Texto publicado há dois dias transportado para aqui no dia em que Israel faz 60 anos.

Israel nasceu há 60 anos. Devia ser um momento de festa. O povo judeu, perseguido durante séculos em quase todos os pontos do planeta, encontrou um espaço para se sentir seguro e aí defender a sua própria identidade. Ao contrário de muita esquerda e de muita direita, defendo a existência de um Estado de Israel e sei que nenhuma Nação nasceu com facilidade ou sem erros. E mesmo se esta não fosse a minha posição de sempre, o Estado de Israel existe e esse é um facto irreversível.
Recuso-me a discutir o direito de um povo a viver num lugar centrando o debate em argumentos de legimitidade histórica. Isso só me poderia levar a ter uma posição diferente daquela que tenho em relação à imigração, por exemplo. Esse é um debate que não me interessa.
Mais: muitos dos que criticam o Estado de Israel não o fazem por causa do comportamento dos seus governos em relação aos palestinianos mas por um ancestral racismo anti-judeu. Desses, quero distância. Não há racismos toleráveis e o racismo contra os judeus tem uma longa e monstruosa história. Do lado oposto (na realidade o lado é o mesmo), não tem faltado quem use a história do sofrimento do povo judeu para dar largas ao seu próprio racismo, desta vez contra os muçulmanos, como se o racismo fosse mais aceitável por procurar a sua legitimidade no sofrimento passado de outros. Desses, quero distância. Não há racismos toleráveis e o racismo contra os muçulmanos é o anti-semitismo do século XXI. Só nos poderá levar à mesma tragédia.
Infelizmente, o Estado de Israel e o sionismo (que teve originalmente correntes generosas, igualitárias e até de cariz socializante) foi tomado por um nacionalismo xenófobo e militarizado. O desrespeito pelo povo palestiniano, pelos seus direitos e pela sua liberdade, os crimes continuados e até a repetição de algumas formas de acção contra os palestinianos (criação de guetos, punições colectivas, roubo de propriedades, bestialização do outro) que no passado foram usadas contra os judeus, mancha de forma insuportável a história de Israel.
60 anos depois, é contraditório o balanço. O povo judeu deixou de ser a vítima e não aceitou mais a perseguição. Conquistou a sua dignidade e a sua liberdade. E isso, para gente decente, só pode ser motivo de alegria. Mas o Estado de Israel, ao transformar-se em carrasco, ao ceder ao anti-semitismo (desta vez contra os outros semitas), desrespeitou a memória do seu povo.
Felizmente, entre judeus e israelitas, há gente que não esquece de onde vem e bate-se por outra narrativa. Conheci vários em Israel. Gente generosa e com raízes fortes na sua própria história de sofrimento. Felizmente, entre palestinianos, há quem não ceda à violência e saiba que a resistência pacifica é o único caminho que pode levar a algum lado. Conheci vários na Palestina.
A uns e outros raramente o Mundo dá ouvidos. Mas é por causa deles que me resta esperança. Esperança de que mais cedo do que tarde os palestinianos celebrem alguns anos da fundação do seu próprio Estado e da sua dignidade, em paz com o seu vizinho e com condições de decência mínima. E que judeus e muçulmanos descubram que as dificuldades das suas histórias são o que os une. Porque são muito mais próximos do que os racistas contra uns e contra outros julgam. Talvez um dia se possa finalmente festejar sem esquecer nenhuma vítima e sem premiar nenhum carrasco.
Por Daniel Oliveira 14 Mai 08 em Israel, Médio Oriente, Palestina


Só posso aplaudir!
Cumprimentos
Aproveito o tema para deixar aqui a dica - o The Economist dedicou um dos seus Especiais a Israel há uns tempos. Montes de dados e umas análises razoaveis. (cada tema aprofundado na coluna da direita “In This Special Report”)
http://www.economist.com/specialreports/displayStory.cfm?story_id=10909883
Não me considero anti-judeu até porque não sei o quanto posso ser judeu. Não sou anti-semita. Mas sou anti-sionista. Dizer que ser contra o estado de Israel é ser anti-judeu é uma falácia.
