Paulo Portas foi aos Açores para se dedicar à sua cruzada predilecta. O Rendimento Social de Inserção. Para o PP, José Sócrates tem que tirar o RSI “a quem, pura e simplesmente, não quer trabalhar”. Não faço ideia como é que chegou a estes números, e acho que o próprio também não, mas Paulo Portas garante que se poupavam 100 milhões de euros, uma verba que representa mais de 25% dos 371 milhões de euros orçamentados para este programa. Paulo Portas acha que fica caro ao país subsidiar os pobres que não trabalham, eu acho que o país fica mais pobre quando Paulo Portas trabalha.


64 respostas ao post “Prioridades”  

  1. 1 1  Diogo

    Um ministro da defesa que passa a última noite enquanto ministro a fotocopiar documentos relativos à segurança do país e depois os leva para casa, não pode ser acusado de traição à pátria?

  2. 2 2  PALAVROSSAVRVS REX

    Miseravelmente mais pobre. Os pobres que não querem trabalhar pesam menos que as sinecuras em que que se tem rebolado a partidocracia.

    RIS pode ser mais pedagógico? Pode. Retirar, em tempos de angústia e colapso, é crime, populista que seja dizê-lo.

  3. 3 3  Maria

    Paulo Portas nao anda bem.
    Anda a ficar com falta de ideias e isso ve-se e e confrangedor.
    So isso explica o que ontem o ouvi dizer e por deus ; quase que riria senao fosse tao absurdo e patetico ouvir um politico com algum passado de governaçao dizer o que o santinho disse e para toda gente ouvir lol.
    Claro que enquanto o ouvia estava a imagina-lo carequinha porque isto da memoria e mesmo assim, mas nem mesmo com essa imagem gravada consegui sorrir.
    E que ele ha coisas que sao mesmo tristes e a perda de qualidade e inteligencia sao coisas que nunca gostei de ver.
    Ca para mim o homem nao esta bom.

  4. 4 4  João Gomes

    Se PP propusesse que fossem retirados 10% dos ordenados de todos os titulares de cargos de administração pública (ministros e seus assessores, presidentes de Câmara e seus vereadores, administradores de empresas públicas e semi-públicas, deputados e quejandos) eu estaria de acordo com ele. Até porque é gente que não trabalha ou pouco trabalha.
    E com essa poupança, estou certo, ultrapassaria em muito os 100 milhões de euros.

  5. 5 5  Ibn Erriq

    “acho que o país fica mais pobre quando Paulo Portas trabalha.”

    Pois, até pode ser verdade que o pais fica mais pobre, mas não será que ele acha o mesmo relativamente ao PS? Provavelmente não e sabe porque não sabe?

  6. 6 6  Sebastião Dias

    Independentemente de se gostar ou não do RSI, ninguém concorda que se investigue a fundo 1)Se as pessoas que recebem o RSI se tentam inserir na sociedade procurando trabalho, 2)Quanto tempo em média ficam a gozar do RSI, 3)Qual a percentagem de pessoas que está a receber ad eternum este subsídio.

    A minha questão é muito simples. O RSI é tipo um direito adquirido, que depois de se receber nunca mais se vai deixar de receber?

    Concordo com o RSI enquanto apoio permanente para pessoas da terceira idade sem qualquer fonte de rendimento. Discordo profundamente do RSI ad eternum em relação a pessoas em idade activa que querem viver à somra de um subsídio eterno - e, reconheçamos, estas pessoas existem.

  7. 7 7  Pedro Sales

    Sebastião Dias,

    1.O RSI é dos programas públicos mais fiscalizado. Só este ano, vão ser fiscalizadas 30 mil famílias. Quem deixou de poder receber tem que devolver o dinheiro entretanto recebido.

    2. O RSI obriga a família a ter os filhos na escola, não por acaso uma das medidas mais importantes para a diminuição do abandono escolar e para o futuro do país.

    3. Em média, o apoio do RSI representa 81 euros por beneficiário. Não estamos a falar de fortunas, mas de um pequeno complemente para que as pessoas possam (sobre)viver com um mínimo de dignidade.

    4. Na situação social do país, com 2 milhões de pobres, e onde metade dos desempregados nem subsídio de desemprego recebe, esta obsessão do PP com o RSI é obscena. Nunca os vi preocupados com os desfalques no OE representados pela contabilidade criativa da banca nos offshores inventados para esse efeito.

    5. Atendendo aos seus efeitos, e elevada fiscalização, o dinheiro gasto com o RSI é das despesas públicas que fazem mais sentido.

  8. 8 8  João

    E principalmente o RSI tenta devolver alguma auto-estima a quem não tem grandes razões para enfrentar uma vida de pobreza.

  9. 9 9  Maria

    Mas essa conversa sobre o RSI
    e mera conversa da treta que vem dos lados de gente invejosa, mal formada e habituada a controlar tudo e todos sem nenhum respeito por nada e por ninguem a nao ser pelos seus proprios desejos e vicios.
    De cada vez que leio as postas de pescada de um deles , ate fico bem contente. Nada como por o bolor a apanhar sol para ele desaparecer.

  10. 10 10  Ibn Erriq

    Pedro Sales, não pondo em causa as virtudes do RSI, o que o PP pega (aliás, o RSI é “obra” deles) é nos abusos da sua aplicação.
    Tão tenha a mínima dúvida que se o RSI em 99,9999999999% dos casos fosse bem aplicado, contudo, fosse atribuído abusivamente a 0,000000001% em casos, mesmo assim seria uma bandeira do PP!

  11. 11 11  Pedro Sales

    Ibn,

    O PP pega nos abusos do RSi para tentar acabar com ele. Tirar, de uma vez, mais de 25% a um programa que dispensa, em média, 88 euros é obsceno. Se estivesse preocupado com o abuso, ele poderia dizer que esse dinheiro dava para aumentar a prestação social aos beneficiários do RSI. Mas não. Quer financiar a segurança social com o dinheiro dos mais pobres. Fantástico!

