Acho excelente que o PCP tenha feito uma manifestação com a sua bandeira, como fazem os restantes partidos nas suas iniciativas e de diferentes formas. A agenda de um partido, decidida pelos órgãos de um partido, deve ser assumida como uma acção partidária. Gostava que depois desta experiência de clareza, que correu muitíssimo bem, o PCP desse o passo seguinte: deixar que os movimentos sindicais e sociais sejam autónomos, participando neles com espírito de abertura, sem impor a sua agenda partidária e eleitoral. Seria um excelente sinal de honestidade democrática, como foi a realização desta manifestação assinada por quem a deve assinar. Depois disto, seria coerente acabar com a fraude política que são os “Verdes” (que é já um pouco patética e só fica mal a quem a continua a alimentar) e deixar que os militantes comunistas que são simultaneamente dirigentes sindicais obedeçam, no sua acção sindical, aos trabalhadores sindicalizados e não às “orientações do partido”. A clareza e a separação de águas seria excelente para a esquerda, para os movimentos sociais e para o próprio PCP. Foi dado o primeiro passo. Correu bem. O PCP está da parabéns.
Por Daniel Oliveira 2 Mar 08 em PCP


Essa sua obcessão pelo PCP já está virando doença Daniel…
Preocupado pelo Bloco só efectuar ajuntamentos de uma centena de pessoas?
Preocupado pelo Bloco não estar em paridade na CGTP?
Cavalo sentado: eu apoio um partido pela justeza das suas posições. Não faço concursos de quantas pessoas cada um consegue juntar numa sala ou na rua. Até porque já deve ter notado que nem sempre isso corresponde à força de cada um. Se assim fosse, o PCP há muito estaria no poder. Dou os parabéns ao PCP, mas isso não muda as minhas posições políticas. Nem as minhas, nem as da maioria das pessoas. Vale o que vale.
É verdade que o BE junta menos pessoas na rua. O PS também. E, no entanto, quando chega a altura do voto a diferença eleitoral ente o BE e o PCP é muito pouca e entre o PS e o PCP ou o BE é imensa. Não tira nenhuma conclusão disto?
Por isso, a minha preocupação é nula. Prefiro a imaginação, abertura política e capacidade de falar com pessoas de outros campos políticos que caracteriza o BE, o senhor prefere a capacidade de mobilizar militantes para a rua do PCP. Nem eu nem você estamos errados. São estilos diferentes, tempos diferentes, modos diferentes. Ambos válidos.
De resto, de cada vez que escrevo sobre o PCP vem logo um militantes acusar-me de obsessão. Discuta os argumentos em vez de falar de mim.
Não sei se repaou que elogiei a iniciativa. Não estava ser irónico.
O PCP tem pratica dos grandes ajuntamentos, neste caso com o apoio das camionetes de muitas, Camaras e Juntas de Freguesia que controla.
Será que o dito ajuntamento e desfile por ruas bem estreitinhas de Lisboa( porque não desceu a Avenida?), vai contribuir para travar algumas das politicas mais gravosas do PS?
Foi uma jornada para animar as hostes e marcar o ponto, duvido que tenha sido mais que isso.
“eu apoio um partido pela justeza das suas posições”
nesse caso, terá de concordar com o PSD, o do Alberto João da Madeira, quando ele diz que “Portugal com o actual governo só tem beneficiado os banqueiros”
e
“quando chega a altura do voto”, sobre a capacidade de mobilização de massas, devia ser como no Benfica - os votos dos sócios mais antigos e com mais responsabilidades valem por 20
porque,
a democracia não se esgota nos 3 minutos que se faz a cruzinha e se mete o papelito na urna;
e depois à contagem das cabeças dos eleitores
xatoo, acrescente à “justeza” a “coerência”.
A democracia não se esgota no voto, mas a participação política não se esgota no palmilhar de umas ruas, como muita gente à esquerda pensa. Há outras formas tão justas e talvez menos mediáticas de agir no quotidiano democrático.
No PCP, todos os animais são iguais, mas há uns que são mais iguais do que outros. Saramago apoia Zapatero, apela ao voto em branco, critica Cuba, apoia Soares… Algum outro militante poderia fazer o mesmo? Será que o estatuto Nobel não é o que lhe confere a diferença? Não, nada disso.
Na verdade o parece é e em politica essa máxima é muitas vezes muito justa. E o que parece é que o Daniel tem uma invenja enorme da capacidade de mobilização do PCP e daquele estar na politica que é unico no panorama politico em Portugal. Bem pode sonhar com o seu bloco, mas não deve confundir a realidade com o seu desejo.
