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«A comunidade muçulmana vai ter de sofrer até pôr a casa em ordem. Que tipo de sofrimento? Não os deixar viajar. Deportação — lá mais para o fim da estrada. Supressão de liberdades. Revistar pessoas que pareçam ser do Médio Oriente ou do Paquistão. Coisas discriminatórias, até magoar a comunidade inteira e eles começarem a ser duros com os filhos deles.»

Confesso que não conhecia esta pérola de Martin Amis (que descubro agora ter sido já bastante citada), transcrita num artigo do Rui Tavares, dita numa entrevista há já algum tempo. Há quem, recordando o terror nazi, esteja atento (e bem) aos sentimentos anti-semitas contra os judeus. Mas muitas vezes se esquecem que as vitimas podem mudar repetindo-se o sentimento e se colocam na primeira linha do caminho para o horror. A islamafobia não choca porque já parece natural. Pelo menos tolerável. Também parecia, nos anos 30, o ódio aos judeus. Como muito bem ilustram estas palavras do senhor Amis, a islamofobia é o anti-semitismo do século XXI. Está lá tudo: o ódio e a bestialização do outro. E exultação do “politicamente incorrecto”, tão na moda, não é mais do que a quebra de todas as fronteiras morais. Estas palavras do senhor Amis, como as alarvidades do senhor Watson, estão para lá do tolerável. E só a demonstração sem contemplações da nossa repugnância pode impedir que das palavras se passem aos actos.


33 respostas ao post “O anti-semitismo do século XXI”  

  1. 1 1  Tarzan

    O Daniel também não recorre frequentemente à bestialização dos israelitas?

    Esse jogo de nos barricarmos e vermos sempre bestas do lado de lá é que me parece realmente perigoso.

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  2. 2 2  Daniel Oliveira

    Tarzan, eu falo de Estados, não falo de povos. Venha daí uma citação em que tenha bestializado o povo de Israel.

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  3. 3 3  Luis

    Ha no entanto diferencas fundamentais. Nenhum judeu, em nome do Judaismo, nos anos 10 e 20, cometeu um acto de terrorismo. Nao existia nenhuma organizacao multi-celular judaica que propusesse converter o mundo ao Judaismo, mesmo que usando violencia indiscriminada contra civis. Claro que a maioria dos muculmanos sao inocentes, o que faz da ismamofobia um crime gravíssimo, mas a diferenca (que nem tem que ser assim tão grande, mas existe) é que todos os judeus eram inocentes.

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  4. 4 4  peter

    Parece que se retratou, não desculpa a estupidez, mas fica como informação lida no público não sei quando e que sendo o público vale o que vale.

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  5. 5 5  Daniel Oliveira

    peter, do que sei, retratou-se para no mesmo segundo desancar em quem o tinha criticado.

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  6. 6 6  João Pedro Dias

    De facto é tão repugnante como as alarvidades do Sr. Watson. E o que me preocupa mais é a benevolência com que declarações destas vão sendo recebidas em nome do politicamente incorrecto, que de tanto estar na moda corre o risco de se transformar em politicamente correcto…e é esse o maior perigo!

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  7. 7 7  JEM

    Daniel

    Desculpe que lhe diga, mas o Daniel é bastante demagogo.

    Pega numa citação palerma e faz crer que se trata de um pensamento generalizado.

    Em simultâneo prefere ignorar as leis de muitos estados que praticamente apartheid religioso efectivo.

    Porque nunca nos fala, por exemplo, da Arábia Saudita?
    Onde não é possível construir um templo de outra religião. Onde não é possível praticar outra religião! Onde a apostasia é tratada com pena de morte!!!

    Pode também falar do caso da Malásia, onde as minorias étnico/religiosas (chinesa e hindu) têm de facto menos direitos do que a maioria muçulmana religiosa. Escrito na lei!

    Se quer procurar países e povos que discriminam em função da religião, não os procure no mundo ocidental.

    Nunca na história da Humanidade houve civilização tão receptiva e acolhedora de outros povos e religiões.

    Se quer procurar apartheids EFECTIVOS (com legislação de apartheid) consegue encontrar muitos. Mas não no Ocidente.

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  8. 8 8  Daniel Oliveira

    «Se quer procurar países e povos que discriminam em função da religião, não os procure no mundo ocidental.

    Nunca na história da Humanidade houve civilização tão receptiva e acolhedora de outros povos e religiões.»