Também concordo consigo. Existe, agora há que reparar o que está mal.
Não existe um povo, por assim dizer, norte americano. Este é composto por inúmeros povos que forjaram a nação americana. Entre eles muitos judeus que possuem uma situação destacada e privilegiada na nação americana. Porquê é que estes senhores têm de ser israelitas e ocupar um território onde habitam há séculos semitas descendentes de Abrãao com uma religião diferente, eu não consigo perceber!
Confundir um povo com uma religião nunca deu bons resultados e está por comprovar que os primeiros sionistas eram efectivamente e geneticamente descendentes dos semitas da Palestina.
Os judeus da raia portuguesa, presentes no território nacional antes da fundação do reino e participantes na sua construção, são portugueses. Não vejo porque têm de reclamar ser israelitas, como ontem vi na tv a uma senhora convertida ao judaísmo. Eu converto-me e posso ser israelita?
Ser sionista é dar razão às teses nazistas e racistas.
O Daniel Oliveira fala de poleiro. Como já declarou, por mais de uma vez, que pertence ao “povo eleito”, pode dizer o que quiser sobre Israel, que não será acusado de ser anti-semita ou racista. Nós, não. Qualquer vírgula cuja colocação dê ensejo a polémica, e aí temos a brigada no nosso encalço, entram-nos pela consciência dentro, procuram em todos os cantos e sombras, que por ali há-de haver decerto anti-semitismo, e se não somos nós, foi a nossa tetravó, o melhor é remexer os ácidos, se não está na tua consciência, há-de estar no teu ADN, meu grande filho da puta de anti-semita.
É assim mesmo, Daniel, comece por querer distância, por definir, à partida, o que lhe interessa discutir, construa o seu murozinho da Cisjordânia no debate, afinal o blog é seu, também deve ter sido prometido por Deus aos seus ancestrais. Mas não será por ficarem do outro lado do muro, não será por o Daniel as deixar de ver que as questões desaparecem. Nem na Cisjordânia, nem na cabeça das pessoas.
“Muitos dos que criticam o Estado de Israel não o fazem por causa do comportamento dos seus governos em relação aos palestinianos mas por um ancestral racismo anti-judeu”. “Muitos”? O truque é velho: o Daniel até acha possível (!) que se critique Israel sem se ser racista anti-judeu, mas vai-se a ver e, afinal, na prática, esses “muitos” “racistas anti-judeus” são “todos” os que criticam o Estado de Israel – e não pertencem ao “povo eleito”. É possível criticar Israel sem se ser racista anti-judeu, mas para isso é preciso ser judeu.
Mas, de facto, não me apetece muito entrar no debate, não me apetece ter de provar que não sou racista, não me apetece nada disso. Até porque se viesse a ser perseguido, não teria a certeza nem o conforto de saber que um outro país me acolheria. O Daniel, sim. Eu, não. Nós, não. E esta desigualdade é uma das coisas que o Daniel não discute.
A verdade é que existência do estado de Israel existir ali coincide com realidade de três milhões de Palestinianos na diáspora, deportados sem dó, ao seu triste destino, longe da terra que era sua, qual obra da Cia do Bush ou das SS do Hitler, seu manoso, enquanto os mais se encontram votados à desgraça, no deserto, sem país formado, nem direitos à terra, à água, à casa e à família, como à própria vida que se reivindica para os demais humanos, às vezes.
E isso não tem emenda à mostra, que se veja, salvo no muro de aço e cimento e arame, além de uma vala enorme, entre o tal deserto e a terra tomada aos seus donos.
Eh, bem
prega o frei
Tomás, mas
porque tem
de oliveira
a raiz.
Eh, bem
prega o frei
Tomás, mas
porque tem
de oliveira
a raiz, no
más.
Já agora, assim a rimar, não?
Este texto do Daniel Oliveira sobre Israel é digno do “Eixo do Mal”.
A frase: “Ao contrário de muita esquerda e de muita direita, defendo a existência de um Estado de Israel e sei que nenhuma Nação nasceu com facilidade e sem erros.”
