
O Pedro Marques Lopes explicou se queremos ter empresas públicas temos de aguentar com a manipulação política e as encomendas partidárias nos noticiários da RTP. Nos comentários ao seu post dei-lhe vários exemplos portugueses de como nos privados também há gente corrida ou que se mantém, contrariando toda a lógica do lucro: «Que critério presidiu à saída de Marcelo da TVI, quando tinha enormes audiências? Que critério presidiu à limpeza no DN? E que critério preside à manutenção de José Manuel Fernandes, sempre com péssimos resultados, no Público? E que critério preside à estratégia da PRISA em Portugal? Isto de pensar que as empresas privadas não têm critérios políticos quando investem na comunicação social é não perceber que a comunicação social é negócio muito especial.»
E ele respondeu-me. Repete a ideia: as empresas visam o lucro. Podem procurar favores políticos, mas porque isso as pode favorecer e trazer-lhes mais lucro no futuro. Um comentador responde de forma simples e acertada: «Penso que o objectivo das empresas privadas é o que os seus proprietários quiserem, seja o lucro ou outra coisa qualquer.» Parece uma lapalissada, mas não é. É que na comunicação social é na «outra coisa qualquer» que muitas vezes está a resposta.
Vou por isso à réplica, mas aqui, e talvez indo mais longe do que o Pedro queria neste debate.
O problema é que o Pedro pensa no futuro como uma coisa demasiado próxima. As empresas e quem as detém ou representa os que as detêm têm interesses próprios na sociedade e na vida política. Reconhecerá o Pedro que a maioria preferia ter leis do trabalho mais favoráveis ao empregador, que, quando se tratem de grandes grupos com interesses diversificados, preferia ver alguns sectores com grande potencial de negócio em que o Estado está presente privatizados, que preferia mais abertura ou maior proteccionismo, conforme o momento económico, que preferia impostos baixos para as empresas, etc. Ou seja, os empresários têm interesses políticos muito concretos.
Mais: se os empresários têm escolhas, mesmo que por vezes diferentes, em muitos casos convergentes, é natural que queiram promover quem represente esses mesmos interesses. Não se trata de cada empresário ter um homem de mão (que também os há, como muito bem sabemos). Trata-se de promover quem defenda, mesmo que convictamente (o que pode ser um problema), as suas posições.
Mas dá-se uma nova realidade que torna isto ainda mais evidente: os jornais e televisões tendem a fazer parte de grupos que se dedicam a outras actividades. Ou seja, os donos dos jornais e das televisões têm interesses para além desse negócio e tentarão que esse negócio, em geral pouco lucrativo no nosso país, esteja ao serviço de todos os outros. Mesmo que com isso percam dinheiro.
Isto são as coisas mais directas. Mas há outras, mais etéreas. Os empresários, os investidores, os gestores e até os quadros que lhes são mais próximos vivem num determinado meio social. O Pedro saberá que é um pouco difícil encontrar bloquistas ou comunistas entre empresários. E o Pedro atribuiu aos empresários uma racionalidade mecânica que nenhum grupo profissional ou pessoa na realidade tem. Se poderem, os empresários tendem a replicar no poder que o dinheiro lhes dá as suas convicções. É humano. E na maior parte dos casos não terão grande prejuízo com isso. Vejam-se as televisões. O negócio, o que realmente rende, não é a informação. É o entretenimento. Uma má informação não terá grande efeito no lucro e pode muito bem ser usada para outros fins. É assim na Globo ou na Fox. No caso dos jornais, estamos a falar de trocos. Raramente são o negócio principal. Quando são, não se aguentam.
Para tudo isto não é preciso, como alguns acreditam fabricando grandes teorias da conspiração (elas são reais quando falamos do império do senhor Murdoch, mas esse é um filme com outro orçamento), grandes interferências na vida de uma redacção. Basta escolher bem directores que escolham bem colunistas e dêem a linha. Nem é preciso dar-lhes recados. Basta que já pensem como quem lhes paga. E manter os jornalistas relativamente “proletarizados”. Ou seja, sem autonomia. Veja-se como o DN muda de linha editorial e os jornalistas se mantêm para perceber que pouco contam.
O Pedro que pense nisto: porque não sobrevive nenhum jornal de esquerda em Portugal e há vários de direita, quando pelo menos metade dos portugueses e dos leitores são de esquerda? Os leitores de esquerda compram, dão lucro, vêem a publicidade. O que falta? Falta a «outra coisa qualquer».
Mesmo nos pequenos projectos, a verdade é que, num mercado reduzido como o português, a direita consegue o mínimo dos mínimos para ter investidores. Muitas vezes o investimento é pouco para quem o dá mas tudo para quem o recebe. O mecenato ideológico é uma realidade que demonstra que há no mundo do dinheiro mais mundo que o dinheiro.
