Com todos as restantes tendências a defender a filiação da CGTP na Confederação Sindical Internacional, a maior central sindical do Mundo, o PCP impôs à Intersindical o isolamento. Depois de durante anos ter mantido a CGTP com uma forte ligação a uma organização internacional dominada pelos sindicatos do Leste da Europa, que nunca fizeram uma greve ou um combate político pelos seus trabalhadores (a Federação Sindical Mundial, que hoje agrupa sindicatos da Síria, Cuba, Coreia do Norte, Vietname ou Bielorrússia), o PCP continua a não aceitar a mudança dos tempos e a manter a CGTP refém da sua cegueira.112 delegados votaram a favor da integração na CSI, mas a disciplina de voto entre os militantes do PCP falou mais alto. Florival Lança, o responsável pelo departamento internacional, decidiu não falar durante o congresso e não presidir a qualquer sessão de trabalho, para não ter de subscrever esta inacreditável decisão.
Recorde-se que fazem parte da CSI a CUT e a CGT, do Brasil, a CGIL, de Itália, as Conissiones Obreras, de Espanha, e a CGT, de França, centrais com as quais a CGTP sempre teve relações políticas muito próximas e, algumas delas, com fortes relações com os partidos comunistas dos seus países. Mas o PC português é muito especial na sua forma de olhar o Mundo e, por isso, muito especial tem de ser a a CGTP. A CSI tem 311 centrais sindicais filiadas e representa 168 milhões de trabalhadores de 155 países.
Por Daniel Oliveira 16 Fev 08 em PCP, Sindicatos


95,4% de votos a favor da lista A ( única) para o Conselho Nacional. Uma boa votação! Queixas!!!!
“(a Federação Sindical Mundial, que hoje agrupa sindicatos da Síria, Cuba, Coreia do Norte, Vietname ou Bielorrússia)” e também Grécia, Índia, Perú, Austrália, Brasil, Colômbia, Chipre, Palestina, Líbano, Sri Lanka, Senegal, Martinica, Panamá, França, Sudão, África do Sul, China, Paquistão, Inglaterra, Espanha, França, Rússia, Suíça, Itália, Venezuela, Chile, Equador, Guiana, Costa Rica, México e Indonésia.
O 15º Congresso da FSM/WFTU decorreu em Havana em 2005, com 870 delegados de 87 países (segundo o site da FSM), elegendo como secretário-geral o grego George Mavrikos. Segundo “Trade Unions of the World, London, UK: John Harper Publishing” a WFTU teria em 2004, 129 milhões de membros em 130 países.
Citar o Expresso a correr nem sempre é clarificador.
200 mil pessoas na rua dizem-lhe alguma coisa?
Olaio, o que raio tem isso a ver com o que escrevi. Vitórias, é o que se precisa. Vitórias. Ter 200 mil pessoas na rua (eu era uma delas) é excelente. Mas é para conseguir vitórias.
JD, que bom. Já agora, quando é que foi a última greve em Cuba?
Estas eleições parecem as da Coreia do Norte!!!
Fizeram um congresso de convidados e escolhidos!!!
E mesmo desses, alguns preferiram calar-se, para fingirem que não estavam lá, e não pertenciam à peça que ali se representava!!!
Triste, muito triste esta “unicidade sindical!!
Não evoluímos nada!!
E já agora aproveito a oportunidade para opinar sobre a presença e apoio de Mário Soares à CGTP, esquecendo ele o apoio que deu em tempos à criação da UGT, movimento que foi usado para dividir o movimento sindical, com fins meramente políticos e prejuízos, mais uma vez , para os trabalhadores!!
Preferia agora ver uma CGTP plural e por isso mais longe das lutas partidárias do poder!!
Pior é fazerem parte da CES…
Entre a CIS e a FMS, venha o Diabo e escolha. Mas o Diabo escolheria a FMS, porque a CIS é “abençoada” pelo Vaticano.
Caro Daniel Oliveira,
O secretário geral da FSM é grego e recentemente houve uma greve geral na Grécia. Sabia certamente.
Leu mal ou a FSM tem representantes de 87 países? Cuba funciona como muleta para a falta de argumentos?
Já agora é impressão minha ou a CGTP-IN NUNCA se filiou na FSM (nem em nenhuma outra federação de carácter internacional), onde, creio, tinha apenas o estatuto de observadora?
Aliás de acordo com o seu (da CGTP-IN) estatuto de SEMPRE de não filiação internacional (em nome da unidade interna). Como sabe SEMPRE, ao longo dos 38 anos de existência, houve diferentes opiniões em torno desta problemática. O único consenso possível foi a não filiação. Se estiver errado agradeço a correcção…
Acresce ainda que todas ou quase todas as organizações sindicais que cita foram durante mais de 40 anos elas sim, filiadas da FSM.
Bem…não aderir á CSI vai ser mau…pois havia muita gente a contar com ferias pagas á conta dos trabalhadores (sindicalizados).
e.. será que único argumento que conseguem apresentar é que os outros tão lá e nós não estamos ?
parece-me fraco.. no mínimo.. para não dizer.. um choradinho..
Posso ser apenas um simples trabalhador com o 9ºano..nao sou nenhum doutor…mas até eu vejo que podiam arranjar melhor argumento.
deixem de pintar faixas anárquicas nas traseiras das vossas faixas e não apareçam só nos locais onde sabem que vai estar a comunicação social e apoiem verdadeiramente a luta dos trabalhadores e promovam a unidade sindical …é que eu li algures que era suposto serem de esquerda…mas eu tenho as minhas duvidas.. pois de esquerda que faz trabalho aos patrões…não conheço. .lá está devo ser ignorante mesmo.
