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A principal razão para este voto é simples: cumpriu tudo aquilo com que se comprometeu há dois anos. Não é nada pouco. Mas outra razão pesa mais, para mim. Gosta ainda mais de Lisboa do que eu. E a terceira: gosto de saber que na Câmara haverá alguém que não facilita. Num país como Portugal, numa câmara como a de Lisboa, não é um pormenor. Sobretudo se, como começa a parecer plausível, António Costa tiver o descaramento de fazer uma aliança com Carmona Rodrigues.


13 respostas ao post “”  

  1. 1 1  Minerva McGonagall

    Também vou votar nele. Acho que merece um voto de confiança pela denúncia do caso Bragaparques.

    Acho incrível que as sondagens apontem para que Carmona fique à frente de Sá Fernandes. Está tudo parvo, ou quê?

  2. 2 2  Miguel Nascimento

    A decisão parece ser simples para os poucos eleitores que votarão:
    - Quem acha que não há direito de se interromper o mandato que democraticamente foi dado a uma pessoa para gerir uma Câmara Municipal, independentemente das aparências, manobras políticas e detruição que intencionalmente se pode fazer a uma pessoas, vota Carmona.
    - Quem acha o mesmo, mas vê nesta ocasião uma oportunidade para mudar o rumo e encontrar alguma estabilidade e competência para a Câmara, vota António Costa.
    - Quem é parvo vota Negrão ou Roseta.
    - Quem quer que o PP mantenha um vereador em Lisboa, vota Telmo Correia.
    - Quem gostou das gestões da coligação responsáveis por tudo de mau que foi feito em Lisboa e pelas quais estamos hoje a pagar bem cara a factura, vota Ruben de Carvalho.
    - Quem gosta de forrobodó, demagogia, populismo, arrogância e obras paradas a provocar prejuízos e danos irreparáveis na cidade, vota Sá Fernandes.
    - Os outros, ou têm os cartões de filiados em dia e votam em qualquer outro, ou, o mais provável, não vão votar (ou se não tem coragem para não o fazer por que lhe resta um pouco de esperança na democracia, como é o meu caso, vota em branco).
    - Quem não acredita nesta palhaçada da política, que não é solução mas problema para todos nós, e que em ninguém se pode confiar que não em nós próprios, vai até à mesa de voto e escreve “VIVÓ EUSÉBIO!”.

    A decisão cabe a cada um! Bom voto!

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Miguel Nascimento, gostei do facto de você criticar a demagogia e fazer o comentário mais demagogo que se poderia fazer.

  4. 4 4  Luis Moreira

    Vou votar no Zé!Depois de sabermos o que se passa na equipa do António Costa,é um crime não votar nele.Estou estarrecido com o PS!A Zèzinha já está calada, o Júdice estava calado até se saber que já tem o lugarzinho, o Salgado foi reabilitado e mais o que vem aí!

    O PS é perigoso ou não sabe mais?

  5. 5 5  Miguel Nascimento

    Eu sou assim!
    Mas infelizmente ninguém me convida para o BE… É uma perda!

  6. 6 6  Sérgio Ganges

    Sá Fernandes é culpado!!!

    Foi Sá Fernandes quem possibilitou a (aparente) reabilitação de Carmona (e também a de Santana Lopes).
    Explico-me: ao ter desencadeado a situação de embargo no túnel do Marquês, obrigou a que se implementassem as condições de segurança para a sua concretização e êxito enquanto obra de engenharia. É fácil para Carmona virar isso a seu favor; foi ele, mesmo obrigado pelo Tribunal e pelo LNEC, o responsável institucional pela obra.
    Se Sá Fernandes não tivesse intervindo, talvez tivesse acontecido algo como no Metro do Terreiro do Paço (em que os tribunais não deram seguimento à queixa de Sá Fernandes, salvo erro) e teríamos Carmona a dizer que a ideia tinha sido de Santana e Santana a atirar para não-sei-quem, mas teriam a sua incompetência exposta publicamente.
    Sá Fernandes deu trunfos ao inimigo. (inimigo de Lisboa e do País, entenda-se)

  7. 7 7  a.pacheco

    Eu cá voto Sá Fernandes e no Bloco de Esquerda , exactamente porque tudo o que disse o Miguel Nascimento, nada tem a ver com a realidade.

    Realidade de Lisboa é a Mouraria a cair de podre, que nenhuma televisão se atreveu a mostrar, com pormenor.

    Realidade de Lisboa é obras faraonicas, feitas por trapalhões, sem preocupações ambientais, como o INACABADO Tunel do Marquês.

    Realidade de Lisboa, é o transito caótico, e o estacionamento por todo o lado, lixo e porcaria nas esquinas.

