” qual cassete do PCP. Ora, refutar este “argumento” é uma brincadeira de crianças para o JPP. Quem causa esses mortos não são os americanos mas sim os “activistas” iraquianos, e nada garante que caso não tivesse havido intervenção americana o número de mortes não seria maior. Só Saddam, à sua conta era bem capaz de o fazer.
Quanto ao resto, JPP também tem razão. Estes arrastões e cincodias e outros intelectuais de ponta, não tendo capacidade para argumentar agarram-se às calças do homem quais caniches enfurecidos.
Para terminar:
berto
“com boa argumentação por bloquistas ou afins”
Onde está essa “boa argumentação”? Aqui e no 5 dias só li slogans americanófobos, nada mais.
j. ricardo
“em Portugal, com raras excepções (infelizmente, penso que Daniel Oliveira não se enquadra com plenitude nestes últimos, apesar de ter a minha admiração), sofrem desses vícios de posicionamento faccioso.”
Ricardo, está enganado. O Daniel Oliveira é um comentador independente, não é daqueles que presta fretes ao partido. Ainda há dias criticou duramente a entrevista do F. Louçã, acusando-a de ser uma “excelente entrevista com excelentes respostas a excelentes perguntas”. Sei que se tratava de uma crítica pois mais tarde ele próprio esclareceu isso.
The Studio:
Não me refiro a quaisquer comentários neste blog ou a este post. Há comentadores nos nossos media que criticam a intervenção americana no Iraque com a mesma qualidade de argumentação que JPP utiliza para a defender. E sem cair em anti-americanismos primários. Penso que sobre este assunto JPP reconhece estar a perder a razão e por isso vê perseguidores extremistas onde deveria ver apenas opinião ou crítica dita ou escrita com honestidade intelectual.
É óbvio que comentar um artigo num blog tem qualquer coisa de imediatismo e por isso os argumentos nem sempre saiem sólidos. E há que ter em conta as ideologias ou as posições políticas de cada um sobre as matérias. Cada um defende a sua dama e assim é que deve ser.
Não se podem é inventar fantasmas quando o argumento de um faz vacilar o argumento de outro.
Besugo dixit:
Isabel Coutinho,
Você ainda é daquelas pessoas que não sabe como apareceu o falecido Saddam
É claro que sei. Também sei que foram os Franceses que apaparicaram o Khomeni permitindo que numa Persia já semi-civilizada, se produzisse aquela revolução horrorosa, que provocou o recuo dos islâmicos para os tempos mais primitivos. Tudo com o apoio da esquerda europeia da época.Também sei que antes disso, foram os EU que tiraram o tapete ao Xá. Com os aplausos da ONU. E que foi a URSS que invadiu o Afeganistão.
E, se andarmos ainda mais para trás, de querra em guerra, ainda descobriremos mais coisas.
Mas eu não vou dizer mais nada, senão ainda de acusam de falar de História…
Pois é Isabel! E para acabar com o Saddam não era necessário uma invasão ao país, 4000 americanos mortos, etc, etc, etc.
Conseguem livrar-se de tanta gente sem que ninguém saiba, não conseguiam fazer o mesmo com o Saddam? Não nos lixem…
Não sei qual dos dois é mais insuportável, se o Abrupto, se o Arrastão. Bem, o Daniel não censura tanto como o Pacheco Pereira.
Claro que o Pacheco Pereira tem razão.
Experimentem dizer que são ou foram a favor da guerra do iraque para ver o que vos acontece. só falta cuspir-vos em cima. isto se não forem apedrejados primeiro.
O que de resto pode ser confirmado pela forma histérica e intelectualmente desonesta como o defende-terroristas do Daniel Oliveira põe o problema.
Chega a ser patético de tão medíocre.
mesmo assim prefiro todos os erros somados do Pacheco Pereira a uma única certeza de um ex-comuna estalinista, defensor da extrema esquerda revolucionária e bombista.
JR, por acaso tenho pensado nisso: como estão os desgraçados que apoiaram a guerra do Iraque. Um até teve de imigrar para Bruxelas só para fugir das pedradas. E mal que está o rapaz, não é?
E JPP? É que calaram o homem. E José Manuel Fernandes, já reparou? Expulsaram Fernandes da direcção do jornal. Quer que continue esta autêntica odisseia que tem sido a vida dos desgraçados que apoiaram a guerra do Iraque? É melhor não, que ainda formo uma associação de solidariedade.
Pacheco Pereira vem reforçar a ideia que sempre defendeu, que a invasão ao Iraque se justificava, e que apesar da condenação da opinião publica Mundial sobre a guerra e os seus motivos,ele continua a achar a invasão e a guerra muito bem.
Os milhares de mortos, as torturas, a ocupação de um País por tropas estrangeiras e a humilhação de um povo, nada disso preocupa Pacheco mesmo que o fundamento da ocupação - as famosas armas de destruição maciça - nunca se tenham encontrado.
Nem os Americanos que estiveram de acordo com a invasão são hoje tão categóricos.
Mas há motivos para me admirar desta atitude ?
