O presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Évora não compreende o inquérito instaurado pelo reitor às praxes realizadas num dos pólos da Universidade, avisando que elas vão continuar. Afinal, trata-se de um “hábito antigo” que “é uma manifestação cultural que deve ser respeitada”. Mais a mais, como se percebe, os abusos “não têm lugar no nosso conceito de praxe”. Na Universidade de Évora os alunos do primeiro ano podem ter que rastejar nos excrementos dos animais, mas fazem-no com todas as condições de higiene e controlo de qualidade. Podem ser fezes, mas não é uma merda qualquer. Aqui não há abusos, como se sabe. Cultura que é cultura, só com excremento de asno de primeira qualidade. O presidente da associação de estudantes sabe do que fala.


32 respostas ao post “A cóltura da bosta”  

  1. 1 1  Maria

    Ora muito bem.
    Que e como quem diz; quem gosta de se arrastar na m* nao se cansa.Ou ainda, o que a gente quer e a kultura da bosta e vivamos felizes com ela.

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  2. 2 2  josé Manuel Faria

    A praxe é uma idiotice e o traje, outra, “O traje surgiu em Coimbra como forma de distinguir o foro académico das demais classes e ofícios” in wikipédia.

    Essa coisa de capa e batina de Coimbra passou nos anos 80 a ser moda em tudo que é instituições para doutores.

    Qualquer dia a classe operária unida sai à rua de bata e bandeiras negras.

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  3. 3 3  salvoconduto

    É claro que sabe. Também ele é uma bosta.

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  4. 4 4  José Costa

    Caro Pedro, correndo o risco de vir a ser massacrado, aqui vão os meu “2 cents” sobre esta questão.

    Primeiro ponto, um esclarecimento, fui “praxista” e também membro de um Tuna Académica.

    Posto isto, devo dizer que concordo totalmente que se punam todos os que se aproveitam da Praxe para, quais tiranetes, humilharem e aviltarem os colegas, causando-lhes danos morais e, por vezes, psicológicos. E não falo apenas de expulsão do Ensino Superior, mas também, se caso for, de levar essa gente a tribunal.

    Todavia, não posso deixar de defender também a Praxe no sentido em que a vivi aqui na Academia do Porto.

    Fui praxado e praxei e penso que nunca ultrapassei os limites da decência e da dignidade. Claro está que há subjacente a todo o conceito de praxe uma “obediência” às ordens dos mais velhos, mas eu sempre a encarei como um acordo tácito entre aqueles que “fingem” obedecer e os que “fingem” mandar, uma vez que, na realidade, ninguém detem poder para verdadeiramente obrigar outra pessoa ao que quer que seja.

    A eu ver, só participa nas actividades académicas quem quer e, claro está, que uma vez lá e ciente das regras da casa, tem duas hipóteses, “go with the flow”, ou recusar-se e abandonar a praxe.

    Sou amigo de muitos anti-praxistas e nunca vi que fossem “ostracizados” como muitos dizem. Alias, quem frequenta uma faculdade sabe que assim é.

    Como qualquer outra coisa, a praxe tem as suas coisas boas e as suas coisas más e quem quer dela fazer parte tem tanta liberdade para o fazer como os que acham o contrário. Cabe a cada um decidir o que mais lhe convém.

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  5. 5 5  Maria

    E ninguem diz o contrario.
    Sabe-se que existem nas praxes e na vida muitas maneiras de estar.Boas e mas.
    Essa da bosta nao me parece grande coisa, logo nao a vejo com bons olhos e se ha quem goste de se passear na dita , bem que se pode dizer .

    Agora que nao se devem criar confusoes com saudaveis rituais de grupo com outra coisa qualquer la isso.

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  6. 6 6  ze

    Não é muito difícil por uns quantos policias a fiscalizar estas situações, por mim podem-se proibir as praxes JÁ!!! Já estive em varias faculdades, e em todas as praxes são uma humilhação!!! E espanta-me um pouco como os partidos da esquerda ignorem este tema, porque estas atitudes vão-se reflectir para sempre na vida das pessoas, em que umas espezinham as outras sem qualquer punição.

