Ler excelente entrevista de José Sá Fernandes ao Correio da Manhã. Fala de coisas concretas que, como lisboeta, me interessam. Deixa o debate sobre eleições para 2009: «Daqui a um ano logo se vê o que é que é melhor para Lisboa. Não é o que é melhor para o PS, para o Bloco de Esquerda. É o que é melhor para Lisboa.»
Por Daniel Oliveira 12 Mar 08 em Lisboa


“para dar pontapés de saída numa espécie de projectos”
O que é que Sá Fernandes quer dizer com “uma espécie de projectos”??
(de resto, também acho a entrevista excelente)
Apesar de não concordar com muitos aspectos da “política estrangeira” do bloco prezo muito este senhor Sá Fernandes, homem inteligente e genuinamente empenhado na causa pública…Perdi, há uns tempos atrás, uma excelente oportunidade de o ouvir falar…com muita pena minha! desejo-lhe boa sorte…a capital beneficiaria muito se o ouvissem com a atenção que ele merece…
Na mouche! Os partidos justificam-se enquanto mecanismos de serviço à causa pública, não enquanto corporações que vivem para si mesmas e que, para azar nosso, têm acesso ao poder.
Foi hoje publicada a Lei n.º 14/2004, que proíbe e sanciona a discriminação em função do sexo no acesso a bens e serviços e seu fornecimento.
Há poucas horas contactei o Vivafit, que tem ginásios um pouco por todo o lado dizendo que me queria inscrever na ginástica.
Recebi um contacto dizendo que o ginásio é só para mulheres: “é um novo conceito” disse-me a voz do outro lado da linha. Estive quase para lhe dizer que nem por isso o conceito era novo: a discriminação sexual é muito antiga, mas calei-me.
É que estou a contar os dias para que a ASAE aplique a lei.
Porque hoje são os ginásios só para mulheres.
Amanhã serão os ginásios só para brancos.
http://blogarcadia.blogspot.com/2008/03/discriminaes.html
Considera-se então que um candidato eleito pelo Bloco não tem que se preocupar com o que pensa o partido, mas sim com o que é melhor para Lisboa.
Melhor para que Lisboa? O BE defende o melhor para a Lisboa dos trabalhadores, dos excluídos, defende um desenvolvimento sustentável para Lisboa, combate a precarização, quer a extinção das empresas municipais. Foi por essa convergência que se chegou à candidatura “o Zé faz falta”.
Inebriado com o poder, Sá Fernandes já não quer saber o que o Bloco pensa, mas sim o que ele e os seus amigos pensam. Depois decide. Sá Fernandes elogia publicamente o trabalho de António Costa. Ana Drago acrescenta que é outro PS. Daniel Oliveira subscreve. Francisco Louçã, bem, acha que não há coligações com o PS e ponto final.
É bom que o Bloco decida desde já quem vai ser o candidato em 2009.
“uma espécie de projectos”
deve querer referir o convite feito pelo Governo, enquanto o Dr. António Costa ainda era ministro, ao Dr. José Miguel Júdice para Administrador de Sociedades na Frente Ribeirinha - onde o presidente da Câmara António Costa os vai apanhar na criação de nova bolha imobiliária para capitalizar lucros que permitam à CML sair da grave crise financeira que não dá para pagar a megalómana despesa autárquica da capital (superior ao produto total de muitas regiões pobres, cujas receitas fiscais são espoliadas e enterradas para alimentar o regabofe)
Ora o que é que os lisboetas têm a ver com isto? - Nada!
Também simpatizo com o Dr. Sá Fernandes e desejo-lhe que faça um bom trabalho a cuidar dos jardins, se não lhe faltar as receitas para plantas e relva.
Quanto aos esquemas de gestão capitalista da cidade, somos obrigados a deixá-los ao cuidado do Partido (dito) Socialista e às clientelas do costume, porque, como bem sabemos, cuidar dos interesses privados é uma das suas especialidades
Epa, fantástica entrevista! A malta do Bloco é espectacular!!!
Posso votar, no seu inquérito sobre a Educação, por SMS. SMS. SMS.
Aquela coisa dos telelés que juntam desordeiramente uns tantos professores! Sabe?
É que tenho um problema com o rato e penso que aqui há gato.
O Sá Fernandes muito antes de ser vereador INDEPENDENTE pelo Bloco de Esquerda, era um cidadão preocupado com a sua, ( e minha) ,cidade.
Foi, (É) ,porque os projectos e as ideias que o BE defende para Lisboa, são coincidentes com a visão de Sá Fernandes, que este foi com todo o mérito e por duas vezes ,cabeça de Lista ,apoiado pelo Bloco e por muitos independentes.
Na minha opinião , Sá Fernandes vai continuar a merecer a confiança de todos aqueles Lisboetas que votaram nele, e que simpatizam e votam tambem no BLOCO.
Quanto ao que se irá passar no final deste mandato, VEREMOS.
O SÁ Fernandes não trata só de relva e de espaços verdes, só quem não é de Lisboa ,ou está de má fé ,diz semelhante atoarda, em suma, o PCP no seu melhor…. ( PIOR)….
A gestão capitalista do PCP em 29 Câmaras do país (pelo menos) não merece criticas do xatoo.
Mas o que é isso de logo se verá? Quando foi para ser eleito vereador o Zé não falava assim e precisou do apoio do BE. Agora já não lhe interessa o BE? A vergonha é que ele nem sequer se coíbe de colocar a Ana Drago contra o Louçã. Agora nem quer ouvir falar do BE, porque julga que já é uma grande personalidade e vale alguma coisa eleitoralmente. O PS que fique com ele que o BE até devia agradecer. Os cidadãos sabem dar o devido reconhecimento aos vira casacas.
