Depois do Supremo Tribunal da Califórnia ter, há um mês, declarado inconstitucionais as leis estaduais que proíbem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, começaram, na segunda-feira, as primeiras cerimónias. Del Martin, com 87 anos, e Phyllis Lyon, de 83, que vivem juntas há 55 anos, puderam finalmente casar-se na Câmara Municipal de São Francisco.


103 respostas ao post “Longa espera”  

  1. 1 1  Maria

    Encantador.
    Acho muito bem que as pessoas se casem se e isso que querem fazer. O sexo e o genero fazem muito pouca diferença nesta materia e ja vai sendo tempo de ver o mundo mudar porque bem precisa de mudanças.Esta a do casamento entre pessoas do mesmo sexo apenas uma das que sao tao necessarias.

  2. 2 2  Ovotas

    Fantástico.

  3. 3 3  Besugo

    Mal posso esperar pelas bojardas acéfalas de algumas criaturas que por aqui se passeiam.

    Vivam e deixem viver!

  4. 4 4  zebriu

    Já só lhes falta adoptar uma criança para serem felizes para sempre.

    Haja dó !!! Enquanto os heterossexuais menosprezam o casamento por acharem que ele não serve para mais nada a não ser dar satisfações à sociedade, os homosexuais acham “fofo” poderem casar de papel passado.

    Realmente isto das modas tem muito que se lhe diga.

  5. 5 5  Paulo Granjo

    Que se lixe todo o mal que há a dizer acerca do casamento, enquanto instituição!
    Para que alguém possa optar por o recusar, é necessário que tenha o direito a tê-lo.

    Este caso é, de facto, enternecedor.
    Mas não me enternece menos do que se fossem dois senhores de farta bigodaça, duas jovens com piercings da cabeça aos pés, ou um casal heterosexual que tentassem impedir de casar.

    Porque aquilo que me enternece mais, de facto, é o acesso de qualquer pessoa aos direitos que outros têm.

  6. 6 6  Daniel Oliveira

    zebriu quais sãos os heterossexuais que «menosprezam o casamento por acharem que ele não serve para mais nada a não ser dar satisfações à sociedade»? Uns acham outros não. Pois os homossexuais têm direito ao mesmo: a não querer casar, a querer casar, a casar só para dar satisfações à sociedade ou a casar porque isso é para eles realmente importante. Não me diz respeito, não lhe diz respeito. Apenas terem direitos iguais diz respeito a todos.

  7. 7 7  Paulo Costa

    LINDO… LINDO… LINDO…
    Uma verdadeira prova de amor e de Perseverança entro duas mulher que se amam e que vivem juntos ha 55 anos.
    Para quando em Portugal…???

  8. 8 8  Maria

    “zebriu
    18 Jun 2008 às 10:30

    Já só lhes falta adoptar uma criança para serem felizes para sempre.

    Haja dó !!! Enquanto os heterossexuais menosprezam o casamento por acharem que ele não serve para mais nada a não ser dar satisfações à sociedade, os homosexuais acham “fofo” poderem casar de papel passado.

    Realmente isto das modas tem muito que se lhe diga.”

    zebriu

    Haja pois do de quem pensa como o sr.
    Porque sao justamente pessoas que pensam desse modo que impedem as sociedades de evoluirem e se tornarem sociedades de pessoas mais livres e mais felizes.E curioso que voce que tenta menoscabar os direitos homosexuais se sinta com a liberdade para o fazer.Vivessemos numa sociedade dominada por pessoas como o sr e ver-se -ia se poderia faze-lo ou nao.E triste perceber-se que ainda existem muitos seres que pensam e ajem desse mesmo modo e nao so em relaçao a homosexualidade .
    Nao se incomode tanto com a liberdade e o amor dos outros ou pela forma como o sentem e nao se sinta tao incomodado por isso.
    Quanto ao casamento e um direito que pertence a todos assim como pertence a todos o direito a nao se casarem , independentemente do seu sexo ou da sua orientaçao sexual.

  9. 9 9  bloom

    gostei destas gandas malucas! saravá!

  10. 10 10  zebriu

    Caro Daniel,

    Há-de reparar que não objectei contra o casamento homossexual, apenas disse que não passa de uma moda inútil.

    Inútil? Perguntarão alguns. Sim ! Inútil. Não há melhor prova do que o casamento octogenário que noticia. As senhoras viveram juntas cinquenta e tal anos sem qualquer problema que venha a ser resolvido pelo casamento.

  11. 11 11  Euroliberal

    Deviam celebrar contratos de parceria, para se precaverem em matéria de arrendamento, sucessões ou outro qualquer do mesmo tipo.

    Mas NÃO O CASAMENTO (o verdadeiro), dado que este é a base da sociedade e da sobrevivência da espécie. Ora parece que estes “casais” não se podem reproduzir… A instituição casamento não devia pois ser abandalhada desta maneira. Macaquear os verdadeiros casamentos não é a solução…E a adopção de crianças por estes “casamentos” é um verdadeiro crime…

  12. 12 12  The Studio

    Estou comovido. Como noticiaram os jornais, os casamentos gay na Califórnia vão ser um negócio milionário. É sempre bom ver o Daniel apoiar o enriquecimento dos capitalistas.

  13. 13 13  miguel vale de almeida

    Sugiro a Zebriu (e já agora a toda a gente, mas por razões menos, hum, pedagógicas) que veja o filme “If these walls could talk”, sobretudo o primeiro episódio, sobre duas lésbicas nos anos cinquenta e o horror vivido por uma delas quando a companheira morre e a “família” da falecida vem reclamar os pertences, a casa e, pior que tudo, as memórias e as pertenças.

  14. 14 14  JLS

    Essas e outras centenas mais… e muitas outras centenas mais lá irão, porque não é exigida residência na California, ao contrário de em Massachusetts.

    Mas ao que parece, aquilo vai a referendo e pode ser dada a volta à decisão do Supremo por esse meio.

    http://www.msnbc.msn.com/id/25207457/

  15. 15 15  JLS

    O link/notícia já mencionava… mas esta trata exclusivamente dessa ida a votos. http://www.msnbc.msn.com/id/24671020/

  16. 16 16  Maria

    Sim senhor Miguel Vale de Almeida,

    vi esse filme mais do que uma vez e impressiona-me sempre de cada vez que o vejo.E muito real e verdadeiro e fala do que acontece a muito boa gente que nao merece nada sofrer esses horrores.

  17. 17 17  Daniel Oliveira

    Euroliberal, essa associação entre casamento e reprodução levanta-me um problema: eu sou solteiro e reproduzi-me. O que devo fazer? Entregar a minha filha ao Estado e cumprir pena?

  18. 18 18  Maria

    “Euroliberal
    18 Jun 2008 às 11:55

    Deviam celebrar contratos de parceria, para se precaverem em matéria de arrendamento, sucessões ou outro qualquer do mesmo tipo.

    Mas NÃO O CASAMENTO (o verdadeiro), dado que este é a base da sociedade e da sobrevivência da espécie. Ora parece que estes “casais” não se podem reproduzir… A instituição casamento não devia pois ser abandalhada desta maneira. Macaquear os verdadeiros casamentos não é a solução…E a adopção de crianças por estes “casamentos” é um verdadeiro crime…”

    O que?…
    Euroliberal
    voce e uma fonte de extraordinarias revelaçoes
    e uma coisa terei que conceder , voce consegue mesmo chamar a atençaos sobre si–pela pior das formas quase sempre , mas la que consegue e facto.

    Entao voce acha que os homossexuais podem
    celebrar contratos–mas nao o de casamento.
    Entao o casamento nao e um contrato celebrado entre 2 pessoas??–E sim senhor.
    Logo TODAS as PESSOAS tem direito a casar-se independentemente do sexo ou da orientaçao.
    A Igreja nao e da mesma opiniao (bom, nem toda ) mas ja se sabe que a Igreja Catolica tomou para si
    o resguardo da fe de seus fieis e isso e entre ela e os seus fieis.

    Quanto a sua ideia de “abandalhamento” da instituiçao matrimonial deixa-me pasmada.
    Entao so os homossexuais e que “abandalham”??
    Entao e os esposos que violentam as suas esposas todos os dias?
    E os que as abandonam e aos filhos?
    E os que para alem da esposa se dedicam a amantes, consumo de prostituiçao e afins??
    Esses nao abandalham?…

    Poderia continuar a dar exemplos de “abandalhamento”, mas este post ja vai longo e eu tenho uns diazitos de ferias que quero gozar escrevendo menos, mas olhe que para exemplo ja chega e quanto a homosexuais olhe que voce nao faria mal se contivesse esse seu modo agressivo de falar contra tudo e todos aqueles com que nao concorda.Quanto a reproduçao eu se fosse a si ate nem ia por ai.
    Olhe que ele ha muito casal “normal” que nao pode “reproduzir” e que muitas vezes e posto em questao por respeitaveis instituiçoes pelo desejo de ter filhos de outros modos que o “normal.”

    Sabe,esta coisa das normalidades nao e tao simples como isso e julgar os outros e facil , mas o facto e que e sempre injusto.
    O mundo seria tao melhor lugar se olhassemos menos os outros e muito mais para nos.

