25 respostas ao post “E nem um sinal de indignação”  

  1. 1 1  Xico

    Já vi publicidade brincar com símbolos da religião de uma forma muito mais ousada do que esta e ninguém a tirou.
    Se calhar foi porque o anúncio é realmente muito mau mesmo. Então se a publicidade é a um produto que para funcionar é preciso rezar? Qualquer empresa inteligente o retiraria do ar.
    Ou será que os ingleses estão cada vez a parecerem-se mais com os americanos?

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  2. 2 2  Isabel

    O anúncio é lindo. As mulheres são lindas. Os cenários são lindos. A música tem qualquer coisa de pueril, que lembra o retorno à infância.

    Infelizmente há muita gente que desperdiça os momentos do comunicação com o transcendente, pedindo coisas tão fúteis quanto estas (ou talvez não).

    Vivemos em pleno capitalismo selvagem. O anúncio está feito para a sociedade global. Há mensagens subliminares…

    Associa a oração a paz, beleza, paixão e esperança num futuro melhor.

    Acho que o anúncio foi retirado, não por poder ser ofensivo, que na minha opinião não é, mas por ser em vez disso, uma óptima promoção do Cristianismo.

    Isso sim é que, infelizmente, é politicamente incorrecto.

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  3. 3 3  Isabel Coutinho

    Eu sou católica e não me ofendi nada. Por acaso até me deu vontade de rir. Só pensei “até onde chega o disparate”.
    Será que alguém vai comprar aquele produto por causa disto ?
    Bem, ele há doidos para tudo …

    Daniel, isto não merecia um post. Ou será que é para nos distrair da fita-cola?

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  4. 4 4  jor

    Qualquer retirada do ar ou “censura” de publicidade funciona sempre em favor da propria publicidade, porque vai gerar noticias e comentários (como este post prova) e que em última analise vão reverter em favor da visibilidade dessa mesma publicidade, que de outra forma passaria bem mais despercebida.

    Saibamos ver mais do que o imediato.
    Quem é que usa quem aqui?
    Não queiramos pintar o (ab)usado de mau da fita.

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  5. 5 5  xatoo

    Moral e anúncios de gajas bomba – nineteen penises!

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  6. 6 6  Nuno

    Um soez ataque à liberdade de expressão, mais uma vez sob a capa das ofensas! Ficam ofendidos? Azar! Mudem de canal!
    Só diferem dos muçulmanos radicais pq não incendeiam as cidades e não se manifestam aos milhares em gritos ululantes de histeria colectiva!
    Lamento que tenham vergado perante estes mentecaptos que querem controlar o que as outras pessoas veêm! Há que combater sem tréguas este obscurantismo digno da idade média!

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  7. 7 7  Luck

    Vá, instruam-me.
    O que é de bom tom pensar aqui?
    O que é que mostra mais sapiência e sensibilidade?
    Não quero a minha liberdade, quero a definitiva e arquivada posição dos académicos, para fazer boa figura e parecer esperto. Atenção, a definitiva, nada da versão 3.1, que vem um vento e tem logo se corrigida com a 3.2.
    A minha injustificável ignorância não me esclarece por que tem de se esconder o que ofende. Faremos de conta que não existe?
    Ou basta a gente (a específica gente) indignar-se e fica tudo redimido? Tudinho? Arrumadinho?
    Tenho um coração cristão que já teve as suas conversas heterodoxas com deus (ele manda-nos meter a inicial maiúscula onde mais ou menos nos convier), acho mais ofensivo para um (este, eu) que outros cristãos queiram actualizar o fanatismo da religião.
    Que sei eu?
    As gentes querem é motivos para berrar e arrancar cabelos.
    Vamos lá, então.
    Apedrejamento verbal.

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  8. 8 8  A.N.(A.)

    Naturalmente.
    Cumprimentos.

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  9. 9 9  Luck

    Sou mesmo rude de maneiras: ri-me como um pândego ao ver esta intolerável (como se mede a tolerância?, há uma escala?) gozação islamofóbica, desrespeitadora amoral das vítimas do 11 de Setembro:

    http://www.overstream.net/view.php?oid=eouas6mgazig

    … e não me arrependo…

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  10. 10 10  Eric Blair

    Acho muito bem. É uma clara discriminação para com todos os cabelos feios, oleosos e “casposos”; isto já para não falar nos carecas (ooops), calvos , queria eu dizer.