O PCP é o maior partido de esquerda em Portugal, foi e será, porque as suas raizes são de tal forma profundas no imaginário do povo portugués que não será será um movimeno cheio de cliches e modernismos queirá alterar a realidade.
Inteiramente de acordo com o post e ainda à espera de um semelhante no dia em que o Bloco decidir que tem uma vocação governativa e abandonar intervenções como a recente de Louçã. Isto da política é importante demais para se limitar a estar à margem a mandar umas bocas.
E não estou a ser irónico Daniel.
Esse Corvo é mesmo Corvo, tudo serve a esta gente para minimizar o PCP já o era no outro tempo e será neste novo tempo, as camionetas porque nao, ninguém as escondeu ou pintou, quanro às ruas, tem a ver com o Tribunal Constitucional que fica numa daquelas ruas, esta gente é mesmo má, Grande PCP que ainda consegues mobilizar muitos camaradas.
Confesso, caro Daniel que estranhei esta manifestação assumidamente organizada pelo PCP. Eles tem sempre o hábito de usar as organizações que controlam( por exemplo a Intersindical) para fazer manisfestações ou “Jornadas de Luta”.Mas não se iluda Daniel. O PCP vai sempre intrumentalizar o movimento sindical e as outras organizações que controla. Até o movimento associativo local eles instrumentalizam contra o Poder Autárquico( desde que o PCP não seja poder). Vão em todas as eleiçoes encapotados com a sigla CDU, tendo como parceiro nesta coligação aquele Partido fantasma chamado PEV, que como se sabe é um partido que é mantido artificialmente pelos Comunistas.
Só quem não conhece os principais fundamentais da cartilha Marxista - Leninista, que o PCP segue cegamente sem qualquer sentido critico, é que pode pensar que este pode mudar essa prática. O PCP ainda vive em 1917. Ainda se vê como o “partido de revolucionários profissionais” “vanguarda da classe operária”. Sempre quis ser o partido hegemónico da esquerda portuguesa, mas, felizmente, nunca o conseguiu. Os seus principais adversários nunca foram os partidos de direita, mas sim o PS, e, nos anos mais recentes, o Bloco de Esquerda. Se em relação ao PS sempre o considerou um traidor das classes trabalhadoras e das conquistas de Abril, no que concerne ao Bloco, deve considerá-lo como um conjunto de intelectuais pequeno burgueses que têm “a mania” que são de esquerda. Imagino o que devem pensar de si, caro Daniel…
por acaso não sei se vale a pena o pcp fazer seja o que for. a cobertura mediática, única que interessa, é a que se vê: desinteresse total dos órgãos de comunicação. já se fosse a sedes a ulular o óbvio…
Perguntei muitas vezes porque é que o TC aceitou o símbolo do MRPP igual ao do PCP. No PC diziam-me que não havia nada a fazer, acreditei.
Por isso, penso que o PCP faz bem em criar uma FEPU, APU ou CDU. É que são milhares de votos que “caiem” no MRPP.
O curioso desta história, é que julgo nas legislativas de 83, a coligação POUS/PST teve mais de 80 mil votos. O PS enviou ao TC uma queixa por estes partidos confundirem-se com o PS. E isso aconteceu. O MRPP serve a quem?
O Daniel é um lirico.
Ou então um grande provocador.
No melhor estilo Marcelo Rebelo de Sousa.
É mais fácil um cmelo passar pelo buraco de uma agulha que o PC deixar de “instrumerntalizar” as organizações que citou.
Realmente chamar de fraude política aos Verdes, só porque são um partido político pequeno não entra na cabeça de ninguém, além de ser um desrespeito para quem lá trabalha. E, ao mesmo tempo, não deixa de ser curioso num momento em que o PCP saiu à rua defendendo, entre outras coisas, o direito à existência de partidos políticos seja qual for o seu tamanho - algo que não põe o PCP em especial risco.
Começo a dar razão ao tipo de comentários que sugerem ser uma obsessão com este partido, que teve a coragem de sair à rua, sabendo perfeitamente que a democracia não é só manifestações públicas - como o seu trabalho o demsntra - mas também o é quando necessário. Isso chateia, também sabemos disso. Mas mais de 50000 pessoas escolheram sair à rua com o PCP, sendo militantes ou não, que é algo que incomoda e muito. Por isso vêm este comentários, saturados do paternalismo do “estão de parabéns, mas…”.
Gostei muito da marcha, participei e provou ser uma alternativa, válida, viável e responsável. Vi ontem um comentário curioso: “É preciso serenidade. E é por isso que me vou inscrever no Partido Comunista Português”. Apreciei bastante este sentido de responsabilidade.
