A vitória da contra-revolução no leste europeu traduziu-se numa enorme tragédia para os povos da região. O capitalismo triunfante impôs tremendas “terapias de choque” cujo efeito económico e social foi devastador.
Em poucos meses, milhões de pessoas foram lançadas no desemprego; sectores inteiros da economia foram abatidos ou abochanhados pelo grande capital estrangeiro e por novas classes dirigentes locais; destruíram-se sistemas públicos de saúde, ensino e segurança social.
O PIB dos países ex-socialistas caiu vertiginosamente, nalguns casos para menos de metade dos níveis de 1989.
A riqueza existente passou a ser distribuída de forma drasticamente desigual.
A queda dramática dos níveis de vida de vastas camadas da população reflectiu-se no aumento em flecha da pobreza e mesmo miséria extrema, da emigração em massa, da prostituição, toxicodependência e outros flagelos – que, por sua vez, são fonte de lucros chorudos que alimentam o sistema financeiro internacional.
A dimensão da catástrofe social que acompanhou a restauração do capitalismo reflectiu-se num facto inédito em tempos de paz: a quebra na população e na esperança de vida, nalguns desses países.
É esta a realidade que o Arrastão agora comemora de forma tão efusiva, juntamente com o grande capital internacional – o principal obreiro e beneficiário da tragédia humana que acompanhou os 20 anos de restauração do capitalismo a leste.
Estes acontecimentos de há 20 anos que são, mais uma vez, utilizados para difundir as teorias do “fim do comunismo” e do “triunfo do capitalismo” são inseparáveis do enorme ataque aos direito e às condições de vida dos trabalhadores e dos povos, em curso a nível global.
Na nova correlação de forças mundial criada após 1989, as “terapias de choque” do neoliberalismo foram generalizadas a todo o planeta.
A globalização imperialista provocou um dramático retrocesso nas condições de vida de muitos milhões de seres humanos.
Numa corrida para o abismo, a destruição das condições de vida impostas a uns é utilizada como chantagem para justificar a destruição das condições de vida de outros.
Em nome da “competitividade” agravaram-se drasticamente as desigualdades entre pobres e ricos, a exploração e a opressão de grandes massas de trabalhadores.
Países e regiões inteiras são submetidos a uma autêntica pilhagem.
O desemprego – gigantesco flagelo social e ataque frontal à liberdade e à vida de milhões de homens e mulheres em todo o mundo – é a marca indelével de um sistema injusto que estas “comemorações” tentam mitigar, integrando-se assim na campanha mundial de reabilitação do capitalismo face à crise em que está mergulhado e de reescrita revanchista da História do Século XX e do papel libertador que nela tiveram os comunistas.
Desconfio sempre, quando os meus adversários politicos comemoram estas efemérides, faz-me lembrar uma vez que entrei numa igreja e reparei que o Santana lopes também lá estava, e disse para mim, um dos dois está aqui a mais.
A queda do muro de Berlim simbolizou por um lado a reaproximação de povos irmãos, cuja separação não fazia sentido, além disso, terminou com regimes autoritários em que a liberdade era algo de proibido. No entanto, o capitalismo que se seguiu, traduzido em neoliberalismo acabou por lançar milhões de seres humanos no desemprego, na miséria, em nome do enriquecimento de algumas pessoas- meia dúzia – e de grupos económicos. Não existem sistemas perfeitos, mas um dia poderá surgir um sistema mais perfeito do que os que vigoraram no passado ou do que o capitalismo neoliberal actual e esse sistema sairá ou terá por base o socialismo e nunca o capitalismo que ignora o ser humano, reduzindo-o a números e exalta apenas o dinheiro e o poder.
O capitalismo pode mesmo conduzir-nos à destruição do planeta e da humanidade, dado que apenas o dinheiro interessa, as pessoas têm de se limitar a servir o dinheiro e a natureza apenas serve para aumentar o capital de meia-dúzia.
Sendo a RDA um “paraíso”, porque se assistiu, ao longo de 28 anos, às dramáticas fugas sobre o muro, que “normalmente”, terminavam em assassínios pela Stasi,(a Gestapo… “democrática”!!!!!!), e ao êxodo de milhões de alemães orientais (antes da construção do “muro da vergonha” foram “só” três milhões e meio !).
E depois, quando Shabovsky, cometeu aquela “argolada” de dizer que a liberdade de saír, era “imediata”, porque testemunhámos aquela avalanche irreprimível e eufórica ?
Estariam os alemães orientais, assim tão cansados do caquético Honecker, da sua “amada” Stasi, cansados enfim, de tanta “felicidade” ?
E, já agora, sr. Leo, que fala na “enorme tragédia dos Povos da região”, e na “dimensão da catástrofe social”, poderá também dissertar, por favôr, sobre Estaline e os “seus” milhares (ou milhões ?) de operários e camponeses assasinados, dos Gulags, do Pacto de não agressão Germano-Soviético em 1939, que o “Kamerade” Hitler, violou em 1941, das selváticas invasões da Hungria em 1956 (cerca de 20.000 húngaros mortos), e da
Checoeslováquia em 1968 ?
Foi esse o “papel libertador dos comunistas soviéticos” ?
Ou estes FACTOS, são para varrêr para o “caixote do lixo” da História ?
Todo o discurso que produz, não passa de velhas e gastas frases feitas, da velha e gasta cassete, que já todos ouvimos até à exaustão !
A vitória da contra-revolução a Leste é também inseparável da outra face da moeda da globalização imperialista – a guerra e o militarismo.
A palavra paz será mil vezes repetida nos discursos destas “comemorações”, mas nada será dito sobre os processos que estão em curno na NATO para aprofundar o seu carácter agressivo nem sobre a acelerada militarização na União Europeia.
O imperialismo aproveitou-se da nova correlação de forças mundial criada com o desaparecimento da URSS e outros países socialistas para lançar uma ofensiva violenta visando impor a sua hegemonia planetária.
Centenas de milhar de mortos e milhões de feridos, desalojados e refugiados – do Iraque ao Líbano e aos Balcâs, do Afeganistão à Palestina – são o saldo da cruzada de guerra que ilustra bem a natureza agressiva e assassina do imperialismo.
A guerra é acompanhada pelas limitações da liberdade, pela tortura, pelos campos de concentração e prisões secretas à margem de qualquer legalidade, pelos assassinatos selectivos ou indiscriminados.
Esta é a verdadeira face do capitalismo, que as classes dominantes e o Arrastão celebram hoje com entusiasmo.
Leo,
Olhe, eu vejo a questão duma maneira diferente, ao contrário até. Pessoalmente acho que foi o falhanço da URSS que nos lixou a todos e que é responsável pela corja de neoliberais/neoconservadores que nos caiu em cima. Não foi a vitória da contra-revolução mas a auto-destruição e implosão da sociedade e economia comunistas, porque implementaram um “socialismo” “À MANEIRA CZARISTA”. A brutalidade da opressão era a mesma, a falta de liberdade a mesma, a depressão colectiva a mesma, só que os mujiques passaram a ter comida, abrigo, escolas e hospitais, outros senhores e outra doutrina; os novos czares continuaram a competir com os primos do Oeste, só que em vez de arte, ostentação e ovinhos Fabergé esbanjaram em programas espaciais e armamento.
Uma sociedade forte, com valores socialistas fortes, criadora de uma economia assente na produção de bens de qualidade para benefício de todos nunca teria caído tão facilmente, tão depressa e de uma forma tão caótica. Aquela sociedade de várias gerações nascidas e “educadas” depois da revolução de 17 – foram 70 anos, caramba, é muito tempo! – provou quão ocos foram aqueles “valores socialistas” e aquela economia que nunca produziu nada de qualidade. Só aparato e verborreia. Propaganda.
A “queda do muro” foi acompanhada pela queda das amarras que condicionavam o funcionamento do sistema capitalista.
Mas 20 anos de “liberdade” para o grande capital trouxeram ao planeta a maior crise económica dos últimos 80 anos, com o seu cortejo de sofrimento e miséria.
Uma crise que é enfrentada com uma clara marca de classe: milhares de milhões de subvenções estatais para os banqueiros e capitalistas responsáveis pela crise; desemprego e miséria para quem vive do seu trabalho.
Uma crise da qual o grande capital vai procurar sair através de um novo e brutal agravamento das condições de vida da grande maioria da população e, com grande probabilidade, através de novas e maiores guerras.
A angústia, incerteza e medo que a esmagadora maioria da população sente hoje em relação ao seu futuro não pode ser separada dos acontecimentos de há 20 anos que hoje são comemorados por governos e por parlamentos e convenientemente ampliados pelos media dominantes.
Mas as “comemorações de regime” q que hoje assistimos dizem mais sobre o presente do que sobre o passado.
A campanha mundial que a propósito da abertura do muro de Berlim se desenvolve essencialmente contra uma ideologia, contra os Partidos Comunistas e contra a luta dos trabalhadores e dos povos pela sua real emancipação e pela sua real liberdade, revela, por si, as contradições, limites e profundas dificuldades do sistema que as “comemorações” procuram apresentar, mais uma vez, como o final da história da humanidade.
