«Hassan Askari, o novo herói de Nova Iorque, nasceu há 20 anos em Manhattan, mas passou a juventude no Bangladesh, a terra dos pais. Muçulmano cumpridor, regressou há um ano aos Estados Unidos para estudar Economia e a sua vida dividia-se entre o Berkeley College e o restaurante de East Village onde trabalha algumas horas. Até que, irritado com a indiferença dos outros passageiros do metro, saiu em defesa de três jovens judeus atacados numa carruagem por um grupo de anti-semitas. Askari foi esmurrado, mas a sua intervenção permitiu a um dos agredidos puxar o travão de emergência. Chegou então a polícia, que deteve dez pessoas, incluindo um homem que exibia uma tatuagem de Cristo, e que tinha sido o primeiro a agredir Walter Adler, Angelica Krischanovich e Maria Parsheva. O seu erro? Terem respondido com “Feliz Hanuka” ao “Feliz Natal” desejado por outros passageiros. Celebrada em Dezembro, a festa judaica das luzes assinala a reconquista do Templo de Jerusalém no século II a. C., mas para o homem com a tatuagem só podia ser uma provocação: “Não foi nessa altura que os judeus mataram Jesus?” De seguida as agressões, verbais (”Judeus de merda”) e físicas.

Nova Iorque conta com dois milhões de judeus, mais que Jerusalém ou Telavive. Mas em Manhattan, onde desde os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 contra as Torres Gémeas os seguidores do Islão são olhados com desconfiança, teve de ser um muçulmano a acudir aos judeus, perante a indiferença dos outros passageiros que seguiam para Brooklyn. “Fiz apenas aquilo que tinha de fazer”, explicou Askari. Não se lembrou de grandes referências históricas, a esses tempos em que perseguidos na Europa os judeus encontravam refúgio no mundo islâmico, desde Marrocos ao Império Otomano»

Por Leonídio Paulo Ferreira, no DN


Sem respostas ao post “A ler”  

  1. 1 1  Marco Oliveira

    Estes heróis mereciam mais projecção mediática!

  2. 2 2  tric

    No conflito Israel-Palestiano , Israel faz o papel do cristão agressor (o da tatuagem ), os palestianos fazem o papel dos judeus agredidos(Walter Adler, Angelica Krischanovich e Maria Parsheva)e os CRISTÃOS o papel de Askari!!!

    PS- uma das coisas interessantes nesta noticia é que só os judeus e o muçulmano tem nomes!! quanto ao cristãos agressores apenas se diz que um deles tem uma cruz tatudada, não tem nome!! porque será!!??

  3. 3 3  Patricia

    Não é a religião nem a cor da pele que distingue os seres humanos.Hérois ou tiranos existem em todas as sociedades.

  4. 4 4  Nuno

    A religião envenena tudo, tolda o espirito, raciocinio e o sentido crítico! Como se viu pela atitude do cristão demente.

  5. 5 5  Henrique Morais

    Pergunto-me o que pretenderá o Daniel demonstrar com este post?

  6. 6 6  ezequiel

    Bonito, sim senhor.

  7. 7 7  vera

    O Daniel não tem que demonstrar nada….já foi demonstrado pelo jovem Askari naquele momento no metro de Nova York.E é tudo.

  8. 8 8  Fado Alexandrino

    Um fulano tem um leão tatuado nas costas e dá um tiro nas trombas de um desgraçado qualquer matando-o.
    Acham que o Sporting pode vir a ser acusado de cúmplice no crime?

  9. 9 9  Daniel Oliveira

    Exactamente, Vera. E é tudo.

  10. 10 10  Daniel Oliveira

    Claro que não, Alexandrino. Espero que se lembre disso quando falar de muçulmanos.

  11. 11 11  Henrique Morais

    Sera era essa a mensagem que se pretendia transmitir é de louvar. Foi realmente um acto exemplar e de coragem, identico ao praticados por milhoes de cristaos (sem tatuagens) diariamente por esse mundo fora…

  12. 12 12  tric

    intolerância “JUDAICA”!

