Câmara de Lisboa suspendeu montagem da Feira do Livro e pondera cancelamento do subsídio. Por causa da novela entre editoras Lisboa arrisca-se a perder a Feira do Livro. Numa cidade que perdeu quase tudo, é só mesmo o que falta. Um disparate sem nome e, a confirmar-se, um erro grave da Câmara Municipal.
Parece que entretanto se caminha para uma solução. É-me indiferente qual, desde que a Feira se realize.
Publicado por Daniel Oliveira 15 de Maio de 2008 em Lisboa, Livros






É só mais um erro. Não se viu outra coisa desde que Costa chegou à Câmara. Costa é a prova que a boa imprensa é uma verdadeira via verde para o disparate.
O Pais do Amaral a meter-se nos livros tinha que dar nisto…
É uma situação lamentável a que se vive com a organização da Feira do Livro de Lisboa deste ano. Vemos um país miniatural que necessita de duas associações livreiras (quando são poucos os países que têm mais do que uma), vemos um país que fica atordoado com os interesses de um empresário que cria o maior grupo editorial de Língua Portuguesa e vemos a CML incapaz de por fim a tanta discussão e divergência no mundo editorial. Mais um ensaio sobre a cegueira do país…
Ó Daniel!Uma cidade que perdeu quase tudo?Essa é boa.O que haverá de dizer o resto do país?Que já não existe nada!O que em boa verdade, não anda longe da realidade.Centralismos.Umbiguismos.
Este problema com a feira do livro tem anos.
Primeiro foi a guerrinha entre duas associações de livreiros, que durante varios anos quase levaram ao encerramento da feira ( ou melhor ao mercado dos livros).
Agora é o aparecimento de uma grande empresa que já comprou uma serie de editoras, e que pretende fazer pavilhões diferenciados dos habiruais.
É dificil gerir situações destas , quando os principais interessados não se entendem.
O Costa neste caso é a pessoa menos responsavel desta guerra entre livreiros.
Concordo com jcd…que tem acontecido de tao diferente desde que mudou o presidente da camara de lisboa? Acho que sei a resposta. Este é de esquerda apoiado por Sa Fernandes e BE, logo o pessoal rivoluçao faz um ano sabatico e as coisas ficam logo mais calmas
Fui livreiro e também fui à falência (em 2008).
A tal de APEL (Ass. Portuguesa de Editores e Livreiros) é uma instituição curiosa: acolhe no seu seio em simultâneo fornecedores e clientes. Não cheguei a fazer-me sócio porque sempre achei o conceito um pouco estranho. Mas não me admiro que haja confusão. Quanto ao Paes do Amaral, conseguiu pôr editoras que funcionavam na ponta da unha (caso da ASA) a funcionarem de uma forma completamente destrambelhada.
Uma verdadeira tristeza franciscana…
Um país sem cultura, é um país sem identidade.
A CML manifestou-se impotente para conter a “guerra” estúpida entre editoras e respectivos interesses comerciais.
A tradição da feira perde-se e a cidade fica mais pobre…Com a Leya de Pais do Amaral, a literatura de qualidade tende a ficar mais pobre…
isso seria um péssimo serviço à Cultura na cidade…
Realmente Lisboa já não tem nada. A começar pela Feira Popular. E agora pelo que parece até a Santa Apolónia.
E mesmo a feira do livro já não tem o mesmo encanto que tinha há uns anos.
É triste ver Lisboa a morrer.
… e o quarteto, e o king e o castelo (que agora custa 5 euros visitar) e a festa do castelo (que não se faz desde 2005) e o grémio lisbonense e até nos santos já só se gasta 1/4 (apesar dos 30 000 euros que eram gastos serem migalhas para a câmara) … enfim sobram montes de carros e centros comerciais e condomínios fechados e as fachadas antigas…
Eh pá!Isso por aí vai mesmo mal.
Bom ,
a ser assim e uma pena.a Feira era uma das mais bonitas tradiçoes de lisboa e para mais importante pela cultura.
Esperemos que nao passe de um ameaço.
É indesculpável o que António Costa se prepara para fazer.
A minha opinião em:nempaznemguerra.blogspot.com/2008/05/desculpa-esfarrapada.html
Daniel, faltou apontar o dedo ao grande culpado: GRUPO LEYA.
E é triste que a câmara não lhe faça frente…
Pois…O Paes do Amaral, que, entre outras, adquiriu a Caminho. Mas vai este país.