Tenho aqui mais algumas citações do livro religioso que Geert Wilders podia ter acrescentado no seu filme, porque retiradas dos contextos histórico e literário e juntando-se à leitura o preconceito teriam um forte efeito:

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«Quando no meio de ti, em alguma das tuas portas que te dá o senhor teu Deus, se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do senhor teu Deus, transgredindo a sua aliança (…) Então tirarás o homem ou a mulher que fez este malefício, às tuas portas, e apedrejarás o tal homem ou mulher, até que morra.»
«E aquele que blasfemar o nome do senhor, certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do senhor, será morto.»
«Todo o que for achado será transpassado; e todo o que se unir a ele cairá à espada. E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; as suas casas serão saqueadas, e as suas mulheres violadas.»
«…matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos»
«Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada»
«Os homossexuais devem ser executados»
«As mulheres não devem usar roupa masculina - é uma abominação aos olhos do Senhor.»
«As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E se querem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos, porque é vergonhoso para uma mulher o falar na igreja»
«A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.»

Um pormenor que os crentes terão reparado: as frases não são retiradas de textos sagrados islâmicos. Se alguém resolvesse usar estas citações para descrever o Cristianismo o que lhe diriam? Que era um débil mental. No entanto não é o que se diz quando alguém escolhe este método idiota para retratar o Islão. Pode discutir-se as sociedades muçulmanas, que são muito diferentes entre si. Mas deixar que o debate desça a este ponto de indigência intelectual não é apenas um insulto aos muçulmanos. É um insulto à inteligência.

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50 respostas ao post “Mais umas achegas para Wilders”  

  1. 1 1  laranjalima

    E eu que achava que a religião era o ópio do povo!!!

  2. 2 2  Daniel Oliveira

    laranjalima: não sou anti-religioso. Sou ateu e laico. E quanto muito, se fosse alguma coisa, era anti-clerical. Mas nem isso sou.

  3. 3 3  Maria

    Deuteronomio;um dos livros de Moises.
    Bom, mas depois apareceu Cristo e o Novo Testamento que vem trazer noçoes algo diferentes dessas como as Bem aventuranças e a linguagem da Tolerancia e Paz entre os homens .
    Sempre se andou um bocado.Mas tem razao claro.
    O mundo e composto de mudança mas anda sempre muito devagar.Depois ha sitios onde se anda mais devagar do que noutros.
    Agora o sr Geert Wilders; depois de ter feito o tal filme mostrou que faz parte dos que nem andam, recuam.

  4. 4 4  laranjalima

    brrrr…que medo!!! e eu apensar que a religião era o ópio do povo!!!

  5. 5 5  laranjalima

    Ups! desculpem a repetição pensei que não tinha enviado o primeiro.

  6. 6 6  Caturo

    De facto, a Bíblia é quase tão intolerante como o Alcorão.

    O que o escriba cá do sítio não percebe, ou não quer que se perceba, é que o Ocidente há muito que se começou a libertar do jugo espiritual da religião do Crucificado. E o Ocidente instaurou a liberdade de expressão (enquanto na Índia esta sempre existiu fora do domínio muçulmano).
    Não sucede o mesmo com o mundo islâmico.

    E tanto assim é que actualmente qualquer um pode criticar o Cristianismo como lhe apetecer, e insultá-lo sem limite algum. Todas as outras religiões podem ser satirizadas.

    Mas, quando o Islão vem à baila, aqui d’el rei que é racismo!!!, porque não se pode criticar a religião do Sacrossanto Outro, o maravilhoso Outro, o estrangeiro que, além de escurinho, é inimigo histórico do Ocidente, é precisamente por isso que não o podemos criticar, porque fomos maus no passado e fizemos-lhe mal, e se a gente agora dobrar a espinha, a paz estabelece-se…

    Pois é. O Cristianismo foi realmente o pior veneno que alguma vez entrou no Ocidente: originou o universalismo militante, que manda dar a outra face ao agressor. Efectivamente, o politicamente correcto (ou seja, a moralidade da Esquerda internacionalista) é o filho bastardo da Igreja, é simplesmente o Cristianismo sem Deus.

  7. 7 7  Daniel Oliveira

    «O que o escriba cá do sítio não percebe, ou não quer que se perceba, é que o Ocidente há muito que se começou a libertar do jugo espiritual da religião do Crucificado. E o Ocidente instaurou a liberdade de expressão (enquanto na Índia esta sempre existiu fora do domínio muçulmano).
    Não sucede o mesmo com o mundo islâmico.»

    Julgava que o realizador/deputado tinha razão em tudo o que disse. Afinal o senhor já começa a ver que não. É que ele diz que o problema está mesmo no Islão. Até quer proibir o Corão na Holanda.

    Há muito que se começou a libertar do jugo da religião? Há quanto tempo? Diga lá. Em Portugal, por exemplo? É que de facto parece que perdemos a noção do tempo. E acabados de chegar a uma conquista (em Portugal muitíssimo recente) já falamos de alto para todos os outros. E os que falam de alto são geralmente os que mais resistiram ao que aqui conquistámos. Porque o que os move não é laicidade. É as guerras religiosas de sempre.

    Não o senhor, que acabou de maldizer o melhor que o cristianismo tem. Aliás, foi sempre a parte que os nazis, os fascistas e extrema-direita em geral nunca gostou no cristianismo.

    Por fim, se quer escrever aqui agradeço que evite expressões como «o escriba cá do sítio». Trato-o por «senhor» para que se mantenha a devida formalidade. Faça o mesmo.

    Vi o seu blogue e a sua simpatia e publicidade ao PNR, Juventude Nacionalista, Causa Identitária, Causa Nacional, Frente Nacional e Forum Nacional. É do género de pessoas que trato por senhor para nunca julgar que me pode tratar de outra forma. Nada como manter a distância. É um convidado tolerado, mas nunca se sinta mais do que isso aqui. É que os seus amigos geralmente acabam a troca de ideias a ameaçar de morte ou a espancar quem deles discorda. Por isso, prefiro dar pouca confiança.

