Anda muita gente indignada com a “constipação” de Amy Winehouse. Kurt Cobain, Jim Morrison, Nina Simone, Billy Holiday, Jorge Palma… Tantos constipados que mesmo aos caídos o “fast food” musical nunca poderá igualar. E uma coisa é certa: não me lembro de ninguém que tenha ido à pepineira do Rock em Rio que, nos seus melhores momentos, possa sequer sonhar em chegar aos calcanhares desta senhora quando está mais para lá do que para cá.
Vídeo roubado ao Zero de Conduta.


108 respostas ao post “Genialidade sem excesso? Não temos.”  

  1. 1 1  JDC

    As pessoas que andam indignadas só o podem estar porque não sabiam ao que iam… É vergonhoso subsidiarmos a derrocada de um ser humano e assistirmos ao vivo como se de um espectáculo de aberrações se tratasse.

  2. 2 2  FA

    Discordo. Se não fosse a banda a aguentá-la era um espectáculo (ainda mais) fraquinho.
    Eu cá prefiro a classe e profissionalismo de uns Bon Jovi, por exemplo, que “merecem” um palco daqueles. Têm arcaboiço para dar concertos para grande plateias. A Amy está boa para actuar nuns bares cheios de fumo.

  3. 3 3  Lavadex

    Pois é…dêem mais Grammies a ganhar a este belo exemplo de artista…a melhor música não desculpa o pior exemplo que se pode dar aos “fãs”.
    Nunca irei perceber este paradoxo. Nunca se deveria dar a exagerada atenção que dão a esta criatura. Tem boa música? Sim. Terá desculpa por isso? Não.
    Eu não me queixo com estas constipações pois apesar de gostar das musicas desta e de outros constipados nunca iria gastar meu dinheiro a patrocinar os seus exageros e as suas ressacas. É um péssimo exemplo para todos.
    Quanto ao fast food musical a opinião é a mesma. É pena é haver tão mau gosto musical e ver depois supostos artistas terem direito a triplas platinas. Mas como gostos não se discutem que consumam toda a porcaria que há. Dão maus exemplos? Dão! Mas felizmente são só de como surgem supostos artistas à custa da imagem e de zero de talento mas não tão descaradamente de como é genial ser-se constipado.
    Acho deplorável e humilhante aquela mulher ainda aparecer assim em público e ver aquela gente toda ali a delirar com a sua toxicodepedência artistia e real!

  4. 4 4  Daniel Oliveira

    Lavadex, mas desde quando é que artistas têm de dar exemplo. Somos algumas crianças?

  5. 5 5  Pedro Sousa

    “Genialidade sem excessos? Não temos.”

    Só pode dizer isto quem não conhece bem a genialidade, os excessos e a história humana.

    Este post é só mais uma marca da mentalidade de esquerda: os bons são os maus! Defendem-se apenas os que fumam, bebem, se prostituem, não trabalham ou já cometeram crimes e precisam ser reinseridos.

    Todos os outros precisam de se submeter à revolução cultural :) e ouvir a genial música soluçante de uma alcóolica constipada!

  6. 6 6  Daniel Oliveira

    Mas qual esquerda? O que raio tem isto a ver com a esquerda ou com a direita? Eu não defendo ninguém. Defendo a boa música. Só isso. E tenho pouca paciência para os polícias dos bons costumes. E isto não é de esquerda, nem de direita.

    «Só pode dizer isto quem não conhece bem a genialidade»

    Tem de me apresentar uns génios para ver se eu aprendo.

  7. 7 7  mariana

    a amy winehouse é completamente over rated e só tem público por cenas destas. a decadência é boa publicidade.

    ainda ninguém deve ter tido coragem de dizer isto, mas é verdade. se ela não fosse uma drogada e desse espectáculos a cair de bêbada, o último álbum dela nunca teria vendido como vendeu. seria mais uma voz interessante que canta coisas velhas. e só.

  8. 8 8  Pedro Sousa

    Um bom génio:
    Estava a pensar em Lenine, mas teve alguns exageros… é daqueles mortos que exagera de tanto não querer apodrecer.

    Mas, Francisco Louçã. É génio e não comete nenhum excesso. É a moderação em pessoa!

  9. 9 9  Lavadex

    Bem o Einstein era um génio e não me parece que tivesse este tipo de excessos. Os Rolling Stones são também uns génios e também consomem (ou consomiam) mas não faziam estas figuras…há que saber estar, pelo menos isso.

    E não Daniel, não somos crianças e cada um faz o que faz. O que eu critico é mais a importância que a comunicação social dá a estes acontecimentos onde se incluem estas “personalidades”.

    E outra coisa. Porque não se dedicam a ajudar esta criatura a sair do fosso onde está e param de a bajular como se fosse um mito? Ela pode muito bem ser uma boa artista e estar “clean”. A mulher qualquer dia morre mesmo e depois já sei o discurso - “morreu um mito” e mais bla bla bla

    E há mais, deve haver muitos oportunistas - agentes e afins - a ganhar dinheiro à custa da coitada. Aliás se calhar até é mau pró negócio ela aparecer em palco sóbria pois as pessoas como gostam tanto de cenas destas ainda se recusariam a ir assistir a um espectaculo no verdadeiro sentido da palavra.

    Assim não!

  10. 10 10  Lavadex

    E só mais uma coisa…realmente o Daniel tem razão numa coisa…continua a haver pessoas que teimam em confundir esquerda e libertismo e direita e saber estar…há de tudo. Não criem este tipo de estereótipos porque não ajudam nada ao debate e reduzem o esgrimir de ideias.

  11. 11 11  Daniela Major

    Daniel Oliveira: Eu tenho 15 anos. Sou por isso uma adolescente que gosta da Amy Winehouse. Perdão. Não gosto dela. Gosto da voz dela. O que é muito diferente. Não fui ao Rock in Rio, porque não gosto muito desses festivais.
    Mas penso que o que lá aconteceu foi uma vergonha. Vi na televisão e digo uma coisa: A mim não me interessa nada que ela tivesse chegado ao fim do concerto e desmaiado. Desde que fosse depois do concerto dado. Não me interessa nada se ela toma drogas, ou o que faz na vidinha dela. O que me interessa é que os concertos sejam de qualidade, porque é para isso que as pessoas pagam. Se os concertos não são de qualidade então não me interessa nada a tão aclamada genialidade.

    Se formos falar de exemplos então eu tenho de dizer que ela não dá obviamente um bom exemplo. “Não concordo Lavadex, mas desde quando é que artistas têm de dar exemplo. Somos algumas crianças?”

    Quando há gente da minha idade que a idolatra e que gosta dela, então o minimo era dar não fazer estas figuras em público.

  12. 12 12  JMV

    Concordo em absoluto com o Daniel. Que raio se passa quando se vai ver alguém que canta e mexe como a Amy Winehouse, com uma autenticidade trágica e dorida apenas sentida com dois ou três absolutos mitos (mortos aos 27), e se vem de lá a reclamar como se tivesse havido um “cumprimento defeituoso do contrato”..?
    Sentiram-se defraudados? Querem a devoluçãzinha do bilhetezinho? Queriam a Amy domesticadinha? Tributável, como dizia o Pessoa?
    Afinal, quase ninguém que lá foi percebeu; tal como poucos sentiram Jim Morrison, incompreensão tão estúpida como a que ficou documentada nesse filme tão estúpido do Oliver Stone.
    Mas sempre foi e será assim. E talvez ainda bem.

  13. 13 13  m&m

    não há genialidade sem excessos?

    Não confunda «excessos» com decadência.
    E como se afere a genialidade. E quem?

  14. 14 14  Minhoto

    Ó Daniel Oliveira acho que têm uma imagem estereotipada da genialidade, mas a isso deve do seu conceito nilista do marxismo cultural a que a Amy Winehouse obedece que é de uma auto-destruição para chegar á pureza e ao qual não deve abdicar, quando chegar ao pico da sua carreira acabará a
    sua existência terrena e começará o mito, a formula está gasta e já não cria impacto pelo contrario dado os precedentes as pessoas ficam apreensivas. Eu não vejo assim as coisas, penso que a Amy winehouse necessita de ajuda ( os seus próprios pais estão muito preocupados com a conduta da filha) pois é um ser humano igual aos outros.
    Agora quer génios sem excessos ( este conceito também tem que se lhe diga pois são iguais ao comum dos mortais, mas a sua genialidade sabe aceita-los), Marie Curie, Pedro Nunes, Hanibal Barca, Marquês de Pombal, Ana Malhoa, Kafka, Leonardo Da Vinci, Arquimedes, Newton, Gauss, John Constable, Shakespeare, Descartes, Einstein e tantos outros.