  19. 19 19  Maria

    “The Studio
    18 Jun 2008 às 12:17

    Estou comovido. Como noticiaram os jornais, os casamentos gay na Califórnia vão ser um negócio milionário. É sempre bom ver o Daniel apoiar o enriquecimento dos capitalistas.”

    Essa so pode ser mesmo para xatear.
    O que e que tem 1 coisa a haver com a outra?
    Entao agora so a America e que ganha dinheiro com os casamentos–e nos outros paises sao o que ; a borla??
    E que se for eu ainde me ponho aqui a fazer umas continhas lol .
    Enriquecimento de capitalistas pff; entao e os caamentos pela Igreja ?…..

  20. 20 20  anonimo

    Bem quando vem a baila o casamento dos homosexuais é sempre bestial algum pessoal.

    Em primeiro lugar o casamento é um conceito e uma instituição de cariz heterosexual e isso esta patente na definição do contrato de casamento, o contrato entre pessoas de sexo diferente, e cujas consequencias juridicas são a regulação das relaçoes pessoais entre conjuges o seu patrimonio, o seu patrimonio em relação a terceiros, a filiação e o poder paternal.

    É claro que é impossivel integrar os homosexuais neste conceito de casamento é so ler as leis, por outro lado a regulação da filiação e poder paternal não se aplica a rebentos saidos destas uniões por uma impossibilidade natural da fisiologia por isso os homosexuais ja tem a sua relação regulada quer pessoalmente quer patrimoialmente pelas legislação das uniões de facto, que são os casos heterosexuais que não querem o casamento mas não prescindem dos direitos que lhes assistem tal como aos casados juiridicamente, ca está um caso em que não se fala em casamento mas uniões, porque raio os homosexuais tem que se apropriar de um instituto juridico que não foi feito para eles nem a eles se aplica, se ja tem a sua situação garantida pelo regime das uniões de facto, inventem um nome semelhante ou outro.

    Depois vem a treta dos mesmos direitos, uma bela treta só pode haver direitos iguais em situações iguais , o que como se ve não é verdade.

    Temos o aspecto social

    A relação homosexual é uma relação meramente afectiva e sexual não reprodutiva, e portanto deste ponto de vista é inocua para o crescimento de uma sociedade não tem qualquer valor para os poderes publicos deste ponto de vista, duas pessoas do mesmo sexo enquanto reconhecimento passando pelo casamento não podem ter os mesmos direitos, será verdade enquanto relacionamento não discriminatório por parte do estado, porque o seu contributo para o desenvolvimento e aumento da sociedade é negativo. Portanto não tem interesse publico do ponto de vista social. os homos enquanto casais não devem ser preocupação mínima para o estado limitando-se este a não descrimina-los. Ao Estado não interessa o amor ou os relacionamentos, quando isso acontecer estamos no mau caminho, ao estado deve interessar a sociedade e seu desenvolvimento harmonioso e um modelo de sociedade que deve apoiar. A relação homosexual é uma relação sexual e afectiva sem interesse para o poder publico como ja disse, o poder publico não pode contar com este tipo de relacionamento pela razão básica de que não contribui para o perpetuamento da sociedade, nem o poder publico pode manobrar através dela para alcançar por exemplo objectivos demográficos, O que seria melhor, um estado feito a medida de cada um, para não destruir a individualidade de cada um?

    O casamento é uma instituição heterosexual com séculos de existência adoptada por todos os estados como modelo base de organização da sociedade e que compreende indivíduos de sexo diferente e sempre se revelou a formula mais eficaz de organizar e disciplinar uma sociedade.O casamento é a figura jurídica para estruturar a sociedade porque é essencial para o direito para os deveres e para a certeza patrimonial, Indica uma convenção ou decisão de viver em conjunto e, por conseguinte, constitui um fundamento da família, embora esta possa existir sem aquele,(como o senhor Daniel frisou não é preciso casar para se reproduzir reproduzir-se até é um dos prazeres da vida veja bem, o pior é depois aguentar com as consequencias), como acontece frequentemente nos nossos dias; por outro lado manifesta o estado e o género de vida que daí decorrem, tornando-se num acto jurídico e/ou religioso nas mais variadas sociedades. Na segunda significação, é um estado de vida conjugal que define os direitos e os deveres pessoais e matrimoniais entre os esposos

    Para mim tanto se me da como se me deu que cada um viva a sua sexualidade como quiser, com quem quiser, isso devia ser mesmo assim o que já me choca é a reinvindicação de direitos iguais para coisas que não são iguais.
    A não descriminação é uma coisa o quererem ter os mesmos direitos que os heterosexuais nomeadamente a nível de casamento é outra. Alias eles já tem a mesma protecção dada as uniões de facto não lhes chega.
    E aqui sim entra a organização da sociedade pelo estado, o estado deve ter um modelo de família. Todos tem, todos se baseam num modelo que ao longo dos séculos se revelou o mais eficaz, será por isso que os homosexuais o querem adoptar também para formalizar a sua união? Só que o conceito casamento e quando se discute uma coisa temos que ter conceitos não se aplica a pessoas do mesmo sexo.

    Muita gente defende a homosexualidade fazendo disso uma ideologia porque ataca o sistema são as chamadas causas fracturantes muito caras a certas ideologias, são precisamente estas causas que alguns apelidam fracturantes e para muitos uma maneira de atacar o poder. O casamento banalizando-o, e depois o divorcio facilitando tudo de seguida. Se não gostam da instituição deixem-na em paz ha quem goste, não foi feita para voces, chamem outro nome, sejam inventivos.

  21. 21 21  Arquiduquesa de Grayskull

    Pelo amor de S. Dircineu! É o apocalipse now.

    A própria palavra ‘homosexual’ devia ser ilegalizada.

    Ora.

    Se há nesta vidinha quem não tenha mais nada para fazer a não ser pôr-se a pensar no que devem ou não os outros fazer à pilinha e ao pipi…

    Get a life.

  22. 22 22  Euroliberal

    o ANÓNIMO DAS 15:26 já deu muito pacientemente a resposta que eu gostaria de dar. Para ela remeto.

    O casamento é uma instituição heterossexual, exclusivamente (contrato entre pessoas de sexo diferente, diz a lei). A regra nos contratos é a da liberdade contratatual e da atipicidade. Podem celebrar-se todos os contratos, mesmo não regulados tipicamente na lei (que só regula os mais relevantes socialmente).

    É exactamente o caso do casamento, a instituição fundamental da sociedade, que assegura a sua coesão e a sua sobrevivência. Por isso é extensivamente regulado pela lei. Ora isto só se aplica por natureza ao verdadeiro casamento (homossexual), não às palhaçadas homónimas de que trata a notícia, que insultam uma das instituições base da sociedade.

    As pessoas são livres de viverem como querem. Dois irmãos podem decidir viver juntos na mesma casa (um em cada cama, salvo seja), partilhando despesas. São livres de o fazer. Mas não precisam de se casar por isso. O mesmo se diga de dois homens gay. O facto de se sodomizarem é irrelevante para a sociedade, pelo menos enquanto isso for estéril… é simples, não é ? As engenharias sociais e de género dão sempre resultados grotescos…

    Poupem-nos o espectáculo público de ver matulões com bigode e grinalda a beijarem-se com ar aparvalhado…façam isso em privado. Não metam nojo…

  23. 23 23  PR
  24. 24 24  Arquiduquesa de Grayskull

    As leis ao longo dos tempos sempre defenderam coisas que por bom senso e respeito pelo próximo a dada altura tiveram de ser alteradas. O argumento de que o conceito gay não cabe na lei do casamento como existe actualmente é um argumento que morre na praia, porque as leis servem o Homem e não o contrário.

  25. 25 25  anonimo

    (“leis servem o Homem e não o contrário.”)

    É um facto, so que as leis não tem o poder de transformar fisiologias e portanto coisas diferentes em iguais se não percebe isto não percebe nada

    Um casamento entre um homem e uma mulher não é igual a um casamento entre um homem homem ou mulher mulher prove que estou errado.

    Segundo, um casamento homem mulher tem um valor social reprodutivo de perpetuação da sociedade ( e não vamos vir aqui com as questoes de infertilidade a priori ok) portanto deve ser valorizado pelos poderes publicos, um casamento homem homem ou mulher mulher é esteril logo tem valor negativo pela morte dos dois ha menos dois

    Diga agora como as leis dos homens podem servir o homem e transformar coisas desiguais em iguais.

    Quando se instituiu a palavra casamento, e o conceito juridico de casamento, e é este que é relevante para os poderes publicos, não se estava a pensar ou sequer se pensou em homosexualidade, pode dizer há sim mas os tempos mudam, é verdade mas o conceito e instituto manteve-se ligada a um tipo de união que define um modo de vida de duas pessoas e sabe-se de antemão que tipo de pessoas são sem perguntar . Mas como as coisas mudam surgiram dentro dos heterosexuais quem não quissesse o casamento viver sem formalizar a união mas sim ter os mesmo direitos e então criou-se as uniões de facto com legislação a contemplar para assegurar a protecção pessoal e patrimonail das pessoas, vem agora alguém que nem é heterosexual e acha que deve ter os mesmo direitos para se integrar no casamento, os mesmo direitos ja tem, são os das uniões de facto, o que eu não entendo é esta birra para integrar o casamento se há legislação do casamento e da familia que nem se lhes aplica, a filiação e poder paternal, por exemplo, isto é se estamos a falar de verdadeiros homosexuais e não daqueles que dizem, vem espera ai agora vou ser infiel e vou tentar assegurar a minha reprodução.