  8. 8 8  Fado Alexandrino

    Cada vez vejo mais qualidades em Daniel Oliveira.
    Agora tornou-se especialista na fuga para a frente.
    E se fugia com um exemplar do livrinho debaixo do braço esquerdo, agora debaixo do direito meteu a Bíblia.
    E isto denota uma qualidade muito rara nos portugueses.
    É teimoso!
    Tal e qual como Pacheco Pereira elegeu um grupo que quer defender.
    E eles são os islamitas bondosos.
    Podem os outros fazer as maiores tropelias que Daniel Oliveira ira sempre desencantar um que num deserto qualquer vive com umas cabras e reza todos os dias pela paz no Mundo segurando o livrinho.
    São as armas de destruição maciça de Daniel Oliveira.

  9. 9 9  PR

    Caro K’mrd. Você tem argumentos. Agora, no fim, está a misturar coisas a mais e gente que ao contrário do que Você pensa nem gosta muito uns dos outros. Mas é bom ver que o holandês fez aqui ressonância.
    Um abraço,

  10. 10 10  PR

    Escrevi K’mrd por hábito, respeitosamente.
    Já lia o Senhor no velho Barnabé.
    As minhas desculpas, claro.

  11. 11 11  /me

    A bem dizer, os mimos do antigo (e também os do novo) testamento aos homossexuais ainda são citados como argumento. Por muitas pessoas. Pela hierarquia da Igreja e por muitos intelectuais cristãos.

  12. 12 12  shyznogud

    Perante o imeeeenso conhecimento bíblico que tantos dos teus comentadores demonstraram no anterior post sobre o tema (é verdade! onde estarão agora? ou será que acham que estas citações não são violentas nem menorizadoras da mulher?) atrevo-me a sugerir um pequeno teste q tv. lhes seja útil porque permite, de uma forma básica e rápida, avaliar o seu grau de saber nestes domínios:

    http://www.gotoquiz.com/ultimate_bible_quiz

    (estranhamente, ou tv. não, costmam ser os ateus os mais bem classificados neste teste)

  13. 13 13  Barbosa

    O islão está numa fase em que esteve o cristianismo no tempo da inquisisão.
    Como tal tem de ser atacado.
    Aquilo que está aqui escrito pelo daniel a respeito das mulheres e dos blasfemos e todos os infiéis, é mesmo o que pensam os membros da alquaeda.
    O que eles querem é mesmo implementar o islão na sua forma mais dura em todo o mundo, tal como tinham no Afegasnistão, em que áté destruiram os budas que estavam incrustados numa montanha porque lhe faziam comichões.
    Acho muito bem que este deputado Holandês lute contra estes estafermos. Só espero que não acabe como o outro cineasta tambem holandês que foi morto por fazer um filme sobre a mesma matéria.

  14. 14 14  Lidador

    Caro Daniel, acredito que a compulsão para a comparaçao de livros sagrados o ajude a relativizar, para o manter ancorado na praia, face ao refluxo da vaga.
    No fundo tenta racionalizar uma posição que lá no fundo sabe ser insustentável.

    Não interessam as “motivações” do Wilders. Essas só ele as conhece e o que o Daniel faz é do mais primário: ataca o mensageiro para descredibilizar a mensagem.

    Mas quanto aos livros, nem necessita de ir tão longe. Até os Lusíadas têm coisas como

    “ Daqueles reis que andaram dilatando
    A Fé, Império e as terras viciosas
    (Lvsiadas I-3)
    E não menos certíssima esperança
    De aumento da pequena Cristandade;
    Vós, ó novo temor da maura lança.
    Maravilha fatal da nossa idade,
    (Dada ao mundo por Deus) que todo o mande,
    Para do mundo a Deus dar parte grande;
    (Lvsiadas I-6)
    Em vós os olhos tem Mouro frio,
    Em quem vê o seu exício afigurado;
    Só com vos ver, o bárbaro Gentio
    Mostra o pescoço ao jugo já inclinado;
    (Lvsiadas I-16)”

    E se ler os livros de Stephen King, ainda se arrepia mais.

    O problema não está nos livros em si, mas no seu estatuto. Os Lusíadas e os livros da colecção Arrepios, não são LEI para ninguém, e muito menos a referência em termos de conduta moral e social.
    Tampouco a Bíblia, ou a Tora, são fontes de lei e impenetráveis à interpretação.
    E se há pessoas que os usam como norma de conduta, fazem-no no espirito do tempo, condicionados pelas normas das sociedades em que vivem e segundo interpretações exclusivistas e não revolucionárias ( no sentido de querer que arrastar os outros )
    E tanto a Bíblia como a Tora e outros livros sagrados, são apenas repositórios de uma Revelação.
    Não são “A Revelação”.

    O Corão é diferente e é por isso que as suas “comparações são absurdas”.
    O Corão é um livro “incriado”, tem estatudo de Deus, e por isso não pode ser contrariado.
    É fonte de direito, é compulsivo, é literal e é a derradeira referência em termos morais, sociais e políticos, para toda uma cultura que agora está já instalada no seio da Europa. E a quer mudar, como é natural.

    O seu problema Daniel , é que não consegue deixar de olhar para o Islão a partir do edifício mental ocidenta, como “mais uma religião como as outras”, e o Corão, “mais um livro como os outros”. É por isso que equipara coisas que não são iguais, apesar de a realidade que todos os dias lhe entre pelos olhos, lhe mostrar que há ALGO que não é igual.

    A visão muçulmana do mundo impõe a todo o “bom muçulmano” o DEVER de fazer respeitar pelos outros os imperativos da sua religião, enquanto eles não devem qualquer respeito ás ideias dos outros porque ao fazê-lo se tornam renegados segundo a letra e o espírito do Corão.
    A tolerância muçulmana tem apenas o sentido da que exige para si ou que pratica para com os que se submetem, mas que não tem de demonstrar para com ninguém que os olhe em pé de igualdade.

