
O PSD apresentou a mais absurda moção de censura inventada até hoje: contra um só vereador por causa de uma coisa que foi decidida por outro vereador que foi poupado à censura. E o PCP absteve-se, dando sinais que as suas prioridades são eleitorais.
Os deputados municipais do Bloco vieram em defesa de Sá Fernandes e a concelhia de Lisboa do BE também. Fico muito satisfeito por tal ter sucedido. Como morador do bairro onde tudo está a acontecer e apoiando activamente a luta contra o que se está a fazer na Praça das Flores (quanto mais não seja, para que da próxima se faça diferente), não deixo de saber distinguir a defesa dos direitos dos munícipes de uma mesquinha vingança política.
Esta moção não tem sentido. Nem o que sucedeu justifica uma moção de censura, nem se percebe porque é que a moção se dirige a este vereador em particular. Ou melhor: percebe-se. Mas não tem nada a ver com a Praça das Flores. São contas antigas. As de um tempo em que o PSD tinha, esse sim, uma ideia muito própria do que era o interesse público quando fazia negócios com os terrenos da feira popular e do Parque Mayer. Aí sim, privatizava-se o que era público. E de forma bem pouco clara.
Marcos Perestrelo, vice-presidente da Câmara e responsável pelos espaços públicos, continua protegido no seu gabinete. Parece poder continuar a contar com a ajuda do PSD e do PCP. Mais altos valores se levantam.
Por Daniel Oliveira 18 Jun 08 em Lisboa


Caro Daniel Oliveira,
Agora o Bloco também aprova projectos maus para os cidadãos. Se fosse o PCP nunca aconteceria, pois como vem sendo hábito este partido refracta sempre ao máximo das suas forças essas ofensivas por bloco central em favor dos grandes monopolistas.
Antes o Bloco fazia o jogo deles por fragmentar. Agora faz o jogo deles dando cobertura aos seus projectos.
Júlio Sá, está a falar de quê?
Quais monopolistas?
Num município que teima (34 anos depois…) em manter uma “Rua Cidade de Salazar” (é nos Olivais)
Caro Daniel,
No post de ontem com o título Desonestidade e silêncio terminavas dizendo “O que não percebo é o silêncio ensurdecedor do meu partido. Deixou de ter um eleito na câmara?” …hoje dizes “Os deputados municipais do Bloco vieram em defesa de Sá Fernandes e a concelhia de Lisboa do BE também. Fico muito satisfeito por tal ter sucedido.”
Se calhar alguma calma deveria ser bem vinda quando partimos para o ataque, seja de quem for. Os erros cometidos por uma qualquer força política ou organização e a situação política local e nacional não muda de um dia para o outro, por isso a independência que devemos manter não nos exclui de pensar que por vezes não sabemos tudo sobre tudo em todos os momentos.
cumps
Rui,
O que mudou foi que o BE falou. E ainda bem.
Monopolistas ou dominadores do mercado (grande capital), a skoda. E o Bloco está a fazer o jogo deles. Você concebe que algum socialista (no sentido ideológico e não partidário) dê a sua assinatura, e o Sá Fernandes deu, para fechar um jardim para uso da mais-valia, onde os nossos idosos jogam cartas e as famílias passeam em vivências sãs?
“e a concelhia de Lisboa do BE também.”
Infelizmente creio que estás enganado quanto à Concelhia. E repito INFELIZMENTE.
A não ser que alguém ache que eu sou a Concelhia e o Troll o seu site(claro que é para (sor)rir.
Júlio Sá,
O problema é fechar a praça 15 dias. De resto, também o PCP nas suas câmaras, ou quando estava aliado ao PS na Câmara de Lisboa, trabalha com empresas. Desculpe estragar-lhe o boneco neo-realista, mas nunca vi nenhum velho a jogar cartas na Praça das Flores.
Isabel, segundo sei saiu um comunicado.
Provavelmente os mesmos que criticam o desastroso estado financeiro da CML são os que agora o fazem ao JSF sobre as suas tentativas de encontrar fundos para melhorar a tesouraria.