    Não há nenhuma tentativa de tornar o programa mais eficaz, apenas tentar lucrar com o ressentimento dos mais pobres contra os miseráveis que aparecem no bairro com um mp3 ou televisão a cores nova. Paulo Portas, acossado pelas sondagens, está a resvalar cada vez mais para um local políticamente muito pouco recomendável. A nossa sorte é que já não vai ser preciso um táxi para acomodar o grupo parlamentar de Paulo Portas (o PP não existe, nem dá pela ausência do número 2 do partido durante mais de um ano…). Um Smart basta.

  12. 12 12  altc

    O P. Portas é um demagogo.
    Mas este post, pela fotografia que o encima, pede-lhe meças no que à demagogia diz respeito.
    Que, pelo que tenho visto por aqui ultimamente, não me surpreende.

    Ó Daniel volte a segurar na rede senão, o cardume, vai tombar o barco.

  13. 13 13  Joanaes

    Quando está menos gente a ver o senhor PP desce muito, mas mesmo muito mais baixo:

    “está na moda em Portugal dar o RMG a quem não quer trabalhar. Quando vejo jovens a trabalhar para pagar os estudos e ajudar a família, é por eles que é preciso ter respeito e que merecem ser apoiados e não aqueles que estão no café ás vezes a comprar droga com o RMG”

    Paulo Portas, em visita á Ilha do Pico no dia 19 de Setembro, citado pelo Jornal Ilha Maior, de 26 de Setembro de 2008.

    Fica por saber:
    1 - se PP usou a terminologia RMG (em vez de RSI) por engano ou se foi gralha do jornal, já que foi no Governo em que ele foi Ministro que o nome foi alterado
    2 - se a ASAE já tomou conhecimento desses tais cafés em que se vende droga ao desbarato (não estou a par dos valores de mercado do produto, mas com 88 euros/mês não deve dar para grandes farras, digo eu!)

  14. 14 14  Ibn Erriq

    Mas nisto a Esquerda tem muita responsabilidade, pois, em meu entender não devia passar o tempo o desculpabilizar os “infractores”. Devia assumir frontalmente as falhas e propor melhorias, pois, caso contrário, dá o flanco e argumentos aos populistas. Sabe muito bem que é disto que o “povo” gosta :(

  15. 15 15  André Couto

    Saudações.
    Para mim é muito mais grave e penalizador ao Estado português, e portanto a todos nós, o custo de dois submarinos cuja compra foi contractualizada por Paulo Portas.
    É confrangedor que quando se está no Governo todos os milhões são poucos para desbaratar enquanto na oposição qualquer migalha mal gasta é já uma fortuna descomunal.
    Dois pesos e duas medidas é o que qualquer político português utiliza.
    Tenho pena que todos soframos com a incompetência de quem nos governa ou ambiciona um dia governar.

  16. 16 16  Eric Blair

    brilhante, a posta.

  17. 17 17  LAM

    à atenção de Paulo Portas,
    Por uma questão práctica de número dos envolvidos e de relação custo/benefício, propunha primeiro que se investigassem alguns gestores de empresas (públicas e privadas), administrações de bancos e autarcas que todos sabem quem são.

    O número de investigados era muito menor e, garanto, os benefícios superavam em muito os 100 milhões.

  18. 18 18  Pedro Sales

    Altc,

    Explique lá onde é que a fotografia é demagógica?

    Ibn,

    A esquerda não tem desculpado os infractores do RSI. Se reparar, como disse, as condições financeiras de 30 mil beneficiários são avaliados no terreno anualmente, os que não têm condições perdem o dinheiro, e a esquerda nunca se opôs à fiscalização. Existisse igual rigor na concessão de benefícios fiscais às empresas ou aos fundos comunitários que encheram os cofres de muitos empresários e sindicatos aqui há uns anos valentes.

    Joanaes,

    Obrigado pela informação. É realmente inacreditável.

  19. 19 19  PALAVROSSAVRVS REX

    O Estado tem gasto muito mais com Prebendas e Sinecuras que com o RSI e é sujeito a escrutínio apertado e exigente.

    Era neste combate que gostaria de ver aplicadas todas as energias. Não haver moral!

    Escrutine-se os lugares de confiança política. Verifique-se a contaminação abusiva dos negócios pela política e vice-versa.

  20. 20 20  kruzeskanhoto

    Mercedes e outras viaturas de gama alta estacionadas à porta das estações de correios nos dias de pagamento do RSI é o que não falta.
    Um casal, na casa dos 30 anos com um filho menor, com bom corpo para trabalhar, e que não tem ocupação conhecida, para além de roubar mas essa não conta, receberá cerca de 600 euros mensais.
    Mas este é apenas o caso de um meliante que tem a mania de falar alto e exibir os proveitos em frente dos outros clientes dos CTT, porque muitíssimos mais deve haver pelo país…

  21. 21 21  altc

    A fotografia não é demagógica, é apenas uma fotografia. O texto que se lhe segue também não o é, é apenas o relato de mais um malabarismo portista.

    Agora relacionar os submarinos com o RSI como se de dois acontecimentos mutuamente exclusivos se tratasse não é sério ou, pelo menos, é tão sério como relacionar o RSI com a preguiça.

  22. 22 22  Ibn Erriq

    PS, completamente de acordo, contudo, cada coisa no seu tempo e no seu lugar. As comparações não devem servir de consolo ou justificação.

  23. 23 23  Nelson Patriarca

    O Dr.Portas devia gostar de ter as notícias desta maneira: à antiga e condicionadas pelo regime, especialmente se ele for o regime.

    http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={C1E9B81F-B4C8-4947-941E-92518053C783}

    O que ele nos deixou de investimento para o futuro só pode ser avaliado com o tempo, mas acho que a factura vai ser alta de mais

  24. 24 24  Pedro Sales

    Kruzescanhoto,

    Os números que dão não correspondem à verdade. Um casal, com dois filhos, e onde nenhum dos dois trabalha, tem direito a 531 euros (1). Com apenas um filho, pouco deve passar dos 400 em vez dos 600 de que fala. E, repare, estamos no caso limite de uma família onde ninguém trabalha.

