Na mesma semana em que se soube que uma comediante italiana poderá vir a ter que responder em tribunal por ter feito uma piada com o Papa Bento XVI, atitude que lhe pode valer uma pena de prisão até 5 anos, tornou-se público que a polícia alemã está a assegurar a protecção a um padre protestante que tem recebido ameaças à sua vida desde que escreveu uma canção criticando Bento XVI. Ao contrário dos célebres cartoons com Maomé, e será certamente por distracção, ambos os casos não têm merecido a indignação dos exaltados de serviço quando a intolerância religiosa e ataques à liberdade de expressão vêm de outras latitudes.


47 respostas ao post “Ainda se fosse um cartoon…”  

  1. 1 1  PR

    Errado K’mrd. O problema é ninguem poder, em nome da tolerância intolerante do multiculturalismo, caricaturar Maomé ou processar os que ameaçam e matam em nome do Islão. A cobardia política europeia, ao processar estes, faz descansar as consciências. È fácil processar humoristas ou críticos do Radtzinger. ( Naturalmente, errado, claro ). Mas até publicar livros sobre a Aisha foi proibido. Dois pesos, duas medidas. Deixa andar. Em vinte anos andamos todos de burka. E ainda vamos ter saudades de Roma, acredita. Camelos já o Lino os assegurou. Previdente.

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  2. 2 2  Tarzan

    Equipara pôr uma acção em tribunal a ameaças de morte e fatwas?

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  3. 3 3  JDC

    Talvez porque, neste caso, as reacções aos referidos episódios humorísticos não tenham vindo de altos dirigentes nem de pessoas com responsabilidade política, como foi no caso dos cartoons sobre maomé. Aliás, ao que parece, neste caso trata-se de algumas pessoas com pouco que fazer além do que explanar o seu fanatismo. No caso dos cartoons sobre maomé chegou-se a falar em repercussões diplomáticas.
    Não tente comparar o incomparável, ainda há pouco tempo um líder religioso da Arábia Saudita ameaçou de decapitação os dirigentes de uma televisão local por esta passar programas supostamente demoníacos…

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  4. 4 4  estupefacto

    é. você não percebeu nada, pois não? a sra vai responder em tribunal… é idiota, claro, mas e depois? não foi condenada por nenhuma fatwa pois não? ou acha que é o mesmo ser alvo de um processo judicial num país civilizado ou alvo de uma condenação num país muçulamno? que pensa que teria acontecido à sra se fosse muçulmana num país muçulmano e tivesse feito a graça relativamente a um dos imans?
    e o alemão. pois. acontece. há idiotas em todo o mundo dispostos a ameaçar outros apenas por não gostarem da forma como se exprimem. mas na alemanha o sr é protegido pela polícia. num país muçulmano seria detido pela polícia…
    tenha vergonha na cara

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  5. 5 5  Bruno - Planetas

    O fanatismo religioso foi o primeiro franchising à face da terra!

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  6. 6 6  Sérgio

    Concordo.
    É o velho “pimenta no cú dos outros é refresco.”

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  7. 7 7  Pedro Sales

    JCD,

    O processo contra a comediante partiu do Procurador Geral de Roma, ou seja, alguém com elevadas responsabilidades em Itália.

    Estupefacto,

    Só vai “responder em tribunal?” O problema é exactamente esse, mas não posso deixar de me espantar por por constatar a compreensão que merece um sistema legal que, em plena Europa no século XXI, não permite que se façam piadas, mesmo que de gosto duvidoso, com o Papa ou com o chefe de Estado.

    Não comparo nada com a fatwa, mas não é por isso que não deixa de ser um notório exemplo de intolerância religiosa onde, pelos vistos, existe muito boa gente disposta a ameaçar a vida dos outros por causa de uma canção.

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  8. 8 8  Euroliberal

    “In 20 years Ratzinger will be dead and will end up in hell, tormented by queer demons – not passive ones, but very active ones” – disse a comediante num comício.

    Pareece-me que há efectivamente fundamento para um processo. A esquerdalhada fracturantye tem de aprender que há coisas sagradas e que se gostam de levar no cu devem deixar o papa de fora das suas ordinarices, respeitando assim a imensa maioria dos seus concidadãos.

