Indústria diz que para sobreviver precisa de aumentar 50 por cento o preço do pão. Os nossos liberais explicarão que é assim mesmo o mercado. O pão é caro? Comam brioches. Já dizia a Maria.


Sem respostas ao post ““Se não têm pão, que sirvam brioches””  

  1. 1 1  maradona

    Dá-se o subsídio a quem, então? Há um ano e meio um gajo com quem trabalho vendia o trigo a 18 “paus” o quilo (escudos, a malta ainda trabalha em escudos), agora vende a 50 ou lá o que é. Subsídio ao consumidor? Ao industrial? Lei a fixar o preço máximo?

    [Responder]

  2. 2 2  l.rodrigues

    Se o problema está nos investidores que inflaccionam os mercados, devia fazer-se qualquer coisa para cortar uns “middle men”.

    No clima actual dificilmente se poderá fazer qualquer coisa remotamente eficaz, nesse sentido.

    [Responder]

  3. 3 3  aviador

    Há por aí um ofendido que não se importaria nada.

    [Responder]

  4. 4 4  Sobralfilho

    Pelos vistos, seremos todos obrigados a comprar máquinas de fazer pão…

    [Responder]

  5. 5 5  Parca

    Um pequeno pormenor: a frase nunca foi proferida pela Maria Antonieta. Tinha sido atribuida um século antes uma outra princesa, e durante um século foi sendo atribuida sucessivamente a diferentes rainhas e princesas em França para mostrar a sua futilidade, até que se colou a ela com a revolução francesa com a propaganda anti-monarquica. Como agora com certos mails.

    [Responder]

  6. 6 6  PMDM

    Se a procura de trigo aumenta, e a produção mantem-se a um nível mais ou menos constante, o preço tem de subir. É racional o aumento de preços no produtor e as únicas maneiras de reverter a situação é ou aumentar a produção, ou diminuir a procura( esta última não faço a mínima ideia como, nem acho que seja aconselhável). Para evitar aumentos só se o estado tabelar os preços e oferecer algum tipo de compensação aos produtores.

    Não é explicação de liberal, é senso comum

    [Responder]

  7. 7 7  Tiago

    Então não se lutou tanto contra o nuclear como o mal maior? Então tomem lá os biocombustíveis. Se em Portugal dói, então imaginem em países pobres.

    Não estando a defender o nuclear actualmente (renováveis sim!) é de notar que a consciência “verde” fez muito mail ao mundo (pela manutenção passiva da importância do petróleo e pela preferência implicita aos biocombustíveis). O nuclear é mau, mas o que temos hoje (peak oil e comida a ser transformada em combústivel) é BEM PIOR.

    Mas, adiante, precisamos de um plano Marshall para as renováveis.

    [Responder]

  8. 8 8  corvo

    Parca verdade ou mentira, a frase esta colada á Maria Antonieta…

    Quanto ao aumento do pão, já era altura de este governo definir um cabaz de bens essenciais, cujo aumento de preço não poderia ser superior á inflação.

    E competiria ao Ministério da Economia, ressarcir, se fosse caso disso, os industriais.

    E isto nada tem de socialismo, é só JUSTIÇA SOCIAL.

    [Responder]

  9. 9 9  Nuno

    A ver se entendo.
    A tonelada de farinha subiu 43% segundo o Público de €350 para €450 ou €500.
    Utilizemos os €500, dando de barato os €50!
    O pão é de 40 gramas, q suponho não ser só de farinha. Para facilitar imaginemos q fosse! Uma tonelada dá para 25 mil pães de 40gr!
    Portanto a contribuição da farinha para o preço do pão €500/25′000 pães é de €0,02 centimos por carcaça!!! Acho q estamos conversados! €0,02 por carcaça seria mais q suficiente!
    Portanto a farinha aumentou 43% e este senhor quer aumentar o preço final em 50%, sabendo nós todos que a contribuição da mão de obra é decerto superior para o preço final e esta não aumenta a estes níveis!
    Deve ser para meter ao bolso, simplesmente não nos tome por estúpidos?

