Já vi publicidade brincar com símbolos da religião de uma forma muito mais ousada do que esta e ninguém a tirou.
Se calhar foi porque o anúncio é realmente muito mau mesmo. Então se a publicidade é a um produto que para funcionar é preciso rezar? Qualquer empresa inteligente o retiraria do ar.
Ou será que os ingleses estão cada vez a parecerem-se mais com os americanos?
O anúncio é lindo. As mulheres são lindas. Os cenários são lindos. A música tem qualquer coisa de pueril, que lembra o retorno à infância.
Infelizmente há muita gente que desperdiça os momentos do comunicação com o transcendente, pedindo coisas tão fúteis quanto estas (ou talvez não).
Vivemos em pleno capitalismo selvagem. O anúncio está feito para a sociedade global. Há mensagens subliminares…
Associa a oração a paz, beleza, paixão e esperança num futuro melhor.
Acho que o anúncio foi retirado, não por poder ser ofensivo, que na minha opinião não é, mas por ser em vez disso, uma óptima promoção do Cristianismo.
Isso sim é que, infelizmente, é politicamente incorrecto.
Eu sou católica e não me ofendi nada. Por acaso até me deu vontade de rir. Só pensei “até onde chega o disparate”.
Será que alguém vai comprar aquele produto por causa disto ?
Bem, ele há doidos para tudo …
Daniel, isto não merecia um post. Ou será que é para nos distrair da fita-cola?
Qualquer retirada do ar ou “censura” de publicidade funciona sempre em favor da propria publicidade, porque vai gerar noticias e comentários (como este post prova) e que em última analise vão reverter em favor da visibilidade dessa mesma publicidade, que de outra forma passaria bem mais despercebida.
Saibamos ver mais do que o imediato.
Quem é que usa quem aqui?
Não queiramos pintar o (ab)usado de mau da fita.
Um soez ataque à liberdade de expressão, mais uma vez sob a capa das ofensas! Ficam ofendidos? Azar! Mudem de canal!
Só diferem dos muçulmanos radicais pq não incendeiam as cidades e não se manifestam aos milhares em gritos ululantes de histeria colectiva!
Lamento que tenham vergado perante estes mentecaptos que querem controlar o que as outras pessoas veêm! Há que combater sem tréguas este obscurantismo digno da idade média!
Vá, instruam-me.
O que é de bom tom pensar aqui?
O que é que mostra mais sapiência e sensibilidade?
Não quero a minha liberdade, quero a definitiva e arquivada posição dos académicos, para fazer boa figura e parecer esperto. Atenção, a definitiva, nada da versão 3.1, que vem um vento e tem logo se corrigida com a 3.2.
A minha injustificável ignorância não me esclarece por que tem de se esconder o que ofende. Faremos de conta que não existe?
Ou basta a gente (a específica gente) indignar-se e fica tudo redimido? Tudinho? Arrumadinho?
Tenho um coração cristão que já teve as suas conversas heterodoxas com deus (ele manda-nos meter a inicial maiúscula onde mais ou menos nos convier), acho mais ofensivo para um (este, eu) que outros cristãos queiram actualizar o fanatismo da religião.
Que sei eu?
As gentes querem é motivos para berrar e arrancar cabelos.
Vamos lá, então.
Apedrejamento verbal.
Sou mesmo rude de maneiras: ri-me como um pândego ao ver esta intolerável (como se mede a tolerância?, há uma escala?) gozação islamofóbica, desrespeitadora amoral das vítimas do 11 de Setembro:
Acho muito bem. É uma clara discriminação para com todos os cabelos feios, oleosos e “casposos”; isto já para não falar nos carecas (ooops), calvos , queria eu dizer.
Há católicos que
em lugar de também rezarem
se pôem é a rir.
E lá irá do humor de deus,
nas alturas, que se estiver de
maus fígados, de certo não
há-de gostar e, sem lhe achar
graça, muito menos entender.
Mas religião, hoje, está assim
meio já sem sentido, não é?!
Eu gostava que durante a emissão dos telejornais, avisassem quando vão passar imagens de fome, guerra, feridos, mortos, violência, etc.
Anúncios, publicidade, marketing… 99% são esterco, e servem um propósito no mínimo “merdoso”, este é só mais um.
