
O mais espantoso nesta história das casas da CML é o sepulcral silêncio que envolveu um esquema com esta dimensão. Durante mais de 30 anos, foram entregues 3200 casas a título excepcional e sem critérios definidos. Façamos as contas. Uma em cada sessenta famílias a viver em Lisboa tem uma casa, loja ou sobreloja entregue pela câmara a preços de saldo. Tão espantoso quanto o sucesso deste silêncio, e revelador do esquema bem português que foi alimentando esta rede de cumplicidades, é o desplante que os visados revelam nas respostas à imprensa. Pedro Feist diz que o poder discricionário do vereador da habitação ”é uma realidade histórica”, o que parece tornar a prática aceitável. Como é normal entre nós, não há nenhum arrendatário desta criteriosa prebenda que não ande na rua de cabeça erguida e sem vergonha de ninguém.
Baptista Bastos recusa-se mesmo a revelar quanto paga de renda, dizendo apenas que quando precisou de casa pediu. É um assunto privado, claro, como é que podia ser de outra forma beneficiar de uma casinha com uma renda de favor, subsidiada com os impostos dos restantes lisboetas? Que isso nunca o tenha impedido de escrever aquelas insuportáveis crónicas invocando uma intangível superioridade moral que só a ele assiste, dá a dimensão perfeita de como o descaramento pode render frutos entre nós. A começar pela casinha.
PS: Passado o torpor do escândalo, interessante mesmo era conhecer a listagem dos restantes três mil e tal inquilinos e os critérios que presidiram à atribuição de cada casinha. Talvez desse para perceber melhor algumas comissões de honra…
Por Pedro Sales 29 Set 08 em O país em inho, Portugal português


O estranho é que mesmo sem nomes desde o Kruz que todos nós sabiamos mas ia passando… era o caso dos meninos do Camões Enfim!… Agora que sabemos concretamente a falta de vergonha de quem deu e de quem recebeu … é de vomitar de nojo e indignação…
“É um assunto privado, claro, como é que podia ser de outra forma beneficiar de uma casinha com uma renda de favor, subsidiada com os impostos dos restantes lisboetas?”
E o que dizer dos muitos casos de rendas de favor subsidiadas sómente à custa de um : o senhorio ?
Quanto a mim ainda é um escândalo maior, porque se trata de verdadeiro Roubo em nome do socialismo.
Abjecto. O Sistema no seu melhor. Mas deixa lá que, como escrevi hoje, o RTavares ainda se enterrou mais.
A revelação da lista dos Bastos é uma exigência de cidadania de que os lisboetas não devem abdicar. A Câmara Municipal de António Costa, José Sá Fernandes e Helena Roseta não pode fazer de conta que não se passa nada.
Há que pôr termo ao escândalo.
Há que desmascarar por completo os pregadores de moral para consumo alheio e pôr um travão à insolência que revelam nas declarações à comunicação social sobre o caso, rindo-se na cara de todos nós. É que somos nós, os lisboetas, que estamos a pagar as casas em que eles moram, sonegadas aos que, por razões de pobreza extema, têm direito a elas.
Isto não pode ficar em “águas de bacalhau”, como é costume. Vamos ver.
É uma casa portuguesa, concerteza.
Pedro,
averiguou se a lista com os nomes dos inquilinos nao se pode obter?
parece-me haver uma necessidade publica de acesso a informacao dado que sao rendas subsidiadas por impostos municipais
(se que nao e’ jornalista mas talvez pudesse passar a ideia a um amigo ou colega que o seja)
cumprimentos
Tiago
O Pedro ainda pergunta por critérios?
È evidente que é o critério do vereador que tem esse pelouro… e ninguém tem nada com isso.
Quanto ao “famigerado” BB é um caso tipico de “chicoespertismo malandro” muito lisboeta.
Não vê que, coitado, nem tem dinheiro para gravatas?