Se hoje, 20 anos depois, recrudesce com tanta violência o anti-comunismo, a revisão e falsificação históricas, a intimidação e as perseguições e restrições à liberdade, os ataques à democracia, a promoção de velhos e novos fascismos, é porque o grande capital não se sente seguro.
É porque o grande capital teme a resistência, luta e revolta dos povos.
É porque, longe do triunfalismo e euforia de há 20 anos, percebeu já que se torna mais clara para grandes massas a natureza agressiva e exploradora do seu sistema sócio-económico que, na corrida desenfreada pelo lucro, não só é incapaz de resolver os grandes problemas da humanidade e do planeta, como é o principal factor do seu agravamento.
É porque sabe que cresce a resistência e luta dos povos e trabalhadores. da América Latina ao Médio Oriente, na Ásia e na Europa.
É porque sabe que os comunistas são os principais organizadores da resistência e luta e são os portadores da alternativa de sistema ao capitalismo.
P capitalismo quer intimidar e reprimir, para continuar a explorar e dominar.
Mas, como a realidade demonstra hoje com particular evidência, o futuro da humanidade não está nas contra-revoluções que há 20 anos varreram o Leste europeu.
O futuro pertence ao sistema que irá derrotar e substituir o capitalismo: o socialismo, cujas portas foram abertas pela Revolução de Outubro, faz agora 93 anos.
A sua constatação está certíssima, só peca numa coisa. Você continua a acreditar no ideal comunista, e está mais do que provado que ele não existe. É um mito urbano !
Cecília: deixo-lhe o conselho de Georges Gastaud:
“OS POVOS DE LESTE FIZERAM UMA EXPERIÊNCIA HISTÓRICA DE MASSAS: ESCUTEMO-LOS!
E, antes do mais, escutemos os povos de leste; não esses anticomunistas profissionais que ousam falar em nome dos seus respectivos povos depois de os ter devorado e arruinado, mas os trabalhadores, os camponeses, os reformados da Rússia e da RDA, da Hungria, da Roménia, etc., que viveram e avaliaram na sua vivência quotidiana a restauração capitalista mascarada de «democratização»: porque, feita a experiência, e sem ter esquecido de modo algum as repressões arbitrárias e os aspectos burocráticos que em graus muito diversos caracterizaram a época precedente, os povos fazem o balanço; comparam os «méritos» do euro-capitalismo (pauperização galopante das massas, enriquecimento fabuloso das máfias) a essas conquistas bem reais do socialismo que se chamaram pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana. É o regresso racionalizado do socialismo nas memórias, atestado por todas as sondagens realizadas na RDA, na Hungria ou na Rússia, e ainda melhor nessa sondagem continental de grande envergadura que viu há pouco tempo os povos de leste a boicotar ainda mais maciçamente do que os povos do ocidente essas eleições europeias por ocasião das quais o Partido Maastrichtiano Único convoca periodicamente o bom povo a «escolher livremente» entre a versão da direita e a variante de «esquerda» da clique social e do declínio nacional…
SAIR DO ANTICOMUNISMO PARA CHEGAR ARUPTURA PROGRESSISTA
Sair do anticomunismo permitiria finalmente aos progressistas pensar de forma consequente a ruptura revolucionária indispensável para triunfar da sarko-«ruptura» thatchero-fascizante; libertos do complexo contra-revolucionário que lastra o seu pensamento, refreia a sua acção e impede a sua reorganização, os verdadeiros progressistas poderiam finalmente compreender e clamar que é preciso tirar a França do triturador europeu que a mata e a desnatura, que é preciso extrair a 100% a humanidade dum sistema capitalista que apenas cria riqueza «esgotando a Terra e o trabalhador» (Marx). Para toda a humanidade trabalhadora, o que está em jogo é sair a tempo deste «fim da história universal» que a mundialização contra-revolucionária pode transformar a todo o momento, se não for impedida a tempo por novas revoluções, na história universal do fim.
“1989!”, clama a reacção festejando a contra-revolução anticomunista e antijacobina que julga eterna: “17 e 89!”, responderão os herdeiros de Gavroche e de Guy Moquet, decididos a triunfar tanto dos Brancos como dos Castanhos de todos os países, coligados em vão para emparedar as Luzes!”
As “limitaçõesda liberdade, a tortura, os campos de concentração, as prisões secretas à margem de qualquer legalidade, os assassinatos selectivos ou indiscriminados”, que condena, não se passaram também no tempo do imperalismo soviético, com a sua “natureza agressiva e assassina”?
E o melhor da Intelectualidade, dos Escritores, Artistas, Músicos soviéticos, amordaçados por um “matacão com olhos” chamado Estaline e pela clique corrupta e cheia de privilégos e mordomias “capitalistas e burguesas”, (desde “dachas” a carros de luxo !) que o rodeavam, essa Intelectualidade que, se não podia emigrar (fugir, é o termo mais adequado) para o Ocidente, era enviada para os Gulags “para reeducação”?
E a guerra no Afeganistão, que a URSS foi obrigada a abandonar, com o “rabo entre as pernas” ?
Mas esta também não é a verdadeira face do comunismo, cujo fim, os dele saudosos, lamentam e choram hoje, com grande desgosto ?
“No dia em que se comemoram os 20 anos sobre a queda do Muro de Berlim, uma sondagem conclui que os alemães de Leste consideram que a reunificação não foi consumada e que a esmagadora maioria sentia-se bem na antiga Alemanha Democrática.”
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(Ele há cada sondagem!)
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#O estudo indica que 50 por cento dos cidadãos da antiga Alemanha Democrática lamentam diferenças reais do nível de vida, lembrando que no Leste o desemprego é maior, os salários são mais baixos e o PIB é de apenas de um terço do registado no lado ocidental do país.”
“Doze por cento dos inquiridos recordam com saudade os tempos da RDA e outros tantos defendem mesmo que o muro devia ser reconstruído.”
“Somente um quinto dos alemães de Leste considera que a reunificação vai no bom sentido e muitos outros dizem que os irmãos do ocidente os tratam com arrogância.”
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Rabiscos Vieira, curiosidade profissional, faço também este tipo de rabiscos no photoshop, tendo uma fotografia como fundo e desenhando num layer por cima. Qual é a sua técnica e que programa utiliza?
De acordo com tudo, menos numa coisa. Se me permite, eu “diria”:
Uma sociedade forte, com valores socialistas fortes, criadora de uma economia assente na produção de bens de qualidade para benefício de todos, nunca teria caído e seria um “modelo” para todos os Povos.
José Peralta: O Estaline morreu em 1953, já lá vão 56 anos. Hoje, 20 anos depois destes acontecimentos do Leste, acentuam-se imitações da liberdade, a tortura, os campos de concentração, as prisões secretas à margem de qualquer legalidade, os assassinatos selectivos ou indiscriminados. Perpetrados pelos “nossos”, com a cumplicidade e acção dos “nossos”. Incluindo dos nossos governantes. E hoje. no Afeganistão estão desde há 8 anos os “nossos”, não a pedido do legítimo governo do país, mas numa invasão e ocupação tão descaradamente aberrante quanto a do Iraque. E se não se lembra, informo-o que os soviéticos saíram de lá pelo seu próprio pé, de forma acordada com o legítimo governo do país que até sobreviveu à URSS.
Gabo-lhe o seu proselitismo militante e quixotesco, que o leva a repetir no post “Good Bye Lenin !” os mesmos textos que publicou aqui !
Mas o que não pode esconder,(parece-me !) é que alguns dos chavões em que insiste, são retirados, copiados das cartilhas e manuais idolátricos e propagandísticos do comunismo, das suas “bíblias” também cheias de “caíns” e de abéis” !
O que não pode mistificar, e/ou negar, é que o insucesso e a queda dos regimes comunistas, não foi obra dos “anti-comunistas profissionais” como lhes chama, foi, isso sim, a degenerescência, a corrupção, o descrédito “do poder ao povo”, as iniquidades, a injustiça social, a “canga” sobre o pescoço, a que “as classes dominantes” do comunismo o conduziram , e fizeram com que as “massas populares” se revoltassem e fechassem as utópicas “portas abertas” pela Revolução de Outubro !
Foram essas “classes dominantes”, (eu chamar-lhes-ia opressoras !), que provocaram o descalabro, não venha cá com a demagogia da contra-revolução e do anti-comunismo internacional !
Foram os tiranos que, de tanto “abusarem”, se puseram a geito, foram eles os verdadeiros anti-comunistas !
O facto de Lenine têr morrido há 56 anos, não apaga os seus crimes, tãopouco a História !
Não seria difícil um acordo entre a URSS e o governo marxista do Afeganistão ! Não eram própriamente antagonistas ! Aliás, a invasão, foi em auxílio desse governo,contra a revolta incontrolável dos mujahedines !
Mas a derrota efectiva, foi infligida por eles, que durante 9 anos, massacraram as tropas soviéticas, o que também contribuiu para o começo da desagregação da URSS.
