
Para o Henrique está tudo bem porque o capitalismo é assim mesmo (vem nos livros) e tem sofrimento pelo meio (não de todos, digo eu, que os gestores da Lehman receberam o ano passado quase 5,7 mil milhões de dólares em bónus). Que o Mundo não acabou em 1929. Aliás, tudo o que não acaba com o Mundo é óptimo, que é como quem diz que o que não mata engorda, o que faz de todas as coisas da história, por mais terríveis que nos pareçam, excelentes. Se repararmos bem, o Mundo ainda anda por cá.
A vantagem das teorias teleológicas é que se explicam a si próprias e o confronto com a realidade não as belisca. Nem com a ética. Nem com sofrimento que provocam. Tudo é natural e é só deixar as coisas andar. Claro que ajuda se de vez em vez o Estado bancar o prejuízo para não ruir tudo à volta, mas isso são pormenores.
Anda tudo a discutir como regular os negócios irresponsáveis feitos de esquemas delirantes sem rede, a ver como se controla o monstro. Mas o Henrique, com um sorriso muito zen, dá festinhas à besta e pede para ela rebolar e dar a pata. Tudo terá um final feliz. É só pensar positivo. Definitivamente, a religião é um alívio.
O Henrique manda os outros ler uns livros. E eu faço-lhe uma proposta: pouse por uns minutos o seu (o cemitério está cheio de manuais de teroria política e económica da moda de cada momento), saia à rua e leia o jornal. Há um Mundo lá fora. E o dia não está bonito.
Só espero que o Henrique não defenda a privatização da segurança social para ser jogada no casino. Não é embirração com o privado. É só porque se a coisa correr mal não vou ter grande disposição para ouvir as suas explicações sobre a naturalidade do meu infortúnio.
Por Daniel Oliveira 16 Set 08 em Mercado e Liberais50 respostas ao post “Liberalismo Zen”
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“Que o Mundo não acabou em 1929. Aliás, tudo o que não acaba com o Mundo é óptimo, que é como quem diz que o que não mata engorda, o que faz de todas as coisas da história, por mais terríveis que nos pareçam, excelentes.”
Sem palavras, nem mais!
Grande posta. Quem foi abençoado com o dom da escrita, é assim.
Isso é um dom, não é?
Sim, anda aí muito analfabeto letrado, no país europeu onde o Mccain ficaria melhor classificado se contasse com votos transatlânticos. Burnay (nome de banqueiro) só se esquece que teve de ser o New Deal a resolver a merda que os liberais fizeram. Esquece-se também que os 30 gloriosos anos decorreram muito mais das ideias de um senhor FDR e das políticas sociais do pós-guerra do que do que resultou das políticas de finais dos anos 60.
Os ricos são a parte dinâmica da sociedade. Deles é que brotam as iniciativas racionais de investimentos. Dessa forma irrigam com os seus capitais a sociedade inteira, assegurando a nossa prosperidade. Vivam os ricos! Abaixo os pobres!
parece-me que essa teoria não é teleológica, é tautológica.
Eh pah eu não percebo as preocupações dos demagogos da esquerda trauliteira com esta crise. Mas não é o que eles queriam, ver bancos a falir ?
Quando os bancos têm lucros é porque o Capitalismo é mau, quando não têm e vão à falência é porque o Capitalismo é mau.
O que é bom são os regimes mais ou menos totalitários e delirantes que eles defendem e que provaram ao longo dos anos nas mais diversas partes do mundo que só trazem miséria, atraso, ditadores, muitos deles patéticos e caquéticos, e um total desrespeito pela pessoa.
Previram o caos e a falência do capitalismo há bem poucas semanas por causa dos preços das matérias primas e do petróleo e escreram posts atrás de posts sobre essa derrocada eminente do capitalismo.
O que é certo é que os mercados funcionaram, e os preços vieram por aí abaixo.
Agora andam numa excitação por causa das ondas de choque do subprime e não cabem em si de satisfeiros pela derrocada dos bancos.
O que ainda não repararam é que, nação atrás de nação , o mundo está a evoluir para uma economia de mercado global, os povos a nem quererem ouvir falar de experiências totalitárias de esquerda, e as pessoas, efectivamente a terem mais riqueza disponivel, em diversos países que eram dos mais pobres.
Portanto, é deixá-los poisar e postar.
Daniel Oliveira:
O Henrique a que se refere é o Henrique Raposo, que escreve no blog Atlântico?
Também é, bloom. Mas não é apenas isso.
Não, é o Henrique Brunay
lol!
Na natureza (e nas finanças) nada se perde e nada se cria, tudo se transforma.
Para que uns percam outros têm que ganhar, resta portanto encontrar os ganhadores, e pela minha parte dou já aqui uma ajuda, como segue:
Yesterday, Obama declared how we are in “the most serious financial crisis since the Great Depression.”
Today he will host a dinner in Beverly Hills — costing attendees $28,500 dollars each!
Ora se o futuro Presidente dos Estados Unidos num dia está preocupadíssimo com a crise financeira e no outro pode descontraidamente juntar-se com uma centena de poderosos e muito ricos apoiantes que pagam por um jantar aquilo que noventa por cento dos portugueses não ganham num ano para que é que nos havemos de assustar.