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  9. 9 9  JDC

    Mas senhor Pedro Sales,

    Por acaso o humorista já foi condenado? É que uma fatwa é uma condenação sem julgamento e com base religiosa. Num julgamento ira decidir-se se há delito ou não. É ou não é uma grande diferença?

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  10. 10 10  Nuno Pedrosa

    “Não comparo nada com a fatwa, mas não é por isso que não deixa de ser um notório exemplo de intolerância religiosa onde, pelos vistos, existe muito boa gente disposta a ameaçar a vida dos outros por causa de uma canção.”

    Então se não compara para que coloca o post nestes termos? Parece que compara mas afinal não.

    Enfim. É bom para o crédito do blog.

    Nuno Pedrosa

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  11. 11 11  Tarzan

    «um sistema legal que, em plena Europa no século XXI, não permite que se façam piadas, mesmo que de gosto duvidoso, com o Papa ou com o chefe de Estado.»

    Isso só será verdade se houver condenação.

    Descarta a comparação com a fatwa mas mantem a equiparação de ameaças de morte a processo judicial contra difamação?

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  12. 12 12  talib

    Não há nada no corão a proibir imagens.
    E aqueles desenhos até são elogios.
    Retratam um pouco do que maomé disse e fez.
    E maomé foi o maior exemplo.

    Mas para os muçulmanos, quando é para criar problemas, tudo serve.

    Há sim grandes insultos ao islão, mas esses são feitos e usados pelos próprios todos os dias sem se darem conta de que os estão a fazer.

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  13. 13 13  Nuno Cruz

    A religião católica é alvo (e muito bem) dos ataques de comentadores, humoristas, artistas e et caetera da nossa Europa todos os dias. No entanto nunca, mas mesmo nunca artistas ‘blasfemos’ como o Wim Delvoye ou o Serrano terão a coragem de executar obras equivalentes em relação ao o Islão, porque eles sabem que para isso sim, é preciso uma certa coragem. Com certas excepções pode-se hoje dizer o que quiser do universo católico sem se colocar em risco a sua pele.

    Não percebo esta espécie de branqueamento da intolerância islâmica, como se todas as religiões se equivalessem.

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  14. 14 14  desabafo

    A sua plateia fascista,ai digo democrata já leram esta preciosidade do prof Rodrigue Tremblayem economia?
    http://resistir.info/crise/tremblay_17set08.html

    Devem ficar com os seus suportes’ideologicos’(será que roubar faz parte duma ideologia?) estão muito podres…

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  15. 15 15  Pedro Sales

    Se não for uma fatwa, está visto, podemos pôr em tribunal quem ousar fazer piadas ou comentários a propóstido do Papa ou do chefe de Estado. Parece que o JCD e o Tarzan acreditam que a ameaça de processo não tem nenhum efeito sobre o próprio processo de criação e, como é natural, acham que ninguém pensará duas vezes antes de dizer uma piada sobre o Papa ou Berlusconi. Pois.

    Euroliberal,

    Não é a difamação que move o processo, mas por que é o Papa que está em causa, razão pela qual é invocado um Tratado de 1929 entre Itália e o Vaticano e não a lei ordinária.

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  16. 16 16  Nuno Cruz

    Por exemplo: Wim Delvoye executou tatuagens de imagens do Cristo sobre a pele de porcos que mandou mais tarde executar. Quanto ao Andres Serrano (exposto na vossa colecção Berardo), uma das suas obras mais conhecidas é um Jesus Cruxificado dentro de um banho de urina. Exemplos destes sao bastante fáceis de encontrar na arte contemporânea e não me parece que o processo em tribunal mude o que quer que seja.

    Comparar isto com a evidente auto-censura e o medo dos autores europeus no que concerne o fundamentalismo islâmico nao faz sentido. Como nao faz sentido comparar um processo em tribunal com uma fatwa.

    Ultimo ponto: claro que podemos pôr em tribunal quem quer que seja. O único risco que corremos é de perder.

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  17. 17 17  Berta

    Cá pelo burgo só se brada contra a intolerância reliogiosa se esta for dirigida contra os muculmanos. Se for contra os católicos ou cristãos em geral, o caso muda de figura. Os argumentos são do mais rocambolesco que há. A defesa do criacionismo já é algo de legítimo e “normal”. O facto de alguém ser processado por fazer canções contra o papa também não tem nada de mal. Afinal podia ser pior. Afinal eles dantes não mandavam as pessoas para a fogueira ? Agora vai-se a tribunal, há uma melhoria significativa, não é?
    Se nivelarmos as liberdades civis de uma sociedade usando o talibanismo como referência, tudo é ganho não é?