Incrível como estes episódios recorrentes acontecem e envolvem sempre aqueles que berram pela intervenção económica do estado e que “o estado somos todos nós”. Depois, quando estas merdas acontecem, temos que ouvir o “não tem que ser assim” como quem diz “a culpa é dos outros”
A prosa de Baptista Bastos tem estilo. É de qualidade superior e rara nos tempos que correm, só ao alcance de sobredotados. Se o mercado não é capaz de o reconhecer, isto é, não o recompensa materialmente, então que seja o poder politico a fazê-lo. Atendendo àquilo que ele merece, uma casa é muito pouco.
Bem, isto acontece em Lisboa, onde há massa crítica e estão sediadas as instituições fiscalizadoras. Imaginem o que é viver em Braga (no longínquo norte…quase no pólo norte!!) com um autarca no poder à mais de 30 anos. Aqui é mais na base: arranja-me uma casa, um emprego, uma alteração ao PDM, etc. A rede de influências e a impunidade é total.
Bem-vindos ao país real!
Tenho uma certa alergia ao sensacionalismo e falta de rigor jornalístico.
É preciso algum cuidado. A Câmara tem 3200 fogos que fazem parte do chamado “património habitacional disperso” e que foram arrendados, sem obediência a nenhum regulamento específico.
Isto não quer dizer que haja 3200 pessoas que receberam uma casa graças a uma “cunha”.
Mas aconteceu (acontece?), de certeza, em muitos casos. E nem consigo ficar surpreendido…
Não sei quem disse que este país é habitado por malfeitores, nem interessa para aqui, oq ue interessa é de facto que este povo anda mesmo a dormir, sinceramente não vejo qual o espanto, esta sociedade só sobrevive porque de uma maneira ou de outra todos lá vamos comendo uma fatiazinha do bolo que se encontra no taxo, imaginem um país que se transformou em prisão, chamado portugal, tem gente que ainda acredita no pai natal, nestas matérias ninguém saí incólume.
Ó de Braga e então aqui na Madeira do Jardim?
Não deixa de ser divertido o ‘pacto de silêncio’ que se foi mantendo, quando qualquer caso em outras autarquias do país é logo notícia. Parece haver uma correlação positiva forte entre a distância que separa as redacções dos jornais dos locais onde os casos ocorrem e a velocidade em que são descobertos. Quanto mais longe, mais rapidamente chega à primeira página.
“Parece haver uma correlação positiva forte entre a distância que separa as redacções dos jornais dos locais onde os casos ocorrem e a velocidade em que são descobertos. Quanto mais longe, mais rapidamente chega à primeira página.”
É aqui que efectivamente dói à minha classe. É um momento embaraçoso.
Bruno Ribeiro, em que país é que você vive?!!
Não vejo a hora de ser famoso e tambem eu ter a preço catita, um belo T1 com vista para o Tejo… pelo que vejo aqui, só inveja.
O ataque enviesado ao BB e à insuportabilidade do que ele escreve não deixa de ser curioso, ao invocar a superioridade moral é curioso, não é?…
E cuidem do português, por favor.
A Luta Continua,
Pelo visto não no seu, mas também me parece que você deve viver noutro que não neste!
Apenas me limitei a constatar um facto concreto. Se acha que estou errado, esteja à vontade para debater.
Quem ?
O camarada Baptista Bastos ?
Não acredito !
Alberto Dias, no post do Vieira o senhor é critíco de arte. Aqui critico literário. O homem renascentista, portanto.
raios, não me digas que vem aí o “código alberto” pelas unhas do dan brown
Pedro Sales:
Entristece-me que Baptista Bastos esteja alegadamente entre os beneficiados de casas da CML, com uma renda que se presume baixa ou muito baixa. Mas, dos 3200 casos, até agora só surgiu o nome de Baptista Bastos e de uma vereadora, que terá estado nessa condição durante 20 anos e que, alegadamente, influenciava o processo de atribuição das ditas casas.
E a minha pergunta é: porque é que só são conhecidos estes dois nomes. Porque é que quem conheceu estes dois nomes não conseguiu conhecer mais? Porque é que a CML não esclarece?
Pergunto isto sobre reserva porque, até ao momento, não ouvi referir qualquer outro nome.
Atendendo àquilo que ele merece, uma casa é muito pouco.
Tem toda a razão.
Infelizmente só temos uma Casa dos Bicos, embora segundo dizem com bicos também se arranjam casas em conta.