Para além disso; já todos ouvimos algumas pessoas rezarem por coisas muitíssimo graves.
Se eu fosse religioso se calhar também rezava por um cabelo como o do George Lucas… o homem envelhece e não caem 5 cabelinhos daquela cabeça… #!$#%”#&”&!!!
O Daniel, como sempre, está a raaciocinar sobre um facto a partir das suas consequências, uma falácia infantil que é contudo muito comum nesta esquerda progre.
Não sei quais as razões, mas se é pelo medo de ofender, trata-se apenas de mais um resultado obvio do marxismo cultural que o politicamente correcto vai impondo nas nossas vidas.
A acéfala defesa que certos sectores fazem da necessidade de não ofender o Islão, e os homossexuais, e os negros, e os indianos, e os gordos e os magros, e os heterossexuais e todo bicho careta “culturalmente diverso”, desemboca nisto.
Só o Daniel não percebe que ã estupidez faz ricochete e desaba sobre quem a defende.
Só os Daniéis deste mundo não percebem que a partir do momento em que tudo fazem para instalar uma cultura de medo e de respeitinho pela “diversidade”, ela tenderá a ser invocada como pretexto para tudo.
Berrar agora contra as consequências perversas daquilo que defendem, apenas revela a inanidade intelectual desta esquerda tonta.
Percebe de uma vez por todas, Daniel: a liberdade de expressão deve ser total. E andava perto disso até surgir o problema islâmico que tanto apelo ao “bom-senso” fez surgir na boca e na pena de tantos esquerdistas subitamente islamófilos.
Somos todos Hezbolah, não é?
É este o resultado, meu caro. E ainda vai ser pior.
Qq dia nem pelo nome se poderá chamar o Daniel Oliveira, pelo temor de ofender as azeitonas.
“Só diferem dos muçulmanos radicais pq não incendeiam as cidades e não se manifestam aos milhares em gritos ululantes de histeria colectiva”
Sim, é uma diferença de nada.
Especialmente sabendo-se que a retirada do anúncio se ficou a dever ao protesto de 23 cromos.
É o ponto a que chegámos. Abrem-se as pernas aos mulahs por causa do medo da sua fúria, e fica-se sem moral para as fechar ao protestozinho de 23 palermas.
Um triunfo para a esquerda multicultural. As minorias jamais voltarão a ser ofendidas. Basta que 20 imbecis se reúnam e mandem uma carta de protesto.
De que se queixa afinal o Daniel e a sua troupe?
Não era este o mundo que defendiam?
Um mundo onde o respeitinho pela “diversidade” impera?
Espera-se a todo o momento um mail de 23 azeitonas…
Subtil diferença: não foram cristãos a ameaçar de morte o publicitário que gizou este anúncio, enquanto empunhavam cartazes dizendo «Free Speech is a Cancer, Christianity is the Answer», que levaram a televisão a recuar, pois não? Serão, talvez, subtilezas, mas olhe que acabam por fazer toda a diferença no fim de contas.
Só vi referências a um clérigo anglicano nos dois links que disponibilizou. Está longe de ser «a hierarquia», e ainda mais de ser «a hierarquia católica». Além de que se quando há um xeque árabe a apelar à Jihad isso não pode ser considerado, segundo o que o DO diz, um apelo do Islão à guerra santa, parece-me que igual critério se devia aplicar ao cristianismo. Acrescendo que muitos - e digo muitos para não dizer praticamente todos - dos crentes anglicanos (e Católicos) discordariam desta tomada de posição: os crentes muçulmanos, a julgar pelas manifestações, e pelos ataques a igrejas num passado recente por mor de um simples desenho, não deviam estar tão longe de endossar os seus clérigos se usassem um argumentário deste tipo. Tudo detalhes, também.
Há católicos que
em lugar de também rezarem
se pôem é a rir.
Rir nunca foi proibido aos católicos. Nem a niguém, que eu saiba.
Porque os católicos não protestaram, não se ofenderam, não barafustaram, vocês ficaram danados, não foi ?
Quem protestou, foram os Protestantes (estão bem para o nome) e, mesmo assim, parece que foi só um cónego, e mais duas pessoas.
Se o anúncio foi retirado por causa de coisa tão pouca, o que é que se há de fazer?