  15. 15 15  Maria

    Eu gosto da Amy Winehouse.
    Gosto do estilo, da voz adoro a musica as letras e tudo o que representa ainda do que resta da originalidade, da revolta e do que a musica nos traz de melhor.
    Assim sendo, pouco me importam as opinioes dos que a julgam pelo que fuma ou bebe ou veste , pouco me importam as opinioes do que lhe julgam o comportamento e a rouquidao.
    Nao me chocou que nao estivesse no seu melhor, pelo contrario.E admiro -lhe a coragem de apesar de tudo enfrentar o publico sabendo que nao estava no seu melhor. Sim pois tossiu, tropeçou, estava constipada, e o!! bebeu / bebe em publico ora vejam la que vergonha e ora vejam la como choca as boas e delicadas mentes portuguesas, lol.
    Eu por mim fiquei deliciada a olhar e escutar.
    Gosto dela .Gosto do estilo e da voz dela e vou jaja daqui por um cd dela porque me toca a alma.
    Excelente inspiraçao me vem dali.
    Quanto aos que a criticam e assim: falar e facil cantar como ela canta e que e dificil.
    Gostava de vos ver ali.

  16. 16 16  Daniel Oliveira

    «conceito nilista do marxismo cultural»

    Se tivesse consciência do absurdo do que está a dizer…

  17. 17 17  ze

    Foi um espectáculo muito triste e não argumentos que o sustentem, não se paga 53€ para ver isto. Porque acima de tudo, mesmo sendo um mau espectáculo, a marca que fica é da degradação a que o ser humano pode chegar, a Amy parecia uma drogada daquelas que se vêm a pedir esmola e a “ajudar-nos” a estacionar o carro.

    Fica também a nota que a senhora que vimos no palco não é certamente a mesma que gravou o disco, apenas uma sombra.

  18. 18 18  Daniel Oliveira

    Daniela, mal está o mundo quando as pessoas ouvem música com o mesmo sentimento de um consumidor. E querem um serviço de qualidade em que se cumpram as alíneas do contrato.

    Como se vê pelo seu comentário, a Daniela é capaz de pensar pela sua cabeça. Não precisa de bons exemplos de ídolos.

  19. 19 19  Nuno Pedrosa

    Daniel,

    Genialidade não tem nada a ver com excessos. Ligar uma coisa às outra é muito simplório. Os exemplos de génios sem excessos são muitos. Dependem dos gostos é claro, mas são muitos. É claro que em termos de cultura quem decide é a esquerda por isso não sei se mais alguém tem direito aos gostos.

    (um à parte: vi o Jorge Palma no concerto do Rui Veloso no Porto, com mais 4 geniais em palco e só ele estava aos caídos. Ah, não, não eram geniais…Eram fast food).

    Sting? U2? Fast Food? Quando publicar a lista dos génios aprovados por favor publique porque dá jeito… Pelo menos ficamos a saber ao que vamos.

  20. 20 20  Daniel Oliveira

    «Sting? U2? Fast Food?»
    Hoje em dia? Sem dúvida.

    A genialidade é um excesso. Genialidade não é o mesmo que qualidade. É mesmo um excesso.

  21. 21 21  Minhoto

    «conceito nilista do marxismo cultural» sim pode ser um erro de forma mas não de substância e ao escrever ainda pensei na pureza dos conceitos mas não tive pachorra, sabe que eu (felizmente) não fui doutrinado por isso tenho uma certa desculpa.

  22. 22 22  Lumiar é Vida!

    Senhor Daniel,
    Acho que deve reconsiderar essa sua apreciação de que o Kurt Cobain era toxidependente ou alcoólico (você não teve a coragem de explicitar). Como sabemos hoje em dia isso nao passou de um mito criado por uma sociedade que nao aceitava o seu pioneirismo. Essa sociedade vendo-se impossibilitada de atacar a incisiva mensagem dos Nirvana tentou descredibilizar o autor com acusações maldosas acerca de drogas.
    É como no Mito da Caverna, aquele que viu a luz (o Kurt Cobain) e voltou para contar aos que nao tinham visto (a sociedade repressiva) não foi aceite e acabou por ser morto.
    Portanto, paz ao senhor Kurt Cobain que não gostava de drogas, quanto mais de cigarros.
    Julgava que não se deixava ir nesse boatos imobilistas…

    Lumiar é Vida!

  23. 23 23  Voice_Of_The_Opressed

    Eu ca nao gosto da amy “adega”, nem dos bon jovi, nem de metallica nem machine head, kria era ver bandas de grindcore e crust no festival, isso é que era!! :D

  24. 24 24  Lavadex

    Como disse a Daniela Major, e muito bem, há jovens que pensam pela própria cabeça…ainda.
    É a vantagem da heterogeneidade de personalidades que ainda vai dando esperança a este mundo. Agora uma coisa é certa e pelos vistos os muitos comentários têm essa opinião, os espectáculos degradantes não têm nada de génio. “Arrumadora a cantar”…bem visto!

  25. 25 25  Lumiar é Vida!

    Pergunta o Bob Marley (que também a sociedade tentou denegrir dizendo que fumava droga) em Redemption Song, por quanto tempo vamos matar os nossos profetas?
    A sociedade matou alguns. O Luther King, o Jesus, o Gandhi, o Kennedy, o Sá Carneiro, o General Sadat, a Princessa Sisi, entre outros.
    Indigno-me com a cobertura que dá aos juízes morais da sociedade dizendo que que o Kurt Cobain podia ser drogado.
    Tenho dito.

    Lumiar é Vida!

  26. 26 26  ingenuo

    Ah! a bela droga que vem do Afganistão guardada pelos valorosos combatentes da democracia-leia-se,NATO,USA.Seus hipócritas.Passa pelo Kosovo,esse protectorado de Mengeles e apoiado pela UE.
    Como é q querem vultuosos lucros sem degradação?faz lembrar´a estória do escorpião e do sapo a atravessar o rio.é o busisness as usual, stupids…
    Há aqui umas almas da direita a aclamar pelo génio de Einstein,se eles,coitadinhos,vissem as opiniões deste acerca do Capitalismo certamente nunca mais iriam nomeá-lo.Ahahahah, vejam em http://resistir.info e já os estou a ver a vomitar :)

  27. 27 27  Bang Bang

    Amy Winehouse também é fast food. Mas boa fast food, convém dizer. Sting e U2 nem fast food são: estiveram demasiado tempo no microondas. Repasto requentado, portanto. Mas há que dizê-lo, Winehouse ao pé de “ Keep Reachin Up” de Nicole Wills ou mesmo de Sharon Jones, é uma aprendiz. Ou seja, a genialidade de Winehouse está no facto de se ter convertido numa máquina de fazer dinheiro. Mas, nas artes, a genialidade é uma coisa bem distinta, caro Daniel.

  28. 28 28  Mouzinho

    ó Daniel,

    o problema é que o espetáculo não foi musical,mas sim centrado na decadência da senhora. Já agora não meta a Nina Simone ao barulho…era mais genial, mais bem-comportada…e é como comparar o Manchester com o Guimarães

  29. 29 29  Arquiduquesa de Grayskull

    Há genialidade sem excesso (há), mas nem é isso que está em causa. E a genialidade com excesso não passa a ser menos genial por causa do excesso, ou porque exista quem consiga ser genial sem excesso.

    O cartaz do rock in rio é, como sempre foi, uma brutal banhada e como eu costumo dizer:”Eu não vou”.

    Agora, calma lá, até o José Cid chega aos calcanhares desta senhora quando está mais para lá do que para cá.

    O Daniel achou o concerto um espanto. Porventura, conhece pouco o trabalho de gente dada realmente aos excessos. De Alice in Chains, passando por Aphex Twin, Frontline Assembly, Atari, Dandi Warhols, Queens of the stone age, ratos de porão e se me desse corda não sairia daqui hoje até desfiar o rol eterno de drogaditos genais do rock n’ roll que felizmente conseguem dar concertos do princípio ao fim sem desafinar um dó que seja não obstante os muitos litros de vodca a martelo e o speed cristal ingerido. Não é esse o caso de Amy Winehouse que tem uma voz formidável, dois singles extraordinários, mas, na minha opinião, tudo por provar.

