muro

© rabiscos vieira


45 respostas ao post “Especial 20 anos: Emissão especial de aniversário, para todos aqueles que nunca viram o brilho nos olhos de um jovem berlinense a partir o Muro”  

  1. 1 1  ó és tão linda!

    Estes dois do boneco não precisaram de se casar.Não compliquem.Sejam práticos.

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  2. 2 2  Leo

    A vitória da contra-revolução no leste europeu traduziu-se numa enorme tragédia para os povos da região. O capitalismo triunfante impôs tremendas “terapias de choque” cujo efeito económico e social foi devastador.

    Em poucos meses, milhões de pessoas foram lançadas no desemprego; sectores inteiros da economia foram abatidos ou abochanhados pelo grande capital estrangeiro e por novas classes dirigentes locais; destruíram-se sistemas públicos de saúde, ensino e segurança social.

    O PIB dos países ex-socialistas caiu vertiginosamente, nalguns casos para menos de metade dos níveis de 1989.

    A riqueza existente passou a ser distribuída de forma drasticamente desigual.

    A queda dramática dos níveis de vida de vastas camadas da população reflectiu-se no aumento em flecha da pobreza e mesmo miséria extrema, da emigração em massa, da prostituição, toxicodependência e outros flagelos – que, por sua vez, são fonte de lucros chorudos que alimentam o sistema financeiro internacional.

    A dimensão da catástrofe social que acompanhou a restauração do capitalismo reflectiu-se num facto inédito em tempos de paz: a quebra na população e na esperança de vida, nalguns desses países.

    É esta a realidade que o Arrastão agora comemora de forma tão efusiva, juntamente com o grande capital internacional – o principal obreiro e beneficiário da tragédia humana que acompanhou os 20 anos de restauração do capitalismo a leste.

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  3. 3 3  Leo

    Estes acontecimentos de há 20 anos que são, mais uma vez, utilizados para difundir as teorias do “fim do comunismo” e do “triunfo do capitalismo” são inseparáveis do enorme ataque aos direito e às condições de vida dos trabalhadores e dos povos, em curso a nível global.

    Na nova correlação de forças mundial criada após 1989, as “terapias de choque” do neoliberalismo foram generalizadas a todo o planeta.

    A globalização imperialista provocou um dramático retrocesso nas condições de vida de muitos milhões de seres humanos.

    Numa corrida para o abismo, a destruição das condições de vida impostas a uns é utilizada como chantagem para justificar a destruição das condições de vida de outros.

    Em nome da “competitividade” agravaram-se drasticamente as desigualdades entre pobres e ricos, a exploração e a opressão de grandes massas de trabalhadores.

    Países e regiões inteiras são submetidos a uma autêntica pilhagem.

    O desemprego – gigantesco flagelo social e ataque frontal à liberdade e à vida de milhões de homens e mulheres em todo o mundo – é a marca indelével de um sistema injusto que estas “comemorações” tentam mitigar, integrando-se assim na campanha mundial de reabilitação do capitalismo face à crise em que está mergulhado e de reescrita revanchista da História do Século XX e do papel libertador que nela tiveram os comunistas.

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  4. 4 4  Mario Sousa

    Desconfio sempre, quando os meus adversários politicos comemoram estas efemérides, faz-me lembrar uma vez que entrei numa igreja e reparei que o Santana lopes também lá estava, e disse para mim, um dos dois está aqui a mais.

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  5. 5 5  Luís Ferreira

    A queda do muro de Berlim simbolizou por um lado a reaproximação de povos irmãos, cuja separação não fazia sentido, além disso, terminou com regimes autoritários em que a liberdade era algo de proibido. No entanto, o capitalismo que se seguiu, traduzido em neoliberalismo acabou por lançar milhões de seres humanos no desemprego, na miséria, em nome do enriquecimento de algumas pessoas- meia dúzia – e de grupos económicos. Não existem sistemas perfeitos, mas um dia poderá surgir um sistema mais perfeito do que os que vigoraram no passado ou do que o capitalismo neoliberal actual e esse sistema sairá ou terá por base o socialismo e nunca o capitalismo que ignora o ser humano, reduzindo-o a números e exalta apenas o dinheiro e o poder.
    O capitalismo pode mesmo conduzir-nos à destruição do planeta e da humanidade, dado que apenas o dinheiro interessa, as pessoas têm de se limitar a servir o dinheiro e a natureza apenas serve para aumentar o capital de meia-dúzia.

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  6. 6 6  José Peralta

    Leo-(2)

    Sendo a RDA um “paraíso”, porque se assistiu, ao longo de 28 anos, às dramáticas fugas sobre o muro, que “normalmente”, terminavam em assassínios pela Stasi,(a Gestapo… “democrática”!!!!!!), e ao êxodo de milhões de alemães orientais (antes da construção do “muro da vergonha” foram “só” três milhões e meio !).

    E depois, quando Shabovsky, cometeu aquela “argolada” de dizer que a liberdade de saír, era “imediata”, porque testemunhámos aquela avalanche irreprimível e eufórica ?