É triste ver neste país este espírito de criticar tudo e todos…
Estou muito distante da ideologia do bloco. Não quer isto dizer que tenha de ser demagogo e discordar de tudo o que eles dizem e fazem simplesmente, por que não…
Tens toda a razão em tudo o que escreves, há um sentimento de vingança em relação a Sá Fernandes pela sua actuação anterior, mas há também um silencio insurdecedor do BE que é tão ou mais grave que a proposta do PSD. E essa incomodidade é tua também. Andaste aqui anos a tentar que o BE se tornace num partido de poder, mas na primeira medida de actuação, daquelas que permite ter gente a favor e gente contra e não apenas gente a favor como resultado da habitual fanfarronice do discurso de oposição, ficaste à rasca também. Tão à rasca que até queres que seja responsabilizado outro vereador. Bem vindo a responsabilidade meu caro, prova um pouco do teu próprio veneno, deuve-te saber bem !
Nisso o Daniel tem razão: A Praça das Flores está cheia de senhores da nova esquerda, não jogam ás cartas, não que horror, isso é para o povo.
Lá estão eles, a ler o expresso, os “C. du cinema”, enfim aquele roteiro de trivialidades a que gostam de recorrer para se acharem muito intelectuais . é por essas e por outras que Vexas são chamadas por muito boa gente como a esquerda “caviar” . E não andam longe da verdade. Pelo vistos os seus camaradas ?? do Bloco não gostaram do que escreveu, logo o nosso amigo Daniel vem, tal militante “estalinista”, fazer uma auto critica e afirmar que afinal o bloco em Lisboa tinha actuado muito bem. Sim senhor, estou a gostar…..
Nuno Oliveira, o bairro em torno da Praça das Flores tem gente de todas as classes. Mais baixas que altas. A Praça não é a esplanada. Não pessoas a jogar as cartas porque não cadeiras e mesas para jogar às cartas. Ponto.
De resto, vim dizer o que aconteceu. Critico o meu partido quando acho que devo criticar (coisa impensável num partido estalinista) e quando acho que o partido melhorou a sua posição assinalo, satisfeito com isso, já que gosto que o partido de que sou militante haja correctamente. Compreendo que queira que eu faça só a primeira parte. Mas eu digo o que penso, como penso e quando quero.
Quanto à esquerda “caviar”, adorava um dia postar a biografia das principais figuras da história da esquerda revolucionária. Toda ela. Portuguesa incluida. De Cunhal a Marx, de Lenine a Che Guevara, de Fidel a Trotsky.
DO escandaliza-se com a abstenção do PCP, mas nada diz sobre a posição do BE que ajudou a levar Santana à presidência da Câmara, deixando pelo caminho o melhor presidente que a autarquia teve, nem das muitas coisas já deixadas passar pelo sacrossanto vereador bloquista na câmara do Entroncamento, também PSD.
O Bairro da Praça das Flores
e dos mais simpaticos da cidade de Lisboa, por ali vivem e viveram pessoas que nao descreveria como fazendo parte de “classes sociais especificas.”
Vivem ali pessoas e pronto.
Conheci bem o bairro , tive por ali amigos e cheguei mesmo a viver por la durante algum tempo, os amigos so nao mantenho porque ja nao fazem parte deste mundo.
Quanto ao Jardim era bem bonito ha uns anos atras
e as pessoas e nao so as do bairro gostavam de passear por ali, hoje provavelmente ja nao , mas nao sera apenas esse o caso.Quer dizer; havia muito lindo Jardim na cidade de Lisboa e muitos jardins havia.Hoje nem por isso, mas muita da memoria colectiva da cidade tambem ja nao existe.
Os Jardins , como outras belas coisas ja nao sao o que foram.Parece que somos mauzitos quando se trata de tratar bem as memorias.
Esperemos que os que habitam esse bairro possam um dia reaver o seu jardim, porque na verdade Lisboa esta muito mais pobre e nem sequer mais bonita desde deixou os seus jardins ao abandono.
“…não deixo de saber distinguir a defesa dos direitos dos munícipes de uma mesquinha vingança política.” Refere-se a quem, Daniel? Podemos saber?
Caro Daniel, acho que continua a lavrar num lastimável erro sobe a posição do Bloco nesta questão (”O que mudou foi que o BE falou”). Repare que a moção do PSD só foi conhecida na 2ª feira, véspera da Assembleia Municipal (anteontem!). Como é que você queria que o Bloco tivesse falado sobre o assunto nos 15 dias anteriores? Reconhecerá, com a frontalidade que em si aprecio, que foi você que se precipitou. O Sá Fernandes “está a levar na tola há 15 dias”? Muito bem, mas é sobre o problema da Praça das Flores e, nesse aspecto, você contribuiu decisivamente para esse facto. Até tenho a impressão que o Bloco tem sido extremamente comedido nesse caso.
