Há uma semana que o Pedro Correia defende que o acordo em Lisboa pode ser um prenuncio para um acordo nacional. É aliás curioso como o início da sua notícia é quase igual ao seu post. Como tem a certeza disso faltava transformar a sua opinião, sempre legítima, numa notícia. Como conheço bem o BE e não conheço ninguém que ponha tal possibilidade, gostava que o Pedro Correia me ajudasse a contacta-las. Só para ver se as consigo convencer que estão erradas. As que cita, essas, sei que não defendem a posição que que o Pedro Correia acha estar nas suas cabeças. E basta ler a notícia, mesmo com a selecção milimétrica das citações, para saber isso. Aliás, os citados com blogue já desmentiram. Por isso, o título da notícia devia ser: “Pedro Correia está convencido que o BE quer fazer um acordo com o PS”. Ou nas melhor das hipóteses: “Pedro Correia acredita que pode haver um acordo entre o BE e o PS mas não arranjou quem o confirmasse”.
O “Público” faz da opinião da “Política Operária” sobre o acordo de Lisboa uma notícia. Começou a Silly Season.
Por Daniel Oliveira 7 Ago 07 em Jornalismo


Daniel, para que a silly season não nos desvie do fundamental, o que tem a dizer sobre isto?
http://povileu.blogspot.com/2007/08/antes-que-seja-tarde.html
Apoio a decisão do BE de se coligar com o PS em Lisboa. Os que agora criticam o Bloco de Esquerda certamente que prefeririam ver o PS aliado a Carmona Rodrigues ou ao PSD para continuarem os tachos e o governo para os amigos como é costume no bloco central. Para haver mudança no que quer que seja em Portugal é necessária a presença do BE para ACABAR e dizer BASTA aos vícios e à podridão que reina nos círculos de poder. No entanto acho que o mais correcto seria uma grande coligação PS-BE-Cidadãos por Lisboa, eventualmente com a inclusão da CDU. Lisboa à esquerda certamente será melhor do que tem sido até agora.
Nem sei se vale a pena falar destas patacoadas, o José Manuel Fernandes a dar espaço no Publico, do engenheiro Belmiro, ao Francisco Martins Rodrigues, ESPANTOSO.
Mas se se querem rir sobre a forma do PCP fazer politica, passem por uma coisa chamada Lisboa Lisboa, de um senhor Mendes, que esteve ligado á Camara da Amadora.
O homem é todo mãos de seda no Blogue o Carmo e a Trindade, mas chegando a este, foge-lhe o pé para a chinela, e é bordoada no Sá Fernandes e no Bloco, é pena pois até parece um daqueles militantes que não se ficam pela cartilha, só que quando ouvem falar no Bloco, parecem que vêm o diabo, e perdem a tramontana….
Só me pergunto, se haveria algum acordo secreto, entre o PCP e o Durão Barroso primeiro e o Santana Lopes depois, quando foram servir de bangala a Rui Rio no Porto e ao Seara em Sintra…
Daqui a uns tempos nós veremos se não há ninguém no BE que não pense nisso.
Entretanto regista-se esta opinião de Daniel Oliveira para mais tarde recordar.
Hoje a manchete é sobre o PCP e o PSD, o assunto não tem qualquer importância, mas o DN tem de arranjar manchetes….
Já no blog do Miguel deixei um comentário a este tema. Permito-me o abuso de o copiar para aqui pois é esta a ideia e mudar duas virgulas não adiantava nada porque a questão de fundo é a que fica ali. O PS tem conseguido o que quer. Anula o maior partido da oposição governando como este gostaria de governar retirando-lhe espaço de manobra e á esuerda consegue por o BE a falar de coligações e a fazé-las na camara da capital e nem lhe falta o grilo falante chamado Manuel Alegre para dar um ar de esquerda á coisa. NEste sentido o PS tem tido uma estratégia que tem acertado em toda a linha.
Fica aqui então o comentário que deixei no sem muros:
Acho que com esta discussão se está a divergir do essencial que é o facto de se ter conseguido que se falasse de coligações em 2009 nos jornais. O objectivo do PS está a ser conseguido. Empurrar o BE para onde o PS quer. Refém. Será isto consequencia do acordo de Lisboa. Eu penso que sim, mas não haja dúvidas que daqui a 2009 os “opinion makers”, directores de jornais e restante Comunicação Social vão bater nesta tecla até que apareça como uma inevitabilidade. Até que a próxima campanha eleitoral seja dominada por esses temas, até esvaziar o Bloco.
