Um atentado em Jerusalém provocou oito mortos e pelo menos 35 feridos num ataque a um instituto de estudos talmúdicos. Entretanto, um relatório de ONG’s garante que a situação humanitária em Gaza é a pior desde 1967.


Sem respostas ao post “Chega!”  

  1. 1 1  JEM

    E haveria algum civil entre os mortos, Daniel?

    Ou neste caso ja’ e’ irrelevante?

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  2. 2 2  Daniel Oliveira

    Sendo uma escola, suponho que eram todos.

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  3. 3 3  JEM

    Era uma pergunta ironica. Claro que eram todos.
    E adolescentes. E desconfio que estes miudos nao atiravam morteiros sobre cidades em Gaza.

    E consta que em Gaza os apoiantes do Hamas celebram.

    http://news.yahoo.com/nphotos/Deadly-shooting-Jerusalem-school-Israel-Jerusalem-Gaza-Strip-Palestinian-Hamas/ss/events/wl/030608israelschool/im:/080306/ids_photos_wl/r480058239.jpg/#photoViewer=/080306/ids_photos_wl/r2058733487.jpg

    Mas o Daniel continua a “nao simpatizar com o Hamas”. Certo.

    Talvez um dia veja qual dos lados e’ que nao quer a paz.

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  4. 4 4  Levy

    Foi o HAMAS Daniel. Podia escrever isso na sua posta, em vez de se limitar a escrever “que houve um atentado”, sem especificar quem atentou e quem morreu. Estudos talmudicos, é um bocado difuso. Escreva o nome das coisas…

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  5. 5 5  Daniel Oliveira

    Levy, não o vi protestar quando eu não referi o exército israelita. Foi o Hamas e podia ter sido a Fatha. Como não simpatizo nem com um nem com outro, acha que eu não referi por alguma razão em especial?

    Lamento que não esteja hoje tão justificativo como quando falei de 200 mortos. De facto, para si as vidas não valem todas o mesmo.

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  6. 6 6  tonibler

    A situação em Gaza sob autoridade palestiniana é pior que em 1967? Então, autodeterminem-se uns aos outros…

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  7. 7 7  Daniel Oliveira

    JEM, a maioria dos palestinianos e dos israelitas quer paz. Não são masoquistas. São eles que sofrem. A questão não é quem não quer a paz mas o que é que a torna impossível. E aí, olhe para quem está por cima e quem está por baixo, quem tem um Estado e quem não o tem, quem ficou com a terra e quem vive cercado de muro e tem a resposta. A questão não é quem são os bons ou os maus. Mas quem está num lugar que lhe permita negociar e quem se limita a lutar para sobreviver cada dia.

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  8. 8 8  Levy

    Daniel Oliveira
    7 Mar 2008 às 0:28

    “Como não simpatizo nem com um nem com outro, acha que eu não referi por alguma razão em especial?”

    Se quer que lhe diga, por acaso achei. E observei que não fez referência aos atacantes. Pareceu-me querer branquear o atentado, pois não o condenou com a mesma veemencia com que costuma condenar as incursões israelitas.

    “Lamento que não esteja hoje tão justificativo como quando falei de 200 mortos. De facto, para si as vidas não valem todas o mesmo.”

    Desculpe lá, mas onde é que eu escrevi que as vidas para mim não valem todas o mesmo? Não percebo porque escreve tal coisa. Da última vez que comentei aqui, escrevi que as vidas que se perdiam eram todas lamentaveis.

    Em relação ao conflito israelo arabe ja deve estar farto de saber o que penso: dois estados, ponto final. Isso implica não apoiar as ideias de quem dos dois lados não aceita o estado vizinho: extrema direita israelita e hamas.