    Eu pergunto-me às vezes se as pessoas pensam que a civilização ocidental nasceu a semana passada.

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  9. 9 9  Von Barata

    Quanto às palavras de Amis (nome paradoxal), estamos conversados. É a alarvidade levada ao extremo. Quanto ao senhor Watson, embora pense que alguém com a sua responsabilidade ciêntifica e até mediática, devia ter o bom senso de não atirar para o público os comentários que todos já conhecemos, pois de incendiários é o que este planeta precisa menos. Porém uma pequena nota. Como espécie animal que somos, e que sabemos reconhecer e comparar em outras espécies, níveis de inteligência ou qualquer outro indicador relevante, é perfeitamente crível que cada raça da espécie humana tenha características diferentes, embora a generalização absoluta seja meramente idiota. Eu por exemplo, considero-me bem menos inteligente que povos orientais como os chineses e os japoneses, que em certa medida sabem tirar partido do espirito e da sua natural envolvência com o meio ambiente, em beneficio das suas vidas quotidianas. E como eu, a maioria dos europeus, nomeadamente do sul, deviam sentir essa diferença. Não me sinto menos pessoa por isso, mas admito a minha inferioridade natural nessa relação com a natureza do ser interior. Concluindo, Watson generalizou e ofendeu (a observação serviçal), mas pensarmos que todas as raças da espécie humana são iguais, é patetice. No mínimo… Embora devessem comungar dos mesmos direitos (e já agora, deveres).

    Cumprimentos

    Von

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  10. 10 10  Zé Pedro

    Daniel

    Partilho a tua indignaçao sobre o que Amis disse, mas partilho também a ressalva que o Luís deixa no seu comentário: ódio ao judeu porque há judeus que matam crianças cristãs são dois disparates. ódio aos muçulmanos porque há muçulmanos que são terroristas e que atacam inocentes, é só um disparate.
    Daniel, tu que sabes ver a diferença entre o holocausto nazi e a hecatombe estalinista (apesar de ter sido maior), devias saber ver isto.

    ab

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  11. 11 11  Zabka

    O Sr Amis, que costumava escrever bons livros, foi convidado para “ensinar” em Manchester; Terry Eagleton, que lá trabalha há muito tempo, escreveu um artigo de repúdia às palavras de Amis. A resposta foi muito embaraçante, Amis disse o dito por não dito e meteu os pés pelas mãos.O que ]e estranho considerando o verbo fácil do dito cujo.
    Parece que ele está ficar como o seu querido pai, que começou comunista e acabou a apoiar a sra Thatcher.
    Aos idiotas que defendem o sr Amis Jr recomendo que leiam o livro do sr Amis Sr sobre Portugal, onde o mesmo tipo de ignorância asquerosa e estereótipos batidos é apresentado, mas desta vez em relação a nós.

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  12. 12 12  Daniel Oliveira

    Não tenho nenhum ódio aos judeus. Se quer saber, por razões que não vêm ao caso, muito pelo contrário.

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  13. 13 13  JEM

    “Eu pergunto-me às vezes se as pessoas pensam que a civilização ocidental nasceu a semana passada.”

    O Daniel é muito engraçado a desconversar. Refiro-me, naturalmente, à civilização ocidental actual!

    Enfim, fugiu à pergunta inicial. Eu compreendo.

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  14. 14 14  Lidador

    A esquerda não consegue de um modo geral livrar-se de uma identificação subliminar com os muçulmanos, a quem vê sob o prisma marxista, como “povos oprimidos” e recusa-se a encarar o problema em toda a sua dimensão.

    Uma espreitadela à demografia da Bósnia, pode dar pistas.

    Em meados da década de 70, os sérvios tinham passado de 44% para 30% e os muçulmanos de 25% para 45%.
    No Kosovo ainda foi pior
    E assim que os muçulmanos ganharam a batalha demográfica, soltaram-se os demónios da guerra.
    O que se passou nos Balcãs, está já a acontecer lentamente no coração da Europa.

    Há um padrão e parece que uma certa Eurábia insiste em comparar a estrada da beira com a beira da estrada, recusando-se a encarar o problema tal como ele é: o islamismo ameaça-nos!