Talvez se ele escrever mais cinco ou seis romances a coisa se possa arranjar.
PS: Passado o torpor do escândalo, interessante mesmo era conhecer a listagem dos restantes três mil e tal inquilinos e os critérios que presidiram à atribuição de cada casinha. Talvez desse para perceber melhor algumas comissões de honra…
Não só penso que seria interessante como acho inaceitável que não seja obrigatório naquilo que se diz à boca cheia: UM ESTADO DE DIREITO.
Manuel Leão,
É óbvio que as notícias que têm saído têm vindo todas da mesma fonte: Santana Lopes e a sua antiga vereadora. É por isso que os nomes que saíram, de uma forma ou de outra, remetem todos para a esquerda, mesmo sendo certo que Pedro Feist até reconhece que no tempo do Abecassis se formavam filas à espera do seu apartamentozinho.
E é por isso mesmo que é preciso que António Costa liberte a lista com todos os nomes. Para acabar com a suspeição que se instala sobre todos e para conhecer o “outro lado” da história.
A Câmara Municipal de António Costa, José Sá Fernandes e Helena Roseta não pode fazer de conta que não se passa nada.
Não é boa ideia.
Ainda que ponha as suas mãos no lume por quaisquer deles, uma pedra atirada por mão inocente nunca se sabe onde acerta.
Pode acertar num familiar, camarada de partido, amigo, amigo do amigo, empresários em nome individual, escritor, poeta, cantor (escolha o que lhe parecer oportuno) e voltar como se fora um boomerang.
-Ó Baptista Bastos, onde é que tu estavas no 25 de Abril? A meter cunhas para ter casa à borla?
Estou mesmo curioso com a renda de casa do BB. E acho que em vez de lhe chamarmos o BB devíamos passar a chamar o QB.
A relação entre Santana Lopes e BB já levou a pressões que chegaram ao Jornal do Fundão, terra governada pelo santanista Manuel Frexes. Depois de BB ter desancado Santana em artigo de opinião, choveram as insinuações vindas directamente de Calafate, assessor de imprensa e homem de mão de PSL. Com erros de português e tudo, levaram a que responsáveis do jornal viessem em apoio do direito de BB à liberdade de opinião. Deu molho dentro do grupo comunicacional. BB pode ter telhados de livro nesta história mas essa gentinha é perigosa e vingativa. E não perde a oportunidade de fazer a folha a quem se lhe mete no caminho.
Este caso só é surpresa para os senhores amantes do sistema público.
Como eu já referi variadíssimas vezes, os gestores e decisores públicos não são anjos ou entidades sem interesses próprios. São homens e mulheres que procuram maximizar o sem bem-estar material, quer através do aumento de poder, rendimento, reconhecimento público, etc. Para isso desenvolvem as suas estratégias por forma a alavancar essa maximização, contentando os seus “stakeholders”. Por isso, muitas das benesses dadas por políticos vão direitas aos jornalistas e orgãos de comunicação social, pois estes são os seus principais “clientes”, pois formam a opinião pública.
Não se admirem, eles reagem exactamente como os getores e decisores privados. A grande diferença é que uns trabalham com dinheiros privados e outros trabalham com dinheiros públicos, ou seja, uns para obterem dinheiro têm que passar valor para o cliente, os outros, basta colectar mais um imposto.
Não se esqueçam, só se consegue tirar dinheiro a uma pessoa contra a sua vontade; ou através do roubo, ou através dos impostos e esta é bem mais fácil, embora pareça que não.
Já os amantes do sistema privado podem olhar para o que aconteceu no BCP e dormir descansados.
Claro que é dinheiro dos privados. E deixa de ser roubo por isso?
Bruno Ribeiro, está a ver o Névoa, da Bragaparques?..pois bem, as trafulhices que fez em Lisboa, há muito que as faz por Braga em parceria e com a conivência do edil Mesquita Machado…e olhe que são bem mais graves!
Soube de algo?!
Creio que não seria necessária uma investigação muito rigorosa para descobrir todos os rabos de palha dessa seita mafiosa que se encontra no poder em Braga.