Logo que tome posse, pedimos-lhe para tomar posse também aqui do quintal e voilá
Daniel Oliveira:
Obrigado pela informação.
por acaso tenho andado ultimamente a pensar na possibilidade de Obama nos salvar das garras do capitalismo.
ele há cada fado!
Milhões de pessoas têm hoje casa graças às IC’s que agora estão em dificuldades.
Muitas familias têm hoje condições nas suas casas, electrodomésticos, mobiliário, carro na garagem e poder de compra em geral graças às IC’s que agora estão em dificuldades.
O crescimento do PIB Português, a exemplo dos congéneres mundiais, foi durante anos mantido pelas IC’s que agora estão em dificuldades.
Como em tudo, não há um só culpado.
Permita-me o abuso e deixe que lhe chame outra vez à atenção da publicidade que tem no seu blog Daniel. Faz ideia de quantas familias a Cofidis e financeiras em geral levou à falência familiar? Faz ideia do risco que uma financeira deste género comporta? Pois é… ou faz e pactua ou não faz e mais valia ter cuidado nas criticas.
Concordo com o Henrique, estas situações servem para isso mesmo, a sobrevivência dos mais aptos como disse Darwin. Os maus morrem, os bons ficam e não pode ser de outra forma.
O que custa são as intervenções estatais neste assunto, deviam pura e simplesmente deixar os maus bancos ir à falência e pronto, em vez de atirar biliões a instituições financeiras que se colocaram a elas próprias nesta situação.
“Só espero que o Henrique não defenda a privatização da segurança social para ser jogada no casino. Não é embirração com o privado.”
E se cada um tiver a liberdade de escolher como quer descontar?
E quem paga a reforma dos quem menos têm?
“E quem paga a reforma dos quem menos têm?”
Provavelmente os impostos sobre mais valias dos que tinham escolhido ir pelo privado…
“E quem paga a reforma dos quem menos têm?”
que raio de pergunta daniel.
então não é lógico que quem menos tem é quem nunca trabalhou ou não tem competência para gerir a sua vida.
é a selecção natural, meu caro.
os mais aptos sobrevivem, e os restantes morrem.
reformas, cuidados de saúde, alimentação, dignidade isso é só para quem trabalha nos quadros superiores das gloriosas empresas que todos os dias desbravam mundos novos para a humanidade.
agora com licença, vou ali vomitar……
e se o banquinho onde o Hugo tiver a segurançazinha privada falir, o Huguinho vai querer que eu tenha de lhe pagar a reforma com os meus impostos, ou, com toda a liberdade, vai morar para debaixo da ponte e comer do contentor do lixo? nessa altura faça-se à vida, homem, que eu não sustento lambões, que borrifaram para o colectivo!
eu gostava de ler alguma alternativa, q não se ficasse por generalidades banais, com quem toda a gente concorda, do jeito:”somos todos pelos fraquinhos, e contra as crises”
se, pelo q leio neste blog, o capitalismo é a raíz de todos os males, e sempre criticável, quer tenha lucros quer vá à falência..o q sugerem?
é irritante ver, óbvia qualidade prá escrita, desperdiçada em criticas constantes, sem nenhuma ideia nova, sem uma proposta..
sei q não é vossa função..não são políticos nem fazem parte de quem decide, mas possa..a bem da discussão..
vá..não receiem a descoberta da vossa “careca”..
confio na qualidade da vossa escrita, e nos inevitáveis “crentes” q por aqui “populam”. e sei q voçês tb!
Há cada besta e,ainda falam dos mulçumanos-isto é que é uma procissão de crentes no capitalismo da D.Branca que é o q acontece com o subprime mais os sueus CD e montes de esquemas da treta,so that,tiveram que nacionalizar(tascoso,tás a ler bem e, faduncho, Burnay).Engenharia social,sobre o Socialismo não era -o que é isto?Desenhos animados?
Vá lá vão ao Irão,à Geórgia e já agora à Ucrânia para vos ver how pwerful you are not!e, que crápula é todo o vosso sistema de casino.Lembrem-se da URSS….
Um abraço ao jardim gonçalves por ter feito muito por este país.
Pró Burnayzinho,dÊ uma volta pelo resistir.info e ler coisas interessantes de Stiglitz,Mike Witney e outros que falam das falcatruas dos benfeitores capitalistas.Apoiado,anónimo das 9:16!
Hoje há disto:
http://resistir.info/crise/tremblay_17set08.html
Capital é Capital. O do Estado como o privado. Por mim, apesar de tudo e atendendo a tudo, mesmo com todos os factores que tão bem enumeras, prefiro o Estado longe.
Yuppie Boy!
“Muitas familias têm hoje condições nas suas casas, electrodomésticos, mobiliário, carro na garagem e poder de compra em geral graças às IC’s que agora estão em dificuldades.”
Esse é precisamente o problema!
Consumiram demasiado e não conseguem produzir riqueza suficiente para pagar as dívidas àqueles que produzem riqueza que não consomem (Chineses, Alemães, Japoneses…) e aqueles, agora, emprestam a outros, que acreditam serem melhores devedores ou consomem o que não consumiam!
Agora estes, devedores, vão ter de produzir mais riqueza e consumir menos!
