O PS aprovou hoje as alterações ao sistema de voto dos emigrantes portugueses, alegando que o voto por correspondência permitia a existência de “chapeladas” eleitorais. E quem é que o PS escolheu para apresentar este projecto e defender alegado reforço da transparência do processo eleitoral? José Lello. Isso mesmo. José Lello, o dirigente do Partido Socialista responsável pela mais cara campanha no estrangeiro de que há memória, e que está a ser investigada pela PJ depois de ser público que a campanha no Rio de Janeiro foi financiada por um empresário entretanto detido pela justiça brasileira no processo da “máfia dos bingos”. O mesmo empresário que, vá-se lá saber porquê, foi depois nomeado cônsul honorário em Cabo Frio pelo Governo do PS. Para compor o ramalhete, Maria Carrilho, a única deputada do PS eleita pelos círculos da emigração, faltou ao debate que lhe dizia directamente respeito.

Um dia como os outros na bancada socialista.


13 respostas ao post “Dia a dia o PS melhora”  

  1. 1 1  Carla Luís

    Eles estão mesmo “bué” interessados na emigração, páh!

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  2. 2 2  Dalila

    Podiam começar a inovar e deixarem os emigrantes votar pela Internet

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  3. 3 3  Isabel Coutinho

    O voto dos emigrantes costuma ser favorável ao PSD.

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  4. 4 4  Manuel Leão

    C’est le PS. Voilá!

    José Lello e Vitalino: – paus para toda a obra!

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  5. 5 5  Robespierre

    Foram precisos 30 e tal anos para se lembrarem dos “riscos”…

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  6. 6 6  BM

    «José Lello e Vitalino: – paus para toda a obra!»
    O melhor cartão de visita do PS.
    Para deixar de votar no PS, fugir deles.
    Bingo.

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  7. 7 7  maria

    Fantastico!!!!!! Para ir votar vamos fazer 300 km!!!! quemé que votou a favor???

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  8. 8 8  Ibn Erriq

    Acho vergonhosa esta chapelada pré eleitoral. Ou seja agora que o PS acha que pode perder a maioria quer garantir que os deputados por esse circulo não lhe fogem!

    Mas ou muito me engano ou o PS (Pedro Sales) já defendeu outra posição :(

    O José Lelo (perdão Lello com dois eles que é muito mais chique) só me faz lembrar um porteiro de uma Cabaré!

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  9. 9 9  vitor nunes

    O José Lello não é aquele senhor que era presidente do conselho fiscal do Boavista?Bem então já percebi.

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  10. 10 10  rui mota

    Mas há alguém que ainda acredite nos argumentos do PS e nos discursos do Vasco Franco ou do José Lello?
    Então, só agora, ao fim de trinta anos, é que o governo descobriu que podia haver “chapeladas”?
    Votei durante vinte anos (1975-95) por correspondência e correu sempre bem: recebia o voto um mês antes das eleições, punha a cruz no partido da minha preferência, dobrava o voto em quatro, tornava a pô-lo num envelope fornecido para o efeito e ia ao correio mais perto registá´-lo e enviá-lo para Portugal. A única condição era que o fizesse antes da data eleitoral (o que podia provar através do carimbo dos correios). Se houve “chapeladas”, foi em Lisboa, na contagem dos votos.
    Está-se mesmo a ver que o PS tem mêdo de perder a maioria eleitoral e quer reduzir a capacidade eleitoral dos emigrantes. Alguns terão de viajar centenas de quilómetros para poderem votar. Nem o Mugabe se lembrava desta!
    Só espero que os emigrantes aprendam a lição e deixem de enviar as suas remessas para os bancos em Portugal…

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  11. 11 11  Helder Fernando