    E os médicos, engenheiros, advogados e construtores civis que não passam recibo? São várias vezes o custo de todo o RSI? Indignação selectiva é o que é, esta do Paulo Portas.

    (1) http://216.239.59.104/search?q=cache:wxLLwCsq6REJ:jn.sapo.pt/2007/03/18/tema_de_domingo/rendimento_social_apoia_mais_100_fam.html+custo+rendimento+social+de+inser%C3%A7%C3%A3o&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=1&gl=pt&client=firefox-a

  25. 25 25  Pedro Sales

    Altc,

    O Paulo Portas passa a vida a insurgir-se contra o RSI como um exemplo de despesismo público. Não só não me parece que assim seja, como me parece dinheiro muito mais bem investido do que nessas carcaças que vamos estar a pagar durante 30 anos e que nos vão custar bem mais do que 1000 milhões de euros. Como disse, é uma questão de prioridades.

  26. 26 26  Von

    Não estaremos a dar demasiada importância às postas de pescada de PP, tendo em conta a real influência que actualmente o senhor tem?

    Von

  27. 27 27  The Studio

    Em Portugal há pessoas que chegam aos 18 anos e começam a receber RSI e vivem do RSI até se reformarem. Há não muito tempo passou na SIC noticias uma reportagem (passou várias vezes, toda a gente deve ter visto) sobre uma comunidade em que todos viviam do RSI. Questionado o lider da comunidade se já tinha procurado emprego, ele explicou à repórter, como quem explica a uma criança de três anos, que estava proíbido de procurar emprego. Ela não entendeu e insistiu, ao que o senhor respondeu “eu não posso trabalhar senão perco o RSI”. E se o RSI dá em média 81 euros por pessoa, é porque há quem ganhe bastante menos, porque naquela comunidade recebia-se muito mais que isso. E mais não digo que não quero ser preso por “discriminação racial”.

  28. 28 28  José Rodrigues

    Desculpe, dada a sugestão do submarino, queria mesmo dizer “eu acho que o país fica mais pobre quando Paulo Portas trabalha.” ou antes, o país fica mais pobre quando Guterres trabalha?
    Veja o que está neste blogue que é insuspeito de ser ligado ao PP.
    http://sorumbatico.blogspot.com/search/label/CMR

  29. 29 29  josé Manuel Faria

    “Em Portugal há pessoas que chegam aos 18 anos e começam a receber RSI e vivem do RSI até se reformarem”.

    O RSI já vem do tempo do fascismo! Não percebo a preocupação da extrema - direita com este “roubo”!

  30. 30 30  A Luta Continua!

    Este tipo de discurso desperta nas pessoas os sentimentos mais básicos e mesquinhos, aliás o objectivo de Paulo Portas é exactamente esse: é pôr os pobres uns contra os outros - “Afinal, eu trabalho como um cão e recebo uma miséria, e tu que não fazes nada recebes também (uma miséria claro!)”.

    Evidentemente que o PP nunca se insurgiu contra quem nos vai verdadeiramente ao bolso. Enfim, está a fazer o papel dele, como dirigente de um partido da direita que defende os interesses dos poderosos.

  31. 31 31  altc

    Não é esse o ponto e o Pedro sabe-o. O ponto é o “nem uma “carcaça” enquanto houver um pobre”. Não era mais ou menos o que dizia um ex-primeiro-ministro, agora emigrado? Não foram vocês (o BE) que o acusaram de demagogia?

    Quanto à inutilidade, ou não, das “carcaças” não me sinto habilitado a emitir opinião mas sei que não têm nada a ver com o RSI até pela forma de financiamento. E o Pedro sabe-o melhor que eu mas é mais fácil o caminho das “prioridades”… para o nosso ilustre emigrante também era e não foi por isso que deixou de ser demagógico…

  32. 32 32  LAM

    O que tem de haver é um sentido das proporções.

    Mesmo não conhecendo casos concretos, penso que não espantaria a mim ou a ninguém a existência de situações abusivas na atribuição do RSI, ou de casos em que essa situação é prejudicial à própria inserção, apesar de alguma fiscalização que existe nessa matéria.

    A questão, a demagogia, a aldrabice, está em colocar-se essas sitações quer como causa, quer como solução para minimizar o actual estado de coisas.

    Provavelmente as “causas fracturantes” já chegaram ao PP e, nem me admirava, chegados a Novembro ainda veremos Paulo Portas a insurgir-se contra os vendedores de rua de castanhas que não passam factura, porque isso, mesmo não fazendo eu ideia do número de vendedores de castanhas e da quantidade de assadinhas a queimar vendidas, deve dar (deixa lá arranjar um número bonito, redondinho, facilmente memorizável), 2 milhões de euros anuais.
    É pouco mas já são mais 2 milhos a juntar aos 100…

  33. 33 33  Pedro Sales

    Altc,

    Devo estar a explicar-me mal. O RSI não tem nada a ver com os submarinos, a não ser na constatação de que é dinheiro, na minha opinião, muito mais bem empregue. Não há dia que Paulo Portas não grite aos 4 ventos que o RSI é desperdício, para mim os submarinos são um dos melhores exemplos de dinheiro atirado à rua.

    A comparação com as obras públicas, de que falava Durão Barroso, não tem sentido. Primeiro, porque é um investimento que pode ser reprodutivo e empregar pessoas em Portugal. Os submarinos não preenchem nenhum desses dois requisitos. Foram feitos na Alemanha e é um investimento que só dá prejuízos: a manutenção ascende a vários milhões de euros por ano.