Daniel!!
Estas lições aplicam-se quer seja a SS publica ou privada! Lembre-se que os movimentos que afectam o dinheiro e o seu valor intrínseco afectam, obviamente, a riqueza acumulada, ainda que esta esteja “parada”, afectando o valor de reserva e, consequentemente, as futuras pensões!
Antes de vociferar contra a ortodoxia do BCE, lembre-se que não se pode ter tudo…(ausencia de risco e crescimento…crescimento baseado no consumo…) e lembre-se de produzir mais doque o que consome!
“e se o banquinho onde o Hugo tiver a segurançazinha privada falir, o Huguinho vai querer que eu tenha de lhe pagar a reforma com os meus impostos, ou, com toda a liberdade, vai morar para debaixo da ponte e comer do contentor do lixo? nessa altura faça-se à vida, homem, que eu não sustento lambões, que borrifaram para o colectivo!”
O seu conhecimento financeiro é estonteante e o seu conhecimento sobre segurança social ainda maior.
Podia perder aqui uma data de tempo a explicar-lhe as razões de isso nunca poder acontecer, os benefícios que advêm do investimento desse dinheiro na economia real ao invés de servir para sustentar “boys” e construir estádios de futebol para no fim ter que trabalhar como um cão até aos 70 anos e ter uma reforma de miséria.
Suponho que para pessoas como você ter o próprio destino nas suas mãos em vez de ele lhe ser ditado por um bando de políticos incompetentes é algo inconcebível.
Caro Daniel,
Só agora vi o post. Já cá faltava a superioridade ética e moral.
De um lado, o Daniel, com ética e moral. Do outro o Henrique (que tem nome de banqueiro como diz um dos comentadores. O moralismo pronto-a-servir é frequente por estas bandas).
Muito depressa e sem grandes explicações. Nesse Mundo que há lá fora, vive-se melhor hoje do que há cem, há cinquenta ou há vinte anos atrás. E vive-se melhor porque o modelo económico que promove a inovação, a concorrência e aceita as falências tem produzido esse resultado. Não é um Mundo perfeito (é por isso que não dá para ser muito Zen), mas é manifestamente melhor do que seria se alguns dos projectistas da perfeição o guiassem. Percebes a diferença entre isso e o tom moralista de “eles olham para a desgraça dos outros com a indiferença dos grandes números”?
Vamos lá tentar discutir opiniões diferentes e não superioridades morais. Pode ser?
Como disse no post anterior, acho que ninguém defende o fim do mercado de capitais como um todo! Agora é preciso regular muito mais… É preciso haver muito Estado no controlo destas instituições com regras rígidas e pesadas multas para quem não as cumprir.
Porque o estado do Capitalismo actual é um Capitalismo Selvagem, logo desregulado e desnorteado. Isto permite uma sociedade sem direitos e sem respeito por quem a faz - o próprio Homem. Mas aí a “malta das tascas” e os defensores do Darwin deve achar piada a este ecossistema selvagem.
Eu não acho e defendo uma brutal entrada do Estado, sem nunca por em causa o direito ao mérito e à propriedade privada.
Hugo,
julgo que confunde ao longo dos seus comentários temas diferente.
“Concordo com o Henrique, estas situações servem para isso mesmo, a sobrevivência dos mais aptos como disse Darwin. Os maus morrem, os bons ficam e não pode ser de outra forma.”
Aqui mistura biologia com economia e ainda por cima aplica mal a teoria darwinista. Não existe a noção de bom e mau nesta teoria. Os que sobrevivem são os que se reproduzem mais, só isso…
“O que custa são as intervenções estatais neste assunto, deviam pura e simplesmente deixar os maus bancos ir à falência e pronto, em vez de atirar biliões a instituições financeiras que se colocaram a elas próprias nesta situação.”
Mais outro que levaria à falência todo o sistema só para manter-se fiel aos seus principios. Neste caso o prejuizo de deixar falir é muito superior. Eu não sei por si mas se pudermos evitar uma nova grande depressão julgo que o devemos fazer. Irra, até os mais neoconservadores americanos foram pragmaticos nesta situação, mas parece que por cá existem ainda alguns que prefeririam que o mundo acabasse do que tomar uma decisão correcta mas que vá contra os seus principios dogmáticos…
“E se cada um tiver a liberdade de escolher como quer descontar?”
Desde que desconte um minimo para o Estado, não vejo nenhum problema…
“Provavelmente os impostos sobre mais valias dos que tinham escolhido ir pelo privado…”
Alguns problema com esta visão: se não houver mais valias? No final não é a pessoa que paga?
E como já foi dito se a seguradora for à falência o que faz? (respire 5 segundos e depois responda, pois é um problema que necessita de reflexão)
“Podia perder aqui uma data de tempo a explicar-lhe as razões de isso nunca poder acontecer, os benefícios que advêm do investimento desse dinheiro na economia real ao invés de servir para sustentar “boys” e construir estádios de futebol para no fim ter que trabalhar como um cão até aos 70 anos e ter uma reforma de miséria.
Suponho que para pessoas como você ter o próprio destino nas suas mãos em vez de ele lhe ser ditado por um bando de políticos incompetentes é algo inconcebível.”
