A Ordem dos Farmacêuticos estima que 400 farmácias encerrem com a abertura ao público das farmácias hospitalares, tendo pedido à Autoridade da Concorrência um parecer sobre esta medida, por considerar que estes últimos estabelecimentos terão uma posição dominante no mercado.

Mais concorrência desleal: os hospitais públicos às clínicas privadas, a escola pública aos colégios, a segurança social às seguradoras, as associações mutualistas à funerárias, os sindicatos aos advogados, a polícia aos seguranças privados, as forças armadas aos mercenários…

Não deixa de ser curioso ouvir os farmacêuticos, há anos com um mercado condicionado de forma quase feudal, a falar de posição dominante e de concorrência.


Sem respostas ao post “Pelo mercado queremos morrer”  

  1. 1 1  Sérgio A. Correia

    Sexo, meu caro amigo filho do grande Pai q

  2. 2 2  Luis Moreira

    As farmácias hospitalares estarem proíbidas de vender ao público ( que na sua maioria vão ser os seus doentes ) é uma medida que mostra bem que neste país nunca interessa o bem das pessoas mas antes, o lucro e os interesses instalados das corporações!

    Lembro uma madrugada,com o meu filho na urgência,em S.José, a precisar de tomar medicamentos e eu a correr Lisboa para encontrar uma farmácia aberta!Tive que me socorrer da polícia para obrigarem a abrir-me a porta!
    5 horas da manhã! Como entender que um hospital,uma associação de apoio médico…não possa ter uma farmácia aberta ao público?

  3. 3 3  bruno pereira a.k.a. rodion

    Concordo com as analogias. Só não percebi aquela dos sindicatos e advogado
    Será que desconheces que o trabalho jurídico nos sindicato é, por regra, efectuado eplso advadvogado avençados?
    P.S: ESTA CAIXA DE COMENTÁRIOS É VERDADEIRAMENTE INOPERACIONAL!!
    eSTAMOS A ESCREVER E DEIXAMOS DE VER AS LETRAS!!

  4. 4 4  António de Almeida

    -Quem tiver que fechar, pois que feche, o que
    não pode é continuar, o vergonhoso monopólio
    das farmácias, e dos farmaceuticos, operando
    em exclusivo, no mercado. Por que razão, eu
    que não sou médico, posso abrir uma clínica,
    exercer obviamente está fora de questão, mas
    não sendo farmacêutico, hei-de estar impedido
    de entrar no lucrativo negócio farmacêutico?
    Sou pela liberalização do mercado, cumprindo
    um caderno de encargos, cada farmácia deve ter
    profissionais credenciados, mas existe uma Ordem,
    para assegurar o cumprimento das regras deontologicas,
    o resto, é com o mercado. Parabéns pelo novo visual!

  5. 5 5  Pedro Sá

    Meu caro Daniel, o que é um facto é que eu já li preto no branco e várias vezes dizerem que existirem sistemas públicos de saúde, segurança social e educação é concorrência desleal face aos privados…

    Mas se quiser ver bem onde chega a paranóia, vá ao Insurgente ler o post do BZ sobre o massacre de judeus.

  6. 6 6  filipe

    As farmácias hospitalares infelizmente não serão públicas e estas serão mais um favor do PS aos grandes interesses, se tivéssemos a falar de farmácias hospitalares publicas seria o primeiro a concordar com o post do Daniel Oliveira, desta forma não percebo o sentido do mesmo, a não ser que o BE concorde com a entrega das farmácias hospitalares a privados, acho que ainda não chegaram aí.

  7. 7 7  aviador

    Que maravilha ! Ao que nós chegámos !

    Será caso para dizer : “Cordeiro de Deus que tirais os pecado do Mundo dá-lhes a Paz”.

    Que é como que diz o retorno ao sistema feudal.

    O melhor é fazermos um telefonems : Phone-Ix!

  8. 8 8  Luis Moreira

    A questão não é ser públicas.A questão é que se pensarmos no cliente (doente) logo se percebe o interesse em ter farmácias abertas onde há mais necessidades delas!

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