  34. 34 34  Aldino

    A esquerda, e particularmente o BE, são exímios na manipulação inconsequente da informação - inconsequente porque, apesar de palavrosa, a esquerda pouco ou nada faz de relevante. Mas sabem caricaturizar uma situação de manifesta injustiça social, tentando esvaziar-lhe o conteúdo e empolando a forma, precisamente a parte menos importante.

    Se o fazem porque não percebem o que se quer, ou porque preferem não perceber, não gostaria de comentar, mas começa a ser ligeiramente enjoativa esta perseguição a Portas e ao CDS, ao mesmo tempo que vão carpindo o seu fim (exercício que já praticam há uns vinte anos…).

    É evidente, para quem quiser perceber, que o facto de se apontar uma injustiça social gritante não significa que se ignore, ou até desculpabilize, todas as outras. Mas é também evidente que, para toda a gente, é urgente alguma moralização e limpeza do sistema sob pena de começar a desmotivar quem é honesto, quem trabalha, e se vê constantemente ultrapassado pela direita pelos oportunistas - ricos ou pobres - do costume.

    Eu disse “para toda a gente”? Enganei-me, desculpem lá: para o BE a prioridade absoluta deste país é permitir casamentos gay!

  35. 35 35  A Luta Continua!

    Aldino, eu convido-o a viver com o RSI! Pode crer que, com tão elevado montante, qualquer pessoa se desabitua a não fazer nada!

    Isto é verdadeiramente nojento!! Vivo no Distrito de Braga, onde a taxa de desemprego ronda os 14%. Arranjar trabalho, mesmo ganhando o salário mínimo, é uma quimera para a esmagadora maioria dos desempregados. Há alguns comentários a este post, que pela ligeireza com que a abordam este assunto e deturpam a realidade, provocam náuseas!!

  36. 36 36  BM

    «Paulo Portas garante que se poupavam 100 milhões de euros»
    E eu garanto, que sem o disparate dos dois submarinos (900 a 1.000 milhões de euros),
    poupava 10X100.
    Fora a razão do João Gomes (4)
    Militar

  37. 37 37  altc

    Pedro:

    Se a criação de emprego é uma boa justificação para o lançamento de obras públicas (não vou levantar objecções a esta sua conclusão embora pudesse fazê-lo, nomeadamente, no que respeita ao modelo de financiamento através da emissão de dívida pública) também, da mesma forma, se pode argumentar que a aquisição das “carcaças” é essencial para a segurança nacional (e eu não sei se o é embora tenda a achar que não). O peso relativo que cada una destas questões (emprego e segurança nacional) tem na definição das prioridades nacionais tem que ver, acima de tudo, com concepções ideológicas que não estão aqui em discussão.

    O que eu disse, e repito, foi que relacionar directamente submarinos (ou TGV’s) com pobres é uma maneira demagógica de fazer política (seja em palanques partidários seja em blogues).

    O que é que o Pedro diria se eu dissesse que se os partidos políticos não recebessem as subvenções estatais haveria mais dinheiro para suprir as necessidades dos mais pobres?
    Diria: Demagogia…(e com razão)

  38. 38 38  Real

    O RMG, o programa PARES, o reforço do Abono de Família, da Acção Social Escolar, etc, etc, são tudo medidas de governos socialista, mas eu ia jurar que tu andas sempre a dizer que a esquerda moderna ou a direita é tudo a mesma coisa. Prioridades…

  39. 39 39  mar aravel

    De facto os cães não dormem

  40. 40 40  Sebastião Dias

    Claro que se poupava mais se não se tivessem comprado submarinos. Claro que se poupava mais se se reduzisse o número de militares para metade. Então e não é importante haver defesa nacional? Então e não temos de honrar os nossos compromissos militares com a NATO? Pura demagogia essa.

    Agora o Pedro Sales não se manifesta relativamente à possibilidade de um casal, em idade activa, perfeitamente capaz de trabalhar, estar indefinidamente e comodamente a viver à sombra do RSI. Para si, o RSI pode ser algo entregue ad eternum. Para mim é sempre um principio errado etar-se a pagar a alguém para não produzir.

    Quanto à questão das fiscalizações, nem vale a pena estar a falar, pois o Pedro Sales certamente não sabe o que diz. Quando fui eu próprio à Segurança Social fazer uma denúnicia de uma situação já aqui anteriormente relatada, que se passou comigo, foi-me lá dito que não valia a pena fazer-se alguma coisa pois esse não era caso único.

    A mim incomódam-me as empresas que aldrabam as suas contas, os advogados e médicos que não passam recibo e todos os que vivem numa economia subterrânea sem pagar impostos. Mas também me incomoda muito a passividade e a subsidiação dos coitadinhos que preferem não trabalhar - qué, óbviamente, também os há.

  41. 41 41  João Pedro

    Acho que quem, na posse plena das suas capacidades, nunca trabalhou não devia receber nada do estado. Para receber é preciso dar.
    Por incrivel que pareça não falta trabalho nas cidades para call-centres, nas obras ou na limpeza, falta mais é vontade de trabalhar à maioria dessa gente. Também sei que muitas vezes aquilo que pagam é uma exploração mas não é justificação para não fazer nada.
    Acho que em Portugal se dá pouco valor à responsabilização do individuo e se acha que o Estado deve ser uma espécie de pai. Já se sabe que dar subsidios é bonito, mas o dinheiro é escasso.
    Concordo que haja outros problemas mais importantes que deveriam merecer mais atenção da parte do Portas, mas isso não invalida o que ele diz em relação ao rsi e com que concordo.
    Quando se fala em pobresa está-se a falar sobretudo de pessoas com mais de 65 anos que têm uma reforma de miséria, que apesar de terem trabalhado são os ultimos com quem o estado se preocupa, muito porque fazem pouco barulho dada a sua idade. Só depois de acautelada esta situação é que se devia pensar em rsi’s.