Daniel Oliveira:
Registei esta sua passagem: «Prefiro a imaginação, abertura política e capacidade de falar com pessoas de outros campos políticos que caracteriza o BE, o senhor prefere a capacidade de mobilizar militantes para a rua do PCP».
A sua preferência é uma visão mediática “do estar na política”, que pode ser praticada por um número insignificante de pessoas, no qual o Sr. se inclui, com os seus méritos.
E todas as outras? Limitam-se a meter um voto na urna, de 4 em 4 anos, ou podem e devem usar o seu direito à indignação, também nas ruas?
Claro que nem Cavalo Sentado nem você estão errados. Os dois estilos referidos têm destinatários diferentes. Sociologicamente diferentes. O povo não é uma entidade homogénea com interesses coincidentes. Cada um dirige-se àquele que pretende representar. Esta é a verdadeira razão porque existem partidos (de partir). Diferentes.
Ainda bem que gostou da marcha…
Tambem espero ansiosamente pelo dia em que o bloco deixe de infiltrar e/ou criar organizacoes apenas para apanhar militantes e/ou tirar pessoas à CGTP (ferve, SOSRac, precarios inflexiveis, mayday, etc etc)
o mayday participa da manifestação da CGTP. Explique lá como lhe tenta “retirar” pessoas. Quanto ao SOS Racismo, já existia muito antes do BE ser criado. E garanto que todas as organizações de que falou não obedecem a ordens do BE e se o BE as tentar dar terá uma resposta à altura. Acredite: são culturas diferentes.
Miguel: quando era militante da JCP dirigentes comunistas convidaram-me para ir para o PEV. Todos sabemos como nasceu o PEV e quem nele milita. O PEV não é um partido político pequeno. Não é um partido. Não tem militantes próprios. Tem e sempre teve pessoas destacadas pelo PCP para lá trabalhar. Repito: os Verdes são uma fraude política, sem vontade própria. Qualquer pessoa série e informada do PCP lhe confirma isto mesmo.
PS: O PCP é afectado (e mal) pela lei dos partidos, que não se limita a definir o número mínimo de militantes.
A manifestação juntou 50.000 pessoas,foi uma boa mobilização,já o discurso de Jerónimo de Sousa podia ter sido lido há 30,há 20,há 10 anos,bastava mudar o nome dos governantes e do partido no poder.Já quanto a instrumentalização não estou de acordo consigo,a CGTP juntou 200.000 no Parque das Nações o que me leva a pensar que consegue mobilizar os comunistas mas tambem muitos outros trabalhadores com preferencias partidárias distintas,e ainda bem que assim é.
SOS Racismo : eu disse criadas ou infiltradas nao disse?
O mayday so se junta a manifestacao da CGTP a meio, podera ver no blog deles, criticas de pessoas q o ano passado se sentiram enganadas por se terem juntado ao “mayday” pensando que este faria todo o percurso da marcha da cgtp..
Em relacao ao resto..cada qual cre no que quiser… mas basta ter 1 pouco de atencao e sentido critico…
(telhados de vidro…)
Daniel:
Fica então registado o desprezo que tem pelos que militam no PEV, incluindo os seus deputados.
Sei bem que a lei dos partidos afesta o PCP, não fosse essa uma das razões da marcha. Estava-me a referir ao ponto dos 5000 militantes. O mais correcto seria então que afecta as opiniões do PCP no que se refere à pluralidade, mas não no que se refere ao seu próprio número.
Miguel: não tenho qualquer respeito pela figura a que os deputados do PEV se prestam. Foi isso que disse a quem então me convidou para ir para o PEV. Há coisas que não se aceitam.
Patrícia: claro que sim. Eu estive numa e não estive noutra.
Afinal o Daniel Oliveira poderia ser hoje uma Maria Santos. Mas não quis…Ah valente!
E Viva a Política XXI nascida de uma OPA sobre o “abandonado” - por gente em trânsito para o PS- MDP-CDE!
Esses sim, os da Política XXI é que fizeram um partido à séria, pá!
E ó depois juntaram-se à malta do Louçã e do major Tomé e aí é que fizeram um partido mesmo genuíno. Em bloco e decidido pelas bases, pá! Com a recolhazinha de todas as assinaturas pelas ruas de Portugal.
Não foi como os verdes, pá.
Muito diferente!!!
Desde o fim do PREC o PC inventa “partidos” para fazer coligações fantoches, porque tem medo que o povo não vote na foice e no martelo.