E com “os nossos”, como diz, está a acontecer igual derrota !
José Peralta; o Muro de Berlim tinha 66,5 km de comprimento e 3 metros de altura. Foi uma fronteira integralmente construída em território da RDA.
O Muro do Apartheid que Israel está a construir terá 721 Km de comprimento e 9 metros de altura. Está a ser inteiramente construído em território palestiniano (chega a entrar 22 km dentro da Cisjordânia), modo de assim roubar mais terras, águas e recursos naturais.
Não o incomoda este Muro do Apartheid?
E quando fala de “degenerescência”, “corrupção”, “descrédito”, “iniquidades”, “injustiça social”, “canga” “opressoras”, “descalabro”, “tiranos”, não está a usar
chavões?
“O facto de Lenine têr morrido há 56 anos, não apaga os seus crimes” O Lenine morreu há 85 anos e o único “crime” que dele conheço é de ter sido o obreiro da primeira revolução socialista vitoriosa da história da humanidade. Precisamente há 93 anos!
Quanto ao Afeganistão, como diz a URSS ” foi em auxílio desse governo, contra a revolta incontrolável dos mujahedines”, isto é não foi invasão, mas tão somente a resposta a um pedido de ajuda do governo amigo do Afeganistão e segundo o pacto bilateral de defesa entre os dois países. E como também lhe disse, a URSS saiu pelo seu próprio pé e o governo amigo do Afeganistão sobreviveu à existência da URSS.
Como assim, Cecília? Então mesmo depois de lhe ter lembrado as conquistas bem reais do socialismo que se chamaram pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana, tem o topete de lhes chamar “ortodoxias, dogmatismos, religião política”? O que não é isso senão ortodoxia, dogmatismo, religião política do neo-liberalismo?
É que de facto a revolução socialista vitoriosa há 93 anos trouxe a milhões de cidadãos do Leste europeu pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana. A milhões e milhões de cidadãos do Leste europeu, que os perderam com a vitória da contra-revolução que tanto a entusiasma.
Caro amigo, como diz o ditado, mais cego é aquele que não quer ver.
Voce tem um pais dividido em 2.
Num vigorou uma politica Capitalista (suas palavras), no outro uma politica Comunista.
Passados muitos anos o que aconteceu ? O pais comunista desmoronou-se com um castelo de cartas. Já não conseguia disfarçar mais as mentiras e aldrabices.
A seguir o pais Capitalista teve que tomar conta do pais Comunista, dar-lhe pão, agua e dinheiro.
Mas mesmo assim são uns ingratos.
E passados 20 anos ainda exitem iluminados como voce que acham que tudo isto é mentira.
O que quer que lhe diga mais ?
Sabe porque fala assim ? Porque não viveu lá… só por isso.
“E passados 20 anos ainda exitem iluminados como voce que acham que tudo isto é mentira.” ???
Finge que desconhece que todos os anos o governo federal alemão promove um sondagem entre a população de Leste sobre as actuais condições de vida em comparação com a experiência da RDA.
Apesar das campanhas de obscurecimento e criminalização do socialismo, os resultados de tais inquéritos têm sido invariavelmente decepcionantes para os seus promotores.
A maioria dos alemães de Leste continua a preferir o socialismo e mostra-se desiludida com o capitalismo.
Na última sondagem, em 26 de Junho, os resultados, publicados no jornal Berliner Zeitung, são inequívocos: «a maioria dos inquiridos considera que a RDA tinha “mais aspectos positivos que negativos. Passados 20 anos de anexação, 57 % da população da ex-RDA continua a defender o socialismo.»
Eu passo muito do meu tempo na Alemanha, onde tenho família e parte do meu negócio.
Algumas pessoas da minha família, por interposta pessoa, são do Alemanha do Leste, e já tive noites inteiras a ouvir as “maravilhas” do que por lá se passava.
Você também acredita que em Portugal uma grande maioria gostava de ter o Botas de volta ?
Sabe, na Ex-RDA a unica igualdade que havia era que todos eram pobres e miseráveis.
Sabe o que eram os pacotes ? Se um dia conhecer um alemão do leste pergunte-lhe se sabe o que era a chegada dos “pacotes do oeste”
é verdade, tenho um certo rancor à adobe pela morte do freehand e o illustrator ainda me parece pouco friendly. digamos que ainda há um muro entre nós.
Leo,
Diz-me que “É que de facto a revolução socialista vitoriosa há 93 anos trouxe a milhões de cidadãos do Leste europeu pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana. A milhões e milhões de cidadãos do Leste europeu, que os perderam com a vitória da contra-revolução que tanto a entusiasma.”
Concordo até certo ponto e em alguns aspectos que foi assim. Com excepção da cultura que era censuradíssima. E até à segurança da existência, que era só para quem se conformasse 100%, pois os outros facilmente deixavam de existir ou iam existir para bem longe, onde se morria de frio e fome. Quanto ao espírito de solidariedade na vida quotidiana, não sei o que isso poderá significar em sociedades de delatores com a denúncia institucionalizada.
Nada do que se passou me entusiasma. Nem o regime comunista me entusiasmou, nem a sua queda. O muro veio abaixo e muito bem. Quando cai um muro ao fundo do quintal, a casa não vem abaixo. Só se estiver a cair de podre. Qualquer ventinho a derruba.
Até fiquei preocupada com as consequências da queda da URSS, já que o equilíbrio de poderes deixou de existir, numa conjuntura mundial que se foi estruturando em sua função. O regime comunista foi abusivo e violento mas no Oeste o medo do comunismo moderou e impediu muito abuso por esse mundo fora.
Cumprimentos.
P.S. Sou contra todos os muros.
O muro israelita do apartheid, mais do que me incomodar, revolta-me, como me revoltam todos os muros, não só os de betão, mas todos os “muros” que atentam contra a Liberdade, a dignidade humana, o livre pensamento, que também foi o que aconteceu na União Soviética.
E os meus “chavões” são a simples constatação de uma verdade histórica,durante muitos anos escamoteada e reprimida.
(23)-”O facto de LENINE têr morrido há 56 anos…”
O sr. Leo está apenas a tergiversar, porque compreendeu muito bem que, quando reproduzi a sua frase, por lapso escrevi Lenine em vez de Estaline !
“Quando cai um muro ao fundo do quintal, a casa não vem abaixo. Só se estiver a cair de podre. Qualquer ventinho a derruba.”
A Cecília ainda nem ainda percebeu que o muro não caiu e que foram as autoridades da RDA que abriram as fronteiras e que essas mesmas autoridades foram depois presas e julgadas pelas da RFA?
Nem sequer ainda percebeu que o que chama de “queda” do muro não passa duma mistificação? E que nunca foi dada a possibilidade ao povo da ex-RDA de referendar a Constituição da ex-RFA que lhes impingiram? Não percebeu ainda que o povo da ex-RDA NUNCA foi consultado?
O José Peralta é dos que ainda nem sequer percebeu que há fronteiras em todo o mundo e que há cada vez mais fronteiras entre os países da UE e o resto do mundo.
E com a mesma ligeireza troca nomes de ex-dirigentes da URSS e em vez de o reconhecer, culpa-me a mim.
“O Lenine morreu há 85 anos e o único “crime” que dele conheço é de ter sido o obreiro da primeira revolução socialista vitoriosa da história da humanidade.”
Então, há que dar o crédito total ao homem. Para grande inveja de Hitler, foi ele o autor dos modernos campos de concentração. Um visionário…
Leo, Leo!
“Quando cai um muro ao fundo do quintal, a casa não vem abaixo. Só se estiver a cair de podre. Qualquer ventinho a derruba.”
Sentido figurado chama-se a isso, por pouco inspirado que seja.
Agora vejamos:
1. Cair, caiu. Cair significa “ir a terra”.
2. Fisicamente foi deitado abaixo por ordem da URSS, ou acha que que as autoridades da RDA decidiram alguma coisa ou tinham sequer poder para isso?
3. Quando dividiram a Alemanha tampouco foram referendados ou consultados. Ou quando ergueram o muro de Berlim.
4. Acredito que muitos Alemães de Leste estejam insatisfeitos com a sua situação presente. Uns por estarem efectivamente pior – por milhentos motivos-, outros por terem tido expectativas irrealistas, outros por saudosismo.
5. Quanto aos julgamentos devo dizer que nunca me debrucei sobre o assunto, que é complicado sob o ponto de vista legal e portanto pouco sei sobre ele. Mas diga-me se acredita que se fosse ao contrário não teria havido quaisquer julgamentos. Talvez não, seria mais conforme fazer desaparecer as pessoas.
Mas é claro que eu “ainda nem sequer percebi que há fronteiras em todo o mundo”, e ainda menos percebi, qual a razão deste seu novo argumento !
E a minha troca de nomes de Estaline por Lenine, foi realmente um lapso, que acontece a qualquer um !
Na minha resposta (33), estava a justificar e a reconhecer o MEU erro!
Estou a culpá-lo de quê ?
Pergunto-lhe sem acinte :-Sabe o significado do verbo tergiversar ?
