<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários em: Sous les pavés, la plage [2]</title>
	<atom:link href="http://arrastao.org/maio-de-68/2832/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://arrastao.org/maio-de-68/2832/</link>
	<description>Os suspeitos do costume</description>
	<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 14:10:03 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.2</generator>
		<item>
		<title>Por: Oliveira</title>
		<link>http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33280</link>
		<dc:creator>Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 23:32:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33280</guid>
		<description>Já foi explicado pelo João, em baixo
Instala 1 programa de OCR.
Depois de Digitalizado, o Programa converte a imagem, em texo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já foi explicado pelo João, em baixo<br />
Instala 1 programa de OCR.<br />
Depois de Digitalizado, o Programa converte a imagem, em texo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Isabel Coutinho</title>
		<link>http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33215</link>
		<dc:creator>Isabel Coutinho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 17:03:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33215</guid>
		<description>Ontem estive hora e meia a ver os 5 vídeos sobre o ano da 68. A única coisa que consegui dizer ao Daniel depois disso (mas que não aparece nos comentários) foi: OBRIGADA.
É realmente emocionante rever parte da nossa (minha) juventude. 
Mas é preciso dizer que Portugal não era a França. Aqui a contestação estudantil foi muito mais precoce. Começou em 62 com a revolta dos estudantes contra a proibição (antes autorizada) da celebração do Dia do Estudante, com um almoço na cantina.  
A polícia entrou por ali a dentro para impedir que se realizasse. Nessa altura os estudantes uniram-se todos (mesmo os que nunca tinham tido intenção de celebrar o Dia do Estudante) e protestaram “forte e feio” contra a entrada da polícia na Universidade. 
O Reitor (Marcelo Caetano) solidarizou-se com os estudantes, mandando-os todos almoçar num restaurante, ali no Campo Grande “a expensas da Reitoria”. 
Isto passou-se num domingo, mas na 2ª feira já estava tudo unido. Foi decretado o “Luto Académico”, ou seja a greve por outras palavras (o direito à greve não existia). 
A isso seguiram-se meses de luta, a que aderiram quase todos os estudantes, sobretudo de Lisboa e Coimbra. Houve correria, prisões e muita pedrada. Atirar pedras aos “Creme Nívea” (os carros da Pide, que eram azuis e brancos) era uma coisa de que ninguém prescindia. Sucederam-se os “plenários”, frente à Reitoria, em que a palavra era de Jorge Sampaio, Medeiros Ferreira, e tanto outros. 
A nossa luta era sobretudo política, contra o regime e pela autonomia universitária. Era o famoso Decreto 40.900 e o direito ao associativismo estudantil. 
A guerra de África tinha começado no ano anterior e, para nós, ainda não era problema. Ninguém (ou quase) constava a necessidade de combater o “terrorismo” em Angola, que tinha barbaramente chacinado civis inocentes – homens, mulheres e crianças, cortados em postas – mas pensávamos que isso seria coisa breve, uma operação de polícia. 
Contestávamos, pois, o regime. Exigíamos &lt;b&gt;democracia e liberdade&lt;/b&gt;. 
A maioria da geração de 62 foi deste modo que despertou para a política. 
Não nos passava pela cabeça exigir o “amor-livre”. Não usávamos flores na cabeça. A nossa luta era mesmo a sério. 
Quando vejo os acontecimentos em França, no Maio de 68, apetece-me sempre gritar – Nós fomos os primeiros!
Mas o que se passou nessa época não nos passou ao lado. A contestação estudantil agravou-se, embora, infelizmente, já muito dominada pelo Partido Comunista. Ora, para nós, os de 62, o que víamos nos Comunistas, era a invasão da Checoslováquia.  
Entretanto, a guerra de África, não só não tinha acabado, mas tinha-se agravado. Os nossos irmãos, amigos, namorados, iam para lá, e muitos não voltavam. 
Para nós os hippies não passavam de folclore, com canções muito bonitas. Perfaríamos o Che Guevara. Ao contrário dos meninos franceses, dos Cohen Bendit, dos Bader-Meihoff, nós experimentávamos na pele a verdadeira guerra. Além de um regime fascista, com prisões, censura e polícia política. Tudo aquilo que eles desconheciam. 
Não estou com isto a menosprezar a luta deles, só que eles levantavam barricadas, mas não tinham a Pide às costas. 
É verdade que a experiência duma geração nunca serviu a outra geração. Em todo o caso, não me posso impedir de deixar aqui o meu testemunho. 