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  18. 18 18  JDC

    Segundo o Pedro Sales, num Estado de direito, apenas podemos interpor um processo judicial se ganharmos. É como uma vitória a priori.

    Evidentemente que o caso poderá condicionar a criação humorística, mas acredita que será assim tão significativo? Por outro lado, mesmo sem processo em tribunal, muitos precisaram de muita coragem, como diz o sr. Nuno Cruz, para fazer o mesmo em relação ao Islão.

    O que se espera aqui é que a humorista em questão não seja condenada e, se se provar o abuso por parte do PGR, seja indemnizada por isso. É assim que funciona o Estado de direito…

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  19. 19 19  Xico

    Não faríamos outra coisa se tivessemos que atender à estupidez de cada indivíduo.
    No caso das caricaturas, as reacções vieram de pessoas com responsabilidades políticas e sociais. Se aqui fosse o caso, concerteza levantar-se-iam as vozes do costume e não só.
    Quanto à questão da italiana, trata-se de uma ofensa a um chefe de estado, que, concorde-se ou não, a lei italiana proíbe. O mesmo se passaria em Portugal em relação a Cavaco, Sampaio ou Mário Soares. Aliás, se bem me lembro, foi este último que tudo fez para que se proibisse o insulto às autoridades, quando em Coimbra foi vaiado como primeiro ministro.
    A memória é curta….!!!!
    Lembro que é probido em alguns países ocidentais o delito de opinião, quando se trata do holocausto nazi ou sobre os arménios!

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  20. 20 20  Besugo

    … e eu que pensei que o perdão e a tolerância estavam na base dos ensinamentos da religião católica.

    Que inocência a minha!

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  21. 21 21  Besugo

    “A esquerdalhada fracturante tem de aprender que há coisas sagradas e que se gostam de levar no cu devem deixar o papa de fora das suas ordinarices, respeitando assim a imensa maioria dos seus concidadãos.”

    Euroliberal,

    Penso que qualquer pessoa razoável se irá abster de comentar o seu comentário.

    E para terminar – sagrado, é o meu cu!
    Obrigado

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  22. 22 22  JDC

    Senhora Berta, quem faz a comparação com o caso islâmico é o próprio autor do post. E é sobre isso que tenho criticado, demonstrando a diferença radical entre um caso e outro.

    Claro está que não estou a defender o criacionismo ou mandar pessoas para a fogueira. Estou apenas a dizer que a indignação do caso dos cartoons ter tido uma dimensão muito superior a esta porque, de facto, o episódio foi muito superior a este!

    Intolerância religiosa há em todo o lado, até nos ateus…

    E quanto a ir a tribunal para se averiguar um alegado delito, sim, é uma melhoria muito significativa e própria de um Estado de direito…

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  23. 23 23  Pinto

    DIFERENÇAS:

    Num caso foi a Igreja que intentou um processo contra a comediante, no outro foram os embaixadores (11) que a 20 de Outubro de 2005 se insurgiram contra as caricaturas de Maomé.
    A 29 de Dezembro de 2005 os Ministros do exterior árabes “rejeitam e condenam este ataque contra a santidade das religiões, dos profetas e dos nobres valores do Islão”.
    Ou seja, num é a Igreja que se envolve, noutro são os representantes dos Estados.

    Num caso o Primeiro Ministro (dinamarques) veio condenar (a 5 de Janeiro de 2006) “toda acção ou declaração que trate de desafiar determinados grupos devido à sua religião ou etnia”.
    No outro, o Primeiro Ministro não se pronuncia em nome da separação entre o Estado e a Igreja.

    Num caso as embaixadas são incendiadas (4 de Fevereiro de 2006). Os tumultos seguem-se pelos dias seguintes. Um turco de 16 anos é detido pelo assassínio, no dia 5 desse mesmo mês e ano, de um padre católico italiano em Trabzon, nordeste da Turquia. O canal NTV assegura que o jovem confessou ter matado o padre por causa das caricaturas.
    Noutro é um padre que se diz ameaçado (tal como se sentiu a Carolina Salgado).