    Não deixa de ser curioso que haja quem aplauda a mais reles exploração de um ser humano. Quem conhece o meio musical, percebeu que a vontade de Amy Winehouse estar a tocar em cima do palco do Rock in Rio era igual a zero. Mas. Os contratos. E os agentes. E os patrocinadores. E os fãs, senhores, os fãs. Não podia falhar. Havia muito guito a dar a ganhar a muita gente. Ainda que de certeza, à miúda, não lhe apetecesse estar ali. Feito fiapo. Mas. São pontos de vista.

  30. 30 30  Daniel Oliveira

    Arquiduquesa, eu não disse que o concerto tinha sido um espanto. Nem de perto nem de longe.

  31. 31 31  Fado Alexandrino

    mas desde quando é que artistas têm de dar exemplo

    Concordo, mas porque é que os políticos têm que dar exemplos, ou os jornalistas ou os futebolistas ou o empregado de uma fábrica, eu ou mesmo o senhor Daniel Oliveira?
    Neste mundo que estamos a construir (na minha barriga mando eu) porque é que se pede que alguns sirvam de exemplo?
    Não é tão mais natural cada um seguir aquilo que lhe apetece.
    Liberdade sem responsabilidade.

  32. 32 32  Arquiduquesa de Grayskull

    Não sou daquelas pessoas que acha que a Amy Winehouse precisa de ser ajudada já que está visto que ela não quer ajuda. Aliás o melhor single dela chama-se ‘rehab’ e diz o que diz.

    Agora o concerto foi uma banhada. Excedido por excedido, a Beth Gibbons e a Cat Power são As Maiores. Não lhes salta o chinelo do pé, apesar das cigarradas.

    Quem conhece o meio percebeu que a vontade de Amy estar a tocar no Rock in Rio era igual a zero. Imperativos de mercado portanto. Business as usual. Para mim não serve, obrigado.

  33. 33 33  Daniel Oliveira

    Os políticos só têm de dar o exemplo porque têm poder sobre nós através da lei. E só nessas matérias é que têm de dar exemplo. De resto, não têm de dar exemplo nenhum.

    E eu só tenho de dar o exemplo à minha filha e é porque tenho poder sobre ela, quer ela queira quer não queira. De resto, não tenho de dar exemplo nenhum. Nem quero.

  34. 34 34  j

    Vi ontem Jorge Palma, e adorei.
    Não me pareceu que estivesse bêbedo, embora tenha bebido bastante durante o espectáculo. O quê, não sei, nem me interessa.
    Mas também não me parece que fosse necessário que estivesse bêbedo para ter sido genial.

    Compreendo o que Daniel Oliveira quer dizer. E concordo.
    E acho que o espectáculo de Amy foi um pouco degradante, mas nem por isso gostei menos, porque não deixou de ser genial, no sentido de que foi autêntico. Pelo menos, foi o que me pareceu, porque nem sempre é assim, já que, por vezes, a “decadência” é mera publicidade.

    Enquanto pessoa, perturba-me o estado de dependência a que Amy chegou, como me perturba em relação a outra pessoa qualquer, genial ou não.
    Mas isto nada tem que ver com o prazer de ouvir boa música e uma excelente voz, que transporta uma densidade de sentimento enorme, pouco me importando se, neste caso, lhe falhou a voz e se esqueceu das letras.
    E, sobre esquecer as letras, a melhor canção, ontem, do Jorge, e em que se esqueceu da letra «foi não se ter dado a ninguém… e se ter sentido frágil…».
    Tal como eu me sinto frágil ao ouvir a genial, e frágil, Amy, bêbeda ou não.

    Mas misturar esta discussão com ideologia é a mais pura das parvoeiras.
    E para quem acha a música deve ser servida em pacotes bem embrulhados e sem qualquer defeito não sabe nada do que está a dizer.

  35. 35 35  peter

    eu vinha escrever um comentário, mas como ouvi e li tanto bebedo e drogado em adolescente, acabei bebedo… deles poderia ter bebido a música, os pensamentos ou os sentimentos mas preferi o resto!

    cambada de moralistas! o Frei hermano da Câmara que se diz ser um poço de virtudes não é melhor cantor por causa disso, homessa!

    Ah! fiquei bebedo, gay e de esquerda!

    Tudo culpa dos artistas… coitado de mim, voto no Louçã e até reservei camarote no Trindade para o comício… vejam lá o que me fizeram…

    :) não há pachorra e louvo a paciência do daniel!

  36. 36 36  Daniel Oliveira

    Eu não acho, obviamente, que a genialidade traz bebedeiras e droga. Traz excesso. Sempre. Há muitos excessos e nem todos são “vícios”. A genialidade traz excesso porque ela mesmo é excessiva. Só isso.

    Há quem prefira profissionais competentes e certos. Também gosto. Mas a genialidade é outra coisa. E claro que aceito que cada um escolha os seus génios. Não escolham é o Maradona, que acho que também não sabia estar.

  37. 37 37  toulixado

    A voz é o intrumento de um cantor, como não fui ao Rock in Rio não sei se Amy agrediu ou não o seu instrumento. Ajuize quem lá esteve.

    Por mim já me contento com os 2 Cds que tenho dela.

  38. 38 38  Von

    Ó Daniel, comparar Morrison ou Nina Simone a esta pepineira, não lembra o diabo. Ou a senhora é genial por meter uns produtos? A genialidade snifa-se? Mete-se pela veia? Ó Daniel, tanto e tanto talento e genialidade sem excesso desde Tony Bennett a Tom Jobim, de Bobby McFerrin a Tori Amos, de David Byrne a Lisa Gerrard (para alargarmos à vontade os horizontes) . E mesmo onde o excesso existe (ou existiu), Tom Waits ou Jimmy Page, onde pode esta mimada entrar na galeria? Tem Keith Richards mais talento num dedo que Amy na garganta inteira. Mas está na moda, a menina, não é?

    Von

    ps: Os gostos são subjectivos, e não é o seu gosto musical que contesto. Seria estúpido. Agora génio?

  39. 39 39  m&m

    «Eu não acho, obviamente, que a genialidade traz bebedeiras e droga. Traz excesso. Sempre. Há muitos excessos e nem todos são “vícios”. A genialidade traz excesso porque ela mesmo é excessiva. Só isso.»

    que raio de retórica: não há genialidade sem excesso, porque ela própria é excessiva (de génio?).
    Por mimetismo infere-se: não há mediocridade sem excesso, porque ela própria é excessiva (de mediocridade). Ou não há mediania sem excesso (de mediania).

    anda com falta de assunto?

  40. 40 40  Metroidsamus

    Mais vale trinta Amies a não baterem bem, do que 5 minutos destas reportagens histéricas sobre os “nossos heróis” da selecção. E pensar que ainda aquilo não começou. Ainda me resta a esperança de os heróis serem logo derrotados e virem para casa sem direito a transmissão em directo.

  41. 41 41  Daniel Oliveira

    Genial não é o que é excelente. Ou seja, não o oposto da mediocridade.

  42. 42 42  Besugo

    “Drinking alcohol and taking drugs is getting a temporary licence to be an asshole!” - Frank Zappa

    (Não bebia nem se drogava, mas considerava o tabaco o seu vegetal favorito).

    Quanto à Amy (gosto da voz dela)… vi o concerto todo porque foi como estar passar por um acidente de trânsito em que não queremos olhar, mas acabamos por reduzir a velocidade e tudo para vermos melhor.

    Eu próprio fui musico durante alguns anos, e assisti a muitos excessos. Apesar de nunca ter visto ninguém incapacitado (famosos ou amadores) para se apresentar em palco, como foi o caso da Miss Winehouse.

    Costumo dizer que o que interessa é a arte e não o artista mas aquilo foi realmente decadente. E é lamentável que essa “triste”, não tenha um “road-manager” ou qualquer coisa do tipo, que lhe coloque uns travões. Estão à espera de quê?

