Anda aí imensa gente a festejar pelo facto os prémios para gestores de empresas públicas municipais afinal serem legais e os prémios para gestores de empresas nacionais não o serem. Ou seja, estariam a festejar a incongruência da lei. Acontece que em relação a essa matéria foi o próprio Fontão de Carvalho que, na Câmara (ver as actas da reunião do executivo) reconheceu que os prémios não eram legais. O que o tribunal decidiu é que não eram crime. E Ministério Público recorreu.

No entanto, alguém é capaz de defender politicamente a razoabilidade de distribuir 180 mil euros por administradores quando a câmara está falida e quando nas restantes empresas públicas tal é interdito? Parece que sim. A ideia de ética política chegou a um ponto em que a denúncia do desbaratar dos magros fundos da câmara é que é criticável. Está tudo ao contrário.

E a campanha contra Sá Fernandes tem agora um novo alvo: Maria José Morgado. Veja bem que a procuradora recorreu da decisão? Inaceitável, de facto.


Sem respostas ao post “Isto está tudo trocado”  

  1. 1 1  Bernardino Aranda

    A EPUL é das Empresas Municipais em piores condições económico-financeiras.

    O seu passivo bancário é brutal, os seus relatórios de contas têm reservas do ROC, a sua actividade - nomeadamente os denunciados por Sá Fernandes - está cheia de casos pouco claros que indiciam paráticas de gestão danosa por parte dos seus dirigentes.

    Os seus planos de actividades não são cumpridos e os atrasos são mais que muitos.

    Para além disso, é conhecido o seu indice de satisfação dos clientes: Há uns meses foi notícia que uma série de jovens tinha já dado a entrada para uma casa da EPUL há anos, tinham-se endividado, estavam a pagar juros à banca e que essas urbanizações nem sequer estavam a ser construidas!

    Claro que com esta situação na EPUL, e com esta crise financeira na Câmara, tem toda a lógica que Fontão de Carvalho dê ordem de pagamento a prémios aos administradores daquela empresa.

    Não vejo onde está a confusão.

  2. 2 2  marieta

    Inaceitável, de facto!

    E como a provar que lhe sobra tempo da caça cerrada ao Pinto da Costa, aonde a capital a tinha entregue, por sinal muito bem!

    Mas como é que ainda lhe sobra tempo, então?!

  3. 3 3  Luís Lavoura

    Também é inaceitável distribuir milhares de euros por assessores quando a Câmara está falida, e, no entanto, foi isso que o Sá Fernandes fez. Isso é uma espinha que me está cravada na garganta.

    Pode o Daniel argumentar que era o vereador que tinha menos assessores, que como era o único vereador do partido necessitava de mais assessores, e que tudo foi feito de acordo com a presidência da Câmara. Mas não deixa de ser inaceitável. Se não há dinheiro, não deveria haver vereadores.

  4. 4 4  a.pacheco

    Luis Lavoura, já uma vez lhe disse isto, no Parlamento, na Presidência da Republica, nas Camaras , nas Assembleias Municipais , há pessoas que assessoriam os detentores de cargos publicos.

    Há uma verba no orçamento de estado para essas funções.

    O que está em causa é se essas pessoas são contratadas pelo periodo de tempo em que exercem essas funções, ou se de uma forma subrepticia, os partidos politicos os conseguem meter na Função Publica.

    Com o Bloco e como Sá Fernandes isso não se passa.

    O Sá Fernandes tinha essas pessoas, que diga-se até fizeram um óptimo trabalho, e que acabaram a sua comissão uma vez a camara dissolvida.

    Com o PCP, o PS , o PSD, e o CDS, isso não se passou porque parte desses assessores já faziam parte dos funcionários da Camara, e por isso mantiveram o seu
    vinculo.

    É aqui que entronca o problema, a capacidade dos partidos meterem pessoas da sua confiança no funcionalismo publico.

    E esse é o real problema a ser discutido.

    Para terminar, o José Sá Fernandes, poderá sempre propôr regras, é preciso é que todos as cumpram, mas , sem deixar de ter em vista, a melhor forma de servir os cidadãos que o elegeram.

    E isso faz-se com competência, com propostas viaveis que sejam fundamentadas, e isso exige pessoas qualificadas.

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