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  7. 7 7  Rafael Ortega

    Só é praxado quem quer.
    Se os alunos do primeiro ano não se opuseram a rastejar na bosta que pode o reitor fazer? Que eu saiba não é crime chafurdar na porcaria. É nojento, claro, mas ninguém aponta uma arma à cabeça das pessoas.
    Conheço pessoas que não foram praxadas e não tiveram problemas nenhuns. Isto porque em geral as pessoas a favor da praxe são malta porreira, não é como os tipos do MATA, que me mandaram umas bocas quando fui trajado visitar uma amiga minha que está numa faculdade com muita gente desse bando…

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  8. 8 8  Nuno Góis

    Aqui é que era preciso uma boa ASAE para mandar embora os “académicos” cujo mérito e honras aumentam quanto mais os anos que chumbam…

    Passei pela Universidade de Évora e ainda me lembro do orgulho de um destes inergumenos ao dizer: “Já tenho 8 matrículas!”.

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  9. 9 9  Voice_Of_The_Opressed

    “So é praxado quem quer”, naturalmente o conceito de pressão de grupo nao deve ser entendida pelas pessoas que proferem estas palavras, finalmente a sociedade começa a acordar para a bestialidade que são as praxes; riuais fascistas e militaristas q incutem os valores de submissão, hierarquização e profundo psicoticismo, espelhado na acção vingativa de humilhar os proximos que nem sequer são aqueles que causaram o mal sublinhe-se.
    Tudo isto para concluir que as tradições na sua maioria so servem para atrasar os paises no seu desenvolvimento humano, q se f**** as praxes mais quem praxa, quem se deixa praxar e quem anda trajado, outro simbolo do elitismo medieval.

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  10. 10 10  F Gomes

    Nuno Gois, só “passaste” pela Universidade de Évora, não acabaste o curso pois não? É que “inergumenos” escreve-se ENERGÚMENOS.

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  11. 11 11  Manuel Leão

    Com a crise que está, onde queria que eles mergulhassem a cabeça? Num bolo de chantilly?

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  12. 12 12  Nuno Góis

    F Gomes, obrigado pela correcção. Apesar de não dar muitos erros estou sempre disposto a aprender.
    Tem razão. Não acabei o curso em Évora porque não quis.
    E o Sr. é só isso que tem a dizer sobre as praxes???

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  13. 13 13  Paulo Granjo

    Deixei um post/comentário acerca do assunto em http://antropocoiso.blogspot.com/

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  14. 14 14  Minhoto

    José Manuel Faria,

    A classe operária já sai trajada á rua, o movimento skin na sua gênese é isso mesmo.
    Eu sou favorável á praxe, uma praxe salutar, integradora numa fase inicial da vida académica ( numa fase inicial pois os grupos formam-se na vida académica diária), uma praxe do respeito por quem não quer ser praxado e não discriminatória.
    Isto que está presente no post não é praxe, é um transtorno mental grave, quem obriga a fazer os outros isto não passa de um coitadinho que aproveita uma situação de relativa superioridade para mostrar as suas fraquezas.
    É preciso intervir nestas situações pois passam das
    marcas, com isto não quero dizer que se acabe com a praxe, bem pelo contrario pois é precisa.

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  15. 15 15  Rafael Ortega

    9 Voice_Of_The_Opressed 25 Out 2008 às 20:34

    “Pressão de grupo” é a desculpa dos fracos de espírito que não têm a capacidade mental de dizer que não.
    Tive uma caloira este ano que se recusou a cantar na esplanada do bar porque não estava para isso. Disse que não fazia e pronto. Ficou tudo bem e não foi posta de parte por se recusar, como muito anti-praxe quer fazer crer.

    Se o seu grupo se decidir atirar de uma ponte também vai atrás?

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  16. 16 16  Spartakus

    Falei disso e tenho falado/denunciado o que vou sabendo. Mais do que os factos, mais grave ainda se calhar, é saber serem estes o nosso dito futuro.
    Abraço.

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  17. 17 17  AG

    Mandar, o Presidente da Associação de Estudantes da Universdade de Évora, à merda, parece-me coisa pouca.

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  18. 18 18  Pedro Morgado

    Na Universidade do Minho, o chefe da praxe diz que «os chumbos são para que as pessoas tenham alguma sensibilidade, quem reprova ganha outra maturidade». E também diz que o governo anda a conspirar contra a praxe e a mandar a SIC fazer reportagens… nem dá para acreditar que isto acontece na Universidade em Portugal…

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  19. 19 19  polvorosa

    Com o início de mais um ano lectivo nas universidades portuguesas a polémica das praxes académicas volta à ordem do dia. O Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior deu orientações no sentido de haver alguma atenção e restringir as praxes para assegurar os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

    A minha posição sobre este assunto é que admitindo a realização da “praxe”, considero que esta não deve ter perversidade nem humilhação, deve antes integrar e ser pedagógica, por exemplo, explicar o funcionamento da Universidade, informar onde são os serviços e equipamentos de apoio aos alunos, ter uma dimensão de convívio e aproximação, ou seja, quase tudo aquilo por que nunca é falada apesar de existir até num número considerável de casos.
    Mas depois há o outro lado da praxe, o lado negativo, e esse é invariavelmente todos os anos notícia pelas piores razões porque ofende, rebaixa, humilha e envergonha alunos e cidadãos.