  26. 26 26  Maria

    “anonimo
    18 Jun 2008 às 15:26

    Bem quando vem a baila o casamento dos homosexuais é sempre bestial
    algum pessoal.”

    1)- O casamento foi o contracto inventado e celebrado entre os homem/ mulher para resguardar e proteger bens assim como para aumentar esses
    bens. Foi durante seculos pregorrativa de familias e pessoas de riqueza e bens e poder.

    “Esta união aspirava, além da procriação, questões relacionadas à importância do patrimônio, conquista de bens e acordos políticos entre a classe dos nobres.”
    (A ver se os pobrezinhos e os escravos e as criadas e criados se
    casavam entre si.Nao casavam, amancebavam-se.–A palavra nao e minha.
    E quando casavam o que era raro, era porque tinham protecçao .A historia do casamento entre pobres e interessante e relativamente
    recente–a dos nobres e ricos, tambem ) Filhos eram obviamente parte desses mesmos e bens e tinham a missao de os conservar do mesmo modo.

    Filhas deveriam conservar-se virgens .
    Filhos podiam ir a pesca desde que conservassem o patrimonio e o bom nome dentro desses principios rigidos.
    Dizer que o principio que regula o casamento e imutavel e aceitar algo que nao corresponde a realidade.Nada e imutavel.
    A vida tem as suas leis e uma delas e que tudo muda.
    Assim excluir os homossexuais do casamento e algo que um dia vai deixar de ser possivel e alguns lugares ja perceberam isso mesmo.
    Ai os casamentos entre homossexuais sao permitidos, muito embora sejam lugares onde esse mesmissimo principio de casamento que apontou existiu, existe e sem duvida continuara a existir.

    2)-Em relaçao a figura juridica nao e verdade que o casamento seja nos nossos dias e mesmo ate em Portugal a unica figura juridica que se apresenta para regular unioes entre pessoas; voce mesmo aponta as
    unioes de facto que nao foram criadas apenas para casais homossexuais nem abrangem apenas casais homossexuais mas Todos os que estao
    abrangidos pelo mesma figura.
    Poderiamos discutir as razoes para a criaçao das distinçoes entre unioes de facto,concubinato duradouro e economia comum, mas nem ha espaço nem tempo.

    3)-O que diz em relaçao a impossibilidade de um casal homossexual para a contribuiçao do perpetuamento da sociedade,- julgo que refere a tal capacidade reprodutiva;- tambem e fraco argumento.Hoje em dia como deve saber ha inumeras formas para um casal seja ele o que o que for em termos de sexualidade, aceder a capacidade de gerar um filho.Para alem de poder tambem adoptar e a adopçao e um meio mais que legitimo para constituiçao de familia.

    Portanto os argumentos de que fala sao no minimo fracos e ja se ve no horizonte que um dia , mas tarde ou mais cedo todos os preconceitos e razoes que tentam separar pessoas seja la porque razao for acabarao por se diluir.

    Quanto ao resto, ate percebo que as sociedades tremam perante as mudanças.E sei que existem mudanças que demorarao tantos os seculos,
    quantos os que demoraram para se erguer .
    E compreendo o medo e as angustias que possam gerar no seio dos que procuram manter o seu estilo de vida e dos que forma educados para
    manter estilos de vida.Mas o tempo e a vida nao param e casamentos entre homossexuais sera apenas uma pequena parte do que seguramente
    mudara no futuro.Quanto as opinioes, essas continuarao a dividir-nos claro, mas desde que o respeito faça parte dessas diferenças de
    opiniao viveremos por certo em paz com alguns a celebrar e a ficar felizes com a felicidade dos outros sejam eles homossexuais ou nao.

  27. 27 27  J.H

    “Em primeiro lugar o casamento é um conceito e uma instituição de cariz heterosexual e isso esta patente na definição do contrato de casamento, o contrato entre pessoas de sexo diferente, e cujas consequencias juridicas são a regulação das relaçoes pessoais entre conjuges o seu patrimonio, o seu patrimonio em relação a terceiros, a filiação e o poder paternal”

    *sigh* As leis são alteradas, o conceito (instituição só se nos cânones do Igreja) patente no Código de Seabra era diferente (ligeiramente) do que o que temos hoje no nosso Código Civil. Foi alterado antes, pode ser alterado novamente.
    Quanto ao que chama de consequências jurídicas nada obsta a que se apliquem a cônjuges do mesmo sexo.
    Que é como quem diz que não se trata de uma situação diferente, logo, o artigo 1577º(salvo erro) do Código Civil português está, na sua actual forma, em violação do principio da igualdade constitucionalmente consagrado.

  28. 28 28  anonimo

    o maria e J.H. o casamento pode ter todos os defeitos que voces dizem mas é uma instituição de cariz heterosexual e adoptada por todos os estados ja lhes demonstrei que as leis não podem fazer igual o que é desigual por uma impossibbilidade fisica e fisologica.

    so mais uma coisa não pode dizer que um casamento entre dois homens e duas mulheres e igual e um casamento homem mulher ponto final

    quanto ao casamento ser burgues conservador pois seja mas porque o querem destruir então banalizando o seu conceito. não foi feito para voces ainda não entenderam que neste ponto não são iguais podem reclamar direitos mas não a legislação do instituto e conceito casamento

  29. 29 29  anonimo

    o maria maria, so mais uma coisinha então adoptar significa aumento da sociedade no caso dos homosexuais? ou aproveitar-se do fruto de uma união sexual heterosexual.

  30. 30 30  Maria

    “anonimo
    18 Jun 2008 às 17:18

    o maria maria, so mais uma coisinha então adoptar significa aumento da sociedade no caso dos homosexuais? ou aproveitar-se do fruto de uma união sexual heterosexual.”

    anonimo

    Se esse e o seu argumento
    saiba que por mim fica a falar sozinho; quanto a coisinha sabe o que deve fazer-lhe.

  31. 31 31  Maria

    1-”O Governo espanhol vai aprovar hoje, em Conselho de Ministros, os casamentos entre homossexuais. O ante-projecto de lei contempla o direito à adopção”

    2-”Na Bélgica a lei que permite o casamento civil entre homossexuais entrou em vigor em Junho do ano passado. Uma parte da direita, os socialistas e os ecologistas votaram a favor da legislação que dá os mesmos direitos legais e fiscais aos homossexuais. A adopçao nao e ainda permitida”

    3-”Na Grã-Bretanha o conceito jurídico entre duas pessoas do mesmo sexo ainda não é reconhecido, mas o país está prestes a assinar uma proposta legislativa do Governo que amplia largamente os direitos dos casais homossexuais.”

    4-”Na Alemanha o casamento entre homossexuais é permitido desde Agosto de 2001. Até aqui verificaram-se cerca de seis mil casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

    Os parceiros podem usar o mesmo nome, são abrangidos pela legislação sobre a herança, mas não podem adoptar crianças.”

    5-”Em França, o casamento homossexual não é autorizado, no entanto pela primeira vez, uma união entre dois homens foi celebrada em Julho passado.

    Este casamento foi já invalidado pela justiça em primeira instância. A polémica está lançada e a pressão é tanta sob as autoridades francesas que pela primeira vez duas mulheres homossexuais são mães de pleno direito, tendo obtido este mês a autoridade parental para educarem os três filhos que uma delas teve por inseminação artificial.”

    6-”A Dinamarca, o melhor exemplo de conquista dos direitos gays, já regulamentou a união entre pessoas do mesmo sexo, permite que gays sirvam às Forças Armadas, concede a nacionalidade civil para o companheiro estrangeiro e ainda proíbe a discriminação por orientação sexual. Além disso, a Comissão de Direitos Humanos da Comunidade Européia vai exigir que os paises-membros adotem em sua legislação a legalização do casamento gay.”

    Etc etc etc…..

    fontes
    –igualdadenocasamento.wordpress.com/
    –glsplanet.terra.com

  32. 32 32  Fado Alexandrino

    sobre duas lésbicas nos anos cinquenta

    O senhor fez-me lembrar o Doutor Furtado e a sua série sobre aquele assunto de que todos falam e de que não se pode dizer a verdade.
    Para contar a verdade dele foi buscar coisas passadas no tempo das caravelas.

    Na verdade os anos cinquenta foram há exactamente cinquenta anos e desde então muita coisa mudou e por isso não consigo compreender a razão deste “casamento” folclórico.
    Havia algum direito que as simpáticas velhinhas quisessem ter e o estado da Califórnia lhes negasse?