E de Bakounine a Pol Pot, mas nem tudo nasceu do esturjão os facinoras Stalin e Mao vêm de origens bem humildes, como também Ho Chi Minh, Nikita Khrushchov e o Gorbachev ( pena não ter levado as reformas até ao fim, hoje a Russia poderia ser, com a
transição do Comunismo para a liberdade, um país bem mais democratico).
Lá está o Daniel no papel que mais gosta: vai ” postar” a biografia de Revolucionários, e espanto, vai encontar que o Cunhal comia queijo da serra, o Marx tinha uma empregada doméstica, Lenin dormia a sesta , sei lá o que este homem vai revelar…… Confesse, este caso da Praça das Flores, não lhe está a correr bem; é a vida como dizia o outro…..
O melhor do jardim era “Inda a Noite é Uma Criança”.
Tinha miúdas espectaculares cujos peitos arfavam quando cantavam canções revolucionárias.
Gostei muito de lá ir, embora tivesse que fazer um grande esforço para não me rir quando as passavam (as canções).
Agoram estas tricas de gaitos entre o PCP e o BE tambén são muito giras.
Nuno, não, não me está a correr bem. Não a posso usar. Mas sobre isso já escrevi.
Caro Daniel, não me meto nem quero meter-me na discussão partidária, a que sou e pretendo manter-me alheio.
Intervim neste caso da Praça das Flores por uma questão de cidadania: sou morador na zona e tenho vindo a sofrer directamente os efeitos do desaforo.
É-me indiferente que a decisão sobre o caso tenha partido deste ou daquele vereador, deste ou daquele director municipal. Criticá-lo-ia sempre, porque se trata de algo profundamente errado e lesivo dos direitos dos munícipes.
Continuo a entender que o responsável por isto, seja ele quem for, deve ser exemplarmente sancionado, de modo a que não tenha, no futuro, quaisquer possibilidades de repetir a façanha.
Francisco, eu também a contesto e tenho-o feito no blogue e no bairro. Mas não aceito que a minha contestação tenha outros objectivos. E não, não me é indiferente a responsabilidade de cada um. Nunca é. Incluindo a do vereador a quem dei o meu voto.
Deco e Pepe, seus mandriões! Espera, não. Esses são dos bons. Os que limpam as nossas casas, constroem as nossas pontes e nos servem o café de manhã é que não prestam.
Não, Daniel, não saiu. Reitero o advérbio de modo.
Caro Daniel,
O Sá Fernades já em menino tinha este dom de fazer enormes asneiras e ficar á espera que os adultos o safassem delas e arcassem com as responsabilidades. O seu partido parece ser adulto e responsável quando cresce para proteger as irresponsabilidades de quem tem á sua guarda portanto compreendo que esteja aliviado, mas o problema não foi resolvido porque o menino é malcriado, foi mal educado e muito mimado e como lhe perdoam as asneiras, já deve estar a preparar a próxima
o jardim ainda vai ficar como a cordoaria,. não conheço a praça das flores (de lisboa) mas imagino que ainda a montanha vai parir um rato e fica um lixo urbano…
Daniel,
tenho lido uma ou outra coisa que escreveste sobre o assunto e fico sempre com uma impressão ambígua: consegues ser contra e a favor de cada pormenor do processo, o que talvez se justifique quando se misturam princípios com acções concretas, falta de dinheiro com financiamentos, pessoas com partidos, etc. Infelizmente, não tenho tempo e calculo que não tivesse os meios (conhecimentos internos) para saber com exactidão o que se passou e está a passar. Parece-me tudo demasiado complexo. Por tudo isto - podes dizer que sou burro ou preguiçoso - só tenho uma coisa a dizer: a Praça das Flores é o lugar mais aprazível do bairro (onde, devo dizer, sou morador) e o que ali se está a passar é uma vergonha! Tudo ali é vergonhoso, desde a “fortaleza” que foi construída à volta da Praça, passando pelos seguranças privados situados em cada esquina, e acabando nos polícias de trânsito. Sempre que por lá passo, não perco a oportunidade para dizer que “no tempo do Salazar isto não aconteceria”, ou perguntar a um segurança “onde é que é a merda da saída?” ou “fazer um manguito à distância” para o polícia que está a organizar a entrada dos shuttles que trazem os ilustres convidados para s festas diárias. É claro que eu sei que estou a ser injusto, pois as pessoas que ali estão não fazem senão o seu trabalho e não têm nada a ver com o caso. Para finalizar, só a ideia de fechar a Praça durante 15-20 dias seria suficientemente obscena para levar qualquer um a decidir não fazer aquilo. Quando leio as coisas que escreves, sinto que tentas defender o indefensável - seja lá qual for o ângulo da análise.