    [Responder]

  10. 10 10  Isabel Coutinho

    Como já disse noutro blogue, o preço do pão é um factor psicológico. Está intimamente ligado à sobrevivência (mesmo que isso não seja verdade).
    A falta de pão, já originou muitas guerras e revoluções. (Mas talvez seja mesmo disso que Portugal está a precisar.)

    [Responder]

  11. 11 11  JD

    Factor psicológico? 10 pães dia x 0,10€ = 1€ dia = 30€ mês, são seis contos em pão por mês para uma família de quatro pessoas que não seja muito “panática”. E o que esses senhores dizem é que passarão a ser doze contos por mês em pão. Factor psicológico? Para quem ganha bem.

    [Responder]

  12. 12 12  LCN

    Claro que é assim Nuno.

    O governo tem uma boa oportunidade para fazer a tal “justiça social” que tanto publicita.
    Das ultimas vezes esta “justiça” traduziu-se em diminuição de reformas,aumento de impostos, degradação do nível de vida da grande maioria dos Portugueses, aumentos dos desniveis sociais, etc.

    Quem vai roubar se o pão subir 50%?
    Tomam-nos por imbecis.

    [Responder]

  13. 13 13  António Vilarigues

    Estando de acordo com as contas do Nuno, acrescento mais uma: a farinha representa 5% (cinco por cento) do preço final do pão…

    [Responder]

  14. 14 14  Luís Oliveira

    Porra Daniel, quando é que estuda um bocadinho de economia? Acha que as padarias podem cobrar o preço que entenderem pelas carcaças? Não vê que o pessoal muda para o panrico se as carcaças aumentarem muito? Ou para o pão de centeio?

    [Responder]

  15. 15 15  António de Almeida

    -De facto é mesmo assim o mercado. E por ser assim, é que o preço dos cereais tem implicação em 5% do preço do pão. Sendo assim quanto é que representará 50% de 5%? As declarações de responsáveis sectoriais valem o que valem…

    [Responder]

  16. 16 16  PD

    Ainda ninguem respondeu ao maradona. Fixa-se um preco maximo, promovendo a escassez do produto e a criaccao de um mercado negro ? Da-se subsidio, transferindo o custo para o contribuinte ? E da-se o subsidio a quem ? Tambem se pode financiar o subsidio com um imposto especial aos “lucros especulativos” de quem produz trigo (depois de muitos anos em que nem sequer valia a pena produzir trigo, pois o preco era muito baixo).

    [Responder]

  17. 17 17  Diogo

    E à falta de brioches, para certos liberais…

    [Responder]

  18. 18 18  P.Porto

    Ó Daniel, só mesmo um homem de esquerda para imaginar que alguns estereótipos continuam a funcionar.

    O pão era a base da alimentação das pessoas. Hoje, não é; chega-se ao ponto de se dizer que uma dieta saudável deve limitar-se a pequenas quantidades de pão, que se deve comer menos pão (até há o sulfuroso McDonalds, que também tem pão, vc sabe, não que vá lá, claro, mas têm-lhe contado)

    Mas o Daniel prefere ficar-se por imaginários que empolgam alguns tipos de cérebro. Desta vez traz-nos uma frase que uma rainha não disse e a relevância de um alimento que há vários anos não é básico na alimentação, antes um artigo com peso menor nas despesas das famílias.

    Mas para um tipo de esquerda a verdade não é o mais importante, e realidade é um tropeço que é preciso pôr de lado para se poder seguir em frente. Para um tipo de esquerda o que importa é a excitação de haver malvados e coitadinhos.

    [Responder]

  19. 19 19  Cfe

    Só um detalhizinho: alguem já fez as contas aos custos de adaptção dos espaços de fabrico de comida para obedecer normas européias tão bem fiscalizadas pela ASAE?