    REALMENTE TEM TUDO A VER

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  24. 24 24  Manuel Leão

    Como já tenho referido, condeno de igual modo ofensas feitas às religiões, quaisquer que elas sejam. E para isso baseio-me no princípio de que a fé é uma questão do foro íntimo de quem é crente. Mas quando eu falo em condenação, refiro-me à censura moral ou social, sem qualquer relação com penas de prisão. Acontece, no entanto, que o papa é também o Chefe do Estado do Vaticano. Como cristão, não concordo que o Papa seja titular de um poder temporal. Essa é, aliás, uma das razões pelas quais não sou católico praticante e me assuma apenas como cristão. (A Igreja, no entanto, considera-me católico por ter sido baptizado catolicamente).

    Já vi referir que, esse poder temporal, tem por finalidade proteger aquele espaço geográfico, com a mesma eficácia com que se defende outro estado qualquer. Mas haveria, com certeza, outras maneiras tão ou mais eficazes de conseguir esse desiderato sem o ligar ao poder temporal. E teria toda a vantagem de separar o que é de César do que é de Deus.

    Fazer coincidir, na mesma pessoa, estas duas facetas, só pode dar origem a conflitos evitáveis e atrelar a Igreja a problemas e a conviver com personalidades políticas que só lhe podem trazer descrédito e criar desigualdades de tratamento. Sejam essas personalidades quais forem. Existem, aliás, movimentações de católicos no sentido de rever o estatuto do Vaticano, nomeadamente no sentido de o transformar numa ONG a quem fosse garantida protecção.

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  25. 25 25  Pinto

    Porque é que o Primeiro Ministro italiano não pede desculpas, tal como o fez o seu homólogo dinamarquês aquando das caricaturas de Maomé?

    Porque é que o Primeiro Minsitro alemão não pede desculpas como o fez o seu homólogo dinamarquês?

    Será que se as caricaturas do jornal dinamarquês, em 2005, visassem a Igreja Católica o PM dinamarquês também pedia desculpa ou faria o mesmo que fazem o PM italiano e alemão com esta situação?

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  26. 26 26  talib

    Em poucas palavras.
    No islão, só o diabo anda à solta.
    E o islão não foi, não é, nem nunca poderá ser religião.
    São os próprios que o dizem.
    É sim, submissão à vontade de allah, ou seja, escravatura com tudo o que isso implica.

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  27. 27 27  Berta

    Caro JCD
    Quando me referia à dualidade de critérios na condenação da intolerância religiosa, não me estava a pensar em si nem no seu comentário, mas numa impressão geral. Citei o exemplo criacionista que tem sido muito discutido na blogosfera a propósito da Sarah Palin, mas poderia referir outros. Tem-me parecido que a condenação da intolerância religiosa quando praticada por muculmanos é muito mais veemente do que quando praticada por católicos ou cristãos (pelo menos na blogosfera). E que tem um carácter chauvinista que excede a própria condenação em si. É como se estivéssesmos a condenar toda uma cultura e não este ou aquele acto. Mas quando estamos a falar de católicos, estamos a falar de nós, do vizinho do lado. É mais fácil ser condescente conosco e exigente para com os outros. Penso que é esta a ideia subjacente ao post.
    É claro, que a intolerância muculmana assume contornos muito mais violentos quando comparada com a católica. Afinal, há estados islâmicos que podem fazer o que querem em nome da religião. Os estados em que o catolicismo está em maioria são na generalidade laicos e isso faz toda a diferença. Ninguém está á espera de reacções “à la Arábia Saudita” mas isso não significa que estas não sejam igualmente condenáveis. Na minha óptica é errado processar alguém por delito de opinião. Poderá contrapor que processar é mais civilizado do que lançar uma fatwa, mas para mim continua a ser uma reacção exagerada.

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  28. 28 28  Fado Alexandrino

    não permite que se façam piadas, mesmo que de gosto duvidoso, com o Papa ou com o chefe de Estado.

    Vejamos.
    Amanhã aparecia no Público uma piada sobre Sócrates (o de plástico e não o outro) dizendo e não sugerindo que o camarada Louça o tinha enrabado, aproveitando as circunstâncias políticas das próximas eleições e jogando com o facto de em surdina se dizer que ele é gay e que o outro se orgulha dos filhos que já produziu.