Cumprimentos,
Nuno
Já agora, Daniel, fui ao site do BE tentar sacar qualquer coisa sobre o assunto (pesquisei: “flores” e “praça flores”) e não encontrei nada. Há alguma comunicação oficial do partido sobre o assunto?
Nuno, se leres o texto longo que escrevi a minha posição é clara e não vejo como podes considerar que é uma defesa quando claramente diz que não o é.
Ontem estive na Assembleia de Freguesia onde manifestei o meu protesto, tenho participado em reuniões de moradores e tenho me batido contra isto. Ou seja, tenho sido activo e nada ambíguo.
Desculpa se não subscrevo falsidades e faltas de vergonha paralelas ao processo e que nada têm a ver com os moradores. E se não faço parte do grupo que quer poupar o principal vereador responsável por isto para se poder concentrar no que dá eleitoralmente mais jeito. Não sou idiota útil.Tenho a minha posição. E lendo o meu texto percebe que ela é muito clara. E a minha posição, sendo clara, não me passa para a oposição ao executivo da câmara. E esse é um direito que tenho e que não torna a minha posição sobre este caso concreto muitíssimo clara. A não ser que aches que quem apoia um executivo deve dizer que sim a tudo.
E tenho a sensação que não leste o texto que eu escrevi. Porque dizes o mesmo que eu para depois dizeres que defendo o indefensável. Agora desculpa se não me fico pelo manguito e argumento, peso argumentos, explico aquilo que acharia aceitável e o que acho inaceitável, e no fim faço um pouco mais que manguitos aos convidados e aos polícias: organizo-me com outros moradores contra isto. Chama-se a isto consistência e consequência, não ambiguidade.
Gostava de te ter visto na Assembleia de Freguesia com os moradores. É aí que se mede a clareza.
Oh Daniel desculpe a minha frontalidade mas você deve ter alguma caso mal resolvido lá com o PCP, é que está sempre no deita a baixo. Será que você e os seus “camaradas” ( não sei como vocês se tratam uns aos outros, se não for por camarada, as minhas desculpas) serão os unicos a reclamarem-se de esquerda ???????? Não me diga que também é daqueles que chama ao PCP de social facista ???????
É espantoso õ que s etem dito e falado sobre este assunto.
A mim não me espanta que pessoas que moram nesta zona tenham comentado e mostrado indignação, se não concordaram com o evento, que o digam, pois bem. Nem se sequer me espanta que quem não faça a minima ideia de onde é a Praça das Flores também tenha manifestado a sua opunião, apesar de, obviamente, ter um imenso desconhecimento de uma série de situações.
O que me espanta é que, depois de se ter assistido à Assembleia de Freguesia nã haja mais nenhum comentário a fazer.
Pois na Assembleia foi bem claro qual era a posição do PCP, de que maneira aproveitou este facto politicamente e que usou muitas opiniões para se autopromover e despromover os outros partidos.
A eleita da CDU apresentou alguma solução? Não, somente uma moção de censura (aprovada porque usou do seu próprio voto de qualidade) que em nada resolve alguma das questões levantadas pelos moradores ou comerciantes.
Pois, sr Daniel, uma vez que participou em parte desta Assembleia deveria aqui repor alguma verdade e admitir que mais que um movimento de cidadania o que neste mês se passou foi um aproveitamento politico.
Agora a Praça já foi “entregue” ao “público” e o que pude observar logo de manhã foi um amontoado de garrafas e latas no chão e dentro da fonte. De facto está muito melhor, assim!
A requalificação da Praça começou hoje e, infelizmente, já hoje se sentia a falta de civismo de muitos dos seus utilizadores.
A Praça vai ficar melhor, muito melhor, mas até quando? Até ao momento em que os utilizadores deitem lixo no chão e na fonte, deixem os seus cães soltos para destruir os canteiros, e façam as suas necessidades em pleno espaço público.