O Congresso da CGTP foi aquilo que se esperava, uma encenação completa com controlo ferreo do CC do PCP.
Aliás basta ver como a maioria dos tais delegados foi eleita, ou melhor nomeada.
Sobre a tal FSM, seria interessante conhecer os seus estatutos, aliás bastam , os casos das centrais sindicais de Cuba e da Coreia do Norte, para se perceber, que liberdade sindical, e liberdade de expressão, não são assuntos que preocupem a tal FSM.
Quanto ao , resto iremos continuar a ter mini-greves gerais, quando o PCP entender que isso lhe convèm, e para isso dará as suas ordens aos seus funcionários na CGTP , que obedientemente as cumprirão, quer isso sirva ou não a luta dos trabalhadores.
Caro Daniel Oliveira,
Noutro tom. Acho lamentável, vergonhoso e insultuoso para quem se reclama de esquerda (o que eu não contesto, esclareça-se) o seu atestado de menor idade intelectual, que o recurso ao estafado argumento de que «a disciplina de voto entre os militantes do PCP falou mais alto», passado aos delegados militantes do PCP. Os militantes do PCP presentes no Congresso da CGTP-IN são todos mentecaptos, incapazes de pensar pela sua própria cabeça, ao contrário dos 121 citados que defenderam outra posição? São todos «carneirada»? Manuel Carvalho da Silva e outros membros da Comissão Executiva e do Conselho Nacional incluídos? Ou não têm direito a ter opinião? Ou os seus argumentos são menos válidos do que os de sentido diverso? Ou são bestiais quando estão de acordo connosco e bestas quando não estão?
Para terminar acho extremamente revelador que não diga nem uma palavra quer sobre o Programa de Acção, quer sobre as diferentes moções e resoluções aprovadas.
A verdade é que a maioria dos grandes sindicatos na Europa, nos EUA e Canadá, Austrália, Nova Zelândia e outros países estão associados aos partidos socialistas, sociais-democratas e trabalhistas. Portugal é uma excepção, em que a maior sindical está associada ao PCP. Por isso é que se compreende que o PS dê pouca importância ao sindicalismo, aos trabalhadores e Sócrates associe os sindicatos aos comunistas. Mas na Europa do Norte, os partidos sociais-democratas de esquerda são claramente ligados aos sindicatos. No Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Alemanha os sindicatos têm representação institucional nos Trabalhistas. Nos EUA, os sindicatos estão associados com os Democratas. Ontem, a SEIU, com mais de 1 milhão de associados “endorsed” (apoiou) Obama.
Tenho algumas dúvidas se o Carvalho da Silva vai ficar até ao fim deste mandato.Não me parece que mesmo no PCP todos pensem da mesma maneira acerca do papel que os sindicatos devem ter no momento actual,tanto no plano nacional como internacional.A situação dos trabalhadores no nosso país neste momento tem aspectos tão graves e preocupantes que justificam que o Carvalho da Silva tenha ficado mesmo que tenha que ter alguns braços de ferro com os sindicalistas da area mais ortodoxa do PCP
Mas ó Daniel Oliveira você em adolescente até foi miltante do PCP já devia saber o que ia acontecer ou é ingénuo ?
Mas também não se pense que a CSI é uma grande coisa, o programa é quase um “pãozinho com pouco sal”. A vantagem é que estão lá a maioria das centrais mais significativas e até combativas.
Mas veja-se o exemplo da Confederação Europeia de Sindicatos que decidiu aceitar a flexi-segurança. Portanto talvez não vala a pena fazer tantas divergências ideológicas.
ni moi, que je ne
l’entends plus tel
de persécussion
mais le ‘picipi’ te
prohibe à toi de
t’inscrire, s’il te plait,
dans la SGTP, sois tu
membre du PS, du BE
ou du CDS ou PSD,
Daniel, mon ami?!
je n’entends pas!…
Daniel Oliveira nestas duas intervenções bate em duas teclas que deram som há tempos atrás mas que agora, devido ao uso, estão desafinadas.
A rua esse imaginário que tantas gravuras já deu bem como a letra de outras tantas canções de intervenção ainda cria a ilusão de que as massas populares enquadradas pelas vanguardas revolucionárias conseguem lá aquilo que não conseguem pela força dos votos.
E, antes que comecem já a atirar-me com pedregulhos para cima, relembro-vos que as centenas/milhares/milhões/biliões (risque o que não gostar) de pessoas que se manifestaram contra a segunda guerra do Iraque tiveram o valor zero para o desenrolar da mesma.
Sobre a nossa rua, eu também era um dos duzentos mil, o que já faz duzentos mil e um.
Acontece que estava lá em passeio.
Igual ao de centenas e centenas que vieram até Lisboa nas camionetas das câmaras comunistas.
Por favor, não digam que é mentira.
A outra tecla (esta desafinadíssima) é a das greves.
São sempre contra trabalhadores de outras empresas.
Por vezes são mesmo contra os próprios trabalhadores como se verificou na Opel da Azambuja.
São sempre em empresas do Estado onde os prejuízos das greves caiem em cima dos outros trabalhadores como aliás os prejuízos das próprias empresas.
Curiosamente nunca são feitas nos países comunistas.
Porquê?
Por lá são todos felizes!
