A pena de morte é proíbida na Polónia e vai continuar a ser. A não ser que esses gémeos queiram ver a Polónia fora da UE. A UE nunca iria aceitar um Estado-Membro que aplicasse a pena capital. Mas dá para ver a diferença entre as tendências políticas de um estado da UE (Polónia) e um Estado terceiro (Turquia)!
Sr. Justicialista (penso que o Daniel saberá disto),
Apesar da forma como a posição polaca foi apresentada pelos media portugueses, a questão de que se tratou não foi uma defesa destes líderes polacos da pena de morte - a Polónia não a tem, nem estes senhores a pretendem instaurar.
Aquilo de que se tratou foi a declaração de interesses dos mesmos que diziam não alinhar em hipocrisias - queriam que o dia europeu fosse contra a pena de morte e contra todos os tipos de morte induzida a vidas humanas - queriam um dia contra a pena de morte e contra o aborto.
Repare-se que era uma declaração de princípios - de que eram duas coisas más que se deviam combater (nem se tratava de legalizações nem reconhecimentos criminais).
Seria um dia contra qualquer tipo de morte.
Não me parece muito incoerente.
Mas isto chocou os nobres defensores dos direitos humanos europeus, cheios dos seus valores e boas intenções.
Parece-me que podia dizer muito mas, às vezes, os actos vão falando por si, e argumentar não vale a pena.
Percebo, porque também assisti aos telejornais e às declarações do sr.ministro alberto, a sua confusão - espero que esteja resolvida. A Polónia teria votado favoravelmente na sua formulação completa.
E mais, nem me parece que a União Europeia condicione estes senhores na sua política interna… temos visto que é muito mais ao contrário.
O pensamento único está agora ocupado a despejar a habitual tomatada desqualificadora sobre os gémeos Kaczynski.
Isto porque Bush, se bem que ainda provoque as habituais salivações pavlovianas, está a caminho do ocaso e, como ainda não se sabe qual o personagem que o irá substituir na Casa Branca, é preciso arranjar um alvo de transição que possa alombar com indignação dos aiatolas do pensamento politicamente correcto.
Vai daí, a patrulha do pensamento único reparou que os gémeos polacos não são maus de todo para a função de bodes expiatórios.
Pensando bem, os gémeos reúnem uma série de atributos que os tornam automaticamente em alvos legítimos da patrulha:
-São atlantistas, e não há membro da patrulha que não deite fumo pelas orelhas perante este defeito.
-São anticomunistas, o que faz com que toda a patrulha espume pela boca.
-São católicos, inacreditável ousadia que põe todo o verdadeiro patrulheiro a recitar o credo e a revirar a cabeça como se estivesse na presença do Mafarrico.
O pensamento politicamente correcto é uma espécie de caterpilar que arrasa tudo à frente, derrubando quem quer que ouse salientar-se acima do nível zero.
Neste nível, terraplanado pelo buldozer da patrulha, os irmãos Kaczynski, são sempre etiquetados de «ultraconservadores».
Porque a patrulha o decretou, na sua ânsia de doutrinação.
Uma vez institucionalizado o rótulo, a patrulha trata de pescar à linha todos os factóides que contribuam para tornar os alvos mais alvejáveis. Tudo serve, desde que seja apresentado na perspectiva politicamente correcta.
Por exemplo, uma vez que os gémeos são católicos, escolhem-se algumas das suas acções e declarações como características do catolicismo em geral, um dos alvos favoritos do pensamento único.
O maior pecado dos Kaczynski, aquilo que realmente os expôs ao radar da patrulha, foi o anúncio de uma revisão daquilo que se passou na Polónia durante a ditadura comunista.
Os aiatolas do pensamento único alçaram logo as orelhas, começaram a rosnar e, em menos de um fósforo, já estavam a bravejar que tal projecto era uma “autêntica caça às bruxas”
Pelo contrário, quando Zapatero, aqui ao lado, promoveu uma iniciativa idêntica, mas bastante mais sectária, relativamente ao franquismo, a patrulha sorriu e apoiou entusiasticamente a louvável iniciativa, como absolutamente necessária para “recuperar a memória histórica”.
É assim, meus caros…memória histórica é politicamente correcta, caso contrário é “ultraconservadorismo” e “caça às bruxas”.
Então, diga lá, qual é a diferença entre o aborto e a pena de morte?
É que num caso se trata de um ser ainda em formação, já com os principais órgãos vitais criados, com uma informação genética diferenciada, completamente inocente e com uma vida inteira pela frente e no outro caso trata-se de um ser vivo já formado que já viveu o tempo suficiente para fazer umas maldades e por isso foi julgado e considerado culpado.