    Estariam os alemães orientais, assim tão cansados do caquético Honecker, da sua “amada” Stasi, cansados enfim, de tanta “felicidade” ?

    E, já agora, sr. Leo, que fala na “enorme tragédia dos Povos da região”, e na “dimensão da catástrofe social”, poderá também dissertar, por favôr, sobre Estaline e os “seus” milhares (ou milhões ?) de operários e camponeses assasinados, dos Gulags, do Pacto de não agressão Germano-Soviético em 1939, que o “Kamerade” Hitler, violou em 1941, das selváticas invasões da Hungria em 1956 (cerca de 20.000 húngaros mortos), e da
    Checoeslováquia em 1968 ?

    Foi esse o “papel libertador dos comunistas soviéticos” ?

    Ou estes FACTOS, são para varrêr para o “caixote do lixo” da História ?

    Todo o discurso que produz, não passa de velhas e gastas frases feitas, da velha e gasta cassete, que já todos ouvimos até à exaustão !

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  7. 7 7  Leo

    A vitória da contra-revolução a Leste é também inseparável da outra face da moeda da globalização imperialista – a guerra e o militarismo.

    A palavra paz será mil vezes repetida nos discursos destas “comemorações”, mas nada será dito sobre os processos que estão em curno na NATO para aprofundar o seu carácter agressivo nem sobre a acelerada militarização na União Europeia.

    O imperialismo aproveitou-se da nova correlação de forças mundial criada com o desaparecimento da URSS e outros países socialistas para lançar uma ofensiva violenta visando impor a sua hegemonia planetária.

    Centenas de milhar de mortos e milhões de feridos, desalojados e refugiados – do Iraque ao Líbano e aos Balcâs, do Afeganistão à Palestina – são o saldo da cruzada de guerra que ilustra bem a natureza agressiva e assassina do imperialismo.

    A guerra é acompanhada pelas limitações da liberdade, pela tortura, pelos campos de concentração e prisões secretas à margem de qualquer legalidade, pelos assassinatos selectivos ou indiscriminados.

    Esta é a verdadeira face do capitalismo, que as classes dominantes e o Arrastão celebram hoje com entusiasmo.

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  8. 8 8  Cecília

    Leo,
    Olhe, eu vejo a questão duma maneira diferente, ao contrário até. Pessoalmente acho que foi o falhanço da URSS que nos lixou a todos e que é responsável pela corja de neoliberais/neoconservadores que nos caiu em cima. Não foi a vitória da contra-revolução mas a auto-destruição e implosão da sociedade e economia comunistas, porque implementaram um “socialismo” “À MANEIRA CZARISTA”. A brutalidade da opressão era a mesma, a falta de liberdade a mesma, a depressão colectiva a mesma, só que os mujiques passaram a ter comida, abrigo, escolas e hospitais, outros senhores e outra doutrina; os novos czares continuaram a competir com os primos do Oeste, só que em vez de arte, ostentação e ovinhos Fabergé esbanjaram em programas espaciais e armamento.
    Uma sociedade forte, com valores socialistas fortes, criadora de uma economia assente na produção de bens de qualidade para benefício de todos nunca teria caído tão facilmente, tão depressa e de uma forma tão caótica. Aquela sociedade de várias gerações nascidas e “educadas” depois da revolução de 17 – foram 70 anos, caramba, é muito tempo! – provou quão ocos foram aqueles “valores socialistas” e aquela economia que nunca produziu nada de qualidade. Só aparato e verborreia. Propaganda.

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  9. 9 9  Antonio Cunha

    Estes comunas não tem mesmo emenda.

    Como eles só os gajos da IURD. Mesmo com todas as provas de que aquilo é um embuste continuam a doar do dizimo.

    O ser humano é tão estupidozinho. !!!

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  10. 10 10  Leo

    A “queda do muro” foi acompanhada pela queda das amarras que condicionavam o funcionamento do sistema capitalista.

    Mas 20 anos de “liberdade” para o grande capital trouxeram ao planeta a maior crise económica dos últimos 80 anos, com o seu cortejo de sofrimento e miséria.

    Uma crise que é enfrentada com uma clara marca de classe: milhares de milhões de subvenções estatais para os banqueiros e capitalistas responsáveis pela crise; desemprego e miséria para quem vive do seu trabalho.

    Uma crise da qual o grande capital vai procurar sair através de um novo e brutal agravamento das condições de vida da grande maioria da população e, com grande probabilidade, através de novas e maiores guerras.

    A angústia, incerteza e medo que a esmagadora maioria da população sente hoje em relação ao seu futuro não pode ser separada dos acontecimentos de há 20 anos que hoje são comemorados por governos e por parlamentos e convenientemente ampliados pelos media dominantes.

    Mas as “comemorações de regime” q que hoje assistimos dizem mais sobre o presente do que sobre o passado.

    A campanha mundial que a propósito da abertura do muro de Berlim se desenvolve essencialmente contra uma ideologia, contra os Partidos Comunistas e contra a luta dos trabalhadores e dos povos pela sua real emancipação e pela sua real liberdade, revela, por si, as contradições, limites e profundas dificuldades do sistema que as “comemorações” procuram apresentar, mais uma vez, como o final da história da humanidade.