O Pedro acredita que o dinheiro só quer mais dinheiro. E esse é o seu grande equívoco (não só dele, claro). Dinheiro é poder e como todo o poder quer mais poder. Poder para lá do poder directo do dinheiro. Até porque depende desse poder para crescer. O negócio da comunicação social está exactamente na porta entre as duas coisas. Na realidade, só marginalmente é um negócio pelo dinheiro. É o negócio do poder. Porque se o dinheiro trás dinheiro, o poder torna-o eterno.
Por isso, o Estado não é menos neutral do que uma empresa. É, pelo menos em teoria, mais neutral, porque depende de todos, quer tenham ou não dinheiro. Depende do voto. Um por cada pessoa. E vai mudando de cor, o que sempre dá uma folga. É por isso mesmo que José Rodrigues dos Santos dá uma entrevista como estas e nunca ninguém ouviu semelhantes palavras de jornalistas da SIC ou da TVI.
Para terminar, regressado à terra, há mecanismos para garantir a autonomia de serviços públicos em relação ao poder político imediato. E isso é indispensável na comunicação social. A BBC encontrou-os. A televisão pública americana também. São muito diferentes. E, sendo menos ambicioso, há pelo menos formas de garantir a desgovernamentalização da televisão pública e já foram muito debatidas: passa, como é evidente, pelo financiamento e pela nomeação da administração. Isto fica para outra ocasião.
Sem comentários 10 Out 07 em Jornalismo



Excelente, daniel.
Então só precisamos de um milionário de esquerda para equilibrar a imprensa em Portugal…
(vou por dois herois no euromilhões. Segunda já te digo alguma coisa)
Aquele Abraço
JRS
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-Extenso artigo com várias matérias, mas vamos por partes, José Rodrigues dos Santos tem um estatuto que poucos profissionais, não apenas jornalistas, gozam, logo pode o que outros nem se atrevem, porque como já disse noutra ocasião, tem mercado. Em relação ás televisões veja-se por exemplo, hoje é história, que a SIC do dr Balsemão foi tudo menos meiga para com Cavaco Silva. É certo que valores mais altos se levantavam, na época a conquista de mercado. Os jornais julgo eu, andam hoje um pouco à deriva, os próprios grupos empresariais não sabem muito bem o que os espera, internet, televisão digital, compram, vendem, tomam posições, normalmente têm outros interesses, mas pretendem também que a opinião publicada não lhes venha a causar uma opinião pública desfavorável. Mas se lhe posso afirmar algo seguro, é que dinheiro procura sempre mais dinheiro, qualquer gestor tem o lugar em perigo se não alimentar o apetite dos acionistas. Claro que se falarmos em comunicação social à escala global é outra história, mas mesmo aí há uma certa confusão face ás novas tecnologias, e permanentes trocas de capitais.
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O meu inimigo de estimação Daniel Oliveira consegue a proeza de me distinguir pelo nome como sendo um director que ocupa o cargo por escolha política. É tão idiota que nem vale a pena comentar. Convém, no entanto, corrigir algumas imprecisões importantes. Segundo ele, terei tido sempre “péssimos resultados”. Engana-se. Sou director desde 1998 e quando cheguei ao lugar o PÚBLICO tinha caído bem para trás do Diário de Notícias. A equipa do PÚBLICO, certamente contra a minha direcção, conseguiu reverter rapidamente essa situação e a crise passou para outra morada. Também nada tenho a ver com a consolidação da liderança do publico.pt, a referência na Net desde o seu arranque e que, certamente contra mim, se desenvolveu muito desde então. E o facto de ter “sempre” maus resultados é totalmente coerente com o detalhe de, nos 17 exercícios completos do jornal, este ter apresentado resultados positivos cinco vezes, quatro delas nos anos em que ocupei o cargo de director. Bem sei que o forte do Daniel não são os números, é a agressividade do boxeur. E o que lhe dói é eu ter opiniões diferentes das suas “verdades”, defendê-las mesmo quando sei que são muito minoritárias e, ao mesmo tempo e sem receio do contraditório, acolher nas páginas do PÚBLICO (convidar para as páginas do PÚBLICO) os que discordam de mim. A sua escola é outra, ou então teria percebido mais cedo (como eu percebi numa altura em que a informação disponível era muito mais escassa) que comunismo rima com totalitarismo. Corrijo: na verdade ainda não percebeu, e por isso deseja ver-me pelas costas (está em boa companhia: o primeiro-ministro, a Fernanda Câncio e o Luís Marinho também se têm esforçado para me riscar do mapa). Coisas da vida que, a mim, já nem me surpreendem.
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Que grande ensaboadela aos liberais.