É de mestre com rabo de fora.
O Balsemão, sem dúvida, sabe o que faz.
Caro Daniel, deste texto não dá para entender muito bem a posição sobre o assunto em causa. Para além de demonstrar mais uma vez que sabe que semitas não são só os judeus, que gosta muito de paz (que é sempre uma coisa muito bonita para se dizer) e que quem não concorda consigo é racista, que solução propõe para o conflito? Que mapa propõe? E, acima de tudo, acha que será possível, no equilíbrio de forças actual, alguma das partes aceitar a sua solução?
Ficarei a aguardar.
“Estado de Israel e o sionismo (que teve originalmente correntes generosas, igualitárias e até de cariz socializante) foi tomado por um nacionalismo xenófobo e militarizado.”
Não concordo com isto que escreve. O nacionalismo xenofobo de hoje, está no mesmo lugar de o de há 48 anos: a extrema direita religiosa e laica, que já existia em 1948. Todos se lembram do Irgoun e do grupo Stern, embriões do futuro partido Herut, que por sua vez, deu origem ao Likud.
A esquerda socialista, já em 1948 era atacada como é hoje por essas facções. Escrever que um país inteiro e um movimento como o sionismo, estão tomados por um nacionalismo xenofobo e militarizado, é um tremendo exagero.
“Eu converto-me e posso ser israelita?
Ser sionista é dar razão às teses nazistas e racistas.”
Judeu, vai muito para além de uma religião (a jucaica). Pode-se ser judeu por afinidade cultural e não se praticar a religião judaica.
Daniel Oliveira,
Subscrevo por inteiro as tua opiniões (o que é raro, convenhamos!) sobre a realidade israelita.
E é verdade que, quer do lado do povo israelita quer do lado do povo palestiniano, há muita gente que procura uma solução pacífica para este conflito, ou seja, que defende a existência de dois países que possam, pelo menos, tolerar-se…
Mas convenhamos, também, que o principal obstáculo para se conseguir esse objectivo tem vindo quase sempre dos governantes de Israel. E alguns deles até deveriam ser julgados por crimes de guerra - conhecemos bem esses autores, não conhecemos?…
Não conhecendo nem convivendo com judeus ( e isso é difícil em Portugal) sei o que muito lhes devo, nomeadamente no campo das artes. E, creio, também o resto da humanidade…
Ser-se judeu israelita é sinónimo de se ter liberdade para fazer e dizer todo o tipo de asneiras…triste é ver esse povo tornar-se igual aos mesmos que o tentaram eliminar…
É triste e o mundo não é cego…daí a revolta silenciosa contra esse senhores “holocausticados”.
Ter-se sofrido no passado não implica fazer sofrer os outros no presente, não atribui um “crédito de sofrimento” que permite “beditar humilhação” sobre os outros.
Para começar não deveria sequer ter-se criado o estado israelita. Só causou nos últimos 60 anos milhares de mortos dos dois lados. Mas ó sentimento de pena é o que faz…
Judaismo não é uma raça. É uma religião. Quem transformou o judaísmo numa questão racial foram os nazis.
Daqui se depreende que o conceito de povo, neste contexto é muito discutível. Nem sequer se pode dizer que existe um fundo cultural comum, para além da religião, entre os diversos ramos do judaísmo.
O estado de Israel, ao quer ser um estado judaico puro, exclue todas as populações e que não partilham da religião judaica, que habitavam no seu território desde há várias gerações.
