Mais escandaloso do que o coordenador da Comissão de Trabalhadores da mais importante fábrica para a economia nacional não estar no próximo Conselho Nacional da CGTP é nem sequer ter sido proposto pelo seu sindicato (o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul, dominado pela linha ultra-ortodoxa do PCP e tem num quinto dos seus associados trabalhadores da Autoeuropa) como delegado ao congresso. É extraordinário. Desse sindicato, o representante na direcção da CGTP será Manuel Bravo, funcionário do sindicato sem empresa e por isso alguém que não se deixa influenciar pela realidade no terreno.

A razão porque o PCP não quer António Chora no congresso (os delegados não são eleitos directamente pelos trabalhadores) não é por ele ser do Bloco de Esquerda. É porque tem prestígio entre os seus camaradas de empresa que o conhecem, já que é lá que ele trabalha, e que, ano após ano, votam de forma esmagadora na lista que ele encabeça; é porque tem uma estratégia que não se limita a dar mais e mais derrotas aos trabalhadores na ilusão de que assim reforça a luta; é porque apesar de ser dirigente partidário obedece aos trabalhadores da sua empresa e não às decisões do seu partido; e é porque não depende de negociações entre correntes partidárias na CGTP para ter peso sindical. O seu peso sindical vem de onde tem de vir: dos trabalhadores.

Se não tivesse medo de o ver à solta, o PCP também mandava borda fora Carvalho da Silva, responsável pela devolução de muita da credibilidade que a CGTP mantém, assim como dispensa os representantes eleitos pelos trabalhadores da Autoeuropa no congresso da Intersindical. O PCP não hesita em fragilizar qualquer movimento unitário, em enfraquecer os sindicatos quando mais deles precisamos, se isso significar que não deixa de os controlar. E como se viu pela tentativa de correr com Carvalho da Silva, apesar da sua evidente popularidade, não se trata apenas de ter militantes seus nos lugares chave. Trata-se de ter militantes da linha que tomou conta do partido. Nem nos seus confia se não forem funcionários obedientes.

A força da luta sindical mede-se em vitórias para os trabalhadores. E esse é o balanço que o PCP não quer fazer. Prefere mostrar quem manda. Os nossos patrões, dignos do século XIX, agradecem. Sócrates também.


Sem respostas ao post “Tudo como antes”  

  1. 1 1  josé Manuel Faria

    O que interessa é a luta de classes nas empresas, quanto pior melhor. Chora não pensa assim, não serve.

  2. 2 2  Fado Alexandrino

    A razão porque o PCP não quer António Chora no congresso (os delegados não são eleitos directamente pelos trabalhadores) não é por ele ser do Bloco de Esquerda.

    É por isto que eu gosto de visitar este blog.
    Aprende-se muito.
    Fiquei a saber que na CGTP manda o PCP e que os trabalhadores não são para ali chamados.
    Bem, na realidade, já se suspeitava.
    Assim o gato mostra o rabo.

  3. 3 3  rosinha dos limões

    este fim-de-semana fiquei mais indignada do que é costume com os procedimentos do braço armado do PCP na CGTP!
    Também não percebo muito bem o próprio Carvalho da Silva, porque tive a” ilusão” de que com o poder que tem na Central Sindical, que o usava desta vez, para impedir o que está de novo (ou melhor como sempre) a acontecer!!
    Ou que, em último caso não pactuasse com tais aribtrariedades!
    È estranho ver Carvalho da Silva recuar, ainda que diga que o faz porque o movimento sindical precisa ainda precisa dele!!!
    Eu diria que o movimento sindical precisa de sindicalistas na linha de Antonio Chora!!!!
    Que subscreve os interesses dos seus colegas de trabalho, defendendo ao máximo o posto de trabalho de cada um, sem sobrepôr a estratégia partidária aos reais resultados para os trabalhadores que representa!!
    Carvalho da Silva é o ortodoxo do sindicalismo!!!Evolução na continuidade!
    Chora, o progressista, o que vê para além do momento!!!

