
A principal razão para este voto é simples: cumpriu tudo aquilo com que se comprometeu há dois anos. Não é nada pouco. Mas outra razão pesa mais, para mim. Gosta ainda mais de Lisboa do que eu. E a terceira: gosto de saber que na Câmara haverá alguém que não facilita. Num país como Portugal, numa câmara como a de Lisboa, não é um pormenor. Sobretudo se, como começa a parecer plausível, António Costa tiver o descaramento de fazer uma aliança com Carmona Rodrigues.
Por Daniel Oliveira 13 Jul 07 em Lisboa


Também vou votar nele. Acho que merece um voto de confiança pela denúncia do caso Bragaparques.
Acho incrível que as sondagens apontem para que Carmona fique à frente de Sá Fernandes. Está tudo parvo, ou quê?
A decisão parece ser simples para os poucos eleitores que votarão:
- Quem acha que não há direito de se interromper o mandato que democraticamente foi dado a uma pessoa para gerir uma Câmara Municipal, independentemente das aparências, manobras políticas e detruição que intencionalmente se pode fazer a uma pessoas, vota Carmona.
- Quem acha o mesmo, mas vê nesta ocasião uma oportunidade para mudar o rumo e encontrar alguma estabilidade e competência para a Câmara, vota António Costa.
- Quem é parvo vota Negrão ou Roseta.
- Quem quer que o PP mantenha um vereador em Lisboa, vota Telmo Correia.
- Quem gostou das gestões da coligação responsáveis por tudo de mau que foi feito em Lisboa e pelas quais estamos hoje a pagar bem cara a factura, vota Ruben de Carvalho.
- Quem gosta de forrobodó, demagogia, populismo, arrogância e obras paradas a provocar prejuízos e danos irreparáveis na cidade, vota Sá Fernandes.
- Os outros, ou têm os cartões de filiados em dia e votam em qualquer outro, ou, o mais provável, não vão votar (ou se não tem coragem para não o fazer por que lhe resta um pouco de esperança na democracia, como é o meu caso, vota em branco).
- Quem não acredita nesta palhaçada da política, que não é solução mas problema para todos nós, e que em ninguém se pode confiar que não em nós próprios, vai até à mesa de voto e escreve “VIVÓ EUSÉBIO!”.
A decisão cabe a cada um! Bom voto!
Miguel Nascimento, gostei do facto de você criticar a demagogia e fazer o comentário mais demagogo que se poderia fazer.
Vou votar no Zé!Depois de sabermos o que se passa na equipa do António Costa,é um crime não votar nele.Estou estarrecido com o PS!A Zèzinha já está calada, o Júdice estava calado até se saber que já tem o lugarzinho, o Salgado foi reabilitado e mais o que vem aí!
O PS é perigoso ou não sabe mais?
Eu sou assim!
Mas infelizmente ninguém me convida para o BE… É uma perda!
Sá Fernandes é culpado!!!
Foi Sá Fernandes quem possibilitou a (aparente) reabilitação de Carmona (e também a de Santana Lopes).
Explico-me: ao ter desencadeado a situação de embargo no túnel do Marquês, obrigou a que se implementassem as condições de segurança para a sua concretização e êxito enquanto obra de engenharia. É fácil para Carmona virar isso a seu favor; foi ele, mesmo obrigado pelo Tribunal e pelo LNEC, o responsável institucional pela obra.
Se Sá Fernandes não tivesse intervindo, talvez tivesse acontecido algo como no Metro do Terreiro do Paço (em que os tribunais não deram seguimento à queixa de Sá Fernandes, salvo erro) e teríamos Carmona a dizer que a ideia tinha sido de Santana e Santana a atirar para não-sei-quem, mas teriam a sua incompetência exposta publicamente.
Sá Fernandes deu trunfos ao inimigo. (inimigo de Lisboa e do País, entenda-se)
Eu cá voto Sá Fernandes e no Bloco de Esquerda , exactamente porque tudo o que disse o Miguel Nascimento, nada tem a ver com a realidade.
Realidade de Lisboa é a Mouraria a cair de podre, que nenhuma televisão se atreveu a mostrar, com pormenor.
Realidade de Lisboa é obras faraonicas, feitas por trapalhões, sem preocupações ambientais, como o INACABADO Tunel do Marquês.
Realidade de Lisboa, é o transito caótico, e o estacionamento por todo o lado, lixo e porcaria nas esquinas.