    [Responder]

  20. 20 20  Cfe

    ..detalhezinho…

    [Responder]

  21. 21 21  paulinho cascavel

    eu proponho uma medida à hugo chaves: obrigar as padarias a vender o pão abaixo do preço de custo. Se os comerciantes não acatassem a ordem, as padarias deveriam ser todas nacionalizadas. que vos parece? genial, não?

    [Responder]

  22. 22 22  inthelimbo

    Nuno, bora lá abrir umas padarias? Será muito estúpido não abrir. E se n tivermos dinheiro que chegue para montar o negocio, garantimos facilmente o emprestimo.
    Acompanha aqui: se subirmos o preço só 25% face aos 10 cent, a carcaça de 40 g dá-nos um lucro de 12,5-10-0,02=2,48 c. Ou seja, em cada 25 mil carcaças lucramos 620 €.
    É brilhante, os 10,2 cent cobrem os custos de produção e ainda temos 620€ de lucro por cada tonelada de farinha, que após os impostos, ainda deve resultar para aí nuns 465€ liquidos para ajudar a abater o empréstimo.

    Nuno, bora lá?

    [Responder]

  23. 23 23  Paulo Querido

    Nuno, em relação ao preço da farinha os seus dados são eloquentes. Porém a argumentação, segundo ouvi, tem a ver com os combustíveis. Já não há fornos de lenha. Penso que grande parte deles funciona a derivados do petróleo, nem sequer a electricidade — mas não sei muito sobre isso.
    Tendo a concordar que é um preço sobretudo psicológico, como referiu Isabel Coutinho. Nesse sentido, o Governo devia ter sido mais cuidadoso com este assunto. É daquelas coisas em que desvalorizar não vai ser suficiente. E não estamos a falar dos comentadores de televisão…

    [Responder]

  24. 24 24  Nuno

    Para análises a estas e outras alarvidades, atitudes tendenciosas, falta de trabalho de casa, má fé e pura ignorância dos jornais, jornaleiros e demais me(r)dia é só ir a
    http://apentefino.blogs.sapo.pt/

    É quase serviço público

    [Responder]

  25. 25 25  tardes de bolonha

    Pode ser uma medida em cartel,condenável,a dos industriais da panificação.Mas olhem para a cara do governo preocupado!O exemplo do pão é identico ao de muitos outros: uma vaga generalizada de aumentos a que temos assistido desde que este governo tomou posse.Faz parte do timbre neoliberal desta governaçao,os agentes economicos aproveitam-se,abusam e noutros casos é tambem porque as empresas estão á rasca com a conjuntura:ela é criada por governos como este e o efeito bola de neve aí está.Razao tem o general Garcia Leandro…

    [Responder]

  26. 26 26  MigPt

    é tão linear o pensamento destes colectivistas. Vocês já conheceram mercados regulados, na vossa saudosa URSS, RDA, Albania, etc. O unico resultado foram fichas de racionamento e oferta inexistente. Se vocês não conseguem aprender com o passado vejam lá se aprendem com o presente (Coreia do Norte, Cuba e Zimbabué). Se mesmo assim não chegar podem ainda aprender com o futuro. Para isso, vão olhando com atenção para o que se vai passar na Venezuela, Bolívia e mais recentemente Chipre.

    [Responder]

  27. 27 27  tricky

    …completamente off-topic, mas já alguém leu isto?
    As cheias em portugal estão explicadas:
    http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7255657.stm

    [Responder]

  28. 28 28  Joanaes

    “…mas o que vejo pelo país fora é só erva.”

    Pois, o que faltava mesmo, e acho que nas declarações á televisão este senhor implorava por isso, era o regresso ás “campanhas do Trigo”. Isto sim, é olhar para a frente! Não haja dúvida de que Salazar está na moda, vejam lá se no tempo dele havia falta de pão.

    As contas do Nuno batem certo (embora não conte com a subida dos combustiveis, que também é para aqui chamada). E tal como os combustiveis, os aumentos do preço ao consumidor dão-se muito antes de os preços das matérias primas de facto afectarem o preço da produção.