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Acrescento que a vontade do poder influênciar as esferas que o rodeiam é algo intrínseco à sua natureza. De outro modo não seria um poder, muito menos político. Como é natural, o poder não escolhe esferas para actuar (públicas ou privadas). Se possível, influenciará todas as que conseguir.
Para contrariar tal tendência existe precisamente o sistema político democrático, com todo o seu edificio que tenta controlar os excessos de poder.
Mas não sejamos exclusivamente institucionalistas. Os edificios democráticos não fazem milagres por si só. A maturidade da cultura democrática de quem os frequenta é um factor crucial.
No presente caso, podemos sem dúvida apontar a necessidade de mecanismos que controlem os excessos do poder (como refere e bem o Daniel no final do post), mas importa não descurar a questão da fraca maturidade democrática de muitas das elites dirigentes em Portugal.
O institucionalismo tem o seu papel, mas a cultura política acaba por ser tão ou mais determinante nestes casos. E o problema é que a cultura política não se muda por decreto…
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Será o José Manuel Fernandes que escreve este destempero…
Quem lê hoje o Publico…
Onde está o crédito que este jornal tinha, de ser um jornal de uma esquerda moderna….
Depois do Iraque , e das patacoadas pseudo neo-li berais ,do José Manuel Fernandes, afundou-se.
Porque será que o Eng. Belmiro o aguenta, apesar dos evidentes prejuizos.
Tantas perguntas, para tão poucas respostas.
Ou talvez uma, á Sonae interessa-lhe ter um orgão de informação mesmo desacreditado, para poder defender os seus negócios..
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Não sei se o José Manuel Fernandes é José Manuel Fernandes. No registo, o e-mail está certo. Se for, responderei. Se não, aqui ficam as desculpas por este mail ter sido publicado. Apenas me mantenho incrédulo pela referência à suposta vontade do primeiro-ministro o querer riscar do mapa. Aguardo, partidndo do principio que o autor não é JMF.
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Grande posta Daniel! Fica aqui demonstrado à saciedade que os liberais de pacotilha portugueses, já não pensam. Têm, como o outro era acusado de ter, uma cassete. Só que esta ainda é menos imaginativa: as empresas querem o lucro, por isso fazem tudo pelo lucro…parece uma cantilena infantil, mas não é – é o mantra dos liberais conservadores em Portugal.
Se este é o verdadeiro JMF, então o Daniel espicaçou a fera. JMF, muito por além do interesseirismo do lucro – que está longe de ser o que move a comunicação social, como bem diz o Daniel – faz parte de vários think tanks dos quais se podem encontrar as suas filiações mais directas na revista Nova Cidadania. Ora a Nova Cidadania pretende ser um think tank à maneira dos inúmeros congéneres neocons nos Estados Unidos da América. JMF tem vindo a imprimir esta linha editorial geral ao Público que só convida algumas vozes em desacordo – e agora cada vez menos – para dar uma aparência pluralista. Na verdade, olhando bem para o painel de comentaristas, o Público é um quintal da nova direita. As ramificações desta linha estendem-se pela Universidade católica – na qual JMF lecciona – sobretudo no seu curso de ciência política. É portanto apenas o pináculo de um mecanismo de formação e arregimentação mais abrangente, como não é difícil de constatar pelas pessoas que têm ultimamente sido convidadas.
Pese embora o desabafo de JMF (ou do pretenso) o Público, quer ele goste ou não, é um jornal absolutamente conotado com uma linha ideológica. Mas em minha opinião em vez de se fazer passar por virgem ofendida seria melhor que o assumisse. A FOX não tem problemas nenhuns com isso.
Finalmente, uma coisa que está aqui a ser esquecida é que praticamente nenhum jornal europeu é financeiramente sustentável pelos seus leitores. A publicidade paga a sua circulação. O circuito está fechado e é geometricamente perfeito: grandes empresas – publicidade – voz do dono – mais publicidade, e assim sucessivamente.
Daniel, se conseguiu suscitar a raiva de JMF, acautele-se porque qualquer dia ainda está a escrever no Público (acho que nem pagam mal)
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Caro Daniel,
As opções de ter um canal público ou não têm seguramente vantagens, desvatagens, riscos associados,… Não discutindo a bondade dos seus argumentos, apenas lhe peço que comente sobre as seguintes questões:
1 – A RTP tem uma relação custo/benefício aceitável? Perguntado de outro modo: A RTP presta um serviço públiço que justifique os elevados montantes que recebe?
2 – A RTP é bem gerida? Não tem empregados, estrutura, etc., a mais, mal geridos?
3 – O Daniel investiria na RTP (se tal fosse possível) as suas poupanças?
Exercícios de retórica são muito fáceis quando não nos tocam directamente no bolso. Pessoalmente, acho vergonhosa a gestão da RTP. Embora reconheça algumas das vantagens que enumera, o “roubo” e desperdício que esta instituição representa é escandaloso.
