Por Pedro Sales
Clicar na imagem para aumentar. Gráfico efectuado por Td Architects, Holanda.
1989. As imagens da esfuziante alegria com que o Muro ia sendo derrubado transportaram, por todo o mundo, uma poderosa promessa de liberdade e emancipação. 20 anos passados, sabemos que a liberalização económica chegou aonde a liberdade política ainda não passa de uma discreta miragem e que, num mundo onde a circulação de capitais marca o dia-a-dia da economia, os países industrializados se fecharam em muros e barreiras para impedir que o resto do planeta se sente à sua mesa.
O site da BBC apresenta uma lista com os 12 muros e barreiras que permanecem de pé, ou foram criados, depois do ano que fechou o século XX.
29 comentários 9 Nov 09 em Queda do Muro




Vou buscar a picareta. Por onde começamos?
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Como Portuguess e Lisboeta quero dizer que esse mapa tem alguns erros grosseiros.
Veja-se por exemplo que Lisboa não aparece nessa lista como sendo uma cidade com boa qualidade de vida, o que é mentira.
Lisboa está no Lugar 44 com os mesmos pontos de washington, Chicago e o Osaka e à frente de Madrid e Nova York .
O seu a seu dono.
http://www.mercer.com/referencecontent.htm?idContent=1173105
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Parafraseando o Jack, the world has walls, and those walls are guarded by men with guns… ou algo assim.
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As futuras invasões bárbaras ?
As outras e estas foram mais migrações do que batalhas.
Será que se aprendeu alguma coisa ?
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Curioso serem só nos países desenvolvidos!
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E não sabemos todos que o Muro de Berlim é/era um ínfimo muro entre tantos? Era talvez o mais mediático e, por isso, sucumbiu naquela onda de clamorosa liberdade. Um muro apenas…
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Há quem se queira sentar à mesa com capitalistas, Pedro?
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abaixo com eles.
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Não sabia que Botswana, Zaire, Marrocos, Paquistão e Irão já eram países desenvolvidos…
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Zimbabwe em vez de Zaire…
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Ai eles querem sentar-se à nossa mesa??? e que tal trabalharem para ficarem com uma mesa igual à nossa?? se calhar não era má ideia não acha Pedro?? É incrível a leviandade com que se fala destas questões… escusado será dizer que isto de “nossa” é da Europa que se está a falar porque Portugal está a milhas desta suposta fartura.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 9th, 2009 at 18:27
Panzermayer, acho excelente. Espero que esteja preparado para pagar um preço pelo petróleo e pelas matérias primas bem mais alto. E aí verá como elas doem.
“nos 27 anos em que se manteve o muro em Berlim houve 79 mortes das quais foi dada informação uma após outra até à saciedade: eram “vítimas do comunismo”. Entre 1989 e 2007 foram mortos, que se saiba, 15.000 imigrantes ao enfrentarem as fronteiras europeias” (in Muros ruidosos, Muros silenciosos)
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 9th, 2009 at 18:53
xatoo, começou aquela exercício um pouco pronográfico de “os teus assassinos são mais assassinos que os meus”. E que tal homenagear as vitimas de uns e de outros, com igual empenho, em vez de usar a morte de uns para desculpar as dos outros?
xatoo,
#13
O senhor é mesmo xatoo.
Mas Daniel de Oliveira em #14 escreveu aquilo que eu iria comentar.
Porra, reconheça que todos temos razões para celebrara a queda deste muro.
E de outros que, inevitavelmente, virão a cair.
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#12 Daniel Oliveira
Não concordo o Panzermayer mas a lógica da sua resposta ilude-me.
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Australias Northtern Approach??
Schengen Country?? WTF? lol
Gronelândia? Os esquimós vivem assim tão bem?
Depois qual é o critério usado para a riqueza?
- o PIB? (por exemplo a china é o 4º maior, o Brazil o 8º e a Russia o 9º)
- o PIB per capita? (o Qatar é o 1º na lista o FMI…)
Enfim… suponho que o valor do mapa é mais pelo simbolismo que pela exactidão cientifica.
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14 Daniel Oliveira
não quer de todo entender que não se está a falar de mortos, mas sim do confronto entre dois pesos e duas medidas para os métodos de propaganda e de encobrimento. (“vitimas do comunismo” vs vitimas das sequelas do colonialismo)
No caso da Europa até nem se trata de nenhum Muro que barra a fronteira; para já não falar de outro, bem mais importante, que é o muro interno das desigualdades sociais; e este é intransponivel dentro do paradigma liberal-capitalista que V. advoga
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“é o muro interno das desigualdades sociais; e este é intransponivel dentro do paradigma liberal-capitalista que V. advoga”
Xatoo,
O muro das desigualdades sociais e’ intransponivel ate hoje dentro de qualquer paradigma predominante que tenha havido. E o Daniel nao defende nenhum paradigma liberal-capitalista, nunca defendeu nem nunca defendera. Nao e’ nada correcto que diga uma coisa dessas.
