Hoje, segunda feira, no Teatro Cinearte, em Lisboa, a partir das 21 horas, realiza-se uma sessão pública que assinala os 60 anos da Nakba - o nome que os árabes dão à primeira grande expulsão de palestinianos das suas casas e terras em 1948. Participam José Saramago, Mohammad Barakeh (deputado do Partido Comunista de Israel no Knesset) Randa Nabulsi (delegada geral da Autoridade Palestiniana em Portugal), Miguel Portas, Bruno Dias e Alan Stoleroff (investigador). A sessão é promovida pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino.
Entretanto, está a correr uma petição para a geminação de Lisboa com a cidade mártir de Gaza. Assinem.
Por Daniel Oliveira 26 Mai 08 em Palestina



A libertação da Palestina aproxima-se. Os cruzados nazi-sionistas não festejarão muitos mais anos a criação da sua entidade nazi-sionista. Os primeiros cruzados também só conspurcaram Jerusalém durante 78 anos…entonces llegò Saladino…
Liberdade para o povo mártir palestiniano.
Ó amigo, então esse tal de Teatro Cinearte adonde é que fica?
Em Santos
Que curioso!
Tinha a impressão que o Cinearte pertencia à Câmara e que o tinha alugado, cedido, dado a uma companhia para fazer teatro.
Esta reunião pública é patrocinada pela Câmara?
Que aconteceu ao meu comentário? Foi censurado porque era racista ?
Pelo menos serviu para laguma coisa. Afinal, o Daniel assina a petição ou não?
Viva a Palestina, abaixo os comentários parvos.
Fado, se não tem nada para dizer, abstenha-se
The Studio, o seu comentário foi apagado sem querer. Pode voltar a posta-lo. De qualquer das formas, quando foi inadvertidamente apagado já tinha sido corrigido o texto há algumas horas.
Sim, assinei. Não escreveria a petição assim, não faria referência ao monumento ao massacre dos judeus, que não tem qualquer relação com o tema e aconteceu em Portugal, mas concordando com a proposta, assinei.
José Henriques
Muito obrigado.
Não percebo o seu problema.
Quanto ao meu, sabe dar-me a resposta?
Por acaso o Fado Alexandrino até levantou uma boa questão: quem está neste momento na gerência do Cinearte/Barraca? Ao que sei, esse processo foi um quanto “estranho”.
Refira-se ainda que amanhã há uma sessão em Almada, mas sem a presença de José Saramago.
Palestina vencerá!
Fado Alexandrino, se tem por hábito ir a este teatro - e a outros, no fundo à generalidade das nossas salas de espectáculo - verá que a diferença entre as «peças» que lá se representam e tempos de antena do PCp [sic] ou Bloco de Esquerda é pouca ou nenhuma. Desta vez, os «artistas» pura e simplesmente deixaram de fazer os rodriguinhos pseudo-artísticos costumeiros, e convidaram mesmo um homem que já comparou o Exército israelita as SS e um eurodeputado que defendeu uma invasão de propriedade e nunca foi sequer admoestado pelo partido a que pertence* para, de viva voz, fazerem propaganda desse ideário.
A CML sabe isto: mas como também sabe que se tomar providências contra isso acontece outra rivolição de vagabundos tipo Teatro Plástico com os Joões Teixeira Lopes e os Danieis Oliveiras de sempre a dizerem que a culpa é da «censura» à «arte» estão atados de pés e mãos.
*e de pouco importa se retirou o que disse a posteriori. Numa situação normal qualquer partido que preze a legalidade teria dito, no espaço que mediou entre uma coisa e outra, que as declarações do seu destacado militante e único representante no PE não eram representativas do pensamento do partido sobre a matéria.
Caro Euroliberal,
Aconselho-o a visitar um blogue chamado “jantar das quartas”. Para ver o que pensam ‘certas e determinadas pessoas’ do sionismo e da Palestina.