Os comunistas e bloquistas ganhariam muitíssima credibilidade, a meu ver, se também defendessem com clareza a responsabilização e profissionalismo dos funcionários públicos já que defendem uma maior intervenção Estatal na Sociedade.
Aceite os meus cumprimentos
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Sou economista e concordo consigo. O lucro não explica tudo. Aliás a história e as asneiras do BCP explicam-se muito melhor com poder do que com lucro.
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eheheh. já agora, daniel, podias ficar supreendido por eu — e já agora o meu amigo luís marinho — querermos ‘riscar do mapa’ o jmf. francamente, não creio que o comentário seja do próprio — não é assim tão idiota.
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Foda-se, Daniel! Tu quando queres escreves até dizer chega.
Podem-se dar as voltas que se quiserem, mas o teu texto é insuperável.
Excelente.
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Nuno António, lá irei. É um dos assuntos de que gosto.
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Excelente análise sobre media e poder. Num regime de monopólio da imprensa pelo Estado (vulgo Estado Socialista) a intenção é a mesma, os actores é que são outros.
No caso dos blogues, que não necessitam de investimentos financeiros mas de tempo, verifico que existem uns que se apresentam como os bravos defensores de tendências (e cabem todas desde as alter-mundistas às neo-liberais)ou como campanhas permanentes de combate (seja político, seja o que for) conseguindo postar diariamente a um ritmo impressionante.
E não são meros blogues de opinião pessoal ou de gente que se conhece, como também há imensos e é o caso do Arrastão. Nem funcionam numa lógica de campanha aberta como aconteceu com a aparição de blogues por causa do referendo último.
Para além das citações recíprocas entre blogues do mesmo campo, criam-se polémicas superficiais e virulentas, de curta duração, ou seja, publicitam-se pelo amiguismo e pelo insulto.
Mas fico sempre maravilhado, nestes casos, é com a disponibilidade de tempo para “trabalharem” tão afincadamente um blogue. Isso é que é paixão…
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Tenho cá para mim que qualquer exercício de inteligência é algo de fascinante, por si só ou pelas réplicas que desencadeia, como qualquer abalo que se preze. A prosa do Daniel é, convenhamos, pouco menos que brilhante. Até mesmo JMF o reconheceria, estou certo, noutra assinatura e sem as referências a si próprio, de preferência. A análise é contundente e rigorosa. Ponto. É exacta, na medida absoluta da verdade? Meu caro JMF, que diabo conhece o senhor na vida que o seja ao mílimetro? E caro Daniel, JMF teve sempre péssimos resultados no Público? Sempre, quase sempre, ás vezes? Muito péssimos ou pouco péssimos? E o peito da Pamela Anderson é muito grande ou pouco grande?
Tenho cá para mim que qualquer exercício de inteligência é algo de fascinante. O que talvez distinga este dos outros é a prova à vista que até um homem inteligente perde a cabeça e dá o flanco quando picado na mola certa. Em televisão, chama-se a isto ‘Apanhados’.
RVN
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Daniel,
sou representante de um grupo de tias de cascais que acompanha o seu blogue com o mesmo fervor com que algumas donas de casa acompanham as novelas da tvi. Quanto ao alegado post de JMF estamos aqui expectantes, ansiosas pela confirmação da autoria do mesmo… afinal, foi ou não José Manuel Fernandes que redigiu aquela posta? Ou foi alguém com acesso ao e-mail de JMF? Enfim, isto mais parece um daqueles episódios de novela que não desenvolve… seria óptimo se nos esclarecesse, já que ficámos sem perceber. Obrigado.
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“Sou economista e concordo consigo. O lucro não explica tudo.”
Ora aqui temos mais um “economista” às três pancadas.
Ó homem, claro que o lucro não explica tudo e por isso é que há empresas que têm sucesso e outras que acabam.
As que têm sucesso, regem-se pela racionalidade do deve e do haver.
Se o 2º for maior que o 1º, (lucro), é uma maravilha.
Caso contrário, vão à falência, ou deviam ir, a não ser que haja um estado ou um sistema corporativo, ou um proteccionismo qq que o sustenta.
Com o meu dinheiro, evidentemente.
Concluindo, se o BCP se rege por outra qq coisa que não o lucro,deverá sofrer as consequências disso…em contado.
E deixará de dar lucro, ou dará menos lucro e por aí adiante.
Como é que conseguiu fazer as frequências???
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«há empresas que têm sucesso e outras que acabam.
As que têm sucesso, regem-se pela racionalidade do deve e do haver.»
Ora aqui está um economista de elaboradíssimo peso teórico. Aliás, sendo tudo tão simples, nem percebo para que raio são precisos os economistas.
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