O MRPP tem muito mais coragem. Não tem muitos votantes mas os que votam nele assumem-no.
Já agora, o PS também saneou o punho fechado. Pintou-o de cor de rosa, e meteu-lhe uma rosa lá dentro …
O vermelho, revolucionário, desapareceu de qualquer símbolo partidário, à excepção do MRPP.
Caro Daniel,
Permita-me que lhe faça uma pergunta:
alguma vez foi comunista?
Roberto, é público que sim.
O Bloco de Esquerda vive mal com a capacidade de mobilização do PCP (ou, reconhecendo-a, mas criticando pelo avesso) porque sofre com a sua herança da extrema-esquerda e a contradição sempre vivida pelos seus partidos “da classe operária”, auscultadores dos “verdadeiros anseios das massas”, mas que nunca conseguiram ser mais do que grupos jantantes. Não conseguiram nem o conseguem, de facto. E atribuir ao PCP um qualquer poder ou vontade de manipulação da CGTP é pura desonestidade intelectual. Não só porque é evidente e natural que uma organização sindical pode ter pontos de vista coincidentes por um partido com a vocação do PCP, como todos sabemos que o BE passa o tempo atrás de tudo o que é acção colectiva. De preferência, se conseguir dar um salto por cima do PCP. Algo que é dito à boca cheia por militantes do BE, e sem um mínimo de vergonha.
RC, como é que um grupo de jantantes tem quase a mesma votação que o PCP? Espere, esqueci-me, as eleições não interessam para nada. O PCP não valoriza o voto. Nem aqui nem noutros países.
Grupos de jantantes até podem ter um milhão de votos. Mas não faz grande sentido que se queiram assumir como partidos “da classe operária” (e até “à esquerda do PCP”!), implícita ou explicitamente, quando a última vez que um grupo de trabalhadores saiu à rua em seu nome deve ter sido aí em 1975, e quando toda gente sabe que o espectro eleitoral do BE anda ali pela classe média urbana. No mínimo, é esquizofrenia. O BE é um partido meramente reformista (o que, no actual estado da nossa democracia, é legítimo e necessário), e não joga pela real transformação da sociedade. Não vale a pena medir-se com o PCP, são conceitos diferentes e se assumirmos isso ficamos todos mais contentinhos. Não vale é estar-se sempre na jiga-joga da desonestidade política e da artimanha semântica. Fica mal a toda a esquerda que se quer diferente.
Eu não sei o que é o partido da classe operária. Sem que a esmagadora maioria da classe operária não vota no PCP. Nem de perto nem de longe.
Votará longe do BE, certamente.
Vá ver as votações nas zonas industrializadas e verá que a diferença dos votos dos trabalhadores fabris no PCP e no BE não deverá ser diferente da diferença nos restantes eleitores. Seja como for, votam mais no PS e no PSD do que no PCP ou no BE. Onde o PCP é mais forte é no Alentejo, onde não há operários.
Mas de qualquer das formas desafio-o a ir ver as votações do BE e concluirá que onde o BE tem votações mais fortes é nos concelhos mais industrializados. Por isso ia elegendo em Aveiro, elegeu dois em Setúbal, tem uma forte votação no Entroncamento, ia elegendo em Braga. Isso não faz do BE o partido da “classe operária”? Não. Nem do PCP. Essa é uma expressão ideológica que nada tem a ver com a influência dos partidos num determinado sector social. Mas, na realidade, o PCP tem muito mais força entre funcionários públicos e reformados rurais do que nos operários. E mesmo a “classe operária” é hoje um pouco diferente do que era. Isso explica que o PCP tente há anos vencer a CT da Autoeuropa e não consiga. Um tipo de operários mais parecidos com o resto da Europa. 50 mil pessoas na rua (segundo os números do PCP) é excelente. Mas diz pouco da realidade social. Jerónimo de Sousa teve 20 mil no Pavilhão Atlântico. Lembra-se de quanto teve nas urnas?
Em todo o caso, grande PCP, diga-se em abono da verdade, à parte toda a livre discordância.
Ou tínhamos que já nem das Nebes podia brilhar na cassete do usual pa dizer dos partidos, à excepção do PC, que são fracos, sem viabilidade, salva, em todo o caso, a católica de sempre e, quem sabe, quando cresça, também o BE, algum dia.
Eh, ao fim essa foi a modos de, pa variar, surrellista.
Em todo o caso, estamos nesse debate mais vezes com o Ricardo Carvalho que com o Daniel Oliveira.
Et pourquoi?
