

Mais de 90 por cento das 1591 execuções de 2006 aconteceram na China (1010), no Irão (pelo menos 177), no Paquistão (pelo menos 82), no Iraque e no Sudão (65), e nos Estados Unidos (53). No ano anterior, China, Irão, Arábia Saudita (86) e EUA tinham sido responsáveis por 94 por cento das 2148 execuções confirmadas pela Amnistia Internacional. Quase todos os métodos de execução usados historicamente ainda se mantêm legais no conjunto dos países que mais executam.
Decapitação - Arábia Saudita
Electrocussão - Estados Unidos (uma em 2006)
Enforcamento - Irão, Iraque, Paquistão, Egipto ou Japão
Injecção letal - Estados Unidos, Guatemala, China, Filipinas ou Tailândia
Pelotão de fuzilamento ou atirador - China, Bielorússia, Somália, Uzbequistão ou Vietname
Apedrejamento - Irão, Afeganistão
Esfaqueamento - Somália
Público de hoje
Por Daniel Oliveira 10 Out 07 em Pena de Morte


Não podemos nos esquecer que a Turquia só não entra nessa lista, devido às reformas que tem feito, tendo em vista a adesão à UE.
Mas o mais surreal é discutir-se a FORMA de matar.
Nos EUA, dois condenados à morte , Ralph Baze e Thomas Clyde Bowling Jr., apresentaram acções contra o estado de Kentucky em 2004, no sentido de proibir o uso das injecções letais, o método mais popular de execução nos Estados Unidos após a retoma da pena de morte em 1977.
O Supremo Tribunal de Justiça, aceitou considerar os dois casos em face da crescente controvérsia a respeito da forma com que essas injeções são ministradas e anunciou ontem que irá rever a constitucionalidade das injecções letais utilizadas para executar sentenças de morte.
Todos os estados norte-americanos onde vigora a pena de morte , à excepção do Nebrasca que utiliza a electrocussão, utilizam injecções letais.
Pelo menos 11 dos 37 estados que utilizam injecções letais para executar condenados suspenderam o método depois das denúncias sobre a sua eventual sua crueldade, em boa parte devido ao facto de os advogados de Baze e Bowling terem assinalado várias execuções nas quais os condenados viveram até duas horas depois de receberem a injecção. Foi perturbador, por exemplo, o caso ocorrido em 2006 do porto-riquenho Ángel Nieves Díaz que levou 34 minutos para morrer- foi necessária uma segunda dose da injecção letal porque as agulhas ficaram presas na carne em vez de injectar a mistura nas veias.
Até agora, o Supremo nunca tinha acedido a analizar se esta forma de execução viola ou não a 8ª emenda, que proibe os castigos cruéis.
Elaborada para permitir uma morte tranquila, sem dor e hoje largamente utilizada, a injecção consiste na administração de três produtos: o primeiro faz o condenado adormecer, o segundo paralisa os músculos e o terceiro provoca a paragem dos batimentos cardíacos.
Em 2005, um estudo revelou que alguns corpos de condenados apresentavam apenas pequenas doses de sedativos, o que sugere que os condenados podem ter ficado conscientes durante as duas últimas injeções.
Deborah Denno, professora universitária de Fordham em Nova York, lembra que todas as outras vezes em que os tribunais aceitaram examinar os recursos contra métodos de execução, os Estados acabaram por pôr fim aos processos respectivos- a cadeira eléctrica e a câmara de gás -adoptando a injeção.
“Mas agora, os Estados Unidos não têm outro método de execução em que se escorar”, ressaltou.
Segundo a Amnistia Internacional, Apenas seis países – Irão, Iraque, Sudão, Paquistão, Estados Unidos e China – foram responsáveis por 91% de todas as execuções feitas em 2006-disse a secretária-geral, Irene Khan.
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posto isto, talvez se pudesse pensar novamente na decapitação, essa acho que não doi…
Posted by Cristina at 1:28 AM
22 Setembro 2007
Portugal - Morte por fome, resultado do desemprego de longa data ou desemprego por palavras “ofensivas” dirigidas ao poder!
é o que eu sempre digo: tragam a guilhotina! Nos Estados Unidos houve um desgraçado que demorou 69 minutos (69! leram bem) a espichar, com a cirúrgica injecção letal. Ora a decapitação separa o cérebro do restante sistema nervoso tornando a morte instantaneamente indolor. Neste aspecto, Robespierre era um humanista.
E além de serem os lugares onde o estado mais mata, que mais têm em comum Arábia Saudita, Irão, Afeganistão, Somália, Paquistão, Filipinas, Guatemala, Tailândia e os estados do Bible Belt norte-americano Texas, Virginia, Oklahoma, Missouri e Carolina do Norte?
pista: tem que ver com um homenzinho invisível que vive no céu
Sim, Nuno, Robespierre era um visionário. E depois não provoca confusão, se devidamente planeado. É so pegar no peniquito e está feito. LOL
oh, valha-me deus, que, enquanto biliões, sem culpa, dão ao mundo entre esse cruel gentio, nós, por cá, ainda maldizemos da vida, do governo e de tudo, neste remanso querido!
-Faltam na foto o fuzilamento, e o apedrejamento. Se procurar no Youtube até arranja imagens. Também sou contra a pena de morte, pela possibilidade de erro, basta lembrarmo-nos que a simples introdução da tecnologia ADN libertou inocentes injustamente condenados. Para os que recusem integrar-se na sociedade, e sejam de facto perigosos se em liberdade, defendo a prisão perpétua.