1.Não caiu muro algum em 9 Novembro de 1989, as autoridades da ex-RDA abriram voluntariamente as fronteiras.
2.Fisicamente foi deitado abaixo posteriormente pelos responsáveis da contra-revolução, as autoridades da ex-RFA.
3.A Alemanha perdeu a guerra, não sabia? E obviamente os líderes dos Estados que na coligação anti-hitleriana desempenharam um papel decisivo decidiram do seu destino. Em duas Cimeiras.
Na Cimeira de Ialta (4-11 Fevereiro de 1945), URSS, USA e Grã-Bretanha decidiram (entre outras coisas) prosseguir a cooperação militar até à derrota total da Alemanha nazi;
- chegaram a acordo sobre as zonas da Alemanha a serem ocupadas temporariamente após a derrota, por cada um dos signatários e também pela França;
-decidiram erradicar o fascismo e o militarismo alemão e transformar a Alemanha num país democrático e pacífico.
A URSS defendeu o direito à unidade nacional do povo alemão e fez triunfar a tese da não divisão da Alemanha. Os USA e a Grã-Bretanha pretendiam desmembrar a Alemanha para permitir aos respectivos monopólios a rapina dos seus concorrentes alemães.
A Conferência de Potsdam (17 Julho-2 Agosto 1945) confirmou as decisões de Ialta e estabeleceu acordos concretos. As principais decisões foram, entre outras:
1)O futuro da Alemanha foi a questão de maior relevo ai tratada. Traçou os princípios políticos e económicos que deveriam presidir ao período de controlo inicial em todas as zonas de ocupação. Tratou em detalhe da desmilitarização, da desnazificação e da criação de um Estado democrático e pacífico; das reparações da guerra e do julgamento de todos os criminosos de guerra.
De novo a URSS travou, em defesa dos direitos do povo alemão, uma batalha contra os projectos anglo-norte-americanos de desmembrar a Alemanha e criar vários Estados no seu território.
2)A aprovação da fronteira entre a Alemanha e a Polónia seguindo os rios Oder e Neisse, o que equivalia à entrega à Polónia de territórios ocidentais anteriormente em posse da Alemanha. Uma delegação do governo polaco ajudou à solução do problema. Conseguiu-se uma solução equitativa que os revanchistas alemães instalados mais tarde pelos USA no governo da RFA se recusavam a aceitar.
3)Os USA reiteraram o pedido à URSS para entrar na guerra contra o Japão que com 7 milhões de soldados bem equipados constítuia um problema para o seu estado-maior. A URSS garantiu que honraria esse compromisso que assumira em Ialta.
Mas poucos dias depois, em 6 de Agosto os USA lançam uma bomba atómica sobre Hiroxima (140.000 morreram logo; mais de 350.000 foram directamente atingidos). E em 9 de Agosto os USA lançam a segunda sobre Nagasaki (mais de 80.000 morreram; mais de 280.000 foram atingidas). Foram os mais bárbaros e odiosos actos de agressão contra populações civis, que nada podia justificar. Em 8 de Agosto, na data exacta acordada há muito e confirmada em Potsdam as tropas soviéticas desencadearam as operações na Manchúria onde se concentravam 2 milhões de soldados japoneses.
O imperialismo para não cumprir com as cláusulas fundamentais de Ialta e Potsdam e ingerir nos assuntos internos doutros povos criaram divisões no movimento sindical, reprimiram movimentos de resistência, intervieram militarmente (Grécia) e vetaram a participação de comunistas nos governos.
Em relação à Alemanha, USA, Grã-Bretanha e França sabotaram abertamente a aplicação dos Acordos de Potsdam, lançaram-se na restauração dos grupos monopolistas e dos latifundiárioa responsáveis pela barbárie nazi, impedem a assinatura de um tratado de paz com toda a Alemanha, dividem o país ao fundar em 2 de Setembro de 1949 a RFA e iniciam em força o seu rearmamento. Este processo culminara com a criação da NATO nesse mesmo ano, em 4 de Abril de 1949.
A RDA nasceu apenas a 7 de Outubro de 1949. E a sua Constituição cumpria integralmente os acordos de Ialta e Potsdam, ao contrário da RFA.
Portanto, Cecília, antes de mandar bocas, estude o assunto.
Leo,
Chorrilhos de acontecimentos – sempre sujeitos a interpretações e debate – não constituem argumentos ou respostas. Insinuações sobre a pretensa ignorância dos seus interlocutores e aproveitamento de lapsos óbvios por parte deles não fomentam o respeito pela sua postura ou a discussão inteligente de ideias.
Vou concluir:
As guerras – quentes e frias – têm vencedores e vencidos. Os vencedores prevalecem, impondo a sua vontade e interesses. A população da Alemanha de Leste e de Berlim Leste tem estado sempre no lado perdedor e tem tido, consequentemente, o seu destino traçado pelos vencedores. A Alemanha nazi perdeu a Segunda Guerra Mundial e o império Soviético perdeu a Guerra Fria.
Eu já vivi os “aninhos” suficientes para perceber a génese de certas “argumentações” e os “truques e malabarismos” com que as pretendem sustentar.
Daí resultou o que escrevi no meu comentário #39.
Minha amiga, permita-me que lhe chame assim, continue a expôr as suas próprias ideias, porque vai encontrar “aqui” quem não “funcione com cabecinhas formatadas”.
E, se alguma vez discordar das suas opiniões, o fará, sempre (e não serei eu o único, felizmente), a fazê-lo como “livre pensador”.
“Chorrilhos de acontecimentos – sempre sujeitos a interpretações e debate – não constituem argumentos ou respostas.” ????
Quem não tem argumentos nem respostas são ambos, Cecília e DO.
A Cimeira de Ialta (4-11 Fevereiro de 1945), realizou-se mesmo entre a URSS, USA e Grã-Bretanha e aí ficou traçado o destino da Alemanha (acordo sobre as zonas da Alemanha a serem ocupadas temporariamente após a derrota; erradicação do fascismo e do militarismo alemão e transformação da Alemanha num país democrático e pacífico). E só a URSS defendeu o direito à unidade nacional do povo alemão.
A Conferência de Potsdam (17 Julho-2 Agosto 1945) também se realizou e confirmou as decisões de Ialta e estabeleceu acordos concretos. Aí de novo a URSS travou, em defesa dos direitos do povo alemão, uma batalha contra os projectos anglo-norte-americanos de desmembrar a Alemanha e criar
Em 6 de Agosto de 1945 os USA lançaram mesmo uma bomba atómica sobre Hiroxima e em 9 de Agosto de 1945 lançaram a segunda sobre Nagasaki.
E de seguida o imperialismo para não cumprir com as cláusulas fundamentais de Ialta e Potsdam e ingerir nos assuntos internos doutros povos criaram divisões no movimento sindical, reprimiram movimentos de resistência, intervieram militarmente (Grécia) e vetaram a participação de comunistas nos governos.
Em relação à Alemanha, USA, Grã-Bretanha e França sabotaram abertamente a aplicação dos Acordos de Potsdam, lançaram-se na restauração dos grupos monopolistas e dos latifundiárioa responsáveis pela barbárie nazi, impediram a assinatura de um tratado de paz com toda a Alemanha e dividiram a Alemanha ao fundar em 2 de Setembro de 1949 a RFA.
E a NATO foi mesmo criada em 4 de Abril de 1949.
A RDA nasceu apenas a 7 de Outubro de 1949, depois da RFA. E a Constituição da RDA era a única que cumpria integralmente os acordos de Ialta e Potsdam.
Estes dois do boneco não precisaram de se casar.Não compliquem.Sejam práticos.
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A vitória da contra-revolução no leste europeu traduziu-se numa enorme tragédia para os povos da região. O capitalismo triunfante impôs tremendas “terapias de choque” cujo efeito económico e social foi devastador.
Em poucos meses, milhões de pessoas foram lançadas no desemprego; sectores inteiros da economia foram abatidos ou abochanhados pelo grande capital estrangeiro e por novas classes dirigentes locais; destruíram-se sistemas públicos de saúde, ensino e segurança social.
O PIB dos países ex-socialistas caiu vertiginosamente, nalguns casos para menos de metade dos níveis de 1989.
A riqueza existente passou a ser distribuída de forma drasticamente desigual.
A queda dramática dos níveis de vida de vastas camadas da população reflectiu-se no aumento em flecha da pobreza e mesmo miséria extrema, da emigração em massa, da prostituição, toxicodependência e outros flagelos – que, por sua vez, são fonte de lucros chorudos que alimentam o sistema financeiro internacional.
A dimensão da catástrofe social que acompanhou a restauração do capitalismo reflectiu-se num facto inédito em tempos de paz: a quebra na população e na esperança de vida, nalguns desses países.
É esta a realidade que o Arrastão agora comemora de forma tão efusiva, juntamente com o grande capital internacional – o principal obreiro e beneficiário da tragédia humana que acompanhou os 20 anos de restauração do capitalismo a leste.