    O que tem de ser feito é claro como a água:
    Há que acabar com o multiculturalismo e o masoquismo cultural que lhe subjaz. Não temos de aceitar como válidas as práticas sociais do Islão e muito menos as ameaças e as fatwas que os mulahs declaram contra qualquer pessoa que “ofenda o Islão”.
    Temos de limitar seriamente a imigração provinda de países muçulmanos e estimular a oriunda de outros espaços culturais (hindus, chineses, etc), com práticas sociais não agressoras.
    Não podemos mais permitir a edificação de mesquitas na Europa com fundos vindos dos países muçulmanos e que funcionam hoje como postos de comando avançados da jihad contra o dar-al-harb.

    Há que aplicar medidas duras às comunidades muçulmanas, restringindo a liberdade a quem quer que tenha viajado de e para países como o Paquistão e Arábia Saudita, e a quem adopte comportamentos públicos de desafio e ameaça.
    Há que deportar todos aqueles que ataquem, por palavras e actos, os valores prevalecentes nas sociedades ocidentais.
    Não é politicamente correcto, mas temos de descriminar, até que doa de modo a que a comunidade islâmica se sinta pressionada a alterar comportamentos e a educar os filhos para viverem pacificamente nas sociedade hospedeiras, em vez de os mandar para as lavagens ao cérebro nas madrassas do país de origem.

    Eles odeiam-nos porque somos “decadentes” e pela forma liberal como encaramos o sexo, o álcool, etc.
    Nós temos de fazer com que o resultado desse ódio se volte contra eles.
    Porque no fim de contas, qualquer sociedade que quer sobreviver tem de distinguir quem são os amigos e quem são os inimigos.
    No fundo é sempre essa a questão essencial da Política.

    A Mafia siciliana, combate-se vigiando especialmente os sicilianos, como é óbvio.
    Ou não se combate e perdemos.
    É

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  15. 15 15  Ana Vidal

    Quanto a Amis, nem comento. Estas declarações falam por si, e não merecem sequer que percamos tempo a discuti-las.

    Refiro-me apenas ao tema Watson, que me parece bem mais interessante.
    O que me parece ser o menos importante nesta questão é tentarmos politizá-la. O que está em causa é infinitamente superior à política, e, ainda mais, “às políticas”. Portanto, não me importando minimamente com o que é ou não “politicamente incorrecto” (que é o que está na moda, segundo aprendi aqui no Arrastão), vou pela lógica e tendo a concordar com o Von Barata: as raças humanas não são necessariamente todas iguais. Se é pacífico que os povos dos Trópicos (onde há calor extremo) e os dos Polos (onde há frio extremo) estão adapatados ao clima e ao ambiente adverso em que vivem – com pele, aparelho respiratório e circulatório reforçados para esse efeito – não vejo porque não possam estabelecer-se e aceitar-se diferenças na utilização do cérebro, entre povos com necessidades diferentes. O grande erro – parece-me – é tentarmos comparar a inteligência global, como se esta fosse um dado imutável. Há diversas formas de inteligência – ninguém leu o nosso Damásio?? – e cada povo desenvolverá, naturalmente, aquelas que lhe forem mais úteis. Porque, aqui, é a inteligência da natureza que funciona, e essa é que escapa à eterna arrogância dos humanos.
    Além de que parece estar provado que o nosso cérebro (o de todos nós, humanos, sem excepção) está ainda a anos-luz do seu pleno desenvolvimento e aproveitamento.
    Com isto não pretendo desculpar as teorias racistas e pouco sérias de Watson, mas só tentar retirar a paixão de uma discussão que devia ser meramente científica.

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  16. 16 16  The Studio

    Vamos por começar por tentar responder à seguinte questão: Porque razão, a opinião deste senhor Amis é diametralmente oposta à do senhor Daniel Oliveira? Será que um deles é muito estúpido e outro muito inteligente? Será que não nasceram e cresceram ambos na Civilização Ocidental? Será que vivem em Eras distintas?

    Bem, é possível que haja outras explicações, mas parece-me claro que a principal razão para estas diferenças de opinião é a de que não apenas estão a ver “realidades diferentes” referentes às tensões raciais como também estão a usar processos distintos para as analisar.

    Vou dar um exemplo: O Daniel Oliveira acabou de dar destaque no seu blog ao caso de um jovem completamente embriagado que tentou dar um pontapé numa jovem Equatoriana. Para o Daniel trata-se de um importante de um caso “tensão racial” (enfim, a jovem até me parecia branca, mas não interessa)

    Por outro lado a “pequena guerra civil” que se vive na Holanda entre a comunidade Islâmica e a comunidade Europeia, que registam já registou não sei quantas mortes e numerosos edifícios e viaturas incendiados, passou completamente ao lado do Daniel que o considerou como um caso de “tensão racial” sem relevância, pelo menos para o Blog.