Agradeço-lhe a divulgação da iniciativa (e já agora a localização do Teatro - que as minhas visitas à Barraca não associaram de imediato!).
Gostei de ouvir o nosso Homem. Foi um valente susto, a doença, mas a lucidez continua a mesma, a mesma lucidez que ensaiou.
Pelos convidados que participam, esta garantida a defesa da posiçao dos israelitas…Nada como um debate equilibrado para fortalecimento de posiçoes. Sera, sem duvida, uma sessao acesa e com muitos “farrapos” do Arafat à mistura
a lucidez continua a mesma
Isto é, nenhuma.
É nestas postas que se vê a verdadeira posição do Daniel Oliveira em relação a conflito.
Se faz 60 anos, sobre a expulsão dos palestinianos das suas aldeias, também faz 60 anos da expulsão dos Israelitas das suas aldeias, na mesma palestina. Aldeias essas que ficaram do lado árabe da linha de cessar fogo. A expulsão dos judeus do bairro da cidade velha em jerusalém é disso exemplo. Foram todos expulsos em 1948, quando a Jordânia tomou conta da parte leste da cidade. Viviam lá há séculos.
O problema dos refugiados dá muito jeito aos defensores da causa palestiniana. Os refugiados israelitas da guerra de 48, que também existiram e não foram poucos, foram todos realojados, porque Israel tratou dos seus. Já os árabes preferiram manter milhares de pessoas a viver em campos de refugiados durante decadas. Dá jeito, não dá?
Do lado árabe? Qual lado árabe? Mas onde é que já vão as fronteiras de 1948. Os israelitas são hoje donos e senhores de todo o território menos de Gaza. Mesmo na Cisjordânia, mesmo na parte oriental de Jerusalém, estão onde querem estar, definem com muros e demolições as fronteiras que entendem. Israel tratou dos seus? Os Palestinianos têm uma Nação, que se chama Palestina. Não é a Jordânia, o Líbano ou a Síria. É a Palestina. E o senhor tem a lata de dizer que Israel tratou dos seus e os árabes não trataram dos seus? Tem consciência, só pela maneira como atira os palestinianos para terra de ninguém, para lá das fronteiras da Palestina, onde deviam ficar para todo sempre, do ponto a que vai?
Judeus de todo o Mundo continuam a ser alojados não apenas em terras israelitas de 1948 ou das conquistadas à força mas também no pouco, quase nada, que sobrou para os palestinianos, em casas que eram de palestinianos, em terras onde estavam casas de palestinanos e que foram e continuam a ser demolidas, em colonatos dentro do território ocupado e o senhor ainda culpa os palestinianos de não terem tratado dos seus? Onde é que os punham na Palestina? O que sobrou?
Porque para si os palestinianos tratarem dos seus era sairem dalí e viverem na Jordânia ou no Libano. Pois, já me esquecia, os palestinianos nem palestinianos são. São apenas e só árabes e aquela terra não lhes foi prometida. O seu lugar é longe dali.
Mas até onde pode ir o cinismo? Até onde se pode revirar a história para ela bater certo. Os palestinianos não têm de viver na Jordânia, no Líbano ou na Síria. Têm de viver na Palestina. Não são os árabes que têm de tratar deles. Têm direito ao seu próprio Estado e a tratar de si mesmos. Ou num Estado multiétnico (infelizmente impossível) ou dividindo aquele território entre Palestinianos e israelitas.
Sim, tenho um lado. E sabe porquê? Não é porque porque prefiro muçulmanos a judeus, palestinianos a israelitas. A razão está na arrogância e autismo do seu comentário que apenas traduz de forma fiel o discurso oficial de décadas.
Daniel,
Lado árabe: margem ocidental e gaza.
- Não foi para ai que os palestinianos figiram em 1948, (e podiam te-lo feito, pois esse territorio foi ocupado pela Jordânia e pelo Egipto) , muitos fugiram para o Líbano, para a Jordânia propriamente dita (onde curiosamente são a maioria da população) e para a Síria. Ficaram em campos de refugiados eternamente. Nunca regressaram, nem a Cisjordania nem a Gaza. Sabe explicar-me porquê?