O problema de fundo é que com uma ou outra nuance, como a do Pureza que de facto diz que com este PS “Não!”, o Bloco aparece nos media a falar de coligações em 2009. Aparece até a citar o Chora e se não for verdade espero pelo desmentido do Chora, a indicar que condições seriam necessárias para um acordo.
Ou seja e voltando á questão de fundo, O BE está a ser empurrado, por culpa própria ou alheia, para um caminho muito perigoso e pantanoso. O que eu preciso que me respondam é se este caminho é o escolhido ou se é apenas e só resultado de um erro ao assinar o acordo Fernandes/Costa. Em ambos os casos há depois iláções que se devem tirar, mas para isso precisam-se de respostas.
Sim senhor, o BE está grande. Até dá gosto de ver. Tem assentos parlamentares, pelouro na Câmara de Lisboa e até irregularidades
nas contas das legislativas, que é para não destoar. E agora que é tão grande, já é Silly Season andar a ouvir
opiniões de grupos políticos. Então pois claro, não teem assentos parlamentares, só pode ser Silly Season
publicar alguma coisa deles. Os jornais são lugares sagrados para partidos sérios, para política a sério (a
das irregularidades nas contas) e não para fait-divers de artigos de opinião de quem nem sequer vai a votos. Um pouco
como há uns tempos os PPs se queixavam da Silly Season por o Bloco ter tempo de antena, esses trotskystas…
Compreendo. Depois de tantos anos a lutar por um lugar ao sol, deve dar um certo gozo deixar de ser
o miúdo mais pequeno do recreio. O que não é desculpa para repetir os gestos que foram sendo dirigidos
ao Bloco (ou PSR/Politica XXI, etc…) durante tantos anos. É uma pena…
Para o PC do povileu, é claro que o Bush deveria ser proibido de por os pés em Portugal,uma vez que é o Terrorista nº1!!!
Vê o meu post de hoje. Não há pachorra, de facto. E o post anterior foi mal citado pelo DN…
Essa notícia é desinformação. A elite política precisa e vai sempre precisar de pequenos partidos como o BE que finjam fazer oposição aos grandes, para manter a ditadura em que vivemos.
O titulo tambem podia ser “Daniel Oliveira não está convencido que o BE quer fazer um acordo com o PS”.
A verdade,D.O.é que nunca vimos Louçã excluir tal hipótese.Pode você dizer,claramente,que o Bloco não irá fazer um acordo de incidência parlamentar com o PS,no caso destes “socialistas” perderem a maioria absoluta?
ora aqui está chapadinho o conceito que se tem da critica verdadeira e consequente: é próprio da época de idiotas.
camarada Daniel
está muito irritado com aquela coisa do Xico Martins Rodrigues vos ter descoberto a careca?
Presunção e água-benta. O Daniel acha que pode perorar na TV e no jornal mas o Francisco Martins Rodrigues… quem é esse zé-ninguém?
“Francisco Martins Rodrigues é director da revista comunista portuguesa Política Operária. Pola sua intensa actividade contra o fascismo foi preso pola PIDE, a polícia política da ditadura portuguesa, cinco vezes, num total de 12 anos de cadeia. Foi um dos célebres militantes comunistas fugados da prisom de Peniche em Janeiro de 1960.
Desde muito jovem, participou activamente na luita polas liberdades e o socialismo. Fijo parte da Comissom Executiva do PCP entre 1961 e 1963. Nesse ano, abandonou o partido, participando na criaçom do Comité Marxista-Leninista Português e da Frente de Acção Popular. Após o 25 de Abril contribui para a fundaçom da União Democrática Popular (UDP), e posteriormente do Partido Comunista Reconstruído (PCR). Em 1983 impulsiona a Política Operária.”
http://www.primeiralinha.org/destaques4/entremartins.htm
mas o blog não é um partido para entreter os meninos rebeldes do ps? pelo menos eu sempre vi cartazes do be colados por cima de cartazes do ps nos placards, durante as eleições. de tanto os ver juntinhos pensei que fossem o mesmo.