    Foi isto com estas palavras e noutro sentido que a jornalista publicou não sobre um insignificante como o de plástico é, mas sim sobre o Chefe da Igreja e que pelo cargo é também um Chefe de Estado.

    O que eu gostava era de ouvir era um aplauso do senhor Pedro Sales a esta singela brincadeira.

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  29. 29 29  Pedro Sales

    “Não percebo esta espécie de branqueamento da intolerância islâmica, como se todas as religiões se equivalessem”.

    Não sei onde é que vê o “branqueamento da intolerância islâmica” e aonde é que se pode arranjar um ranking das religiões aceitáveis.

    Fado Alexandrino,

    Algumas páginas do “inimigo Público” não diferem em nada das palavras da comediante italiana, mas, sendo público que se trata de um suplemento satírico, ninguém se lembra de processar o jornal. É simples

    Euroliberal,

    Imagino que na “esquerdalhada fracturante” inclua o Daily telegraph, que foi onde li a notícia.

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  30. 30 30  Pinto

    Mais uma diferença (a acrescentar ao meu comentário (23)):

    Num faz-se um cartoon, tal como se fez do Papa João Paulo II com um preservativo no nariz.

    Noutro diz-se isto: “(…) Guzzanti said: “In 20 years Ratzinger will be dead and will end up in hell, tormented by queer demons – not passive ones, but very active ones.” (…)”

    Provavelmente, o Vaticano considera que isto configura um crime de injúrias e recorre aos meios normais para a realização de justiça num Estado democrático: os tribunais.

    Como é possível comparar uma coisa com a outra?

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  31. 31 31  Fado Alexandrino

    sendo público que se trata de um suplemento satírico, ninguém se lembra de processar o jornal. É simples

    Não, não é assim tão simples.
    Ainda há bem pouco tempo uma conhecida escritora de esquerda se sentiu ofendida com uma piada e reagiu muito mal.
    Não digo o nome por vergonha pela senhora.

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  32. 32 32  JV

    Ainda não ouvi falar de igrejas protestantes queimadas em países católicos porque o dito sacerdote escreveu uma música que caricaturava o Papa. Pode ter sido distracção minha, admito: mas se o PS dispões dessa informação, tenha a bondade de ma facultar.
    Em todo o caso, repudio essa atitude dos católicos alemães.

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  33. 33 33  Pedro Esteves

    estas novas alterações no blog trouxeram também assuntos que à muito não eram abordados …

    -Islão

    … porque será que a esquerda se abstém de falar desse tema ?

    longe de mim defender a doutrina cristã, mas tentar minorar a ameaça muçulmana, é no mínimo obstipação mental !

    P.S.: a Censura acentuou-se ? já me apagaram 2posts , qual o motivo ? falta de argumentos ?

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  34. 34 34  jukitas

    Esse crime está previsto?

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  35. 35 35  Nuno Cruz

    “Não sei onde é que vê o “branqueamento da intolerância islâmica” e aonde é que se pode arranjar um ranking das religiões aceitáveis. ”

    Pedro Sales,

    Basta comparar a quantidade de posts a desancar na Igreja Católica e no Islão nos blogues de esquerda que leio regularmente (nomeadamente este e o 5dias, mas não só).

    A questão não é a de fazer “um ranking das religiões aceitáveis”, mas tão só de tentar colocar tudo no mesmo pedestal e afirmar que as religioes se equivalem, como se não fossem todas dotadas de uma história própria. Apenas quem não em vive em contacto com comunidades muçulmanas (com quem não tenho nenhum problema à parte o crescimento preocupante do fundamentalismo) pode afirmar que a intolerância católica e islâmica na europa são semelhantes.

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  36. 36 36  PR

    Pois….

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  37. 37 37  Mouzinho

    http://www.jihadwatch.org/

    Eu acho que se o autor do post tiver 2 dedos de testa e ler o que está no link acima descobrirá a cretinice que escreveu

    Além disse, ao acontrário do que afirma, os ataques à liberdade de expressão vêm da Europa, de gente que a coberto da liberdade e do direito à diferença quer impor o Islão, essa religião de paz, e de respeito pelas mulheres e pelos gays, a título de exemplo.