    “Judeus atacam procissão de gregos ortodoxos em Jerusalém

    Jerusalém, 12 out (EFE).- Um grupo de judeus atacou hoje, terça-feira, uma procissão de gregos ortodoxos na cidade velha de Jerusalém e tomou a cruz do assistente do religioso que liderava a procissão, o pope Nourham.

    O procissão ia ao Santo Sepulcro para rezar “quando colonos judeus atacaram os gregos ortodoxos, arrancaram do peito a cruz do assistente do pope Nourham e atacaram as pessoas que os acompanhavam”, relatou o advogado Ibrahim Kandalaft.

    Os episódios de ataques de judeus contra religiosos cristãos na cidade velha de Jerusalém têm acontecido ultimamente.

    O arcebispo armênio na Terra Santa, Nourhan Manougian, foi interrogado ontem pela polícia israelense após bater no domingo em um estudante judeu que cuspiu na Santa Cruz que foi levada em procissão pelas ruas da cidade velha de Jerusalém.(…)”
    http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2004/10/12/ult1766u5955.jhtm

    poderei generalizar ??

  13. 13 13  Fado Alexandrino

    Esforcei-me por perceber a subtileza do seu conselho, mas não consegui atingir qual a ideia (a haver uma) que estava na sua génese.
    Para mim um muçulmano é um muçulmano, assim como um preto é um preto um chinês é um chinês, um alentejano é um alentejano e por ai fora quantas particularidades se possam verificar,
    Como se dizia, cada um é como cada um.
    Agora o que é que representa um grunho com um Cristo tatuado no corpo, aos berros e a dar pancada no metro de New York?
    Embora pense o que é que ele representa, aqui não o vou escrever pois teria que usar o palavrão.
    Mas quem ele não representa é a maneira de estar na vida de um cristão.
    Por isso é absolutamente abusivo, num acto de selvajaria que se repudia, associar uma tatuagem ao motivo da mesma.
    Era isto que eu queria dizer com a minha pergunta.

  14. 14 14  Xico

    Muito bonita a atitude do cidadão, que por acaso é muçulmano. E aqui noto o paternalismo! Então por ser muçulmano é que é de admirar? Como se um muçulmano não fosse também um bom cidadão!
    Quanto aos outros, gostaria de lembrar que por andarem de cruz no braço ou ao peito não os faz cristãos. Chamar-lhes bestas seria ofender as ditas!

  15. 15 15  Pinoka

    Portanto ficámos a saber que os muçulmanos não se atiram só a torres para atacar cristãos, também o fazem directamente com os punhos para defender judeus. Hum! Curioso!
    Malvados estes cristãos. Não é Daniel???

  16. 16 16  Guimarães

    Ser religioso é seguir ensinamentos doutrinários, que não variam muito entre as principais religiões (Islamismo, Cristianismo, Judaismo, Budismo). Há simplesmente diferenças de pormenor e de abordagem.
    Quando uma Igreja (organização) toma conta de uma religião, tudo passa a ser diferente.
    As organizações têm os seus objectivos de poder e o resultado é o que se vê.
    Guerras de interesses justificadas por sentimentos religiosos e valores civilizacionais, genocídios, limpezas étnicas, etc….
    Estou certo que se Abraão, Cristo, Maomé ou Buda voltassem à Terra, certamente expulsariam os “vendilhões do templo”.

  17. 17 17  Euroliberal

    Edificante esse acto do muçulmano novaiorquino. E tanto assim que os nazi-sionistas israelitas já retribuiram hoje assassinando cinco palestinianos em Gaza. Sionist business as usual…

  18. 18 18  Daniel Oliveira

    Pinoka, o seu comentário resume bem a razão de ser de citar este texto. O mundo está cheio de pessoas como o senhor e o Euroliberal. Pode ser de sentido contrário, mas o sentimento e a cegueira são os mesmos.