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O que interessa nestes muros é: quais são os que são para impedir a saída e quais são os que são para impedir a entrada? É que a finalidade não é a mesma…
Assim de repente, para impedir a saída, só mesmo o caso coreano. De resto, são só para impedir a entrada… não se impede a saída.
Muros muito diferentes do de Berlim.
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A cerca de arame farpado entre o Botsuana e o Zimbabué era um pouco de outro filme, já que o que norteou a sua construção foram sucessivas epidemias bovinas e afins, vindas do país desse maluco insanitário chamado Mugabe, que deixavam os pastores botsuanenses na miséria. Todavia, dada a relativa prosperidade económica do Botsuana e o descalabro do Zimbabué, há zimbabuanos a invocar que o que Gaborone pretende é impedir a entrada de refugiados. Ainda não percebi se isso tem algum fundamento, já que aquela rede não é nenhum muro de Berlim: tem descontinuidades, e é tão guardada como qualquer fronteira ali da zona, ou menos ainda. Se há prejudicados certos, serão os gnus da Namíbia, África do Sul e do próprio Botsuana, que não conseguem completar a migração para norte por causa daquela rede, sofrendo de subnutrição acentuada, com as respectivas doenças e mortes associadas.
Pelo contrário, do ponto de vista da protecção da vida selvagem, o «muro» que divide as Coreias é uma bênção! Aquela coisa é tão larga e despovoada que se transformou num santuário para várias espécies ameaçadas, como tigres, ursos e o fabuloso grou de pescoço branco, de que restam menos de 5000 aves no mundo, e tem ali talvez a sua última hipótese de escapar à extinção. É daquelas coisas chatas: acabar com aquela vergonha para a humanidade poderá ser uma catástrofe ecológica. Ou talvez não, se houver juízo.
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“nos 27 anos em que se manteve o muro em Berlim houve 79 mortes das quais foi dada informação uma após outra até à saciedade: eram “vítimas do comunismo”. Entre 1989 e 2007 foram mortos, que se saiba, 15.000 imigrantes ao enfrentarem as fronteiras europeias”
“E que tal homenagear as vitimas de uns e de outros, com igual empenho, em vez de usar a morte de uns para desculpar as dos outros?”
O Daniel e o xatoo estão bem um para o outro. Pelos vistos ambos acreditam que o número de mortos a tentar atravessar o muro foi de 79.
Depois, um guarda fronteiriço que abate a tiro alguém que tenta atravessar um muro porque tem a família do outro lado tem uma culpa equivalente à de um guarda que está a centenas de kilómetros de um indivíduo que morre porque tenta atravessar o mar numa casca de noz e apanha uma tempestade.
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Que muro é esse do Shengen? Passei lá e não vi muro nenhum.
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Qualquer dia nem as prisões têm muros, basta convencer os presos a não fugirem.
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The Studio supõe que:
“um guarda fronteiriço que abate a tiro alguém que tenta atravessar um muro, etc,etc”
porém, ao contrário
as pessoas passavam normalmente na sua vida quotidiana de um lado para o outro. Havia linhas de metro comuns aos dois lados.
O musicólogo Mário Vieira de Carvalho viveu em Berlim entre 1979 e 1984. Circulou entre os dois lados praticamente todos os dias.
Não podem dizer que fui eu que inventei isto. Está escrito na revista Pública do último domingo
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“O que interessa nestes muros é: quais são os que são para impedir a saída e quais são os que são para impedir a entrada? É que a finalidade não é a mesma…
Assim de repente, para impedir a saída, só mesmo o caso coreano.”
Só este? E o bloqueio à saída dos norte-americanos que os impedem de visitar Cuba? Este muro até precede de um ano o de Berlim e continua de pé?
Afinal parece-me haver por aqui gente muito selectiva quanto aos direitos dos povos de viajaram. Que acham que uns têm esses direitos e outros não. Quando encabeçarem movimentos, petições ou qualquer acção de luta pelo direito dos norte-americanos viajarem até Cuba terão autoridade para falar. Até lá…
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“…os países industrializados se fecharam em muros e barreiras para impedir que o resto do planeta se sente à sua mesa”
Isto assim em abstracto e “lá longe” é muito fácil e bonito. E que tal começarem por cá, no concreto?
Quem está disposto a abrir as portas das suas casas (e das contas bancárias, já agora) para que os excluídos (forçados e voluntários) se sentem à sua mesa e usem o que é vosso?
Transponham para a realidade do dia-a-dia essa teoria abstracta. Partilhem as vossas casas, bens e posses com quem queira e precisa (que infelizmente são muitos), sejam eles 30 ou 40. Assim poderemos todos aprender com o exemplo e ver que afinal é possível. E que não é apenas retórica ideológica.
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Terá sido por acaso que a BBC se esqueceu do muro de Belfast? É como o costume é mais fácil ver o argueiro no olho do vizinho
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é perfeitamente normal que o mundo ocidental, a nossa civilização, não esquecer, se queira defender da invasão das tais nações pseudo-emergentes, onde o estadó é rico e a população miseravel. como angola por exemplo, que nunca deveria ter sido independente
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