    E por isto tudo entristece-me ver esta esquerda como que convertida ao Islamismo, a relativizar o mal, e a “compreender” a sharia, em nome da famigerada “especificidade cultural”.
    Uma esquerda que se diz libertadora, a “compreender” um sistema retrógrado e a tentar esmagar sob o epíteto de “fássista”todos aqueles que denunciam o fascismo islâmico ( na verdade a ideologia islamista cumpre quase todos os quesitos técnicos para ser considerada fascista).
    A mesma esquerda que, moderada e desculpabilizadora para com o fanatismo islâmico e as suas “formas de exprsessão”, se mostra ela própria fanática contra quem lhe responde e denuncia a falácia dessa ideologia.
    ´
    Em resumo Daniel, deveria tentar estudar umas coisas sobre os diferentes estatutos do Corão e dos outros livros que citou, entes de se lançar na sua comparação.
    Para si podem ser iguais.
    Para os muçulmanos não.
    E esse é que é o problema que você ainda não parece ter alcançado.

    O Wilders já!

  15. 15 15  José Luiz Sarmento

    As frases citadas não descrevem o cristianismo porque a grande maioria dos cristãos não se rege por elas. Frases semelhantes podem legitimamente descrever o islamismo se um número suficiente de muçulmanos se reger por elas.

  16. 16 16  jorge campos da costa

    Vá lá, mais um esforço contra a indigência, cite como deve ser, localizando a citação, para poder ser confirmada, e depois, faça pelo menos como o indigente Geert Widers: mostre como essas citações são transformadas em actos de terror pelos respectivos correligionários da actualidade.

  17. 17 17  Maria

    Mas existem ( tanto na Biblia como no Corao ) inumeras mensagens de tolerancia e pacificaçao entre os homens.Portanto para todos os que se regem pelos dois livros -para eles sagrados-existe a possibilidade de escolha para o modo como decidem viver a sua religiao.Em todas as religioes existe o lado pacificador ou instigador;os apelos a violencia ou ao amor e a tolerancia , faz parte da historia da humanidade.
    Agora existem sempre aqueles que veem a sua religiao como algo que pode ajuda-los a levar para a frente projectos de violencia que consideram justa e quando essa visao subsiste num elevado numero de pessoas transforma-se num perigo para quase todos.Tanto a Biblia como o Corao foram usados e abusados por tais forças no decorrer do tempo.
    Essa forças persistem atraves do tempo e sao muito dificeis de mudar.E por isso que a historia da humanidade e sua evoluçao para outra realidade melhor sao tao lentas.

  18. 18 18  João Costa

    Já se percebeu que o Daniel tem muita “cultura geral”, sobretudo quando faz copy/paste de sites, como no caso presente fez do Diário de um Ataísta. Esperava-se no mínimo que cuidasse de citar as fontes e já agora que contextualizasse as frases citadas no post de que fez cópia. Ao colocar aqui estas frases, até parece que andou a fazer trabalho de casa, mas não andou. Foi preguiçoso e nem se deu ao trabalho de confirmar a veracidade das mesmas, através da leitura dos “originais”, podendo dessa forma cita-las correctamente, dizendo-nos onde podemos confirma-las nos livros. Mas claro, para o Daniel é tudo uma questão de cultura geral, sobretudo se o Diário de um Ateísta der uma ajudinha.

  19. 19 19  João Costa

    Errata: onde se lê Ataísta, lei-se Ateísta.

  20. 20 20  PALAVROSSAVRVS REX

    Salvé, que aqui só se toleram registos assépticos.
    A Tolerância, está provado!, anda de rastos em Portugal.

  21. 21 21  shyznogud

    Que preguiça , Jorge, não são difíceis de encontrar, basta querer. Dou um empurrão inicial: Deuteronómio 17, 2-5, Mateus 10:34 , Timóteo 2:9-15…

    Já agora, e como pede casos em q citações sejam usadas como justificação de actos de terror, é capaz de ser boa ideia começar, por exemplo, a espiolhar o Army of God..poupo-lhe tempo e tudo :
    http://www.armyofgod.com/

  22. 22 22  JonyBarz

    Há aqui muito comentador que parece saído da idade média…Tenho uma ideia! Vamos fazer como aqueles senhores das cruzes gamadas e mandar estes livros todos pra fogueira! Assim já não há discussões.
    Ou então deixá-los estar arrumados sossegadinhos nas prateleiras, a apanhar pó, que é o lugar de classicos como estes…
    Nao podemos esquecer que tanto o Cristianismo como o Islamismo têm como raiz um tal de Jesus Cristo. E tanto o Novo Testamento (o Velho Testamento é, na melhor da hipoteses, um bom livro de fábulas) como o Corão foram escritos em tempos diferentes dos de hoje. Diferentes conflitos com diferentes inimigos. Por isso se deve relativizar esta questão. Ainda para mais tendo em conta que em nenhum dos livros se faz menção ao facto de esse Jesus só poder ser na realidade uma mulher, isto se as leis da biologia nao se alteraram com o tempo… Será q todo este ódio à mulher e ao seu papel na sociedade terá algo a ver com isto?
    A era das religiões já passou. Entrámos na era do conhecimento.

  23. 23 23  Daniel Oliveira

    PALAVROSSAVRVS REX, pode voltar a publicar o comentário, retirando-lhe a linguagem final, insultuosa (não para mim) e com termos que aqui não publico. Obrigado

  24. 24 24  Daniel Oliveira

    Jorge Costa: está completamente enganado. Talvez estas citações tenham sido publicadas no Diário Ateísta, mas não foi de lá (nem de nenhum site) que elas vieram.

  25. 25 25  Arrebenta

    Quando a Branca vai a Teerão, toca de pôr o lenço. Havia de ser bonito, se as obrigássemos a tirar o paninho, de cada vez que nos cruzam as fronteiras.
    As Religiões deviam ter sido todas enfiadas nos Templos, muito antes do séc. XXI, mas parece que há quem goste de que se passeiem na rua… e até na rua dos outros.

  26. 26 26  shyznogud

    De regresso ao que interessa: é de uma indigência mental sem nome fazer o que Geert Wilders fez, até porque, relembre-se, é o senhor que defende a proibição de circulação na Holanda do Corão justificando esta sua posição pelas mensagens de ódio nele contidas. Ora em livros sagrados as 3 religiões monoteístas do costume estão, como se prova, muito bem servidas de bacoradas. Ser demagógico com este tipo de exercícios é tão fácil e só é triste alguém embarcar na mensagem tão acefalamente.