  33. 33 33  Daniel Oliveira

    Muitos, Fado, que vêm com o casamento. Mas antes de todos um: o de casarem. O senhor acha folclórico, elas não. E como são elas e não o senhor que se estão a casar a sua opinião sobre o gosto do casamento é irrelevante.

  34. 34 34  anonimo

    O maria maria quer me ensinar alguma coisa é? Espanha, gra bretanha, frança, etc etc e tal e que eu tanho a ver com isso? Devo ser de modas?

    É isto que me quer ensinar . valha -me deus

    Bem aqui não ha mais nada a discutir

    Só para esclarecer.

    O casamento homem mulher não é igual ao casamento homem homem ou mulher mulher pois aquele é um caso de heterosexualidade masculino/feminina, nos outros casos temos homosexualidade do mesm sexo masculino / masculino, ou feminino /feminino, se o casamento foi instituido há longos seculos com vista a organizar a sociedade em torno do elemento sexual masculino / feminino, não pode haver casamento abrangendo os outros sexos sem desvirtuar o conceito para que ele tinha sido criado, isto é claro como a agua.

    Depois no casamento homem / mulher temos uma situação virtualmente geradora de reprodução o que do ponto de vista da renovação das geraçoes e sociedade é um ponto a valorar pelos poderes publicos, enquanto nos outros casos é um ponto a desvalorizar, pois pela morte de ambos há sempre menos dois.

    Temos ainda que a adopção não incrementa a sociedade no caso dos homosexuais, pois não tem meio de se reproduzirem por si mesmos sem recurso a pratica heterosexual e neste caso abrange até as mulheres que recorram a bancos de esperma tem sempre que contar com um elemento masculino, embora aqui sempre possa haver elemento geracional mas então é preciso recorrer a um elemento externo ao casal feminino / feminino

    Direitos que vem com o casamento aos homosexuais que não venha com a legislação das uniões ou ate dos testamentos? Esta bem esta, a situação patrimonial e pessoal esta acautelada.

  35. 35 35  MFe

    Desejo-lhes muitas felicidades e muitos meninos

  36. 36 36  Metroidsamus

    Fado Alexandrino: “não consigo compreender a razão deste “casamento” folclórico” - Já se ronunciou contra os “tradicionais” casamentos de Santo antónio?

  37. 37 37  Splash

    Alguém aqui conhece algum homosexual?

    Eu confesso a minha ignorância - nunca vi nenhum.

    Tenho amigos e amigas que gostam de “cambalhotar”, (desculpem o meu francesismo), com cidadãos e cidadãs do mesmo sexo.

    Costumo dizer-lhes que, lá por terem essas pequenas perversões inofensivas, não se devem julgar mais importantes que os outros.

  38. 38 38  Fado Alexandrino

    Muitos, Fado, que vêm com o casamento.

    Peço-lhe muita desculpa, mas para jornalista dá imensos erros de português e aqui confundiu duas acções, uma o ver outra o vir.
    Ora como bem notou mas não conseguiu apontar nada de concreto, as velhinhas a única coisa que conseguiram e não tinham, foi os tais quinze minutos.
    Há sempre imensa gente desejosa de assistir a este tipo de folclore.
    Mas uma coisa este “casamento” teve de positivo.
    Palpita-me que vai durar até que a morte as separe.

  39. 39 39  Daniel Oliveira

    Não entendi a correcção. Usei o verbo vir. Dos direitos que vêm com casamento. Vêem é que é do verbo “ver”. Qual é exactamente o problema?

  40. 40 40  Sotnas

    Como defensor da emancipação do Ser Humano em todas as suas dimensões, fico feliz com esta notícia.
    Acredito que muitos dos males da nossa sociedade advêm do facto de muitas pessoas não poderem, por uma razão ou por outra, assumir a sua verdadeira orientação sexual.
    Além disso, tudo o que acontece entre duas pessoas adultas e com consentimento mútuo, não me diz respeito a mim nem a todos os outros. Faz parte da sua esfera íntima e pessoal. Daí, que os homossexuais devem ter, obviamente, direito a casarem ou a não casarem ou fazerem o que bem entenderem.
    Quanto ao facto de o casamento ser uma instituição exclusivamente heterossexual, não estou de acordo. Foi-o até há pouco tempo, mas as coisas mudam. Também há alguns anos as famílias monoparentais eram algo de excepcional. Hoje, para o bem e para o mal, não o são. O mundo muda, e sempre que seja para melhor, isto é, para tornar mais seres humanos felizes, estou cá para defender a mudança.
    Porém, no tocante à adopção de crianças, já tenho algumas (muitas) dúvidas, porque nesta situação há um terceiro, não adulto, que não é tido nem achado para o caso.
    Não sei, tenho muitas dúvidas. Contudo, continuo a informar-me. A minha questão é a seguinte: será que uma criança criada num lar de um casal homossexual terá orientação sexual homo ou não ? Não estaremos a condicionar a sua futura orientação sexual ?
    É certo que a esmagadora maioria dos homossexuais foram crianças criadas em lares de pais heterossexuais, mas ainda assim a minha dúvida persiste.
    Além disso, devido à discriminação de que os homossexuais são ainda vítimas, não estaremos a transformar essa criança em mais uma vítima de discriminação ?
    Por outro lado, temos inúmeros exemplos de crianças maltratadas em lares heterossexuais e em instituições…
    Portanto, as minhas dúvidas persistem.

    Quanto ao casamento das duas octogenárias, parabéns a elas e muitas felicidades.

  41. 41 41  max

    No cômputo final só ainda não percebi porque é que o Sr. EUROLIBERAL se atribuiu a si mesmo esse epíteto. Liberal? Europeu? Que seria das suas opiniões se se considerasse a si mesmo “Euroconservador.

    “Poupem-nos o espectáculo público de ver matulões com bigode e grinalda a beijarem-se com ar aparvalhado…façam isso em privado. Não metam nojo…”

    O que mete nojo é o (seu e de tantos!) ódio gratuito. Isso sim.

  42. 42 42  Silvério

    Haja pois alegria, euforia, vontade de viver, felizes e contentes, aos pinotes, com animação de rua e por todo o mundo. Correr com a pomba na mão, ou de cu pró ar, poder casar e divorciar, porque isso é que são coisas importantes numa sociedade desenvolvida, porque o mundo é todo divertido, é tudo alegria, não há gente esventrada, nem queimada viva, nem cortada ao meio, nem cabeças arrancadas, nem olhos furados, nem mortos de fome. Quando os mauzões, que não existem, vierem, vamos recebe-los com cornetas e balões, e convida-los para a boda das velhotas, porque isto é tudo uma alegria. Não precisamos de heterossexuais másculos e suados, que só sabem estragar uma boa festa com o seu ar carrancudo.

  43. 43 43  Carlos Veiga

    Este exemplo é, sem dúvida, comovente e de uma enorme dignidade!
    Fado, estou a ver que tem aprendido muito por aqui, para além deste belo exemplo de vida, ainda tem o privilégio de ter umas aulas de Português à “borla”?!

  44. 44 44  Sebastião Dias

    Paralelamente, nos Estados Unidos, ainda são proíbidos os casamentos polígamicos, havendo inúmeras familias que trabalham, que pagam os seus impostos, que têm filhos e que convivem bem com a sua moralidade, sem relaões de subjugação, mas que são perseguidas e descriminadas pelas autoridades e pela sociedade em geral.

    Que fazer nestes casos, Daniel. É que se no plano dos afectos tudo, ou quase tudo, deve ser permitido, quando é consensual…

    (volto à discussão, porque o Daniel volta ao tema sempre que dois homossexuais dão o nó na conchinchina)

  45. 45 45  Besugo

    Euroliberal…

    Não acha que deveria mudar o seu “nickname”? Não é coerente com os seus comentários.

    As “bojardas” de que falei no início dos comentários não tardaram em aparecer. Apesar de ainda faltar o comentário de duas ou três criaturas “habitués” (na presença e na estupidez).

  46. 46 46  Levy

    “Tenho amigos e amigas que gostam de “cambalhotar”, (desculpem o meu francesismo), com cidadãos e cidadãs do mesmo sexo.

    Costumo dizer-lhes que, lá por terem essas pequenas perversões inofensivas, não se devem julgar mais importantes que os outros.”

    Devem mesmo ser seus amigos…

  47. 47 47  frida

    pois eu cá concordo e digo mais;
    salvemos a nossa espécie !
    1º vamos proibir os estéreis e os impontentes de casar (aliás, devia até ser pedida uma perícia médica prévia e quem não se reproduzir será impedido de se casar)
    2º anulemos os casamentos que passados 5anos ainda não deram frutos.
    3º barremos à partida os que tiverem o desplante de decidirem por opção que não querer ter filhos.
    4º medida ainda em estudo…. talvez esterlizar todos os homossexuais. Ouvi dizer que alguns persistem mesmo assim em procriar….
    5º retirar aos pais todos os filhos legítimos de anteriores relações quando iniciam uma relação com uma pessoa do mesmo sexo.
    6º uma lei específica contra as modas (já vimos ao longo dos anos como são perigosas. Não podemos quebrar tradições.Foi a moda dos negros que já não queriam ser escravos depois já não se queriam sentar nos fundos dos autocarros, a moda das mulheres a quererem ter direito ao voto, depois os que não tinham estudos também a macaquear, enfim um não acabar de modas a tentar acabar com normas instituídas e actualizadíssimas ao longo dos séculos)

  48. 48 48  Fado Alexandrino

    Não entendi a correcção. Usei o verbo vir.