Realidade de Lisboa é os Jardins abandonados, poiso de cães vadios, e de ratazanas.
Realidade de Lisboa é a Baixa, um dos mais espectaculares bairros da Europa, decadente e sem prespectivas de recuperação.
Realidade de Lisboa são os patos bravos do betão, que destroem edificios belissimos, que em qualquer país civilizado , seriam recuperados , para em seu lugar se construirem gaiolas, ou pior ( em clima mediterraneo) fachadas de vidro.
Realidade de Lisboa é que a coberto das negociatas, muitas empresas tem enriquecido, enquanto a Camara está de tanga.
Realidade de Lisboa é que um incompetente, seráfico, e sem noção dos deveres de ética, que devem ser a principal preocupação de qualquer homem publico de bem, tenha o desplante de depois de dois anos em que Lisboa esteve literalmente á deriva, tenha a lata de se recandidatar.
Realidade de Lisboa é que a alternativa PS depois do trio maravilha Carrilho-Gaioso-Batista, é o trio Costa-Judice-Salgado, que pelo o andar da carruagem se prepara para, entaipar Alfama, emparedar Pedrouços, e depois quando os Lisboetas quiserem procurar o seu Tejo se calhar têm de apanhar o Cacilheiro para a outra Banda.
Realidade de Lisboa é uma cidade decadente , velha suja, empobrecida, com uma população cada vez mais idosa, e em que os jovens ou têm meios de fortuna, ou só lhes resta ir viver para os dormitórios da periferia.
È por tudo isto que o Zé faz falta.
Muito bem, Pacheco. Eu não teria dito melhor. Cá em casa também se vota Sá Fernandes. Por tudo isso que disseste e mais ainda: Porque ainda há quem acredite num futuro para os filhos neste País, nesta cidade. Força Zé!
Ai a falta que vai fazer à malta os tachinhos do Zé!
Após conhecer os resultados há que tirar a conclusão que os lisboetas consideram que faz mais falta a Helena Roseta, não?
Continua o incompreensível direito de voto exclusivo em Lisboa dos residentes em Lisboa.
Sendo que residir em Lisboa é cada vez mais raro, como se sabe, relativamente ao número de pessoas que aí vivem todo o dia, porque aí trabalham, estudam, ou porque passam aí quase todo o seu tempo.
Todos aqueles que penam no IC19 ou na autoestrada Cascais-Lisboa ou na Ponte 25 de Abril, Vasco da Gama e afins passam o seu dia em Lisboa.
Muitas vezes mal conhecem o sítio onde vivem, desde os vizinhos a quem é o presidente da Câmara, para não falar no — nunca soube quem é, nem de que partido é — presidente da ‘junta’.
No entanto, não votam em Lisboa.
A mesma Lisboa onde fazem tudo, onde gastam e ganham dinheiro, que conhecem melhor que o concelho onde vão dormir.
O que leva L. a pensar se os resultados eleitorais em Lisboa não serão injustos, errados e inúteis.
Pelo menos enquanto os universitários e restantes estudantes, e todos os que ‘dormem’ fora de Lisboa, que trabalham em Lisboa, aqueles cujo BI não diz Lisboa em ‘residência’, não votarem em Lisboa.
Porque vendo bem, são eles que vivem — e que são — a Capital.
Eleitores como o Sr Miguel Nascimento levam a que a exigência face aos dirigentes eleitos diminua. Pior, leva a que se critique quem exije transparência e legalidade, coisa que deveriamos fazer mais vezes!
Agora damos por nós numa situação em os partidos é que são a raiz de todos os males, pois os cidadãos não fizeram o seu papel!
Deveria era haver mais Zés!
Lorenzetti,
Era o que mais faltava! Os responsáveis pela desertificação de Lisboa, que não são capazes de ver oportunidade de residência no centro de Lisboa e ter a coragem de ajudar a preservar e cuidar e promover a habitação de casas antigas no centro da cidade trocando-as por casas novas e especuladas com garagens e condomínios na periferia que chegada a esta altura viessem escolher quem deve governar e decidir os destinos daqueles que amam a cidade e a ela prestam fidelidade aceitando os custos e prejuízos que isso lhes trás. E tudo em nome das 8 horas que passam na cidade a contribuir para o seu desgaste e poluição.
Que raio de opinião! Ele há com cada uma…