  42. 42 42  Sebastião Dias

    Esta esquerda pseudo (moderna, bem-pensante, caridosa) dos Pedros e do Daniel está cada vez mais patética.

    As postas são cada vez mais populistas e demagógicas. A profundidade da análise dos textos permite que se comparem submarinos com RSI, como se a realidade fosse assim tão simplísta como esse raciocínio.

    Destaco também a qualidade dos títulos das postas, num estilo decalcado do Independente de Paulo Portas, aqui um pouco mal imitado, com ironias pobres e um humor ao nível de um vendedor de automóveis em segunda mão.

  43. 43 43  F.B.

    Há muita aldrabice com o RSI, quer da parte de gente que simplesmente não quer trabalhar quer da parte de gente que trabalha sem fazer descontos e acumula o RSI com os rendimentos do seu trabalho. Isto é, sem dúvida, triste. Contudo parece-me quase mais triste, num momento de crise como este que vivemos, ver que a grande proposta do CDS é tentar descobrir quem anda a enganar o Estado por receber o RSI indevidamente…

  44. 44 44  LAM

    Sebastião Dias,
    Compreendo e aceito alguns dos argumentos que apresenta.
    Não pelo que impliquem de valor (cash) dispendido, mas pela “moralização” do acesso a esses recursos.

    Mas deixe-me dizer-lhe que é exactamente aí que estamos mal.
    Isto está tudo às avessas. A “subsidiação” de que fala, apesar de ser termo colado inicialmenete pela direita a sectores que lhe eram críticos, estendeu-se aos chamados sectores “produtivos”.
    Aos sectores que, supostamente, eram geradores de riqueza.
    Começando pelos artistas que, ainda hoje, têm a fama de ser “os subsidiados”, depressa se estendeu à agricutura. Mais um par de anos e foi a indústria também a ser subsidiada. Com o aparecimento das grandes superfícies, também o comércio local exigiu subsídiarização que teve e tem várias formas.Com o aparecimento do que chamam “concorrência” no grande negócio das telecomunicações, foram e são também os operadores emergentes subsidiados pelos consumidores, ao não permitirem as entdades reguladoras do sector que, até que estes tenham cota relevante de mercado, o operador incumbente possa baixar preços ao consumidor final.
    Nesta altura já se deu conta que, afinal, os subsidiados são mais do que pensava, não vivem todos em barracas e absorvem mais do que o RSI.
    Calma.
    Ainda não eram todos os subsidiados. Agora apareceram mais uns “desgraçados”. Agora o estado, democratica e solidariamente como diz Sua Exª o Presidente da República, vai subsidiar não só o dealer de coca, o indigente, o cigano, as PMEs, as linhas de ordenha de vacas (tão giras), as empresas do filho do Belmiro de Azevedo, como também, veja lá, helás…as próprias empresas financeiras e os bancos. Vamos subsidiar não só os bairros sociais como os SPAs da Quinta da Marinha.
    Dir-me-à: a subsidiarização de alguns sectores vai dar frutos a médio, longo prazo…
    poish…vamos a ver. O que é certo é que dura há mais de 10 anos sem sair da cepa torta. E, apesar de tudo o RSI é mais recente.

  45. 45 45  Jmendes

    Então o RSI é obra do PP ? O RSI é a deturpação do RMG porque não tiveram coragem para o encerrar de imediato.
    Alguém no seu perfeito juízo está a ver o PP no governo, a criar do zero e sem antecedentes, um programa social de apoio aos mais pobres, mesmo para aqueles que comprovadamente não fossem toxicodependentes, dealers ou não frequentassem cafés ??

  46. 46 46  Maria

    Recadinho para todos os que entendem que os Portugueses que recebem o rendimento minimo garantido mais subcidiospensoes e demais regalias, lol devem ir todos jaja ser postos a margem .

    Tem que afundar os açores.

    A esmagadora maioria de pessoas a viver com essas insuportaveis regalias que a todos envergonha vivem nos açores.
    Pois e .
    Ponham-se em fila srs . Ja sabem onde e quem devem atacar rapidamente.

    Agora a vossa lista de odios e pequeninas invejas esta mais completazinha.
    ;)

  47. 47 47  Sempratento

    Começo por sublinhar que concordo com a necessidade de um RSI, primeiro para garantir o sustento de quem, efectivamente, não consegue arranjar solução para a sua subsistências e dos seus, para dar condições a essas pessoas para procurarem essas mesmas soluções e, também, para salvaguardar a paz social, combatendo contextos potencialmente perigosos em termos de violência e criminalidade.

    Mas…

    O RSI é muito fiscalizado? Acredito que sim.

    O RSI é bem fiscalizado? Tenho dúvidas.

    Facto é que as realidades que conheço apontam para o uso e abuso. Repito, realidades.

    Mais. Em discurso directo de quem usa e abusa, já obtive confirmação disso mesmo e da forma como o fazem. Esse indivíduo e um rol de seus vizinhos que, em vez de procurarem trabalho, pasmam na tasca a beberem “minis” e quando chegam a casa se o “comer” não está na mesa batem na mulher.

    Reafirmo que estou de acordo com o RSI mas há que ter cuidado, pois podemos estar a educar para a preguiça. Para o “conseguir sem ter que fazer”. E asseguro-vos que vicia…

    Parece-me que, das duas uma, (se calhar as duas mesmo)ou o RSI tem que ser inferior, emm relação ao Ordenado Mínimo, ou o contrário.

    Da forma como está, para quem tem determinado perfil, é muito mais vantajoso estar desempregado, a receber o RSI, do que empregado, a receber o ordenado mínimo.

    Se num casal, os dois receberem o RSI e, tendo 4 filhos, receberem também o que lhes cabe, por direito, de abono, verifiquem qual será o orçamento de receitas desta família. Se não têm grande vontade de trabalhar, com menos vontade ficam, e, assim, isto torna-se perigoso.