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  9. 9 9  Daniel Oliveira

    Levy, diga sinceramente: escrevesse eu o que escrevesse não procuraria qualquer coisa por onde pegar? Pense nisso. Não precisa de responder

    [Responder]

  10. 10 10  Daniel Oliveira

    tonibler, Gaza é uma prisão miserável e isolada do exterior. Ou não sabe do que está a falar ou está ser cínico.

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  11. 11 11  Levy

    “escrevesse eu o que escrevesse não procuraria qualquer coisa por onde pegar?”

    Vou responder, embora não perceba muito bem como é que alguem que tem um blogue e perde o seu tempo a escrever e a discutir, diz a um dos leitores que ele escusa de responder, só porque este lhe fez um reparo em relação a forma como tratou um atentado. Mas adiante,… a impressão com que fico, é que para o Daniel as acções do Hamas são justificaveis, dai algum melindre seu em comentar tais coisas…

    [Responder]

  12. 12 12  Daniel Oliveira

    E como tem essa impressão, desmentida por dezenas de coisas longas e explicadas que aqui escrevi, procura isso mesmo nos meus textos. Um fisse-me que não disse que eram civis, o LEvy que não foi o Hamas. E note-se que está a comentar um post em que condeno o atentado. Mas isso bara-lhe as suas certezas sobre o que eu acho e prefere ler o post à procura do que eu não tenha escrito para poder manter a sua.

    Para que fique claro: sim, acho que a situação dos palestinianos e dos israelitas não é igual. Sim, acho que há um ocupante e um ocupado. Sim, acho que qualquer palestiniano trocaria o seu quotidiano pelo quotidiano de um israelita e nenhum israelita queria estar na pele de um palestiniano de Gaza. E acho isto tudo porque me interesso pelo assunto, leio sobre o assunto, oiço quem sabe, dos dois lados, sobre o assunto e estive lá, em Gaza, na Cisjordânia e em Israel.

    Dito isto, sou um pacifista, abomino convictamente, politicamente e pessoalmente (no que isto tem de mais profundo) todas as formas de violência e sinto repugnância por este acto. Isto não muda um milímetro das minhas opiniões sobre a situação israelo-palestiniana que é suficientemente informada para não mudar ao sabor de cada matança que por lá é diária. Mas não pense por um segundo que seja que consigo sentir empatia, simpatia ou sequer condescendência por quem usa a morte de inocentes como arma política. E isto inclui bombistas palestinianos e oficiais israelitas. Estará a discutir com a pessoa errada. Só não me peça uma coisa: que chame terroristas aos que cometeram este crime em Jerusalém e militares aos que mataram 200 em Gaza. Isso não. Porque nada, rigorosamente nada, nem os métodos, nem os objectivos, nem o desprezo pela vida humana, os distingue. Uns são mais fortes e outros mais fracos. Apenas isso. Ou são ambos militares, ou são ambos terroristas. Escolha.

    Quanto à luta política que pode ter futuro ali, essa, a que me interessa, passa-se noutras cabeças. Em palestinianos (que não são são seguramente amigos do corrupto Abbas nem dos loucos do Hamas) extraordinários. Que, contra tudo e contra todos, não desistem da via pacífica e defendem um Estado Palestiniano viável e independente, com fronteiras que respeitem a sua dignidade, e Israel em paz.

    Dito isto, pode procurar todas as omissões e todas as contradições em cada virgula. É este o meu lado. Defendo o direito do povo palestiniano a um Estado e à sua liberdade. Sou contra a militarização da intifada e amigo dos palestinianos que se batem pela via pacifica e política, mesmo quando a cada momento, a cada semana, lhe morre alguém querido. E dos israelitas que se recusam, no exército, a operar nos territórios ocupados. Que, isolados e tratados como traidores, se batem pela paz da melhor maneira: recusando-se a fazer a guerra e procurando pontes com um vizinho que é muito mais parecido com eles do que qualquer outro povo no Mundo. É gente de coragem. Com muito mais coragem do que os guerreiros dos dois lado. E sobretudo com muito coragem do que tantos guerreiros de sofá que por aí andam.