Não, não há. É Pacheco igual a si próprio, nunca se engana,e quanto mais é desmentido pelos factos, mais ele os nega, numa atitude de superioridade intelectual própria de quem acha que o seu umbigo é o centro do Mundo.
Detesta ter uma só ideia que seja uma ideia da maioria das pessoas. Se fosse maioritário o apoio à guerra Pacheco defenderia o contrário.
São assim diferentes estes “intelectuais”. O que Pacheco Pereira tem para vender são ideias, e ele trata-as como mercadoria. Só tendo mercadoria diferente a pode vender nos jornais e nas televisões, e desdobrar-se em entrevistas, artigos de opinião e em programas. Onde se discute uma ideia lá está o Pacheco.
É mais um especialista em assuntos gerais. Se assim não fosse quem saberia quem é Pacheco Pereira?
Besugo,
4000 americanos amortos ? Julguei que estava a falar das Torres Gémeas.
Matar o Saddam, também não resolvia nada. Outro igual viria.
Nem a invasão do Afeganistão - ninho da Al-Quaeda - resolveu o que quer que fosse.
Combater o fanatismo islâmico é como combater uma praga da baratas: a gente ataca de um lado, e elas reapareceu do outro.
Razão teve o Bush Pai quando não permitiu, na sequência da Guerra do Golfo, que as tropas fossem até Bagdad. É que o Saddam, ao menos, dava cabo do xiitas. Que são bem mais perigosos que os sunitas.
Agora que os Americanos tinham todo o direito de se defenderem, inclusivamente pelo ataque, isso parece-me inquestionável.
O problema foi terem errado no alvo.
O que mais me admira nesta trapalhada, foi o apoio dos Ingleses, que nesta coisa de guerras, costumam saber o que fazem.
Numa coisa, porém tenho que dar razão aos islamitas, quando chamam ao ocidente o Grande Satã. É que, hoje em dia, entre a chamada sociedade ocidental e Sodoma e Gomorra, não há grande diferença.
Fazia falta uma praga bíblica, que acabasse com os dois lados.
Talvez daí renascesse uma sociedade mais humana.
Bom
essa coisa das pragas biblicas de mistura com sodoma e gomorra mais destruiçao em massa nao me parece grande soluçao.
Ja se viu no decorrer da historia que quando começamos a olhar para os povos com essa ideias os resultados foram mauzitos.
Nao me parece que tenha nascido uma humanidade mais justa depois dos actos sanguinarios que tem recheado a historia chamada humana e nem e preciso ir ate ao tempo de sodoma e gomorra basta ficar pelo sec xx.
Porque vistas as coisas por esse prisma ficaremos todos em pessimas condiçoes.
E chamar grande satan seja a que parte do mundo for tambem acho assim um bocado perigoso
porque da a muitos a ilusao de que sao mais perfeitos do que outros tendo portanto o direito ao uso da força.
Matar o tal satan representa sempre o assassinio de milhares de pessoas inocentes .
E matar inocentes e que me parece verdadeiramente satanico.A guerra e a existencia de guerras ja e suficientemente horrivel para que lhes acrescentemos a ideia de que matar um inimigo e matar uma barata ou um pedacinho do grande diabo.
Nas guerras morrem homens mulheres velhos crianças e culturas sao despedaçadas.Pertençam a que parte do mundo for.E sao todos seres humanos os que morrem em nome seja do que for.
Eu sou contra o terrorismo e contra os terroristas que entendo serem seres de uma cobardia abjecta com praticas de uma violencia tao grande como a cobardia dos que a usam.Esses sim devem ser perseguidos pela justiça mas essa perseguiçao nao deve estender-se cegamente contra toda uma cultura.Seja ela qual for.
Tem razão Maria.
O meu comentário foi fruto de um enorme desalento. Talvez um mundo só de baratas, seja melhor do que este. São nojentas, mas não matam ninguém, e, ao que sei também não transmitem doenças.
Quando me fala de justiça, eu pergunto-lhe: QUAL? COMO?
Há tantas justiças como os justiceiros. E nenhuma conseguiu alguma vez impedir actos contra a humanidade. A Justiça é feita por homens, e o problema está aí: os homens não são justos.
Acredito que vai haver guerra enquanto houver homens na Terra.
Por isso me veio aquela ideia dum desastre bíblico.
Isabel,
O Bush sénior foi como sabe, director da C.I.A e um dos braços direitos do Reagan… cometeu atrocidades na América do Sul que não vale a pena repetir aqui. É um “mass-murderer” e não serve de exemplo para nada nem para ninguém.
Quanto ás razões que o impediram de entrar em Bagdade… não sei! Não queria, ou não podia?
Não queria, ou não podia?
Talvez não tivesse pretexto …
“Mas como em um pregador há tantas qualidades, e em uma pregação tantas leis, e os pregadores podem ser culpados em todas, em qual consistirá esta culpa? No pregador podem-se considerar cinco circunstancias: a pessoa, a ciencia, a matéria, o estilo, a voz. A pessoa que é, a ciencia que tem, a matéria que trata, o estilo que segue, a voz com que fala.” (Padre António Vieira, Sermões