    Pois usou. Mas abusou da concordância, leia a frase em voz alta e vai descobrir o segredo.
    O senhor Carlos Veiga também pode aproveitar.

  49. 49 49  Euroliberal

    Besugo:

    Sou liberal em economia, conservador nos valores. Ou acha que por ser liberal tenho que aceitar o abandalhamento da instituição casamento ? O estado não se deve meter na vida sexual dos cidadãos adultos e livres, nem proibindo nem patrocinando uniões.

    Excepto, é claro, no caso do casamento (o único: o heterossexual), porque aí não se trata exclusivamente de vida sexual, mas da formação da célula de base da sociedade e da sobrevivência da espécie: a família. E as uniãos gays e lésbicas nada têm a ver com família, como célula de base da sociedade, nem com sobrevivência da espécie. LOGO, SÃO DIFERENTES.

    Ora o principio da igualdade de tratamento exige apenas que sejam tratadas igualmente situações idênticas e desigualmente situação não idênticas. Em consequência, esse princîpio é violado quando se celebram as palhaçadas conhecidas como “casamentos gay”.

    Os contratos de parceria (ou outra designação equivalente) são mais que suficientes para acautelar determinados interesses patrimoniais dos interessados. Macaquear o casamento não é necessário a tal fim e ofende a maioria. E há gays ajuizados que reconhecem a razoabilidade deste ponto de vista e se demarcam de palhaçadas e macacadas…

  50. 50 50  Bruno Ferreira

    Há alguns anos atrás os Trotskistas, Anarquistas e outros proto Esquerdistas de vanguarda demonizavam o casamento como uma instituição sedimentadora da moral Judaico-Cristã e suporte da tradição burguesa!! O casamento era uma instituição a banir e a desconstruir….Hoje é ódes ao casamento e regozijo com o casamento entre homosexuais e até o folclore das velhinhas lhes é aprazível!!!
    Só se pode compreender isto de 2 maneiras:
    1 - Entendem que o casamento entre homosexuais é um passo para a desconstrução do casamento como instituição burguesa assente na moral Judaico-Cristã
    2 - Entendem que o facto de os homosexuais se poderem casar (entre si) concretiza uma ideia de igualdade formal que tanto detestam mas que ao mesmo tempo desfuncionaliza o casamento na sua estrutura reprodutiva e constitutiva da “Família”

  51. 51 51  Daniel Oliveira

    Bruno Ferreira, como nunca fui nem trotskista (não fazia ideia que tinham uma posição sobre o casamento), nem anarquista…

    Não tenho posição sobre o casamento. É com cada um,

  52. 52 52  Arquiduquesa de Grayskull

    Anónimo,

    Não se trata de dar poder às leis para transformar coisas diferentes em coisas iguais. Trata-se de adequar as leis perante realidades diferentes com os mesmos direitos. Se não percebe isto não percebe nada.

    Acho que não é preciso ir ressuscitar o Einstein para se concordar que um casamento entre um homem e uma mulher não é igual a um casamento entre um homem e um homem ou entre uma mulher e uma mulher. Nem é isso que está em causa. O que está em causa são direitos iguais perante formas diferentes de viver a sexualidade de livre vontade.

    Tudo o mais, é a sua opinião.

  53. 53 53  Arquiduquesa de Grayskull

    Sebastião,

    lá vem o senhor com a história da poligamia.
    Não existem movimentos de pessoas a reinvindicar a legalização do casamento poligâmico (entenda-se o casamento de livre vontade entre mais do que duas pessoas). E nos EUA o que existe são pessoas nascidas de relações poligâmicas (exclusivamente ligadas a seitas religiosas), a quem foi negado o direito de viver livremente em sociedade e que reinvindicam a legalização da poligamia como forma de proteger e se ter conhecimento dos menores que nascem no seio desses cultos religiosos obscuros. Esses menores são afastados da sociedade, educados no terror do que é a ‘vida lá fora’ e muitas vezes não têm sequer o conhecimento de que existem outros tipos de relacionamentos para além dos poligâmicos com que foram obrigados a conviver. É uma questão complexa. Mas que não tem nada a ver com a questão do direito ao casamento homosexual. Que como sabe é suposto acontecer de livre vontade entre duas pessoas, como de resto tb é suposto num casamento heterosexual.

  54. 54 54  Daniel Oliveira

    Fado, primeiro dizia «confundiu duas acções». Agora , que verificou que corrigiu mal, passei a errar na concordância.
    À sua pergunta respondi:
    «Muitos, Fado, que vêm com o casamento.»

    Se são «muitos» (”direitos” está implícito à frase), então é plural. Se é plural, é «vêm». Muitos direitos vêm com o casamento.

    Continuo a não perceber a sua correcção, que me parece apenas teimosia um pouco mesquinha. Dou, como quase toda a gente, erros a escrever nos comentários. Escrevo-os muito depressa e sem rever. Acho geralmente tonto e sinal de fraqueza (é neste tipo de coisas que o senhor é muito frequentemente pouco educado) que se concentre aqui. Acontece que aqui não tem, como salta à vista (e acredito que à sua também) razão. Mas adiante, que não me parece que isto mereça muito tempo de discussão.

    Incomoda-me que fale da minha vida famíliar (mesmo que com correcção e sem qualquer ataque) sem se identificar pelo seu nome. Também sinal de pouca educação.

    Boa tarde

  55. 55 55  Fado Alexandrino

    Tem muita razão.
    Tive que ir ao dicionário que estava com esta teimosia na cabeça.
    Peço desculpa.

  56. 56 56  anonimo

    Se nao houvesse pessoas que não entendem nada, tinham que as inventar.

    Depois de toda esta sabatina a frida concluiu isto:

    1. (“pois eu cá concordo e digo mais;
    salvemos a nossa espécie !
    1º vamos proibir os estéreis e os impontentes de casar (aliás, devia até ser pedida uma perícia médica prévia e quem não se reproduzir será impedido de se casar)
    2º anulemos os casamentos que passados 5anos ainda não deram frutos.
    3º barremos à partida os que tiverem o desplante de decidirem por opção que não querer ter filhos.
    4º medida ainda em estudo…. talvez esterlizar todos os homossexuais. Ouvi dizer que alguns persistem mesmo assim em procriar….
    5º retirar aos pais todos os filhos legítimos de anteriores relações quando iniciam uma relação com uma pessoa do mesmo sexo.
    6º uma lei específica contra as modas (já vimos ao longo dos anos como são perigosas. Não podemos quebrar tradições.Foi a moda dos negros que já não queriam ser escravos depois já não se queriam sentar nos fundos dos autocarros, a moda das mulheres a quererem ter direito ao voto, depois os que não tinham estudos também a macaquear, enfim um não acabar de modas a tentar acabar com normas instituídas e actualizadíssimas ao longo dos séculos”)

    Se isto apreendido esta em algum lado nos comentarios ou foi insinuado so demonstra total ileteracia, mas enfim cada um da o que tem. Podia argumentar a sua parca sabedoria contrapondo ideias, so que no deserto de ideias floresce isto mesmo a estupidez.

  57. 57 57  anonimo

    (“Trata-se de adequar as leis perante realidades diferentes com os mesmos direitos. Se não percebe isto não percebe nada.”)

    Arquiduquesa realidades diferentes não podem ter o mesmo tratamento se são diferentes tem que ter tratamento diferenciado logo como os direitos se destinam a disciplinar situaçoes juridicas semelhantes não pode ter os mesmo direitos em realidades diferentes.

    Ja chatea não

  58. 58 58  Maria

    anonimo

    “Se isto apreendido esta em algum lado nos comentarios ou foi insinuado so demonstra total ileteracia, mas enfim cada um da o que tem. Podia argumentar a sua parca sabedoria contrapondo ideias, so que no deserto de ideias floresce isto mesmo a estupidez.”

    Concordo em tudo o que disse.
    Esta a descrever-se a si proprio de uma maneira brilhante.

    Quanto a 2 frases :–

    “O maria maria”
    So demonstra que para alem de tudo ainda por cima nao passa de um tipo mal educado.

    “É isto que me quer ensinar . valha -me deus”
    Vou de ferias.
    Reveja os erros ortograficos estude um bocado e sim senhor, que Deus lhe valha, fez muito bem em pedir-Lhe uma ajudita, bem precisa dela.

  59. 59 59  Arquiduquesa de Grayskull

    Se chateia, caro ser não identificado, se chateia.
    Os seus argumentos são um emaranhado tal que não dá para encontrar o fio à meada.

    Repare: os direitos ‘não se destinam a disciplinar situaçoes juridicas semelhantes’. Como se fossem coisas que se inventassem ou estipulassem como desse jeito. Os direitos, caro ser não identificado, são anteriores ao sistema de leis. Acima de tudo, são inerentes às próprias pessoas, à própria ontologia. Que o sistema de leis tarde em reconhecer esses direitos. Isso é outra história.