  27. 27 27  shyznogud

    Já agora, catar bacoradas da Bíblia é tão fácil porq até há quem faça a papinha toda: http://www.evilbible.com/

  28. 28 28  Filipe Melo Sousa

    Obrigado pela ajuda. Eu coloco-as dentro do contexto, linkando devidamente. Dentro de um contexto muito actual aliás.

    Stoning to Death in Iran: A Crime Against Humanity Carried Out By the Mullahs’ Regime
    http://www.iran-e-azad.org/stoning/women.html

    Courageous Dutch MP Geert Wilders has faced such threats from the beginning:
    http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A52502-2005Jan31.html

    Aguardo que o Daniel Oliveira me linke os maleficios equivalentes que cometem as velhinhas de 80 anos que vejo sair da igrega

  29. 29 29  Arquiduquesa de Grayskull

    Para todos os que subscrevem o discurso incendiário de Geert Wilders uma pergunta: de onde nasce esse ódio subcutâneo que nutrem por todos os muçulmanos indiscriminadamente? Não percebem que uma coisa são TERRORISTAS e outra são MUÇULMANOS?

    As imagens que Wilders edita sob o jugo de uma técnica discursiva manipuladora (Leni Riefenstahl provavelmente não o faria melhor), não expõe a selvajaria de radicais islâmicos; expõe, isso certamente, a selvajaria de radicais terroristas, qpura e simplesmente. O que a maioria dos comentadores anti-corão aqui pretende fazer crer é o inaceitável:
    que todos os muçulmanos são potenciais terroristas o que não é verdade. Se podemos afirmar que a maior parte dos terroristas (autores das imagens manipuladas por Wilders) no médio-oriente são muçulmanos, como poderíamos afirmar que a maioria das

  30. 30 30  atom

    Caro Sr. Daniel:
    Leia com atenção o poste do Sr. Lidador. Está lá tudo. O islamismo é uma idiologia fascista, que se não tivesse a pretenção de ser aplicada ao governo da sociedade, até podia ser folclórica. Mas a verdade é que os islamitas pretendem governar a sociedade pelas regras do corão, e tencionam fazer isso com violência. E isso não pode ser permitido.

  31. 31 31  Arquiduquesa de Grayskull

    Devido a um erro publiquei o anterior comentário incompleto; continuando:

    … como poderíamos afirmar que a maioria das pessoas em Portugal foram educadas na matriz católica.

    Não é justo afirmar que todos os muçulmanos são terroristas, só por serem muçulmanos.

    A quantidade de muçulmanos que há emigrados por este mundo fora com profissões dignas, úteis à sociedade, integrados na comunidade, que NÃO SÃO TERRORISTAS.

    A ignorância e a pobreza são um problema?! Sempre. Podem ser aproveitadas por organizações criminosas? Claro. Mas isso faz do combate à pobreza e à exclusão um objectivo de todos: ocidentais e muçulmanos. Quando a ignorância, a pobreza, e a falta de oportunidades ficam à mercê de organizações terroristas: o fanatismo é muito facilmente inflamável.

    Felizmente eu tenho a certeza, por experiência própria, que dizer que todos os muçulmanos são terroristas, é uma estrábica forma de ver a sociedade.

    p.s. - Não é preciso ir a nenhum país muçulmano para ver meninos de 3 anos serem primariamente racistas por influência de pais ignorantes; em qualquer infantário português eles existem, usam expressões inqualificáveis de racistas, e apesar de serem uns amores, não têm culpa dos pais que têm.

  32. 32 32  Costa Nunes

    parece-me que a palavra-chave nisto tudo é: contextualização.

    (obviamente sem reduzir o debate a isso)

  33. 33 33  José Luiz Sarmento

    O Sr. Wilders não é flor que se cheire. É um homem perigoso porque faz como todos os demagogos: tira partido de preocupações legítimas das pessoas para promover uma agenda execrável.
    O dilema com que os holandeses “normais” se defrontam em relação ao Islão é o mesmo com que todos nós nos defrontamos quando nos cruzamos, numa rua deserta, com um bando de adolescentes negros. Se mudamos de passeio estamos a ser racistas; se não mudamos estamos a correr um risco que pode não ser muito elevado mas é real.

  34. 34 34  Caturo

    Julgava que o realizador/deputado tinha razão em tudo o que disse. Afinal o senhor já começa a ver que não.

    Não procure «aliados» onde eles não existem, que não tem sorte nenhuma, além de lhe ficar mal. Quando é que eu disse que Wilders não tem razão em tudo o que diz? Não acho que ele esteja sempre certo, é um facto, mas, no que diz respeito à denúncia do Islão, ainda não o vi falhar uma só vez. E não há nada de repreensível no seu filme, nem uma palavra.

    É que ele diz que o problema está mesmo no Islão. Até quer proibir o Corão na Holanda.

    Curiosamente, nunca o vi, a si, a indignar-se contra os seus camaradas ideológicos que apoiam a proibição do Mein Kampf e de toda a propaganda «racista».

    Há muito que se começou a libertar do jugo da religião? Há quanto tempo? Diga lá.

    Portugal é um país ocidental e o Ocidente começou, mui lenta mas progressivamente, a libertar-se do Cristianismo desde o Renascimento. O fim da Inquisição, já na Idade Moderna, foi outro grande momento deste movimento. Ao falar de Portugal, o senhor está provavelmente a querer salientar o atraso do país e o poder que a classe clerical ainda vai tendo, mas não pode negar-se que com o fim do Estado Novo, Portugal deixou de ter religião oficial (ou já antes disso), e, nas últimas décadas, a Igreja entrou em queda livre, perde locais de culto (isto é, fecham por falta de frequência) e crentes a boa velocidade. A sociedade portuguesa tem ar de ser das mais tendencialmente ateias, eventualmente por influência da sua elite, de escola francesa (anti-clerical e laica por princípio declarado). Ainda nos anos noventa, um programa de Herman José foi suspenso por parecer ofensivo para com a religião cristã, mas, actualmente, já qualquer comediante diz o que lhe apetece sobre a alegado filho de Deus e ninguém o chateia.
    Portanto, se acha que «perdemos» a noção do tempo, fale por si.