Este artigo é revelador da sua aproximação ao centrão…
Durante semanas garantiram-nos que Carvalho da Silva iria abandonar o cargo de secretário geral…
Depois que as divergências provocariam uma série de abandonos sem igual…
depois não se vai aderir a isto e áquilo…
sobre as outras discussões, o Daniel como a boa imprensa do Centrão diz-nos NADA…
Porque isso não interessa…
Interessa é dividir…
O bloco que se resume a meia dúzia de pessoas bem relacionadas na imprensa faz, como sempre, o seu papel…
tem piada, o carlos césar foi reeleito agora com noventa e tal por cento de votos e ninguém fez piadas sobre a Coreia do Norte
João, há meses que toda a gente diz que Carvalho da Silva iria ficar, mas isolado.
Quanto à aproximação ao centrão, há anos que me fazem essa acusação. Ouvi-a de comunistas que agora estão no PS ou mais à direita. Não me comove.
Daniel de Oliveira:
As votações foram viciadas?
Lamento a sua campanha contra a CGTP, cada vez mais agressiva.
Deixe lá, fica em “boa” companhia.
Mas, para si, a UGT deve ser um modelo de independência. Nunca o vejo referir-se a isso.
Porque é que o Daniel não responde ao António Vilarigues? …o que lhe falta de humildade para o necessário exercício de autocrítica (…também se esqueceu do conceito?) sobra-lhe em veneno para tentar sujar, de forma cega pelo ódio, a organização sindical…de classe!
Sou um zero a matemática. Não consigo, portanto, fazer esta conta e não me apetecia fazer aquelas figuras tristes do Guterres, quando lhe perguntaram sobre o défice:
Mas presumindo que &,38% dos votantes nas últimas Legislativas equivalem, segundo as contas do João, a “meia dúzia de pessoas”, os 7,56% da CDU, correspondem a quantas? 7? 7,1 …pessoas?
(agora fiquei algo assustada,se não me enganei nas contas,…a CDU e o BE juntos no País correspondem a…13 pessoas virgula 1 ???!!!)
Quanto ao bem relacionado da imprensa, presumo que aquelas estatísticas, saídas há menos de um mês, em que no tempo de antena das nossas televisões o Jerónimo obtinha um honroso 5º lugar…e o Louçã se quedava pelo, creio, 11º…são consequência dos bons relacionamentos do Bloco na CS…a gente relaciona-se tão bem com a CS que até consegue que eles não falem em nós…é de génio. Algo maquiavélico, mas de génio!!!
Quanto à aproximação ao Centrão também está bem visto. A Mariana Aiveca que não deixaram falar “por falta de tempo” tinha um discurso em que se iria pronunciar pela Revogação Total do Código de Trabalho (o tal que deu uma Greve Geral…), a resolução final e o discurso de Carvalho da Silva, fica-se palas “normas gravosas” do dito (conforme promessa eleitoral não cumprida do Partido do Centrão no Governo)…mas a aproximação ao Centrão, somos nós!!! e os de Esquerda são eles….
Erro…não eram, obviamente &,38%…eram 6,38%…desculpe João…mas mesmo assim ainda não ganhei para o susto que me pregou. Somos 13,1 portugueses que votámos BE e CDU em 2005…estragou-me o Domingo!!
Eles é que são os presidentes da junta! Estes, os esquerdinos que formaram um partido para não terem de privar com a populaça. Toda a transformação virá do exterior. Não nos preocupemos. Rigorosamente com nada.
rosinha dos limões
17 Fev 2008 às 0:06
Preferia agora ver uma CGTP plural e por isso mais longe das lutas partidárias do poder!!
Ninguém pode ser impedido de sonhar acordado.
Eu próprio, sonho com o dia em que jantarei com a Isabel Angelino no Papagaio da Serafina (antes que o vereador dos cemitérios o enterre).
Agora a senhora abusa.
Não deve haver dez portugueses que não saibam que a CGTP é uma simples correia de transmissão do PCP e serve acima de tudo para criticar a acção do governo, qualquer que seja, excepto se ele fosse (Deus nos livre) dos comunistas.
Mais ainda, toda a gente sabe, acredito que até a senhora, que os sindicalistas que lá estão há décadas e que tanto gritam pelos trabalhadores têm duas coisas certas.
Emprego garantido e ignorância absoluta do que são as novas regras de trabalho por já não frequentarem as respectivas empresas há décadas.
Como aliás o professor Charrua o demonstrou. De tanto estar nos corredores do ministério, o que na prática equivale a ser sindicalista na CGTP, já nem sabia o que era dar uma aula (que aliás não queria dar).
Alguém sabe onde trabalhava Carvalho da Silva?
Caro António Vilarigues: não, os militantes do PCP não são nem nunca foram mentecaptos. Apenas aceitam (como sabe muitíssimo bem) o “centralismo democrático”, e que, mesmo enquanto sindicalistas, seguem a orientação do partido em todos os espaços unitários em que se encontram.
Não acharia normal que esta questão dividisse um pouco mais os delegados? Parece-lhe natural que ficar de fora de uma central sindical que cria uma rede de 168 milhões de filiados seja uma coisa quase consensual entre os comunistas?
De resto: em que é que a entrada na CSI criaria problemas de unidade interna, quando todas as sensibilidades ideológicas lá estão representadas? Todas. Basta ver quem são os seus membros. De comunistas a democrata-cristão. Será a ausência da central sindical norte-coreana e a sua longa história reivindicativa que divide os delgados? A companhia das CC.OO, da CGT ou da CGIL não agrada a todas as sensibilidades da CGTP?
