1 - Na social-democracia de Ferreira Leite quase não há Estado a não ser nas funções soberania, deixando que o mercado funcione de forma “espontânea”. Os impostos não descem. O liberalismo é apenas uma versão irresponsável da social-democracia e a social-democracia uma versão cara do liberalismo.
2 - No liberalismo de Passos Coelho ainda sobra imenso Estado. Mas os impostos baixam. O liberalismo é o mesmo que a social-democracia mas com a Caixa Geral de Depósitos privada e sem dinheiro no Orçamento de Estado.
3 - Quando comparados com Manuela Moura Guedes, até Pedro Santana Lopes e Patinha Antão parecem ter profundidade política.



Portugal está intoxicado de estado.
É estado por todo lado e estado em muito mau estado. Os serviços do estado têm impregnada esta ideia de superioridade em relação ao cidadão. Vivem convencidos de que os cidadãos lhes devem o enorme favor de existir. Não têm que ser eficientes. Não têm que ser pontuais. Não têm que ser nem prestáveis, nem simpáticos, nem responsáveis, nem responsabilizados.
O estado é uma entidade intragável e haja quem defenda menos de estado.
A Arquiduquesa confunde Estado com administração. É um pouco redutor…
Não sou eu que confundo Augusto Dias, é o próprio Estado. Mas por favor… amplifique lá a questão.
Tenho imensa pena de MMG.
O professor de economia Medina Carreira não estava lá muito bem disposto e chamou-lhe, discretamente, burra.
Patinha Antão menos discreto disse-lhe claramente que ela não percebia nada e que tinha lido a frase ao contrário.
VPV faz de conta que nem a vê e diz o que sempre disse.
Aqueles olhos esbugalhados aqueles trejeitos passaram de moda.
Haja um amigo que lhe diga a verdade.
O que eu mais gostei do debate foi a sondagem especialmente aquela pergunta:
Qual é para os eleitores do PS o melhor candidato do PSD?
Quem é que me consegue explicar o sentido da resposta.
MMG é a entrevistadora mais incisiva e acutilante da TV. Judite faz fretes aos entrevistados com o seu sorriso e ar cândido.
MMG desconcerta.
Bem, entre a “profundidade política” da Fátima Campos Ferreira e a da Manuela Moura Guedes, venha o diabo e escolha, não?
A MMG não desconcerta, desconcentra. O que é bem diferente.
É necessária alguma “profundidade política” para entrevistar os 4 PSDs!
Impostos( + ou -);
Desemprego, como combâte-lo;
TGV, aeroporto( fazer ou não);
Liberalismo;
Estatismo.
MMG pode não ser a entrevistadora com mais conhecimento político que não é.
Gosto dela porque insiste, corta a verborréia ou obriga o entrevistado a explicar-se, sem receios.
Devo ser o único, mas…
Os candidatos do PSD andam tão empenhados em discutir uns com os outros quem nem repararam que estavam a falar para o País,quando a provável vencedora não me parece que seja melhor do que o actual ministro das Finanças,ela mandou-nos apertar o cinto e mesmo assim não consegui equilibrar as contas públicas.
O meu comentário perdeu-se mas vou voltar a postar, pois este assunto interessa-me vivamente.
Não o debate em si, que aliás não houve, nem podia haver porque eram dois jovens perdidos, um D.Quixote, e a Velha Dama que se impôs com naturalidade.
Sobre o que eu gostava de escrever era sobre a apresentadora.
Vamos lá a ver se passa.
Manuela Moura Guedes está ultrapassada.
Em nenhuma televisão do mundo uma apresentadora que aspire a ter crédito usa e abusa daqueles trejeitos teatrais que fazem desviar a atenção do espectador.
Na entrevista a Medina Carreira foi arrasada.
Com Vasco Pulido Valente é colocada num patamar inferior e tratada como uma peça decorativa.
Deixou que neste debate um deles lhe fizesse uma pergunta, à qual naturalmente não soube responder.
Enganou-se numa das explicações dadas por outro e inverteu o raciocínio.
Usa uma linguagem infantil cheia de populismos.
Com Valentim Loureiro autorizou que o mesmo lhe dissesse que estava cada vez mais bonita com isto reduzindo-a a um mero objecto.
As feministas devem ter dado pulos.
Na minha opinião uma verdadeira catástrofe e tablóide bem ao estilo da TVI.
Neste Portugal de analfabetos funcionais, vai ser um êxito.
O problema é que nenhum é social-democrata. Aliás a social-democracia só existe naquele partido no nome e com a função de enganar os seus eleitores…
Concordo plenamente com Stran.
O liberalismo não existe naquele Partido. O PSD, por muito mais que alguns se esforcem não é um partido Liberal.
Apesar de PPC se ter tentado aproximar disso, não teve, obviamente, grande exito.
Embora, eu penso que ele só tenha feito isso para tentar ir buscar votos à Esquerda e ao centro-esquerda que são precisamente os pontos fracos de MFL.