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  11. 11 11  Arquiduquesa de Grayskull

    Não se via nada tão controverso desde Like a Prayer. Abençoados sejam os ingleses.

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  12. 12 12  Rafael Ortega

    o anuncio, para além de ser muito mau (so se salvam as moças =p) é suposto ter ofendido quem e porquê?

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  13. 13 13  Pedro
  14. 14 14  simon

    Isso lá cos evangélicos da América até passava.

    Tá a passar co Tibete, no Iraque e no Afganistão.

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  15. 15 15  simon

    Há católicos que
    em lugar de também rezarem
    se pôem é a rir.
    E lá irá do humor de deus,
    nas alturas, que se estiver de
    maus fígados, de certo não
    há-de gostar e, sem lhe achar
    graça, muito menos entender.

    Mas religião, hoje, está assim
    meio já sem sentido, não é?!

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  16. 16 16  Besugo

    Eu gostava que durante a emissão dos telejornais, avisassem quando vão passar imagens de fome, guerra, feridos, mortos, violência, etc.

    Anúncios, publicidade, marketing… 99% são esterco, e servem um propósito no mínimo “merdoso”, este é só mais um.

    Para além disso; já todos ouvimos algumas pessoas rezarem por coisas muitíssimo graves.

    Se eu fosse religioso se calhar também rezava por um cabelo como o do George Lucas… o homem envelhece e não caem 5 cabelinhos daquela cabeça… #!$#%”#&”&!!!

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  17. 17 17  Lidador

    O Daniel, como sempre, está a raaciocinar sobre um facto a partir das suas consequências, uma falácia infantil que é contudo muito comum nesta esquerda progre.

    Não sei quais as razões, mas se é pelo medo de ofender, trata-se apenas de mais um resultado obvio do marxismo cultural que o politicamente correcto vai impondo nas nossas vidas.
    A acéfala defesa que certos sectores fazem da necessidade de não ofender o Islão, e os homossexuais, e os negros, e os indianos, e os gordos e os magros, e os heterossexuais e todo bicho careta “culturalmente diverso”, desemboca nisto.

    Só o Daniel não percebe que ã estupidez faz ricochete e desaba sobre quem a defende.

    Só os Daniéis deste mundo não percebem que a partir do momento em que tudo fazem para instalar uma cultura de medo e de respeitinho pela “diversidade”, ela tenderá a ser invocada como pretexto para tudo.

    Berrar agora contra as consequências perversas daquilo que defendem, apenas revela a inanidade intelectual desta esquerda tonta.

    Percebe de uma vez por todas, Daniel: a liberdade de expressão deve ser total. E andava perto disso até surgir o problema islâmico que tanto apelo ao “bom-senso” fez surgir na boca e na pena de tantos esquerdistas subitamente islamófilos.
    Somos todos Hezbolah, não é?

    É este o resultado, meu caro. E ainda vai ser pior.
    Qq dia nem pelo nome se poderá chamar o Daniel Oliveira, pelo temor de ofender as azeitonas.

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  18. 18 18  Lidador

    “Só diferem dos muçulmanos radicais pq não incendeiam as cidades e não se manifestam aos milhares em gritos ululantes de histeria colectiva!”

    Realmente uma pequena diferença. Especialmente para quem não está no meio do incêndio.

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  19. 19 19  Lidador

    “Só diferem dos muçulmanos radicais pq não incendeiam as cidades e não se manifestam aos milhares em gritos ululantes de histeria colectiva”

    Sim, é uma diferença de nada.
    Especialmente sabendo-se que a retirada do anúncio se ficou a dever ao protesto de 23 cromos.

    É o ponto a que chegámos. Abrem-se as pernas aos mulahs por causa do medo da sua fúria, e fica-se sem moral para as fechar ao protestozinho de 23 palermas.