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Estes acontecimentos de há 20 anos que são, mais uma vez, utilizados para difundir as teorias do “fim do comunismo” e do “triunfo do capitalismo” são inseparáveis do enorme ataque aos direito e às condições de vida dos trabalhadores e dos povos, em curso a nível global.
Na nova correlação de forças mundial criada após 1989, as “terapias de choque” do neoliberalismo foram generalizadas a todo o planeta.
A globalização imperialista provocou um dramático retrocesso nas condições de vida de muitos milhões de seres humanos.
Numa corrida para o abismo, a destruição das condições de vida impostas a uns é utilizada como chantagem para justificar a destruição das condições de vida de outros.
Em nome da “competitividade” agravaram-se drasticamente as desigualdades entre pobres e ricos, a exploração e a opressão de grandes massas de trabalhadores.
Países e regiões inteiras são submetidos a uma autêntica pilhagem.
O desemprego – gigantesco flagelo social e ataque frontal à liberdade e à vida de milhões de homens e mulheres em todo o mundo – é a marca indelével de um sistema injusto que estas “comemorações” tentam mitigar, integrando-se assim na campanha mundial de reabilitação do capitalismo face à crise em que está mergulhado e de reescrita revanchista da História do Século XX e do papel libertador que nela tiveram os comunistas.
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Desconfio sempre, quando os meus adversários politicos comemoram estas efemérides, faz-me lembrar uma vez que entrei numa igreja e reparei que o Santana lopes também lá estava, e disse para mim, um dos dois está aqui a mais.
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A queda do muro de Berlim simbolizou por um lado a reaproximação de povos irmãos, cuja separação não fazia sentido, além disso, terminou com regimes autoritários em que a liberdade era algo de proibido. No entanto, o capitalismo que se seguiu, traduzido em neoliberalismo acabou por lançar milhões de seres humanos no desemprego, na miséria, em nome do enriquecimento de algumas pessoas- meia dúzia – e de grupos económicos. Não existem sistemas perfeitos, mas um dia poderá surgir um sistema mais perfeito do que os que vigoraram no passado ou do que o capitalismo neoliberal actual e esse sistema sairá ou terá por base o socialismo e nunca o capitalismo que ignora o ser humano, reduzindo-o a números e exalta apenas o dinheiro e o poder.
O capitalismo pode mesmo conduzir-nos à destruição do planeta e da humanidade, dado que apenas o dinheiro interessa, as pessoas têm de se limitar a servir o dinheiro e a natureza apenas serve para aumentar o capital de meia-dúzia.
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Leo-(2)
Sendo a RDA um “paraíso”, porque se assistiu, ao longo de 28 anos, às dramáticas fugas sobre o muro, que “normalmente”, terminavam em assassínios pela Stasi,(a Gestapo… “democrática”!!!!!!), e ao êxodo de milhões de alemães orientais (antes da construção do “muro da vergonha” foram “só” três milhões e meio !).
E depois, quando Shabovsky, cometeu aquela “argolada” de dizer que a liberdade de saír, era “imediata”, porque testemunhámos aquela avalanche irreprimível e eufórica ?
Estariam os alemães orientais, assim tão cansados do caquético Honecker, da sua “amada” Stasi, cansados enfim, de tanta “felicidade” ?
E, já agora, sr. Leo, que fala na “enorme tragédia dos Povos da região”, e na “dimensão da catástrofe social”, poderá também dissertar, por favôr, sobre Estaline e os “seus” milhares (ou milhões ?) de operários e camponeses assasinados, dos Gulags, do Pacto de não agressão Germano-Soviético em 1939, que o “Kamerade” Hitler, violou em 1941, das selváticas invasões da Hungria em 1956 (cerca de 20.000 húngaros mortos), e da
Checoeslováquia em 1968 ?
Foi esse o “papel libertador dos comunistas soviéticos” ?
Ou estes FACTOS, são para varrêr para o “caixote do lixo” da História ?
Todo o discurso que produz, não passa de velhas e gastas frases feitas, da velha e gasta cassete, que já todos ouvimos até à exaustão !
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A vitória da contra-revolução a Leste é também inseparável da outra face da moeda da globalização imperialista – a guerra e o militarismo.
A palavra paz será mil vezes repetida nos discursos destas “comemorações”, mas nada será dito sobre os processos que estão em curno na NATO para aprofundar o seu carácter agressivo nem sobre a acelerada militarização na União Europeia.
O imperialismo aproveitou-se da nova correlação de forças mundial criada com o desaparecimento da URSS e outros países socialistas para lançar uma ofensiva violenta visando impor a sua hegemonia planetária.
Centenas de milhar de mortos e milhões de feridos, desalojados e refugiados – do Iraque ao Líbano e aos Balcâs, do Afeganistão à Palestina – são o saldo da cruzada de guerra que ilustra bem a natureza agressiva e assassina do imperialismo.
A guerra é acompanhada pelas limitações da liberdade, pela tortura, pelos campos de concentração e prisões secretas à margem de qualquer legalidade, pelos assassinatos selectivos ou indiscriminados.
Esta é a verdadeira face do capitalismo, que as classes dominantes e o Arrastão celebram hoje com entusiasmo.
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Leo,
Olhe, eu vejo a questão duma maneira diferente, ao contrário até. Pessoalmente acho que foi o falhanço da URSS que nos lixou a todos e que é responsável pela corja de neoliberais/neoconservadores que nos caiu em cima. Não foi a vitória da contra-revolução mas a auto-destruição e implosão da sociedade e economia comunistas, porque implementaram um “socialismo” “À MANEIRA CZARISTA”. A brutalidade da opressão era a mesma, a falta de liberdade a mesma, a depressão colectiva a mesma, só que os mujiques passaram a ter comida, abrigo, escolas e hospitais, outros senhores e outra doutrina; os novos czares continuaram a competir com os primos do Oeste, só que em vez de arte, ostentação e ovinhos Fabergé esbanjaram em programas espaciais e armamento.
Uma sociedade forte, com valores socialistas fortes, criadora de uma economia assente na produção de bens de qualidade para benefício de todos nunca teria caído tão facilmente, tão depressa e de uma forma tão caótica. Aquela sociedade de várias gerações nascidas e “educadas” depois da revolução de 17 – foram 70 anos, caramba, é muito tempo! – provou quão ocos foram aqueles “valores socialistas” e aquela economia que nunca produziu nada de qualidade. Só aparato e verborreia. Propaganda.
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Estes comunas não tem mesmo emenda.
Como eles só os gajos da IURD. Mesmo com todas as provas de que aquilo é um embuste continuam a doar do dizimo.
O ser humano é tão estupidozinho. !!!
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A “queda do muro” foi acompanhada pela queda das amarras que condicionavam o funcionamento do sistema capitalista.
Mas 20 anos de “liberdade” para o grande capital trouxeram ao planeta a maior crise económica dos últimos 80 anos, com o seu cortejo de sofrimento e miséria.
Uma crise que é enfrentada com uma clara marca de classe: milhares de milhões de subvenções estatais para os banqueiros e capitalistas responsáveis pela crise; desemprego e miséria para quem vive do seu trabalho.
Uma crise da qual o grande capital vai procurar sair através de um novo e brutal agravamento das condições de vida da grande maioria da população e, com grande probabilidade, através de novas e maiores guerras.
A angústia, incerteza e medo que a esmagadora maioria da população sente hoje em relação ao seu futuro não pode ser separada dos acontecimentos de há 20 anos que hoje são comemorados por governos e por parlamentos e convenientemente ampliados pelos media dominantes.
Mas as “comemorações de regime” q que hoje assistimos dizem mais sobre o presente do que sobre o passado.
A campanha mundial que a propósito da abertura do muro de Berlim se desenvolve essencialmente contra uma ideologia, contra os Partidos Comunistas e contra a luta dos trabalhadores e dos povos pela sua real emancipação e pela sua real liberdade, revela, por si, as contradições, limites e profundas dificuldades do sistema que as “comemorações” procuram apresentar, mais uma vez, como o final da história da humanidade.
Se hoje, 20 anos depois, recrudesce com tanta violência o anti-comunismo, a revisão e falsificação históricas, a intimidação e as perseguições e restrições à liberdade, os ataques à democracia, a promoção de velhos e novos fascismos, é porque o grande capital não se sente seguro.
É porque o grande capital teme a resistência, luta e revolta dos povos.
É porque, longe do triunfalismo e euforia de há 20 anos, percebeu já que se torna mais clara para grandes massas a natureza agressiva e exploradora do seu sistema sócio-económico que, na corrida desenfreada pelo lucro, não só é incapaz de resolver os grandes problemas da humanidade e do planeta, como é o principal factor do seu agravamento.
É porque sabe que cresce a resistência e luta dos povos e trabalhadores. da América Latina ao Médio Oriente, na Ásia e na Europa.
É porque sabe que os comunistas são os principais organizadores da resistência e luta e são os portadores da alternativa de sistema ao capitalismo.
P capitalismo quer intimidar e reprimir, para continuar a explorar e dominar.
Mas, como a realidade demonstra hoje com particular evidência, o futuro da humanidade não está nas contra-revoluções que há 20 anos varreram o Leste europeu.
