Rui Marques (ex-alto-comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural) quer criar um partido, no “centro do centro” (já lá está um engarrafamento), para «sublinhar mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa». Alguém explique a esta boa alma que em democracia os partidos políticos servem para sublinhar aquilo que nos separa. Por isso é que são vários. Já tivemos a União Nacional, com o mesmo projecto do nosso altíssimo comissário. Não correu muito bem.
Publicado por Daniel Oliveira 4 de Março de 2008 em Partidos



Embora não lhe preveja grande futuro, tem pelo menos o mérito de abanar um pouco as águas deste charco estagnado em que a política se tornou neste país. Sendo que os actuais partidos são os sapos que só sabem coaxar e não fazem nada de jeito (olha, gostei desta imagem) pra mudar as coisas, porque isso não lhes convém!
Daniel, faço muito gosto em que visites o meu humilde blog. Quem sabe não tiras de lá uns tópicos pra tua participação no “Prazer”. Tás à vontade pra isso.
Abraço
PS: Se lá fores, exijo que faças um comentário, no mínimo. Seria uma honra pra mim.
Escrevi “Prazer” mas foi por engano! Como é evidente referia-me ao “Eixo do Mal”.
Sorry, fica bem
Em democracia é possivel existe o direito da criação de partidos politicos.Não conheço ainda nada sobre o novo partido,mas estão no seu direito.Quanto á sua observação acerca do papel dos partidos que servem para sublinhar aquilo que nos separa é público e é notório.Por vezes pergunto a mim mesmas quando assisto aos debates na AR,se o que se discute é o que interessa aos portugueses ou o que interessa aos partidos.
Ao centro, entre o PS e o PSD? Mas ainda há espaço? Como premissa acho um bocado obsoleto querer formar um novo partido político e a primeira declaração de príncipios que se faz é que não se quer marcar qualquer tipo de diferença. Mas está no seu direito, bem vistas as coisas. Se há 2 partidos iguais ao centro, porque não podem haver 3?
Mas quê? Não me diga o Daniel que o que faz falta são partidos nos extremos?
Há partidos ao centro, não estão é grande coisa.
E o que faz falta não são partidos, são ideias e pontos de vista novos. E estando os partidos da forma que estão, já que essas ideias não aparecem por dentro dos que já existem, parece que criar novos é a única solução.
Mas que falta dignidade equilibrio e bom senso à política, não interessa o espectro, lá isso falta.
Isto é gente que constrói. Não é gente que só fala fala.