Por Pedro Sales
…o Expresso desta semana. “Governo salva BPP para defender imagem de Portugal”. Está-se mesmo a ver a “imagem de Portugal” afectada por um banco com 0,2% de quota de mercado, ou a “crise de confiança” criada pela falência de um banco que ninguém conhece. Em todo o caso, compreende-se a razão de ser deste título tão enfático sobre o sentido de Estado do Governo…
24 comentários 1 Dez 08 em Jornalismo, é a economia estúpido24 respostas ao post “E o prémio da “capa mais engraçada do ano vai para”…”
- 1 Pingback on 1 Dez 2008 às 23:32





Este assunto também merecia uma bela capa. Sobretudo em altura de congresso do PCP.
http://metoscano.blogspot.com/2008/11/cdu-em-almada-favor-do-trabalho-precrio.html
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O que eu acho interessante nisto é um senhor jornalista chamado Ricardo Costa ter dito na SIC, que o caso BPN já há muito tempo era conhecido, disse porque é esperto ” já toda a gente sabia o que lá se passava”
Eu que sou saloio pergunto se a sua obrigação, enquanto jornalista não era te-lo denunciado ?
Porque não o fez ?
Interesses comerciais a sobreporem-se ás obrigações enquanto jornalista ?
Ele como é esperto nunca me responderá
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A fortuna de alguns, poucos, é de facto uma boa imagem de Portugal…
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Claro, que o facto de Pinto Balsemão ser um dos maiores investidores, não tem nada a ver com isso. É uma mera coincidência. Aliás, nesta questão dos bancos, o que não faltam são coincidências. Veja-se no BPN, quantos foram ministros e quantos são políticos ligados ao PSD. Coincidências, claro!
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Calma, que o ano ainda não mastigou tudo. E as espinhas do bacalhau…
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No sistema capitalista não interessa qual a cota de mercado que um banco tem. Sempre que um banco ameaça falir é sempre uma dor no coração do capitalismo selvagem, e todos correm para o salvar, não vá morrer o ideal do mercado selvagem!!
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Infelizmente a miséria da larga maioria também é uma imagem, não propriamente boa
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É verdade. Sabia-se e sabe-se muito mais ainda sobre o BPN. Do Efisa andei 6 anos a coleccionar dossiers e dados, investigação que ninguém, nunca, publicou. E continuam a calar. Deve prejudicar a imagem pública do mundo islâmico sunita português que bem tem alimentado a gamela a muito político da praça. Do Balsemão, homem do BPP, nem falo. Mas, afinal, o Expresso ninguém lê e a Visão…adiante. Mas é uma excelente escolha sim senhor. Prima.
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Mas o que dói o coração é a falta de patriotismo dos Americanos e Ingleses que deixam,( qual vasconcelos,traidor) os bancos irem para a falência.Alguns!Mas vão!
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Má imagem para o país é a ignorância da maioria da população, os sem abrigo, os sorrisos de dentes podres… enquanto alguns, muito poucos, se pavoneam como ‘Sobas’ Africanos! O Portugal competitivo desta corja é a exploração dos fracos para se prepetuarem, e aos seus, no poder!
Mas quem elege um PM como o nosso não merece melhor sina!
Somos governados por vendedores de banha da cobra…
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“ os sorrisos de dentes podres…”
Sebastião
Gostei da expressão.
Mas isto começa aquecer…
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=118105
Mas depois eu ofereço 100 euros a um filho ou dou 500 á minha esposa e tenho de declarar…será que nestas doações está tudo declarado???
Não há um pingo de vergonhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
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Terá sido assim:
“Ou salvas o BPP ou apanhas com o Expresso, Visão e SIC em cima até às eleições!”
ou assim:
“Se eu salvar-lhe o BPP, faz com que o Expresso, Visão e SIC passem a ser simpáticos comigo até às eleições?”
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Decerto que se lembram, o doutor João Rendeiro foi, entre dezenas de empresários de sucesso, um dos incumbidos por sua excelência o presidente da república em 2006 de montar uma operação de solidariedade contra a pobreza.
Foi isso que o homem fez. Começou por ele.
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Seria engraçada se não fosse o espelho da tragédia deste país que se afunda, a cada dia que passa, sob o comando do grande timoneiro – José Sócrates!
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ah ah! se o problema fosse o josé sócrates, estávamos todos porreiros, resolvia-se com meia dúzia de votos.
mas todos sabemos que o problema não é o josé sócrates. o sócrates nem sequer é a ponta do icebergue.
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Eu não quero acreditar no que leio. Ainda quero ver onde os detalhes (se é que vamos ter o direito a saber) e se esta ideia vai adiante.
Se isto é o que parece estamos então é um caso vergonhoso de privatizacão do lucro, socializacão do prejuízo. Toda a visão mais cínica do estado como veículo para ajudar meia dúzia de previligiados influentes toma forma.
Se isto for verdade então, por mim, é cara ou coroa: cara voto BE, coroa voto PC.
Comeco a ter vergonha de ter achado que este era um governo de centro-esquerda.
Ainda tenho esperancas que não seja assim…
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A propósito da imagem de Portugal, cito Manuel António Pina na sua coluna do JN de hoje:
“Agora foi o “El País” a revelar documentos confirmando que o governo português sabia que o território nacional iria ser usado para a transferencia ilegal de prisioneiros. Não afectará isto a “imagem” de Portugal mais do que um banco de investimentos falido?”
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Não vale a pena chorar porque a imprensa não serve de órgão oficial do BE. Afinal a Ferreira Leite tinha razão Pedro..Quem vos dera escolher as capas dos jornais, determinar a agenda mediática..Ou isto só funciona ao contrário?
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João Antunes Mendes,
O que é que o post tem a ver com o Bloco? O que é que tem a ver com a agenda mediática? Com o condicionamento económico da imprensa talvez. Foi ver o artigo que aparece linkado? Tem a certeza que percebeu o sentido do post?
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Compreendi perfeitamente. É fácil perceber a associação, ver como se pode criticar a imprensa quando ela não é favorável ao nosso ponto de vista, acusar os jornalistas de estarem condicionados pelos patrões. Mas será que também não há condicionamentos ideológicos?Porque não o vi assim tão crítico dos jornais quando eles noticiam favoravelmente ao seu ponto de vista? Aceite que os jornalistas têm independência para escrever o que querem.Ou então não têm. Se quiser pergunte ao Daniel se ele é condicionado nas crónicas que escreve no mesmo exacto jornal. Não me parece.
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João Antunes Mendes ,
Há critérios jornalísticos e há critérios económicos. Esta capa parece dever muito mais aos últimos do que aos primeiros.
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Ou dito de outra maneira e dado o caso em apreço:
Há critérios jornalísticos que se submetem aos critérios económicos. (que remédio, digo eu).
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Vão perguntar ao Camilo Lourenço porque é que foi despedido. Se calhar foi porque dava erros de ortografia…
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