Por fim, caro António Vilarigues, também acho estranho que nestes seus comentários não diga nada sobre o Programa de Acção e as diferentes moções e resoluções aprovadas. Revelador, suponho.
Manuel Leão, estou a criticar uma decisão da CGTP. Isso não é campanha. É sentido crítico. E como a CGTP ainda não é o PCP, o sentido crítico pode se expresso publicamente. Quanto à UGT, leia o meu artigo do Expresso desta semana. Falo da falta de independência das duas centrais. Se não falo mais da UGT é porque a acho, hoje, próximo de irrelevante. Sabe que quando criticamos a CGTP não passamos a ser simpatizantes da UGT, quando criticamos Cuba não passamos a ser amigos dos EUA, quando criticamos Israel não passamos a ser nazis, quando… Na vida há mais do que dois lados, apesar de George Bush nos ter tentado convencer do contrário.
Paulo Marinho, internacionalismo diz-lhe alguma coisa?
As cenas tristes do Guterres já foram devidamente explicadas pelo mesmo e não me parece que mereçam graçolas.
Quanto aos números a que se refere na comunicação social, só refere os que lhe interessa e esquece todos os outros…
Eu poderia elencá-los mas não vale mesmo a pena.
Quanto à CGTP talvez valha a pena contar os artigos que DO escreveu a favor e criticando a central.
Sr. Daniel Oliveira:
Poupe-me os exemplos. Não sou nenhum mentecapto. O que eu lhe perguntei foi se as eleições foram viciadas.
Não respondeu, porque sabe que não foram, caso contrário teria dito “qualquer coisinha”.
Quanto ao resto se « (…) esta questão dividisse um pouco mais os delegados», seria uma votação genuína. Assim, a seu ver, não.
Tive de ler duas vezes, para ver se tinha escrito isto. Mas escreveu.
Pois é, Sr. Daniel: Lamento, porque “objectivamente” no dividir é que está o busílis!
Rendo-me ao que diz sobre as “minhas ilusões” de ter uma CGTP menos presa ao PCP ( repare que digo “menos presa, e não LIVRE”)!!!
Apesar de 30 anos de comissões de trabalhadores e de delegada sindical, ainda esperava que “desta vez houvesse alguma mudança”!! Ilusão???Ignorância?? Talvez!
Mas foi Carvalho da Silva, nos ultimos tempos mais desalinhado, que me levou a ter essa esperança!! Só isso, mais nada!
De resto o meio, conheço-o muito bem! Acabei de ver, (através da SIC ) sentados na primeira fila do congresso, alguns sindicalistas com quem discuti muito da problemática da aplicação dos direitos laborais nas empresas e que estão muito longe da vivência no mundo do trabalho!
Concordo que não o conhecem, tal como diz!
Enquanto os membros das comissões de trabalhadores se mantiveram no terreno e apanharam em muitos casos com as consequências( mau olhado do patronato) por resistirem à extinção desses organismos , incluindo prejuízos em remunerações , carreiras e progressões,(quais as empresas que hoje mantêm comissões de trabalhadores??)esses sindicalistas foram dispensados do trabalho, e das suas chatices e passaram a pisar as alcatifas dos ministérios!….(não me pronuncio sobre remunerações, não as conheço).
Defendo( ser+a mais uma ilusão???) que os objectivos das comissões de trabalhadores e dos sindicatos devem ser coincidentes na principal prioridade: a defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores ,dos desempregados e dos candidatos a trabalhadores , sobretudo os + jovens, tendo em conta a realidade de cada empresa !!!!
Mas olhe, rendo-me, uma vez mais às evidências: esta não é a “minha” CGTP!! È apenas a do Carvalho da Silva!È com ela que tenho de viver!
Já quanto ao seu jantar com a Isabel Angelino, talvez tenha mais sorte!!!…Como diria o outro , ..pode ser, pode ser…
o sr Antonio Vilarigues ,dignissimo MILITANTE do PCP vem defender a sua dama, nada a contrapôr.
O problema caro sr. Vilarigues é outro, o que foi este congresso da CGTP, que representatividade tinham os seus delegados, porque decresce a olhos vistos a sindicalização, porque cada vez o sindicalismo é trabalho de burocratas,porque são cada vez mais funcionarios do PCP, a estarem destacados nos sindicatos etc etc etc.
Porque acha que a MINI-greve geral convocada pela CGTP foi um fracasso, em que praticamente só aderiram sectores da função publica, e mesmo aí em reduzido numero, quando havia condições para se ter tido outro resultado.
Porque vemos a cada passo o PCP incapaz de ultrapassar o seu sectarismo, eleger como inimigos principais, outras forças de esquerda, e ao mesmo tempo fazer alianças contra-natura com o PSD.
Serão os militantes do PCP mentecaptos, é claro que não, mas lá que seguem á risca a cartilha, e são incapazes de uma opinião critica ( vidé o seu caso) disso não tenho dúvidas.
Caro Daniel Oliveira,
Pelos vistos não percebeu (ou não quis perceber) a ironia do meu 1º comentário. Assim sendo, ironias à parte:
1. A sua informação no Post é FALSA (fico a aguardar que a corrija…). A CGTP-IN NUNCA foi filiada na FSM. Tinha o estatuto de observadora.
2. A questão de fundo é precisamente essa. A CGTP-IN, desde 1970, NUNCA foi filiada em NENHUMA organização sindical de âmbito mundial.