    Porque o que os move não é laicidade. É as guerras religiosas de sempre.

    Guerra religiosa esta na qual os laicos também estão envolvidos, e de que maneira, mesmo que alguns queiram enfiar a cabeça na areia e fazer de conta que «ah, isso é com os católicos e as suas cruzadas e tal». Os dissidentes dos países islâmicos, tais como Wafa Sultan e Ayan Hirsi Ali, que o digam, e têm muito que contar. Curiosamente, o que elas contam não costuma interessar a pessoas como o senhor, que só referiu uma delas para a criticar…

    Não o senhor, que acabou de maldizer o melhor que o cristianismo tem

    Confirma-se inteiramente o que eu disse a respeito da raiz da sua mentalidade. O triunfo dos arautos do Crucificado foi realmente o maior desastre que alguma vez se abateu sobre o Ocidente.

    Por fim, se quer escrever aqui agradeço que evite expressões como «o escriba cá do sítio». Trato-o por «senhor» para que se mantenha a devida formalidade.

    «Escriba» não é propriamente uma ofensa. Ainda que lhe chamasse escrevinhador, ou pretenso jornalista, mas não… disse simplesmente aquilo que o senhor é. De resto, não se preocupe que eu consigo também não quero confianças de qualquer espécie.
    Seja como for, não lhe perguntei o que pensa de mim, já que eu também não lhe tinha dito o que de si penso, independentemente de no meu blogue já ter dedicado um artigo a uma das suas infames crónicas do Expresso.

    que os seus amigos geralmente acabam a troca de ideias a ameaçar de morte ou a espancar quem deles discorda.

    São estilos, sabe… os seus amigos, por exemplo, nem sequer aceitam troca, ou sequer divulgação de ideias: pura e simplesmente avançam, de costas quentes pelo sistema, para destruir cartazes de partidos políticos, e depois ainda se sentem igualmente à vontade para ir atacar uma sede dum partido, isto para além de já terem tentado travar manifestações nacionalistas pela intimidação e pela força (embora cobardemente). Outros seus amigos, de patente superior, até legislam no sentido de pura e simplesmente poder chamar a polícia se algum grupo propaga a ideologia criminalizada (é o chamado «delito de opinião») e mandar prender quem se atreve a negar os dogmas da sua Sacrossanta Nova Inquisição Anti-racista.

    Por conseguinte, em matéria de tolerâncias e lições de liberdade, estamos conversados. Conversadíssimos.

  35. 35 35  Lidador

    Arquiduquesa de Grayskull, claro que nem todos os muçulmanos são terroristas e a sua frase indignada é apenas uma forma de nos pretender mostrar que é “moderna” e “avançada”.
    Quiçá progressista.

    Cria o odioso e demarca-se dele.

    Os muçulmanos não são todos terroristas, tal como os alemães não eram todos nazis, ou os russos comunistas.

    As pessoas são iguais em toda a parte, e são determinadas na acção pelos valores em que são aculturados.

    O nazismo teve de ser combatido atacando toda a Alemanha. É assim na vida real, as pessoas não têm uma marca na testa. E se o nazismo estava associado à Alemanha, então os alemães eram, à priori, suspeitos. Todos os alemães. E todos eles pagaram o preço.

    O mesmo se passa com o islamismo, ideologia fascista que origina a esmagadora maioria dos terroristas do nosso tempo.
    Os mais perigosos e os mais determinados.
    É o islamismo que tem de ser atacado e denunciado. E as pessoas que o propagam, toleram, justificam, relativizam e ajudam. A maioria das quais são de religião muçulmana.
    Não se pode ser tolerante com quem nos quer matar.
    Os limites da tolerência são exactamente os que permitem o exercício da igual liberdade.
    Para além desses limites, resta a submissão ou a luta.
    E submissão é exactamente o significado da palavra “Islão”.

    A minha tolerância não chega aí.
    Espero, acredito que a sua também não.

    Por isso, se “Não é justo afirmar que todos os muçulmanos são terroristas, só por serem muçulmanos”, é mais do que justo afirmar que todos os terroristas islâmicos são muçulmanos.

    E é entre os muçulmanos que se devem procurar, da mesma maneira que o FBI combateu a Mafia, procurando entre os italianos.
    Pela simples razão que não fazia sentido procurar os padrinhos entre os espanhóis, irlandeses, etc.

    Se não entende isto, não entende nada.

  36. 36 36  laranjalima

    Daniel
    Quando escrevi ” eu que pensava que a religião era o ópio do povo” não estava a ironizar consigo, nem com o seu comentário, foi uma reacção “primária” ao conteudo do texto, que é brutal.
    Eu também defendo, por uma questão de amor profundo à LIBERDADE a “Liberdade Religiosa”, apesar de ter, como mulher, grandes razões de queixa. Falando do Ocidente, não esqueço de como a cultura judaico-cristã oprimiu e humilhou as mulheres ao longo de séculos. Das religiões em geral não esqueço as barbaridades que em seu nome se têm cometido. A História está recheada de acontecimentos com que se têm escrito algumas das suas páginas mais negras. Para mim não há religião ou tradição que possa desrespeitar os DIREITOS FUNDAMENTAIS DO HOMEM. Até há algum tempo acreditei que as civilizações estavam a evoluir no sentido do cumprimento deste princípio. Hoje, a esse nível, estou a atravessar uma crise de fé.

  37. 37 37  Minhoto

    Ó Daniel Oliveira e que me diz sobre os novos nazi-islamistas como as aryan nations que são financiadas pelo Irão que também finacia os neo-nazis europeus? Agora repare neste eixo
    Aryan nations-Extrema direita-Irão-Hezbollah-Miguel Portas.

  38. 38 38  jorge campos da costa

    Obrigado shyznogud. Não gosto de escrever muito, porque é aborrecido, sobretudo para quem lê, mas não sei se desta vez consigo evitar.