“sou contra a pena de morte, pela possibilidade de erro”
Parece-me que foi o maior disparate que li nos comentários do arrastão, e olhe que é dificil António.
Esqueceste-te das formas de matar do estado português
Filas de Espera para Serviços de Saúde Públicos, Suicídios de Presos Preventivos há Mais de 2 anos, Suicídios de Desemprego Provocado por Carga Fiscal Excessiva,…
Porquê, carlos?
Em Portugal mata-se até às 10 semanas de vida sem justificação legitima que não seja a vontade da mãe, e com o auxilio do Estado e consequente conivência da comunidade pela imposição da vontade da maioria. Os métodos, nem vale a pena lembra-los… e o Daniel votou “sim”.
Gazeta, só faltava esse número do costume. Mas tento não debater consigo, não vá a conversa acabar com o senhor a dizer que eu sou uma diarreia mental, como é seu hábito. Tendo debater com quem sabe manter o nível.
tonibler, mesmo achando que a situação social portuguesa é grave e que ela tem responsáveis políticos, há coisas que não se devem comparar.
Nos EUA, as execucoes estao suspensas (excepto no Texas). Nao por motivo de compaixao, mas porque o Supremo Tribunal vai avaliar se a formula usada nas injeccoes letais e’ desumana. Para mudar a formula nao para acabar com as execucoes.
Ó meu caro, eu não queria debater, era só para lhe lembrar um facto e de como o Daniel está envolvido nele. É o número de sempre e continuará sempre a sê-lo, sabe, até haver pessoas como o Daniel e ideias dominantes como as suas.
Quanto à diarreia mental, deixe estar que quando quiser debater consigo será mais nesta linha:http://gazetadarestauracao.blogspot.com/2007/03/relativamente-anarquista.html
Que diabo quererá dizer o Carlos Martins?
E contra aprisionar pela possibilidade de erro?
O que tem isso (afirmação do António de Almeida) a ver com o principio de matar?
Julguei e condenei a aceitação eventual do António de Almeida, quase involuntariamente mas irritou-me a análise, “sou contra a pena de morte porque posso estar enganado” epá, um erro é um erro, vamos abrir as portas das prisões porque eles todos até podem nem ter cometido nenhum crime, consequências diferentes? Sim mas uma vida passada injustamente na prisão não é propriamente um erro facilmente assumível. Tenho dificuldades em aceitar um mundo em que a pena de morte é ideia posta de parte pela possibilidade de erro, lamento.
Desculpem o discurso meio errático, esta ressaca mata-me o juízo, sem erro nem nada.
carlos eu sou contra a pena de morte mesmo que não houvesse um único erro. Mas a sua comparação não faz sentido: pode libertar um preso, não pode ressuscitar um morto.
pois, está bem mas imagine libertar um preso aos 85 anos de idade porque afinal nao tinha matado 15 pessoas há 40 anos.
no entanto acho que não é esta a questão.
“posto isto, talvez se pudesse pensar novamente na decapitação, essa acho que não doi…”
ó Cristina, caramba, não dói… menos que um “bom” acidente de estrada!
então não dói, criatura, imagine só uma tal impotência de medo, ansiosa, transida, ante o carrasco de negro vestido, que já Maria Antonieta fulminara, tendo podido, desagregando-o e ao padre e à populaça e esbirros?…
que, seja indolor tal morte, ninguém lhe deseje tal sorte, tininha!…
«na China (1010) [...] nos Estados Unidos (53)»
E alguém viu o DO a fazer campanha contra Fulano ou Sicrano que ia ser morto em Xangai ou Pequim? Nem pó.
Não estou a dizer que apoie a China, é óbvio. Mas lá que acha que nuns a pena de morte é mais pena de morte do que noutros, lá isso acha…
-Para que não restem dúvidas, já que fui mal interpretado, mas tenho artigos já publicados no mesmo sentido:
-1º Sou contra a pena de morte.
-2º Não apenas, mas principalmente, desde logo porque o erro judicial existe, se em tese admitisse a pena de morte, essa mesma tese caia pela base pela irreversibilidade da pena, prefiro o estado a suportar umas dezenas de condenados em prisão perpétua (é uma questão discutivel, mas não é a questão do artigo), do que apenas um inocente executado. A vida humana tem valor para mim, nos EUA, na China, ou onde quer que seja. Publiquei ontem em “direito de opinião” um video sobre 6 condenados inocentes, entretanto libertados. Foi um erro judicial nos EUA, que me fez despertar consciência contra a pena de morte no final dos anos 80. Para que não restem dúvidas!
Daniel:
A Constituição diz, no artigo 24º, que a vida humana é inviolável (nº1) e que não é admitida a pena de morte (nº2).
Concordo em absoluto.
Penso que o Estado não tem o direito de tirar a vida a ninguém, mesmo que essa pessoa seja o pior dos condenados e tenha cometido o pior dos crimes.
Só não percebo é por que é que, se não se pode fazer isso ao pior dos condenados (o que eu concordo) se pode fazer ao mais inocente dos inocentes (o bebé na barriga da mãe).
São (i)lógicas do positivismo jacobino.
Cumprimentos
Luís
Tenho ideia que nas Filipinas já não está em vigor.