É caso para dizer: Ils sont fous, ces Anglicains…
Quantas vezes eu rezei para ter uma vida melhor, com melhor alimentação, pelo menos igual a outros que serviram a Pátria como eu, mas só vi diferenças significativas, no último lugar estava e há-de estar sempre o pobre do feijão. Ganhei algo, porque posso dizer umas larachas, em verso,
sobre a nossa sociedade, onde cada vez mais, se notam as diferenças sociais:
LIBERDADE DE FUZO
vivia o pobre soldado,
a comer o feijão carito;
e o peixe frito ao lado,
três meses, ficou frito!
-
e deita-se ele de borco,
para esquecer refeição;
Capitão compra porco,
para comer com feijão!
-
Logo chega um avião,
é um barriga de sapo;
dá a fuzos consolação,
põem marisco no papo!
-
Foi fazer a segurança,
pobre soldado à pista;
o marisco não alcança,
só vê o peixe na lista!
-
Lá cansado se revolta,
e na liberdade tem fé;
e pró capitão se volta,
não come e fica de pé!
-
Fui Soldado e ora uso,
da liga, cruz na lapela;
ao me lembrar do fuzo,
eu triste olho para ela!
-
s’eu tivesse sido fuzo,
corria um rio no bote;
bom era meu parafuso,
mas este está fracote!?
-
que serviu a liberdade,
mal semeada em Abril;
para dizer à sociedade,
que era o cão no canil!
-
ainda hoje eu verifico,
qu’este País tem fuzos;
e estupefacto eu fico,
e passam-se parafusos!
-
Pisco
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Já vi publicidade brincar com símbolos da religião de uma forma muito mais ousada do que esta e ninguém a tirou.
Se calhar foi porque o anúncio é realmente muito mau mesmo. Então se a publicidade é a um produto que para funcionar é preciso rezar? Qualquer empresa inteligente o retiraria do ar.
Ou será que os ingleses estão cada vez a parecerem-se mais com os americanos?
O anúncio é lindo. As mulheres são lindas. Os cenários são lindos. A música tem qualquer coisa de pueril, que lembra o retorno à infância.
Infelizmente há muita gente que desperdiça os momentos do comunicação com o transcendente, pedindo coisas tão fúteis quanto estas (ou talvez não).
Vivemos em pleno capitalismo selvagem. O anúncio está feito para a sociedade global. Há mensagens subliminares…
Associa a oração a paz, beleza, paixão e esperança num futuro melhor.
Acho que o anúncio foi retirado, não por poder ser ofensivo, que na minha opinião não é, mas por ser em vez disso, uma óptima promoção do Cristianismo.
Isso sim é que, infelizmente, é politicamente incorrecto.
Eu sou católica e não me ofendi nada. Por acaso até me deu vontade de rir. Só pensei “até onde chega o disparate”.
Será que alguém vai comprar aquele produto por causa disto ?
Bem, ele há doidos para tudo …
Daniel, isto não merecia um post. Ou será que é para nos distrair da fita-cola?
Qualquer retirada do ar ou “censura” de publicidade funciona sempre em favor da propria publicidade, porque vai gerar noticias e comentários (como este post prova) e que em última analise vão reverter em favor da visibilidade dessa mesma publicidade, que de outra forma passaria bem mais despercebida.
Saibamos ver mais do que o imediato.
Quem é que usa quem aqui?
Não queiramos pintar o (ab)usado de mau da fita.
Moral e anúncios de gajas bomba - nineteen penises!
Um soez ataque à liberdade de expressão, mais uma vez sob a capa das ofensas! Ficam ofendidos? Azar! Mudem de canal!
Só diferem dos muçulmanos radicais pq não incendeiam as cidades e não se manifestam aos milhares em gritos ululantes de histeria colectiva!
Lamento que tenham vergado perante estes mentecaptos que querem controlar o que as outras pessoas veêm! Há que combater sem tréguas este obscurantismo digno da idade média!
Vá, instruam-me.
O que é de bom tom pensar aqui?
O que é que mostra mais sapiência e sensibilidade?
Não quero a minha liberdade, quero a definitiva e arquivada posição dos académicos, para fazer boa figura e parecer esperto. Atenção, a definitiva, nada da versão 3.1, que vem um vento e tem logo se corrigida com a 3.2.