    Se hoje, 20 anos depois, recrudesce com tanta violência o anti-comunismo, a revisão e falsificação históricas, a intimidação e as perseguições e restrições à liberdade, os ataques à democracia, a promoção de velhos e novos fascismos, é porque o grande capital não se sente seguro.

    É porque o grande capital teme a resistência, luta e revolta dos povos.

    É porque, longe do triunfalismo e euforia de há 20 anos, percebeu já que se torna mais clara para grandes massas a natureza agressiva e exploradora do seu sistema sócio-económico que, na corrida desenfreada pelo lucro, não só é incapaz de resolver os grandes problemas da humanidade e do planeta, como é o principal factor do seu agravamento.

    É porque sabe que cresce a resistência e luta dos povos e trabalhadores. da América Latina ao Médio Oriente, na Ásia e na Europa.

    É porque sabe que os comunistas são os principais organizadores da resistência e luta e são os portadores da alternativa de sistema ao capitalismo.

    P capitalismo quer intimidar e reprimir, para continuar a explorar e dominar.

    Mas, como a realidade demonstra hoje com particular evidência, o futuro da humanidade não está nas contra-revoluções que há 20 anos varreram o Leste europeu.

    O futuro pertence ao sistema que irá derrotar e substituir o capitalismo: o socialismo, cujas portas foram abertas pela Revolução de Outubro, faz agora 93 anos.

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  11. 11 11  Antonio Cunha

    8 Cecília

    A sua constatação está certíssima, só peca numa coisa. Você continua a acreditar no ideal comunista, e está mais do que provado que ele não existe. É um mito urbano !

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  12. 12 12  Leo

    Cecília: deixo-lhe o conselho de Georges Gastaud:
    “OS POVOS DE LESTE FIZERAM UMA EXPERIÊNCIA HISTÓRICA DE MASSAS: ESCUTEMO-LOS!

    E, antes do mais, escutemos os povos de leste; não esses anticomunistas profissionais que ousam falar em nome dos seus respectivos povos depois de os ter devorado e arruinado, mas os trabalhadores, os camponeses, os reformados da Rússia e da RDA, da Hungria, da Roménia, etc., que viveram e avaliaram na sua vivência quotidiana a restauração capitalista mascarada de «democratização»: porque, feita a experiência, e sem ter esquecido de modo algum as repressões arbitrárias e os aspectos burocráticos que em graus muito diversos caracterizaram a época precedente, os povos fazem o balanço; comparam os «méritos» do euro-capitalismo (pauperização galopante das massas, enriquecimento fabuloso das máfias) a essas conquistas bem reais do socialismo que se chamaram pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana. É o regresso racionalizado do socialismo nas memórias, atestado por todas as sondagens realizadas na RDA, na Hungria ou na Rússia, e ainda melhor nessa sondagem continental de grande envergadura que viu há pouco tempo os povos de leste a boicotar ainda mais maciçamente do que os povos do ocidente essas eleições europeias por ocasião das quais o Partido Maastrichtiano Único convoca periodicamente o bom povo a «escolher livremente» entre a versão da direita e a variante de «esquerda» da clique social e do declínio nacional…

    SAIR DO ANTICOMUNISMO PARA CHEGAR ARUPTURA PROGRESSISTA

    Sair do anticomunismo permitiria finalmente aos progressistas pensar de forma consequente a ruptura revolucionária indispensável para triunfar da sarko-«ruptura» thatchero-fascizante; libertos do complexo contra-revolucionário que lastra o seu pensamento, refreia a sua acção e impede a sua reorganização, os verdadeiros progressistas poderiam finalmente compreender e clamar que é preciso tirar a França do triturador europeu que a mata e a desnatura, que é preciso extrair a 100% a humanidade dum sistema capitalista que apenas cria riqueza «esgotando a Terra e o trabalhador» (Marx). Para toda a humanidade trabalhadora, o que está em jogo é sair a tempo deste «fim da história universal» que a mundialização contra-revolucionária pode transformar a todo o momento, se não for impedida a tempo por novas revoluções, na história universal do fim.

    “1989!”, clama a reacção festejando a contra-revolução anticomunista e antijacobina que julga eterna: “17 e 89!”, responderão os herdeiros de Gavroche e de Guy Moquet, decididos a triunfar tanto dos Brancos como dos Castanhos de todos os países, coligados em vão para emparedar as Luzes!”

    http://odiario.info/articulo.php?p=1350&more=1&c=1

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  13. 13 13  José Peralta

    Leo-(7)

    As “limitaçõesda liberdade, a tortura, os campos de concentração, as prisões secretas à margem de qualquer legalidade, os assassinatos selectivos ou indiscriminados”, que condena, não se passaram também no tempo do imperalismo soviético, com a sua “natureza agressiva e assassina”?