3. Na CGTP-IN existe, aprovado em sucessivos Congressos, o estatuto de não filiação internacional.
4. Em sintonia com o resultado do debate nos órgãos e na estrutura, a opção programática confirma o estatuto de não filiação internacional da Central e aponta para a manutenção e aprofundamento do “relacionamento com todas as componentes do movimento sindical internacional, atentas as propostas de acção e os papéis objectivos, as características e a representação de cada uma”.
Um relacionamento que não dispensa “uma aferição constante”, a partir dos princípios e objectivos da CGTP-IN, “das evoluções que se vão verificando no plano sindical, à escala global” e que privilegia ”a unidade na acção na defesa dos direitos e interesses de quem trabalha”.
(da intervenção da Graciete Cruz)
5. «Porém, a criação da CSI não levou à criação de uma única central sindical mundial representando todos os trabalhadores.» (Projecto de Programa de Acção). Logo aquele que foi desde sempre a condição para a CGTP-IN se filiar numa organização de âmbito mundial não se verificou.
6. A única organização em que a CGTP-IN participa como filiada como sabe é a CES (ÚNICA federação de âmbito Europeu)
7. «A criação da CSI traduziu-se numa recomposição do movimento sindical mundial que não conduziu a que todos os trabalhadores estejam representados numa só central sindical mundial. De facto, verifica-se que: das 11 organizações referidas, 3 não aderiram, incluindo a CGTP-IN; mantém-se a Federação Sindical Mundial (FSM); existe um importante conjunto de organizações sindicais não filiadas, das quais se destaca a Federação Nacional de Sindicatos da China (FNSC) e o Congresso dos Sindicatos Indianos (CITU); mantêm-se organizações regionais autónomas, sendo as mais importantes a Organização de Unidade Sindical Africana (OUSA) e a Confederação Internacional dos Sindicatos Árabes (CISA). Regista-se assim uma intensa actividade de contactos, discussão e acção bilateral, envolvendo muitas destas estruturas não filiadas e mesmo algumas filiadas.» (idem)
aqui fica o link para quem quiser aprofundar esta questão http://cgtp.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=58&Itemid=190#_Toc189899186
8. Quanto ao Programa de Acção aprovado em Congresso, para além de representar uma análise correcta e exaustiva da realidade no nosso país nas suas vária vertentes, é um excelente guia para o trabalho da CGTP-IN para os próximos 4 anos.
Já lá vão mais de 30 anos, e nunca pensei ter de voltar a isto.
Foi em Dezembro de 74, no (então Pavilhão dos Desportos) que, com os socialistas, fui defender a Liberdade, contra a Unicidade Sindical.
Foi nessa noite que, pela primeira vez ouvi o grito: “PC escuta, o PS está em luta !”
Não, não foi do Mário Soares. Foi do Zenha.
Será que é preciso ir outra vez para a rua ?
Daniel, não fiz qualquer juízo de valor sobre a FSM, apenas desmontei a teoria de que são meia dúzia de sindicatos dos países “comunistas”. Claro que sei que a FSM é maioritariamente alinhada com os partidos irmãos do PCP e, justamente por isso as tendências não comunistas impõem o estatuto de observadora, exactamente o mesmo estatuto que detém junto da CSI.
E certamente saberá que o motivo para que os sectores comunistas da CGTP recusem a integração na CSI não é o facto de lá estarem a CGT ou as CC.OO, mas sim de lá estarem as UGT’s deste mundo.
Se me é permitido opinar, gostaria de ver a CGTP numa organização internacional de sindicatos combativos e não subordinados a partidos, mas é sabido que tal organização não existe. Entre a FSM e a CSI, não será de facto a melhor atitude estabelecer contactos com as duas?
António Vilarigues ou outro, tanto faz:
uma razãozinha, política, para o veto ao sindicalista da Autoeuropa …
É difícil vencer o controleirismo do PCP nos sindicatos. Eles são mestres na técnica de manipular e também de destruir tudo o que não controlam. Não é impossível, mas requer trabalho e muita militância. Por isso o PCP não quer a CGTP na CSI. Não vão as restantes tendências sindicais aprender como se rompem estas unanimidades. Fui (acidentalmente) delegado à eleição do Secretariado Nacional da FENPROF. O que ali assisti foi muito esclarecedor. O PCP ainda não perdeu a mão. E o resulta está à vista: o progressivo alheamento dos sindicalizados e não sindicalizados face às suas propostas nada criativas e que cumprem a agenda d ‘O Partido’; sempre as mesmas greves de um dia (à 6ª de preferência…) e sempre as mesmas caras, que promiscuamente aparecem em data de eleições nas listas do PC, já chateiam!
Manuel Leão: quais eleições? Os delegados ao congresso não foram eleitos. Foram escolhidos pelas direcções dos sindicatos. Os associados de cada sindicato não votam para os delegados que os vão representar. As eleições não foram viciadas porque não houve eleições.
só por curiosidade e visto que eu não sei, alguem me podia indicar as leis que regulam os sindicatos? existencia, ciração, funcionários,etc… ?
E as direcções dos sindicatos também não foram eleitas?
Ou só foi eleita a direcção do spgl? (com umas bonitas eleições, diga-se…)
Desisto…
Você vence-me sempre pelo cansaço…
Vou parar de lhe alimentar isto.
Passe bem
João: apenas quero que seja rigoroso. Os delegados foram nomeados por direcções sindicais. Apenas isso. Acha que se assim não fosse o Sindicato dos Metalúrgicos podia escolher um funcionário seu sem empresa e não escolher nenhum trabalhador da empresa onde trabalham mais de 20% dos seus associados?