    Ou seja, o senhor Amis, assiste a esta “mini-guerra civil” na Holanda e aos frequentes incidentes raciais graves neste país, assiste ao que se passa nos banlieu de Paris, ao que se passa na Dinamarca, Suécia, aos ataques terroristas em Espanha, Inglaterra, etç. Assiste ao fundamentalismo Islâmico, à chegada de mais imigrantes e à multiplicação dos que já cá estão. Assiste às projecções demográficas que mostram que um muitas zonas da Europa os muçulmanos constituirão a maioria da população, entra em pânico e defende medidas extremas.

    Já o Daniel observa factos diferentes. Olha para o seu umbigo e diz que o barril de pólvora em que se tornaram quase todas as cidades da Europa é a riqueza da diversidade. Sempre que há violentos incidentes mete a cabeça na areia e se acaso não consegue evitar ver algum afirma “que não se seguiram rigorosamente as instruções do Bloco de Esquerda no que diz respeito à imigração e por isso a culpa é nossa”. E o que o preocupa no que diz respeito a tensões raciais é o bêbado que tentou dar um pontapé na adolescente.

    Quanto ao Von Barata, queria dizer-lhe que concordo inteiramente com o que diz: Os chineses e os japoneses (eu acrescentaria também os negros) são mais inteligentes que o senhor. Isto, apesar de como todos sabemos, não ser possível definir inteligência.

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  17. 17 17  Daniel Oliveira

    É a primeira vez que o vejo reconhecer que um skinhead bateu num imigrante. como há filmagens não pode fazer nada. Mas, claro, estava embriagado.

    A prova que estas declarações são inaceitáveis é o meu caro The Studio concordar com elas. Mas o senhor faz mais: diz as razões de Amis que por acaso nada têm a ver com os argumentos que ele apresentou: ele estava a falar do 11 de Setembro. Desculpe se agenda do PNR não cabe em todos os posts que quer comentar.

    Sim, eu defendo a diversidade. Tanto, que até o tenho aqui a comentar. E olhe que não é facil aturar quem só conhece em si próprio uma qualidade: a sua cor de pele. Pouco tem o senhor para se orgulhar.

    Quanto à imigração, meu caro the Studio, é tão velha como a humanidade. Nós, enquanto povo, resultamos dela. Faça o que fizer, não a pode parar. Felizmente. É isso que torna este planeta interessante.

    Já agora, sobre Watson, tenho uma excelente informação para estudar: um importante cientista, especialista em genética, desmentiu que houvesse qualquer rigor cientifico nas informações de James Watson. Quem? James Watson: Porque, se eu realmente disse o que me foi atribuído, então só posso admitir que estou atónito com a declaração. Àqueles que inferiram das minhas palavras que a África enquanto continente é de alguma forma geneticamente inferior, só posso me desculpar sem reservas. Não foi isso o que eu quis dizer. E o que é mais importante, do meu ponto de vista, é que não há base científica para tal crença.”

    The Studio, atire-se ao homem. Ele não leu os seus estudos irrefutáveis.

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  18. 18 18  Gasel

    Até achei este post do Daniel razoável… até ele fazer uma espécie de paralelismo com os ditos do Watson.
    Nesta frase, Amis, expressa claramente ideias anti-muçulmanas (racistas, podemos dizer) Fala claramente em segregação discriminação, supressão de liberdades, deportação… Isto é sempre intolerável, como disse o Daniel.
    Watson, que eu saiba, não perfilha nemhuma teoria racista como afirma a Ana Vidal aqui em baixo. A tese dele até vais de encontro ao que a Ana disse e é bem razoável: “There is no firm reason to anticipate that the intellectual capacities of peoples geographically separated in their evolution should prove to have evolved identically. Our wanting to reserve equal powers of reason as some universal heritage of humanity will not be enough to make it so”.
    Fez duas ou três afirmações avulsas, numa entrevista, mt infelizes em com um sentido que pode ser interpretado como racista.
    Mas concluir que tem teorias racistas ou colocar em paralelo com o que afirmou este Amis, já não me parece nada correcto.