    ‘Realidades diferentes não podem ter o mesmo tratamento’…. portanto perante a lei, um homem e uma mulher, por assumirem naturezas diferentes não devem ter os mesmo direitos?

    Um casamento homosexual e um casamento heterosexual são uma e a mesma realidade: a realidade de cada um de nós ter a liberdade para casar com quem muito bem entender.

  60. 60 60  Ana

    Cada vez gosto mais de Badajoz… Lá a gasolina é mais barata, os homens casam com mulheres, as mulheres casam com homens, os homens casam com homens e as mulheres casam com mulheres… e os caramelos continuam a ser excelentes.
    Começo a pensar que o Paco Bandeira foi um grande visionário quando cantou….”Ó Elvas ó Elvas, Badajoz à vista”
    Vamos todos dar “cambalhotas” para Badajoz, ” é fácil, é barato e dá milhões (de orgasmos)” e ninguém nos chama “macaco(a)s” ou “palhaço(a)s”.
    Melhor, se a Guarda Civil ouvir tal insulto, quem o disser vai preso! Olé!
    E agora adeus, que o deposito já está quase na reserva e os caramelos a acabarem e apetece-me passear de mão dada com a minha namorada.

  61. 61 61  anonimo

    o maria maria também te chamas frida ou foi para dizer que estavas por ai e ias de ferias

    eu tinha contestado alguém intitulado

    (”Depois de toda esta sabatina a frida concluiu isto:”)

    ha cada uma

  62. 62 62  Besugo

    “O que está em causa são direitos iguais perante formas diferentes de viver a sexualidade de livre vontade”

    Pois é…

    “E as uniãos gays e lésbicas nada têm a ver com família”

    Euroliberal, sonho que um dia pessoas como você em vez de espalharem a semente, resolvam adoptar os desgraçados que por aí andam sem Pai nem Mãe.

  63. 63 63  Minhoto

    Daniel Oliveira estou escandalizado consigo, então ainda não entregou a sua filha ao cuidado do Kibutz?

  64. 64 64  Isabel Coutinho

    Para mim, como já disse várias vezes, o casamento é um sacramento e só me diz qualquer coisa como tal. O casamento civil não me diz nada. Foi uma obrigação, como tirar o Bilhete de Identidade. Até já pensei em divorciar-me, por razões fiscais. Porque carga de água é que o que eu ganho tem de vir atrelado ao que ganha o meu marido? Prezo demais a minha individualidade para ter que preencher aquele papelinho, sempre com “sujeito passivo B”. Isto sim é uma descriminação em relação à mulher casada.
    Quanto ao direito ao casamento, acho que as pessoas ligam demais ao “estado civil”. Dá-lhes “estatuto” e a oportunidade de fazer uma festa. O que eu acho ridículo, sejam hetero sejam homo.
    Mas, enfim: façam como quizerem.

  65. 65 65  oliveira

    eu cá vivo amacebado.
    casar, até que a morte nos separe?..
    naaaa

  66. 66 66  Deboche

    é uma grandessissima vergonha

    O casamento é uma aberração

    Acho de um lirismo delirante defender o direito das pessoas a receber um carimbo num papel.

    Direito ao casamento?!?!?!?!

    E que tal a andar na rua sem levar porrada?

    Ah euroliberal.
    Poupem-nos o espectáculo público de ver matulões com bigode e grinalda a beijarem-se com ar aparvalhado…façam isso em privado. Não metam nojo…

    Que puta de lata. sabeso que me mete nojo a mim?
    “Sou liberal em economia, conservador nos valores. Ou acha que por ser liberal tenho que aceitar o abandalhamento da instituição casamento?”
    tens sim…
    Outros conservadores como tu tornaram o casamento a unica instituição socialmente válda para dar proteção aos direitos de duas (ou mais, e aí sim estava uma discussão interessante) pessoas que se amão. E é verdade que os trotskistas acham o asamento aberrante.
    Marx “É preciso abolir a familia como mecanismo de controlo do capitalismo” mas sabes que mais!
    Perdemos, adaptámonos ao que tu chamas abandalhamento eu chamo liberdade. seremos o terrorista um do outro. Mas é assim o mundo. mesmoo dono da bola não tem os jogadores todos.

  67. 67 67  Deboche

    Ah e mais uma coisa.

    Eu não percebi essa hstória de “os homossexuais não devem poder casar porque não se reproduzem”. Eles não são propriamente estrelizados à nascença. (e normalmente os gays n tem os mesmo problemas sexuais relativamente ao sexo “de que não gostam” que tem os heteros)

    Aliás acho um tremendo erro separar a lluta do casamento Gay da luta pela adopção.
    Uma não faz sentido sem o outro, realmente o casamento é uma qustão d familia e a familia sem filhos é… reduzida, n tem piada.

    Ps:Daniel Oliveira, vergonhoso… ter filhos fora do casamento… entregar ao estado não
    Mas devias entregar a criança a casal da california… lol

  68. 68 68  anonimo

    Arquiduquesa tal como eu disse, voce custa –lhe a entender e vem com a antologia. Então esta a falar de direitos anteriores ao direito positivo ou seja direito natural. A familia existiu antes do estado por isso ja ve que a familia heterosexual existia assim em tribos sem qualquer legislação, o estado só se limitou a reconhecer situações que de um ponto de vista social eram aquelas que melhor permitiam a organização e perpetuação da sociedade, não era interesse do estado a vida sexual das pessoas.

    (“realidades diferentes não podem ter o mesmo tratamento se são diferentes tem que ter tratamento diferenciado logo como os direitos se destinam a disciplinar situaçoes juridicas semelhantes não pode ter os mesmo direitos em realidades diferentes”) disse eu.

    O sentido primario do principio da igualdade não é como voce diz, consiste na proibição da descriminação e privilegios, a igualdade não pode ser considerada juridicamente em termos negativos tem que ser tomada em termos positivos implicando por isso tratamento igual de situaçoes iguais e tratamento semelhante de situações semelhantes, e tratamento desigual de situaçoes desiguais, mas substancial ou objectivamente desiguais impostas pela diversidade das circunstancias ou pela natureza das coisas e não criadas ou mantidas artificialmente pelo legislador

    Claro que se pode mudar isto tudo e dizer que o conceito casamento pode englobar os homosexuais, mas é mentira a priori, o instituto casamento não pode englobar outros tipos de casamento abrangendo pessoas do mesmo sexo sem alterar primeiro o conceito de contrato pré existente e que só abrange pessoas de sexo diferente.

    Claro que o homem exprime –se por conceitos que se referem à realidade, a sociedade pode alterar esses conceitos, não pode é introduzir novos elementos sem desvirtuar o conceito anterior para criar um novo que engloba mais elementos, isso também é claro. Mas concerteza que tudo que é criação humana pode ser alterado, até podemos incluir no conceito de pedra por exemplo o conceito de madeira, e ao referir-nos a um passamos agora a abranger os dois, só que temos um problema acrescido não sabemos a qual dos elementos nos estamos a referir, as duas coisas não passaram a ser iguais ou a ter a mesma estrutura molecular por isso.

    Além disso o nosso casamento e a proibição do casamento dos homosexuais não é inconstitucional vejamos

    O artigo 36º da constituição especificamente refere-se a família e casamento, muita gente é levada a pensar em inconstitucionalidade por a lei probir a descriminação com base no sexo, como os art. 13º 18º e 1577º. Mas o art 36º também tem dignidade constitucional esta lá e é uma parte da constituição especifica para a familia e remete a regulação para a lei em que esta por sua vez parece fazer a tal discriminação sendo inconstitucional mas não é.

    Nada como ver as leis

    Constituição ( Lei suprema, todas devem estar em conformidade com ela)

    Artigo 13.º
    (Princípio da igualdade)
    1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
    2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

    Artigo 18.º
    (Força jurídica)
    1. Os preceitos constitucionais respeitantes aos direitos, liberdades e garantias são directamente aplicáveis e vinculam as entidades públicas e privadas.

    2. A lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos.

    3. …..

    Artigo 36.º
    (Família, casamento e filiação)
    1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade.
    2. A lei regula os requisitos e os efeitos do casamento e da sua dissolução, por morte ou divórcio, independentemente da forma de celebração.
    3…..
    4…..
    5…..
    6….
    7….

    Código civil hierarquicamente inferior

    ARTIGO 1577º
    (Noção de casamento)
    Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir familía mediante uma plena comunhão de vida, nos termos das disposições deste Código.

    Agora porque não é inconstitucional.

    Quem fez a constituição sabia o que estava a fazer e está na própria constituição a tal cobertura a uma aparente inconstitucionalidade do art.1577 do código civil, através do artigo 36 que organiza a família.

    Ou seja os artigos da constituição tem igual valor logo o 13,18 e 36 são iguais entre si podem ser incongruentes contraditórios e eu acho que sim são, ao dar liberdade através do sexo e não ser discriminado tira-a a seguir no 36 na parte da família, remetendo para a lei civil que fica com cobertura constitucional do art 36 e por isso a lei civil não é incosntitucional, e portanto porque esta aparente contradição, porque se quis não discriminar através do sexo em muitas áreas, mas ao mesmo tempo adoptou-se um modelo de família histórica, tradicional, heterossexual, em que se impõe um limite através do sexo.