    Um triunfo para a esquerda multicultural. As minorias jamais voltarão a ser ofendidas. Basta que 20 imbecis se reúnam e mandem uma carta de protesto.
    De que se queixa afinal o Daniel e a sua troupe?
    Não era este o mundo que defendiam?
    Um mundo onde o respeitinho pela “diversidade” impera?
    Espera-se a todo o momento um mail de 23 azeitonas…

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  20. 20 20  JV

    Subtil diferença: não foram cristãos a ameaçar de morte o publicitário que gizou este anúncio, enquanto empunhavam cartazes dizendo «Free Speech is a Cancer, Christianity is the Answer», que levaram a televisão a recuar, pois não? Serão, talvez, subtilezas, mas olhe que acabam por fazer toda a diferença no fim de contas.

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  21. 21 21  Daniel Oliveira

    Não precisaram de se manifestar, JV. A hierarquia católica falou e o anúncio saiu. Mui mais eficaz.
    Outra diferença: o anúncio saiu mesmo.

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  22. 22 22  JV

    A hierarquia católica

    Só vi referências a um clérigo anglicano nos dois links que disponibilizou. Está longe de ser «a hierarquia», e ainda mais de ser «a hierarquia católica». Além de que se quando há um xeque árabe a apelar à Jihad isso não pode ser considerado, segundo o que o DO diz, um apelo do Islão à guerra santa, parece-me que igual critério se devia aplicar ao cristianismo. Acrescendo que muitos – e digo muitos para não dizer praticamente todos – dos crentes anglicanos (e Católicos) discordariam desta tomada de posição: os crentes muçulmanos, a julgar pelas manifestações, e pelos ataques a igrejas num passado recente por mor de um simples desenho, não deviam estar tão longe de endossar os seus clérigos se usassem um argumentário deste tipo. Tudo detalhes, também.

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  23. 23 23  Isabel Coutinho

    Há católicos que
    em lugar de também rezarem
    se pôem é a rir.

    Rir nunca foi proibido aos católicos. Nem a niguém, que eu saiba.
    Porque os católicos não protestaram, não se ofenderam, não barafustaram, vocês ficaram danados, não foi ?
    Quem protestou, foram os Protestantes (estão bem para o nome) e, mesmo assim, parece que foi só um cónego, e mais duas pessoas.
    Se o anúncio foi retirado por causa de coisa tão pouca, o que é que se há de fazer?
    É caso para dizer: Ils sont fous, ces Anglicains…

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  24. 24 24  Isabel

    Isabel Coutinho e JVC

    Compltemente de acordo. E digo mais; foi uma pena terem retirado o anúncio. Subliminarmente prestava um bom serviço à religião Cristã.

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  25. 25 25  José Silva

    Quantas vezes eu rezei para ter uma vida melhor, com melhor alimentação, pelo menos igual a outros que serviram a Pátria como eu, mas só vi diferenças significativas, no último lugar estava e há-de estar sempre o pobre do feijão. Ganhei algo, porque posso dizer umas larachas, em verso,
    sobre a nossa sociedade, onde cada vez mais, se notam as diferenças sociais:
    LIBERDADE DE FUZO
    vivia o pobre soldado,
    a comer o feijão carito;
    e o peixe frito ao lado,
    três meses, ficou frito!
    -
    e deita-se ele de borco,
    para esquecer refeição;
    Capitão compra porco,
    para comer com feijão!
    -
    Logo chega um avião,
    é um barriga de sapo;
    dá a fuzos consolação,
    põem marisco no papo!
    -
    Foi fazer a segurança,
    pobre soldado à pista;
    o marisco não alcança,
    só vê o peixe na lista!
    -
    Lá cansado se revolta,
    e na liberdade tem fé;
    e pró capitão se volta,
    não come e fica de pé!
    -
    Fui Soldado e ora uso,
    da liga, cruz na lapela;
    ao me lembrar do fuzo,
    eu triste olho para ela!
    -
    s’eu tivesse sido fuzo,
    corria um rio no bote;
    bom era meu parafuso,
    mas este está fracote!?
    -
    que serviu a liberdade,
    mal semeada em Abril;
    para dizer à sociedade,
    que era o cão no canil!
    -
    ainda hoje eu verifico,
    qu’este País tem fuzos;
    e estupefacto eu fico,
    e passam-se parafusos!
    -
    Pisco

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