Aqui confunde um mau sistema politico com um modelo de pensões, que são assuntos que não devem ser misturados nesta discussão.
Quanto ao facto das seguradoras não irem à falência a AIG é o quê? Um vendedor de rebuçados?
“…os benefícios que advêm do investimento desse dinheiro na economia real…”
Esse dinheiro não é investido na economia real mas sim no mercado financeiro e nos seus produtos. Como se viu deste essemplo, se não existir pelo menos supervisão podem ser criados produtos sem sustentação ou com risco mais elevado do que aquele que é divulgado.
E os dois modelos são profundamente diferente. O privado depende apenas do mercado, nomeadamente o financeiro, enquanto a Seg. Social depende primariamente das pessoas no activo, mais concretamente no racio activos/reformados o que é substancialmente diferente e poderemos continuar aqui a discutir estas diferenças.
PMA
“eu gostava de ler alguma alternativa, q não se ficasse por generalidades banais, com quem toda a gente concorda, do jeito:”somos todos pelos fraquinhos, e contra as crises”
Espero conseguir responder ao seu desafio.
Antes demais convém esclarecer que Capitalismo, Liberalismo e Socialismo nas suas formas mais radicais não são utéis e nem sequer existem nas suas formas mais puras. Vivemos no meio de modelos hibridos e é aí que se encontram alternativas.
Quanto ao “somos a favor dos mais fracos” ele não é um chavão. É um principio basilar da nossa sociedade que é a solideriedade, e este principio em termos históricos é altamente inovador e foi um ganho tão importante como a democracia, a liberdade, entre outros.
Quanto ao somos “contra as crise” ela é uma impossibilidade, e em situações pontuais as “crises” podem ser benéficas.
Quanto a alternativa de modelo de governação, eu pessoalmente defendo a social democracia, que tem muitos beneficios comparativamente com modelos liberais, nomeadamente com os modelos americanos. (poderemos discutir mais aprofundadamente).
A alternativa que defendo é um modelo verdadeiramente misto, em que o Estado pode ser produtor de mais bens do que é agora, mas que tem (em alguns mercados) garantir a existência de concorrencia. Um modelo em que o Estado, além dos papéis que tem actualmente, teria também um papel de Benchmark.
Quanto à SS por exemplo defendo uma pequena reforma, O estado deve apenas garantir um minimo a todos (que tem de ser bem superior ao salário minimo nacional) e que todos descontam para tal e que a partir desta garantia uma pessoa poderia escolher que tipo de regime escolhe (sequer escolhe seguir algum). Outra alteração seria a de a Seg. Social estar contida no Orçamento de Estado para limitar a acção do Estado em algumas areas. Julgo que mais importante do que construir rotundas será garantir a viabilidade da SS, mas isto sou eu.
Bem isto é apenas alguns tópicos de ideias que tenho e que espero que as possas/possam discutir comigo…
Isto está ‘pejado’ de palhaços,lambe botas,capachos e outras espécies de ser sub-humano.Soube agora pelo Louçã que os mais capazes do banco que faliu,se atribuiram 4 000 milhões de euros ,o ano passado!Grande gestores e,vocês, uns minorcas de merda.
Stran,
Por partes:
Quando digo “pelos mais fracos” queria apenas referir que não seria bom começar a discussão pelos objectivos óbvios e claros para todos (ou quase todos) sejam de esquerda ou de direita. Eu, pelo menos, q me considero de direita vejo-os como óbvios e claros para todos.
Antes de falar de modelos de governação genéricos e abstratos, concordando q só existem híbridos (os extremos apenas nos livros e na nossa imaginação) gostaria de saber q reformas concretas, ou específicos modelos de regulação gostaria de ver aplicados na ressaca da actual crise, já q é sobre ela q a discussão emergiu, e era sobre ela q eu dizia q gostava de ouvir alternativas.
Eu, pela minha parte, acho q esta crise, eminentemente financeira, tem vários culpados(publicos e privados) e não existe nenhum modelo de regulação q algum dia nos livrará de falências de empresas q não mediram os riscos como deviam, ou se os mediram decidiram q os queriam ou deviam correr. para estes erros de cálculo é q as falências servem.
O q provocou a falência destes bancos?
pq só tem tido repercussões sérias em Bancos de Investimento, e tem deixado, até agora, relativamente saudáveis os bancos ditos comerciais ou de retalho?
O q são estes activos derivados ou estruturados q têm delapidado o activo desses bancos e provocando a sua falência?
q benificios representavam e para quem?
como eram regulados?
q relação tem esta crise financeira com a crise do imobiliário e q regulação poderia dirimir possíveis crises imobiliárias no futuro?
o q são Credit Derivatives? para q servem? como inflênciam as taxas de juro?
Sei q são perguntas (e não modelos de governação), mas para uma discussão tb são importantes perguntas antes de afirmarmos modelos e respostas predeterminadas q se aplicam a tudo sem se perceber primeiro o q quermos mudar ou resolver, ou pq aconteceu o q estamos a ver.
apenas tópicos…
desde já afirmo q não tenho todas as respostas…
@Stran
Está a partir do principio que a intervenção do Fed para salvar bancos e seguradoras foi feita para proteger os clientes destes. Errado, Os clientes têm o seu dinheiro protegido, a razão foi proteger os accionistas, e considero que estes são responsáveis pelos investimentos que fazem e devem pagar por isso, tal como também ganham.