Pour ça, que tal como no caso da carola contra o senhor Pinto da Costa noto a pairar no ar algum despeito em quem não teve personalidade bastante pa ajudar a mudar a personagem mais forte da aliança.
Com toda a minha compreensão e respeito.
Resultados:
Jerónimo Sousa: 466 607 votantes
Francisco Louçã: 288 261 votantes
Zé Manel, tendo em conta os vinte mil que estiveram no comício de Jerónimo e os mil e tal que estiveram no de Louçã, a diferença não deveria ter sido outra?
E compare agora o resultado do BE e do PCP nas últimas legislativas: PCP - 432000; B.E. - 364407. Não deveria ter sido muitíssimo maior?
O D. Oliveira não percebeu que com “o partido da classe operária” me estava a reportar à imagética do PREC, designação que cada grupúsculo de extrema-esquerda reivindicava para si. É evidente que, neste caso, só faz sentido no contexto em que o utilizei quando me referia à fraca capacidade de mobilização do BE, por contraste com a sua prática discursiva. Se insiste tanto nos votos, o leitor zé manel deu-lhe uma resposta apropriada: números. Mas quanto ao eleitorado do PCP, acha mesmo que os votos da península de Setúbal, por exemplo, são apenas os dos reformados rurais e dos funcionários públicos? A propósito dos eleitores do BE, não se esqueça que são as áreas industriais onde, naturalmente, se concentra a maior parte da burguesia urbana.
Acha mesmo que, com a expressão eleitoral dos partidos à esquerda do PS, mais de 178 mil eleitores numas presidenciais quase 68 mil numas legislativas (contas feitas a partir dos comentários, não confirmados nos sítios oficiais), é coisa pouca? Não queria entrar por aí, mas à semelhança de outros eleitores começo a desconfiar da sua obsessão com as comparações ao PCP.
Mais ridiculo que alguns comentarios, so mesmo um partido comunista organizar uma manif com o nome de liberdade e democracia… Foi de ir as lagrimas quando vi a noticia. So falta o PNR fazer uma pela fome em Africa…
Caro RC, o meu post era sobre o PCP. Quem veio fazer comparações com o BE e tentar por-me no meu lugar foi o senhor. A diferença, já agora, em legislativas, é de 1,2%. Sim, acho pequena. Pelo menos é pequena para tanta arrogância. E essa arrogância (Sócrates é um aprendiz ao pé do discurso do PCP sobre si próprio e sobre os seus concorrentes) é que é cansativa e afasta muitas pessoas do PCP. Sobretudo porque não tem qualquer justificação. O PCP fala dos demais como se tivesse 70% dos votos. Fala como se todos os restantes partidos, para além de compostos por oportunidas e vendidos, fossem irrelevantes. Um “grupo de jantantes”, como o senhor chamou a um partido com menos 1,2% do que o seu e que representa mais de 350 mil eleitores. Um “grupo de jantantes”? Não lhe parece de uma arrogância absurda?
Muitos militantes (e dirigentes) do PCP fazem e diz emtudo aquilo que não admitem ao PS. O PCP tem pouco mais de 7%. É, como o Bloco, um pequeno partido político. Com capacidade de mobilização militante, mas pequeno na sua representatividade. E o BE ainda um pouco mais pequeno. Se o BE falasse sobre si próprio como o PCP fala de si eu ria-me. Seria patético. E esta fanfarronice de um pequeno partido também o é.
Por fim, quanto a obsessões: não consigo, nem de perto nem de longe, escrever tantas vezes (e nos mesmos termos) sobre o PCP como os editoriais e textos de opinião do “Avante” se referem ao BE.
Bateram-me aqui porque não me referia à manifestação. Referi-me, e passo a ser um obcecado. Suponho que só estão contentes quando eu transformar o Arrastão no “Gramma”.
ai, o lagrimas foi às lagrimas? ou é força de expressão? porque se não foi ò riso quando viu o caudal de comunistas sem lagrimas… ò não? bah, ele gente pa todo o capacho, de inginheiro comprado a negociador de pontes e roubador de casinos.
que é tudo igual neste mundo, pelos bistos, da camorra à Sicília aos botantes da dreita, é forte.
