Manuela Ferreira Leite considerou ontem, em entrevista à TSF, que as obras públicas respondem “ao desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido”.

60 mil emigrantes portugueses a trabalhar na construção civil do país vizinho.


12 respostas ao post “Receita do PSD para reduzir o desemprego português: investir nas obras públicas espanholas”  

  1. 1 1  fado alexandrino

    Se MFL se comprometer a parar a construção do TGV para Madrid a a fasear o aeroporto em Alcochete, tem imediatamente o meu voto que estava destinado ao PS.

  2. 2 2  xatoo

    Fado
    essa questão do voto solitário deve ser importantissima
    é como dizia o outro, depressa, depressa, que estou à rasquinha para votar

  3. 3 3  Minhoto

    Pois é, nem todos nascem em berços de caviar a ouvir coisas bonitas sobre um utópico mundo justo e
    social(ista). Dinheiro? O que é isso? Há sempre alguém para pagar as contas!
    Fazem pela vida, não pertencem ao mundo urbano e chic das capelinhas, onde o dinheiro brota das fontes.

  4. 4 4  fado alexandrino

    Ontem, o Hamilton ganhou por um ponto na última curva.
    É só um aviso.

  5. 5 5  JV

    Não entendo o problema gerado em torno das declarações de MFL. É mentira que as obras públicas se têm feito recorrendo abundantemente a mão-de-obra imigrante? Não foi assim no CCB? Não foi assim na Expo? Não foi assim na ponte Vasco da Gama? Não foi assim nos estádios do Euro 2004? MFL disse o óbvio: que quando houver obas públicas os empreiteiros vão, como sempre, contratar africanos e imigrantes de Leste dispostos (ou obrigados a fazê-lo pelas máfias neoesclavagistas) a trabalhar 12 horas por dia a troco de uma sanduíche e de um copo de vinho. Quem não quiser ver isso, quem só quiser aproveitar todos os pretextos e mais um para criticar tudo o que cheire levemente a PSD, está tão-só a enterrar a cabeça na areia.

  6. 6 6  JV

    Adenda: Nós temos jovens licenciados desempregados: não está a querer mandá-los para as obras públicas? Nós estamos com pessoas entre os 40 e 50 anos desempregados, [que eram] empregados administrativos, afirmou MFL. É portanto neste contexto que as suas declarações devem ser lidas: crie-se emprego para os portugueses, sobretudo aqueles que pelos seus estudos ou experiência profissional, se constituem em força de trabalho qualificada. Não se volte a investir no modelo de produção assente na mão-de-obra indiferenciada, posto que está a um tempo fadado a morrer no médio prazo, e, por ser constatação empírica que quando há obras quem nelas trabalha são os imigrantes, isso pode não servir sequer para resolver o problema do desemprego.

  7. 7 7  PDuarte

    não posso só dar porrada.
    tens toda a razão agora, sim senhor.

  8. 8 8  Jorge

    Ainda não percebeu que só trabalham lá fora porque ganham melhor ?

    De que é que serve fomentar obras públicas em Portugal, visando combater o desemprego, se acabam por ganhar a mesma miséria de ordenado ?

    Isso não irá mudar a situação actual. Embora a Manuela Ferreira Leite possa ter chamado os bois pelo nome de forma mais agressiva, não muda a veracidade das suas afirmações. A grande maioria que se sujeita a trabalhar nas obras públicas são os imigrantes ilegais e não os portugueses.

  9. 9 9  

    este post é lindo!!! lololol

    por um lado o investimento público é necessário neste momento para uma politica anti-ciclica, usando do instrumento do défice, como politica de emprego… não sei se betao armado é a melhor aplicação desse dinheiro.

    agora MFL é completamente contra qualquer tipo de investimento público…

    Com aquele ar de austeridade e aquela obsessão pelas contas públicas + o discurso sobre a família bem que podia ter sido ministro de Salazar ou de Caetano. Não destoava na foto.

  10. 10 10  CausasPerdidas

    Sou obrigado a concordar com a frase - só me refiro a esta e não ao seu contexto, que desconheço.
    A construção civil paga tão mal aos trabalhadores que estes, quando podem, emigram para poderem ganhar algo parecido com o que acham que valem - mesmo que isso signifique aceitarem regimes de trabalho de quase-escravidão.
    É sabido que a construção civil é um sector que se fundou no baixo-salário e que, perseguindo mais-valias quase absolutas, se escorou na mão-de-obra imigrante. Neste sentido, não é mentira nenhuma o que a senhora constatou à bruta. O que faltou foi dizer:muito mal paga e sem quaisquer direitos. Neste sentido, atendendo ao seu passado político e ao do seu partido, a anedota alemã sobre a mulher que se foi queixar ao médico de que o marido estava convencido que era uma galinha faz todo o sentido.

    A construção civil cimentou-se na precariedade e na clandestinidade dos novos imigrantes cuja luta pela sobrevivência concorre por baixo com os anteriores. Nem os portugueses filhos dos imigrantes das últimas “obras de regime” se deixariam comer por tão pouco se não tivessem de pôr pão sobre a mesa que partilham com os seus, se pudessem ir mais para norte.
    O ponto nervoso da coisa será atingido quando regressarem aqueles que forem sendo expulsos pela crise nos países para onde debandaram, e ao seu desespero se juntar aquele que vai medrando em muitos lares de gente que o Paulo Portas não conhece nos bairros sociais, os que querem trabalhar.
    Nessa altura, quem pagará não será a Sobre-exploração do Trabalho, o Código do Trabalho, ou o investimento costumeiro ao invés da “Qualificação”. Fará jeito ter os “ucranianos” e os “cabo-verdianos” à mão.
    Quanto à anedota alemã, o médico sugeriu à esposa preocupada trazer o marido à consulta num determinado dia da semana. A senhora não concordou pois era precisamente nesse dia que o marido punha os ovos.

  11. 11 11  fado alexandrino

    Volto a repetir aquilo que o Governo já disse.

    A infra-estrutura da linha do TGV Lisboa – Madrid será construída a fundo perdido, não havendo nenhuma possibilidade de o investimento ser recuperado.
    Não há a mínima certeza de que alguma vez a exploração não seja deficitária.

    Pergunta-se:
    Qual é o interesse deste gasto massivo de milhões de euros?

  12. 12 12  Maria

    Ah ganda MFL e wow para o Psd.
    De cada vez que ela abre a boca sai melro.
    Muito gostam eles dos espanhois, muito gostava eu de saber porque, deve ser qualquer pedacinho remanescente do adn do andeiro conde.

Leave a Reply