    Na Universidade de Évora (U.E.), o Magnífico Reitor deu ordens de suspensão das praxes depois de actos praticados na Quinta da Mitra envolvendo os caloiros e o esterco dos animais. Mais espantoso ainda foram as declarações do Presidente da Associação de Estudantes da U.E. dizendo que não tem havido problemas e que estas situações são normais, leia-se na integra: “Pessoalmente, não a considero a mais correcta, mas todos os estudantes daquele curso gostam de passar pelo esterco e alguns até no segundo ano pedem para passar por aquilo outra vez! Nunca houve queixas e já é uma tradição”.
    Estas afirmações são hilariantes, este senhor tem um sentido de humor acima da média, ontem à tarde andei pela Universidade e reparei que estas coisas das praxes ainda continuavam, felizmente ali para os lados do Espírito Santo não há assim tanto esterco.

    http://polvorosa.blogs.sapo.pt

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  20. 20 20  Nom_de_Guerre

    A maior praxe de todas são 1000 euros de propina!

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  21. 21 21  J Ferro

    Já sabia que a Maria era uma rapariga cheia de predicados. Não sabia é que também era praxista. E que cantou numa tuna. Agora entendo todas as suas habituais confusões sobre o mundo e, sobretudo, o seu rancor com todos aqueles que pensam diferente dela.
    Maria, eu que pensava que você era uma incansável marxista-leninista, afinal não é mais de que uma praxista-tunista (ml).
    Ora bolas!!

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  22. 22 22  João Pedro

    Não devia existir praxe porque existem pessoas que por algum motivo se sentem obrigadas a faze-lo, a submeterem-se à vontade de uns energúmenos que por algum motivo que também me escapa sentem algum prazer no que estão a fazer. É uma coisa tão estúpida que não consigo encontrar nunhuma razão que justifique tal coisa.

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  23. 23 23  Ricardo Ramalho

    15 Rafael Ortega 26 Out 2008 às 14:20

    Falar de putos de 17-18-19 anos com “capacidade de dizer não” é algo pouco comum, principalmente numa idade onde cada um se começa a querer integrar e afirmar no seio de um grupo. Esta questão da pertença é importantíssima nessas idades, e muitos se afundam em problemas à conta precisamente disso – o que os outros vão achar deles.

    Agora virem-me dizer que os que não conseguem dizer não são fracos é… estúpido. Muita gente gostaria de dizer não, e nessas idades é perfeitamente natural que não se consiga dizer não, e isso mesmo porque os “caloiros” querem “pertencer”.

    Eu fui caloiro e disse “sim” – serei fraco? Ai que horror… :P

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  24. 24 24  Ricardo Ramalho

    Ah… E sinceramente, a praxe pode ser uma brincadeira gira, para integração dos alunos na actividade académica.

    Desde que se actua de forma razoável e sem abusos!

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  25. 25 25  Joaquim Teixeira

    Nos doze anos que trabalhei na Suiça, nunca vi ou ouvi dizer nada sobre praxes.
    Por outro lado, os estudantes tem cinco semanas de férias em Julho/Agosto, enquanto por cá vão-se fazendo praxes por Outubro dentro e em Maio já se “queimam” fitinhas.
    Se calhar é por isso que a nossa “curtura” é o que é.

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  26. 26 26  João Pedro

    O argumento principal em favor das praxes é o da integração. Não existem formas mais divertidas do que isso para a integração? Desporto, copos ou algo do género? Para integrar é preciso fazer pouco de, gozar com ou por ai fora? Parece-me um argumento descabido.

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  27. 27 27  José Costa

    Sem querer entrar em grandes polémicas, é estranho que não se considere que pessoas que são consideradas pela sociedade com idade suficiente para votar, cumprir serviço militar e conduzir não tenham discernimento para se recusarem a participar numa actividade completamente facultativa…

    E quanto aos que acham que os praxistas são todos de direita e que o traje é fascista, relembro que uma parte considerável dos estudantes antifascistas que lutaram pela liberdade nas universidades antes do 25 de Abril usavam o traje e que figuram como José Afonso e Adriano Correia de Oliveira não só o usaram como cantaram Fado Académico…

    Para finalizar, admitir que sou de Esquerda desde que tenho consciência politica, e que, pelo menos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (a minha alma mater), uma parte considerável dos praxistas são de esquerda…

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  28. 28 28  Maria

    21 J Ferro
    27 Out 2008 às 2:01

    Já sabia que a Maria era uma rapariga cheia de predicados. Não sabia é que também era praxista. E que cantou numa tuna.