    Por isso digo:

    RSI - Sim;
    Fiscalização - muita mas eficaz.

  48. 48 48  causavossa

    Resposta a Diogo!

    Não! Um ministro que fotocopia documentos de segurança nacionais não é um traidor … é um protelado, um intelectual e sobrevivente da política!

  49. 49 49  Maria

    “Se num casal, os dois receberem o RSI e, tendo 4 filhos, receberem também o que lhes cabe, por direito, de abono, verifiquem qual será o orçamento de receitas desta família. Se não têm grande vontade de trabalhar, com menos vontade ficam, e, assim, isto torna-se perigoso.”

    Ena pai a soma que para aqui vai.
    Entao o que e que deve acontecer a uma familia de pai/mae + 3/4 ou 5 filhos??
    Vai viver para debaixo da ponte?
    O que; os cerca de 800 euros que receberiam sao assim uma riqueza tao grande que justifique tanta conversa e desconversa??

    O que?–Portugal ficara um melhor pais se passarmos ( com antigamente e apesar da salazarenta figura mais de sua retorica em relaçao a chinelos mailo o vinhinho o i o ai que dava de comer aos tugas, lol ) a tropeçar em velhinhos e criancinhas a pedir esmola pelos 4 cantos??

    E isso que vosselenzias querem ver todos os dias para se sentirem mais contentinhos com a vossa vidinha ??
    Para que ?
    Para mostrarem a familiazinha que bons papazz que sao e olha olha o pobezinho se nao te portas bem ele leva-te??

    Extraordinario.
    Quanto a fissscalizazozinha que vobemesseszz tanto desejam ela ja e bastante intensa e eficaz.-Pena e que vocelencias nao leiam.

    Ja la diz o Sr que e dono das melhoras empresas ca da patria que ler e preciso.
    Pelo menos ler os antes de se derramar tanta ignorancia e tao obvia ma vontade contra os mais pobres.

  50. 50 50  Sempratento

    Céus, cara Maria??!!!

    Que revolta??? Não sou eu o inimígo!!!

    Volto a afirmar, convictamente, que sou defensor de um RSI!!!

    Penso é que, como já tinha dito (não deve ter lido com atenção), a proximidade de valores do RSI e o Ordenado Mínimo é perigosa. O Ordenado mínimo deveria ser mais alto, premiando a vontade de trabalhar.

    Quanto a “ignorância”, acho exagerado. Mas se a é, a blogoesfera é um sitio óptimo para a combater. Por isso agradeço o seu esclarecimento, mesmo que não muito convincente e, está claro, não a apelidando de ignorante…

    “Quanto a fissscalizazozinha que vobemesseszz tanto desejam ela ja e bastante intensa e eficaz.-Pena e que vocelencias nao leiam.”

    Ler o quê? Então há coisas que são escritas para manobrar a opinião pública e outras que nunca na vida???”.

    Por vezes, não obstante a impreterível necessidade de se ler (de mente aberta e atenta), é preciso sair à rua, falar e conhecer na 1.ª pessoa.

    A fiscalização, tanto quanto a minha ignorância me permitiu saber (de 1.ª pessoa), baseou-se muitas vezes, em entrevistas cujo entrevistador é, nada mais nada menos que, humano. Assim a 1.ª pessoa vai lá e chora, se for preciso, chamando à superfície a “pena” do entrevistador que acaba por lhe renovar o RSI.

    Agora, cara Maria, volto a dizer (pela 4.ª ou 5.ª vez) que sou a favor do RSI. Por isso não leia este comentário revoltada e de cabeça quete mas, se for possível, com sentido crítico e sem ofender (Adepto de Salazar??? Por favor!!!).

    Instrua-me. Agradeço-lhe que o faça, pois estou aqui para aprender.

    Não vá o Diabo tecelas, vou afirmar mais umas vezes:

    SOU A FAVOR DO RSI.
    SOU A FAVOR DO RSI.
    SOU A FAVOR DO RSI.
    VIVA O RSI!!

  51. 51 51  Maria

    50 Sempratento
    13 Out 2008 às 11:53

    “Céus, cara Maria??!!!

    Que revolta??? Não sou eu o inimígo!!!”

    Pois nao Sempreatento
    Voce nao e meu inimigo, nem e o inimigo, eu sei disso .
    Eu nao tenho inimigos, tenho apenas opinioes.

    Em relaçao e esta historia de rendimento minimo as minhas opinioes
    sao iguais a muitas outras coisas que do meu ponto de vista estao a
    andar muito mal nesta sociedazinha bemposta onde alguns querem fazer
    crer que todos os que se encontram em ma situaçao social e economica
    nao passam de um bando de gente sem escrupulos que e preciso vigiar a
    todo o minuto.

    Essa ideia peregrina que alguns procuram propagar de que sao os mais
    pobres a raiz do mal social que aflige este pais.Porque e deste pais
    que me interessa falar e porque e deste pais que os senhores da moral
    e vigilancia querem falar.

    Pois bem.
    Eu nao gosto da ideia de uma sociedade construida a base de
    desconfianças e necessidades de extra super atentas e venerandas
    fiscalizaçoes contra os mais pobres.

    Para mim , uma sociedade manifesta o que e atraves do modo como
    regula os direitos dos mais desprotegidos.Nao me interessa se uma
    sociedade e muito culta e bem vestida com um conhecimento superior de
    leis culturas e ciencias
    se destrata os que nela necessitam de maiores apoios por se
    encontrarem mais fracos.

    Do meu ponto de vista nao sao os mais pobres , os que padecem de
    falta de emprego, os que nao tem saude por viverem miseravelmente em
    ambientes totalmente desprotegidos e entregues a si proprios ,
    perante o olhar indiferente de senhores de barriga cheia os que
    necessitam de super fiscalizaçoes.