    Então vamos lá por partes (sigo a Bíblia de Jerusalém, Edições Paulinas)

    Deuterónimo 17,2-5
    Se em teu meio, numa das cidades que Iahweh te dará, houver algum homem ou mulher que faça o que é mau aos olhos de Iahweh teu Deus, transgredindo a sua Aliança para servir a outros deuses e prostrar-se diante deles - diante do sol, da lua ou de todo o exército do céu -, o que eu não ordenei; se isto for denunciado a ti, ou se tu o ouvires, primeiro farás uma acurada investigação. Se for verdade, se for constatado que uma tal abominação foi cometida em Israel, então farás sair para as portas da cidade o homem ou a mulher que cometeu esta má acção, e apedrejarás o homem ou a mulher até que morra.

    Nesta passagem propõe-se que os juízes de Israel, relativamente ao seu povo, o povo da Aliança, e no seu território, tendo apurado devidamente casos de apostasia, punam os apóstatas com o apedrejamento até à morte.

    Mateus 10:34-35
    Jesus, causa de divisões - Não penseis que vim trazer a paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada. Com efeito, vim contrapor o homem ao seu pai, a filha à sua mãe e a nora à sua sogra. Em suma, os inimigos do homem serão os seus próprios familiares.

    No passo imediatamente seguinte é claro o que Jesus quer dizer com contrapor: «Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim e aquele que ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim…».

    Timóteo 2:9-15
    Quanto às mulheres, que elas tenham roupas decentes, se enfeitem com pudor e modéstia, nem tranças nem objectos de ouro, pérolas ou vestuário sumptuoso; mas que se ornem, ao contrário, com boas obras, como convém a mulheres que se confessam piedosas. Durante a instrução, a mulher conserve o silêncio com toda a submissão. Eu não permito (é o apóstolo Paulo a falar) que a mulher ensine ou domine o homem. Que ela conserve pois o silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E não foi Adão que foi seduzido, mas a mulher que, seduzida, caiu em transgressão. Entretanto, ela será salva pela sua maternidade, desde que com modéstia, permaneça na fé, no amor e na santidade.

    Não são precisos comentários.

    Agora vamos às suras e aos versos do Alcorão transcritos no filme.

    Sura 8, verso 60
    Prepara-te para os destruir. Aterrorisa os inimgos de Alá e os teus inimigos.

    Sura 4, verso 56
    Os infiéis serão queimados no fogo e quando a sua pele estiver encrespada como a de um peru substituí-la-emos por outra pele, por forma a que o infiel conheça a sua punição. Alá é grande e sábio.

    Sura 47, verso 4
    Quando encontrares um infiel corta-lhe a garganta com uma espada e ele golfará o seu sangue.

    Sura 4, verso 89
    Gostariam que te tornasses infiel. Não confies nesta gente enquanto não seguirem Alá. Quando fugirem, mata-os onde quer que se encontrem. Não confies neles. Isso será o teu túmulo.

    Caro ou cara shyznogud: percebe a diferença entre aquilo a que chama genericamente «bacoradas»? Percebe a diferença entre

    - ordenar a juízes que apedrejem apóstatas na sua área de jurisdição, depois da culpa formada (ok, é horrível, pois é)
    - exigir o amor a si (Jesus) acima do amor aos mais próximos, quaisquer que sejam
    - ordenar a submissão da mulher ao homem na instrução

    e

    - incitar ao terror sobre os infiéis, onde quer que estejam, com imagens sádicas, do estilo - corta-lhes a garganta e vê o sangue a golfar, queima-os vivos e escalpeliza-os, e persegue-os por toda a parte?

    Percebe porque é que o Corão é uma obra que seria certamente proibida em qualquer democracia que não permita legalmente o incitamento à violência por motivos de intolerância religiosa, não se desse o caso de ser…. o Corão?

  39. 39 39  anonimo

    Mas que tretas, o que ha aqui com este filmezeco e com os caartoons é um jogo de extremistas, de um lado, os nossos, os europeus e do outro os islamicos. O jornaleco de extrema direita provoca com caartoons e a resposta veio do medio oriente com manifestaçoes de rua incendiarias, multidões manipuladas por meio da religiao ficam cegas e nem veem os objectivos que os extremistas islamicos conseguem, agora surge um deputadozeco de extrema direita candidato aos oscares, E no meio desta ignorância toda surgem justificaçoes, filosofias, etc etc. mas ha uma grande massa de ignorância que acredita num dos lados e do outro.
    Mas ha um perigo real, no caso dos cartoons morreram pessoas nos paises arabes devido a esse clima incendiario, embaixadas foram atacadas e as vidas das pessoas la correm mesmo riscos de vida devido as tiradas cineastas ou comicas dos nossos extremistas que dos seus sofas se vão divertindo, e acham que a policia não chega para controlar a legião estrangeira islamica que ca se encontra, é preciso uma guerra para que, valha-nos deus, a nossa civilização não caia.

  40. 40 40  antónio

    É mais mortífero um sabre ou uma adaga? depende do portador.
    É mais mortífero o Corão ou a Bíblia? depende de quem faz a exegese.

    Actualmente o Daniel dificilmente, em qualquer canto do globo, será vítima de um atentado perpetrado por um Cristão. Tem a mesma certeza ( mesmo em Portugal) relativamente a um Islâmico?
    Obviamente um Muçulmano não é automaticamente um terrorista, até porque eles próprios sofrem na pele a barbárie dos atentados. O que se diz é que todos os atentados com conotações religiosas vêm do Islão.

  41. 41 41  PALAVROSSAVRVS REX

    Daniel, compreendo. São as tuas regras. Outros comentários aqui farei pelos quais as acate.

    O meu comentário, porém, de esta madrugada aqui publicado, mal cheguei do meu trabalho, e depois por ti suprimido, no teu direito de suprimir excessos verbalísticos e ofensivos de quaisquer susceptibilidades, não era um comentário. Era um Manifesto.

    E os Manifestos não se truncam nem se mutilam.

    Abraço e até amanhã!

    PALAVROSSAVRVS REX

  42. 42 42  Arquiduquesa de Grayskull

    “a sua frase indignada é apenas uma forma de nos pretender mostrar que é “moderna” e “avançada”.
    Quiçá progressista.”

    Lidador, nem todos se vêem pelos seus critérios.

    “Cria o odioso e demarca-se dele”

    Quem cria o odioso é Geert Wilders e alguns assinam por baixo. Demarco-me de alguém que pega em imagens cometidas por terroristas e lhes chama genericamente “muçulmanos”.