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  13. 13 13  PD

    O acordo Israel/Abbas deve estar para breve. Os ataques aumentam sempre que existe a perspectiva de um acordo. E Condie foi la’. Ficaria muito bem ‘a futura candidata a Vice um acordo Israel/Arabes.

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  14. 14 14  Filipe Melo Sousa

    O Daniel Oliveira não sabe distingir alvos militares de alvos civis. Para ele, cada vítima israelita é um alvo militar, pois o objectivo é eliminar a nação toda.

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  15. 15 15  Maria

    Mais uma ma noticia de um quotidiano de guerra.
    Que pena
    Que desperdicio de vidas.
    Por isso a paz ou pelo menos encontrar um caminho para a paz seria tao importante, mas a continuar assim vai ser dificil encontrar esse caminho.
    E isso e o pior de tudo.

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  16. 16 16  Euroliberal

    Chega ? Se só morreram 8 e em Gaza os nazi-sionistas assassinaram 120 patriotas, a verdade é que NÃO CHEGA ! Mas os porcos sionistas não perdem pela demora. Todos os seus crimes serão vingados e com juros de mora elevados.

    De assinalar que essa “escola” de terroristas que ontem foi atacada estava ligada ideológicamente aos meios de colonos extremistas que fdefendem a expulsão de todos ós árabes da Cisjordânia, parte para eles do Eretz iSSrael (versão sionista do Lebensraum nazi). O HAMAS, GOVERNO LEGÍTIMO DA PALESTINA tem o direito de prosseguir a luta armada até ao derrube da ditadura sionista-aopartheidesca, que impede 60% dos residentes de jure de votarem e de formarem um governo de maioria.

    Nada fará parar a resistência até à libertação total (do Jordão ao mar) da Palestina…

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  17. 17 17  Euroliberal

    Caricaturas sobre a situação no KL (Konzentrationslager sionista) de Gaza, encerrado pelas miseráveis SS Tsahal:

    http://www.wakeupfromyourslumber.com/node/5916

    Os nazi-sionistas que por aqui chafurdam deveriam é tentar explicar esses crimes contra a humanidade em lugar de insultarem a inteligência das pessoas com a sua hipocrisia de vómitos.

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  18. 18 18  /me

    “Ou são ambos militares, ou são ambos terroristas.” – nem mais!

    Lembro-me de ter andado anos sem perceber nada do conflito israelo-palestiniano. Não conseguia perceber quem tinha razão. Agora, suponho que sou como o Daniel. Vejo causa-efeito de ambos os lados: os israelitas reagem porque lhes caem mísseis em cima, os palestinianos reagem porque estão desesperados.

    Já agora, partilho uma experiência: Uma vez, num curso em que participei, uma colega minha palestiniana pediu-me uma opinião. Um nosso professor israelita tinha-a convidado (a ela e a outro palestiniano) para ir jantar a casa dele. Ela… tinha medo. Do que ele poderia fazer, se seria seguro. E era um professor velhinho, bondoso, com cara de avô. Claro que a rapariga acabou por ir e gostar. Mas isto mostra o medo que as pessoas (dos dois lados!) têm.

    Acho que novamente como o Daniel, a minha simpatia tende um pouco mais para os palestinianos. São o lado mais fraco, são aqueles que perderam e perdem tudo, humilhados e maltratados pelos israelitas e usados pelos outros países árabes.
    E sou mais exigente com os israelitas, porque eles têm uma sociedade organizada e mais capacidade para lidar com e apresentar soluções para o conflito.