(Em 69 aconteceram duas coisas importantes: nasceram dois meninos. Um chamou-se Daniel Oliveira, o outro era meu filho.)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem estive hora e meia a ver os 5 vídeos sobre o ano da 68. A única coisa que consegui dizer ao Daniel depois disso (mas que não aparece nos comentários) foi: OBRIGADA.<br />
É realmente emocionante rever parte da nossa (minha) juventude.<br />
Mas é preciso dizer que Portugal não era a França. Aqui a contestação estudantil foi muito mais precoce. Começou em 62 com a revolta dos estudantes contra a proibição (antes autorizada) da celebração do Dia do Estudante, com um almoço na cantina.<br />
A polícia entrou por ali a dentro para impedir que se realizasse. Nessa altura os estudantes uniram-se todos (mesmo os que nunca tinham tido intenção de celebrar o Dia do Estudante) e protestaram “forte e feio” contra a entrada da polícia na Universidade.<br />
O Reitor (Marcelo Caetano) solidarizou-se com os estudantes, mandando-os todos almoçar num restaurante, ali no Campo Grande “a expensas da Reitoria”.<br />
Isto passou-se num domingo, mas na 2ª feira já estava tudo unido. Foi decretado o “Luto Académico”, ou seja a greve por outras palavras (o direito à greve não existia).<br />
A isso seguiram-se meses de luta, a que aderiram quase todos os estudantes, sobretudo de Lisboa e Coimbra. Houve correria, prisões e muita pedrada. Atirar pedras aos “Creme Nívea” (os carros da Pide, que eram azuis e brancos) era uma coisa de que ninguém prescindia. Sucederam-se os “plenários”, frente à Reitoria, em que a palavra era de Jorge Sampaio, Medeiros Ferreira, e tanto outros.<br />
A nossa luta era sobretudo política, contra o regime e pela autonomia universitária. Era o famoso Decreto 40.900 e o direito ao associativismo estudantil.<br />
A guerra de África tinha começado no ano anterior e, para nós, ainda não era problema. Ninguém (ou quase) constava a necessidade de combater o “terrorismo” em Angola, que tinha barbaramente chacinado civis inocentes – homens, mulheres e crianças, cortados em postas – mas pensávamos que isso seria coisa breve, uma operação de polícia.<br />
Contestávamos, pois, o regime. Exigíamos <b>democracia e liberdade</b>.<br />
A maioria da geração de 62 foi deste modo que despertou para a política.<br />
Não nos passava pela cabeça exigir o “amor-livre”. Não usávamos flores na cabeça. A nossa luta era mesmo a sério.<br />
Quando vejo os acontecimentos em França, no Maio de 68, apetece-me sempre gritar – Nós fomos os primeiros!<br />
Mas o que se passou nessa época não nos passou ao lado. A contestação estudantil agravou-se, embora, infelizmente, já muito dominada pelo Partido Comunista. Ora, para nós, os de 62, o que víamos nos Comunistas, era a invasão da Checoslováquia.<br />
Entretanto, a guerra de África, não só não tinha acabado, mas tinha-se agravado. Os nossos irmãos, amigos, namorados, iam para lá, e muitos não voltavam.<br />
Para nós os hippies não passavam de folclore, com canções muito bonitas. Perfaríamos o Che Guevara. Ao contrário dos meninos franceses, dos Cohen Bendit, dos Bader-Meihoff, nós experimentávamos na pele a verdadeira guerra. Além de um regime fascista, com prisões, censura e polícia política. Tudo aquilo que eles desconheciam.<br />
Não estou com isto a menosprezar a luta deles, só que eles levantavam barricadas, mas não tinham a Pide às costas.<br />
É verdade que a experiência duma geração nunca serviu a outra geração. Em todo o caso, não me posso impedir de deixar aqui o meu testemunho. </p>
<p>(Em 69 aconteceram duas coisas importantes: nasceram dois meninos. Um chamou-se Daniel Oliveira, o outro era meu filho.)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: santantonio</title>
		<link>http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33213</link>
		<dc:creator>santantonio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 15:37:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33213</guid>
		<description>Tem um defeito, 
aliás, cinco ou seis, 
tantos quantos ultrapassam
aquela paginazinha 
que bastava a dizer o resumo 
numa frase ou figura.

Fora issso, parabéns.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem um defeito,<br />
aliás, cinco ou seis,<br />
tantos quantos ultrapassam<br />
aquela paginazinha<br />
que bastava a dizer o resumo<br />
numa frase ou figura.</p>
<p>Fora issso, parabéns.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João</title>
		<link>http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33211</link>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 13:30:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33211</guid>
		<description>Instala um programa de OCR, que transforma texto-imagem em texto editável. É necessário eliminar as imagens das páginas a rasterizar para não confundir o programa. Convém arranjar uma versão que conheça o português, porque senão o trabalho de correcção será maior do que escrever tudo de novo. Boa sorte.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Instala um programa de OCR, que transforma texto-imagem em texto editável. É necessário eliminar as imagens das páginas a rasterizar para não confundir o programa. Convém arranjar uma versão que conheça o português, porque senão o trabalho de correcção será maior do que escrever tudo de novo. Boa sorte.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Bang Bang</title>
		<link>http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33208</link>
		<dc:creator>Bang Bang</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 11:39:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33208</guid>
		<description>Em 1994 também estive em Praga durante alguns meses. Pena o Arrastão não existir na altura, decerto que beberiamos uns copos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1994 também estive em Praga durante alguns meses. Pena o Arrastão não existir na altura, decerto que beberiamos uns copos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Voice_Of_The_Opressed</title>
		<link>http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33205</link>
		<dc:creator>Voice_Of_The_Opressed</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 09:19:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/maio-de-68/2832/#comment-33205</guid>
		<description>E como foi a experiencia com o "socialismo real"?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E como foi a experiencia com o &#8220;socialismo real&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