Depois tem que perceber que ao fazer isto está beneficiar instituições financeiras que cometem erros (Darwin -> maus) e está a prejudicar os que não os cometeram (Darwin -> bons) e que não recebem um cêntimo por terem sido responsáveis.
Em relação a descontar um mínimo para o estado nada contra.
E já agora, o mercado financeiro representa a economia real.
“Eu, pela minha parte, acho q esta crise, eminentemente financeira, tem vários culpados(publicos e privados) e não existe nenhum modelo de regulação q algum dia nos livrará de falências de empresas q não mediram os riscos como deviam, ou se os mediram decidiram q os queriam ou deviam correr. para estes erros de cálculo é q as falências servem.”
Concordo totalmente.
“O q provocou a falência destes bancos?”
Julgo que 3 coisas, demasiada exposição ao risco, falta de liquidez e falta de confiança.
O primeiro fez com que investissem em activos com demasiado risco ou em entidades que tinham essa exposição ao risco. O segundo fez com que não existisse espaço de manobra para salvar a situação e o treceiro afundou por completo os mercados.
“pq só tem tido repercussões sérias em Bancos de Investimento, e tem deixado, até agora, relativamente saudáveis os bancos ditos comerciais ou de retalho?”
Julgo que é essa expansão que o Estado Americano está a tentar controlar, ao intervir nos 2 bancos e na seguradora permitiu que os Bancos comerciais ou de retalho não sentissem em demasia esta crise.
No entanto não sei se tal não vai acontecer no futuro próximo, tudo depende da capacidade dos USA de salvarem algumas empresas, mas isso a acontecer deverá demorar algum tempo (1 a 2 anos), espero eu.
“O q são estes activos derivados ou estruturados q têm delapidado o activo desses bancos e provocando a sua falência?”
Conheço alguns produtos derivados. Por exemplo opções de compra de acções. O mecanismo é simples compras por um valor uma opção de comprar determinada acção a X valor (imagina que esse X valor é 10% mais alto). No final do prazo o valor afinal não é 10% mais alto mas sim 20% mais alto neste caso acabaste de ganhar os 10% a mais em valor (pois é equivalente a exerceres o teu direito e venderes no mercado) no cenário contrario perdes todo o dinheiro que investiste.
O bom deste mercado é que com pouco investimento consegues ter ganhos espectaculares, o mau é que tem muito risco pois não existe nenhum “bem” que sustente este titulo.
Sei que isto está muito resumido, mas espero ter conseguido explicar a noção de derivados.
O problema é que começaram a aparecer demasiados titulos sem nenhum tipo de supervisão…
“q relação tem esta crise financeira com a crise do imobiliário e q regulação poderia dirimir possíveis crises imobiliárias no futuro?”
Imagine uma Cofidis de emprestimos imobiliários.
A questão é que existiu demasiados empréstimos que mais cedo ou mais tarde iam estar em falta, foi o que aconteceu, isso provocou perdas e falta de liquidez que passou a afectar o mercado financeiro pois também este tinha investido indirectamente neste sector.
Para já são algumas noções que tenho, espero que tenha conseguido transmitir correctamente o que queria.
No entanto esta realidade é muito complexa e um debate é muito benéfico pois pode ajudar a esclarecer melhor o problema e a dar a noção mais clara da gravidade do que está a acontecer.
Ó Bruno, o meu comentário ia exactamente nesse sentido. A Banca deu apenas o que a sociedade queria e não tinha como atingir. É certo que a banca forçou, - de todas as formas (até no Arrastão tem pubicidade). Mas isso não serve de desculpa ao não honrar de compromissos por parte da sociedade (cliente). Se todos honrassem os seus compromissos, a palavra subprime nunca teria visto a luz do dia. Por isso digo que não existe só um culpado.
“Julgo que 3 coisas, demasiada exposição ao risco, falta de liquidez e falta de confiança”
não acha q umas são consequências das outras?
o “esvaziamento” do valor dos tais activos “arriscados” fez com os bancos entrassem em situações de falta de capital..
e não foi essa falta de capital dos bancos q levou a q a diminuição de confiança entre os bancos os impediu de emprestar dinheiro uns aos outros!? q, por sua vez, ampliou as faltas de capital e impossibilitou as normais formas de angariação de capitais?
“Julgo que é essa expansão que o Estado Americano está a tentar controlar, ao intervir nos 2 bancos e na seguradora permitiu que os Bancos comerciais ou de retalho não sentissem em demasia esta crise”
Não concordo..
A crise tem sido, principalmente nos bancos de investimento, pq são estes mais expostos aos activos q se têm “desmaterializados”..e, por isso, mais sofrido as percas de capital. os restantes bancos, não tão expostos, n têem sentido isso.
a acção do FED e “tresury” tem como objectivo, como é óbvio, travar o derame da crise para td o resto, outros bancos incluindo, mas td o resto, principalmente!
Bem.
Relativamente aos derivados, tb não são as opções q contribuiram para esta crise.