Ainda gostaria de te ouvir falar do Kosovo daqui a 60 anos ou se calhar nos novos “países” que eventualmente se irão formar após uma possível desagregassão daquilo que hoje conhecemos como Bolivia. Por ventura existirão mas para ti daniel a discussão já não se fará, será um “facto consumado”. Acho piada que contrapões legitimidade histórica com determinismo histórico, estes claro com a legitimidade dos vencedores das guerras. Não é disso exemplo Israel?
a questão da Palestina dependerá muito mais da capacidade que os palestianos terão em organizar-se realmente na construção de um Estado do que na posição de Israel sobre o mesmo…
dificilmente existirá um Estado palestiniano independente enquanto, internamente, a Fatah e o Hamas se degladiarem, matando-se uns aos outros, numa luta que obviamente não tem nada a ver com um Estado legítimo independente
Há dois anos o correspondente do Médio Oriente do Guardian publicou um artigo brilhante sobre a política de discriminação de Israel, que compara com a da África do Sul no tempo do apartheid. É um artigo muito longo, mas vale a pena o esforço, em particular pela análise detalhada da política urbana de Israel e as formas subtis (ou menos evidentes) de exclusão que opera. Aqui vai o link: http://www.guardian.co.uk/world/2006/feb/06/southafrica.israel
Miguel F. Carvalho, e quando nem havia Hamas, a culpa era de quem. Não é por causa das divergências entre palestinianos que não há há estado palestiniano.
Carlos Pinto said:
“que solução propõe para o conflito? Que mapa propõe? E, acima de tudo, acha que será possível, no equilíbrio de forças actual, alguma das partes aceitar a sua solução?”
sem querer comentar o comentário, e já que o post, no essencial, apresenta uma visão assaz completa das coisas, nunca deixará de me espantar esta exigência de soluções concretas assim que alguém arrisca dizer alguma coisa. Ó Carlos, achas mesmo que é aqui nestes comments ao post que vais encontrar a solução que 60 anos depois ainda não se encontrou? E cura para o cancro, já agora?
O sionismo combinava as ideologias do nacionalismo e do socialismo.
Nasce no século XIX, o século dos nacionalismos, mas é o choque do Holocausto e o fim da Segunda Grande Guerra que lhe vão dar o sopro decisivo. À época, era consensual a ideia de um Estado para o povo judeu, vítima de incontáveis sofrimentos.
Bem, é sabido que o processo foi violento, a fundação do Estado de Israel significou o opróbrio para muitas e muitas famílias árabes/palestinianas. O problema dos refugiados, que foram expulsos das suas terras, e estas por sua vez a atribuídas a famílias judias, permanece bem vivo na memória colectiva dos palestinianos, em particular, e dos árabes, em geral. E tem constituído um formidável obstáculo a um acordo de paz, à semelhança dos colonatos judeus nos territórios ocupados, expressão de um sionismo de extrema-direita.
O Daniel traça um quadro a tons religiosos, exagerando talvez na pintura. Eu penso que a questão de fundo é nacional, mais do que religiosa, não obstante os mitos fundadores do sionismo e o peso crescente do islamismo.
É um problema de território, de terras! Foram líderes seculares, socialistas até, que deram corpo ao moderno nacionalismo palestiniano. Basta lembrar Arafat ou Habash. Hoje, os religiosos estão a prevalecer, mas questão continua a ser a da terra.
O Estado de Israel é hoje um dado da existência, o que não quer dizer que seja irreversível. O seu futuro pode muito bem ser sombrio, por causa da questão demográfica. E por ser um território com pouca profundidade, rodeado de vizinhos desconfiados, quando não abertamente hostis. Não nos podemos esquecer que os estados árabes que reconhecerem Israel, casos do Egipto e da Jordânia, só o fizeram porque não são democráticos. Caso fosse instaurada a democracia, muito provavelmente assistiríamos à revogação do reconhecimento do Estado de Israel, por vontade dos eleitores jordanos ou egípcios!
Num horizonte distante, um Estado laico binacional poderia ser a solução. Mas à luz do presente parece um sonho. Era esse o sonho de alguns intelectuais palestinianos, como Edward Said.
Errata: deve ler-se “os estados árabes que reconheceram Israel”, e não “… que reconhecerem”
“dificilmente existirá um Estado palestiniano independente enquanto, internamente, a Fatah e o Hamas se degladiarem, matando-se uns aos outros, numa luta que obviamente não tem nada a ver com um Estado legítimo independente”
Tem toda a razão. Se formos mais atrás, encontraremos outras dificuldades desse tipo:
- os palestinianos não fundaram o seu país em 1948, pelo contrário deixaram-se ocupar pela Jordânia e Egipto;
- a principal organização que representava os pelestinianos até chegou a ser expulsa da Jordânia em 1973, acabando por se ir instalar no Líbano, facto esse que depois levou a invasão do país em 1982. A OLP nunca foi bem aceite pelos outros países árabes.