    E o melhor da Intelectualidade, dos Escritores, Artistas, Músicos soviéticos, amordaçados por um “matacão com olhos” chamado Estaline e pela clique corrupta e cheia de privilégos e mordomias “capitalistas e burguesas”, (desde “dachas” a carros de luxo !) que o rodeavam, essa Intelectualidade que, se não podia emigrar (fugir, é o termo mais adequado) para o Ocidente, era enviada para os Gulags “para reeducação”?

    E a guerra no Afeganistão, que a URSS foi obrigada a abandonar, com o “rabo entre as pernas” ?

    Mas esta também não é a verdadeira face do comunismo, cujo fim, os dele saudosos, lamentam e choram hoje, com grande desgosto ?

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  14. 14 14  LF

    “No dia em que se comemoram os 20 anos sobre a queda do Muro de Berlim, uma sondagem conclui que os alemães de Leste consideram que a reunificação não foi consumada e que a esmagadora maioria sentia-se bem na antiga Alemanha Democrática.”
    .
    (Ele há cada sondagem!)
    .
    #O estudo indica que 50 por cento dos cidadãos da antiga Alemanha Democrática lamentam diferenças reais do nível de vida, lembrando que no Leste o desemprego é maior, os salários são mais baixos e o PIB é de apenas de um terço do registado no lado ocidental do país.”
    “Doze por cento dos inquiridos recordam com saudade os tempos da RDA e outros tantos defendem mesmo que o muro devia ser reconstruído.”
    “Somente um quinto dos alemães de Leste considera que a reunificação vai no bom sentido e muitos outros dizem que os irmãos do ocidente os tratam com arrogância.”
    .

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  15. 15 15  Sebastião Dias

    Rabiscos Vieira, curiosidade profissional, faço também este tipo de rabiscos no photoshop, tendo uma fotografia como fundo e desenhando num layer por cima. Qual é a sua técnica e que programa utiliza?

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  16. 16 16  cafc

    Cecília

    De acordo com tudo, menos numa coisa. Se me permite, eu “diria”:

    Uma sociedade forte, com valores socialistas fortes, criadora de uma economia assente na produção de bens de qualidade para benefício de todos, nunca teria caído e seria um “modelo” para todos os Povos.

    Cumprimentos.

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  17. 17 17  Leo

    José Peralta: O Estaline morreu em 1953, já lá vão 56 anos. Hoje, 20 anos depois destes acontecimentos do Leste, acentuam-se imitações da liberdade, a tortura, os campos de concentração, as prisões secretas à margem de qualquer legalidade, os assassinatos selectivos ou indiscriminados. Perpetrados pelos “nossos”, com a cumplicidade e acção dos “nossos”. Incluindo dos nossos governantes. E hoje. no Afeganistão estão desde há 8 anos os “nossos”, não a pedido do legítimo governo do país, mas numa invasão e ocupação tão descaradamente aberrante quanto a do Iraque. E se não se lembra, informo-o que os soviéticos saíram de lá pelo seu próprio pé, de forma acordada com o legítimo governo do país que até sobreviveu à URSS.

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  18. 18 18  José Peralta

    Leo- (12)

    Gabo-lhe o seu proselitismo militante e quixotesco, que o leva a repetir no post “Good Bye Lenin !” os mesmos textos que publicou aqui !

    Mas o que não pode esconder,(parece-me !) é que alguns dos chavões em que insiste, são retirados, copiados das cartilhas e manuais idolátricos e propagandísticos do comunismo, das suas “bíblias” também cheias de “caíns” e de abéis” !

    O que não pode mistificar, e/ou negar, é que o insucesso e a queda dos regimes comunistas, não foi obra dos “anti-comunistas profissionais” como lhes chama, foi, isso sim, a degenerescência, a corrupção, o descrédito “do poder ao povo”, as iniquidades, a injustiça social, a “canga” sobre o pescoço, a que “as classes dominantes” do comunismo o conduziram , e fizeram com que as “massas populares” se revoltassem e fechassem as utópicas “portas abertas” pela Revolução de Outubro !

    Foram essas “classes dominantes”, (eu chamar-lhes-ia opressoras !), que provocaram o descalabro, não venha cá com a demagogia da contra-revolução e do anti-comunismo internacional !

    Foram os tiranos que, de tanto “abusarem”, se puseram a geito, foram eles os verdadeiros anti-comunistas !

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  19. 19 19  Cecília

    cafc:
    Acho não discordou de mim. Foi mais ao fundo da questão. Concordo consigo.

    Antonio Cunha:
    Olhe que não, olhe que não! Não sou não. Não sou anti-comunista e estava a argumentar com o Leo.

    Leo:
    Ai as ortodoxias, os dogmatismos, a religião política…
    Repare que não argumenta com os outros, limita-se a repetir a propaganda habitual.

    José Peralta:
    Tal e qual!

    Cumprimentos.

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  20. 20 20  José Peralta

    Leo-(17)

    O facto de Lenine têr morrido há 56 anos, não apaga os seus crimes, tãopouco a História !

    Não seria difícil um acordo entre a URSS e o governo marxista do Afeganistão ! Não eram própriamente antagonistas ! Aliás, a invasão, foi em auxílio desse governo,contra a revolta incontrolável dos mujahedines !