  4. 4 4  robespierre

    A questão de Carvalho da Silva, rosinha dos limões, pode ser explicada pela vontade do organismo responsável pela nomeação dos delegados ao Congresso e sobre o qual Carvalho da Silva não tem, ao contrário do que pensa, qualquer “poder”. Tal como não tem sobre a CGTP.
    Quanto ao resto é de facto lamentável. No entanto devo alertar para o seguinte: o acordo alcançado pela CT da Auto-Europa (de António Chora) é prejudicial para os operários das empresas portuguesas. E numa coisa o PCP tem razão: foi uma cedência aos patrões.

  5. 5 5  Lord Jeremias

    Caro amigo Robespierre.
    Importa-se de me explicar onde é que o acordo alcançado por antónio chora e a CT da AE foi prejudicial para os operários das “empresas portuguesas”? e para começar o que raio tem a ver as “empresas portuguesas” com os trabalhadores da AE? A CT que eu saiba está a trabalhara para quem a elegeu, os funcionários da AE.
    Enquanto outros imbecis andam por aí a fazer greves de dias únicos normamente À sexta ou segunda de ponte, a CT da AE negociou reduções variáveis dos horários consoante a produção. prémios de objectivos. flexibilidade no todo da força de trabalhadores para evitar despedimentos em vez de uma única força infléxivel e desajustada da realidade de rtabalhadores cuja única consequencia seria o fecho da fábrica. A AE teve 3 anos de trabvessia do deserto onde graças a esse acordo que o caro RObespierre diz que é prejudicial para as “empresas portuguesas” conseguiu sobreviver com o mínimo de prejuízo para ela e para os trabalhadores. agora estamos em crescimento. té 2010 iremos duplicar a produlção de veiculos. ter 3 turnos. meter mais 2000 pessoas entre directos e indirectos.
    portanto tou-me nas tintas para “as empresas portuguesas”… para elas seria melhor que a AE fechasse? mas você vive em que mundo? graças a esse acordo “prejudicial” de uma CT que dá gosto ver, a AE está em expansão. está emc rescimento. os trabalhadores e a riqueza produzida para a comunidade agradecem
    e já agora, fique sabendo um pormenor exemplificativo: enquanto uns apregoam a injustiça do capitalismo e a opressão dos patrões e nao sei o quê vindo directamente do século xxi, a CT da AE tem um programa muito simples chamado “os cêntimos que restam”. o trbaalhador da AE que desejar, regista-se na CT e doa os centimos “isolados” do seu ordenado para obras de caridade.
    com esta pequena ajuda e simples determinação de uma comissão que nao obedece à Soeiro Gomes e trabalha para a comunidade a que pertence, a obra do sindicato dos ferróviários do barreiro, já teve toda uma sala e infraestruturas para orfãos remodelada e apetrechada. coisas simples, coisas pequenas. mas que fazem a diferença.
    presumo que prefira os passeios pela alameda com as bandeiras da unicididade sindical e as barracas de coiratos dos camaradas da trofa ou assim. eu por acaso, capitalista e liberal por filosofia, tenho orgulho naquela comissão de trabalhadores que realmente sinto que me defende a curto, médio e longo prazo, sem esquecer o mundo em que vive..

  6. 6 6  Lord Jeremias

    como é óbvio, onde se lê “século xxi” deveria-se ler “século XIX”. há 200 anos que o comunismo estalinista nunca foi moderno…

  7. 7 7  NuNo_R

    Post acertadíssimo.

    O PCP tenta influenciar cada vez mais os pequenos sindicatos federados na CGTP, de tal forma que a grande maioria dos seus representantes sindicais estão “dominados” pelas respectivas células da sua area.
    E assim, não são defendidos os interesses directos dos trabalhadores, mas antes, as necessidades reivindicativas do PCP.
    Estou de acordo com o Daniel, no desgrado com a atitude relacionada com o António Chora. Elemento fundamental para grande parte dos sindicalizados nos “Metalurgicos do Sul”. Se a CGTP “correr com ele ( e não o fará , por medo da debanda de sócios), errará mais uma vez, e somente se pode culpar o PCP por tal mesquinhez.