    “se o nazismo estava associado à Alemanha, então os alemães eram, à priori, suspeitos. Todos os alemães. E todos eles pagaram o preço.”

    Nem todos os alemães eram nazis, como sabe. Sucede que o mundo estava em guerra, e Hitler, que respondia pelo governo alemão, invadiu outros países. Naturalmente, os países invadidos pela Alemanha de Hitler, invadiram a Alemanha. O que sugere com este exemplo?

    “da mesma maneira que o FBI combateu a Mafia, procurando entre os italianos.
    Pela simples razão que não fazia sentido procurar os padrinhos entre os espanhóis, irlandeses, etc.”

    Exacto. Mas não consta que o povo italiano tenha sido julgado como um povo mafioso, só pelo facto de a máfia ser um fenómeno italiano. Pelo seu discurso depreendo que seria favorável à adopção de políticas que no seu todo penalizassem todos os italianos, pelo simples facto de a máfia ser um fenómeno italiano.

    Devemos ser intolerantes com o crime. Ponto. E saber distinguir entre quem pratica crimes aproveitando-se da religião, e quem é simplesmente religioso, sem que por isso seja um criminoso.

  43. 43 43  Sérgio

    Caro Ninguém em Particular,

    “Quem está de fora racha lenha.”

    Eis uma expressão popular que traduz muito bem algumas das opiniões que por aqui se encontram.

    Quem viveu muitos anos perto de comunidades muçulmanas sabe bem a dificuldade que muita dessa gente tem em adaptar-se aos usos e costumes ocidentais.

    É certo que a condição social de muitas familias propicia à radicalização dos mais jovens, mas na esmagadora maioria das vezes essa condição deriva da incapacidade de adaptação.

    Ninguém exige que os muçulmanos deixem de o ser. Mas sim, é exigido que os usos e costumes que entrem em conflito com a cultura maioritária do país de acolhimento sejam modificados de modo a que esse choque não ocorra.

    Se é “normal” que em Teerão um rapaz espanque a irmã porque esta foi à janela sem a cabeça coberta, o mesmo é inaceitável num qualquer suburbio de Paris.

    Mas parece que é isso que muitos “paladinos” de uma pseudo-tolerância se recusam a ver. Toda a gente minimamente viajada e que frequente certos lugares já conheceu muçulmanos tolerantes, amantes de paz e que olham o Islão com algum espírito critico. Mas achar que estes são representantes da maioria dos muçulmanos do mundo é simplesmente não querer aceitar a realidade.

    É infantil repetir ad nauseam que todos os muçulmanos não são terroristas. Isso todos sabemos. Mas ignorar que o Islão é uma, talvez seja mais correcto chamar-lhe, cultura que propicia o surgimento de tais extremos é disparate.

    O ocidente sofreu uma laicização progressiva, tanto que a religião Cristã tornou-se um acessório para se usar antes de receber o resultado de uma prova ou de um exame médico. O Islão não é assim… é o centro da vida de um muçulmano cujo unico propósito da sua existência é servir Deus.

    Ora há muitos muçulmanos que preferem um plasma ou umas férias nas Caraíbas a viverem uma vida assim mas o mesmo não é verdade para tantos outros, que pelos vistos anseiam por outros tempos.

    Não quero com este texto demonizar quem ou o que quer que seja, mas pretendo alertar, do ponto de vista de quem conviveu de perto com comunidades muçulmanas em França, que o Islão não é “apenas” mais uma religião e que os problemas de integração das comunidades não se devem apenas à inépcia dos governos dos países de acolhimento.

    Só me pergunto quantas mais Sohane Benziane’s terão de existir até compreenderem esta simples verdade…

  44. 44 44  Xico

    Tudo o que diz o Daniel aqui é verdade, pese embora algumas investigações que vêm trazer nova luz sobre os textos de Paulo (aquelas relativamente às mulheres). Não diz o Daniel que Paulo, também escreveu coisas e referiu-se a elas como sendo a sua opinião pessoal (no que se refere ao sexo) não devendo por isso ser considerado como inspiração divina.
    Também não diz o Daniel que a Bíblia é um conjunto de livros de vários autores e que expressam por vezes opiniões contraditórias entre si, isto para não falarmos de questões de tradução ou de contexto cultural. Uma palavra quer dizer uma determinada coisa num contexto cultural e outra noutro contexto (em relação a homossexual por exemplo. Não existia tal palavra). É isso que permite que a Bíbla tenha uma riqueza assente na pluralidade. Para os cristãos, a última palavra é a do Evangelho. Aí não encontrará concerteza apelos à violência. Essa da Espada é de tal simbolismo que dispensa quaisquer comentários. Qualquer criança percebe que Cristo disse que não vem passar a mão pelos cabelos das pessoa. A sua exigência é maior e é dura. O Alcorão, tal como a Bíblia, deve ser lido dentro do contexto. O problema é que não permite uma exegese como a Bíblia e é de um único autor. É muito difícil aos crentes muçulmanos fazerem interpretação dos textos corânicos contrária à letra. E nem se podem escudar com traduções, pois este está escrito numa língua ainda viva! Acima da Bìblia temos o exemplo de Cristo que nunca foi violento e mandou dar a outra face. No Corão, temos o exemplo do seu Profeta que seguiu muitas vezes à letra a violência que pregou! Como dizer a um bom muçulmano que não deve ser violento para com os outros, com tais exemplos?
    Lembro que mesmo no tempo de S. Jerónimo houve debates acesos e violentos sobre a melhor forma de traduzir os textos bíblicos. Isso só significa que o processo está sempre em aberto.
    Uma coisa não podemos esquecer. Nem nós nem os muçulmanos. Ao cristianismo e ao islamismo se deve a instituição da igualdade entre todos os homens. (Não, não foi na revolução francesa). Ideia pouco reconhecida nos outros povos e ainda hoje. Era aí que devíamos trabalhar em conjunto.