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  19. 19 19  Euroliberal

    Destes judeus é que eu gosto:

    “Pierre Stambul, Union Juive Française pour la Paix
    Chronique d’un crime annoncé
    Le gouvernement israélien prépare l’opinion publique mondiale à une nouvelle invasion de Gaza. Il explique que la situation est devenue « insupportable ».
    Ce qui est insupportable, ce ne sont pas les centaines d’exécutions extrajudiciaires effectuées depuis des années à Gaza. Ce ne sont pas les milliers de morts civils (dommages collatéraux, 5000 morts en 7 ans). Ce ne sont pas les malades qui meurent à Gaza, déclaré « entité hostile » parce qu’on n’y trouve plus de médicaments. Ce ne sont pas ces gens qui vivent au milieu des eaux usées parce qu’il n’y a plus de station d’épuration. Ce ne sont pas les immeubles démolis, les maisons éventrées, les coupures de courant incessantes. Ce ne sont pas les 15 camions qui rentrent chaque jour au lieu des 400 nécessaires.
    Non, ce qui est insupportable pour le gouvernement israélien, c’est que ces maudits palestiniens ont mal voté. C’est que les Palestiniens n’acceptent pas leur sort comme les Amérindiens des Etats-Unis ou les Aborigènes d’Australie ont fini par le faire. Ils refusent de vivre dans une réserve. Ils n’acceptent pas que la Bande de Gaza soit devenu un laboratoire pour politiciens psychopathes qui expérimentent l’enfermement de tout un peuple. Ils ruent dans les brancards. Ils cassent à Rafah la belle prison qui les enfermait, ils vont se ressourcer dans le Sinaï et ils balancent quelques Qassams sur Sdérot ou Ashkélon pour rappeler qu’il peut être dangereux d’affamer ou de tuer.
    Ce qui est insupportable, c’est l’impunité d’Israël, c’est l’absence d’indignation des opinions publiques et des gouvernements pour dire Basta ! C’est l’absence de sanctions, c’est le fait que tout le monde ne sort pas dans la rue pour hurler aux dirigeants israéliens : « Ça suffit, nous ne vous laisserons pas faire ».

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  20. 20 20  bwb

    No passado dia 27, a força aérea israelita bombardeou uma clínica médica em Gaza, que por acaso era co-financiada por um projecto da Oxfam International, através de uma organização parceira no local.

    http://www.oxfam.org/en/news/2008/080228_gaza

    Porque seria esta clínica um alvo estratégico importante? Porque procura aliviar os efeitos das investidas israelitas ao tratar os afectados das suas investidas? Ou seria simplesmente para “calar” uma voz activa contra as injustiças cometidas? Curiosamente menos de um mês antes do bombardeamento a Oxfam tinha emitido um press-release acerca dos impactos do bloqueio israelita sobre os idosos e doentes em Gaza, alertando para a questão da consequente violação do direitos humanos por parte de Israel…

    http://www.oxfam.org/en/news/2008/pr080125_israel_blockade_threatens_gaza

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  21. 21 21  PD

    Euroliberal,
    O senhor mostra tanto entusiasmo nos seus escritos, que ja’ estava na altura de comecar a “walk the walk” em vez de apenas “talk the talk”. A serio. Va’ para la’. Agarre na AK47, vista o colete, carregue no botao e Alah Akba. Eles precisam de si, agora que cada vez mais tem de recorrer a criancas e deficientes mentais para estas “actividades”.

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  22. 22 22  JEM

    “A questão não é quem não quer a paz mas o que é que a torna impossível.”

    O governo de Israel diz querer a paz (esta’ a negocia-la com a Fatah) e diz aceitar a existencia de um Estado Palestiniano. O Hamas diz que nunca aceitara negociar a paz e que quer destruir Israel.

    “O que torna impossivel a paz?”
    Qualquer miudo de 6 anos responde a esta – o Hamas!

    Ouca e leia o que o Hamas diz, Daniel.
    Nao precisa teorizar tanto. Basta ouvi-los com o minimo de atencao.

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  23. 23 23  Daniel Oliveira

    JEM, dizer que se quer a paz é nada. O que interessa é saber o que se quer fazer por ela. Dizer que se aceita um Estado e depois tornar-se o Estado absolutamente inviável é nada.