    Quando eu tinha 14 anos achava alguma graça aos tipos intoxicados (ou pseudo-intoxicados) em palco. Agora não tenho pachorra…

  43. 43 43  Arquiduquesa de Grayskull

    A genialidade não pode é deixar-se ficar refém dos agentes, dos promotores, dos patrocinadores e dessa corja toda sugadora da criatividade. Com excesso ou sem excesso, o importante é ser-se livre na genialidade e não refém de um mercado mass mediático que a certa altura não se é capaz de controlar, que é o que se passa com a Amy Winehouse. E não é uma questão de competência ou de se ser ‘certo’: é uma questão de ter feeling e não deixar que os outros ponham e disponham desse feeling.

  44. 44 44  Besugo

    Von,

    Atenção que não podemos comparar alguém com vinte e pouco anos, e com dois álbuns editados, com uma Nina Simone e etc’s que já são considerados “clássicos” indispensáveis.

    O Keith Richards não serve de exemplo… tem mais vidas que um gato ;)

  45. 45 45  David Fernandes

    Continuo sem perceber o que quer dizer o DO com “não há genialidade sem excesso”… de que excesso fala?

    Acrescento mais alguns exemplos: Gustav Mahler, Neil Hannon, Pat Metheny, Hélder Gonçalves, …

    E era capaz de arranjar um contra-exemplo para cada um destes de …. genialidade com excesso.

    Agora explique-me lá o que é que uma coisa tem a ver com a outra?

    Uma coisa me parece certa: mediocridade (como o contrário da genialidade!?!?!) sem excesso é nada.

    Não entendo esta fobia com: responsabilidade, profissionalismo, trabalho, … (são tudo atributos impossíveis de encontrar num génio??? é isso??)

    Não entendo.

  46. 46 46  Lavadex

    Caro Metroidsamus

    Lá isso é verdade, hoje à tarde os 3 canais estavam a passar programas sobre a selecção e a sua chegada lá ao sitio do estágio.

    Desconfio que a Amy começou a meter-se nas drogas por se pôr a ver a programação das nossas Tvs e as noticias sobre a selecção…tb nao tenho pachorra e até gosto de futebol!

  47. 47 47  David Fernandes

    … e já agora o que é a Amy W. tem de genial?

  48. 48 48  David Fernandes

    Apeteceu-me dar exemplos de outros quadrantes, como por exemplo da poesia, mas não o fiz por pudor; não o poderia obrigar a opinar em causa própria.

  49. 49 49  Paulo Dâmaso

    Amy Winehouse é uma diva e, quem sabe, objecto de um “case study”.

    Vi, através da tv, o concerto da senhora e, ao contrário de muitos, não desgostei.

    Tudo o que por lá se passou, os excessos, a queda, a choramingueira, o coraçãozinho com o nome do marido na cabeça, o copo na mão, faz tudo parte do “show bizz”.

    A Amy é uma diva, cheia de talento e excessos próprios de uma vedeta. Todos os artistas têm o “seu quê!”.

    A Amy tem muitos “quês” mas, a verdade, é que no dia seguinte ao concerto abriu telejornais, fez capa de jornal e videos no youtube foram a rodos!

    Ou seja, e para concluir, ela tem simplesmente tudo o que interessa à grande indústria musical: Talento e polémica, logo representa especulação e vendas! É da vida!

    Aguentará, Amy, uma tour pelos EUA? Não sei, talvez não! Talvez essa, sim, seja a sua última derradeira jornada!!

  50. 50 50  Dinis

    Caramba..leio estes comentários, e digo: Estou na Suiça!? Ufa, não…mas depois olho para o PIB nacional e pergunto, estes “certinhos”, “betos” como diria o Instituto da droga, contribuem com o quê para a riqueza nacional? Com tanto Calvinismo, o PIB tinha que ser maior. Há qualquer coisa que não bate certo e não é, seguramente ,a Winehouse, essa, não engana ninguém. Vê quem quer…

  51. 51 51  Maria

    Ah como os tempos nunca mudam por aqui neste pequenino lugar plantado a beira do mar.
    Nada como ver alguem num mau momento para lhe dar em cima e zurzir a fartazana ate que a nova onda traga outro a quem bater lol.
    Desta feita e a Amy a apanhar com toda a pequenez e prontos , nao ha mesmo nada a fazer senao esperar que passe.Mas seja ela o que quiserem que seja–alcoolica drogada, pessoa dada a melancolia e a tristeza,enfim - ( que bom ver tanta gente tao bem comportadinha, com tanto tino na mona
    esquecida e bem verdade daquela pitadinha de boa vontade para com os outros que da mais atençao ao que existe de bom e esquece rapidamente o que existe de mau ; mas tambem que diabo nao se pode ter tudo nao e? e tao rapida no tiro a defeitos lol) –a verdade e que Amy Winehouse nada tem de mediocre ou banal.
    E nem mesmo tropeçando ou vacilando perde o encanto e o poder de encantar os que lhe admiram o timbre tao especial da voz e a tecnica com que a suporta passe embora tudo o que acidentalmente possa ferir tal talento.

    Nao se chega ali de qualquer maneira, e preciso muito trabalho e força e por isso Amy e uma pessoa especial.E esta na moda pois e merece estar na moda e que bom ver como se preocupa pouco com imagens e falsidades.Aqueles que lhe criticam o concerto achando que foi mauzinho a esses tudo lhes passou despercebido.Nao perceberam o esforço despendido para continuar em palco e de como aquela voz foi controlada para que nao lhe faltasse .O quanto de concentraçao e esforço e autencidade e necessario para se conseguir tal efeito.
    Porque e quando estamos na pior que nos revelamos.E quando estamos frageis que nos transcendemos e Amy consegui apesar de tudo erguer a sua voz acima de muita coisinha ma.

    Que pena que nem todos consigam ver a beleza disso, mas tambem a beleza depende em tudo da nossa capacidade de captar e isso todos nos sabemos passa ao lado de muitos e por essa razao nao e para todos.
    Mas para os que respeitam a beleza , para esse Amy foi verdadeira e bela foi a sua voz e o que essa voz nos deu.

  52. 52 52  Daniel Oliveira

    Continua-se a achar que excesso tem de ser droga e álcool. Se se for um pouco mais longe rapidamente se percebe que o excesso se aplica a quase todos os exemplos que foram sendo dados.

  53. 53 53  Fado Alexandrino

    E eu só tenho de dar o exemplo à minha filha e é porque tenho poder sobre ela

    Ora ai está!
    O senhor quer através do seu exemplo que supôe correcto e honesto influenciar o futuro dela.
    É isso mesmo que pode acontecer com o exemplo da cantora que serve de modelo para muito adolescente.

  54. 54 54  PMDM

    Para mim ela podia estar completamente drogada, bêbada, a arrastar-se pelo chão, a fazer sexo em palco, desde que o concerto fosse bom.

    Eu não vi o concerto, mas só preciso de saber uma coisa, ela cantou bem? Se sim então ninguém tem de questionar a actuação dela, agora se não, ela deve ser criticada e todos os excessos não devem ser utilizados para a desculpar, porque se fossem outros cantores que não são “génios” a terem este tipo de performance perante um público muito numeroso ( e que pagou uma fortuna para a ver) seriam crucificados vivos.

    Muitas vezes vai-se do extremo de exigir de mais a um génio e passa-se para o outro de lhe desculpar tudo…. sempre me disseram que no meio é que está a virtude

  55. 55 55  agitador

    so tenho uma coisa a dizer, ela não é o jorge palma. esse sim, vai bebedo pro palco, mas ainda toca e dá espetaculo.
    ela nao chega aos calcanhares dele…

  56. 56 56  Lavadex

    Também cá em Portugal toda a trampa abre telejornais…e ninguem tá a dizer q a mulher não tem talento. E tem marido? Não sabia…ou é um marido explorador ou traficante pois já a devia ter ajudado a tomar cuidado com os excessos, de drogas entenda-se.