    JFerro
    eu sei que voce gosta imenso de atrair as atençoes, mas pelo menos veja la se consegue que o que escreve faça o minimo de sentido.

    Quanto aos meus predicados e isso mesmo; sao meus e voce nem por sombras anda la por perto, logo deixe-se de comentarios onde nao liga a bota com a perdigota.
    Fui muito clara no que escrevi sobre praxes que nao se respeitam nem respeitam os outros.
    Agora se se cantei ou nao cantei numa ou em varias tunas nao lhe diz respeito,nem eu tenho que revelar aspectos da minha vida privada.
    Agora essa sua necessidade constante de contradiçao que esta sempre presente no que escreve por aqui e muito reveladora do seu caracter.

    Em relaçao ao assunto que esta em debate de facto a ideias de ver pessoas a caminhar sobre qualquer tipo de bosta, como meio de integraçao e daquelas coisas que a mim nao me dao gozo nenhum.Sei que ha-de haver alguns que gostam dessas cenas e que adoram tentar submeter outros a situaçoes de degradaçao, mas do meu ponto de vista chamar a essas cenas uma praxe fica mal a qualquer estabelecimento de ensino.

    Portanto JFerro talvez fosse melhor voce pensar um bocado antes de atirar ao ar essas frases pobrezinhas que nao fazem sequer sentido.
    Quanto a rancores , o unico que e aqui muito obvio e o seu, que muito embora tente atingir pessoas a torto e a direito e pobre e sem conteudo e que, como todos os rancores vazios, nao passa disso mesmo.

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  29. 29 29  Fernando

    Concordo com o José Costa, praxismo ou não praxismo não denuncia qualquer afilicação política (excepto em anos recentes onde pertencer ao MATA é quase prova certa de se ser do BE) e trata-se acima de tudo de uma questão de escolha individual e/ou de casos de polícia, quando aplicável.

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  30. 30 30  J Ferro

    Tá bem, Maria. Eu sabia! cantar em tunas é vida privada??!!?? De quem? De quem lá canta ou de quem as ouve?? Vida privada??…Está tudo louco!

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  31. 31 31  Filipe

    Não vou tecer comentários às declarações do presidente da AEUE, pois, de tão ridículas, nem o merecem.

    Gostava é de lançar algumas questões aos defensores da praxe. Porque é que os senhores encaram a praxe como o único mecanismo de integração numa instituição? Será que para estes senhores a noção de integração passa invariavelmente por uma relação de subordinação a um pretenso poder (que, bem vistas as coisas, nem tem noção do ridículo a que se expõe)? E já agora: quem lhes sanciona esse poder? de onde provém a sua legitimidade?

    Mais. Quando a praxe é colocada em causa aparecem logo os arautos dos bons costumes, ou seja, aqueles que separam a praxe com ética, a boa praxe, de tudo o resto que sai dos limites do bom senso (nas claques de futebol o discurso costuma ser o mesmo). O que me leva a outra questão: a praxe ética é aquela coisa ridícula de pintar a face dos caloiros e colocá-los a gritar coisas cretinas no meio da rua? Se for o caso, mais cobertos de ridículo ficam os que mandam do que os coitados que acabaram de vir da terrinha e não têm como dizer que não porque, sei lá, talvez se sintam constrangidos (sentem-se constrangidos porque ficam expostos a uma relação de poder, regra mais elementar da sociologia. Portanto não me venham com a merda de argumento que só o fazem porque querem) e com receio de não caírem nas boas graças dos “doutores”. O pior é que acabam por ver nos corvos o modelo a seguir, acabando por determinar a reprodução dessa coisa saloia, pindérica e viscosa chamada praxe académica.

    P.S: De um gajo que nunca pertenceu ao MATA nem ao BE.

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  32. 32 32  luisadocarmo

    Olá a todos!

    Eu adorei ser praxada e adoro praxar.

    A praxe salutar é das melhores coisas no meio académico.

    Ainda assim tive alguns problemas quando fui praxada pois tentaram (tentativa falhada) me obrigar a comer carne (sou vegana).

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