Isto passa-se na 3ª maior cidade do país, não propriamente num sítio remoto
O mais grave é que nenhum partido escapa, do PSD/CDS ao PS/PCP/BE. Uma vergonha. Pelo menos no tempo de Salazar não havia pouca vergonha como esta.
Wikipedia de Batista Bastos:
«Vive actualmente numa casa cedida pela C.M.L. por motivos de necessidade económica.»
Sobre este assunto ler artigo de Mário Crespo
Pactos de silêncio
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
Caro Luís,
Motivos de necessidade económica que o fizeram comprar uma casa em Constança ao mesmo tempo que a CML lhe arranjava uma casa em Benfica e tinha os filhos a estudar num colégio particular.
Necessidade económica não temos todos?
Eu por exemplo, se tivesse uma casa da CML no centro da cidade vendia um carro não paga a casa e podia assim tornar-me num grande investidor com o dinheiro que sobejava! Depois criava uma fundação para não pagar impostos e tornava-me um mecenas, logo a cultura ganhava
Constância.
Será que comprou, Pedro?
Confira, por favor, qual a força política no poder em Constância há mais de vinte anos… Pois.
A pergunta do DO “Claro que é dinheiro dos privados. E deixa de ser roubo por isso?” é pura demagogia para desviar a atenção do essencial. Com o dinheiro dos privados posso eu bem excepto se eu for um dos que disponibilizou capital para a empresa (accionista ou sócio). O caro DO sabe muito bem que casos de roubo são casos de policia e justiça. Mas o que eu refiro no essencial, escapa à resposta do DO e ele sabe muito bem porque o fez.
Vi agora o António Costa na televisão, ao lado da Ana Sara Brito, a quem deu o seu aval pela ocupação de uma casa da Câmara na Rua do Salitre, durante 20 anos.
A falta de vergonha não tem, realmente, limites.
Não há nada a fazer, portanto. Ou, antes, há, mas ainda falta algum tempo.
Pedro: Não acredites em tudo o que os jornalistas dizem…
Só para tentar dar um pouco mais de informação sobre o assunto.
Há 3200 fogos em património disperso. É daí que vem o número…
Mas a maior parte desses estarão devolutos, porque esse patrimonio está em grande medida a cair de podre.
Depois há milhares de fogos sobre gestão da GEBALIS.
Aí também devem haver muitos contratos de arrendamento feitos a pessoas que não necessitam de habitação social. E aí também há bastante discricionaridade na atribuição de casas, nos desdobramentos, etc.
Depois, há muita desorganização em tudo isto: idosos que já não moram com os filhos e tÊm um T3, quando preferiam ter um T1. Familias numerosas em T1. Idosos que foram viver com os filhos ou para “a tera”, mas que mantêm a casa. Filhos que herdaram o arrendamento dos pais, apesar de não terem necessidade de casa…
…E também pessoas que por terem os contactos certos conseguiram casas para si, para familiares, etc, etc…
Mas a ideia de que a habitação social da câmara está em grande parte entregue a artistas, jornalistas e políticos, como já se escreve por aí, é obviamente um exagero, Basta ir a um bairro social para ver isso.
É precisamente por causa do barulho que é importante a publicação da lista de beneficiários.
Ou, como sempre, achincalha-se a eito sem passar da jeremiada.
«Já os amantes do sistema privado podem olhar para o que aconteceu no BCP e dormir descansados. Claro que é dinheiro dos privados. E deixa de ser roubo por isso?»
Daniel, o caso do BCP é um caso de roubo e tem de ser investigado/julgado. E o caso da CML é um caso de favorecimento/corrupção que também tem de ser investigado/julgado.
E que conclusões tira disto? Acha que se for tudo público corre melhor?
É que há inúmeras empresas públicas portuguesas que, se não fossem as mamas do estado a jorrar dinheiro para tapar os deficits e encher os bolsos dos gestores públicos (ao mesmo tempo que prejudicam outras empresas privadas que jogam segundo regras mais desfavoráveis) há muito tempo já tinham falido.