O futuro pertence ao sistema que irá derrotar e substituir o capitalismo: o socialismo, cujas portas foram abertas pela Revolução de Outubro, faz agora 93 anos.
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8 Cecília
A sua constatação está certíssima, só peca numa coisa. Você continua a acreditar no ideal comunista, e está mais do que provado que ele não existe. É um mito urbano !
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Cecília: deixo-lhe o conselho de Georges Gastaud:
“OS POVOS DE LESTE FIZERAM UMA EXPERIÊNCIA HISTÓRICA DE MASSAS: ESCUTEMO-LOS!
E, antes do mais, escutemos os povos de leste; não esses anticomunistas profissionais que ousam falar em nome dos seus respectivos povos depois de os ter devorado e arruinado, mas os trabalhadores, os camponeses, os reformados da Rússia e da RDA, da Hungria, da Roménia, etc., que viveram e avaliaram na sua vivência quotidiana a restauração capitalista mascarada de «democratização»: porque, feita a experiência, e sem ter esquecido de modo algum as repressões arbitrárias e os aspectos burocráticos que em graus muito diversos caracterizaram a época precedente, os povos fazem o balanço; comparam os «méritos» do euro-capitalismo (pauperização galopante das massas, enriquecimento fabuloso das máfias) a essas conquistas bem reais do socialismo que se chamaram pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana. É o regresso racionalizado do socialismo nas memórias, atestado por todas as sondagens realizadas na RDA, na Hungria ou na Rússia, e ainda melhor nessa sondagem continental de grande envergadura que viu há pouco tempo os povos de leste a boicotar ainda mais maciçamente do que os povos do ocidente essas eleições europeias por ocasião das quais o Partido Maastrichtiano Único convoca periodicamente o bom povo a «escolher livremente» entre a versão da direita e a variante de «esquerda» da clique social e do declínio nacional…
SAIR DO ANTICOMUNISMO PARA CHEGAR ARUPTURA PROGRESSISTA
Sair do anticomunismo permitiria finalmente aos progressistas pensar de forma consequente a ruptura revolucionária indispensável para triunfar da sarko-«ruptura» thatchero-fascizante; libertos do complexo contra-revolucionário que lastra o seu pensamento, refreia a sua acção e impede a sua reorganização, os verdadeiros progressistas poderiam finalmente compreender e clamar que é preciso tirar a França do triturador europeu que a mata e a desnatura, que é preciso extrair a 100% a humanidade dum sistema capitalista que apenas cria riqueza «esgotando a Terra e o trabalhador» (Marx). Para toda a humanidade trabalhadora, o que está em jogo é sair a tempo deste «fim da história universal» que a mundialização contra-revolucionária pode transformar a todo o momento, se não for impedida a tempo por novas revoluções, na história universal do fim.
“1989!”, clama a reacção festejando a contra-revolução anticomunista e antijacobina que julga eterna: “17 e 89!”, responderão os herdeiros de Gavroche e de Guy Moquet, decididos a triunfar tanto dos Brancos como dos Castanhos de todos os países, coligados em vão para emparedar as Luzes!”
http://odiario.info/articulo.php?p=1350&more=1&c=1
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Leo-(7)
As “limitaçõesda liberdade, a tortura, os campos de concentração, as prisões secretas à margem de qualquer legalidade, os assassinatos selectivos ou indiscriminados”, que condena, não se passaram também no tempo do imperalismo soviético, com a sua “natureza agressiva e assassina”?
E o melhor da Intelectualidade, dos Escritores, Artistas, Músicos soviéticos, amordaçados por um “matacão com olhos” chamado Estaline e pela clique corrupta e cheia de privilégos e mordomias “capitalistas e burguesas”, (desde “dachas” a carros de luxo !) que o rodeavam, essa Intelectualidade que, se não podia emigrar (fugir, é o termo mais adequado) para o Ocidente, era enviada para os Gulags “para reeducação”?
E a guerra no Afeganistão, que a URSS foi obrigada a abandonar, com o “rabo entre as pernas” ?
Mas esta também não é a verdadeira face do comunismo, cujo fim, os dele saudosos, lamentam e choram hoje, com grande desgosto ?
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“No dia em que se comemoram os 20 anos sobre a queda do Muro de Berlim, uma sondagem conclui que os alemães de Leste consideram que a reunificação não foi consumada e que a esmagadora maioria sentia-se bem na antiga Alemanha Democrática.”
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(Ele há cada sondagem!)
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#O estudo indica que 50 por cento dos cidadãos da antiga Alemanha Democrática lamentam diferenças reais do nível de vida, lembrando que no Leste o desemprego é maior, os salários são mais baixos e o PIB é de apenas de um terço do registado no lado ocidental do país.”
“Doze por cento dos inquiridos recordam com saudade os tempos da RDA e outros tantos defendem mesmo que o muro devia ser reconstruído.”
“Somente um quinto dos alemães de Leste considera que a reunificação vai no bom sentido e muitos outros dizem que os irmãos do ocidente os tratam com arrogância.”
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[Responder]
Rabiscos Vieira, curiosidade profissional, faço também este tipo de rabiscos no photoshop, tendo uma fotografia como fundo e desenhando num layer por cima. Qual é a sua técnica e que programa utiliza?
[Responder]
Cecília
De acordo com tudo, menos numa coisa. Se me permite, eu “diria”:
Uma sociedade forte, com valores socialistas fortes, criadora de uma economia assente na produção de bens de qualidade para benefício de todos, nunca teria caído e seria um “modelo” para todos os Povos.
Cumprimentos.
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José Peralta: O Estaline morreu em 1953, já lá vão 56 anos. Hoje, 20 anos depois destes acontecimentos do Leste, acentuam-se imitações da liberdade, a tortura, os campos de concentração, as prisões secretas à margem de qualquer legalidade, os assassinatos selectivos ou indiscriminados. Perpetrados pelos “nossos”, com a cumplicidade e acção dos “nossos”. Incluindo dos nossos governantes. E hoje. no Afeganistão estão desde há 8 anos os “nossos”, não a pedido do legítimo governo do país, mas numa invasão e ocupação tão descaradamente aberrante quanto a do Iraque. E se não se lembra, informo-o que os soviéticos saíram de lá pelo seu próprio pé, de forma acordada com o legítimo governo do país que até sobreviveu à URSS.
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Leo- (12)
Gabo-lhe o seu proselitismo militante e quixotesco, que o leva a repetir no post “Good Bye Lenin !” os mesmos textos que publicou aqui !
Mas o que não pode esconder,(parece-me !) é que alguns dos chavões em que insiste, são retirados, copiados das cartilhas e manuais idolátricos e propagandísticos do comunismo, das suas “bíblias” também cheias de “caíns” e de abéis” !
O que não pode mistificar, e/ou negar, é que o insucesso e a queda dos regimes comunistas, não foi obra dos “anti-comunistas profissionais” como lhes chama, foi, isso sim, a degenerescência, a corrupção, o descrédito “do poder ao povo”, as iniquidades, a injustiça social, a “canga” sobre o pescoço, a que “as classes dominantes” do comunismo o conduziram , e fizeram com que as “massas populares” se revoltassem e fechassem as utópicas “portas abertas” pela Revolução de Outubro !
Foram essas “classes dominantes”, (eu chamar-lhes-ia opressoras !), que provocaram o descalabro, não venha cá com a demagogia da contra-revolução e do anti-comunismo internacional !
Foram os tiranos que, de tanto “abusarem”, se puseram a geito, foram eles os verdadeiros anti-comunistas !
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cafc:
Acho não discordou de mim. Foi mais ao fundo da questão. Concordo consigo.
Antonio Cunha:
Olhe que não, olhe que não! Não sou não. Não sou anti-comunista e estava a argumentar com o Leo.
Leo:
Ai as ortodoxias, os dogmatismos, a religião política…
Repare que não argumenta com os outros, limita-se a repetir a propaganda habitual.
José Peralta:
Tal e qual!
Cumprimentos.
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Leo-(17)
O facto de Lenine têr morrido há 56 anos, não apaga os seus crimes, tãopouco a História !
Não seria difícil um acordo entre a URSS e o governo marxista do Afeganistão ! Não eram própriamente antagonistas ! Aliás, a invasão, foi em auxílio desse governo,contra a revolta incontrolável dos mujahedines !
Mas a derrota efectiva, foi infligida por eles, que durante 9 anos, massacraram as tropas soviéticas, o que também contribuiu para o começo da desagregação da URSS.
E com “os nossos”, como diz, está a acontecer igual derrota !
[Responder]
José Peralta; o Muro de Berlim tinha 66,5 km de comprimento e 3 metros de altura. Foi uma fronteira integralmente construída em território da RDA.
O Muro do Apartheid que Israel está a construir terá 721 Km de comprimento e 9 metros de altura. Está a ser inteiramente construído em território palestiniano (chega a entrar 22 km dentro da Cisjordânia), modo de assim roubar mais terras, águas e recursos naturais.