    Pior é confundir uma sociedade laica com sociedades onde a Democracia e separação Estado-Religião é uma miragem.

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  38. 38 38  Nom_de_Guerre

    Queria era lançar uma Fatwa a toda a gente que não tem sentido de humor.

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  39. 39 39  Helena Araújo

    A segunda parte do post está cheia de informações incorrectas – mas a culpa não é do Pedro Sales, é do jornalista que escreveu a notícia.
    O pastor foi convidado para um encontro nacional de católicos alemães para cantar a sua canção (na qual, diga-se de passagem, revela várias vezes uma dolorosa estupidez – nem sei porque é que os católicos o convidaram para exibir uma coisa tão medíocre, mas adiante).
    Alguns católicos fundamentalistas não gostaram da canção, e tiveram por sua vez um ataque de estupidez na internet. Não deviam ter feito, obviamente.
    O pastor não está sob protecção policial. A Polícia deu-lhe protecção num concerto que ele deu, e abriu a seu pedido uma encomenda postal de aspecto duvidoso (não era bomba).
    Não é o Salman Rushdie dos protestantes, muito longe disso.

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  40. 40 40  Helena Araújo

    Errata: a segunda parte do primeiro período (e não do post) está cheia de informações incorrectas.

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  41. 41 41  João Pedro

    Tratam-se de estados civilizados onde existe uma separação de poderes e tribunais imparciais para decidirem. Todos têm direito de se sentirem ofendidos por palavras de terceiros e portanto recorrer à justiça. Acho que se trata do normal funcionamento de uma democracia. Encarar isto como a nova inquisição é para dementes. Ainda

    EUROLIBERAL: é preciso ser-se religioso para ser de direita?

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  42. 42 42  Haddammann

    Na série de vídeos: Desin inteligente x teoria da evolução vemos os !!cordeirinhos!! cuidadosos para com as nossas famílias. E a partir dessa derrota chegaram ao genocídeo do 11/09 (série de vídeos Zeitgeist). E estão dispostos a tudo. NOTEM: O que o NAZISTA do Vaticano quer com os líderes religiosos muculmanos? Explicar a eles o massacre que seu conluio com Bush e protestantes impuseram contra milhares de civis? Por acaso não sentimos até agora e aqui no Brasil os tentáculos desse séquito carniceiro?
    E quando um cidadão, um cientista, um repórter, e estudantes, músicos, esportistas, etc, irrompem em inúmeras denúncias que vai desde à perseguição religiosa nas escolas, e ATÉ NAS SUAS PRÓPRIAS FAMÍLIAS, e até em namoros de pessoas livres, opressão e repressão sobre produção literária e livrarias, vigia insana desde bairros até vasculha !!aconselhada!! na Internet, perda do direito de estar em bem-estar em casa sem ser invadido absurdamente por !!pregação!!?

    [Responder]

  43. 43 43  Maria

    Bem me queria parecer que este papa tinha falta de sentido de humor.
    Um Bento com falta de bençaos e o que e.

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  44. 44 44  Pedro Esteves

    Haddammann volta para o Lexotan!

    Maria, e meter acentuação ? quanto mais não seja, por respeito por quem vem aqui ler os seus “replys”…

    [Responder]

  45. 45 45  Maria

    Quanto a acentuaçao pois tem muita razao mas nao posso o meu teclado nao tem; mas ja que me esta a julgar, que tal se voce respeitar os pontos finais porque depois do tal ponto de interrogaçao segue-se uma maiscula?
    Tambem nao era nada mau pois nao?

    Seguindo.
    Esta papa que diz chamar-se Bento nunca me convenceu.Claro que deve ter convencido a maioria dos catolicos ate porque nem tem escolha; uma vez o fumito branco poisado na nuca e nao ha nada a fazer senao a venia, no entanto acredito que para alguns catolicos este papa nao seja afinal aquele em que se reveem.
    Ja deu muita barraca para quem quer ser olhado com respeito e parece -me que exige demais dos que o rodeiam, afinal de contas brincar nao e um dos pecados originais e nem sequer nenhum dos dez mandamentos o que quer dizer que Deus na sua infinita sabedoria respeitava o sentido de humor dos que ja a epoca N’Ele acreditavam.
    E ja o Seu Filho diz-se e le-se, era dado a uma Superior Forma de Sorriso porque tolerancia,
    sabe-se, era coisa que nao Lhe faltava.
    Agora la pelas bandas do vaticano ao que parece sentido de humor anda faltando o que e uma pena porque faz parte do espirito e e inegavel que o espirito persiste como pomba na Sagrada Trilogia, que ao que que sei nunca condenou ninguem.