    Quando os Sindicalistas não trabalham e não vivem de perto a realidade das suas empresas, como puderão defender os seus representados?
    Não é somente ler a cartilha comunista que os defenderão…

    ABR…PROF…

  8. 8 8  rosinha dos limões

    Carvalho da Silva é o rosto do sindicalismo português! O seu poder na CGTP está aí!! Ele é o líder dos trabalhadores! Era dele que eu esperava, que ao aceitar continuar a liderar a CGTP (depois de chegar a colocar a hipótese de não fazer)pudesse haver uma” renovação de quadros” e contribuisse para despolitizar e abrir a central a outras correntes de trabalhadores, que não os “filiados” no PCP!!
    Fui sindicalista muitos anos e membro das diversas Comissões de Trabalhadores na minha Empresa, vivi nessa condição as “pressões políticas” dos Sindicatos que nem sempre defendiam como lhes competia, (até porque recebiam quotas) os reais interesses dos trabalhadores, mas antes actuavam em função de interesses de estratégia política, muitas vezes com o objectivo único de afrontar os Governos.
    As leis laborais prejudicam hoje e muito ( e porventura no futuro ainda mais) os trabalhadores! O trabalho está desregulado e o desiquilíbrio a favor dos patrões é cada vez maior!!!
    Vêm aí alterações ao Código do Trabalho, provenientes da influência do LIVRO BRANCO, ( (é mais um LIVRO NEGRO) inomináveis!
    Precisamos de uma CGTP com poder social influente e respeitada, que não se fique pelos funcionários públicos e pelos velhos reformados do PCP!!!Os direitos de quem trabalha estão para além das lutas ideológicas pelo poder de Governar!

  9. 9 9  CArlos

    Acho imensa graça quando alguém fala na “linha ultra-ortodoxa do PCP”. Então não é sabido que, naquele partido, só existe essa linha?! Ou melhor, não existem linhas: ou alinhas com o chefe ou dás de frosques. Nem no PNR (vade retro!) se fazem votações de braço no ar!!

  10. 10 10  jal

    Trinta e muitos anos depois a mesma história, a mesma conversa, o mesmo ódio à CGTP e ao sindicalismo de classe, ao sindicalismo que não se dobra perante o poder do patronato.

    Em vésperas de Congresso da CGTP é sempre bom vê-los novamente: Mários Soares e esquerdistas de toda a espécie, todos aqueles que não perdoam existir em Portugal uma Central Sindical que não abdica da defesa intransigente dos direitos de quem trabalha e por isso mesmo se afirma hoje como a maior e mais influente Central Sindical portuguesa.

    Quem espera, à esquerda ou à direita, uma CGPT rendida à modernidade da cedência sem luta, à chantagem com os trabalhadores, ao colaboracionismo com o patronato, ao revisionismo sindical, engane-se, pois os trabalhadores portugueses não o permitirão.

    É nestas alturas que as «esquerdas plurais e democráticas» assumem o seu verdadeiro papel, ou seja, exactamente o mesmo que é desempenhado pela direita e pelo patronato, com o mesmo discurso palavra por palavra: fingem que confundem CGTP com PCP, confundem aquilo que os comunistas nunca confundiram, confundem a luta dos trabalhadores com a Soeiro Pereira Gomes, tentam descredibilizar a CGTP, falam em correia de transmissão, tentam dividir para tentar reinar.

    A estratégia é conhecida… tem sido sucessivamente derrotada… por que razão insistem nela?

    Já sabemos que querem fazer de Chora um martire, um herói da classe operária e de todos os trabalhadores cruxificado pelos malvados comunistas, tenham dó e paciência.
    Quando as consequências da estratégia de cedência do Sr. Chora (que apesar de ser do BE só segue as orientações dos trabalhadores, por que ele sim, está acima dessa coisa do trabalho partidário, que isso é coisa dos comunistas e do PCP) começarem a ser sentidas, voltaremos a falar…

  11. 11 11  Fado Alexandrino

    Fui sindicalista muitos anos …antes actuavam em função de interesses de estratégia política, muitas vezes com o objectivo único de afrontar os Governos.

    Meu Deus ente abstracto o que se lê neste blog!
    Qualquer dia ainda havemos de saber que o Cunhal não era democrata!

  12. 12 12  Manuel Leão

    Sr. Daniel Oliveira:

    Ter o Sr. Fado Alexandrino sintonizado não é bom sinal!