    Mas a derrota efectiva, foi infligida por eles, que durante 9 anos, massacraram as tropas soviéticas, o que também contribuiu para o começo da desagregação da URSS.

    E com “os nossos”, como diz, está a acontecer igual derrota !

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  21. 21 21  Leo

    José Peralta; o Muro de Berlim tinha 66,5 km de comprimento e 3 metros de altura. Foi uma fronteira integralmente construída em território da RDA.

    O Muro do Apartheid que Israel está a construir terá 721 Km de comprimento e 9 metros de altura. Está a ser inteiramente construído em território palestiniano (chega a entrar 22 km dentro da Cisjordânia), modo de assim roubar mais terras, águas e recursos naturais.

    Não o incomoda este Muro do Apartheid?

    E quando fala de “degenerescência”, “corrupção”, “descrédito”, “iniquidades”, “injustiça social”, “canga” “opressoras”, “descalabro”, “tiranos”, não está a usar
    chavões?

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  22. 22 22  Leo

    “Ai as ortodoxias, os dogmatismos, a religião política…
    Repare que não argumenta com os outros, limita-se a repetir a propaganda habitual.”

    A Cecília é das que não têm espelhos em casa, certo?

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  23. 23 23  Leo

    “O facto de Lenine têr morrido há 56 anos, não apaga os seus crimes” O Lenine morreu há 85 anos e o único “crime” que dele conheço é de ter sido o obreiro da primeira revolução socialista vitoriosa da história da humanidade. Precisamente há 93 anos!

    Quanto ao Afeganistão, como diz a URSS ” foi em auxílio desse governo, contra a revolta incontrolável dos mujahedines”, isto é não foi invasão, mas tão somente a resposta a um pedido de ajuda do governo amigo do Afeganistão e segundo o pacto bilateral de defesa entre os dois países. E como também lhe disse, a URSS saiu pelo seu próprio pé e o governo amigo do Afeganistão sobreviveu à existência da URSS.

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  24. 24 24  Cecília

    Leo,
    Como assim?

    [Responder]

  25. 25 25  Leo

    Como assim, Cecília? Então mesmo depois de lhe ter lembrado as conquistas bem reais do socialismo que se chamaram pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana, tem o topete de lhes chamar “ortodoxias, dogmatismos, religião política”? O que não é isso senão ortodoxia, dogmatismo, religião política do neo-liberalismo?

    É que de facto a revolução socialista vitoriosa há 93 anos trouxe a milhões de cidadãos do Leste europeu pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana. A milhões e milhões de cidadãos do Leste europeu, que os perderam com a vitória da contra-revolução que tanto a entusiasma.

    [Responder]

  26. 26 26  António Cunha

    25 Leo

    Caro amigo, como diz o ditado, mais cego é aquele que não quer ver.

    Voce tem um pais dividido em 2.

    Num vigorou uma politica Capitalista (suas palavras), no outro uma politica Comunista.

    Passados muitos anos o que aconteceu ? O pais comunista desmoronou-se com um castelo de cartas. Já não conseguia disfarçar mais as mentiras e aldrabices.

    A seguir o pais Capitalista teve que tomar conta do pais Comunista, dar-lhe pão, agua e dinheiro.
    Mas mesmo assim são uns ingratos.

    E passados 20 anos ainda exitem iluminados como voce que acham que tudo isto é mentira.

    O que quer que lhe diga mais ?

    Sabe porque fala assim ? Porque não viveu lá… só por isso.

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  27. 27 27  Pedro Vieira

    Sebastião, mas há programa melhor do que o photoshop? abrenúncio.

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  28. 28 28  Leo

    “E passados 20 anos ainda exitem iluminados como voce que acham que tudo isto é mentira.” ???

    Finge que desconhece que todos os anos o governo federal alemão promove um sondagem entre a população de Leste sobre as actuais condições de vida em comparação com a experiência da RDA.

    Apesar das campanhas de obscurecimento e criminalização do socialismo, os resultados de tais inquéritos têm sido invariavelmente decepcionantes para os seus promotores.

    A maioria dos alemães de Leste continua a preferir o socialismo e mostra-se desiludida com o capitalismo.

    Na última sondagem, em 26 de Junho, os resultados, publicados no jornal Berliner Zeitung, são inequívocos: «a maioria dos inquiridos considera que a RDA tinha “mais aspectos positivos que negativos. Passados 20 anos de anexação, 57 % da população da ex-RDA continua a defender o socialismo.»

    [Responder]

  29. 29 29  António Cunha

    28 Leo

    Ó Homem não seja tolo !!!

    Eu passo muito do meu tempo na Alemanha, onde tenho família e parte do meu negócio.
    Algumas pessoas da minha família, por interposta pessoa, são do Alemanha do Leste, e já tive noites inteiras a ouvir as “maravilhas” do que por lá se passava.

    Você também acredita que em Portugal uma grande maioria gostava de ter o Botas de volta ?

    Sabe, na Ex-RDA a unica igualdade que havia era que todos eram pobres e miseráveis.