  45. 45 45  João Cerqueira

    Pesos e medidas

    Começarei por dizer que compreendo (e apoio) todos aqueles que pretendem evitar a diabolização dos crentes islâmicos. Suponho que qualquer democrata e defensor dos direitos humanos procederá desta forma.
    Porém, os mesmos pesos e medidas não são aplicados de igual forma por todos os que se dizem democratas: houve democratas que nada disseram sobre as ditaduras comunistas, outros calaram os regimes fascistas, houve quem compreendesse a invasão de Timor, etc, etc.
    Penso que com o fascismo islâmico (a aplicação da Sharia) sucede algo parecido. Com o receio de propagarem a intolerância religiosa ou racial, tal assunto tende a ser suavizado.

    Darei agora um exemplo retirado do livro Deus não é grande de C. Hitchens (ou de A desilusão de Deus de R. Dawkins, não tenho a certeza): em Israel um psicólogo pegou em exemplos de violência retirados do Velho Testamento e perguntou a alunos o que pensavam de semelhantes actos. Resposta: a maioria compreendeu e justificou as mortes dos que foram castigados.
    Depois, pegou no mesmo texto mas substitui os nomes e os locais, passando a história a ser passada na China antiga. Resultado: os alunos repudiaram a violência.
    Penso que este exemplo pode ser aplicado aos que consideram uma questão cultural ou religiosa, existirem no mundo milhões de seres humanos (mulheres e homens) sujeitos a leis como a flagelação (suponho que beber álcool ou ser homossexual dá direito a chicotadas), amputações, apedrejamento até à morte de adúlteras e decapitação. Fosse esta a lei de um país como os Estados Unidos, ou da África do Sul no tempo do Apartheid_ quem não se indignaria? Mas, nem toda a gente se indigna com o que se passa em países como a Nigéria, o Sudão, a Arábia Saudita, o Iémen?

    Conheço os relatórios da Amnistia Internacional e sei bem do que falo, entre os países na lista negra de violações dos direitos humanos, os países onde se aplica a Sharia são presença constante. É o horror absoluto! Recomendo a leitura.
    Por isso, se chamamos fascistas a uns, também deveríamos chamar tal nome a outros.

    E, tendo em conta o que escrevi no início, faço a seguinte pergunta: quando alguém decide matar inocentes num local público, inspirando-se num livro que considera sagrado, esperando receber uma recompensa celestial (a ideia de receber virgens em troca da morte, a sua e a dos outros, já diz muito sobre esta forma de pensar), e se prepara para a chacina entoando orações, por vezes evocando a grandeza do seu Deus no momento de detonar a bomba podemos, honestamente, dizer que semelhante barbaridade não pode ser associada a uma religião? Quanto um ser humano se decide matar e matar os seus semelhantes encontrando a força para o suicídio na promessa de uma dádiva no paraíso_ em que outra coisa ou sistema senão essa religião encontra a força e o fundamento para o seu acto criminoso e tresloucado?

    Afinal, em que se inspiram os terroristas islâmicos?

    E ainda que haja quem mate em nome de outra fé (suponho que apenas os evangélicos americanos que puseram bombas nas clínicas de aborto), o crime de uns não desculpa as atrocidades de outros.

  46. 46 46  carmo da rosa

    ’Se alguém resolvesse usar estas citações para descrever o Cristianismo o que lhe diriam? Que era um débil mental. No entanto não é o que se diz quando alguém escolhe este método idiota para retratar o Islão.’

    Ó meu caro Daniel,

    E porque será?

    Que ao retratar o islão não se diz que alguém é débil mental…
    Sabe porquê? Porque normalmente se diz que é suicida…

    Vou-lhe dar umas dicas: não será porque as citações se referem à ACTUALIDADE e são mais do que VERÍDICAS, e não manipuladas como alguns débeis mentais aqui se fartam de repetir…

    As mesmas imagens passaram n vezes em todos os telejornais do mundo, as mesmas imagens são HOJE em dia utilizadas como agit-prop – menos o desenho de Maomé com a bomba na cabeça, ça va de soi! - de células terroristas da Al Qaeda pelo mundo inteiro, para recrutamento de mais carne para canhão islâmico…

    Se você conseguir as mesmas imagens do Cristianismo dou-lhe um chupa-chupa… Mas só se conseguir!

  47. 47 47  Prof. Pardal

    A mim só uma coisa me faz confusão, o que pretende demonstrar o senhor Daniel demonstrar com este post? Que o cristianismo é igual ao islamismo? Olhe que não sr. Daniel e digo-lhe mais, se hoje o senhor se pode intitular de laico e ateu (como eu, aliás) é que essa coisa de ser laico é uma invenção do Cristo, não foi ele que disse “a César o que é de César”? Ou estarei enganado, e afinal foi o Maomé?
    Por que será que certa esquerda tem sempre de acudir cada vez que alguém se insurge contra as práticas terroristas do islão? Deve ser o fascinio do totalitarismo.

  48. 48 48  carmo da rosa

    ‘o que pretende demonstrar o senhor Daniel demonstrar com este post?

    Que não vê um palmo à frente do nariz…

  49. 49 49  Ateu

    Os Judeus e Cristãos sabem viver em democracia. Desde quando os islâmicos conseguem vivê-lo? Foi-se o tempo da Inquisição, ou do dente-por-dente de Moisés, hoje, a democracia ocidental é marcada por uma ética lapidada pelo liberalismo nascido desses religiosos, assim como, provém de anos e anos da evolução intelectual que estas seus “apostatas” trouxeram.

    Mas o islamismo, nem ao menos sabe o que é ética ou tolerância, eles vivem na idade média, matarem os seus apostatas, e sequer reinterpretarão o livro sagrado deles!

    O pior é vc comparar a pequena merda do cristianismo e judaísmo, com a grande Merda que o Islamismo é! E se torna uma tremenda Burrice e Ignorância no domínio da informação. Afinal, nosso tempo tem passado por uma transição de abandono de mitos e superstições, e parte das religiões vão sendo abandonadas com a descrença religiosa através da intelectualidade, nascendo assim novos ateus ou agnósticos.

    No entanto, o Islamismo é a única religião que é contra o progresso, a mudança e o liberalismo, já que “alá” é imutável para tudo que é criação do homem, e seu porco e brocha profeta, assim o disse.

    Sem mais.

  1. 1 Arrastão: Dois anos

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