    Está ou não a CGTP do lado correcto da barricada? Mesmo dando de barato que a estratégia na Auto Europa esteja correcta, com quantas outras empresas, em Portugal, era possível dialogar de boa fé? Este aspecto, como deve calcular, faz toda a diferença.

    É capaz de dizer, que os sindicalistas da CGTP, não têm, na sua grande maioria, a confiança dos trabalhadores?

  13. 13 13  drCursor

    O que tenho visto nas ultimas semanas é o bloco de esquerda e resto da esquerda chique, centro, etc etc a “fragilizar qualquer movimento unitário, em enfraquecer os sindicatos quando mais deles precisamos”… ironico nao?

  14. 14 14  Daniel Oliveira

    drCursor, só pode ser irónica a sua frase.

  15. 15 15  drCursor

    Ironiquissima, porque esta campanha de ataque à CGTP, primeiro com grandes crises jornalisticas :
    1o Carvalho da Silva nao vai continuar pq o PCP nao quer
    Depois Carvalho da Silva continua porque PCP obriga
    agora Carvalho da Silva continua mas PCP apoia, mas isto e aquilo…

    passados alguns dias… o caso Chora e a pretensa exclusao… meus amigos…não ser eleito não é ser excluido…é mesmo..não ser eleito…

  16. 16 16  Daniel Oliveira

    Quer ver que o texto assinado por não sei quantos dirigentes da CGTP voi inventado pelos jornalistas? E o afastamento de pessoas que não sejam do PCP também? E não eleição nem sequer para delegado do coordenador da mais importante fábrinca do país (um quinto dos associados dos Metalúrgicos do Sul) também?

    Os ataques não foram à CGTP. Foram ao comportamento do PCP. E por mais que o PCP queira, CGTP e PCP não são a mesma coisa. Quem atacou o movimento unitário foi o PCP ao impor a sua vontade e as suas decisões.

    Já agora: não há eleição de delegados pelos trabalhadores. São as direcções dos sindicatos que os escolhem. Ou seja, Chora não foi escolhido pela direcção do sindicato dos metalúrgicos. No seu lugar foi um funcionário do sindicato que nem empresa tem. Acha que foi por vontade dos trabalhadores?

    Quanto ao que se passou e vai passar com a nova direcção da CGTP, não nos tome por parvos. Todos estamos a ver muitíssimo bem. Carvalho da Silva só sairia pelo seu pé, como toda a gente sabia, porque é mais popular do que qualquer pessoa que o PCP quer pôr no seu lugar e o PCP não o quer por aí à solta. Mas vão fazer o que podem: deixa-lo isolado na direcção para que todas as decisões sejam tomadas na Soeiro Pereira Gomes (como já são muitas). Não me venha falar de ataques ao movimento unitário. infelizmente, o PCP só conhece uma forma de trabalho unitário: decidir e os restantes obedecerem. Se não fazem, crime dos crimes, estão vendidos ao inimigo.

    Leia o texto que sairá no sábado no Expresso. Foi sobre este ataque ao movimento unitário, feito pelo PCP, que escrevi. Querem um movimento sindical forte? Deixem o movimento sindical respirar. Não o sufoquem como estão a fazer.

  17. 17 17  drCursor

    Eu nao disse que era apenas um ataque jornalistico! É um ataque com muitas frentes!
    Como pode acusar a CGTP de não ser democratica, e 5 linhas abaixo indicar que existe um abaixo assinado de dirigentes da cgtp?

    Num momento em que tanto é feito pelo centro para destruir o sindicalismo, abolir os direitos dos trabalhadores (e sim..tambem dos seus representates sindicais, condenando-os inclusive a penas de prisao por manifestacao “ilegal), chovem artigos sobre carvalho da silva e seu tempo de permanencia, “listagens da vergonha” expondo a militancia partidaria de cada dirigente da CGTP, acusacoes de chora sobre cursos (quase intitulados de lavagens cerebrais) a jovens sindicalistas…

    Continuem a tentar destruir a CGTP… É isso que os trabalhadores precisam…!

    Bloco infelizmente no seu melhor…

  18. 18 18  Daniel Oliveira

    Grande parte deles será ex-dirigente depois do próximo fim-de-semana.
    O PCP está a ser um excelente aliado da destruição do sindicalismo e da destruição da credibilidade de CGTP.