    Sabe o que eram os pacotes ? Se um dia conhecer um alemão do leste pergunte-lhe se sabe o que era a chegada dos “pacotes do oeste”

    [Responder]

  30. 30 30  Sebastião Dias

    O ilustrator e o free-hand também são úteis nestas andanças. Sei lá, que ofensa a minha…

    [Responder]

  31. 31 31  Pedro Vieira

    é verdade, tenho um certo rancor à adobe pela morte do freehand e o illustrator ainda me parece pouco friendly. digamos que ainda há um muro entre nós.

    [Responder]

  32. 32 32  Cecília

    Leo,
    Diz-me que “É que de facto a revolução socialista vitoriosa há 93 anos trouxe a milhões de cidadãos do Leste europeu pleno emprego, educação de bom nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana. A milhões e milhões de cidadãos do Leste europeu, que os perderam com a vitória da contra-revolução que tanto a entusiasma.”
    Concordo até certo ponto e em alguns aspectos que foi assim. Com excepção da cultura que era censuradíssima. E até à segurança da existência, que era só para quem se conformasse 100%, pois os outros facilmente deixavam de existir ou iam existir para bem longe, onde se morria de frio e fome. Quanto ao espírito de solidariedade na vida quotidiana, não sei o que isso poderá significar em sociedades de delatores com a denúncia institucionalizada.
    Nada do que se passou me entusiasma. Nem o regime comunista me entusiasmou, nem a sua queda. O muro veio abaixo e muito bem. Quando cai um muro ao fundo do quintal, a casa não vem abaixo. Só se estiver a cair de podre. Qualquer ventinho a derruba.
    Até fiquei preocupada com as consequências da queda da URSS, já que o equilíbrio de poderes deixou de existir, numa conjuntura mundial que se foi estruturando em sua função. O regime comunista foi abusivo e violento mas no Oeste o medo do comunismo moderou e impediu muito abuso por esse mundo fora.
    Cumprimentos.
    P.S. Sou contra todos os muros.

    [Responder]

  33. 33 33  José Peralta

    Leo-(21)

    O muro israelita do apartheid, mais do que me incomodar, revolta-me, como me revoltam todos os muros, não só os de betão, mas todos os “muros” que atentam contra a Liberdade, a dignidade humana, o livre pensamento, que também foi o que aconteceu na União Soviética.

    E os meus “chavões” são a simples constatação de uma verdade histórica,durante muitos anos escamoteada e reprimida.

    (23)-”O facto de LENINE têr morrido há 56 anos…”

    O sr. Leo está apenas a tergiversar, porque compreendeu muito bem que, quando reproduzi a sua frase, por lapso escrevi Lenine em vez de Estaline !

    [Responder]

  34. 34 34  Leo

    “Quando cai um muro ao fundo do quintal, a casa não vem abaixo. Só se estiver a cair de podre. Qualquer ventinho a derruba.”

    A Cecília ainda nem ainda percebeu que o muro não caiu e que foram as autoridades da RDA que abriram as fronteiras e que essas mesmas autoridades foram depois presas e julgadas pelas da RFA?

    Nem sequer ainda percebeu que o que chama de “queda” do muro não passa duma mistificação? E que nunca foi dada a possibilidade ao povo da ex-RDA de referendar a Constituição da ex-RFA que lhes impingiram? Não percebeu ainda que o povo da ex-RDA NUNCA foi consultado?

    [Responder]

  35. 35 35  Leo

    O José Peralta é dos que ainda nem sequer percebeu que há fronteiras em todo o mundo e que há cada vez mais fronteiras entre os países da UE e o resto do mundo.

    E com a mesma ligeireza troca nomes de ex-dirigentes da URSS e em vez de o reconhecer, culpa-me a mim.

    [Responder]

  36. 36 36  PedroM

    “O Lenine morreu há 85 anos e o único “crime” que dele conheço é de ter sido o obreiro da primeira revolução socialista vitoriosa da história da humanidade.”

    Então, há que dar o crédito total ao homem. Para grande inveja de Hitler, foi ele o autor dos modernos campos de concentração. Um visionário…

    [Responder]

  37. 37 37  Cecília

    Leo, Leo!
    “Quando cai um muro ao fundo do quintal, a casa não vem abaixo. Só se estiver a cair de podre. Qualquer ventinho a derruba.”

    Sentido figurado chama-se a isso, por pouco inspirado que seja.

    Agora vejamos:

    1. Cair, caiu. Cair significa “ir a terra”.
    2. Fisicamente foi deitado abaixo por ordem da URSS, ou acha que que as autoridades da RDA decidiram alguma coisa ou tinham sequer poder para isso?
    3. Quando dividiram a Alemanha tampouco foram referendados ou consultados. Ou quando ergueram o muro de Berlim.
    4. Acredito que muitos Alemães de Leste estejam insatisfeitos com a sua situação presente. Uns por estarem efectivamente pior – por milhentos motivos-, outros por terem tido expectativas irrealistas, outros por saudosismo.
    5. Quanto aos julgamentos devo dizer que nunca me debrucei sobre o assunto, que é complicado sob o ponto de vista legal e portanto pouco sei sobre ele. Mas diga-me se acredita que se fosse ao contrário não teria havido quaisquer julgamentos. Talvez não, seria mais conforme fazer desaparecer as pessoas.

