Por Pedro Sales
Vale a pena ler e ver o extenso dossier que o Esquerda.net dedica aos 20 anos da queda do muro de Berlim. Destaque para os artigos de Carlos Santos Pereira (com o contexto histórico desse ano louco) e Francisco Louçã, relembrando que mais difícil que julgar é compreender. É possível encontrar ainda uma fotogaleria com os grafittis do Muro e uma conta twitter que vai fazendo o relato, em “tempo real”, dos acontecimentos que marcaram os dias 9 e 10 de Novembro de 1989.
5 comentários 9 Nov 09 em Queda do Muro



É curioso verificar que “O tempo das cerejas” passa ao lado do Muro, há uma linha moderada no PCP que não se exprime para fora, cumpre à risca o “centralismo democrático”
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Sim, vale a pena ler, não exactamente pelas mesmas razões que o Pedro Sales acha que vale a pena ler.
É qur algumas destas pessoas que agora condenam o comunismo foram (algumas ainda são) comunistas à séria, negavam taxativamente todas as evidências de um regime brutal nos países de leste, ao mesmo tempo que fazem discursos que destilam ódio contra os regimes democráticos do ocidente.
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a concisão dos grafittis, eis o “argumento” dos ideólogos que pactuam com a demolição de todo um sistema em prejuizo da sua regeneração democrática. De facto pactuam com uma guerra de conquista. Basta olhar para o mapa em 1989 e em 2009…
“Em 9 de Novembro em Berlim, sem um único disparo, o imperialismo reconquistou apenas numa noite aquilo que com todas as suas armas nucleares não tinha podido conquistar em 44 anos: o território do país mais avançado do Socialismo do século XX. A importância histórica deste acontecimento pode-se comparar com a Tomada da Bastilha na Revolução Francesa que iniciou o derrube do “ancien régime” a nivel francês, consumado posteriormente a nivel europeu pela espada de Napoleão, o “general-gerente” da burguesia europeia. E com o controlo da Europa, o capitalismo tinha assegurado a conquista do globo” (Hans Dietrich)
Fica a pergunta: para já não mencionar os cidadãos da principal potência que fornece a parafernália bélica, apesar dos vultuosos negócios do keynesianismo militar que sustentam a expansão, vivem hoje os Europeus qualitativamente melhor com o produto da conquista de influência territorial?
avaliando pelo que já se viu desde a crise do Iraque que dividiu a Europa em duas, mas onde entretanto os neocons já restabeleceram a (des)Ordem; prevendo o agravamento do que aí ainda mais virá,, se a história se repete primeiro como tragédia, aquilo que se repetiu em 1989 como farsa foi o principio de uma tragédia com consequências ainda mais terriveis que a tragédia original.
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Eu acho uma certa piada ver o Francisco Louça cavalgar a onda anti comunista. A sério que acho.
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Hoje celebra-se o fim do comunismo na Europa.
20 anos depois ainda existe com saudades. Agora percebo porque Salazar ganhou a votação do maior Português de sempre.
“O séc. XX ficará marcado na história europeia por duas Guerras Mundiais, pelo fascismo e pelo comunismo. Enquanto a Europa Ocidental se recompunha da Segunda Grande Guerra e dava início à construção da UE, baseada na democracia e na abertura dos mercados, os países da Cortina de Ferro continuavam sujeitos aos regimes comunistas.”
“De acordo com o eurodeputado húngaro György Schöpflin (PPE-DE), “o Ocidente encara esta questão como irrelevante, uma vez que interfere com os negócios do dia-a-dia e considera que os crimes comunistas são menos importantes do que os crimes nazis”. Para Schöpflin, isto dá origem a um “sentimento de injustiça” e “compromete as relações Este-Oeste”.
Camilla Andersson, do Instituto para a Informação sobre os Crimes do Comunismo, apresentou os resultados de uma sondagem nacional realizada na Suécia junto de jovens estudantes com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos. O estudo pretendia avaliar os conhecimentos destes jovens sobre os crimes do comunismo. De acordo com a sondagem, 90% dos jovens nunca ouviram falar do Gulag, apesar de 95% conhecerem bem o Holocausto, e 40% dos jovens inquiridos consideram que o comunismo contribui para a prosperidade no mundo.
“Foram mortas mais de 10.000 pessoas pela Securitate, sem qualquer sentença condenatória e, entre o milhão de prisioneiros políticos, mais de 10% foram mortos durante a detenção”. São palavras de Marius Oprea, do Instituto para a Investigação dos Crimes do Comunismo”, sobre a situação da Roménia. Oprea defende a atribuição de pensões especiais às famílias das vítimas.
Em representação do Centro Hannah Arendt, na Bulgária, Vasil Kadrinov sublinhou que 70 membros do parlamento búlgaro são ex-membros da Segurança do Estado, o mesmo sucedendo com um deputado búlgaro ao Parlamento Europeu. “Se eu vos dissesse ser um antigo membro da Gestapo, vocês atirar-me-iam do edifício abaixo”, afirmou, referindo-se às diferentes percepções existentes sobre os dois regimes.”
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