De resto, compreendo o seu cansaço tão rápido. Falta de hábito de debate democrático. Uma das vantagens dos partidos onde há oposição interna é que somos obrigados a treinar. As divergências não se resolvem com expulsões. Dá imenso traquejo.
Caro Corvo,
O Coronel Jaime Neves (estava a cumprir o Serviço Militar nos Regimento de Comandos da Amadora), e outros, dizia (e disseram) que eu era um comunista com quem se podia dialogar «um verdadeiro eurocomunista». Como não mudei em que é que ficamos…
A graçola sobre o Eng. Guterres foi propositada, João. Foi mesmo para que se aprecebesse que as anedotas podem ter muita piada, mas não se devem misturar em conversas sérias…a graçola sobre o Guterres (ele que me perdoe, coitado, que nada tem a ver aom isto) foi, apenas, para o chamar a atenção para o rídiculo das suas …graçolas sobre as meias dúzias e as influências na CS.
Quantos sindicalizados elegem as Direcções sindicais? Quantos trabalhadores representam as Direcções sindicais?
Se teimarem em querer ver a força do movimento sindical pelas manifestações de rua, podem até dormir mais descansados, mas estão a hipotecar o futuro do Movimento Sindical.
Se se quiserem convencer que amanhã, ao reentrarmos na empresa, os trabalhadores vão falar do Congresso da CGTP como algo de seu, que tem a ver com o seu dia-a-dia, vão saber quem os representa no Conselho Nacional e porquê e por quem foi escolhido,vão discutir as resoluções e falar nas reformas dos dirigentes aos 60 anos ou entusiasmarem-se com a “renovação”, até podem continuar a dormir descansados…mas estam a hipotecar o futuro das lutas dos trabalhadores.
Se optarem por recuar sempre, por defender agora a revogação das cláusulas mais gravosas do Código de Trabalho, quando há seis anos o consideraram (considerámos) TODO de tal maneira gravoso que fizemos uma Greve Geral contra ele, até podem (podemos) achar que continuamos a lutar, porque logo a seguir temos a Flexisegurança para nos “entretermos”…mas vamos ter cada vez menos gente nas lutas. Porque perdemos cada vez mais a credibilidade…e quem sabe, à semelhança do que fez a CGTP este ano com Mário Soares, daqui a quatro convide o Bagão para assistir ao Congresso…
(Daniel, adorei o teu último parágrafo…fizeste-me rir, o que é muiro dificil numa noite de chuva e com uma pré-gripe em vias de desenvolvimento).
Que pena é que a luta sindical seja tornada ineficaz pelos próprios sindicatos. Com a sua tentativa ( parece que conseguida, infelizmente) de controlar a CGTP, o PCP faz mais estragos ao sindicalismo que o Sócrates e a direita. Lamento que para o PCP a estratégia do Partido seja mais importante que os trabalhadores que tão afanadamente dizem defender.
Outra coisa que tem piada é a forma de atacarem o DO por ter opiniões que são contrárias às suas (deles)! Já se sabe que todos temos razão se pensarmos como o CC. Senão passamos a ser o pior que a democracia tem, como se a Democracia não fosse baseada na pluralidade de opiniões, que aqui, neste espaço, são livremente expostas. Coisa que não deve ser hábito para alguma gente!
Que cena…então fazer greves á sexta é um problema.. então façamo-las ao sábado ou ao domingo conforme incomode menos o sr. patrão.. claro.. eu sei de um deputado em part-time que gosta muito de manifestações ao sábado…se não houver produção na Autoeuropa claro. .senão…bem…esse super sindicalista que se diz é tão bom que a empresa ate lhe fornece automóvel para ele participar em acções e dar boleia ao amigos do partido dele…grande sindicalista sim senhor..
vocês são muito á frente muito mesmo.. que se queiram vender a quem der mais seja ao centro ou a direita não me meto nisso.. agora levar o movimento sindical com vocês??
eu acho piada as comissões de trabalhadores são muito amigas de todos os trabalhadores… até o patrão dizer que não ai quem fica para resolver os problemas a serio são os sindicatos.
é o que eu chamo de esquerdismo á medida…das conveniências é claro…
“eu acho piada as comissões de trabalhadores são muito amigas de todos os trabalhadores… até o patrão dizer que não ai quem fica para resolver os problemas a serio são os sindicatos.”
Ora aqui está, protegido pela capa do anonimato, o que um militante do PCP (dá para ver, não dá???) pensa das Comissões de Trabalhadores…
De vez em quando foge-lhes a boca para a verdade!!
Sr. Daniel Oliveira:
Direcções de sindicatos eleitas. Ou não?
Como Central Sindical que é, quem elege são os sindicatos que a compoem.
Devo escarecer que já fui delegado sindical, embora já há cerca de 20 anos. E, por acaso, num sindicato da UGT.
Desculpem mas esta discussão está demasiado boa para eu a estragar com mais dados por isso só a qui deixo uma pergunta?
Dos cerca de 5 000 000 de trabahadores portugueses, quantos é que a CGTP representa. Atenção quando apresentarem os números excluam os reformados e pré reformados pois por exemplo em Setúbal são mais de muitos.
Isto para dizer o quê? por muito que me custe a CGTP já não representa mais nada do que a ela própria. No dia em que deixou de respeitar os trabalhadores, em que os deixou de representar e deixou de os ouvir a CGTP deixou de existir.
Quem agradece são os patrões portugueses que devem ser dos únicos no mundo onde não existe um organismo de classe que represente os trabalhadores enquanto ssociaçõe spatronais são mais que muitas com a UGT á cabeça.
delegados militantes do PCP. Os militantes do PCP presentes no Congresso da CGTP-IN são todos mentecaptos, incapazes de pensar pela sua própria cabeça. ò compadre antónio vilarigues não é nada que a malta não desconfie.
