«Líder da Al-Qaeda no Paquistão desmente envolvimento em assassinato de Bhutto»
Das duas uma: ou o líder da Al-Qaeda no Paquistão faz o contrário do que fazem todos os grupos terroristas e recusa os louros de uma acção da sua organização ou a Al-Qaeda é um excelente álibi para todos os que queiram matar. Num país que vende suspeitos de terrorismo a peso aos seus aliados não podemos esperar muito de investigações. Podemos esperar o que por ali é habitual: ditadores corruptos que dizem combater terroristas e terroristas que os dizem combater ditadores corruptos precisam uns dos outros para sobreviver.
Por Daniel Oliveira 29 Dez 07 em Paquistão, Terrorismo


Daniel, entao o líder da Al Qaeda não é aquele Grande Mestre do Crime que iam “capturar” no Afganistão? O terrível inimigo da humanidade, pior que Goldfinger, Lex Luthor o Joker e João Bafo-de-Onça todos juntos e somados? Segundo a assassinada Benazir (via Dragoscopio) quem a queria ver morta é o homem que matou Osama Bin Laden
Um filme a não perder segundo o qual, na sua equação de terroristas e ditadores faltam os (mesmos)criadores de uns e outros.
Peço licença para transcrever Vasco Polido Valente que, como de costume, sintetiza de forma brilhante.
Era o que escreveria se tivesse tal envergadura cultural.
O assassinato de Benazir Bhutto era a catástrofe que toda a gente, a começar por ela, esperava no Paquistão. Porquê? Primeiro, porque o Paquistão não pode ser democrático: existe mesmo porque é islâmico. Segundo, porque não há Estado: o “Estado” que há não controla as fronteiras, não garante a ordem pública, tolera e colabora com as próprias forças que militantemente o querem liquidar. Terceiro, porque a putativa “aliança” entre Bhutto e o exército não passava de uma ilusão e de uma fraude: ou mandava ela ou mandava o exército. E, quarto, porque os radicais domésticos, a Al-Qaeda e os taliban nunca entregariam o país sem resistência a um político “ocidentalizante” e “secular”, e muito principalmente a uma inimiga declarada como Benazir Bhutto.
Musharraf abandonou os taliban e apoiou a América: por ajuda militar (contra a Índia), por ajuda económica ou fosse pelo que fosse. Mas, fatalmente, dividiu o país. Pior ainda: criou uma oposição de uma intransigência absoluta contra o infiel e o estrangeiro. Se a América tivesse conseguido eliminar os taliban e arrumar a casa no Afeganistão, as coisas não seriam tão graves. Só que falhou e está neste momento, como no Iraque, cercada e sem futuro. Apesar disso, ou por causa disso, a guerra vai continuar e, continuando, vai aumentar o caos no Paquistão. Ou, mais precisamente, irá pouco a pouco envolvendo o Paquistão. A “rua” famélica e analfabeta de Carachi ou de Lahore já considera Bin Laden um herói. Daí a um Estado islâmico com armamento nuclear a distância não é grande.
Perante o desastre, o Presidente Bush resolveu, como de costume, oferecer ao Paquistão a democracia. A democracia no Paquistão é estimada e compreendida por uma pequena oligarquia, que ficou do Império, joga cricket e frequenta Oxford. Durou, pelo menos na sua forma exterior (e com uma ou outra ditadura pelo meio), enquanto durou a influência dessa oligarquia sobre a população. Hoje, com a população sublevada e organizada pelas madrassas, não faz sentido. A escolha deixou de ser entre um partido ou outro: a escolha é entre uma espécie qualquer de teocracia e uma ditadura militar. O Ocidente perceberá um dia que não existem “moderados” no islão. Tirando a tecnologia, o islão rejeita em grosso e por atacado tudo o que o Ocidente criou e representa. A começar pela democracia. O assassinato de Benazir Bhutto tornou a provar a impossibilidade do compromisso.
Nota: Não tem link e por isso o texto tem que ser transcrito.
Atrevo-me a descartar a primeira hipótese. A direcção de marketing não o consentiria!
Sem receio das palavras, preferiria ler: venda de suspeitos marginais a mercados paralelos à luz do direito internacional
Um Bom Ano
Mais hipóteses:
etc
1) a Al-Qaida não existe (tal como a Máfia)
2) Musharraf é da Al-Qaida (esta afinal existe!)
3) Bin Laden é Musharraf disfarçado com aquela barba e aquele turbante
4) os terroristas que mataram B. Bhutto são comandos americanos enviados por Bush para apoiar Musharraf contra as forças democráticas paquistanesas
5) A Al-Qaida matou B. Bhutto para fortalecer Musharraf no poder
6) Musharraf encomendou (ou “quasencomendou”) o atentado à Al-Qaida para depois a poder acusar do crime…
7) Tudo não passou dum engano ou dum acidente com armas de fogo e explosivos
Nada é o que parece. A única verdade é que Bush é cabrão e a América é o Império do Mal.
Só para dizer que, partilho totalmente da opinião do SAPKA.
Os americanos andam sempre á procura de…uma democraCIA que não exista no catálogo.
josé Manangão
http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/search/tribal/
clicar debaixo da imagem à direita.
feliz ano novo!