    O voto que mete medo

    Por circunstâncias várias, iguazinhas a elevado número de cidadãos de nacionalidade portuguesa, não sinto nem nunca senti a totalidade das possíveis angústias ou alegrias próprias do imigrante ou do emigrante. Mas, claro, senti algumas.
    Agora mesmo, sinto que a governança portuguesa continua a não perceber – pior, a não querer perceber – as realidades de quem faz a sua vida fora do País. A completa insensibilidade daqueles senhores e daquelas senhoras que vivem dos “bitaites” governamentais, pela real importância da grande comunidade portuguesa (e até da língua portuguesa) no estrangeiro, para além de absurdamente estúpida, chega a parecer arrogantemente provocatória.
    De alguns milhões de compatriotas, somente uns 150 mil estão inscritos para votar; destes, uma reduzidíssima parte adere ao acto eleitoral. Os números falam por si. Para grande e óbvio contentamento da generalidade dos políticos profissionais em Portugal, tanto nos poderes como nas oposições. Nunca se mostraram consequentemente interessados em que as coisas fossem de outra maneira. A gente, cá de fora, sabe bem porquê.

    Os portugueses fora de Portugal, embora, por motivos óbvios, continuem a enviar remessas, são sistematicamente empurrados para o abismo da indiferença em relação à Pátria. Resultado, mais de 80 por cento de abstenção for a de portas de cada vez que há eleições legislativas.
    O que é que o governo – que, desde sempre, tem lidado gostosamente com essa realidade – vem propor? Curto e grosso: Acabar com o voto por correspondência. Por causa da “segurança”, do “risco da falta de transparência”, por o voto presencial ser um “acto mais digno”. E mais, a nova medida far-se-á contra os “sindicatos do voto”. Empolgante esta cruzada governamental lusitana.
    Onde terão ido buscar a ideia? Que estudos foram feitos, onde, quando e por quem? Detectaram-se casos graves, em quantidade e estratagema, de fraude eleitoral, de falsificação, de desvio de votos? A favor de quem ou a desfavor de que força política? Nesta material, há arguidos, acusados ou já culpados?
    Em Macau, mesmo nas rapidinhas visitas ministeriais cheias de graça, nunca ouvi falar de que o voto por correspondência era menos digno, nem da existência de “sindicatos do voto”; pelos vistos, nunca se sabe. Ou seja, eles lá sabem… (…)
    Lá, pelas urnas da lusitana Europa, para além do projecto de lei do PS visando acabar com o voto por correspondência dos emigrantes, a partir das próximas legislativas, estão previstos outros procedimentos como o voto electrónico, por exemplo? Ou acordos com representações municipais no estrangeiro? É que existem situações em várias partes do mundo, de comunidades de eleitores portugueses a centenas e até milhares de quilómetros de embaixadas ou consulados. Mas isto são minuciosidades para a grandeza dos governantes.
    A democracia sempre trouxe riscos. Vai daí, o PS do Rato estudou com profundidade outras propostas, outros mecanismos sugeridos, só pode ser. Ou, em vez de estimular ao voto e ao bom ambiente à volta do eleitor, propiciá-lo a percorrer cada vez melhor os caminhos da cidadania, da ligação à Pátria, não faz nada disso?
    Será que o partido e o governo decidiram, desta vez assumidamente, dar uns atrevidos pontapés no rabo em mais de 4 milhões de portugueses que já não têm rabo para aturar tanta aparente incompetência, tolice e ignorância à solta?
    Integração dos portugueses com direito a voto, na vida política da Pátria, porquê e para quê, se os centros de decisão em Portugal não gostam nem permitem?
    Só se fosse para influenciarmos o eleitorado a acabar com os métodos habituais de reinar, e, pelo modo democrático, correr com aquela espécie de reinóis dos centros de decisão. E influenciarmos alguns políticos a serem melhores pessoas e melhores governantes. Disso têm eles medo, dá-nos uma trabalheira e temos bastante mais que fazer.

    Helder Fernando

    Publicado no jornal HOJE MACAU, 16-09-08

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  1. 1 A democracia é um estado de espírito | ma-schamba
  2. 2 Adufe com ânimo | O que pensam os emigrantes do fim do voto por correspondência

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