    [Responder]

  38. 38 38  José Peralta

    Leo-(35)

    Mas é claro que eu “ainda nem sequer percebi que há fronteiras em todo o mundo”, e ainda menos percebi, qual a razão deste seu novo argumento !

    E a minha troca de nomes de Estaline por Lenine, foi realmente um lapso, que acontece a qualquer um !
    Na minha resposta (33), estava a justificar e a reconhecer o MEU erro!

    Estou a culpá-lo de quê ?
    Pergunto-lhe sem acinte :-Sabe o significado do verbo tergiversar ?

    [Responder]

  39. 39 39  cafc

    Manifesto do Leo

    1- Ninguém que discorde de mim percebeu coisa alguma;

    2- Se quiserem ter a ousadia de não concordar comigo, utilizem o “esquema panfletário”;

    3- Não coloquem questões resultantes do vosso pensamento (livre e “contra-revolucionário”), pois a minha cabecinha está formatada e não dá para mais;

    4- O Povo da RDA sempre teve as mais amplas liberdades, incluindo as de ir às “consultas populares da STASI”;

    5- Esse princípio baseava-se no “sistema referendário uni-pessoal “És contra? Estás lixado!”

    6- O “modelo” que pretendo transmitir “Urbi et Orbi” é este, só este e nada mais do que este;

    7- Este é o “modelo” de Este.

    Há por aí um tal xatoo que está a tentar ser mais “murista” do que eu. A diferença está em que ele … e eu…

    Agora, entra o cafc:
    Descubram as sete diferenças!

    Oh Leo, afinal sempre tem tempo!
    Só não tem para responder ao convite que lhe fiz no “Good-bye Lenin”…

    Pronto, como dizia a minha avó “cada um é como é”, portanto:

    Saudações Democráticas.

    [Responder]

  40. 40 40  Leo

    1.Não caiu muro algum em 9 Novembro de 1989, as autoridades da ex-RDA abriram voluntariamente as fronteiras.
    2.Fisicamente foi deitado abaixo posteriormente pelos responsáveis da contra-revolução, as autoridades da ex-RFA.
    3.A Alemanha perdeu a guerra, não sabia? E obviamente os líderes dos Estados que na coligação anti-hitleriana desempenharam um papel decisivo decidiram do seu destino. Em duas Cimeiras.
    Na Cimeira de Ialta (4-11 Fevereiro de 1945), URSS, USA e Grã-Bretanha decidiram (entre outras coisas) prosseguir a cooperação militar até à derrota total da Alemanha nazi;
    - chegaram a acordo sobre as zonas da Alemanha a serem ocupadas temporariamente após a derrota, por cada um dos signatários e também pela França;
    -decidiram erradicar o fascismo e o militarismo alemão e transformar a Alemanha num país democrático e pacífico.
    A URSS defendeu o direito à unidade nacional do povo alemão e fez triunfar a tese da não divisão da Alemanha. Os USA e a Grã-Bretanha pretendiam desmembrar a Alemanha para permitir aos respectivos monopólios a rapina dos seus concorrentes alemães.

    A Conferência de Potsdam (17 Julho-2 Agosto 1945) confirmou as decisões de Ialta e estabeleceu acordos concretos. As principais decisões foram, entre outras:
    1)O futuro da Alemanha foi a questão de maior relevo ai tratada. Traçou os princípios políticos e económicos que deveriam presidir ao período de controlo inicial em todas as zonas de ocupação. Tratou em detalhe da desmilitarização, da desnazificação e da criação de um Estado democrático e pacífico; das reparações da guerra e do julgamento de todos os criminosos de guerra.
    De novo a URSS travou, em defesa dos direitos do povo alemão, uma batalha contra os projectos anglo-norte-americanos de desmembrar a Alemanha e criar vários Estados no seu território.
    2)A aprovação da fronteira entre a Alemanha e a Polónia seguindo os rios Oder e Neisse, o que equivalia à entrega à Polónia de territórios ocidentais anteriormente em posse da Alemanha. Uma delegação do governo polaco ajudou à solução do problema. Conseguiu-se uma solução equitativa que os revanchistas alemães instalados mais tarde pelos USA no governo da RFA se recusavam a aceitar.
    3)Os USA reiteraram o pedido à URSS para entrar na guerra contra o Japão que com 7 milhões de soldados bem equipados constítuia um problema para o seu estado-maior. A URSS garantiu que honraria esse compromisso que assumira em Ialta.
    Mas poucos dias depois, em 6 de Agosto os USA lançam uma bomba atómica sobre Hiroxima (140.000 morreram logo; mais de 350.000 foram directamente atingidos). E em 9 de Agosto os USA lançam a segunda sobre Nagasaki (mais de 80.000 morreram; mais de 280.000 foram atingidas). Foram os mais bárbaros e odiosos actos de agressão contra populações civis, que nada podia justificar. Em 8 de Agosto, na data exacta acordada há muito e confirmada em Potsdam as tropas soviéticas desencadearam as operações na Manchúria onde se concentravam 2 milhões de soldados japoneses.
    O imperialismo para não cumprir com as cláusulas fundamentais de Ialta e Potsdam e ingerir nos assuntos internos doutros povos criaram divisões no movimento sindical, reprimiram movimentos de resistência, intervieram militarmente (Grécia) e vetaram a participação de comunistas nos governos.
    Em relação à Alemanha, USA, Grã-Bretanha e França sabotaram abertamente a aplicação dos Acordos de Potsdam, lançaram-se na restauração dos grupos monopolistas e dos latifundiárioa responsáveis pela barbárie nazi, impedem a assinatura de um tratado de paz com toda a Alemanha, dividem o país ao fundar em 2 de Setembro de 1949 a RFA e iniciam em força o seu rearmamento. Este processo culminara com a criação da NATO nesse mesmo ano, em 4 de Abril de 1949.