O Sá Fernandes é o eco do António Costa, e o Daniel Oliveira é o Jorge Coelho do BE.
E com isto, para quem quiser ser pragmático, Sá Fernandes reduz o Bloco Esquerda à sua insignificância. Quem põe e dispõe é ele e o resto é treta, desautoriza o BE cada vez que lhe dá na gana.
Para a próxima Dr. Louça, monte-se outra vez ás cavalitas de outra figura conhecida só para dizer que elege vereadores.
A mim o que me interessava saber, era pra quando está prevista a repavimentação da Rua Maria Pia, a solução dos eternos problemas de trânsito em Campolide, a reconstrução dos jardins públicos de Lisboa, o problema da porcaria e a praga dos grafitti por toda a cidade. E outras minudências do género. Sou muito terra a terra, mais até do que que os verdes. Jamais votarei num partido que justifica e legitima os grafitti, essa imagem horrenda da cidade.
O mal do Bloco de Esquerda é esse seminarista insuportável chamado Louçã. A Pinoka está muito enganada. Mas a pior cega é a que não quer ver…
Sá Fernandes é um homem sério e integro e está a cumprir o que prometeu, antes e no pós eleições, com a celebração do acordo por Lisboa. Sá Fernandes correu o risco de assumir a governação, para TENTAR resolver o que é necessário resolver, quando o mais fácil era ser oposição. Com Sá Fernandes os interesse de Lisboa, dos munícipes, dos trabalhadores municipais, especialmente os precários, estou seguro que ocupa o único lugar das sua preocupações. Pena é que alguns bloquistas (na linha do passado sectarista e grupismo dos partidos que deram origem ao Bloco), se deixem cegar por uma partidarite sem sentido, e cheguem ao extremo de pedir a “cabeça” de Sá Fernandes. Quando um homem como Sá Fernandes não cabe no “espaço político” do Bloco é caso para dizer que Bloco se quer. O Bloco só tem futuro se se assumir como um partido de poder e onde caibam todos os opositores ao neoliberalismo, em defesa de um estado social.
Os arautos da desgraça ,vão certamente dar com o burrinhos na lama.
O Sá Fernandes incomoda muita gente, incomoda os Braga Parques, os corruptos do urbanismo, as juntas de freguesia que recebiam dinheiro para tratar dos jardins, e deixavam-nos ao abandono, etc etc etc…
Como o Sá Fernandes é vereador independente, e o Bloco um partido PLURAL, certamente faz confusão a muita gente, que não exista uma cartilha por onde todos têm de se reger.
Não há casos Luisa Mesquita, ou Barros Duarte( Camara da Marinha Grande) não há soluções á PSD , como se está a assistir com o Rui Rio e com o Capucho,em suma o BE é uma corpo estranho na forma de resolver as suas contradições.
DISCUTINDO….
Eu votei Sá Fernandes, e continuo a apoiá-lo, pois até agora tem sido UM HOMEM DE PALAVRA.
E quando chegar ao fim deste mandato, cá esteremos nós os alfacinhas , para julgar-mos a sua actuação, e só aí toda esta discussão fora de tempo, terá sentido.
Só não falou de uma coisa concreta que a mim me interessava bastante. Continua interessadíssimo em instalar 25 eólicas em Lisboa? Depois de termos todos os montes do país infestados com eólicas só faltava mesmo um inteligente dizer que quer instalar 25 em Lisboa, uma no alto do Parque Eduardo Sétimo, outra, sei lá, por cima do arco da Rua Augusta… no miradouro da Sra do Monte… enfim, não faltam sítios. Eu, pessoalmente, instalaria uma eólica entre as orelhas do Sócrates.
Sá Fernandes está de malas feitas para a conivência com o PS. Não adianta insultar quem o afirma, porque ninguém encomendou a SF as sucessivas declarações que tem feito, primeiro a desautorizar o Heitor de Sousa (da AM), depois a desautorizar o Louçã e a “autorizar” a Drago.
SF sabe o que quer e di-lo claramente. Isso não faz dele um mau vereador, nem um traidor, nem um vendido, apenas confirma que não é um bloquista e, portanto, segue os seus instintos, naquilo que entende como “o melhor para Lisboa”. Não são os “sectários do BE” que impedem o SF de caber no BE, é ele que não o quer, que afirma publicamente que não é do BE, e que colocou, na “excelente” entrevista, o BE no mesmo plano do PS e dos seus amigos amigos monárquicos, no que toca a 2009.
Os insultos contra os “sectários do BE” são gritos de desespero de quem percebe que se enganou rotundamente quando apoiou o acordo de Lisboa.
Recorde-se ainda que os “sectários do BE” defenderam uma coligação Helena Roseta / CDU / BE e continuam a defender soluções de unidade à esquerda, para a gestão alternativa nas autarquias. Foi esta a posição dos “sectários do BE” nas recentes Jornadas Autárquicas, será esta a posição na Convenção de 2009.
Somos sectários em relação ao PS, porque é, actualmente, objectivamente um partido de direita, do qual o BE se deve manter à distância, seja em que instâncias e circunstâncias for.
Para quem quiser saber mais sobre os “sectários do BE”, pode ler aqui (Luta Socialista) a posição sobre os recentes apelos à unidade à esquerda feitos por Manuel Alegre e pela Renovação Comunista.
Os “sectários do BE” dizem que sim, vamos analisar estes apelos, porque entendemos que a unidade não se faz connosco próprios, faz-se com a diferença. Não nos peçam é para fazer unidade anticapitalista com forças / personalidades pró-capitalistas, pela óbvia contradição nos termos.
http://arrastao.org/governo/sindrome-de-narciso/