É isso? Um tem direito a viver e o outro não, não é?
Diga lá, sem rodeios.
Nem eu disse que a despenalização do aborto era pena de morte - a questão é aceitar que são ambas as coisas (o acto de matar como pena, ou o acto de interromper voluntariamente a gravidez) más - e que devem ser combatidas. Penso que considerar o aborto como mau não é fundamentalismo nenhum, pois não?
Querer igualar o valor do aborto ao valor de uma pena associada a ele é idiotice, e penso nisto estarmos ambos de acordo - não se é sim ao aborto, é-se sim a uma nova lei, certo?
E o que os Srs. Kaczynski propunham era um dia pela vida (portanto, contra a morte) não era nem uma imposição aos estados-membro da UE de criminalização do aborto, nem expulsão dos países com um regime legal não penalizador destes actos dentro de determinadas circunstâncias.
O Daniel, que tenho como inteligente, saberá reconhecer que não é a mesma coisa, não é?
Este dia europeu poderia ter acções anti-pena de morte, poderia ter acções de promoção da vida, tudo na linha contida e respeitadora que é conhecida às intervenções europeias.
Eu sou, por princípio, pela vida, contra a pena de morte e contra o aborto, o que não implica que ache que quem, pelas condicionantes ou circunstâncias de cada caso, os aceite, seja mau ou deva ser penalizado. (atenção que não é esta a discussão - MRC, o que eu pedia ao Daniel não era que dissesse que o aborto era pena de morte, o que lhe pedia era que aceitasse que é uma coisa que deve ser combatida - confundir discussões foi a razão de vir comentar aqui - acreditemos, sem rodeios, que todos têm direito a viver, e é por essa defesa que nos devemos bater - não andar a comparar duas situações piores que o ideal).
Mais do que perguntar porque é que os líderes polacos só votavam no seu modelo, a questão a colocar é porque é que os ministros europeus foram incapazes de apoiar um dia de defesa da vida.
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
A pena de morte é proíbida na Polónia e vai continuar a ser. A não ser que esses gémeos queiram ver a Polónia fora da UE. A UE nunca iria aceitar um Estado-Membro que aplicasse a pena capital. Mas dá para ver a diferença entre as tendências políticas de um estado da UE (Polónia) e um Estado terceiro (Turquia)!
Sr. Justicialista (penso que o Daniel saberá disto),
Apesar da forma como a posição polaca foi apresentada pelos media portugueses, a questão de que se tratou não foi uma defesa destes líderes polacos da pena de morte - a Polónia não a tem, nem estes senhores a pretendem instaurar.
Aquilo de que se tratou foi a declaração de interesses dos mesmos que diziam não alinhar em hipocrisias - queriam que o dia europeu fosse contra a pena de morte e contra todos os tipos de morte induzida a vidas humanas - queriam um dia contra a pena de morte e contra o aborto.
Repare-se que era uma declaração de princípios - de que eram duas coisas más que se deviam combater (nem se tratava de legalizações nem reconhecimentos criminais).
Seria um dia contra qualquer tipo de morte.
Não me parece muito incoerente.
Mas isto chocou os nobres defensores dos direitos humanos europeus, cheios dos seus valores e boas intenções.
Parece-me que podia dizer muito mas, às vezes, os actos vão falando por si, e argumentar não vale a pena.
Percebo, porque também assisti aos telejornais e às declarações do sr.ministro alberto, a sua confusão - espero que esteja resolvida. A Polónia teria votado favoravelmente na sua formulação completa.
E mais, nem me parece que a União Europeia condicione estes senhores na sua política interna… temos visto que é muito mais ao contrário.
Precisões…
Os melhores cumprimentos,
Ou seja, a Polónia teria votado a favor se todos os países da Europa menos a Polónia, a Irlanda e Malta fossem expulsos da UE.
O pensamento único está agora ocupado a despejar a habitual tomatada desqualificadora sobre os gémeos Kaczynski.
Isto porque Bush, se bem que ainda provoque as habituais salivações pavlovianas, está a caminho do ocaso e, como ainda não se sabe qual o personagem que o irá substituir na Casa Branca, é preciso arranjar um alvo de transição que possa alombar com indignação dos aiatolas do pensamento politicamente correcto.
Vai daí, a patrulha do pensamento único reparou que os gémeos polacos não são maus de todo para a função de bodes expiatórios.
Pensando bem, os gémeos reúnem uma série de atributos que os tornam automaticamente em alvos legítimos da patrulha:
-São atlantistas, e não há membro da patrulha que não deite fumo pelas orelhas perante este defeito.
-São anticomunistas, o que faz com que toda a patrulha espume pela boca.