Cara Isabel Faria,
Em vez de piadinhas a roçar o foleiro e o provocatório fazia melhor se lesse, por exemplo, o jornal Avante (180 registos encontrados na pesquisa que fiz com as palavras Comissões de Trabalhadores…) . Aí encontra, e é o único órgão de comunicação social que o faz, a actividade de muitas comissões de trabalhadores. Por exemplo a da Gestnave (ou a da Auto Europa). E só dou este exemplo porque trabalhei lá sete anos e a CT, tal como a da Lisnave, é liderada por trabalhadores que são militantes do PC.
Mas também o site do PCP (por exemplo em http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=28026&Itemid=195 ).
Os comunistas não participaram no 13.º Encontro Nacional de Comissões de Trabalhadores realizado em Junho de 2007 em Coimbra?…
esclarecimento a senhora Isabel faria…
não sou militante de nenhum partido e a minha critica não é à existência das comissões de trabalhadores mas sim ao seu funcionamento embandeirado em arco quer por esquerdistas muito democráticos e avançados quer por patrões muito amigos dos trabalhadores ..não acham estranho?
Daniel, desculpa usar o teu espaço…prometo que não abuso.
Tart_tuga, tenho 48 anos…conheço a linguagem de alguns militantes do PCP, (alguns repito, conheço muitos que considero verdadeiros camaradas de luta e amigos da e para a vida)desde os 14 ou 15…claro que você não é militante do PCP. Foi impressão minha.
De qualquer forma, sendo ou não sendo, siga o conselho do António Vilarigues…leia o Avante e passe por um Encontro Nacional de CTs…quem sabe muda de opinião sobre o “seu funcionameneto” seja lá o que isso for.
António, faço parte de uma CT há dez anos. Compreenda que não aceite o termo foleiro ou provocatório, quando um anónimo ma chama “vendida”. Ou a camaradas meus. Não, não falo de camaradas de Partido só. Falo de camaradas que diarimante dão a cara (e o coiro) nas empresas.
E reconheça que aquela linguagem não é dificil de identificar )não a identifiquei com o seu Partido. Afirmei que era um militante do seu Partido. Posso estar enganada, claro.Inconvenientes de fazer acusações escondido pelo anonimato…). Nenhum de nós nasceu ontem, António.
Conclusão:
as Comissões de trabalhadores são boas, tal qual as Comissões sindicais, se o “nosso” partido as controlar. Há 33 anos que já tinha percebido isso!
Sr. Antonio Vilarigues, aquilo que o estimado coronel Jaime Neves pensa de si, e aquilo que o senhor fez ou não fez ás ordens do seu partido ,o PCP , no regimento de comandos no 25 de Novembro, penso que não está nesta discussão.
Aliás para quem conheceu o Albertino Bagagem barbaramente assassinado nesse dia pelos comandos, e seus lacaios da associação dos ditos, armados no regimento da Amadora, no ataque que fizeram á PM na Calçada da Ajuda, não gosta de lembrar essa data.
O que aqui está em causa, é a representatividade dos chamados delegados ao Congresso da CGTP.
A forma como o PCP manipula os sindicatos, e as chamadas estruturas intermedias, as ditas Uniões de Sindicatos, a forma como se serve da CGTP,para atingir os objectivos da sua agenda politica, quer isso sirva ou não o interesse dos trabalhadores.
O sindicalismo vai perdendo força, porque muitos trabalhadores recusam ser marionetas dos designios do PCP.
Talvez lhe custe aceitar isto, aliás para quem ainda acredita nos amanhãs que cantam , isso será sempre dificil, mas só se obtêm vitorias, quando se encara a realidade, e se consegue dar respostas ás condições objectivas, caso contrário conduzem-se os trabalhadores para becos sem saida.
Diga-me como se sentiu perante o fracasso da mini-greve geral.
Já pensou como se sentiram todos aqueles, que apesar de discordarem do momento da sua convocação, se empenharam no seu êxito.
Já pensou como se sentiram, quando tentaram discutir os objectivos não alcançados, e depararam com um muro , que se recusava a aceitar o desaire, e queria a todo o custo iludir a derota, para não assumir a responsabilidade politica ,de uma acção fora de tempo.
São estas questões que se calhar acha comezinhas, que livremente se deveria discutir no Congresso,
Mas o que quer, a encenação estava toda montada, e até uma deputada, por acaso membro da Comissão Nacional, foi impedida de falar, por falta de tempo, talvez porque a senhora se chama Mariana Aiveca e é deputada do Bloco de Esquerda.
Se ainda fosse o Luis Filipe Menezes, ou o Pedro Santana Lopes, aí não tenho dúvida que os membros do PCP que controlam a CGTP, teriam disponibilizados aos dois senhores todo o tempo que quisessem.
Tart-Tuga, só uma pergunta. Fazes parte de alguma comissão de trabalhadores ou falas só por falar Ou se porventura trabalhas nalguma empresa que tenha um caso concreto de CT’s amigas do patrão?
Já agora imortas-me de indicar uma emprea privada, já nem peço da dimensão da Autoeuropa, mas foste tu que a referiste onde a adesão á Greve Geral foi de 82%? Ou ainda e dentro do exemplo que deste onde as decisões são tomadas por voto dos trabalhadores em urna fechada com adesões na ordem dos 90%? Ou ainda no mesmo exemplo de uma empresa que através dos seus acordos criticados pela CGTP está a admitir 2500 novos trabalhadores contribuindo para que a Peninsula de Setúbal não sofra tanto com o desemprego e com a miséria?