    Sao os mais ricos .
    Os que tem chorudas contas bancarias que ninguem percebe muito bem
    como e porque.
    Os que se aproveitam todos os dias das distracçoes e miserias
    alheias, os que para viverem a grande e a francesa descuram
    obrigaçoes e responsabilidades.
    E desses nunca ouço falar e sobre esses nunca vejo que se escreva
    grande coisa.

    As preocupaçoes de uma sociedade de hipocritas vai sempre para os que
    sao mais fracos.
    Contra os que sao mais fracos.
    E da historia.
    E das estorias.
    E de sempre. E e precisamente contra esses , os que escrevem
    enormidads contra ciganos, muidos pobres, contra as familias que por
    uma razao ou por outra se encontram no desamparo, manifestando aquele
    sempiterno rancor pelos mais pequenos direitos que se lhes atribui,
    que me revolto .

    E e desses e para esses que eu escrevi o que escrevi mais isto que
    deixo agora aqui a guiza de utimo comemtario do dia que escrevo antes
    de me ir sentar numa velha cadeirinha de baloiço, onde mui
    confortavelmente me irei deliciar com a leitura do livro que me
    chegou agorinha mesmo,de um poeta
    absolutamente maravilhoso , razao de toda a minha esperança e amor
    por este pais, pois dele e por ele que toda a inspiraçao tem ainda o
    condao de me transportar para um mundo incomparavelmente melhor do
    que este , ainda que seja por tempo limitado.

    Meus senhores e minhas senhoras ate mais ver.
    Maria**
    Ausente por tempo incerto para leituras e aventuras num tempo em que
    as palavras se transformam de facto na autentica, verdadeira
    maravilhosa e singular maquina do tempo.

    Esse Poeta e agora a minha unica prioridade.
    Se o conseguirem adivinhem de quem estou a falar
    ;)

  52. 52 52  Sebastião Dias

    LAM, acho que estou 100% de acordo consigo.

    Mete-me também muita confusão o subsidiozinho para tudo e para nada. Para trabalhar e para não trabalhar. O favorzinho ao artista e ao jornalista, ao filho, ao primo e ao vizinho.

    Tem de haver mais moralização nesta abundante troca de favores, corrupção, subsidização indevida e incentivo à preguiça.

    No que toca ao RSI, não sendo totalmente contra a medida, acho que:

    1) Deve ser excepcional e deve apenas ser atribuída em casos muito especiais;

    2) A viciação de dados para obtenção da mesma deve ser legalmente equiparada em termos de penas à fraude contra o estado;

    3) A sua atribuição a pessoas em idade activa e desempregadas - que não conseguem arranjar trabalho - deve ter em linha de conta que o espírito do RSI é reinserir na sociedade; como tal, se estas pessoas estão inactivas e sem qualquer forma de retribuir ao Estado o RSI que a título caridoso recebem, deverão prestar Serviço Cívico durante pelo menos metade de cada dia, tendo como obrigação no resto do tempo tentar arranjar emprego e fazer prova disso, sob pena de perda do mesmo RSI.

    4) O RSI deve ser atribuído a título provisório, não devendo nunca ser um direito adquirido.

    Penso que todos concordamos que o sistema não é perfeito e que existem eventuais falhas que permitem que existam fraudes no RSI. Acredito também que a maioria das pessoas que se socorre ao RSI, se sentirá diminuída pela sua situação, pelo que grata ficará pela possibilidade de alguma forma poder devolver ao Estado a caridade que este lhe dispensou numa situação muito difícil.

    Será que até a Maria - eventualmente uma beneficiada do RSI muito defensora dos seus direitos - concordará?

  53. 53 53  Sebastião Dias

    «nesta sociedazinha bemposta onde alguns querem fazer crer que todos os que se encontram em ma situaçao social e economica
    nao passam de um bando de gente sem escrúpulos que e preciso vigiar a todo o minuto.»

    Não, cara Maria, segundo V. Sapiência, encontramo-nos sim numa sociedade em que quem se encontra em boa situação social e económica não tem escrúpulos.

    Ai, Maria, que inveja, mas infelizmente é segunda-feira e nem todos nos podemos sentar numa maravilhosa cadeira de baloiço velhinha, para sermos transportados para mundos maravilhosos através de poesia deliciosa (Tony Carreira??).

    É que eu, felizmente, não vivo em castelos no ar, vivo numa casa que tenho de pagar todos os meses. Também é só no mundo real que consigo saborear um bife.

  54. 54 54  Sebastião Dias

    Já sei o poeta: é o Herberto Helder, que lançou agora um livro e a Maria gostaria de bajular o Daniel mas a timidez impede-a.

  55. 55 55  Maria

    Sebastiao dias

    Ja que voce quer musica , entao vamos la, havia de ser esta a primeira vez que eu deixava uma sombra a dançar sozinha.

    Voce escolheu bem uma das palavras que empregou para se me dirigir:
    -”eventualmente.”

    ” Eventual “–porque voce e figurao absolutamente eventual,escondido como esta atras desse seu pseudonimo vulgar.
    “mente” –porque quem esconde a cara e a identidade atras de cortinas de fumo esta na posiçao daquele que mente.

    E esse e o seu caso.

    Agora em relaçao a rendimentos minimos garantidos, segunda feiras e demais pusilânimes considerandos vindos dessa sua esconsa figura eventual.Apenas 2 palavras.

    Va bugiar.

  56. 56 56  Sempratento

    Cara Maria,

    Mesmo que não leia este meu, também, último comentário, aqui o deixo.

    Concordo consigo em muito do que disse no seu último comentário, principalmente quando, penso eu, chama à atenção de “outros” males, bem piores e maiores, protagonizados e causados pelos que também o são.