  57. 57 57  ezequiel

    “Lavadex, mas desde quando é que artistas têm de dar exemplo. Somos algumas crianças?”

    ora, nem mais
    todos à procura de exemplos…

    e, depois, a Amy Winnehouse (e quem a conhece diz ser rapariga fantástica genuinamente passada da meloa-so blooody refreshing!…) é meticulosamente inserida no mundo da malévola industria musical …cruzes credo, aqueles capitalistas ranhosos que, hoje, apenas se limitam a dizer: man, faz o q te apetecer e depois mostra à malta …e, se a malta gostar (el venerablo publico) …pagamos-te uma quantia exorbitante…que exploração cruel!! apre. coisa feia.

    permitam-me citar um exemplo. na GB, um jovem artista que já tenha circulado por n giggs (e todos o fazem, no bairro, na rua, até na casa de banho…vejam lá!) …que seja “producer”, (all is needed is a mac…the rest is free) pode, in effect and in da house, lançar um LP sem lhe custar patavina: a regra é simples. se o primeiro lp for um sucesso, dividem-se os lucros…se for um desastre, o label paga a conta dos estudios e do lançamento do vinyl….

    bolas, macacos me mordim, mas não me parece ser um mau negócio…os labels fazem isto por dezenas de dj-producers….os riscos são reais e, como é sabido, são muitos os labels q desaparecem…os labels q foram formados por bons amigos perduram: a razão é simples, tem que ver com o facto de todos (producers e labels) conhecerem bem a lógica do mercado…e, além disso, o orçamento do label faz parte de um total no qual está tb contabilizado os lucros de les artistes….eliminam-se todos as possiveis causas de discordia…o sucesso do label é inseparável do interesse dos djs producers..trata-se apenas de organizar uma coisa chamada “proporcionalidade” como diria o meu amigo Joaquim-poeta-nomada-urbano-galactico…é uma trip, este Joaquim!

    caro Daniel, é isto mesmo compa!! deixem a maluca da Winy Amy em paz..fazem-me lembrar os padres da inquisição…uma porra duma cantadeira fantástica é transformada numa questão metafisica…porra!! até dá dores de cabeça.

    muchos complimentos
    el ranchero pecaminoso :)

  58. 58 58  ezequiel

    se a Amy fica metafisica a minha avozinha tem direito a um lugar de destaque na história do pensamento ocidental….

    the metaphysical police

  59. 59 59  Euroliberal

    Pois, mas devia haver dois tipos de cachet: sem constipação, e com constipação. Este último, muito inferior.

  60. 60 60  Arquiduquesa de Grayskull

    A amy winehouse merece outro percurso que, acho eu, não devia passar pelo circuito dos grandes festivais de massas. Um percurso menos high profile e que lhe permitisse recuperar o controlo da criatividade em pequenos clubes, em festivais mais alternativos. Entre uma cantora explosiva, ou a sua sombra, prefiro a primeira hipótese. Compreendendo porém que a decadência atrai-nos só pelo facto de não ser a nossa. É quase como se achássemos que a grande injustiça que é o mundo merece alguém disposto a morrer por ele. Uma espécie de glorioso ‘Fuck Off’ que desejaríamos ter sido nós a dizer mas não dissemos.

    Pois eu preferia que a Amy tirasse licença sabática. Engordasse uns quilos. Arrumasse as ideias. E recuperasse o brio, a auto-estima. Sobretudo que impedisse que a revolta que canta a devorasse. E depois voltasse, para uns concertos à maneira no Garage, no Santiago, na Aula Magna quem sabe. Era muito mais bonito do que vê-la literalmente a morrer em palco.

  61. 61 61  Tárique

    estou com o Voice of the Oppressed. Faltava ao Rock in Rio uma Crustalhada á antiga.

  62. 62 62  Nuno Pedrosa

    Daniel,

    Está a mudar o sentido de excesso que estava implícito no seu post.
    Claro que génio implica excesso. Na sua genialidade.

    Utilizar isto no meio desta discussão é um argumento apenas de querer “ganhar” a discussão.

    Acho que foram mais que muitos os exemplos de genialidade sem excessos dos que falou. Constipados. Volto ao exemplo do Jorge Palma. Já teve sem constipação e manteve o nível. Bem como os outros em palco com ele.

  63. 63 63  unsilent

    Pela parte que me toca preferia pagar 50€ para ver esta senhora vomitar em palco as suas ultimas três refeições do que para ver a Ivete Sangalo no melhor concerto da vida dela.
    até lhe ia segurar o cabelo…

  64. 64 64  K_Tudo

    Um artista que está de tal forma inserido na indústria mainstream por escolha sua, não tem legitimidade para ser decadente ao ponto de não actuar, e ainda assim esperar que as pessoas compreendam, ou tolerem tamanha desilusão.
    Pessoas que pagaram 53 euros para ver um concerto, e não uma “génio”, a não ser genial em palco. De que vale áquelas 100mil pessoas q ela seja apelidada de genial, se o que vêm e escutam in loko é simples mediocridade? Genialidade e profissionalismo, (ou um mínimo de respeito por quem é seu fã) não são incompatíveis. E no negócio em q ela se encontra, aliás, são totalmente indissociáveis. Isto se ela pretende continuar a dar concertos com pessoas a assistir, claro. Pode não querer.
    Se dizem que ela “é como é”, e que a partir daí vale tudo e as pessoas não têm mais é q se sujeitar, mais vale assumir q a moça não tem capacidade para actuar ao vivo e cinjam-se aos discos em estúdio.
    Quanto a ter dito q ninguém q tenha actuado no RinR chega aos calcanhares da sra Amy, basta ter visto ontem o concerto da joss stone, boa música, grande voz tenra idade e acima de tudo muito profissionalismo. Não compraria um dos seus discos, mas pelo q vi em casa na sic, pagava p ir ver um dos seus concertos.

  65. 65 65  Sérgio

    Não gosto de Amy Winehouse.
    Acho que a voz dela tem alguma qualidade mas não deixa de ser banal.
    É, na minha humilde opinião, mais um produto de marketing, na veia de que se é uma bêbada, então é cool e tal… Totalmente sobre-valorizada, portanto.
    Um pouco como o foram Kurt Cobain, Jim Morrison (como músico, como poeta é outra coisa) e outros da pandilha dos “mitos”.

    Mas uma coisa é certa, está a resultar. Eu por mim estou-me nas tintas para o que os musicos de quem gosto bebem, fumam ou injetam. Peço apenas que se me cobram dinehiro para os ouvir tocar então que toquem. Se é para os ver bêbados e aos caídos, convidem-me antes para jantar que eu prefiro.

  66. 66 66  Sebastião Dias

    Quando uma artista em cada concerto agendado faz com que a expectativa seja se ela realmete dá o concerto ou se já caiu morta, há aqui alguns conceitos que estão trocados.
    ´

  67. 67 67  joao g.

    sim, os artistas têm que ser um exemplo. somos umas bestas amestradas. se a amy winehouse se droga, vamos todos mandar um traço de coca.

    aliás, cresci a ouvir nirvana e já me suicidei.

  68. 68 68  FA

    Já venho tarde, mas nunca é tarde para se ver este “génio”.

    http://br.youtube.com/watch?v=eHgcMvhAl5c

  69. 69 69  Fernando

    Isto do génio constipado vs outro estado qualquer de sobriedade é muito engraçado, porque nunca saberemos qual teria sido a genialidade da obra destes grandes criadores se nunca estivessem estado constipados. Teria o Jorge Palma estado tanto tempo sem fazer um disco decente?

  70. 70 70  CavaloSentado

    Quando me servem um vinho a saber a rolha devolvo-o, por muito boa colheita que tenha sido. Porque carga de água havia de o consumir?

  71. 71 71  Farto de hipocrisias

    Caríssimos, a questão que se coloca é uma só:
    de que vale a pena estar a gastar latim a criticar/crucificar a menina, se, na verdade, quase toda a gente que lá foi (e pagou a tal fortuna - a propósito, 90 mil bilhetes a 53 euros? o país não estava em crise?) o fez precisamente para ver o tal “espectáculo degradante”???

    Duvidam? Bastava ver as “flash-interviews” à maralha que deambulava pelo recinto horas antes! A pergunta era sempre a mesma “veio ver quem?”; a resposta, também “a Amy Winehouse, vamos a ver se ela vem!”. Verdade, verdadinha, é que toda a gente ali presente sabia muito bem ao que ia e, sobretudo, grande parte do público queria era ver o ídolo embriagado, under the influence, como dizem os brits, porque é disso mesmo que grande parte deste hype em torno dela vive! É essa a imagem que nos vendem dela e é essa a postura que boa parte do público assume em relação a ela: uma relação vampiresca, de um voyeurismo doentio, sempre à espera de mais um escândalo, mais uma “doideira da Winehouse”! Portanto, deixemo-nos de tretas e falsos moralismos… Quem gosta da música (como é o meu caso), gosta. Quem não gosta, não gosta. Quem gosta da figura pelos excessos e mediatismos de cordel, pois que vá mas é arranjar alguma coisa de jeito para fazer com o seu tempo e deixe-se de fazer de virgem ofendida pelo (mau) concerto dado pela “bifa”!