    A RDA nasceu apenas a 7 de Outubro de 1949. E a sua Constituição cumpria integralmente os acordos de Ialta e Potsdam, ao contrário da RFA.

    Portanto, Cecília, antes de mandar bocas, estude o assunto.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Leo, eu ainda não estou completamente convencido de que o senhor não é um anticomunista a dar mau nome ao Partido.

  41. 41 41  Cecília

    Leo,
    Chorrilhos de acontecimentos – sempre sujeitos a interpretações e debate – não constituem argumentos ou respostas. Insinuações sobre a pretensa ignorância dos seus interlocutores e aproveitamento de lapsos óbvios por parte deles não fomentam o respeito pela sua postura ou a discussão inteligente de ideias.
    Vou concluir:
    As guerras – quentes e frias – têm vencedores e vencidos. Os vencedores prevalecem, impondo a sua vontade e interesses. A população da Alemanha de Leste e de Berlim Leste tem estado sempre no lado perdedor e tem tido, consequentemente, o seu destino traçado pelos vencedores. A Alemanha nazi perdeu a Segunda Guerra Mundial e o império Soviético perdeu a Guerra Fria.

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  42. 42 42  cafc

    Cecília

    Eu já vivi os “aninhos” suficientes para perceber a génese de certas “argumentações” e os “truques e malabarismos” com que as pretendem sustentar.

    Daí resultou o que escrevi no meu comentário #39.

    Minha amiga, permita-me que lhe chame assim, continue a expôr as suas próprias ideias, porque vai encontrar “aqui” quem não “funcione com cabecinhas formatadas”.

    E, se alguma vez discordar das suas opiniões, o fará, sempre (e não serei eu o único, felizmente), a fazê-lo como “livre pensador”.

    Cumprimentos, minha amiga.

    [Responder]

  43. 43 43  Leo

    “Chorrilhos de acontecimentos – sempre sujeitos a interpretações e debate – não constituem argumentos ou respostas.” ????

    Quem não tem argumentos nem respostas são ambos, Cecília e DO.

    A Cimeira de Ialta (4-11 Fevereiro de 1945), realizou-se mesmo entre a URSS, USA e Grã-Bretanha e aí ficou traçado o destino da Alemanha (acordo sobre as zonas da Alemanha a serem ocupadas temporariamente após a derrota; erradicação do fascismo e do militarismo alemão e transformação da Alemanha num país democrático e pacífico). E só a URSS defendeu o direito à unidade nacional do povo alemão.

    A Conferência de Potsdam (17 Julho-2 Agosto 1945) também se realizou e confirmou as decisões de Ialta e estabeleceu acordos concretos. Aí de novo a URSS travou, em defesa dos direitos do povo alemão, uma batalha contra os projectos anglo-norte-americanos de desmembrar a Alemanha e criar
    Em 6 de Agosto de 1945 os USA lançaram mesmo uma bomba atómica sobre Hiroxima e em 9 de Agosto de 1945 lançaram a segunda sobre Nagasaki.

    E de seguida o imperialismo para não cumprir com as cláusulas fundamentais de Ialta e Potsdam e ingerir nos assuntos internos doutros povos criaram divisões no movimento sindical, reprimiram movimentos de resistência, intervieram militarmente (Grécia) e vetaram a participação de comunistas nos governos.

    Em relação à Alemanha, USA, Grã-Bretanha e França sabotaram abertamente a aplicação dos Acordos de Potsdam, lançaram-se na restauração dos grupos monopolistas e dos latifundiárioa responsáveis pela barbárie nazi, impediram a assinatura de um tratado de paz com toda a Alemanha e dividiram a Alemanha ao fundar em 2 de Setembro de 1949 a RFA.

    E a NATO foi mesmo criada em 4 de Abril de 1949.

    A RDA nasceu apenas a 7 de Outubro de 1949, depois da RFA. E a Constituição da RDA era a única que cumpria integralmente os acordos de Ialta e Potsdam.

    [Responder]

  44. 44 44  Cecília

    cafc,
    Também eu já vivi aninhos suficientes…

    [Responder]

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