Foram os CD, ou securitização de dívida.Complexos demais para esplicar num blog, mas fundamentalmente, os bancos de retalho vendiam os seus creditos a bancos de investimento q os transformavam em titulos de dívida e os revendiam a investidores institucionais.
são estruturados complexos, mas fundamentalmente funcionam como uma obrigação, pagando cupão e valor nominal no final do seu periodo de vida.
o problema é q esses CDO estavam colaterizados pelos creditos hipotecários.
o mercado imobiliário começou a falhar e as empresas começaram a entrar em “default”..
o q fez com q o valor de mercado desses activos caisse, levando à tal descapitalização dos bancos de investimento q temos visto e q tem levado, ou à ajuda do FED ou à falência.
O engraçado é q esses activos, ou mts deles (nem toda a gente deixou de pagar a pretação, pois não?) não deixaram de pagar os seus cupões.mas isso é outra questão.
por isso têem sido os bancos de investimento os mais afectados, pq são os criadores dos instrumentos e os seus maiores detentores.
Daqui espero q depreenda q não é um problema à “Cofidis”..
é principalmente, um problema de deslocação do risco de crédito do banco q vende o crédito hipotecário ao cliente final comprador de casa, para outros bancos, q detêm os tais derivados ou estruturados!
É tb um problema de gestão de risco..
É um problema de ratings..
E, como é obvio, de muitas outras coisas..
Hugo,
“Está a partir do principio que a intervenção do Fed para salvar bancos e seguradoras foi feita para proteger os clientes destes.”
Errado, o Fed actuou mesmo para salvar o mercado e a economia, se a AIG falisse não era apenas aqueles accionistas que estavam em causa e poderiamos entrar numa espiral que levasse a cenários de uma Grande Depressão.
O que está em causa é maior do que uma simples falência. É o equivalente ao 11/09 e o que se está a fazer é tentar que o edificio não caia, se se vai conseguir só o futuro dirá…
Obvio como ambos não sabemos o que está na cabeça deles esta é uma opinião pessoal.
“…a razão foi proteger os accionistas, e considero que estes são responsáveis pelos investimentos que fazem e devem pagar por isso, tal como também ganham.”
Em principio concordo com este principio, infelizmente aqui é necessário algum pragmatismo e os prejuizos não ficam confinados a quem tomou a decisão errada mas a muitos “bystanders” “inocentes”.
“Depois tem que perceber que ao fazer isto está beneficiar instituições financeiras que cometem erros (Darwin -> maus) e está a prejudicar os que não os cometeram (Darwin -> bons) e que não recebem um cêntimo por terem sido responsáveis.”
Na teoria de Darwin não existe a noção de “bom” ou “mau” e é benéfico para que não haja muitas utilizações desta teoria a meios para a qual ela não foi criada para não gerar confusões.
Mas cometendo esse erro, neste caso e pegando na sua visão de “bom” e “mau” e aplicando a teoria de Darwin a esta realidade ficaria que:
A AIG foi a mais forte (boa) enquanto a Lehman era fraca, assim a “natureza” priveligiou a mais forte.
Como é obvio isto é errado pois a unica diferença foi a intervenção do Estado.
“E já agora, o mercado financeiro representa a economia real.”
Ok, aqui temos uma diferença de leitura, a economia real é o que as empresas não financeiras produzem para mim, o mercado financeiro não produz nada de concreto.
Se é verdade que o mercado bolsista é um bom indicador da economia real, ele é mesmo só isso, um indicador. Porquê? porque além da analise fundamental mexe com as espectativas e especuladores.
Aliás muitas vezes são os proprios agentes de mercado financeiro que acabam por criar a realidade que esperam que venham acontecer, tornando algo que não é material em material.
Isso pode acontecer agora no sector bancário: O banco tem dinheiro e em principio terão para o resto da nossa vida, correcto?
Não porque se acreditarmo que o banco não tem dinheiro e se todos formos a correr para os bancos para levantar o nosso dinheiro não existe no mesmo o dinheiro para pagar a todos e entrarão em falência e nós ficaremos sem o mesmo. O que acreditaos no inicio passa a ser real embora se tal não tivesse existido nunca teriamos tido problema…
Para mim, embora indicador, não é representativo da economia.
Senhor Henrique Burnay:
E vive-se também melhor do que no tempo das cavernas, blá, blá, blá.
Mas o que é que tem isso a ver com a questão debatida?
O Henrique, percebe-se, defende que no capitalismo deve imperar a lei do mais forte. A competitividade pura e dura. Sem qualquer protecção. Seja. Portanto vive-se em sociedade, mas paradoxalmente cada um por si.
Mas porque é que essa lei do mais forte se há-de aplicar apenas à vida económica? Porque é que existe polícia nas ruas (por vezes) para o defender de um eventual ataque de alguém, com o físico e o treino de um lutador e com instinto assassino? Como se vivia, alias, no Far West. Onde sobrevivia o mais rápido no gatilho. Porque não apela, para essa faceta da vida, também à lei do mais forte? Afinal sobreviveriam os mais capazes desse ponto de vista.