    By the way, o concerto nem foi assim tão mau: a banda de apoio é, de facto, extraordinária. E se o público presente estivesse de facto ali por apreciar a música, não seria tão lesto a gritar aqui d’el-rei, numa de consumidor insatisfeito… Mas isso seria exigir capacidades de raciocínio onde elas, claramente, estão ausentes…

  72. 72 72  David Fernandes

    Até que enfim!!! Um “Farto de hipocrisias” com 2 dedos de testa.

  73. 73 73  m&m

    e então? há quem pague muito mais por coisas piores, cada um gasta o dinheiro onde quer.

    A sra está a ser terrivelmente explorada pelos promotores\editora\agentes. Um dia destes acaba-se a galinha dos ovos de ouro.

    Só critico quem a coloca precipitadamente na galeria dos génios. Só o TEMPO dá entrada no Olimpo àqueles que “da lei da morte se vão libertando”.

  74. 74 74  Farto de hipocrisias

    m&m:

    Tem toda a razão, há quem pague muito mais e por coisas (bem) piores. Mas, se assim é, vêm depois queixar-se de quê?

    É só isso que me amofina, este falso moralismo associado à falta de inteligência suficiente para distinguir um acto artístico (da última vez que verifiquei, a música ainda era uma arte) de uma ida ao hipermercado para comprar batatas!

    Quem acha que o concerto foi mau, só tem uma opção, não voltar a pagar para ver a artista em questão. No entanto, como dizia a tal “maralha” a que me referi no meu outro comentário no final do concerto, “já foi muito bom ela ter vindo”!

    Ou não?…

    Ai, as indecisões…

  75. 75 75  Besugo

    FARTO DE HIPOCRISIAS,

    Acho que quase, ou mesmo ninguém aqui foi fisicamente ao RINR ver a rapariga.

    Baseamos-nos todos no concerto via Sic Radical, ou excertos do Youtube.

  76. 76 76  K_Tudo

    Caro Farto de hipocrisias, discordo consigo.

    1- Essa lenga-lenga de questionar a crise já cansa. Parece-me extremamente idiota nestes casos, questionar as dificuldades financeiras dos portugueses presentes no festival, acenando com os proverbiais 53€.
    Que um casal, por ex, queira gastar essa maquia a título excepcional para ver vários concertos de que goste num dia, não me parece revelador de abastança. E não o fazem f-d-s sim f-d-s não como as pessoas que vão ao estádio ver a bola, mas episódicamente.

    2- Todo o segundo trecho do seu texto baseia-se no pressuposto que as pessoas foram pagar precisamente para ver apenas a doideira e a decadência da AW. Ora para isso vêm os tablóides e vídeos na net. O que as pessoas queriam era ver o concerto de uma artista que tem talento, cujas canções passam na rádio todos os dias e cujo CD passam com gosto nas suas aparelhagens.
    Tem um hype desmesurado em torno dela? Tem. Mas ao mesmo tempo é boa música, tem talento. E tem a capacidade de dar um espectáculo em condições. Não é como a Britney Spears, que quando foi lá cantou em playback. Aí ri-me dos protestos da assistência - não sei do que estavam à espera, ela não sabe cantar nada.
    Neste caso é diferente, a AW sabe, e pode, cantar e encantar. Mas não quer, prefere não. Prefere drogar-se, beber até ao descontrolo e assim gorar as espectativas e finanças dos fãs que a foram ver e que são a razão do seu sucesso como cantora e da sua abastância.
    E se o país está em crise, admite-se então que as pessoas fizeram um esforço extra para estarem presentes nesse dia. Mais uma razão para estarem indignadas por não terem visto o espéctáculo pelo qual pagaram tanto. Leia-se, um CONCERTO.

    3- O facto das pessoas responderem sempre, “vamos a ver se ela vem!” à pergunta dos repórteres deve-se ao facto de ter sido noticiado várias vezes durante a semana que a AW poderia não aparecer.
    Acho ridículo, reduzir a população a pessoas que gostam da música e pessoas que gosta da figura. Ambas as vertentes podem perfeitamente coexistir.

  77. 77 77  Maria

    Pois e ,
    essa coisa de ir a arena ver se alguem cai e tipica ca da malta.Deve ser do habito das touradas que sempre dao excitaçao quando alguem vai parar ao hospital ou a morgue.Mas pode ser que a jovem Amy Winehouse surpreenda aqueles que hoje se atiram a sua vida com tanta ferocidade, nunca se sabe nao e?
    As vezes as pessoas surpreendem muito .

    Seja como for a muito divertido ler algumas das mensagens sobre o topico porque na verdade tem pouco a ver com a musica ou com a critica apurada de pessoas de gosto e cultura .

    Lembro apenas que a jovem senhora se dirijiu ao publico num dado momento do show para pedir desculpas pelo seu mau estado fisico dizendo que estava muitissimo constipada–( o que e verdade pois havia dado um concerto em londres um pouco antes e ja ai se encontrava bastante em baixo –razao pela qual pensou em adiar a vinda a lisboa )–
    acrescentando tambem –e continuando a dirigir-se ao mesmo publico–que deveria ter cancelado o espectaculo.Ao que a audiencia respondeu em unissono–”Nao Nao Amy tu es optima e estamos a adorar!!”

    Portanto aqueles que agora tanto criticam ; das duas uma –ou nao viram nada porque nao estavam la ou nao viram na Tv, ou entao estao apenas a exercitar tiro ao alvo sendo que neste caso o alvo e alguem
    apesar de se encontrar num mau momento nao virou a cara e se apresentou em publico dando o que podia.Quanto a chamada crise e a forma como os portugueses gastam o dinheiro que tem ou nao tem pouco me importa, mas nao descarreguem na artista o facto de terem mais gastos do que podem as suas contas bancarias.

  78. 78 78  Alice

    Não podia estar mais de acordo, a voz dela é fabulosa e a senhora é uma ocorrência rara. … Uma coisa é técnica, é matemática e sim…isto pode criar algo muito genial…mas já la está…é só colocar as notas nos sítios certos. Outra coisa é ter uma voz daquelas. Quanto as constipações… a este tipo de indignação anda de mãos dadas com o pedantismo. também é verdade que as constipações se curam…mas pronto…o mundo não acabou

  79. 79 79  David Fernandes

    Afinal a genialidade desceu um pouco para a, apenas, fabulosa voz. Coitada da Joss Stone, que banal que é; nunca merecerá uma mísera nota de rodapé (veja-se de quem se fala) porque não é “excessiva”: tanto quanto se sabe não se embebeda, não se droga, enfim, é uma pessoa normal. Desculpem: banal!!

    Extraordinário, Maria, o elogio da imperfeição, mascarada de genuinidade: coitado do Dali tão perfeito que era.

    Tenham juizo: aclamar esta (repito ESTA) Amy Winehouse é necrofilia.

    E, no final das contas, continuo sem saber o que tem a senhora de genial.

    Já dizia alguém que não devia ser necessário fazer constar que se dorme com a janela aberta, faça chuva ou faça sol, para se ser considerado um artista de génio. Infelizmente é.

  80. 80 80  David Fernandes

    Mas detectores de génio como o DO sempre existiram e sempre existirão. No passado, detectaram outros como porexemplo, Syd Barrett, esse génio absoluto, que deixou os Pink Floyd em 1968, sem saudade, pelos vistos e esse outro, talvez ainda maior génio, Sid Vicious, que ter o cabelo verde e outros atributos de génio como viver “sob efeito” foi a única coisa que fez pelos Sex Pistols.

  81. 81 81  joao

    V.Exas são grandes intelectuais. Gostam de cinema do melhor, conhecem bons escritores, estão a par da pintura moderna e do teatro de todas as épocas. V.Exas conhecem a história política e a história filosófica do mundo. No entanto, invariavelmente, quando chegam à música ostentam com alarde uma ignorância atroz.

    Ao lado de grandes coreógrafos e grandes cineastas contemporâneos, estaríamos à espera de ver grandes compositores dos séculos XX e XXI, com Luigi Nono, Kurtág, Ligeti ou Cage. Mas não! O que vemos é Mísia e Amy Whitenãoseiquê.

    Ele é o Oliveira no cinema e os Madredeus na música. Ele é o Nacho Duato na dança e a Amy qualquer coisa na música.

