João Miranda explica ao senso comum (e o senso comum agradece) que a prisão não resolve o problema da corrupção. Até posso concordar que apenas o atenua. Mas acho que sei onde quer chegar, o que não é difícil, já que venha de onde vier, passe por onde passar, João Miranda chega sempre ao mesmo lugar: com menos Estado há menos corrupção a políticos. Eu iria mais longe: sem Estado nenhum não há corrupção a políticos. É a vantagem do perneta: não tem pé de atleta. Agora, não deixa de ser comovente ver João Miranda pedir para, em vez de optarmos pela repressão, atendermos às causas. E tem razão. Então não é verdade que quem corrompe o faz por necessidade? No fundo, João Miranda é um esquerdista. Só que o politicamente correcto dele é como um clube inglês: só entram sócios.

PS: Ou o João Miranda vai dar uma volta muito grande, ou afinal desta vez vai chegar a um lado muito diferente. Está a tornar-se marxista. Vou começar a chama-lo de camarada, apesar dele agora estar um bocadinho radical demais para mim.


Sem respostas ao post “Corrupção? Legalize It!”  

  1. 1 1  Sofia Bochmann

    Às vezes penso que o mais difícil de ver é o que está mesmo debaixo do nosso nariz…

  2. 2 2  josé manuel faria

    O Ser Humano é bom por natureza!

  3. 3 3  laura

    Não tem nada a ver com o menu do dia, aliás bem importante.

    Não, a minha visita tem apenas por objectivo dizer-lhe que gostei de o ouvir no último “Eixo”, batendo-se por 1 visão não demoníaca ou achincalhante dos funcionários públicos.
    Boa! A matéria é complexa, claro, pouco tem mesmo de linear. A AP tem hoje 2 rostos de thriller, igualmente devastadores:
    -um, que é o da reforma cega (passe a dita reforma, se tivesse olhos, sempre ser necessária).
    -Outro é o do “vale tudo” entre colegas, solidariedade nada.
    Claro que na AP sempre houve boys e às mãos cheias! Mas nunca a portar-se desta maneira. Claro que na AP sempre houve guerras de poder e disputas por lugares e preferências, golpes baixos, mas nunca assim!

    E mais: há muita gente válida, por muito que o estigma diga o contrário. E ainda mais: - muita dessa gente até já foi “dispensada”, contra quem tem, à vista desarmada, piores prestações técnicas.

    Isto, como deve saber, não é ficção, não é faducho, não é lamechice vitimizada.
    É a pura e óbvia verdade.
    Por isso é que pasmo com a distinta irresponsabilidade “poseuse” de quem
    pretende que “sempre foi assim” e outras bocas doutorais,igualmente ao lado, igualmente desfazadas do mundo real.
    Gostei da sua perspectiva e da sua defesa convicta. Sabe do que fala….

    PS- Agora pegue naqueles 2 rostos terríficos de que falei, transponha-os para o plano da filosofia de gestão, de estado, do que quiser e diga lá se tinham de ser as 2 faces da mesma moeda? Precisamente, não tinham. Não deviam. Estão, aliás, nos antípodas. São em si a prova da falência do modelo seguido.

  4. 4 4  marieta

    eu tinha um camarada
    fiel em todos os perigos
    rufa o tambor ao combate
    de mãos dadas ao embate
    caminhamos como amigos

    contra nós zumbia a bala
    qual dos dois escolhe a sorte
    foi a ele o bom soldado
    caído morto ao meu lado
    saúda a pátria na morte

  5. 5 5  CC

    Pois, já se fez isso com o ex-crime de aborto, não foi?

  6. 6 6  Miguel Romão

    É a solução mais fácil.

    Legalizemos também as guerras com interesses económicos :D

  7. 7 7  pfig

    ja’ ha’ uns meses defendeu repetidamente a fuga ao fisco.

    e tb defendeu o aborto clandestino.

    como na~o tenho acesso ‘a televisa~o portuguesa, logo na~o posso ver a tvi, tenho o joa~o miranda. abenc,oada internet.

Leave a Reply