Carlos Barbosa de Oliveira, lembre-se que José Pedro Aguiar Branco foi Ministro da Justiça no consulado de Santana Lopes: nada indica que, não gostando de Menezes, JPAB perdesse alguma coisa em manter «o Pedrinho» à testa do grupo parlamentar no caso de ganhar as próximas legislativas. Santana, de resto, só é bom em duas coisas, como já se viu sobejamente: ou quando está no poder com solidez e pode falar por cima do ombro para os opositores, ou quando está numa oposição em crescendo e pode cavalgar o descontentamento para demolir quem se lhe opõe. Faça-se a análise de todas as eleições que ganhou e será essa a conclusão.
A movimentação do PSD é inteligente: por incrível que pareça «, o que as pessoas menos querem, paradoxalmente, é que um político (e por político entenda-se aqui alguém que anda na vida política desde que o Mundo é Mundo) se ocupe das questões políticas. Aguiar Branco, que salvo erro só teve dois cargos políticos na vida (o de Ministro de Santana e o de deputado desde 2005), parafraseando João da Ega «está limpinho, é como se nunca tivesse sido estreado»: ou descobrem de hoje para amanhã uma tramóia infamante que o impeça de sequer sair à rua, ou o PSD de sempre pode fazer o número de partido das «caras novas», da «renovação», da «novidade», de tudo o que só um desconhecido lhes pode garantir.
Evidentemente, há nesta jogada um grau considerável de risco: que peso tem a novidade em comparação com a experiência? Posto perante a possibilidade de escolher um homem sem nada que se assemelhe a obra mas que no entanto «não é dos da matilha» como se comportará o eleitor? O que o fará pender para o voto? A que atribuirá mais importância? Menezes tem obra feita, mas não tem credibilidade alguma - a que ponto pode Aguiar Branco, se souber granjear credibilidade, contrabalançar com ela a inexistência de referências?
Se alguém, entre os dez milhões de almas que habitam neste nosso rectangular país, souber a resposta a esta pergunta, reconheço humildemente que é incomparavelmente mais sagaz do que eu.
E agora acaba de demitir-se Menezes… Que decadência a deste partido.
Não quero ofender benfiquistas, mas parece o Benfica da vida política portuguesa. Só dá mesmo para rir…
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Grande jogada de antecipação! O Pedrinho está a dormir na incubadora, a aguardar asua oportunidade e não devia contar com esta!
o primeiro é pra queimar, Carlos Barbosa, o pedrinho saltará na altura certa
se o palhaço acha que ele não tem perfil é porque PAB não deve ser má pessoa
será que as “bases” de famalicão vão deixar?
E arranja outro?
O Pedrinho agora é outro.
o Pedrinho actual não é o bébé da incubadora é o matulão da JSD.
Carlos Barbosa de Oliveira, lembre-se que José Pedro Aguiar Branco foi Ministro da Justiça no consulado de Santana Lopes: nada indica que, não gostando de Menezes, JPAB perdesse alguma coisa em manter «o Pedrinho» à testa do grupo parlamentar no caso de ganhar as próximas legislativas. Santana, de resto, só é bom em duas coisas, como já se viu sobejamente: ou quando está no poder com solidez e pode falar por cima do ombro para os opositores, ou quando está numa oposição em crescendo e pode cavalgar o descontentamento para demolir quem se lhe opõe. Faça-se a análise de todas as eleições que ganhou e será essa a conclusão.
A movimentação do PSD é inteligente: por incrível que pareça «, o que as pessoas menos querem, paradoxalmente, é que um político (e por político entenda-se aqui alguém que anda na vida política desde que o Mundo é Mundo) se ocupe das questões políticas. Aguiar Branco, que salvo erro só teve dois cargos políticos na vida (o de Ministro de Santana e o de deputado desde 2005), parafraseando João da Ega «está limpinho, é como se nunca tivesse sido estreado»: ou descobrem de hoje para amanhã uma tramóia infamante que o impeça de sequer sair à rua, ou o PSD de sempre pode fazer o número de partido das «caras novas», da «renovação», da «novidade», de tudo o que só um desconhecido lhes pode garantir.
Evidentemente, há nesta jogada um grau considerável de risco: que peso tem a novidade em comparação com a experiência? Posto perante a possibilidade de escolher um homem sem nada que se assemelhe a obra mas que no entanto «não é dos da matilha» como se comportará o eleitor? O que o fará pender para o voto? A que atribuirá mais importância? Menezes tem obra feita, mas não tem credibilidade alguma - a que ponto pode Aguiar Branco, se souber granjear credibilidade, contrabalançar com ela a inexistência de referências?
Se alguém, entre os dez milhões de almas que habitam neste nosso rectangular país, souber a resposta a esta pergunta, reconheço humildemente que é incomparavelmente mais sagaz do que eu.
E agora acaba de demitir-se Menezes… Que decadência a deste partido.
Não quero ofender benfiquistas, mas parece o Benfica da vida política portuguesa. Só dá mesmo para rir…