    Já reparou que os protesto não vêm apenas do Bloco. Vêm de todos os sectores que na CGTP não são do PCP. Como nunca antes tinha acontecido.

    O seu espírito democrático está à vista: quando alguém critica decisões da direcção só pode estar a atacar todo o sindicalismo. Democracia é isto: podem decidir tudo sozinhos, mas não deixarão de ouvir criticas. Felizmente, não podem fazer com todos o que fazem com os militantes do PCP que mostram um pequeno sinal de discordância. Felizmente.

    Já agora: reparou que as criticas vêm de sindicalistas (António Chora é sindicalista, sabia? Eleito pelos trabalhadores da sua empresa). Acha que eles se estão a atacar a si próprios?

  19. 19 19  drCursor

    Penso que estão a ser near-sighted e ajudar um ataque que vai contra todos os trabalhadores…

    Em relacao ao resto sabe o que penso… É facil vir para a rua criticar em vez de construir por dentro.

  20. 20 20  jal

    Os dois últimos comentários do Daneil Oliveira revelam muito bem o que ele entende sobre a unidade da esquerda e dos trabalhadores portugueses.

    Não tivessem, o PCP e os Comunistas Portugueses, uma história, um património e uma acção concreta em matéia de unidade e ficaríamos a saber pela escrita do ilustre comentador político que os monstruosos comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço, que a unidade com estes é impossível, utilizando velhos e estafados argumentos sobre a manipulação bolchevique.

    Pobres Comunistas desavindos com a sua Direcção, pobres esquerdistas, pobres socialistas, pobres católicos, pobres trabalhadores sem qualquer filiação, sempre sujeitos à terrível orientação da Soeiro Pereira Gomes e desses criminosos Comunistas que não aceitam a vontade e os desejos de outros.

    Daniel Oliveira embarca na conversa de sempre, que ainda que sendo contraditória serve os propósitos de quem tem no PCP o seu principal inimigo.
    Nestas alturas esquecem que a Inter é construção dos trabalhadores portugueses, apelidam-na de feudo do PCP, de estar controlada pelos «sectores ultra-ortodoxos do PCP» (sempre desejei poder escrever esta linda expressão), utilizam os mesmos argumentos que o patronato e os governos de direita para atacar a CGTP e a luta dos trabalhadores.

    Aqueles que sob o lema da unidade se limitam a dividir, aqueles que sob o lema da unidade se recusam aceitar outras ideias e perspectivas, aqueles sob o lema da unidade nunca aceitaram o trabalho untário, a concepção de um sindicalismo de classe que se recusa a colaborar na destruição de direitos, aqueles que sob o lema da unidade se limitam a atacar o PCP serão julgados pelos trabalhadores que dizem defender.

    Por mais que os Danieis de Oliveira escrevam e digam, a realidade é clara e indesmentível: a CGTP-IN é das maiores e mais belas construções dos trabalhadores portugueses, para ela contribuiram e contribuem muitos e destacados militantes comunistas, mas também homens e mulheres com outras filiações, sempre em Unidade, sempre na Luta. (ainda que alguns persistam na teoria da conspiração)

  21. 21 21  tar_tuga

    eu sou novo nestas coisas..mas.. o que acontece á autoeuropa quando o sr.exlentissimo Antonio Chora vender todos os direitos dos trabalhadores?…vender..que disparate…dar!
    e sobre a lista que propunha esse senhor, deputado em part-time(e aqui tou solidario pelo seu vinculo precario ao parlamento e ao seu partido que pelos visto nem o propôs para o CN da CGTP)nessa lista lista tinha dirigentes do sindicato dos metalurgicos do sul??
    bem…na realidade nao..apenas tinha um ex-dirigente!
    Tinha sim nomes de elementos da UGT…e ninguem acha estranho os opositiores da CGTP o proporem para o CN e depois ainda dizem que foi o PCP que nao deixou o tadinho do chora ir para o CN??
    estranho..nao sei…
    bem pelo menos quando for o congresso da ugt ele já tem assinaturas.. quem nao chora nao mama e ele vai concerteza buscar um tachinho mais permanente do que deputado em part-time..ate porque a sede de protagonismo deste senhor é por demais evidente.

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