Não o incomoda este Muro do Apartheid?
E quando fala de “degenerescência”, “corrupção”, “descrédito”, “iniquidades”, “injustiça social”, “canga” “opressoras”, “descalabro”, “tiranos”, não está a usar
chavões?
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“Ai as ortodoxias, os dogmatismos, a religião política…
Repare que não argumenta com os outros, limita-se a repetir a propaganda habitual.”
A Cecília é das que não têm espelhos em casa, certo?
[Responder]
“O facto de Lenine têr morrido há 56 anos, não apaga os seus crimes” O Lenine morreu há 85 anos e o único “crime” que dele conheço é de ter sido o obreiro da primeira revolução socialista vitoriosa da história da humanidade. Precisamente há 93 anos!
Quanto ao Afeganistão, como diz a URSS ” foi em auxílio desse governo, contra a revolta incontrolável dos mujahedines”, isto é não foi invasão, mas tão somente a resposta a um pedido de ajuda do governo amigo do Afeganistão e segundo o pacto bilateral de defesa entre os dois países. E como também lhe disse, a URSS saiu pelo seu próprio pé e o governo amigo do Afeganistão sobreviveu à existência da URSS.
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Leo,
Como assim?
[Responder]
Como assim, Cecília? Então mesmo depois de lhe ter lembrado as conquistas bem reais do socialismo que se chamaram pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana, tem o topete de lhes chamar “ortodoxias, dogmatismos, religião política”? O que não é isso senão ortodoxia, dogmatismo, religião política do neo-liberalismo?
É que de facto a revolução socialista vitoriosa há 93 anos trouxe a milhões de cidadãos do Leste europeu pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana. A milhões e milhões de cidadãos do Leste europeu, que os perderam com a vitória da contra-revolução que tanto a entusiasma.
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25 Leo
Caro amigo, como diz o ditado, mais cego é aquele que não quer ver.
Voce tem um pais dividido em 2.
Num vigorou uma politica Capitalista (suas palavras), no outro uma politica Comunista.
Passados muitos anos o que aconteceu ? O pais comunista desmoronou-se com um castelo de cartas. Já não conseguia disfarçar mais as mentiras e aldrabices.
A seguir o pais Capitalista teve que tomar conta do pais Comunista, dar-lhe pão, agua e dinheiro.
Mas mesmo assim são uns ingratos.
E passados 20 anos ainda exitem iluminados como voce que acham que tudo isto é mentira.
O que quer que lhe diga mais ?
Sabe porque fala assim ? Porque não viveu lá… só por isso.
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Sebastião, mas há programa melhor do que o photoshop? abrenúncio.
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“E passados 20 anos ainda exitem iluminados como voce que acham que tudo isto é mentira.” ???
Finge que desconhece que todos os anos o governo federal alemão promove um sondagem entre a população de Leste sobre as actuais condições de vida em comparação com a experiência da RDA.
Apesar das campanhas de obscurecimento e criminalização do socialismo, os resultados de tais inquéritos têm sido invariavelmente decepcionantes para os seus promotores.
A maioria dos alemães de Leste continua a preferir o socialismo e mostra-se desiludida com o capitalismo.
Na última sondagem, em 26 de Junho, os resultados, publicados no jornal Berliner Zeitung, são inequívocos: «a maioria dos inquiridos considera que a RDA tinha “mais aspectos positivos que negativos. Passados 20 anos de anexação, 57 % da população da ex-RDA continua a defender o socialismo.»
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28 Leo
Ó Homem não seja tolo !!!
Eu passo muito do meu tempo na Alemanha, onde tenho família e parte do meu negócio.
Algumas pessoas da minha família, por interposta pessoa, são do Alemanha do Leste, e já tive noites inteiras a ouvir as “maravilhas” do que por lá se passava.
Você também acredita que em Portugal uma grande maioria gostava de ter o Botas de volta ?
Sabe, na Ex-RDA a unica igualdade que havia era que todos eram pobres e miseráveis.
Sabe o que eram os pacotes ? Se um dia conhecer um alemão do leste pergunte-lhe se sabe o que era a chegada dos “pacotes do oeste”
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O ilustrator e o free-hand também são úteis nestas andanças. Sei lá, que ofensa a minha…
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é verdade, tenho um certo rancor à adobe pela morte do freehand e o illustrator ainda me parece pouco friendly. digamos que ainda há um muro entre nós.
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Leo,
Diz-me que “É que de facto a revolução socialista vitoriosa há 93 anos trouxe a milhões de cidadãos do Leste europeu pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana. A milhões e milhões de cidadãos do Leste europeu, que os perderam com a vitória da contra-revolução que tanto a entusiasma.”
Concordo até certo ponto e em alguns aspectos que foi assim. Com excepção da cultura que era censuradíssima. E até à segurança da existência, que era só para quem se conformasse 100%, pois os outros facilmente deixavam de existir ou iam existir para bem longe, onde se morria de frio e fome. Quanto ao espírito de solidariedade na vida quotidiana, não sei o que isso poderá significar em sociedades de delatores com a denúncia institucionalizada.
Nada do que se passou me entusiasma. Nem o regime comunista me entusiasmou, nem a sua queda. O muro veio abaixo e muito bem. Quando cai um muro ao fundo do quintal, a casa não vem abaixo. Só se estiver a cair de podre. Qualquer ventinho a derruba.
Até fiquei preocupada com as consequências da queda da URSS, já que o equilíbrio de poderes deixou de existir, numa conjuntura mundial que se foi estruturando em sua função. O regime comunista foi abusivo e violento mas no Oeste o medo do comunismo moderou e impediu muito abuso por esse mundo fora.
Cumprimentos.
P.S. Sou contra todos os muros.
[Responder]
Leo-(21)
O muro israelita do apartheid, mais do que me incomodar, revolta-me, como me revoltam todos os muros, não só os de betão, mas todos os “muros” que atentam contra a Liberdade, a dignidade humana, o livre pensamento, que também foi o que aconteceu na União Soviética.
E os meus “chavões” são a simples constatação de uma verdade histórica,durante muitos anos escamoteada e reprimida.
(23)-”O facto de LENINE têr morrido há 56 anos…”
O sr. Leo está apenas a tergiversar, porque compreendeu muito bem que, quando reproduzi a sua frase, por lapso escrevi Lenine em vez de Estaline !
[Responder]
“Quando cai um muro ao fundo do quintal, a casa não vem abaixo. Só se estiver a cair de podre. Qualquer ventinho a derruba.”
A Cecília ainda nem ainda percebeu que o muro não caiu e que foram as autoridades da RDA que abriram as fronteiras e que essas mesmas autoridades foram depois presas e julgadas pelas da RFA?
Nem sequer ainda percebeu que o que chama de “queda” do muro não passa duma mistificação? E que nunca foi dada a possibilidade ao povo da ex-RDA de referendar a Constituição da ex-RFA que lhes impingiram? Não percebeu ainda que o povo da ex-RDA NUNCA foi consultado?
[Responder]
O José Peralta é dos que ainda nem sequer percebeu que há fronteiras em todo o mundo e que há cada vez mais fronteiras entre os países da UE e o resto do mundo.
E com a mesma ligeireza troca nomes de ex-dirigentes da URSS e em vez de o reconhecer, culpa-me a mim.
[Responder]
“O Lenine morreu há 85 anos e o único “crime” que dele conheço é de ter sido o obreiro da primeira revolução socialista vitoriosa da história da humanidade.”
Então, há que dar o crédito total ao homem. Para grande inveja de Hitler, foi ele o autor dos modernos campos de concentração. Um visionário…
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Leo, Leo!
“Quando cai um muro ao fundo do quintal, a casa não vem abaixo. Só se estiver a cair de podre. Qualquer ventinho a derruba.”
Sentido figurado chama-se a isso, por pouco inspirado que seja.
Agora vejamos:
1. Cair, caiu. Cair significa “ir a terra”.
2. Fisicamente foi deitado abaixo por ordem da URSS, ou acha que que as autoridades da RDA decidiram alguma coisa ou tinham sequer poder para isso?
3. Quando dividiram a Alemanha tampouco foram referendados ou consultados. Ou quando ergueram o muro de Berlim.
4. Acredito que muitos Alemães de Leste estejam insatisfeitos com a sua situação presente. Uns por estarem efectivamente pior – por milhentos motivos-, outros por terem tido expectativas irrealistas, outros por saudosismo.
5. Quanto aos julgamentos devo dizer que nunca me debrucei sobre o assunto, que é complicado sob o ponto de vista legal e portanto pouco sei sobre ele. Mas diga-me se acredita que se fosse ao contrário não teria havido quaisquer julgamentos. Talvez não, seria mais conforme fazer desaparecer as pessoas.
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Leo-(35)
Mas é claro que eu “ainda nem sequer percebi que há fronteiras em todo o mundo”, e ainda menos percebi, qual a razão deste seu novo argumento !
E a minha troca de nomes de Estaline por Lenine, foi realmente um lapso, que acontece a qualquer um !
Na minha resposta (33), estava a justificar e a reconhecer o MEU erro!