Eu julgava que a pesporrência do BB jamais lhe daria para estender a mão aos amigos…
Então e o zé (Sá Fernandes)? Andava distraido a embargar que não reparou nisto. Quem se diz tão acima dos interesses instalados já devia ter revelado isto, ou será que os amigos dele também são destes inquilinos. E já agora a Helena (Roseta) tão séria e correcta, que tem andado a fazer? Concerteza preocupada com poluição!
É de facto incrivel como depois de se saber isto só o bode expiatório do costume é que é constituido arguido juntamente com a sua vereadora Helena da Costa. E os outros todos anteriores a eles na CML? E nas outras camaras do país?
É tão mau tão mau que a vontade é mesmo ir embora daqui para fora, para marrocos talvez.
Por fim dizer que este caso não tem a minima comparação com o do BCP. O BCP é uma entidade privada e se fizerem favores uns aos outros com dinheiros privados é uma coisa, isto na CML com dinheiros públicos é outra coisa muito mais grave. Um policia que rouba é pior que um normal cidadão que o faça. Esta gente(da CML) tem, em certa medida, a seu cargo uma função redistribuidora que é neste caso usada para acentuar desigualdades. A gravidade não tem comparação.
João Pedro, eu já estava a achar estranho que Sá Fernandes não viesse à baila. Porque deu casas? Não. Porque aconteceu com alguém da sua vereação? Não. Porque apoiou? Não. Porque aconteceu quando estava no poder? Até agora não se soube de nenhum caso. Só porque sim. Pois eu acho incrivel que o João Pedro, que aqui deixa comentários tantas vezes, ainda não tenha denunciado isto. Deve ter interesses na coisa. De certeza que tem.
Como é possível que todos os vereadores que passam pela CML, independentemente do pelouro, não tenham conhecimento destas situações. Para mim é impossível não terem e portanto têm a sua dose de culpa. Ainda me parece pior quando se trata de vereadores que aparecem aos nossos olhos como alguém acima de todos estes interesses e depois nada fazem para os expor. Estes têm para mim uma culpa reforçada porque além de complacentes são hipócritas. Acho que isto acontece muito em partidos de esquerda, além de fazerem as asneiras que os outros fazem, aparecem sempre como defensores da moral, da seriedade, dos pobrezinhos e oprimidos e no final de contas são iguais aos outros.
Já quanto a dizer que de certeza que tenho interesses na coisa, não sei que coisa se trata, mas sei que tenho interesse em ver gente a ir presa por este tipo de coisas e até agora nunca aconteceu. Tenho também interesse em que o dinheiro dos contribuintes seja bem empregue, com transparência e rigor.
Pessoalmente teria também interesse em ter um pequeno apartamento numa zona porreira de Lisboa mas não tenho possibilidades, tenho de vir para a periferia. Não fico chateado com quem tem possibilidades, fico chateado com quem as tem e ainda e lhes dado de bandeja, com quem lhas dá e com quem sabendo que isto acontece nada faz para o impedir.
Daniel,
Só mais uma coisa, não tenho acesso a esse tipo de informações para as denunciar, sou apenas mais um português incrédulo ao saber estas coisas pelos média e que sente uma total incapacidade de fazer seja o que for para que coisas destas se tornem menos frequentes.
artistas, jornalistas e políticos,
Isto já parece a lista da casa pia!
Obviamente que não virá a publico, isto é um país de castrados…
Fazem um acordo de bastidores e siga o “forró”.
«artistas, jornalistas e políticos,Isto já parece a lista da casa pia!»
Caro Pedro Esteves, isto na realidade pode ser baptizado de Casa Pia II.
Só que a casa só pia para alguns. Se se chamar Baptista Bastos ou tiver cunha a casa pia grosso. Se tiver atestado de pobreza, mesmo que não seja pobre, pia fininho.
Caro Daniel, é bom que o nome do São Fernandes venha à baila. É nestas alturas em que se pode ver se realmente o Zé faz falta.
E se eu vos disser que há municípios onde se tirou os 100% dos critérios para se dar uma percentagem a situações que se considerem “excepcionais por humanidade” ????
Daniel Oliveira,
Quanto a universalidades de saberes e vocação para falar de tudo e mais alguma coisa, estamos conversados: eu leio-o e vejo na TV.
E, posso garanti-lo, não o acho em homem do renascimento.