D. Oliveira aludiu de forma absolutamente desonesta ao papel do PCP na CGTP e aproveitou para desvalorizar “Os Verdes”, mais uma vez por se tratar de um braço do PCP. Tudo isto, por entremeio de um texto que parabeniza a marcha de Sábado passado. Pareceu-me uma combinação manifestamente desonesta, e foi por isso que intervi. E interpretei essa ironia (consciente ou não, e que D. Oliveira, claro, depois faz tenção de desmentir) como ressabiamento pela fraca capacidade de mobilização de rua do BE, tendo em conta aquilo a que se propõe. Arrogância? Experimente, por exemplo, explicar aos eleitores do BE, aos seus anseios e expectativas, que são “apenas” 300 e tal mil votos. Ser arrogante, no meio disto, é ficar-se pela forma e ignorar a substância do eleitorado. Sobretudo se falamos de partidos minoritários. Quanto ao resto, não vale a pena ser tão teatral, meu caro.
Como disse o Louçã uma vez numa entrevista: «A esquerda tem de deixar de olhar para tudo o que não é PCP como uns pilhas-galinhas.»
O PCP não tem o monopólio natural da luta da classe operária e em matérias de modernidade como a homossexualidade, continua retrógado.
santantonio….quando perceber o que escreve talvez lhe consiga responder.
Relativamente ao ridiculo que os comunas fizeram, basta ver em todos os blogues. Andam a lamber o rabinho a ditadores e terroristas a vida toda e depois fazem uma destas. Devem gostar certamente de ninguem os levar a serio.
Não posso deixar de concordar com o colega RC. Esse elogio saiu mais tosco e acabou por denegrir mais a imagem do PCP do que - se era o seu objectivo - valorizar. Foi triste a sua saída relativamente aos Verdes pela sua grande ligação ao PCP, maldosa a acusação sobre a CGTP desvalorizando o grande trabalho dos comunistas nos meios sindicais.
Acaba numa tentativa vã de comparar o Bloco ao PCP. Não é que não se considerem as votações importantes, atenção; mas a vida de um partido não se pode perder só em eleições. A capacidade de intervenção, de esclarecimento e de mobilização são factores importantíssimos na análise do trabalho dos partidos. Parece que é aí que o PCP o incomoda.
Caro Daniel Oliveira,
Para este seu «peditório» desculpe lá mas só dou «técnicas de arrastão»: http://tempodascerejas.blogspot.com/2008/03/daniel-oliveira-e-marcha-do-pcp.html
Pois é Daniel…o BE só faz manif por arrastão do PC ou dos sindicatos,ou então colado a estes…vá lá Daniel…botem pra aí a maralha na rua,em vx de cagar postas de pescada!
Hertz, qual foi a manifestação em que o BE participou em arrastão do PCP? Explique lá?
António Vilarigues, já li. Achei sobretudo interessante a defesa da honra dos “Verdes” e a confusão entre militantes discutirem política entre si e o partido dar orientações a dirigentes sindicais que, como sabe muitíssimo bem, é o que o PCP faz.
Quanto às bandeiras: sempre achei mal que o BE as levasse para o 1º de Maio. Não acho o mesmo sobre o 25 de Abril. São manifestações com características diferentes.
Maria José, o mundo não se divide entre elogios e ataques.
Oh camarada…deixa-te lá de fitas e cenas tristes e fala lá com o teu patrão,que ele saberá explicar-te melhor que eu.
Quem é o meu patrão?
Já agora, porque me está a chamar camarada?
Daniel
Falou do processo de criação dos VERDES mas não me respondeu.
Que tem a dizer do processo de criação da POLÍTICA XXI?
E do próprio BLOCO?
Houve ou não um período em que coexistiram no TRIBUNAL CONSTITUCIONAL o BE, o PSR, a UDP, a P XXI, etc com militantes em simultâneo em pelo menos duas agremiações?
No tempo das cerejas está lá tudo: a vossa mediocridade , a imagem de sapos inchados de tanto se olharem ao espelho e pensarem que os outros são iguais. Não D.O., aliás já uma vez lhe digo isso, na altura em que deixar de aparecer na SIC e Expresso veremos o que vale. Porque será que nunca vejo ninguem ligado ao PCP : Vá mas é organizar as suas passeatas com o Zé no chiado( patética) como eu vi com os meus próprios olhos na passada campanha autarquica, mas da proxima agarrado aos seus amigos xuxualistas….
zémanel: os militantes do MDP que ainda estavam no MDP foram depois militantes da PXXI e seus dirigentes em pé de igualdade com os que entretanto se filiaram. UDP, PSR e PXXI extinguiram-se. Posso falar por mim: deixei de ser militante da PXXI quando me filiei no BE. Ainda assim, pode discutir o processo jurídico, mas não há qualquer fraude política: PSR, UDP e PXXI dissolveram-se politicamente no BE de forma explicita. Não inventaram partidos que fossem a sua continuação e fingiram que era outra coisa só para ter mais tempo no Parlamento ou esconder a sua sigla. Todos eles existiam antes do BE e o BE é o que diz ser.