    Mas porque eu, na minha ainda jovem linha de aprendizagem (digo jovem porque faço comparação, provavelmente pecaminosa, com o facto de já se poder sentar numa cadeira numa cadeira a deleitar-se com uma leitura poética - invejo-a sem recriminação, acredite!), vejo como melhor organização social a existência de um “Estado Forte”(não se confunda com abrangente), defendo a, para mim, necessária fiscalização (muita e eficaz, não à imagem das entidades reguladoras existentes, muitas vezes criadas como meio de propaganda do Governo), tanto dos “tubarões” como dos “mexilhões”.

    A razão desta minha opinião (e, atenção, mudo-a, como já fiz, se me ensinarem melhor), prende-se com o facto de, infelizmente, não acreditar na bondade e no altruismo do Homem. Desta forma, não creio que devamos dixar o Homem Liberal, ou o Homem Estado sem controlo.

    Para o primeiro (Homem Liberal), defendo o Estado fiscalizador e regulador, para o segundo (Homem Estado), defendo uma democracia verdadeiramente representativa (não esta em que estamos)que, e agora sim, só resulta com um Povo Culto, Educado e Bem Formado, numa prespectiva plural, global, tornando-o capaz de intervir civicamente e fazer valer o seu peso, representando-se democraticamente, com uma escolha mais ciente e capaz.

    Isto, ao contrário do ponto para onde caminhamos e que nos leva à formatação e limitação do nosso conhecimento, circunscrito pela nossa formação académica/profissional.

    Resumindo. INTERESSA-ME, E MUITO, UM PAÍS CULTO.

    Sem cultura (nas suas várias formas) não existem leis que nos valham.

    Bom descanço.

  57. 57 57  Sebastião Dias

    Maria, enquanto defensora acérrima de «alguns pequenos direitos», conte lá quais os seus. Faça lá a sua declaração de interesses, as suas prebendas. Estou curiosíssimo.

    Pseudónimo? Qual pseudónimo?

  58. 58 58  Joaquim Teixeira

    O grande objectivo do RSI está precisamente na INSERÇÃO.
    A sua administração, provavelmente, não será perfeita.
    Agora, virem para aqui ou andarem por aí, uns pequenitos (se calhar, por que se vêem cada vez mais pequenos) a usarem o dito cujo como arma política, seria de rir se a idiotice não fosse tão baixa.
    Uma curiosidade: Repararam que o Sebastião Dias, do com.52, chamou, subentendidamente,estúpido ao Sebastião Dias, dos com. 40 e 42? Serão primos?

  59. 59 59  José Henriques

    Pois é, pelo paleio de alguns compinchas aí, até parece que os gajos que recebem RSI são uns ricalhaços como o Teixeira Pinto que Deus tenha na sua graça. Um rouba milhões sòzinho e nada lhe acontece. Não sei quantos mil são beneficiados em 80 e tal € e ai quem me acode, aqui del rei, e coisas assim, era de rir se não fosse tão pateticamente triste. Má época esta em que os idiotas conduzem os cegos!

  60. 60 60  Jorge

    O grande objectivo do RSI está precisamente na INSERÇÃO.

    Nota-se. Eles até dizem que estão “proibidos” de trabalhar.

    Sebastião Dias e Sempratento, subscrevo inteiramente ao que colocaram. O RSI é um subsídio que deve continuar a existir, mas que tem que ser melhor fiscalizado.

    A Maria continua a chorar baba e ranho pelos mais pobres e a criticar os mais ricos. Mas sabe, não há assim lá grande diferença. Ambos são ladrões. Os mais ricos ao menos, ainda lá vão investindo os seus lucros. Os mais pobres é que são assim um bocadinho mais gananciosos. Querem só para eles.

  61. 61 61  Jorge

    Olhe Maria, aqui têm.

    http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1003409

    Faça favor de ler e repense a sua posição. Se possível, veja o vídeo. Com certeza que se for uma pessoa sensata, pelo menos, mudará ligeiramente a sua posição e a forma como este dinheiro está (e deve) ser gasto.

  62. 62 62  Maria

    60 Jorge
    14 Out 2008 às 1:21

    “Os mais pobres é que são assim um bocadinho mais gananciosos. Querem só para eles.”

    Para falar com franqueza, de tudo o que enviou prefiro essa sua frase acima.
    Mais palavras para que?

  63. 63 63  Jorge

    Vai-me criticar por falar a verdade ?

    Repare, não estou a criticar a classe pobre trabalhadora que ganha justamente o pouco que recebe. Álias, nem tenho sequer o direito de julgar a maneira como essas pessoas gerem e gastam o seu dinheiro. E acredito fielmente nesse príncipio.

    Acuso sim, e comparo com esses meninos ricos, que sempre tiveram uma colherzinha de prata na boca, que estão bem na vida porque andaram a roubar uns tantos.

    Neste âmbito, o caso é justamente o mesmo. Uns alimentam-se dos lucros que não merecem, fugindo ao fisco e pagando mal aos trabalhadores responsáveis pelo seu sucesso. Outros, simplesmente não fazem nada e comem o dinheiro dos contribuintes. Para os seus próprios gastos (leia-se: em cerveja e tabaco).

    E aproveite para ler a notícia. Tanto defende estes subsídios, mas como pode ver, o RSI não é solução. Cria maus hábitos, ciclos viciantes e não resolve absolutamente nada. Pura e simplesmente é esbanjar dinheiro.

  64. 64 64  Maria

    60 Jorge
    14 Out 2008 às 1:21

    “Os mais pobres é que são assim um bocadinho mais gananciosos. Querem só para eles.”

    63 Jorge
    18 Out 2008 às 1:37

    “Vai-me criticar por falar a verdade ?”
    “Acuso sim, e comparo com esses meninos ricos, que sempre tiveram uma colherzinha de prata na boca, que estão bem na vida porque andaram a roubar uns tantos.”

    Jorge.
    Eu nunca acuso ninguem.

    Os meninos ricos nao precisam do rendimento minimo garantido; tem muitas outras maneiras de sacar dinheiro.

    O rendimento minimo garantido fez-se para aliviar a pobreza extrema.Nada mais do que isso.

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