- No início nem se dizia “palestinianos”, dizia-se “árabes”. Era disso que se tratava.
A responsabilidade pela não existência de um estado palestiniano, é mais deles próprios do que dos israelitas. Mas a haver um estado palestiniano, irá dever.se mais aos israelitas do que à capacidade dos palestinianos se organizarem para tal. O Hamas e a fatah têm feito o possivel e o impossivel para esse estado nunca nascer.
Daniel, ninguém gostará de ter vizinhos que não se conseguem controlar… isso coloca em perigo toda a região já de si problemática…
A entidade nazi-sionista (vulgo: iSSrael) é uma excrescência anacrónica que terá que ser removida a bem (mediante o desmantelamento unilateral do regime de APARTHEID e eleições com One Man, One Vote, o que levará ao poder a maioria muçulmana, no país ou exilada) ou pelo mesmo modo que se constituiu: PELA VIOLÊNCIA (mas agora dos oprimidos e desalojados).
Ningém duvide que esse miserável regime ditatorial, racista, fundamentalista, teocrático, apartheidesco, militarista e genocida será afogado em sangue se não se democratizar e aceitar eleições que dêem o poder à maioria; Em todos os cantos do Califado,os homens se preparam para isso, independentemente das traições de fantoches de serviço, que serão apeados a seu tempo. Há dezenas de milhões preparados para libertarem Jerusalém e os palestinianos dos terroristas nazi-sionistas. E isso será feito, INCH’ALLAH…
Por isso, defender iSSrael é defender o apartheid , a limpeza étnica, os massacres de seis décadas, o fundamentalismo judaico, a ditadura dos rabbis do pretenso “povo eleito”, é defender crimes de guerra e contra a humanidade, porque o sionismo é a priori isso mesmo, ao defender a limpeza étnica de um povo para aí instalar um outro sem qualquer legitimidade histórica ou legal para tanto..
É fazer de “polícia bom” do nazi-sionismo, para por outros meios atingir o mesmo resultadoque pretendem os “polícias maus”: impedir o aniquilamento inevitável da entidade satânica que ocupa a Palestina há 60 anos. Só há uma saída, a mesma da Africa do Sul: o desmantelamento do regime do apartheid e criação de uma Palestina democrática e multicultural para muçulmanos, cristãos e judeus não-sionistas. Para os judeus sionistas a forca e o sabre estão bem indicados…
Concordo em pleno com o ultimo comentario que talvez peque por defeito. Incrivel como estes israelitas ficaram contaminados pelo nazismo que os tentou eliminar. Vida para quem defende a vida em liberdade e em coexistência…morte para quem não sabe viver em sociedade.
Sou completamente a favor do Estado de Israel. Os judeus nunca cederam Israel de livre vontade, daí que seja perfeitamente legítimo lutar por um lugar onde possam viver em paz (e não por motivios religiosos). Não concordo porém com a forma como as forças militares israelitas lidaram com os civis árabes da região.
No entanto há que ter em conta que os árabes da região já haviam iniciado as hostilidades contra os judeus. Bastar que nos recordemos do massacre de Hebron.
Outro facto da História que não pode ser esquecido é a aliança que foi estabelecida entre os líderes árabes e Adolf Hitler durante a 2ª GM.
Ora, acontece que os nazis perderam essa guerra tal como os árabes o que torna aind amais legítimo a retomada do território israelita.
Como se isso não bastasse, Israel foi alvo de um ataque militar levado a cabo por um conjunto de países árabes vizinhos naquilo a que se chamou aa Guerra dos Seis Dias. Israel conseguiu defender-se e retaliar.