Daniel,
o processo jurídico da criação da PXXI é legal - tão legal como o dos verdes.
Não pode seriamente desmentir que a PXXI foi uma OPA sobre uma sigla de um partido registado no T Constitucional mas sem actividade.. Não pode seriamente negar que esse foi um expediente para criar um Partido, por um conjunto de pessoas - no caso até uma elite intelectual de esquerda, sem a recolha das assinaturas necessárias. Nesse sentido a PXXI é tão artificial e fantasma como o PEV segundo as suas concepções.
Em relaão ao BE:
o Daniel saiu da PXXI para militar para fundar o BE por discordar da PXXI? Claro que não… essa uma orientação táctica livremente escolhida e assumida.
Então porque é que alguns militantes do PCP não poderiam ter deixado o PCP para fundar o PEV de acordo com uma orientação táctica livremente escolhida e assumida.
Não é esta uma mesma história?
Daniel, há muito mais a unior-nos do que aquilo que nos separa - o nosso combate não é a direita?
Porquê esse rebuscamento e a utilização grosseira de argumentos que eu por exemplo em relação ao PEV só estava acostumado a ver virem da Direita?
E seriamente diga lá: o espaço político da CDU não é mais abrangente, em termos de acção e de progrm que o espaço do PCP?
zémanel: o senhor teima em não distinguir questões jurídicas (que aqui não vou debater) com questões políticas. O Bloco é a soma das três organizações que o fundaram mais muita gente. Nada tem de estranho ou falso. OS Verdes são uma repetição do PCP sem qualquer autonomia a fingir que são um partido. Juridicamente inatacável. Politicamente? Uma fraude.
Caro Daniel,
Não percebeu a pergunta.
Perguntei-lhe se alguma tinha sido comunista e não se alguma vez tinha estado inscrito no PCP.
A pergunta parece-me pertinente para perceber essa sua permanente necessidade de atacar o PCP e insultar os seus militantes como se fossem seres acéfalos.
Não trato os comunistas como se fossem acéfalos. Apenas sei, como o senhor sabe, que o PCP tem regras estatutárias e políticas que incluem a disciplina partidária mesmo fora do partido.
Daniel,
a questão da PXXI é tão política quanto a dos Verdes.
O senhor (e os seus companheiros) quando aderiu ao MDP-CDE era por estar interessado no programa político do MDP ou para, assaltá-lo e torná-lo politicamente numa outra coisa, por via de um esquema manhoso e politicamente fraudulento que a extrema direita repetiria com o PRD.
Não esquecer que esta PXXI assim criada concorreu a eleições autárquicas em Lisboa em coligação com o PSR em confronto com a coligação de esquerda - que começara precisamente em 1989 com o MDP-CDE.
E repito: as organizações políticas UDP e PSR só se extinguiram muito depois da criação do BE sendo que os principais dirigentes do BE foram em simultâneo militantes da UDP e do PSR.
E isto não é uma questão jurídica: é uma questão tão política como a criação do PEV.
Uma outra nota:
Já reparou que o PEV até prejudica actualmente o PCP - se as bancadas parlamentares se unissem numa só o PCP seria de novo a 3ª FORÇA do parlamento.
Lembra-se já agora, de que em 1991, o PCP sacrificou um deputado para colocar em lugar elegível o major Tomé da UDP eleito pela CDU!
Lembra-se que enquanto o Major Tomé da UDP tinha o lugrzinho garantido no Parlamemnto o Francisco Louçã andou a mendigar votos na zona de Sintra? Sem sucesso.
E que o major Tomé foi sempre deputado independente, nunca prestou contas, nem nunca ninguém lhas pediu?
E o Daniel diz que foi convidado para fundar o PEV? Recusou- e foi castigado por isso?
Já agora: a quantas eleições legislativas a PXXI concorreu?
Caro Daniel Oliveira,
o seu post transborda tanto de um misto de inveja e raiva, que tenho absoluta necessidade de o informar que, por causa do seu post, amanhã mesmo vou-me inscrever nos Verdes.
Tenho seguido com atenção algumas acções dos Verdes: sobre o nuclear, sobre o Tua, sobre os transgénicos, sobre a vacina do cancro do colo do útero e tantas outras… só me faltava mesmo o post do Daniel para eu perder a preguiça e ir tornar-me militante dos Verdes. Vou por isso alimentar o PEV… acha mal? E olhe que nunca lhe dei confiança para me chamar patética, sim?