-São católicos, inacreditável ousadia que põe todo o verdadeiro patrulheiro a recitar o credo e a revirar a cabeça como se estivesse na presença do Mafarrico.
O pensamento politicamente correcto é uma espécie de caterpilar que arrasa tudo à frente, derrubando quem quer que ouse salientar-se acima do nível zero.
Neste nível, terraplanado pelo buldozer da patrulha, os irmãos Kaczynski, são sempre etiquetados de «ultraconservadores».
Porque a patrulha o decretou, na sua ânsia de doutrinação.
Uma vez institucionalizado o rótulo, a patrulha trata de pescar à linha todos os factóides que contribuam para tornar os alvos mais alvejáveis. Tudo serve, desde que seja apresentado na perspectiva politicamente correcta.
Por exemplo, uma vez que os gémeos são católicos, escolhem-se algumas das suas acções e declarações como características do catolicismo em geral, um dos alvos favoritos do pensamento único.
O maior pecado dos Kaczynski, aquilo que realmente os expôs ao radar da patrulha, foi o anúncio de uma revisão daquilo que se passou na Polónia durante a ditadura comunista.
Os aiatolas do pensamento único alçaram logo as orelhas, começaram a rosnar e, em menos de um fósforo, já estavam a bravejar que tal projecto era uma “autêntica caça às bruxas”
Pelo contrário, quando Zapatero, aqui ao lado, promoveu uma iniciativa idêntica, mas bastante mais sectária, relativamente ao franquismo, a patrulha sorriu e apoiou entusiasticamente a louvável iniciativa, como absolutamente necessária para “recuperar a memória histórica”.
É assim, meus caros…memória histórica é politicamente correcta, caso contrário é “ultraconservadorismo” e “caça às bruxas”.
Caro Daniel,
Penso que percebeu bastante bem o excelente comentário do Miguel M.
Então, não quer dar o braço a torcer ?
«Penso que percebeu bastante bem o excelente comentário do Miguel M.
Então, não quer dar o braço a torcer ?»
Como assim? Dizer que considero que a despenalização do aborto é pena de morte? Bem… deixe pensar… Não, não quero.
Então, diga lá, qual é a diferença entre o aborto e a pena de morte?
É que num caso se trata de um ser ainda em formação, já com os principais órgãos vitais criados, com uma informação genética diferenciada, completamente inocente e com uma vida inteira pela frente e no outro caso trata-se de um ser vivo já formado que já viveu o tempo suficiente para fazer umas maldades e por isso foi julgado e considerado culpado.
É isso? Um tem direito a viver e o outro não, não é?
Diga lá, sem rodeios.
Não Daniel, não percebeu o meu comentário.
Nem eu disse que a despenalização do aborto era pena de morte - a questão é aceitar que são ambas as coisas (o acto de matar como pena, ou o acto de interromper voluntariamente a gravidez) más - e que devem ser combatidas. Penso que considerar o aborto como mau não é fundamentalismo nenhum, pois não?
Querer igualar o valor do aborto ao valor de uma pena associada a ele é idiotice, e penso nisto estarmos ambos de acordo - não se é sim ao aborto, é-se sim a uma nova lei, certo?
E o que os Srs. Kaczynski propunham era um dia pela vida (portanto, contra a morte) não era nem uma imposição aos estados-membro da UE de criminalização do aborto, nem expulsão dos países com um regime legal não penalizador destes actos dentro de determinadas circunstâncias.
O Daniel, que tenho como inteligente, saberá reconhecer que não é a mesma coisa, não é?
Este dia europeu poderia ter acções anti-pena de morte, poderia ter acções de promoção da vida, tudo na linha contida e respeitadora que é conhecida às intervenções europeias.
Eu sou, por princípio, pela vida, contra a pena de morte e contra o aborto, o que não implica que ache que quem, pelas condicionantes ou circunstâncias de cada caso, os aceite, seja mau ou deva ser penalizado. (atenção que não é esta a discussão - MRC, o que eu pedia ao Daniel não era que dissesse que o aborto era pena de morte, o que lhe pedia era que aceitasse que é uma coisa que deve ser combatida - confundir discussões foi a razão de vir comentar aqui - acreditemos, sem rodeios, que todos têm direito a viver, e é por essa defesa que nos devemos bater - não andar a comparar duas situações piores que o ideal).
Mais do que perguntar porque é que os líderes polacos só votavam no seu modelo, a questão a colocar é porque é que os ministros europeus foram incapazes de apoiar um dia de defesa da vida.
E o Daniel, porque não aceita isto?
Cumprimentos,
Tenho muita pena que não tenha dito nada. Gostava de saber, apesar de já estar de post arquivado, o que dizia depois do último comentário publicado.