Essa é que é a hipocrisia que o Daniel não vê. Quem é que impediu os palestinianos de regressar a esses territórios antes de 1967? A quem é que isso não deu jeito? Não venha dizer que foi Israel, porque durante 19 anos houve soberania egipcia sobre gaza e jordana sobre a margem ocidental. Os palestinianos não regressaram aos territórios de gaza e da margem ocidental, por esse não era o seu principal designio. O seu principal designio sempre foi empurrar os judeus para o mar e destruir Israel. Foi um erro, não há nada a fazer em relação a isso.
- Não me leu em lado nenhum, que os palestinianos deveriam viver nos paises árabes e não na sua terra (gaza e cisjordania); Não ponha na minha boca coisas que eu não disse. E também não diga que os paises árabes não tinham responsabilidades para com os palestinianos, porque tinham. Tinham e não actuaram, nem trataram da causa palestiniana. E não trataram em parte, porque na altuta não havia causa palestiniana. Não aceitavam Israel, e tinham como único proposito a sua destruição. Ponto final, o resto não lhes interessava. Nunca lhes importou o estado palestiniano, nem onde estavam ou não os pelestinianos.
- Evidentemente que os erros dos países arabes no passado, não são desculpa para o que se está a passar agora, que é lamentável e grave como sabe. E nem desculpam os erros dos israelitas.
Agora o que não é correcto, é acusar-me de cinismo e de autismo, quando o próprio Daniel passa por cima de uma série de condionantes do problema, como se elas não tievessem existido e como se não houvesse muita responsabilidade dos próprios dirigentes palestinanos e árabes na situação actual.
- Não percebo de onde veio essa ideia do estado multietnico. Essa é a situação actual: só há 1 estado. O de Israel. Ao defender um estado multietnico, passa por cima do proposito da fundação de Israel e da partilha da palestina feita em 1947 que previa 2 estados. Quando leio coisas destas, começo a pensar se quem as escreve tem apenas como proposito inverter a actual situação: estado árabe com guettos israelitas.
Por fim e para terminar, mais 2 reparos:
- no outro dia escreveu noutra posta, que só permitia os comentários do Euroliberal, para que assim ficasse automaticamente distanciado dele. Não acho isso. Acho que o Daniel não censura o Euroliberal, porque ele diz o que o Daniel pensa, mas não diz.
- Reparei que quando me respondeu, em nenhum momento referiu que se dirigia a mim. Deduzi que sim, pois tinha sido minha a última posta. Não é que isso me faça grande moça, mas uma vez que aqui venho e que discuto as coisas, parece-me que era o minimo que deveria fazer. Espero que não haja aqui algum melindre ou desagrado da sua parte, em relação ao facto de eu comentar no seu blogue, e que tenha sido só uma desatenção.
Caro Daniel, permita-me:
“Os Palestinianos têm uma Nação…”. Os Palestinos, “olhe que vou ter que o corrigir”, os palestinos e não os palestinianos.
Cumprimentos e para os críticos segue uma bombástica revelação: Stoleroff (um dos oradores) é judeu.
Levy, ao resto irei mais tarde: «Não percebo de onde veio essa ideia do estado multietnico. Essa é a situação actual: só há 1 estado. O de Israel. Ao defender um estado multietnico, passa por cima do proposito da fundação de Israel e da partilha da palestina feita em 1947 que previa 2 estados. Quando leio coisas destas, começo a pensar se quem as escreve tem apenas como proposito inverter a actual situação: estado árabe com guettos israelitas.»
1. Eu coloquei duas possibilidades e assumi que essa era improvável. A divisão em dois estados viáveis é a que é possível e deve ser feito.
2. Fico contente pela evolução. Aceita que temos um estado israelita com guettos palestinianos (não escrevo palestinos).