3 de Maio: Realiza-se no pátio da Sorbonne uma reunião de estudantes convocada pela UNEF (União Nacional dos Estudantes Franceses). Nessa madrugada, grupos de extrema-direita haviam pegado fogo às instalações da UNEF na faculdade de Letras, pintando cruzes célticas. Os estudantes exigem o acesso aos anfiteatros. O reitor Roche, quebrando uma regra que vinha da Idade Média, convida a polícia a entrar nas instalações universitárias. A polícia de choque – os CRS (Companhias Republicanas de Segurança) – cercam a Sorbonne e entram nas instalações, procedendo à detenção de numerosos estudantes. As carrinhas da polícia que transportavam os detidos são atacadas pelos estudantes com gritos “CRS = SS”. Cerca das 20 horas, o reitor manda encerrar a Sorbonne e o anexo de Censier e é retirado sob protecção policial. Entretanto, são detidos durantes as manifestações no Quartier-Latin cerca de 600 jovens. Nesse mesmo dia, o jornal L’Humanité, órgão do PCF, publicava um editorial de Georges Marchais, secretário para a organização e futuro secretário-geral, atacando a luta estudantil e, em especial “o anarquista alemão Cohn-Bendit”, a quem as autoridades apelidavam também de “judeu alemão”.
Fonte

Cartazes de Maio

Via Womenage a Trois


4 respostas ao post “Sous les pavés, la plage [3]”  

  1. 1 1  toulixado

    Já cá faltava…

    É fixação ou maleita?

    Parece um LP de 33 rpm…

  2. 2 2  CavaloSentado

    Onde estava em 3 de Maio de 68?

  3. 3 3  oliveira

    Maio de 68
    Milos Formem no festival de Cannes sobre o Maio de 68: o que nós lutamos para deitar abaixo a bandeira vermelha e a força que estes tipos fazem para a erguer.

  4. 4 4  Robespierre

    O PRP-BR tinha um cartaz igual àquele da “vermine fasciste” que dizia “morte ao fascismo”.

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