    Por isso mesmo é que uma tentativa publicitaria de dar seguimento a um casamento entre duas meninas ai em lisboa esbarrou numa nega. E não tem qualquer inconstitucionalidade.

    Mas os homosexuais,não veem que ao defenderem o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo q estão a violar o principio da igualdade? Porque é que hão-de ser somente duas e não três, cinco ou quinze?
    Porque é que dois homosexuais devem ter o direito de casar um com o outro, e cinco não têm o mesmo direito de casarem uns com os outros se quiserem? Porque é que dois são mais iguais que quatro?

    Essa assimilação é abusiva e falaciosa, configurando uma contrafacção da própria ideia de não discriminação. Não está em causa, evidentemente, a igualdade sob a lei, independentemente da “orientação sexual”, ou o igual respeito por todas as pessoas e pela sua conduta privada. O que está em questão é sim outra exigência da equidade e da justiça que relações objectivamente desiguais sejam tratadas de modo apropriado e justamente diferenciado, em ordem ao bem comum.
    Ora, a união homossexual é algo radicalmente diferente do casamento heterossexual monogâmico, é de outra natureza, de outra espécie, antropologicamente é diverso. Diferente quanto ao seu valor social, em particular, o casamento é uma instituição singularmente valiosa e como tal regulado e protegido pelo Estado, como lugar natural da renovação das gerações e da formação do carácter e primeira socialização dos futuros membros da sociedade, e como sinalizador da bondade e riqueza da dualidade sexual sobre que se estrutura a sociedade.

    A alternativa de se casar (a sério) poderia manter-se no menu de opções disponíveis de uma sociedade que a incluísse, em posição paritária, entre outras formas sociais - como a união homossexual, a união de facto, a poligamia, etc. mas o significado social de se casar e ser casado ter uma mulher ou um marido nessas circunstâncias não seria semelhante ao significado social e simbólico do casamento vigente numa sociedade que se compromete com essa instituição, a dignidade única da opção do casamento e a percepção do seu valor seriam obscurecidas aos olhos dos indivíduos se a sociedade deixasse de reconhecê-la e distingui-la.
    Aliás, se o estatuto jurídico de casamento fosse violentado de forma a albergar as uniões entre pessoas do mesmo sexo.

    Qualquer pessoa tem igual direito a casar. Simplesmente, o casamento é, por definição e natureza, uma aliança entre um homem e uma mulher. Mesmo nas sociedades em que foi tolerada ou aceite, nunca se concebeu ou pretendeu fazer da homossexualidade uma instituição social dotada de estatuto público equiparável ao casamento, e ninguém é obrigado a casar. A campanha para a reconceptualização do casamento, de modo a incluir a união homossexual, não tem nada a ver com a igualdade de oportunidades, mas antes a promoção da conduta homossexual e a desconstrução do casamento e da família, tal como a esmagadora maioria das pessoas os entende e preza.

    Chega arquiduesa, isto são ideologias mas o casamento não foi feito para amparar desestruturados socialmente desvirtuando o seu verdadeiro sentido.

    fique la com as suas ideias que não são argumentos nenhuns

  69. 69 69  Maria

    anonimo
    “19 Jun 2008 às 13:42

    o maria maria também te chamas frida ou foi para dizer que estavas por ai e ias de ferias

    eu tinha contestado alguém intitulado

    (”Depois de toda esta sabatina a frida concluiu isto:”)

    ha cada uma”

    anonimo.

    1-Sim vou de ferias
    2-Nao; nao me chamo frida.
    3-Va tratar por tua senhora sua mae.

  70. 70 70  Euroliberal

    Qualquer dia aparece aí uma fracturante a queixar-se que não a deixam casar-se com o seu godemiché com pilhas Duracell… perdão, com o seu marido…

  71. 71 71  anonimo

    o maria estas ai? eu também estava aqui.vai la de férias mulher deixa o casamento em paz

  72. 72 72  Zenóbio

    Não entendo porque se abespinham tanto contra o casamento homossexual. Afinal um pouco de folclore não faz mal a ninguém, e as revistas cor-de-rosa já se podem refrescar.

  73. 73 73  frida

    de frida frida para “seres não identificados” e afins;

    mais uma vez daqui tenho que retirar boas ideias para reunir consensos.
    Elejamos o folclore !
    a ideia não é nada má. E que tal portugal começar a exportar para esses países, onde as pessoas do mesmo sexo já se podem casar, os nossos fatos tradicionais ?? defendiamos não só o comércio tradicional e a entrada de divisas como finalmente a palavra folclore passava finalmente a fazer sentido para todos . Proponho para elas as noivas do minho e eles de campinos.

  74. 74 74  J.H

    “Ou seja os artigos da constituição tem igual valor logo o 13,18 e 36 são iguais entre si podem ser incongruentes contraditórios e eu acho que sim são, ao dar liberdade através do sexo e não ser discriminado tira-a a seguir no 36 na parte da família, remetendo para a lei civil que fica com cobertura constitucional do art 36 e por isso a lei civil não é incosntitucional, e portanto porque esta aparente contradição, porque se quis não discriminar através do sexo em muitas áreas, mas ao mesmo tempo adoptou-se um modelo de família histórica, tradicional, heterossexual, em que se impõe um limite através do sexo.”

    Infelizmente para si, a doutrina diverge acerca da inconstitucionalidade da noção de casamento do Código Civil . Dê alguns anos ao Tribunal Constitucional, de modo a que se renovem os juízes, e verá qual a posição que ganhará força.
    Agora, sinceramente, o argumento que apresenta é ridículo. Mesmo. Você cita o 36º/2 da CRP para conferir legitimidade ao 1577º do CC. De facto, há uma remissão para a lei ordinária no que diz respeito ao casamento. No entanto, a lei ordinária tem de estar enquadrada no que a Constituição dispõe. Não só no 36º/2, mas no 36º/1 e 13/2.

    O que isto quer dizer é a aparente liberdade incluída no artigo 36º, número 2 não inclui a liberdade de contrariar a própria constituição, que deve ser respeitada NA ÍNTEGRA. Não há qualquer contradição, aprenda a ler.

  75. 75 75  Zenóbio

    Frida,

    Mais uma ideia: uma empresa de rent-a-baby. No casos dos casais gays se aborrecerem com a moda da adopção, podiam simplesmente devolver a “criatura”; só pagavam o tempo de aluguer.

  76. 76 76  frida

    Zenóbio,

    a ideia de rent-a-baby é realmente original mas já que é para abrir uma empresa nova no mercado
    que a regra para todos os tipos de casais seja não aceitar devoluções??! boa ?

  77. 77 77  GL

    Mais folclore…Quando até os heterossexuais começam cada vez mais a dispensar deste folclore…

    O mundo gay (e sobretudo no masculino), tem sido uma verdadeira desilusão, a cultura do corpo e pouco mais, é …é tão pouco…raros são aqueles que conseguem ultrapassar o endeusamento do físico (que os há), infelizmente isto é mesmo verdade, lido diariamente com um nº razoável de excitados, assumidos e muiiiiito intelectuais gays. Um assinalável défice de genuína criatividade intelectual, prendendo-se ao pormenor e falhando numa visão da totalidade, muito parciais, uma desilusão…(sublinho, nem todos,naturalmente…)

    Que se assumam, claro que SIM! Que sejam Felizes, SIM! Que possam trocar votos eternos, SIM! Escusam é de copiar o que o modelo NEGOCIATA que se me afigura o casamento(sobretudo a Mulher que serviu de moeda de troca…) tem de pior! Os afectos não devem ser negociáveis…

    Como se não fosse já insustentável viver numa sociedade dominada exclusivamente pelo pensamento Masculino, agora ainda ter de concordar,aderir e ser politicamente correcta e ser subjugada pelo lobby gay(também maioritariamente Masculino)…já não se trata de permutar mundos, estamos simplesmente a ser
    bombardeados pela sua ética e estética, e isso é intolerável…estes nunca terão o problema da imposição de quotas…são um “POLVO”…

    Não, nunca sofri daqueles traumas ou violências…sorte e feitio…
    Penso, isso sim, é que esta minoria tem de ser bem tratada, aceite, logo integrada, pois claro…mas…só que o mesmo tratamento ainda não sucede com a esmagadora MAIORIA que são as Mulheres…as Criadoras de todas as minorias e maiorias…consideradas ainda impuras, inferiores, flageladas, escravizadas, instrumentalizadas, desfiguradas, mutiladas, lapidadas, assassinadas, etc…e isto agora mesmo, neste preciso momento cibernáutico…milhões delas…neste planeta…

    Estar-se-à a deixar de dar atenção a tantas outras coisas ainda verdadeiramente problemáticas???

    Não se estará a criar artificialmente um 3º sexo, quando um dos sexos, uma esmagadora Maioria, é ainda tratado com desprezo e mal tolerada a sua cidadania, os seus direitos, quer no mundo Ocidental quer no mundo Oriental???

