O Banco de Portugal nunca desconfiou de nada no BPN porque Oliveira e Costa era uma “pessoa distinta“. Dias Loureiro nunca deu por nada no BPN porque confiava no “Banco de Portugal e no administrador que considerava ser uma pessoa séria”.
Por Pedro Sales 21 Nov 08 em O país em inho, Portugal português


É caso para se questionar, como é que um homem tão ingénuo e inocente foi capaz de construir uma pequena fortuna com aparente sagacidade!?
http://planetaspolitik.blogspot.com/2008/11/o-tempo-de-antena-de-dias-loureiro.html
Vai começar a novela e Dias Loureiro já escolheu o seu papel: o de tótó.
(entretanto este Tótó assumido faz parte do Conselho de Estado. Digamos que não é lá muito confiável ter uma personagem assim no Conselho de Estado…)
Os mafiosos são de pouco nível quando são tão facilmente e distintamente identificados…
Neste pais, todos os que se empoleiram sao distintas pessoas, passe embora o facto de muitos nao o serem.
No entanto e apesar de todas as criticas que possam fazer-se , a verdade e que nao foi o banco de portugal que andou no gamanço.
Foram os distintos figuroes do banco nacional de negocios, e oh oh mas oh que negocios.
Efectivamente o alvoroço nas hostes dos partidos da direita leva a pensar que querem culpar o BP de tudo e com o barulho deixar os seus amigos irem tratar da vidinha.É um facto que a supervisão desta forma não apanha nada,mas aconteceu o mesmo nos outros países.É preciso mudar as regras da supervisão aqui e em todo o lado porque sem dúvida que falhou.
Diz Nuno Góis: «Os mafiosos são de pouco nível quando são tão facilmente e distintamente identificados…»
O problema é que em Portugal basta ser “mafioso de primeira” para se estar, automaticamente, acima de qualquer suspeita ou lei - do ponto de vista dos decisores de topo.
O problema é que, em Portugal, os contraventores só estão ao alcance do braço da lei se o seu estatuto social for “de sargento para baixo”, como diz a minha vizinha Guilhermina - significando isto que qualquer pessoa com um mínimo de poder dentro da estrutura em que se insere está “acima” das leis que regem este país, e apenas os subordinados são responsabilizáveis por tudo o que ocorre.
O único “colarinho branco” que até hoje sofreu as penalizações da lei foi Vale e Azevedo - provavelmente porque não tinha as ligações sociais correctas/necessárias, ou porque desagradou a alguém do grupo dos intocáveis.
Ainda ontem, 6ª feira, se viu um distinto cavalheiro que acumula funções que a lei diz não sersm acumuláveis dizer que no caso dele não é assim…
Então para quê as leis? Estas não deviam conter todas um primeiro parágrafo, ou artigo, ou lá que raio é, dizendo claramente: “Esta lei só será aplicável a indivíduos de estatuto socio-económico não-superior”? Assim ficava logo tudo claro, e o Zé Povinho já não precisava de gastar tempo a “chiar” nas caixas de comentários dos blogs, à mesa do café, nas bichas e transportes públicos, nos programas de opinião das rádios/televisões/jornais…
Quando será tempo, em Portugal, para que venhamos TODOS protestar para a rua, e exigir verdadeira transparência e clareza - como ocorreu há anos em Itália? Para quando, em Portugal, uma “Operação Mãos Limpas”? (nunca, porque no fundo sabemos dizer mal mas somos incapazes de reclamar e exigir. Toda a gente “dá um jeitinho”, todos desenrascamos o amigo, o conhecido, e claro que quem manda faz exactamente a mesma coisa e “desenrasca o amigo”: não viu, não ouviu, não sabia de nada…)
só quero acrescentar que contrariamente ao que diz o Bruno-planetas, o Loureiro não fez uma pequena fortuna, fez uma enorme…
e o silêncio de Pacheco Pereira, sempre tão prolixo noutras ocasiões, é comovedor.
Gente distinta é outra coisa!
Devemos desconfiar é dos maltrapilhos. (Atenção: Isto é mesmo ironia).