    É urgente vencer a ignorância musical desta terra.

  82. 82 82  besugo

    Ainda há aqui quem pense que a Sra. coçava o nariz por estar constipada… acho graça.

    João

    Ainda bem que você chegou a este blog para nos “iluminar” com a sua profunda cultura musical.
    Não se chega a perceber muito bem o seu aborrecimento.
    Acha que é a única criatura bípede em Portugal a conhecer Ligeti?

    Repare, podemos todos começar a lançar nomes e fingirmos que sabemos ler pautas, que ouvimos Varèse em casa, que do Beethoven só ouvimos os quartetos para cordas, que o Mozart já nem se atura em chocolates… etc.

    Vence a ignorância quem quiser vencê-la. Deixe-se de tretas.

  83. 83 83  Filipe

    A Amy eh aquele tipo que toda a gente conhece ou ja’ teve no grupo de amigos, o que da’ a cana toda para chamar a si as atençoes que de outra forma nao teria.
    A ideia da musica eh boa, a banda de apoio eh excelente, mas o conjunto final eh fraquinhoooooooooooooooooooooooooooooooo.
    Eh que se ainda nao existissem alternativas.. mas com tantas bandas de extremo valor nao percebo porque se vive tanto ah volta desta sra. Quanto a mim nao me aquece nem me arrefece, enquanto as luzes apontam para ela e para o espectaculo ah sua volta, o povinho nao toca no que realmente anda por ai de bom ;)

    Ja agora refiro alguns genios de excessos mas com valor, vivos e mortos! ;D

    Bill Evans
    Jimi Hendrix
    Iggy Pop

    ps. teclado em ingles.

  84. 84 84  Maria

    “Extraordinário, Maria, o elogio da imperfeição, mascarada de genuinidade: coitado do Dali tão perfeito que era.”

    Nao percebi.
    Mas quanto a imperfeiçoes e verdade que podem trazer com elas muito do melhor que existe na vida.
    Na Arte tambem.Portanto imperfeiçoes nao me chocam , bem pelo contrario–gosto muito.
    Perfeiçao e coisa que nem existe.

    “Ao lado de grandes coreógrafos e grandes cineastas contemporâneos, estaríamos à espera de ver grandes compositores dos séculos XX e XXI, com Luigi Nono, Kurtág, Ligeti ou Cage. Mas não! O que vemos é Mísia e Amy Whitenãoseiquê.”

    Ah sim senhor.
    Todos muito bons pois esta claro.
    O Nono o Kurtag o Ligeti e o Cage.
    Fantastico e gosto muito ah pois .
    Mas tambem gosto da Winehouse.
    E de muitos outros porque caro senhor; gostos nao se discutem e era o que faltava, que os meus gostos andassem ao sabor dos gostos de outros.
    Nao andam e sao muito livres .
    Uma das melhores coisas que a arte pode trazer a vidinha das pessoas e a liberdade de escolha.
    De escolha de estilos e de artistas , que e como quem diz da escolha de pontos de vista.
    Mas para se poder escolher ha que ter a capacidade de se ser livre da falsa premissa de que existe apenas um gosto –o nosso.
    Arte e Liberdade, quem nao perceber isso nao percebe nada e de pouco lhe valerao os gostos, por muitos nomes que conheçam.

    Quanto a Amy Winehouse gosto muito.
    Gosto da voz e do estilo e pouco me importam as escolhas que fez ou faz do ponto de vista pessoal.
    Se se droga ou bebe ou se despe ou veste e nem sequer se gostam dela ou nao.

    Quem perceber o seu talento percebera do que falo
    - quem nao chegar la - pois; temos pena.

  85. 85 85  Tárique

    Coitada da Joss Stone [...], não se embebeda, não se droga , enfim, é uma pessoa banal

    Muahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha !!!!!!

    MUAHAHAHAHAAAAHAHAH!!!!

    Como diria o saudoso Bill Hicks:

    If you don’t believe drugs have done good things for us, then go home and burn all your records, all your tapes, and all your CDs because every one of those artists who have made brilliant music and enhanced your lives? RrrrrrrrrrrrrrrrrrEAL fucking high on drugs. The Beatles were so fucking high they let Ringo sing a few songs.

    :)

  86. 86 86  joão

    o Daniel entrou no que se chama de escalada de compromisso.

  87. 87 87  Arquiduquesa de Grayskull
  88. 88 88  David Fernandes

    Tárique: dava-lhe jeito e poupava-se ao ridículo se lesse os artigos que aconselha até ao fim e não se ficasse pelos títulos. Para o que interessa, o concerto da Joss Stone (neste mesmo Rock in Rio) não tem comparação possível com o da Amy Winehouse; o problema parece ter sido não estar high. (Já sei, já sei; um génio é incomparável.)

    Quanto ao “Como diria o saudoso Bill Hicks” é uma estupidez como outra qualquer.

    Maria: não percebe o elogio da imperfeição? Eu tentarei explicar. É muito comum essa ideia de que as coisinhas perfeitinhas não têm graça, o que tem graça (e valor!!!!) são as imperfeições, a genuinidade (como se uma coisa tivesse que ver com a outra). Daí até Dali é fácil, não?

    E, pela parte que me toca, pode gostar da Amy Winehouse quanto quiser, e uma vez que chegamos já à fase dos gostos, acabou a conversa certo??

    No princípio era a genialidade, no meio não se explicou onde reside, no fim demos no gosto.

    Demos no “sim porque sim”. Ok.

  89. 89 89  Farto de hipocrisias

    K_Tudo:

    Sabe o que é mais curioso? É a forma como tantas (aparentes) discordâncias nos podem levar a um mesmo patamar de… concordância!

    Tudo aquilo que eu escrevi até agora (se ler com atenção) vai num e só num sentido:

    AQUELA MALTÓSIA NÃO TEM GRANDES MOTIVOS PARA SE QUEIXAR!!!

    Quanto aos que já tiraram as minhas palavras do contexto para proceder a outro tipo de “análise”, remeto-os para o meu 1º comentário, onde eu digo, claramente, que gosto da música em questão. Sim, gosto de ouvir a Amy; sim, posso até concordar que fazia falta algum agitar de águas no contexto da “music-industry”, que a “Casa-do-Vinho” pode muito bem representar; sim, tudo aquilo que a rodeia (musicalmente falando) é de alta qualidade.

    No fundo, aquilo que eu ando a dizer desde ontem é que não faz sentido a “indignação” pelo resultado final do concerto; toda a gente sabia da elevada probabilidade de ser uma coisa daquele calibre (daí as afirmações do “vamos lá a ver se ela vem”). E, disse e repito, muita daquela maralha estava ali precisamente para poderem dizer aos amigos no dia seguinte “Xiiii, fui ver a Winehouse, a tipa tava cá com um estaaaaalo!!!”. É chique, é voyeurista, é necrofílico. Mas eu não critico isso. Só critico a atitude de virgem ofendida no final do espectáculo. Realmente, só faltava irem pedir o dinheirinho de volta, como quem contrata um canalizador que, no final do dia, lhe deixa o sifão tão entupido como estava…

    Spare me!

  90. 90 90  Luís Marvão

    João,

    Há vida (e interessante) para além do universo da música erudita e contemporânea.
    Mas é verdade que, no universo da música popular, se usa e abusa do epíteto “génio”.
    Bem, mas em matéria de génio, e de abuso, também tenho direito aos meus; aqui deixo alguns dos meus:

    Robert Wyatt;
    Nick Drake;
    Robert Johnson;

    Quanto à Amy, confesso que ainda não fui seduzido.

  91. 91 91  Maria

    “Maria: não percebe o elogio da imperfeição? Eu tentarei explicar. É muito comum essa ideia de que as coisinhas perfeitinhas não têm graça, o que tem graça (e valor!!!!) são as imperfeições, a genuinidade (como se uma coisa tivesse que ver com a outra). Daí até Dali é fácil, não?”

    NAO–Dali NAO e facil.Nao e mesmo nada facil.

    As imperfeiçoes tambem nao sao nada faceis.
    Quanto as coisinhas perfeitinhas–nao sei do que fala pois a “coisa” no seu discurso e no minimo imcompreensivel.Logo nao nao sei do que fala.

    Quanto a conversas –se as entende por dialogo nao acabou porque nunca começou uma vez que para haver conversa dialogo teria que haver duas partes interessadas na vontade de partilhar o que quer que fosse; coisa que da minha parte nunca existiu,ta?

