
Num longo artigo na Foreign Affairs, Rudolph Giuliani, à frente nas sondagens para as primárias republicanas, diz que está contra a actual política americana de apoio à criação de um estado palestiniano. “Não é do interesse dos Estados Unidos, numa altura em que está sob a ameaça de terroristas islâmicos, ajudar a constituir mais um estado que seja promotor de terrorismo”.
Também podem ler os artigos de Barak Obama, do número passado, e de John Edwards, neste número.
Por Daniel Oliveira 19 Ago 07 em Médio Oriente


Os republicanos são como os socialistas em Portugal: só fazem asneiras atrás de asneiras.
Quem viu o discurso deste senhor na Convenção Republicana em 2004 sabe o que nos espera se for eleito presidente. Embora mais liberal em assuntos civis e sociais (é pró-aborto, por exemplo) é mais fanático em relação à política externa. Com ele, conseguia mais cedo Israel tornar-se no 51º estado dos EUA que Washington, Distrito da Columbia (DC.), ou mesmo Puerto Rico.
Uma curiosidade: o Obama tem nome de israelita: Barak. Até houve um Primeiro-Ministro trabalhista com esse apelido: Ehud Barak (actualmente Líder dos Trabalhistas e Ministro da Defesa)
É preocupante,embora dê muito dinheiro proveniente do poderoso lobi judaico dos EUA. De qualquer forma,Bush na verdade nunca quis um Estado palestiniano.O que ele pretende é um Estado fantoche,telecomandado,que faça as vontades a Israel.É o que tem estado a acontecer…
O problema não é o Giuliani. É que parece que os palestinianos também não estão muito interessados na formação de um estado palestiniano.
Esse homem irrita-me profundamente.
Que o próximo presidente dos E.u.a seja o Barak.
Eu também não concordaria com a criação de um estado palestiniano. O povo palestiniano como povo é uma espécie de ficção, criada nos últimos 50 anos para lutar contra os judeus. O que existia era um território chamado Palestina, constituído por cristãos, árabes e judeus, que os senhores do mundo teimaram em separar.
Mas, agora, não existe nenhuma alternativa senão dar a independência.
Um abraço
Jorge Vicente
Óh Daniel, até eu, que sou um americanofilo ferrenho, sei que um italo-americano, católico e divorciado só será Presidente dos EUA no dia de São Nunca à tarde.
Além disso, para ele dizer uma coisa destas, é porque está convencido, que com o Blair metido no assunto, ainda conseguem estabelecer um estado palestiniano independente antes do Bush terminar o mandato.
O que me parece uma overdose de optimismo…
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Não quero ser chato mas…a secção dos links precisa de uma pequena intervenção ao nível do template - quando clico em qualquer um dos links, aparece-me a página do Erro 404, isto porque foram inseridos com aspas no início e no fim da hiperligação. Não sei como funciona a edição no Weblog mas aconselho-o a ir ao template e a fazer o trabalho comprido e chato de ir a cada link e retirar as aspas no início e fim do endereço…
Ontopic: ainda não conheço o artigo do Giuliani mas assim que puder vou lê-lo, já que li com bastante interesse os artigos do Obama e do Romney.
Que gajo imbecil. Mesmo que não existissem outros motivos, é exactamente pelo facto de os territórios palestinianos se constituirem como um ninho de radicais que urge a criação de um estado, sempre mais sujeito à política e à regulação internacional. Ele «promete» ser tão ou mais fanático que o antecessor porque, pelos vistos, é tão ou mais burro que ele.
(Ok, «mais» não será possível…)
Justicialista e Daniel Oliveira: o primeiro nome de Obama não é Barak, mas sim Barack.
“É que parece que os palestinianos também não estão muito interessados na formação de um estado palestiniano”
Claro, sobretudo se esse “estado palestiniano” não for um verdadeiro estado soberano, com forças armadas que controlem as fronteiras, mas apenas uma colecção de bantustões ou guettos onde a ditadura nazi-sionista-apartheidesca possa encafuar a maioria não-judaica, para artificialmente transformar em maioria a minoria judaica.
Toda a Palestina, do Jordão ao mar, deverá ser libertada do regime apartheidesco. One land, one man, one vote é a ÚNICA SOLUÇÃO. Para os criminosos de guerra sionistas a única opção aceitável é a forca…