    Explique lá: se é o Hamas que torna impossível a paz porque é que não havia paz quando o Hamas nem existia? Ou a história de Israel começou ontem? Talvez não saiba, mas o Hamas foi apoiado por Israel durante anos para enfraquecer a OLP (que dantes era quem impedia a paz, nas palavras de quem agora acha que a fatah é magnifica, só porque está disposta a tudo para se agarrar ao poder – enquanto participa em atentados). O problema é bem mais profundo do que o Hamas ou a Fatah. É político, territorial e de direito internacional: sem isso, pode acabar com o hamas, com a Fatah, com a GI, que a paz não vem.

    A OLP reconheceu o Estado de Isrrael quando estava no poder. Houve paz por isso?

    Vá ver a história da Palestina e de Israel e tente lá aplicar essa máxima óptima para miúdos de seis anos mas um pouco simplista demais para adultos informados.

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  24. 24 24  PD

    http://online.wsj.com/article/SB120485186292918243.html?mod=opinion_main_commentaries

    A proposito da politica externa Obama, este paragrafo vem do link acima e e’ uma carapuca que enfia perfeitinha na cabeca do Daniel. Sim, ele vai ser um apoiantes que vao ficar muito decepcionados com Obama. Se Obama ganhar, o que e’ cada vez mais dificil.

    So Barack Obama’s belief in the power of speech worries me in the realm of foreign affairs. But otherwise he has won my confidence. Unlike the isolationists in the guise of idealists, or the cheerleaders for violence who pretend to be pacifists and populists, Mr. Obama is a patriot of the old cadence and the old convictions, and not easily pushed around. If he is elected president, he will disappoint many of his supporters, and surprise many of his detractors.

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  25. 25 25  JEM

    Caro Daniel Oliveira

    Vou entao um pouco mais atras:

    - A primeira vez que se tentou criar um Estado Palestiniano foi em 1948, com a saida de Inglaterra da Jordania e Palestina.
    - O Estado Palestiniano foi de imediato invadido… pelo Egipto e Jordania. Nessa altura os povos arabes nao choraram o triste destino dos Palestinianos.
    - Israel sofreu varias guerras consecutivas, que nunca iniciou. As probabilidades de ter sido exterminanda eram enormes.
    - Envergonhando os varios exercitos arabes, ganhou todas as guerras, apesar de ser um pais minusculo.
    - Em 1967, na guerra dos 6 dias, Israel ocupa os territorios destinados ao Estado Palestiniano (um estado que foi morto a nascenca pelos vizinhos arabes).
    - Sabendo que em guerras convencionais nunca ganhariam, os estados arabes mudaram de estrategia.
    - Passaram a utilizar a guerra do cansaco, o terrorismo. Investiram tambem
    na propaganda, chorando lagrimas de crocodilo por um Estado Palestiano que nunca permitiram que existisse. Em todo o mundo idiotas uteis fizeram eco desta cinica campanha, sem se aperceberem que sao usados.
    - Israel, com grande celebracao interna, assinou dois tratados de paz com estados arabes. Isso custou a exclusao (e a morte) de quem os assinou por parte dos restantes arabes.
    - Quando Israel assinou a paz com o Egipto devolveu o territorio que ocupou (o Sinai).
    - A quase totalidade dos Estados Arabes nao reconhece Israel e chora a sorte dos irmaos Palestinianos. Curiosamente, recusam a lhes dar nacionalidade nos seus paises e mantem-nos em campos de refugiados. E’ a tal “ferida aberta”.

    Tenho de concordar consigo. A questao nao e’ so’ com o Hamas.

    Quando lhe damos o enquadramento local, perdemos o seu verdadeiro enquadramento – regional. A vontade de ditaduras Arabes e Muculmanas de afirmarem a sua superioridade eliminando um povo que consideram inferior. A necessidade de despotas como Assad, Ahmadinejad, Abdullah, Qadaffi, etc, desviarem a atencao dos problemas internos, inventando um inimigo externo.