    Voce nao gosta da Amy Winehouse e ainda bem
    Eu gosto.
    E ficamos assim.

  92. 92 92  Luís Marvão

    “Maria: não percebe o elogio da imperfeição?”

    Por exemplo, a Billie Holiday. Nunca como então, imperfeição e génio foram um só.

  93. 93 93  David Fernandes

    Maria, não é Dali que é fácil é o raciocínio lógico “Daí ATÉ Dali é fácil [chegar], não?”

    Mas já vi que não.

    “Logo nao nao sei do que fala.”

    Já percebi.

    “Voce nao gosta da Amy Winehouse e ainda bem
    Eu gosto.”

    Pois, verifica-se que não entende e/ou não leu o que eu escrevi.

    Para quem não está a conversar, a Maria desconversa muito bem.

    Recordo-lhe apenas que o post é sobre genialidade, mas não creio que seja algo que lhe desperte interesse. Apenas o seu gosto lhe interessa.

    Adiante, que há mais vida.

  94. 94 94  Tárique

    Coitada da Joss Stone [...], não se embebeda, não se droga , enfim, é uma pessoa banal

    e o ridículo sou eu? hein? hein?

  95. 95 95  David Fernandes

    Tárique, insistir nesse ponto apenas agrava o surrealismo da cena e demonstra que, de facto, não leu os artigos que me aconselha a ler.

    O primeiro não diz nada sobre drogas ou álcool, absolutamente nada; é apenas uma triste e amarga crónica de um idiota que deve ter um problema prévio qualquer com a Stone.

    É que se retirarmos as críticas a: côr do vestido, côr do cabelo, do sotaque americano, não sobra nada. Nada.

    O segundo artigo não fica atrás do primeiro, mas, aleluia, já fala de drogas e cito: “Speaking to Q magazine, the soul singer revealed «I’m not much interested in drugs - apart from the occasional spliff?»”

    O que é curioso é o que, pelos vistos, escandaliza a autora do artigo não é o a Joss assumir que fumas uma ervita de vez em quando, não; o que a escandaliza é uma definição: cool; o que quer dizer cool?? E quando se deve ou não deve aplicar.

    “What this job has shown me is that there are many options in life, and I can do whatever I want. Cool huh??” diz a moça;

    “We can think of other words, but “cool” isn’t one of them Joss”.

    Voilá, a inteligência e a agudeza destes dois cronistas e/ou jornalistas que o Tárique, inexplicavelmente, aponta como exemplo de algo. De quê?? Não sei.

  96. 96 96  Maria

    “Maria: não percebe o elogio da imperfeição?”

    Por exemplo, a Billie Holiday. Nunca como então, imperfeição e génio foram um só.”

    Sim senhor e nao so no caso da Billie Holyday, primeiro muito admirada mesmo no circulo branco e mais tarde julgada e mal vista pelo alcool e consumo de drogas, o que fez com muitos esquecessem a voz e o genio que antes haviam elogiado.–Mas nao estavamos a falar dela e sim da Amy Winehouse do concerto dela e de como chocou algumas mentes a forma como se apresentou em palco , conferindo aos que a criticam a ilusao de que podem julgar-lhe as escolhas, esquecendo a extraordinaria qualidade do que ja conseguiu.
    Como tambem penso que no caso dela o genio existe e subsiste acredite que percebo e muito bem o elogio da imperfeiçao se ele for claro nao deixando margem para duvidas quanto a intençao.

    “Maria, não é Dali que é fácil é o raciocínio lógico “Daí ATÉ Dali é fácil [chegar], não?”

    Sobre raciocinio logico e coisas assim:-

    “Eu tentarei explicar. É muito comum essa ideia de que as coisinhas perfeitinhas não têm graça, o que tem graça (e valor!!!!) são as imperfeições, a genuinidade (como se uma coisa tivesse que ver com a outra). Daí até Dali é fácil, não?”

    Muito bem — Quem fez o favor de adicionar explicaçoes foi o senhor , eu limitei-me a ler e a tentar entender.E o que entendi foi aquilo que escreveu.A imperfeiçao pode nao ter a haver com genio.Mas em certos casos tem tudo a haver.
    Teve no caso da Billie Holyday e tem no caso da Amy Winehouse . Ambas duas senhoras com excelente voz e donas de um estilo em tudo original.
    Mas claro que isto e apenas verdade para quem gosta de as ouvir.Os outros entenderao que nada valem ou que valerao pouco e e aqui que entra o gosto de cada um. E quanto a gosto so ha que respeita-los.
    Agora o que escrevi ( tudo o que escrevi ) foi sobre o tipo de criticas que foram escritas e com as quais nao concordo.E nada do que escrevi se afastou do topico em questao.
    Quanto ao conversar ou desconversar, Dali ate onde quiser- depende em tudo da clareza nas ideias e na forma como sao postas.

  97. 97 97  David Fernandes

    Afinal sempre há diálogo; registo.

    “Teve no caso da Billie Holyday e tem no caso da Amy Winehouse . Ambas duas senhoras com excelente voz e donas de um estilo em tudo original. Mas claro que isto e apenas verdade para quem gosta de as ouvir.”

    Diga-me onde é que me viu dizer que não gosto da Amy Winehouse? Não perca tempo, não vai encontrar.

    Tentei foi não sair do tema da genialidade, e não basta uma excelente voz e um estilo em tudo original. Na minha opinião é preciso mais e, veja bem, nem acho que tenha alguma que ver com gosto.

    Quanto ao Dali, é um exemplo, de excesso e perfeição.

    Isto é: não precisamos de recorrer à sua excessiva (original?!?!) vida para, com bondade, lhe admirar uma obra; a obra, não sendo perfeita (aceito que tal coisa não exista) estará lá muito perto independentemente do tal excesso. Além de que, creio (não domino a técnica) não ser possível ter conseguido aquilo com tremores e visão dupla.

    Era isso … e continuo com a esperança de que alguém me faça ver a genialidade da Amy Winehouse que quanto ao resto estamos de acordo: excelente voz (como há centenas) e uma original postura e modo de vida (como há milhões).

    Espero ter-me feito entender.

    PS: “Daí até Dali” era um trocadilho que, já percebi, não resultou.

  98. 98 98  Maria

    “Extraordinário, Maria, o elogio da imperfeição, mascarada de genuinidade: coitado do Dali tão perfeito que era.”

    “E, pela parte que me toca, pode gostar da Amy Winehouse quanto quiser, e uma vez que chegamos já à fase dos gostos, acabou a conversa certo??”

    “Afinal sempre há diálogo; registo.”

    Nao fui eu quem tentou por fim a dialogos–foi o senhor.Existe sempre dialogo quando as pessoas sao delicadas,pode registar e pode concluir .

    Quanto a genialidades , nao ha forma de fazer ver ou ensinar e materia de sensibilidades ; tem que se chegar la sozinho,nao ha professor que nos valha.

    Em relaçao a Dali pode ler o que escreveu a proposito, se acha que a palavra coitado atribuida a Dali pode fazer trocadilho pois entao faça favor.
    Se tinha tremores e visao dupla; pois isso nem discuto porque so me interessa a pintura como resultado final.

    Amy Winehouse.
    E evidente que tem uma voz muito acima do vulgar , que e especial como artista, que ha imenso a esperar dela e que nao sao as criticas de circunstancia mais ou menos malevolas que podem fazer esquecer tudo isso.Tudo o resto tem muito pouca importancia

  99. 99 99  David Fernandes

    Maria,

    Se nisto “(…) e uma vez que chegamos já à fase dos gostos, acabou a conversa certo??” não é capaz de ver que se trata de uma PERGUNTA, isto é, uma tentativa de promover o diálogo, mas precisamente o contrário, olhe, não há maneira.

    Termino com algo que li algures sobre o assunto e desisto, derrotado:

    “A não ser que alguém queira mitificar novamente uma estrela cadente, supostamente dilacerada pelo talento e pela dificuldade em usufruir da vida
    comum, e que portanto morre jovem “porque os deuses lhe tiveram muito amor”. Se for este o caso, deixem a jovem aguentar mais dois anos e meio e depois façam-na queimar-se na sua própria fogueira de absinto, juntando-se então aos nunca explicados rebeldes todos mortos aos 27 anos.”

  100. 100 100  Lavadex