A minha injustificável ignorância não me esclarece por que tem de se esconder o que ofende. Faremos de conta que não existe?
Ou basta a gente (a específica gente) indignar-se e fica tudo redimido? Tudinho? Arrumadinho?
Tenho um coração cristão que já teve as suas conversas heterodoxas com deus (ele manda-nos meter a inicial maiúscula onde mais ou menos nos convier), acho mais ofensivo para um (este, eu) que outros cristãos queiram actualizar o fanatismo da religião.
Que sei eu?
As gentes querem é motivos para berrar e arrancar cabelos.
Vamos lá, então.
Apedrejamento verbal.
Naturalmente.
Cumprimentos.
Sou mesmo rude de maneiras: ri-me como um pândego ao ver esta intolerável (como se mede a tolerância?, há uma escala?) gozação islamofóbica, desrespeitadora amoral das vítimas do 11 de Setembro:
http://www.overstream.net/view.php?oid=eouas6mgazig
… e não me arrependo…
Acho muito bem. É uma clara discriminação para com todos os cabelos feios, oleosos e “casposos”; isto já para não falar nos carecas (ooops), calvos , queria eu dizer.
Não se via nada tão controverso desde Like a Prayer. Abençoados sejam os ingleses.
o anuncio, para além de ser muito mau (so se salvam as moças =p) é suposto ter ofendido quem e porquê?
Racismo?!
http://www.youtube.com/watch?v=ICgSiczwWZA
Isso lá cos evangélicos da América até passava.
Tá a passar co Tibete, no Iraque e no Afganistão.
Há católicos que
em lugar de também rezarem
se pôem é a rir.
E lá irá do humor de deus,
nas alturas, que se estiver de
maus fígados, de certo não
há-de gostar e, sem lhe achar
graça, muito menos entender.
Mas religião, hoje, está assim
meio já sem sentido, não é?!
Eu gostava que durante a emissão dos telejornais, avisassem quando vão passar imagens de fome, guerra, feridos, mortos, violência, etc.
Anúncios, publicidade, marketing… 99% são esterco, e servem um propósito no mínimo “merdoso”, este é só mais um.
Para além disso; já todos ouvimos algumas pessoas rezarem por coisas muitíssimo graves.
Se eu fosse religioso se calhar também rezava por um cabelo como o do George Lucas… o homem envelhece e não caem 5 cabelinhos daquela cabeça… #!$#%”#&”&!!!
O Daniel, como sempre, está a raaciocinar sobre um facto a partir das suas consequências, uma falácia infantil que é contudo muito comum nesta esquerda progre.
Não sei quais as razões, mas se é pelo medo de ofender, trata-se apenas de mais um resultado obvio do marxismo cultural que o politicamente correcto vai impondo nas nossas vidas.
A acéfala defesa que certos sectores fazem da necessidade de não ofender o Islão, e os homossexuais, e os negros, e os indianos, e os gordos e os magros, e os heterossexuais e todo bicho careta “culturalmente diverso”, desemboca nisto.
Só o Daniel não percebe que ã estupidez faz ricochete e desaba sobre quem a defende.
Só os Daniéis deste mundo não percebem que a partir do momento em que tudo fazem para instalar uma cultura de medo e de respeitinho pela “diversidade”, ela tenderá a ser invocada como pretexto para tudo.
Berrar agora contra as consequências perversas daquilo que defendem, apenas revela a inanidade intelectual desta esquerda tonta.
Percebe de uma vez por todas, Daniel: a liberdade de expressão deve ser total. E andava perto disso até surgir o problema islâmico que tanto apelo ao “bom-senso” fez surgir na boca e na pena de tantos esquerdistas subitamente islamófilos.
Somos todos Hezbolah, não é?
É este o resultado, meu caro. E ainda vai ser pior.
Qq dia nem pelo nome se poderá chamar o Daniel Oliveira, pelo temor de ofender as azeitonas.
“Só diferem dos muçulmanos radicais pq não incendeiam as cidades e não se manifestam aos milhares em gritos ululantes de histeria colectiva!”
Realmente uma pequena diferença. Especialmente para quem não está no meio do incêndio.
“Só diferem dos muçulmanos radicais pq não incendeiam as cidades e não se manifestam aos milhares em gritos ululantes de histeria colectiva”
Sim, é uma diferença de nada.