    [Responder]

  46. 46 46  Haddammann

    OU TOMAMOS PROVIDÊNCIAS AGORA, OU NADA PODEREMOS ESPERAR NOS 41 ANOS ASSINALADOS COMO PONTO DE NÃO-RETORNO PARA A TERRA E SEU CLIMA.
    Porque o problema maior não está nas indústrias. Ele está no consumo como índice (falso de) desenvolvimento, está no multiplicado coacervado de gente como que num estado esquisóide e anencéfalo. O problema está no ser humano, na pulhítica, e na mais sórdida, estúpida, descabida, insana, fútil, e criminosa instituição agarrada na Sociedade: A assassina, predadora, e degeneradora instituição religiosa; com seus conluios chamados igrejas, conjurações, e seus lacaios e bandos de asseclas.

    NOTEM: O elemento que passa o cargo de Presidente dos EUA, CONFESSA descaradamente sua IRRESPONSABILIDADE, dizendo que baseou em relatórios falsos, uma mortandade terrorista e assassinato genocida sobre civis inocentes. Ninguém queria ouvir, ou não era dado a ninguém ouvir, mas foi amplamente dito que havia indícios de erros crassos nos relatórios. Mas, uma vez que foram maquinadamente forjados e, impostos por uma avidez por guerra com cunho religioso, quem se oporia?

    O embushte de 11/09, e mais um conluio com o ratazinger do Vaticano, e repete-se, e repete-se ignominiosos crimes contra a Humanidade; e nenhum senta num Tribunal de Definitiva Sentença.

    Aí insuflam garotos na Alemanha a “guerrear” contra o islã. O Sidious nazista manobra, e manobra. Tem tempo e tem dinheiro do sangue das nações, e dos salafras sem escrúpulos que enviam somas (Dilma liberou 25 milhões para a cretina confraria católica) à revelia do povo a que enganam, e assinam acordos com esse antro, esse covil, de mentira.

    Enquanto professores são chamados de vagabundos no Brasil, porque clamam pelo direito de ter o merecimento digno pelo que fazem; somos obrigados a ver e aceitar as salas de aulas voltarem a ser invadidas pela canalha bizarrice criacionista. A amancomunação dos pulhas não tem limites, e eles investem contra a Democracia, subjugando feitos e pessoas da Ciência, arregaçando os estudantes,impondo uma psicologia esdrúxula, de vômito.

    Agora, no auge da ignomínia começam a tentar estropiar a própria História Humana, e alterar os fatos para dizer que não cometeram os atrozes (e até hoje não cobrados, nem ressarscidos)crimes contra vários povos, e o flagelo de várias gerações.

    Usam a cor da pele para manipular povos, usam e estrupam a Fé que muitos têm numa Infinita Sabedoria, deturpam os direitos, expropriam os bens dos desgostosos e inconformados.

    Como um vírus assolador o xurume nocivo se multiplica em denominações mercenárias impondo falácias, forjando terrores e dores lancinantes nos que em qualquer momento são avassalados pela roleta da metralhadora psicológica louca da maldita instituição religiosa.

    Em que uma geração massacrada dez anos seguidos porá a firmeza de sua estatura? O que estamos fazendo como espécie humana conosco mesmos? A que covardia estamos repetidamente nos subjugando?

    Os gritos são alarmantes, AS CONSCIÊNCIAS TÊM OBRIGAÇÃO DE TOMAR ATITUDE. A fibra humana não está disposta a sucumbir. A dignidade de nossos ancestrais revoltam-se em nossos genes; e somos chamados à postura do Homo Sapiens sapiens faber psi.

    Haddammann Veron Sinn-Klyss

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  47. 47 47  Pedro Estevs

    O Haddammann, nitidamente, andou a partilhar dos cogumelos do DO, de certeza !

    é tanta a enormidade, que nem merece resposta .

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