    [Responder]

  29. 29 29  orquidea louro

    Cada vez penso mais no antigamente…é que nesse tempo havia fome, mas o pãe de trigo ou de milho havia sempre e para muitos sabia a lagosta, mesmo sendo só uma códia.
    Que herança vamos deixar aos nossos fillhos e netos?

    [Responder]

  30. 30 30  xatoo

    é mesmo!
    George Steiner: “admito-me por que é que as populações não se revoltam”
    aliás, sugere mesmo “a revolta social violenta” como cura. E o homem nem sequer é marxista para conseguir apreender as estruturas do mundo na sua totalidade. Apenas um pacato churchilliano de Cambridge

    [Responder]

  31. 31 31  Henrique Morais

    Podemos sempre fazer como Chavez e obrigar a vender o pao a um preço abaixo do preço de custo…Os nossos socialistas explicarão que é assim mesmo a economia fechada.
    Eu nao percebo nada de paderias nem sei se o preço e justo ou nao, seja como for isto nao tem nada a ver com a lei de mercado, muito pelo contrario…

    [Responder]

  32. 32 32  Quintanilha

    Em vez de “brioches” podem servir “broches” que não me incomodo!

    [Responder]

  33. 33 33  David Fernandes

    Expliquem-me uma coisa que não estou a conseguir acompanhar.

    Sabendo que a maioria da venda de pão não se faz em padarias (digo, como dantes) mas sim em “Pães Quentes”; sabendo que um reles pão com manteiga custa a brincar 0,50€; sabendo que as margens nos outros produtos: bebidas, refeições, etc, é exorbitante, expliquem-me lá a lógica da margem que eu não percebi.

    Se o problema é social, eis uma boa ocasião de aplicar solidariedade: quem tem €€ para comer pães com manteiga fora de casa, que pague o que não podem pagar aqueles que vão ao “pão quente” comprar os pãezitos e sonhar com Croissants com fiambre.

    [Responder]

  34. 34 34  David Fernandes

    … que era o que acabaria por acontecer se o preço fosse regulado.

    [Responder]

  35. 35 35  Isabel Coutinho

    Históricamente, Portugal nunca foi auto-suficiente em trigo, embora durante a campanha do trigo de Salazar, tenhamos estado próximo. Mas à custa da utilização indevida de terrenos esqueléticos, que acabaram por entrar em erosão. Em milho, eramos quase auto-suficientes, graças aos pequenos agricultores do Norte e Centro (o milho dos “espigueiros” e das “arcas”) complementado, a partir de determinado período, pelo que vinha das colónias. O centeio e a cevada ajudavam também à produção. Mas, nessa altura, além da produção de cereais e fabrico do pão ser quase exluisivamente manual, havia muita gente na agricultura. O que hoje já não acontece.
    Além disso, durante muito tempo recorremos ao mercado americano. Hoje, os americanos produzem sobretudo milho trangénico, que a EU não deixa importar.
    Lindo sarilho …

    [Responder]

  36. 36 36  maria

    Vergonha!!!!Pão aumentar 50%??? LADRÕES…..mas não são os panificadores que têm a culpa.
    Quem permitiu que a nossa agricultura chegasse a este extremo???Mas que raio sucedeu aos nossos campos?…e já agora á nossa pesca…. e á nossa…etc.????Porque não temos alguma autosuficiencia???UE para que afinal???Pagam-nos para tudo, para deixarmos de produzir leite,para não pescar,etc. Já agora “pagem-nos” para não comermos o pâo.Ah!!! claro que brioches haverão sempre para alguns senhores previlegiados. Façammmmm favorrrr! Não nos LIXEM mais.

    [Responder]

  37. 37 37  Isabel Coutinho

    “UE para que afinal???”

    Para isto.
    O que eu estranho é que alguém ainda tenha dúvidas.

    [Responder]

Leave a Reply