    Ainda assim, “I have a dream”:
    Que os Homens sejam os melhores amigos da Mulher e vice-versa, o que por si só engloba TODAS as minorias…dispensa-se é o excessivo folclore…

  78. 78 78  anonimo

    O frida va dar uma voltinha a ver se chove la fora.

    j.h.

    os artigos da constituição podem ser incongruentes mas não são inconstitucionais contraditorios acho que me expressei mal, destinam-se a finalidades diferentes dai coberturas diferentes.

    Sendo todos o esses artigos constiucionais no sentido que estão na constituição , são iguais em hierarquia ou seja entre si, não ha uns mais iguais que outros, por isso não são inconstiucionais, pois tem todos o mesmo valor e grau hierarquico, pois não tem outros acima de si para tirar valor a algum deles.

    Como eu disseo legislador não fez isto ao calhas, mas procurou que a legislação sobre casamento e familia tivesse cobertura cosntitucional no artigo 36, apesar de haver outros artigos que dão liberdade através do sexo, mas referem-se a não ser descriminado no trabalho, no acesso a profissões , cargos publicos, dignidade humana etc. referem-se a estes casos, essa liberdade concedida por esses artigos em relção ao sexo. Não ao casamento, aqui o legislador tomou outra posição e deu cobertura constitucional, por isso o casamento é só entre pessoas de sexo diferente e a proibição entre pessoas do mesmo sexo não é inconstitucional , só o seria se o artigo 36 não remetesse a regulamentação da familia para a legislação civil, mas remetendo e ficando com cobertura constitucional a legislação civil pode de facto e de direito escolher uma base familiar com distinção no sexo claro como a agua, mas como eu disse num comentario atrás referindo-me a alguém que acha que é tudo igual no casamento independentemente dos sujeitos que o comõem, o legislador pode tentar criar artificalmente igual o que é desigual, ou seja eu disse:

    (“O sentido primario do principio da igualdade não é como voce diz, consiste na proibição da descriminação e privilegios, a igualdade não pode ser considerada juridicamente em termos negativos tem que ser tomada em termos positivos implicando por isso tratamento igual de situaçoes iguais e tratamento semelhante de situações semelhantes, e tratamento desigual de situaçoes desiguais, mas substancial ou objectivamente desiguais impostas pela diversidade das circunstancias ou pela natureza das coisas e não criadas ou mantidas artificialmente pelo legislador

    Claro que se pode mudar isto tudo e dizer que o conceito casamento pode englobar os homosexuais, mas é mentira a priori, o instituto casamento não pode englobar outros tipos de casamento abrangendo pessoas do mesmo sexo sem alterar primeiro o conceito de contrato pré existente e que só abrange pessoas de sexo diferente.

    Claro que o homem exprime –se por conceitos que se referem à realidade, a sociedade pode alterar esses conceitos, não pode é introduzir novos elementos sem desvirtuar o conceito anterior para criar um novo que engloba mais elementos, isso também é claro. Mas concerteza que tudo que é criação humana pode ser alterado, até podemos incluir no conceito de pedra por exemplo o conceito de madeira, e ao referir-nos a um passamos agora a abranger os dois, só que temos um problema acrescido não sabemos a qual dos elementos nos estamos a referir, as duas coisas não passaram a ser iguais ou a ter a mesma estrutura molecular por isso.”)

    Agora o que isto denota sim, este querer incluir tudo no mesmo saco sem escolher ou criar outro instituto para este tipo de uniões, é uma ideologia o senhor mesmo acabou de o mencionar não tem a ver com casamento, com o casamento estar errado, so destinado a certas pessoas mas com querer destrui-lo atingir a familia e a seguir facilitar a sua dissolução e incluir no conceito deses truturados socialmente.

    Disse o senhor

    (“Dê alguns anos ao Tribunal Constitucional, de modo a que se renovem os juízes, e verá qual a posição que ganhará força.”)

    O que o senhor quer dizer é, deixe chegar la outros que pensem como nós, não é o estar juridicamente certo mas o chegar la outros que pensem como nós

    O tribunal constitucional é um orgão de composição politica, os juizes são nomeados não devem a sua posição concursos ou progressão na carreira, vão para la em missão e saem de la depois, as decisões sempre foram e serão polémicas porque obedecem a criterios politicos as decisões passam a tangente por um voto de diferença o que em juizes e todos com formação juridica diz muito, e quando assim é pode se esperar tudo numa decisão mesmo derrogando o aspecto juridico

    Esta tudo dito.

  79. 79 79  Orlando

    Tenho em primeiro de agradecer o seu pots, e a lembrança de um tema que pelos vistos afecta tanto macho latino. Muito do que li aqui nestes longos comentários só me faz pensar como concervadora e atrazada ( sem querer ofender ninguêm) é a nossa sociedade. Mas pergunto eu, o que se pode ter contra se os gays casam ou não ????
    Mas será que não se pode terdireito de escolha???
    Mas será que eles não são considerados cidadãos de pleno direitos ????
    Se muitos deles já vivem juntos, porque não ter o mesmo direito de optar que os casais heterosexuais?????
    Continuo a dizer, sem querer ofender nenhum dos que aqui postaram, deixem que vos diga que muitos haverá com muitos recalcamentos em relação à sexualidade, ou já experimentaram ou gostariam e não têm coragem de o fazer. A maioria dos que andam ao engate em locais publicos são homens de anelar no dedo.
    Agora percebi porque muitos são contra o casamento gay é que depois não podem destinguir quem são os casados com o sexo oposto dos que são casados com os do mesmo sexo.
    Nunca tinha pensado nisso…

  80. 80 80  Sebastião Dias

    «eu cá vivo amacebado.
    casar, até que a morte nos separe?..
    naaaa»

    Tenho um grande amigo, ferrenho do bloco, que também vivia amancebado, até ao dia em que foi ao médico e apanhou um susto valente. Aí começou a pensar que se se fosse para o outro mundo, a sua companheira ficaria sem casa e sem nada dele. E viu que os seus dois filhos também sofreriam consequências disso. Foi a correr casar-se. A história não tem um final feliz, porque hoje estão divorciados.

    Eu também vivo amancebado há já cinco anos e vou-me casar em breve. Há um ano tive um acidente de automóvel grave, estive hospitalizado, numa UCI, e não queriam deixar a minha companheira entrar sem autorização da minha familia, porque não era minha mulher, não era da minha familia, formalmente não me era nada. Fez-nos pensar que queremos ter as vantagens proporcionadas pelo casamento.

  81. 81 81  anonimo

    Diz o senhor orlando

    (“Mas será que não se pode terdireito de escolha???
    Mas será que eles não são considerados cidadãos de pleno direitos ????
    Se muitos deles já vivem juntos, porque não ter o mesmo direito de optar que os casais heterosexuais?????”)

    E acrescenta

    (“Tenho em primeiro de agradecer o seu pots, e a lembrança de um tema que pelos vistos afecta tanto macho latino”)

    E eu so digo, se não conseguiu perceber mais nada do que isto, é que essa igualdade é uma treta ja demonstrei, juridicamente é uma treta, se não percebeu nada do instituto do casamento da sua importancia social e não fazer dele um asilo para desestruturados sociais cujo interesse é so de aspecto sexual e portanto irrelevante socialmente, mas o que voces querem é impor a vossa vontade e por isso mudar conceitos.

    Pelos vistos percebeu ja tinha percebido alguma coisa, quanto ao resto mais vale alimentar …… a pão de ló.

  82. 82 82  anonimo

    Esta errado sebastião dias, a protecção existe, não é preciso casar, para lém de que existe o instituto do testamento, podem-se fazer testamentos, mas existem direitos sim, a birra do casamento que não se aplica a toda a gente que não é igual é que é tremenda. mas estão aqui direitos

    Assembleia da República

    Lei nº 7/2001

    DECRETO N.º 56/VIII

    ADOPTA MEDIDAS DE PROTECÇÃO DAS UNIÕES DE FACTO

    A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, para valer como lei geral da República, o seguinte:
    Artigo 1.º
    Objecto
    1 — A presente lei regula a situação jurídica de duas pessoas, independentemente do sexo, que vivam em união de facto há mais de dois anos.
    2 — Nenhuma norma da presente lei prejudica a aplicação de qualquer outra disposição legal ou regulamentar em vigor tendente à protecção jurídica de uniões de facto ou de situações de economia comum.
    Artigo 2.º
    Excepções
    São impeditivos dos efeitos jurídicos decorrentes da presente lei:
    a) Idade inferior a 16 anos;
    b) Demência notória, mesmo nos intervalos lúcidos, e interdição ou inabilitação por anomalia psíquica;
    c) Casamento anterior não dissolvido, salvo se tiver sido decretada separação judicial de pessoas e bens;
    d) Parentesco na linha recta ou no segundo grau da linha colateral ou afinidade na linha recta;
    e) Condenação anterior de uma das pessoas, como autor ou cúmplice por homicídio doloso ainda que não consumado contra o cônjuge do outro.
    Artigo 3.º
    Efeitos
    As pessoas que viv