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  19. 19 19  Euroliberal

    Não há problemas na Europa com a intergração dos europeus mulçulmanos, a segunda religião da UE. Os únicos problemas têm surgido em países que participam na crominosa cruzada islamicida conduzida pelo nazi Bush (GB ES NK DK…)

    Há ainda a questão dos dois pesos e duas medidas: se um francês muçulmano vai para o Iraque lutar contra os cruzados invasores é “terrorista”, mas sem um francês judeu vai para Israel fazer o serviço militar nas SS Tsahal, e oprimir palestinianos, nem precisa de se esconder…e pode voltar para França e escrever um livro sobre as suas actividades criminosas (como fez o Karlsfeld jr.)…

    Quanto ao aumento demográfico, ainda bem que os muçulmanos fodem bem e aumentam a população europeia, porque muitos nazos anti-semitas europeus parece que já não sabem o que isso é…

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  20. 20 20  Rui

    Horripilante.
    Está na moda dizer parvoíces, desde que sejam ditas de modo carismático e pseudo-lógico; ou pior, pseudo-científico, no caso do Sr. Watson.

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  21. 21 21  Ana Vidal

    Não deturpe o que eu disse, Gasel. Pelo contrário, se Watson não tem um sólido fundamento científico para o que disse – e não tem, pelos vistos – então as suas motivações só podem ser racistas. Eu limitei-me a afirmar que a inteligência dos povos está canalizada para as suas necessidades específicas, e que, portanto, não tem que ser igual. Nem sequer comparável.

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  22. 22 22  Dândi

    Pelos comentários que já deixei no Arrastão já perceberam que sou um antifascista convicto. Um admirador ferveroso da democracia e da diversidade.
    Um homem de Esquerda.
    Por ser tudo isso e por pensar por mim próprio considero o islamismo radical um dos maiores fascismos actuais.
    O Islamofascismo como diz e bem Nick Cohen no seu recente livro traduzido em Portugal.
    Não admito que nenhuma das religiões (?) interfira com a minha liberdade.
    Por vezes a minha esquerda esqueçe um pouco isso.
    É pena.

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  23. 23 23  Gasel

    Ana:
    A tese/teoria da Watson é esta: “There is no firm reason to anticipate that the intellectual capacities of peoples geographically separated in their evolution should prove to have evolved identically.” que é basicamente o mesmo q vc voltou a afirmar.

    Qt às motivações que o levaram a dizer aquilo que disse, só podemos especular. A Ana está certa que foi uma motivação racista. Eu até penso que foi uma motivação económia: quera dizer umas frases bombásticas para vender o livro e saiu-se muito mal.

    Se voltei a deturpar qq coisa, sry!

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  24. 24 24  Daniel Oliveira

    Dândi, o que a sua esquerda tenta evitar é estigmatizar mais de mil milhões de seres humanos por causa dos actos de meia dúzia. E faz muitíssimo bem.

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  25. 25 25  LPedroMachado

    O pior é que não são meia dúzia. E a percentagem de muçulmanos europeus simpatizantes do terrorismo é aterradora!

    Os judeus não andavam a matar ninguém, muito menos a praticar actos terroristas. Não há comparação.

    Por outro lado, discordo em absoluto das medidas propostas por Amis.

    [Responder]

  26. 26 26  LPedroMachado

    O pior é que não são meia dúzia. E a percentagem de muçulmanos europeus simpatizantes do terrorismo é aterradora!

    Os judeus não andavam a matar ninguém, muito menos a praticar actos terroristas. Não há comparação.

    Por outro lado, discordo em absoluto das medidas propostas por Amis.

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  27. 27 27  mariana avelãs

    Fica aqui a posição do Terry Eagleton, directamente envolvido no assunto Amis:

    http://www.zmag.org/content/showarticle.cfm?SectionID=30&ItemID=14017

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  28. 28 28  Euroliberal

    A esquerda islamófoba e bushista é nazi. Também Hitler era de esquerda, socialista, macional e socialista…

    Quem defende o islamocídio nem curso é um porco nazi a pendurar como os collabos de 45…

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  29. 29 29  Sebastião Dias

    «Dândi, o que a sua esquerda tenta evitar é estigmatizar mais de mil milhões de seres humanos por causa dos actos de meia dúzia. E faz muitíssimo bem.»

    Qualquer estigmatização é sempre negativa. Melhor ainda seria se o mundo muçulmano, antes mesmo da esquerda tentar evitar a sua estigmatização, se ajudasse a ele próprio, coisa que não se vê muito fazer, salvo manifestações isoladas de pacifismo e algum ecumenismo. Também não vejo a esquerda acusar de nada o Irão, aparte a ausência de homossexuais no país.