Gostaria ainda como explicas que se a CT da Autoeuropa é tão amiga do patrão tem sido sucessivamente reeleita e as pessoas da lista sindical não passarem da cepa torta, e ainda o porque de quase todas as empresas do parque industrial assumirem também o acordo da Autoeuropa. Será que estás a passar um atestado de menoridade intelectual aos trabalhadores, e olha que ao todo falamos de quase 7000 só por eles não pensarem como tu?
Gostaria de ter respostas.
Caro Corvo,
Obrigado por ter colocado questões interessantissimas para as quais não há uma resposta acabada. Só por isso lhe respondo, contra os meus hábitos de não polemizar com anónimos que não dão a cara. Ao contrário da minha pessoa, com todas as consequências inerentes. Posso-lhe referir empresas que prescindiram dos meus serviços de informática e de formação apenas por saberem que sou comunista.
Vejo que parte de premissas diferentes das minhas para analisar a realidade.
As minhas são:
3,5 milhões de trabalhadores por conta de outrem. Dos quais 500 mil estão desempregados, 1,2 milhões são trabalhadores precários (contratos a prazo e recibos verdes). Repressão nas empresas: quem é sindicalizado é despedido ou não lhe é renovado o contrato (posso-lhe citar centenas de casos aqui no distrito de Viseu e milhares por todo o país), CT proibidas, GNR chamada cada vez que há uma distribuição de comunicados (já fui identificado 3 vezes), plenários de trabalhadores proibidos, baixos salários, etc., etc., etc.. Serviços mínimos decretados pelo governo que são serviços máximos: transportes, saúde, escolas, justiça, administração pública, etc, etc, etc.. Tudo isto atemoriza e desmobiliza. E o salário faz falta e os tempos não estão para graças. E a teoria do «quanto pior melhor» já há mais de 150 anos que uns senhores chamados Marx e Engels a desmontaram como irrealista. E no entanto o número de sindicalizados entre um Congresso e outro aumentou em mais de 150 mil…
Estas são algumas premissas REAIS, que o Corvo não refere, vá-se lá saber porquê, quando se analisa o sim ou não a uma greve geral. É mais fácil arranjar o bode expiatório do PCP, não é? É mais fácil, mais seguro e dá milhões…
Mas há outras premissas: qual o grau de sindicalização? Que trabalho desenvolvem os sindicatos? Os delegados reúnem com os trabalhadores? Os sindicatos defendem os interesses dos seus associados? Estes estão informados? Etc, etc, etc..
Quanto à mini greve geral (1,4 milhões de trabalhadores) aqui em Viseu foi a maior de todas e com visibilidade, (por exemplo os transportes colectivos pararam). A dialéctica é mesmo assim…
Uma questão final? Se os comunistas só fazem asneiras porque é que continuam a ser eleitos, em voto directo e secreto, delegados sindicais, membros das CT, dirigentes dos sindicatos? Será por masoquismo dos trabalhadores?
Como vê caro Corvo, e podia continuar aqui horas, as questões do mundo laboral são muito mais complexas do que um simples «O sindicalismo vai perdendo força, porque muitos trabalhadores recusam ser marionetas dos designios do PCP».
Caro Daniel Oliveira,
Verifico que lhe falta tempo ou vontade para corrigir no seu post a informação falsa que lá está sobre a CGTP-IN ter sido filiada na FSM. Eu tenho outra postura. Quando me engano, corrijo (como pode verificar, por exemplo, pelo meu artigo no Público de 6 de Fevereiro.
Caro Daniel Arruda,
Convém não confundir os trabalhadores por conta de outrem com a população activa…
Caro Lord Jeremias,
Pode ir ao site da CGTP-IN.
António Vilarigues, ficou: «Depois de durante anos ter mantido a CGTP com uma forte ligação a uma organização internacional dominada pelos sindicatos do Leste da Europa, que nunca fizeram uma greve ou um combate político pelos seus trabalhadores»
Não filiada, é verdade. Mas eu tenho memória. A ligação era mais do que próxima.
António Vilarigues, obrigado pela correcção mas mesmo assim incluo os micro e pequenos comerciantes nos trabalhadores porque muitas vezes falamos de negócios famíliares sem empregados sequer.
Pois é UM MILHÂO e QUATROCENTOS MIL, diz o caro Antonio Vilarigues, e eu digo-lhe NEM METADE.
Mas o que quer cada um , vê a realidade como pretende, alguns distorcida.
Fora a Função Publica, muito pouco de significativo, se viu a paralizar nesse dia, e porquê.
Eu digo, porque foi fora de tempo, e porque o PCP a queria a qualquer preço, o caro Vilarigues diz como MIILITANTE DO PCP , QUE FOI UM ÊXITO, a cada um a sua realidade.
Quanto á eleição de militantes comunistas, o problema não é a sua eleição, o problema é aqueles que não são eleitos por ninguem, e sim nomeados pelo seu partido.
Mas sobre isto o sr Vilarigues, não pretende discutir.
E digo-lhe mais, felizmente que muitos comunistas que lutam denodadamente pelos interesses dos trabalhadores, no dia a dia ,na acção diaria , conseguem combater o sectarismo, e sobretudo vêm em quem milita noutros partidos de esquerda, COMPANHEIROS DE LUTA.
Já a direcção do seu partido, prefere as alianças com o PSD….