É fácil defender isso, para quem tem atrás de si gerações que contribuíram para estar mais apetrechado económica e intelectualmente. Quem tem um nome que lhe abre as portas, sem ser necessário, sequer, passar pelo embaraço de pedir trabalho. É fácil, claro. Não há maneira de colocar em pé de igualdade, salvo raríssimas excepções, um indivíduo que nasceu de uma família pobre com um indivíduo nascido no seio de uma família rica. Que importa isso? Os pobres que se amanhem. Que não sejam pobres.
Por outro lado, antes do capitalismo, também se vivia melhor de que em épocas anteriores. A evolução das condições de vida, não começou com o capitalismo. E, quer o Henrique queira, quer não, o capitalismo não será o fim da História, a menos que haja um holocausto. Não sei como se irá chamar o próximo sistema económico. Não sou tão bom em fazer previsões como os defensores do capitalismo liberal. Mas, muito provavelmente, o capitalismo será substituído. A menos que chegados aqui, digam. Isto é a suprema perfeição e, portanto, fica decretada a eternidade do sistema: “ad seculum, seculorum”. Amen, dirá o Henrique que se sente bem. Catita!
Ah! E outra coisa: - Quer o Henrique queira, quer não, existem homens com dimensão ética e moral. Não são todos, como já percebi. Suponho que sejam, para si, os trouxas da sociedade. Mas existem.
Meu caro PMA,
podia ter logo respondido dessa forma. Pensei que não percebia do assunto pelas suas duvidas e tentei ser claro, mas não necessitava nada disso, porquê?
Porque pura e simlpesmente concordo com tudo, ou quase tudo o que disse.
Agora deixe-me que lhe pergunte:
E soluções para não voltar a acontecer?
Stran,
Com o que é q não concordou daquilo q disse?
Soluções:
Nada q possamos fazer nos vai garantir q n teremos crises no futuro.
Podemos tomar medidas para minorar os efeitos, e os mercados aprenderão, certamente, muitas lições do q se está a passar, q não repetirão no futuro, mas não existem soluções mágicas.
Pode parecer pouco, mas se esta ideia fosse interiorizada por muito comentador por essa blogosfera fora, já não seria um mau início!
Não é um fechar de olhos.
Não é um reconhecimento de impotência.
É a constatação de um facto.
O tema teria “pano pra mangas” mas este parece-me um bom princípio.
Que confusão vai nessa cabeça. Deves ler mais livros de economia, porque ainda não chegaste à conclusão que liberalismo e capitalismo não são a mesma coisa. Em defesa do capitalismo, e não do liberalismo, tenho a dizer que a sua grande vantagem-em relação à economia de direcção central- é a existência da iniciativa privada e da concorrência que é o grande motor de desenvolvimento das sociedades avançadas. Obviamente tem de haver regulação da parte do estado para que a concorrência exista de fecto, porque caso contrário (ai sim) seria melhor uma economia de direcção central do que a proliferação de abusos de mercado e tentativas monopolistas. O estado deve também tornar a informação o mais simétrica possivel para assim evitar situações como aquela que se enfrenta.
PS: A economia de religião nada tem, trata-se de uma ciência que tem por base a matemática. Existem é pessoas que por interesses proprios deturpam a ciência.
@João Pedro
Obviamente tem de haver regulação da parte do estado para que a concorrência exista de fecto, porque caso contrário (ai sim) seria melhor uma economia de direcção central do que a proliferação de abusos de mercado e tentativas monopolistas.
Dou um exemplo onde isto não acontece de certeza… Quase todos os estados do mundo e uma grande empresa chamada Microsoft, que esmaga toda e qualquer concorrência, sem apelo nem agravo. E ninguém lhes faz frente porque esticam os seus tentáculos por todo o lado e ninguém ou quer saber.
Onde está o Estado neste e outros casos, o dito Estado isento e regulador? O problema é que o próprio Estado (ou pior! elementos pertencentes ao aparelho do Estado…) tem muitas vezes a ganhar com os monopólios…
PMA,
“Com o que é q não concordou daquilo q disse?”
Bem na altura que escrevi apenas tinha lido o seu comentário e por uma questão de prudência resolvi utilizar essa expressão, no entanto agora que reli duas vezes o seu comentário, concordo 100% com o que disse.
“Nada q possamos fazer nos vai garantir q n teremos crises no futuro.
Podemos tomar medidas para minorar os efeitos, e os mercados aprenderão, certamente, muitas lições do q se está a passar, q não repetirão no futuro, mas não existem soluções mágicas.
Pode parecer pouco, mas se esta ideia fosse interiorizada por muito comentador por essa blogosfera fora, já não seria um mau início!”
Na minha opinião a sua sugestão não é nada “pouco”. Julgo mesmo que é a actitude correcta a tomar nestas alturas.
Normalmente numa crise existe uma propensão para exagerar e agir de “cabeça quente”. Julgo que nada mais errado. E é uma altura que puxa a extremos, já li que o capitalismo acabou (algo completamente irrealista e extremamente negativo) ou que o que se devia fazer era aplicar a teoria do “laissez faire” (algo que levaria ao colapso da economia e mesmo poderia perigar o sistema politico).
Julgo que o periodo de crise é um periodo de “calma” e de “pragmatismo”. “Calma” porque o pior neste momento é tomar uma decisão precipitada (não há tempo para corrigi-la), “pragmatismo” porque não é altura de ideologias ou demagogias. Existem problemas para resolver e esses têm de ser resolvidos.