Acho muito bem. A quota é capaz de ser mais baixa, mas tem a desvantagem de não poder votar na direcção que toma as decisões: a do PCP. É assim uma espécie de Porto Rico do PCP. E eu gosto de porto-riquenhos.
o que o Daniel foi fazer… Por dizer que o PEV é um partido fantasma alimentado por o PCP. Aliás, como qualquer pessoa bem informada sobre política sabe. Mas os Comunistas não suportam a verdade. Manipulam-na. Para eles a verdade é a trabsmitida pelo Partido. Os orgãos de Comunicação Social e os Partido Burgueses é que inventam coisas para denegrir e prejudicar o PCP.
Tenha cuidado Daniel… Olhe que os Comunistas não perdoam as Ex-comunistas que se converteram à Social-Democracia. Para eles essas pessoas são traidoras. O Daniel deverá estar incluindo neste rol…
Cumprimentos e continue a escrever neste blogue aquilo que pensa, doa a quem doer!
E na coligação PS/BE em Lisboa?… Qual será a direcção que toma as decisões? (A do BE não é certamente)…já percebi porque é que gosta dos porto-riquenhos!
E na coligação PS / BE em Lisboa?… Qual será a direcção que toma as decisões? (A do BE não é certamente)… Já percebi porque é que gosta de porto-riquenhos!
E na coligação PS/BE em Lisboa?… Qual será a direcção que toma as decisões? (A do BE não é certamente)… Já percebi porque é que gosta dos porto-riquenhos!
A quantas eleições legislativas a PXXI concorreu?
Concorreu a eleições europeias. Têm que ser legislativas, é? Defende a actual lei dos partidos?
Concorreu a umas eleições europeias :uma vez.
a PXXI foi uma fraude política, um fantasma político- criada com o único objectivo de alojar ex-pc´s que não tendo expressão para criar um partido, tomaram de assalto um partido e uma sigla praticamente abandonada.Isto sim é uma FRAUDE POLÍTICA.
Legítimo, claro.
Depois do seu assalto ao MDP deveria ter vergonha antes de falar do PEV.
Caro ex-camarada Daniel,
Escreves tu no teu comentário que “quando chega a altura do voto a diferença eleitoral ente o BE e o PCP é muito pouca”…..sabes fazer contas?
Era bom, não era? Vocês do BE bem têm ajuda do PS e outros que tais: é pagamento de outdoors, é financiamentos vários….e o objectivo é claro: retirar força ao PCP, o maior Partido de Esquerda em Portugal (por muito que vos custe).
Ainda me lembro do tempo em que estivemos juntos na JUVENTUDE COMUNISTA PORTUGUESA, sim, essa, a Juventude do PC….
Os teus textos tresandam a “ex”, e com ex refiro-me a todos aqueles que “antes de ser já o eram”, que se venderam, que passaram para o outro lado da barricada, que trairam os seus ideais e continuam a trair com uma cegueira raivosa….
ao que tu chegaste………….
Pena, é a único sentimento que me ocorre quando leio o teu blogue.
Para Oleq e afins, os comunistas não têm opinião - é a transmitida pela Partido. É triste ver como há gente que ainda pensa assim… ou que tentam transmitir essa ideia aos outros. Digo-lhe ainda assim (embora com pouca esperança de o fazer mudar de opinião) que não, o funcionamento interno do partido é do mais democrático que pode haver, havendo, nos grandes eventos, grandes compilações das opiniões dos militantes que, ao contrário dos outros partidos, são lidas e tomadas em conta no textos finais. Poder-me-ia alongar bastante sobre esta temática, mas não o vou fazer. Apenas lhe digo que nós, comunistas, somos de uma forma geral pessoas bastante atentas e críticas da realidade em que vivemos, não somos máquinas amorfas de propaganda. Por outras palavras, estamos juntos neste Partido porque partilhamos das mesmas posições gerais (divergindo eventualmente em questões menores) e não por qualquer tipo de “verdade” manipulada seja por quem for.
Quanto aos meios de comunicação, só não vê quem não quer que qualquer evento do PCP (talvez com a excepção da festa do avante) é claramente minimizado por estes. Cobardemente e escandalosmante. Também já duvidei disso, mas mas repito: só não vê quem não quer.
Um link: http://tempodascerejas.blogspot.com/2008/03/marcha-de-ontem-e-as-primeiras-pginas.html
Cumprimentos, e bom dia.
Digam o que disserem, eu fui e foi um prazer participar nesta acção de esperança, de força, de firmeza. Só posso dizer que, pelo menos para mim, foi um êxito !