Terá Israel depois desta guerra o direito de ocupar mais terras? Note-se que Israel cedeu os terrenos ocupados à Jordânia e Egipto após a assinatura de um acordo de paz. O Mesmo não se passou em relação ao Líbano e Síria.
Quanto a aqueles que se dizem palestinianos, é bom que as pessoas saibam que ess agente não é mais do que um conjunto de descendentes de egípcios, sírios, libaneses e jordanos, que simplesmente recusaram-se a voltar às suas terras.
Terá Israel o direito de expulsar aquela gente? Se forem pessoas que se manifestam claramente contra o Estado de Israel e contra os judeus, então sim.
Quanto à acusação de antisemitismo, acho que a palavra não é a mais adequada. Não está aqui em causa uma questão de raça, mas antes de religião. E quer se goste, quer não o Islão é uma religião que advoga o ódio a violência contra as pessoas de outros credos. Claro que o mesmo se poderá dizer da Bíblia, mas o facto é que a maior partes dos judeus em Israel são secularistas (o que é perfeitamente natural depois da morte de mais de 6 milhões de judeus num espaço 5 anos).
Também gostava que fosse tido em conta que os árabes que vivem em Israel usufruem dos mesmos direitos dos judeus. E também não é por acaso que grande partes das pessoas com graves doenças que provém de países vizinhos procuram ajuda em Israel e não noutros países. O mesmo dir-se-á de muitos refugiados políticos.
Israel é única democracia na região em que existe respeito pelos direitos humanos. E mesmo quando falamos de excessos por partes dos seus militares, temos que ter em conta que isso não é nada comparado com o que outros países fariam em semelhantes circunstâncias.
O ideal seria que acabasse a divisão entre judeus e muçulmanos. Seria melhor que ambos os lados se concentrassem na perspectiva racional e científica e pusessem de lado a religião. Veriam que ganhavam muito mais em unir esforços e formar apenas um país. Um país secularista e democrata para os semitas. Um país para os descendentes de Abrão (ou Ibrahim em árabe).
Mas para isso é preciso que haja também uma grande mudança na mentalidade dos árabes, pois enquanto seguirem o Islão fervorosamente, dificilmente se atingirá qualquer tipo de paz.
Shalom
Existem Judeus enquanto étnica e culturalmente existirem, pelo que compreendo perfeitamente a necessidade de impedirem a sua dissolução no meio dos seus “primos”. O que posso discutir é o direito - ou falta dele - de potências coloniais atribuirem terra de terceiros para lá ser colocado Israel. Pode-se também dizer que por serem um grupo étnico não têm direito a um país, o que é válido visto existirem vários nessa situação… mas nesse caso acabavam-se as vigílias pelo Tibete e isso era uma chatice, o Budismo Tibetano vai mesmo bem com uma postura “esquerda zen”, tudo espírito e nenhuma gordura.
Não existe “pátria dos judeus” se Israel passar a ser maioritariamente constituido por populações não judaica (mesmo que religiosamente judaicas, ver caso dos “judeus” da Etiópia), tal como a guerra demográfica da China sobre o Tibete é uma forma nítida de genocídio a médio prazo feita para apaziguar as mentes “democráticas” através do facto consumado. Defendo pois o direito a Israel decidir quem deve ser ou não cidadaão do seu páis com as regras que para tal entender, sem prejuízo da dúvida inicial sobre a legitimidade da sua presença no território.
Mas enfim, isto sou eu, nesta questão discordo normalmente da dupla ingjecção do costume: que os Judeus são “racistas” e os maus da fita por essa razão (serão por outras) e, paradoxalmente, a conversa acessória que aparece sempre a falar dos Judeus e de Portugal e que somos todos Judeus e temos nomes de árvores e lugares-comuns do género, típicos da sobrevalorização sistemática das componentes não europeias com objectivo político e cultural óbvio (isto do Marxismo Cultural é uma daquele barretes que vou ali e já venho).
É que isto de identificar raças só é mau quando é para atacar o fundamento étnico do estado judaico, pois quando é para aferir a composição étnica de terceiros ai já é tudo etnólogo encartado capaz de identificar as mais minuciosas influência semitam em meia Europa!