    Aliás, este empenho da esquerda na não estigmatizaçã dos muçulmanos parece-me até despropositado. Não vejo em Portugal nenhuma perseguição a muçulmanos, nenhuma violência, nenhuma descriminação. Ou estarei enganado, Daniel?

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  30. 30 30  The Studio

    A discussão que envolve a Ana e o Gasel é demonstrativa dos efeitos preversos da ditadura politicamente correcta. O Dr. Watson afirma algo absolutamente evidente e com o qual ambos só podem concordar. Porém, com receio de serem acusados de racismo pelos bufos do Politicamente Correcto, ambos andam a brincar ao “Rei vai nu”.

    A afirmação é a de que “não há à partida garantias que as capacidades intelectuais de populações separadas geograficamente evoluam da mesma maneira”.

    Como se sabe desde Darwin, as caracteísticas de grupos populacionais de qualquer espécie evoluem rapidamente no sentido de melhor se adaptarem ao meio. Se a inteligência é uma destas características, nada nos garante que dois grupos separados evoluam da mesma forma no que diz respeito à inteligência.

    A prova disto é por exemplo o facto dos macacos possuirem antepassados comuns aos do homem e a sua inteligência ter evoluido de forma diferente. Ou também é politicamente incorrecto afirmar que os macacos têm em média menos inteligência que o homem?

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  31. 31 31  The Studio

    Daniel:

    Responde lá mas é à questão essencial: Porque razão um bêbado que tenta dar um pontapé numa miuda é um incidente racial mais relevante que a mini-guerra civil holandesa (também ela uma questão racial) que se vive (não sei se já terminou) e que já causou mortos e muita destruição.

    Quanto ao Amis e Watson, nota-se que tens sérios problemas em lidar com a Liberdade de Expressão. E que tal mandá-los prender?

    Respondendo aos teus pontos:

    1. Não me lembro de alguma vez ter negado alguma acção dos skinheads… claro que ter apenas como fonte tu ou os teus colegas do eixo do mal me suscita algumas reservas. Um deles até escreveu um longo editorial a condenar o comportamento dos Skinheads em Santa Comba Dão, quando afinal nenhum skinhead se deslocou a essa vila. Aliás, este tipo nem sei se era skinhead.

    2. O PNR, como já lhe expliquei inúmeras vezes, é o partido mais próximo do BE. O que os destingue é o aborto, imigração e casamentos gay. Quanto a tudo o resto são iguais: Anti-globalização, anti-liberais, anti-capitalistas, anti-semitas, defesa do Estado Social, defesa do intervencionismo do Estado, enfim, tudo. Afinal o que o irrita no PNR? É que estejam a disputar-lhe o espaço político?

    3. Até me tem aqui a comentar. Nota-se que temos concepções bastante diferentes da Liberdade de Expressão: Para mim é algo tão natural que nem sequer me ocorre falar disso. Quem comenta no meu blog fá-lo porque é um direito seu e não porque eu lhe concedo esse favor. Para o Daniel, deixar-me comentar aqui é um favor que me faz…

    Diz que só reconheço em mim uma qualidade: a cor da pele… nem me conhece, porque afirma isso?

    “Quanto à imigração, meu caro the Studio, é tão velha como a humanidade. Nós, enquanto povo, resultamos dela.”

    Segundo o Daniel, os invasores Romanos e Mouros eram “imigrantes”? Há aí uma confusão de conceitos, não?

    Quanto ao desmentido de Watson, ele provou o que disse no desmentido? Ou só precisa provar quando não lhe agrada?

    O Daniel continua convencido que o QI dos negros é em média igual ao dos brancos? Por acaso lê o 5 dias? Está lá uma figura sobre o assunto…

    [Responder]

  32. 32 32  Dândi

    Olá Daniel.
    Atenção que eu escrevi no meu comentário “islamismo radical” não confundindo assim a maioria com a minoria. O problema é que essas maiorias não fazem o esforço suficiente para limpar a imagem dada pelos extemistas. Repara que só dessa comunidade é que temos elementos que na Europa apenas exigem e em nada pretendem viver em harmonia com os paises acolhedores. Não vou falar de exemplos, são muitos.
    O que não deixarei de apoiar são as mulheres, os homossexuais, a imprensa, etc, oprimidos por essa minoria fanática.
    Isso é de Esquerda.

    [Responder]

  1. 1 Arrastão: Dois anos

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