Neste sentido julgo que a administração de Bush deu um sinal positivo. Vindo de uma linha dura dos neoliberais a solução da AIG deu a imagem, finalmente, de uma administração comprometida em resolver este problema a todo custo.
Agora relativamente à crise:
- julgo que seria benéfico uma melhoria na informação dos mercados financeiros, nomeadamente dos fluxos financeiros e do real risco dos activos financeiros (talvez a criacção de novos indicadores, não sei muito bem);
- Quando uma acção sobe muito rapido no mesmo dia, normalmente é congelado a sua comercialização. Seria benéfico que existisse algo parecido mas a longo prazo para diminuir movimentos demasiado especulativos;
- Restringir (ou dificultar) o acesso a alguns mercados financeiros. Existem mercados que foram criados para minimizar os riscos das empresas no entanto muitos estão a ser utilizados como investimentos especulativos que acaba por gerar efeitos negativos;
- Efectuar um estudo de viabilidade das seguradoras de pensões americanas. É necessário compreender qual será o efeitos dos resgates dos baby boomers nestas empresas e saber se as mesmas têm viabilidade economico-financeira e actuar o mais rapidamente possivel.
- Saber se existiu gestão danosa e caso tenha existido aplicar sanções bastante rigorosas.
Estas são apenas algumas ideias que me ocorrem, sei que são superficiais, mas espero que sejam alvo de debate
Ricardo,
” Quase todos os estados do mundo e uma grande empresa chamada Microsoft, que esmaga toda e qualquer concorrência, sem apelo nem agravo. E ninguém lhes faz frente porque esticam os seus tentáculos por todo o lado e ninguém ou quer saber.”
Sou contra monopolios, oligopolios e carteis, no entanto julgo que existe um exagero nas criticas à microsoft.
Não nos podemos esquecer que esta é uma empresa que criou o seu próprio mercado (e daí ter uma posição dominante) e teve a capacidade de modificar o mundo.
@Stran
Não nos podemos esquecer que esta é uma empresa que criou o seu próprio mercado (e daí ter uma posição dominante) e teve a capacidade de modificar o mundo.
Como é que criaram a dita posição? Qual foi a postura? Que postura têm perante a concorrência? Saudável ou desleal? Não seguem standards, aliás fogem dos ditos porque é a melhor forma de criar uma coisa chamada “vendor lock-in”, obrigando assim companhias inteiras a dependerem deles, sem possibilidade de real concorrência entrar no mercado.
São multados vezes sem conta p’la União Europeia, mas com multas que são peanuts para os ditos!
Enfim… era só um exemplo de monopolismo da pior espécie e sem grande justificação, diga-se.
Ricardo,
Comercializaram um produto que facilitou muito a actualização do computador e permitiu que milhoes pudessem o utilizar sem tirar um doutoramento. Foram muito inteligente ao ganhar terreno na oferta do programa com os computadores pois souberam antes dos outros que o sistema operativo era chave do sucesso. Ao ser um sistema unico permitiram a espansão de industrias como a dos jogos que sabiam que lhes bastava criar o jogo para uma plataforma.
Agora é fácil ver que a Microsoft tinha razão, mas foi graças ao risco que tomaram numa altura de incertezas que chegaram onde chegaram hoje. Querer simplesmente escalar à custa do sucesso desta empresa parece-me uma actitude um pouco parasita.
No entanto não quero ilibar todas as actitudes da Microsoft, só que parece que nos esquecemos rapidamente dos beneficios que esta empresa nos introduziu!!!
@Stan
Bom… Isto já vai bem off-topic… mas enfim, não posso deixar de responder!
Não foi bem bem assim… Ora vejamos: Quem inventou as interfaces foram uns tipos no Palo Alto Research Center da Xerox, que foi posteriormente aproveitado pelas equipas do Steve Jobs para o trabalho no Apple Lisa e mais tarde, em 1984 no Apple Macintosh. O que se pode chamar de Microsoft Windows não existia, e só surgiu anos mais tarde após uma certa traição que a Microsoft fez à IBM, aquando da sua participação no OS/2 em que a Microsoft tinha agenda dupla.
Portanto, em 1995 fizeram uma brutal operação de marketing, copiando descaradamente a Apple, comprando empresas e fazendo “embrace, extend and extinguish” ganharam um mercado. Mérito da máquina de marketing, sem dúvida.
Mas tirando o facto de pouco terem inventado (e inovado! quem tem realmente inovado na área é mesmo a Apple!), ainda têm táticas sujas para correr fora qualquer tipo de concorrencia.
Em jeito final,
Eu sou do tempo do DOS e era aí que me estava a referir…
Caro Ricardo,
A imperfeições de mercado vão sempre existir, mas afinal o que é que é perfeito? Talvez apenas a Natureza. Cabe portanto aos estados mitigar estas imperfeições de modo a caminharmos para o perfeito, sabendo de antemão que que nunca o iremos atingir. A perfeição é o caminho não o destino-alguém dizia isto a propósito da felicidade. Alguém também dizia que a democracia é o menos mau de todos os regimes, o mesmo se pode dizer a proposito do capitalismo.