    Realidade de Lisboa é os Jardins abandonados, poiso de cães vadios, e de ratazanas.

    Realidade de Lisboa é a Baixa, um dos mais espectaculares bairros da Europa, decadente e sem prespectivas de recuperação.

    Realidade de Lisboa são os patos bravos do betão, que destroem edificios belissimos, que em qualquer país civilizado , seriam recuperados , para em seu lugar se construirem gaiolas, ou pior ( em clima mediterraneo) fachadas de vidro.

    Realidade de Lisboa é que a coberto das negociatas, muitas empresas tem enriquecido, enquanto a Camara está de tanga.

    Realidade de Lisboa é que um incompetente, seráfico, e sem noção dos deveres de ética, que devem ser a principal preocupação de qualquer homem publico de bem, tenha o desplante de depois de dois anos em que Lisboa esteve literalmente á deriva, tenha a lata de se recandidatar.

    Realidade de Lisboa é que a alternativa PS depois do trio maravilha Carrilho-Gaioso-Batista, é o trio Costa-Judice-Salgado, que pelo o andar da carruagem se prepara para, entaipar Alfama, emparedar Pedrouços, e depois quando os Lisboetas quiserem procurar o seu Tejo se calhar têm de apanhar o Cacilheiro para a outra Banda.

    Realidade de Lisboa é uma cidade decadente , velha suja, empobrecida, com uma população cada vez mais idosa, e em que os jovens ou têm meios de fortuna, ou só lhes resta ir viver para os dormitórios da periferia.

    È por tudo isto que o Zé faz falta.

  8. 8 8  Pluralismo Democrático

    Muito bem, Pacheco. Eu não teria dito melhor. Cá em casa também se vota Sá Fernandes. Por tudo isso que disseste e mais ainda: Porque ainda há quem acredite num futuro para os filhos neste País, nesta cidade. Força Zé!

  9. 9 9  Leocadio

    Ai a falta que vai fazer à malta os tachinhos do Zé!

  10. 10 10  Paulo Alves

    Após conhecer os resultados há que tirar a conclusão que os lisboetas consideram que faz mais falta a Helena Roseta, não?

  11. 11 11  Lorenzetti

    Continua o incompreensível direito de voto exclusivo em Lisboa dos residentes em Lisboa.

    Sendo que residir em Lisboa é cada vez mais raro, como se sabe, relativamente ao número de pessoas que aí vivem todo o dia, porque aí trabalham, estudam, ou porque passam aí quase todo o seu tempo.

    Todos aqueles que penam no IC19 ou na autoestrada Cascais-Lisboa ou na Ponte 25 de Abril, Vasco da Gama e afins passam o seu dia em Lisboa.

    Muitas vezes mal conhecem o sítio onde vivem, desde os vizinhos a quem é o presidente da Câmara, para não falar no — nunca soube quem é, nem de que partido é — presidente da ‘junta’.

    No entanto, não votam em Lisboa.

    A mesma Lisboa onde fazem tudo, onde gastam e ganham dinheiro, que conhecem melhor que o concelho onde vão dormir.

    O que leva L. a pensar se os resultados eleitorais em Lisboa não serão injustos, errados e inúteis.

    Pelo menos enquanto os universitários e restantes estudantes, e todos os que ‘dormem’ fora de Lisboa, que trabalham em Lisboa, aqueles cujo BI não diz Lisboa em ‘residência’, não votarem em Lisboa.

    Porque vendo bem, são eles que vivem — e que são — a Capital.

  12. 12 12  Nuno

    Eleitores como o Sr Miguel Nascimento levam a que a exigência face aos dirigentes eleitos diminua. Pior, leva a que se critique quem exije transparência e legalidade, coisa que deveriamos fazer mais vezes!
    Agora damos por nós numa situação em os partidos é que são a raiz de todos os males, pois os cidadãos não fizeram o seu papel!
    Deveria era haver mais Zés!

  13. 13 13  Miguel Nascimento

    Lorenzetti,
    Era o que mais faltava! Os responsáveis pela desertificação de Lisboa, que não são capazes de ver oportunidade de residência no centro de Lisboa e ter a coragem de ajudar a preservar e cuidar e promover a habitação de casas antigas no centro da cidade trocando-as por casas novas e especuladas com garagens e condomínios na periferia que chegada a esta altura viessem escolher quem deve governar e decidir os destinos daqueles que amam a cidade e a ela prestam fidelidade aceitando os custos e prejuízos que isso lhes trás. E tudo em nome das 8 horas que passam na cidade a contribuir para o seu desgaste e poluição.
    Que raio de opinião! Ele há com cada uma…

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