Estou a culpá-lo de quê ?
Pergunto-lhe sem acinte :-Sabe o significado do verbo tergiversar ?
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Manifesto do Leo
1- Ninguém que discorde de mim percebeu coisa alguma;
2- Se quiserem ter a ousadia de não concordar comigo, utilizem o “esquema panfletário”;
3- Não coloquem questões resultantes do vosso pensamento (livre e “contra-revolucionário”), pois a minha cabecinha está formatada e não dá para mais;
4- O Povo da RDA sempre teve as mais amplas liberdades, incluindo as de ir às “consultas populares da STASI”;
5- Esse princípio baseava-se no “sistema referendário uni-pessoal “És contra? Estás lixado!”
6- O “modelo” que pretendo transmitir “Urbi et Orbi” é este, só este e nada mais do que este;
7- Este é o “modelo” de Este.
Há por aí um tal xatoo que está a tentar ser mais “murista” do que eu. A diferença está em que ele … e eu…
Agora, entra o cafc:
Descubram as sete diferenças!
Oh Leo, afinal sempre tem tempo!
Só não tem para responder ao convite que lhe fiz no “Good-bye Lenin”…
Pronto, como dizia a minha avó “cada um é como é”, portanto:
Saudações Democráticas.
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1.Não caiu muro algum em 9 Novembro de 1989, as autoridades da ex-RDA abriram voluntariamente as fronteiras.
2.Fisicamente foi deitado abaixo posteriormente pelos responsáveis da contra-revolução, as autoridades da ex-RFA.
3.A Alemanha perdeu a guerra, não sabia? E obviamente os líderes dos Estados que na coligação anti-hitleriana desempenharam um papel decisivo decidiram do seu destino. Em duas Cimeiras.
Na Cimeira de Ialta (4-11 Fevereiro de 1945), URSS, USA e Grã-Bretanha decidiram (entre outras coisas) prosseguir a cooperação militar até à derrota total da Alemanha nazi;
- chegaram a acordo sobre as zonas da Alemanha a serem ocupadas temporariamente após a derrota, por cada um dos signatários e também pela França;
-decidiram erradicar o fascismo e o militarismo alemão e transformar a Alemanha num país democrático e pacífico.
A URSS defendeu o direito à unidade nacional do povo alemão e fez triunfar a tese da não divisão da Alemanha. Os USA e a Grã-Bretanha pretendiam desmembrar a Alemanha para permitir aos respectivos monopólios a rapina dos seus concorrentes alemães.
A Conferência de Potsdam (17 Julho-2 Agosto 1945) confirmou as decisões de Ialta e estabeleceu acordos concretos. As principais decisões foram, entre outras:
1)O futuro da Alemanha foi a questão de maior relevo ai tratada. Traçou os princípios políticos e económicos que deveriam presidir ao período de controlo inicial em todas as zonas de ocupação. Tratou em detalhe da desmilitarização, da desnazificação e da criação de um Estado democrático e pacífico; das reparações da guerra e do julgamento de todos os criminosos de guerra.
De novo a URSS travou, em defesa dos direitos do povo alemão, uma batalha contra os projectos anglo-norte-americanos de desmembrar a Alemanha e criar vários Estados no seu território.
2)A aprovação da fronteira entre a Alemanha e a Polónia seguindo os rios Oder e Neisse, o que equivalia à entrega à Polónia de territórios ocidentais anteriormente em posse da Alemanha. Uma delegação do governo polaco ajudou à solução do problema. Conseguiu-se uma solução equitativa que os revanchistas alemães instalados mais tarde pelos USA no governo da RFA se recusavam a aceitar.
3)Os USA reiteraram o pedido à URSS para entrar na guerra contra o Japão que com 7 milhões de soldados bem equipados constítuia um problema para o seu estado-maior. A URSS garantiu que honraria esse compromisso que assumira em Ialta.
Mas poucos dias depois, em 6 de Agosto os USA lançam uma bomba atómica sobre Hiroxima (140.000 morreram logo; mais de 350.000 foram directamente atingidos). E em 9 de Agosto os USA lançam a segunda sobre Nagasaki (mais de 80.000 morreram; mais de 280.000 foram atingidas). Foram os mais bárbaros e odiosos actos de agressão contra populações civis, que nada podia justificar. Em 8 de Agosto, na data exacta acordada há muito e confirmada em Potsdam as tropas soviéticas desencadearam as operações na Manchúria onde se concentravam 2 milhões de soldados japoneses.
O imperialismo para não cumprir com as cláusulas fundamentais de Ialta e Potsdam e ingerir nos assuntos internos doutros povos criaram divisões no movimento sindical, reprimiram movimentos de resistência, intervieram militarmente (Grécia) e vetaram a participação de comunistas nos governos.
Em relação à Alemanha, USA, Grã-Bretanha e França sabotaram abertamente a aplicação dos Acordos de Potsdam, lançaram-se na restauração dos grupos monopolistas e dos latifundiárioa responsáveis pela barbárie nazi, impedem a assinatura de um tratado de paz com toda a Alemanha, dividem o país ao fundar em 2 de Setembro de 1949 a RFA e iniciam em força o seu rearmamento. Este processo culminara com a criação da NATO nesse mesmo ano, em 4 de Abril de 1949.
A RDA nasceu apenas a 7 de Outubro de 1949. E a sua Constituição cumpria integralmente os acordos de Ialta e Potsdam, ao contrário da RFA.
Portanto, Cecília, antes de mandar bocas, estude o assunto.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 12th, 2009 at 1:16
Leo, eu ainda não estou completamente convencido de que o senhor não é um anticomunista a dar mau nome ao Partido.
Leo,
Chorrilhos de acontecimentos – sempre sujeitos a interpretações e debate – não constituem argumentos ou respostas. Insinuações sobre a pretensa ignorância dos seus interlocutores e aproveitamento de lapsos óbvios por parte deles não fomentam o respeito pela sua postura ou a discussão inteligente de ideias.
Vou concluir:
As guerras – quentes e frias – têm vencedores e vencidos. Os vencedores prevalecem, impondo a sua vontade e interesses. A população da Alemanha de Leste e de Berlim Leste tem estado sempre no lado perdedor e tem tido, consequentemente, o seu destino traçado pelos vencedores. A Alemanha nazi perdeu a Segunda Guerra Mundial e o império Soviético perdeu a Guerra Fria.
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Cecília
Eu já vivi os “aninhos” suficientes para perceber a génese de certas “argumentações” e os “truques e malabarismos” com que as pretendem sustentar.
Daí resultou o que escrevi no meu comentário #39.
Minha amiga, permita-me que lhe chame assim, continue a expôr as suas próprias ideias, porque vai encontrar “aqui” quem não “funcione com cabecinhas formatadas”.
E, se alguma vez discordar das suas opiniões, o fará, sempre (e não serei eu o único, felizmente), a fazê-lo como “livre pensador”.
Cumprimentos, minha amiga.
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“Chorrilhos de acontecimentos – sempre sujeitos a interpretações e debate – não constituem argumentos ou respostas.” ????
Quem não tem argumentos nem respostas são ambos, Cecília e DO.
A Cimeira de Ialta (4-11 Fevereiro de 1945), realizou-se mesmo entre a URSS, USA e Grã-Bretanha e aí ficou traçado o destino da Alemanha (acordo sobre as zonas da Alemanha a serem ocupadas temporariamente após a derrota; erradicação do fascismo e do militarismo alemão e transformação da Alemanha num país democrático e pacífico). E só a URSS defendeu o direito à unidade nacional do povo alemão.
A Conferência de Potsdam (17 Julho-2 Agosto 1945) também se realizou e confirmou as decisões de Ialta e estabeleceu acordos concretos. Aí de novo a URSS travou, em defesa dos direitos do povo alemão, uma batalha contra os projectos anglo-norte-americanos de desmembrar a Alemanha e criar
Em 6 de Agosto de 1945 os USA lançaram mesmo uma bomba atómica sobre Hiroxima e em 9 de Agosto de 1945 lançaram a segunda sobre Nagasaki.
E de seguida o imperialismo para não cumprir com as cláusulas fundamentais de Ialta e Potsdam e ingerir nos assuntos internos doutros povos criaram divisões no movimento sindical, reprimiram movimentos de resistência, intervieram militarmente (Grécia) e vetaram a participação de comunistas nos governos.
Em relação à Alemanha, USA, Grã-Bretanha e França sabotaram abertamente a aplicação dos Acordos de Potsdam, lançaram-se na restauração dos grupos monopolistas e dos latifundiárioa responsáveis pela barbárie nazi, impediram a assinatura de um tratado de paz com toda a Alemanha e dividiram a Alemanha ao fundar em 2 de Setembro de 1949 a RFA.
E a NATO foi mesmo criada em 4 de Abril de 1949.
A RDA nasceu apenas a 7 de Outubro de 1949, depois da RFA. E a Constituição da RDA era a única que cumpria integralmente os acordos de Ialta e Potsdam.
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cafc,
Também eu já vivi aninhos suficientes…
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