    Ou sera por acaso que o Hamas recebe apoio financeiro e militar do regime iraniano, que promete que Israel vai desaparecer do mapa?

    As supremacias nacionalistas e religiosas sao muito fortes em alguns regimes arabes e muculmanos.

    Na zona ha mais interessados em manter o conflito vivo do que em o resolver, e ver Israel e Palestina a se reconhecerem mutuamente e prosperarem como 2 bons vizinhos.

    [Responder]

  26. 26 26  Daniel Oliveira

    Adoro essas cronologias selectivas. Vá lá ver de novo uma cronoligia e preencha os escpaços que ficaram vazios. Assim não vamos lá.

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  27. 27 27  tonibler

    Daniel,

    Gaza é uma faixa litoral com fronteira com o Egipto. É o muro com Israel que a torna uma prisão miserável? Estão menos presos geograficamente que nós…

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  28. 28 28  JEM

    Caro Daniel

    um pouco arrogante o seu comentario, nao?

    Nao fui ver nenhuma cronologia. Pode o Daniel preencher os espacos que melhor entender.

    Ou se quiser pode tentar desmontar a (mini)tese de que esta guerra e’ alimentada pelas principais potencias regionais, que utilizam os Palestinianos como peoes de uma guerra maior.

    Um abraco

    [Responder]

  29. 29 29  Daniel Oliveira

    tonibler, como já aqui expliquei, o muro com o Egipto é controlado por Israel. A Autoridade Palestiniana está proibida de construir um porto e a costa é patrulhada pelos israelitas. Podem sair a nado, claro.

    Fico espantado com as coisas que as pessoas não sabem, com tanta informação disponível.

    [Responder]

  30. 30 30  tonibler

    Daniel,

    Mas Israel não os impede de sairem para o Egipto. Os egípcios é que correm com eles ao tiro e disso não tem Israel culpa. Estou enganado ou andas desactualizado?

    [Responder]

  31. 31 31  JEM

    “como já aqui expliquei, o muro com o Egipto é controlado por Israel”

    Quem controla a fronteira em Rafah e’ o Egipto e o Hamas. O comentario do tonibler e’ absolutamente pertinente. Nao e’ apenas o Israel, mas tambem o Egipto que mantem Gaza fechada.

    [Responder]

  32. 32 32  Daniel Oliveira

    Não, não ando desactualizado. O corredor de Filadélfia (a que os israelitas têm acesso) é monitorizada por câmaras israelitas e a passagem não depende da livre decisão do Egipto, com o argumento de que podem passar armas.

    [Responder]

  33. 33 33  JEM

    Daniel, o controlo do corredor de Philadelphi foi passado ao Egipto em 2005…

    As camaras de Israel nao proibem ninguem de entrar ou sair. Nem evitam a entrada de armamento proveniente do Irao pelos varios tuneis que foram entretanto construidos. O fim desse armamento e’ continuar a fazer ataques terroristas sobre civis Israelitas (ou, como o Daniel os classifica, operacoes militares).

    O Hamas promete aniquilar Israel. O Daniel acha que Israel deve responder com venias.

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  34. 34 34  JEM

    Daniel, mais um “muro de apartheid”.

    “Egypt has started work on a three-metre (ten foot)-high wall along the border with Gaza,” the official said, adding that a three-kilometre (two mile) section of the wall had already been built.

    http://afp.google.com/article/ALeqM5gg6Sqr-pCtsCyVfoO_mSRfZT9EPw

    Como se diz imparcial, certamente tambem ira’ denunciar este muro.

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  35. 35 35  tonibler

    Eu cá estou espantado com tanta falta de sabedoria, apesar de tanta informação…:)

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  1. 1 Arrastão: Equilíbrio?

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