    Ninguém aqui falou mal dos cristãos. Apenas destes cristãos.

    Não, Fado Alexandrino, para si UM muçulmano só é UM muçulmano se fizer qualquer coisa de meritório. Fazendo alguma coisa de criticável, é TODOS os muçulmanos. Não quer que vá buscar comentários seus noutros posts, pois não?

  19. 19 19  Paulo

    ” teve de ser um muçulmano a acudir aos judeus, perante a indiferença dos outros passageiros que seguiam para Brooklyn. (…) Não se lembrou de grandes referências históricas, a esses tempos em que perseguidos na Europa os judeus encontravam refúgio no mundo islâmico, desde Marrocos ao Império Otomano» “

    O “muçulmano” não se lembrou de “grandes referências históricas”, mas o autor do artigo só o publica porque não consegue lembrar-se de mais nada. Quando o que parece que se passou nos diz exactamente o contrário: à única pessoa com bom senso, isso não interessou nada.

  20. 20 20  rresende

    Onde é que o Daniel quer chegar?
    Se ocasionalmente desse publicidade aos milhares de hindus, ateus, cristãos, etc. que entregam a sua vida pelos outros, não queria chegar a lado nenhum. Mas assim claro que quer chegar a qq lado.

    O PNR tb deve publicitar umas histórias assim, basta trocar os atributos e temos a nossa mensagem.

  21. 21 21  xatoo

    O problema destas coisas é que tocam sempre aos pobres. Mas não compreendo pq são os pobres sempre a noticia, enquanto os ricos se escapam no limbo:
    How Israel corrupts and controls the US congress and media

  22. 22 22  Fado Alexandrino

    Ninguém aqui falou mal dos cristãos. Apenas destes cristãos.

    Tem toda a razão.
    Eu também não falo mal dos muçulmanos, só daqueles que colocam uma bomba à cintura e se fazem explodir no meio de inocentes.

    Como vê, ás vezes trincar a língua pode envenenar-nos.

  23. 23 23  Henrique Morais

    A questao é que estes nao sao cristaos. Da mesma forma que o Daniel nao vem para aqui dizer que quem mata nos atentados sao os muçulmanos… Os outros nao o podem dizer em relaçao as muçulmanos, mas o Daniel acabou de o fazer em relaçao aos cristaos. Um cristao, que pouco ou nada deve ao nome, nao sao todos os cristao e talvez essa maioria que faz obras magnificas mereça ser reconhecida em algum momento em vez de andarem sempre atras de “pecados” cometidos!!! Mas o que vende sao estas noticias, talvez o 24 horas tenha razao na sua estrutura.

  24. 24 24  David Fernandes

    O facto de o comentário da Patricia, (o 3º da lista), não ter acabado com a conversa, basta para provar a necessidade de continuar a dar notícia destes acontecimentos.

    O problema é que a própria existência da notícia demonstra (…) o que pretende demonstrar e nem o Daniel Oliveira escapa (como comentador).

    O que é muito engraçado.

    Agora em português: num mundo melhorzinho, não haveria comentários preconceituosos, racistas e xenófobos, porque não haveria notícia, porque não haveria herói, porque não haveria agressão, porque não haveria pessoas preconceituosas, racistas e xenófobas.

    Neste mundo, não só existe aquela cadeia de implicações com, cada um das razões (dos porques) faz sentido por si só, independente de tudo o mais.

    Muito engraçado outra vez.

    Mas estou a entrar pelo “lugar-comum” que é o defeito que tem o comentário da Patricia, não é senhores??

  25. 25 25  Pinoka

    Daniel, não se trata de cegueira. Uns vêem para um lado, outros, para o outro. Já viu que a noticia até pode ter outra interpretação? Por exemplo: é preciso um muçulmano fazer bem para ser notícia.
    Não que eu pense assim, garanto.

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