Especialmente sabendo-se que a retirada do anúncio se ficou a dever ao protesto de 23 cromos.
É o ponto a que chegámos. Abrem-se as pernas aos mulahs por causa do medo da sua fúria, e fica-se sem moral para as fechar ao protestozinho de 23 palermas.
Um triunfo para a esquerda multicultural. As minorias jamais voltarão a ser ofendidas. Basta que 20 imbecis se reúnam e mandem uma carta de protesto.
De que se queixa afinal o Daniel e a sua troupe?
Não era este o mundo que defendiam?
Um mundo onde o respeitinho pela “diversidade” impera?
Espera-se a todo o momento um mail de 23 azeitonas…
Subtil diferença: não foram cristãos a ameaçar de morte o publicitário que gizou este anúncio, enquanto empunhavam cartazes dizendo «Free Speech is a Cancer, Christianity is the Answer», que levaram a televisão a recuar, pois não? Serão, talvez, subtilezas, mas olhe que acabam por fazer toda a diferença no fim de contas.
Não precisaram de se manifestar, JV. A hierarquia católica falou e o anúncio saiu. Mui mais eficaz.
Outra diferença: o anúncio saiu mesmo.
A hierarquia católica
Só vi referências a um clérigo anglicano nos dois links que disponibilizou. Está longe de ser «a hierarquia», e ainda mais de ser «a hierarquia católica». Além de que se quando há um xeque árabe a apelar à Jihad isso não pode ser considerado, segundo o que o DO diz, um apelo do Islão à guerra santa, parece-me que igual critério se devia aplicar ao cristianismo. Acrescendo que muitos - e digo muitos para não dizer praticamente todos - dos crentes anglicanos (e Católicos) discordariam desta tomada de posição: os crentes muçulmanos, a julgar pelas manifestações, e pelos ataques a igrejas num passado recente por mor de um simples desenho, não deviam estar tão longe de endossar os seus clérigos se usassem um argumentário deste tipo. Tudo detalhes, também.
Há católicos que
em lugar de também rezarem
se pôem é a rir.
Rir nunca foi proibido aos católicos. Nem a niguém, que eu saiba.
Porque os católicos não protestaram, não se ofenderam, não barafustaram, vocês ficaram danados, não foi ?
Quem protestou, foram os Protestantes (estão bem para o nome) e, mesmo assim, parece que foi só um cónego, e mais duas pessoas.
Se o anúncio foi retirado por causa de coisa tão pouca, o que é que se há de fazer?
É caso para dizer: Ils sont fous, ces Anglicains…
Isabel Coutinho e JVC
Compltemente de acordo. E digo mais; foi uma pena terem retirado o anúncio. Subliminarmente prestava um bom serviço à religião Cristã.
Quantas vezes eu rezei para ter uma vida melhor, com melhor alimentação, pelo menos igual a outros que serviram a Pátria como eu, mas só vi diferenças significativas, no último lugar estava e há-de estar sempre o pobre do feijão. Ganhei algo, porque posso dizer umas larachas, em verso,
sobre a nossa sociedade, onde cada vez mais, se notam as diferenças sociais:
LIBERDADE DE FUZO
vivia o pobre soldado,
a comer o feijão carito;
e o peixe frito ao lado,
três meses, ficou frito!
-
e deita-se ele de borco,
para esquecer refeição;
Capitão compra porco,
para comer com feijão!
-
Logo chega um avião,
é um barriga de sapo;
dá a fuzos consolação,
põem marisco no papo!
-
Foi fazer a segurança,
pobre soldado à pista;
o marisco não alcança,
só vê o peixe na lista!
-
Lá cansado se revolta,
e na liberdade tem fé;
e pró capitão se volta,
não come e fica de pé!
-
Fui Soldado e ora uso,
da liga, cruz na lapela;
ao me lembrar do fuzo,
eu triste olho para ela!
-
s’eu tivesse sido fuzo,
corria um rio no bote;
bom era meu parafuso,
mas este está fracote!?
-
que serviu a liberdade,
mal semeada em Abril;
para dizer à sociedade,
que era o cão no canil!
-
ainda hoje eu verifico,
qu’este País tem fuzos;
e estupefacto eu fico,
e passam-se parafusos!
-
Pisco