Foto Paulete Matos

O Bloco de Esquerda faz hoje dez anos. Muita gente fará o balanço político. Aqui, farei um balanço quase exclusivamente pessoal, porque o meu envolvimento neste aniversário é demasiado profundo para análises distanciadas. É da minha vida política que vou falar. O texto é demasiado grande. Podem parar de ler aqui. Depois não digam que não avisei.

Até chegar ao Bloco fiz um longo percurso político, que começou numa idade estupidamente precoce. A precocidade resulta do tempo da minha infância e do meu contexto familiar. No PREC tinha cinco e seis anos. Era de política, e não de futebol ou de novelas, que se falava nas ruas, nas escolas, nos empregos e nos cafés. E em minha casa muito mais do que em quase todo o lado. A minha mãe era sindicalista (uma das primeiras mulheres a presidir a um sindicato em Portugal), o meu padrasto, responsável por uma parte razoável da minha formação cultural e política, era deputado à Assembleia Constituinte. Na minha família alargada havia 16 militantes do PCP (sobram três). E eu, mínimo, tinha um interesse anormal (e clubístico, claro) pela política. Cresci, ainda assim, num ambiente onde o debate e a divergência eram normais. Um ambiente típico dos meios intelectuais comunistas.

Entrei para a juventude comunista numa idade indecente: 12 anos. Não me fez mal nenhum. Criou-me, desde novo, alguns hábitos de disciplina e de socialização com pessoas de meios diferentes do meu. E não perdi nada por isso. Interessava-me por política tanto ou mais que os meus irmãos mais velhos. Mas a minha militância precoce foi marcada por alguns condicionalismos “externos”. Antes de mais, estava num liceu em que a direita era avassaladoramente dominante (na altura havia muita política na escolas): o Pedro Nunes. Trabalhava com os militantes da juventude socialista. Nem havia outro remédio. Juntos, éramos menos do que os simpatizantes do CDS. E como sempre estive, na “jota”, dedicado à “frente unitária”, isso marcou a forma como, mais tarde, olharia para a actividade política. Nunca tive funções de aparelho e a minha ligação ao mundo da vida interna era distante. Era, por isso, alérgico ao sectarismo. E vivíamos no período de perda de influência do Partido Comunista, o que acentuava ainda mais essa abertura em relação aos outros.

Ainda um miúdo, com 14 anos, fiz o curso da Escola de Quadros do PCP. Era, para mim, uma espécie de ritual de passagem que, na altura (penso que mais tarde deixou de ser assim, não sei), tinha alguma importância. E foi aí, bastante cedo, que a coisa se tornou mais difícil. Levei para a escola do Lumiar algumas das dúvidas que me atormentavam. Na Polónia, a classe operária estava do lado contrário da barricada. No Afeganistão, a URSS portava-se como um qualquer estado imperial. Claro que já tinha havido a Hungria e a Checoslováquia, mas isso para mim eram histórias do passado. Aquilo acontecia naquela altura. Pouco mais do que uma criança (politicamente precoce, mas muito infantil em tudo o resto), estava convencido que os camaradas mais velhos me iam dar respostas satisfatórias. Claro que não deram. Nem podiam. E nunca mais me esqueço, passados tantos anos, da aula em que tudo desabou para mim, pobre adolescente militante: quando Vítor Dias, que dava a aula de política internacional (ao que parece a aula não era de política nacional – ver nota final), apenas me conseguiu explicar que eu estava baralhado. Começou, por assim dizer, bem cedo a minha “crise de fé”.

Depois voltei para a minha vida normal. Não me passava pela cabeça sair do Partido. Seria uma traição. Não ao Partido. A mim. Afinal de contas, eu era, num liceu de betos, o “comuna”. Ali, eu era uma espécie do último dos moicanos, uma ave rara. Numa altura em que a diferença custa (a adolescência), já me tinha conseguido habituar a ela. Continuei a concorrer à Associação de Estudantes e a perder (mais uma vez, na altura a política existia nos liceus) e a criar com os “xuxas” movimentos na escola. Cheguei a ser delegado ao II Congresso da JCP. Aí tentei que fossem discutidos dois assuntos tabú que eram importantes para putos da minha idade: legalização das drogas leves e fim Serviço Militar Obrigatório. Sobre o primeiro, que na altura nem era um debate na sociedade portuguesa, tinha uma posição clara, sobre o segundo nem por isso (acabei, anos mais tarde, por fazer a tropa). Mas queria que se discutisse. Não passaram da mesa do congresso e os delegados nem souberam que tal proposta fora feita.

Depois desse congresso comecei a querer discutir mais as posições do partido (até porque estava na direcção do Ensino Secundário de Lisboa) e o seu funcionamento interno. Não que fosse perseguido. Longe disso. Nem havia como: era um puto que vivia em casa dos pais e sem qualquer tipo de dependência. Mas o debate chocava sempre com uma enorme dificuldade: a falta de vontade de debater. Tudo acabava num rótulo qualquer: social-democrata era (ainda é) o mais comum. Diletante e pequeno-burguês era outro. Reformista era o último e final. A esquerda não perdeu, aliás, este hábito rotulador. E, no entanto, naquela altura, enganavam-se os meus camaradas: eu não podia ser mais marxista-leninista. Mas os desenvolvimentos na Polónia e uma viagem que fiz à Checoslováquia tinham-me tornado, é verdade, cada vez menos pró-soviético. Gostava de Carrillo, de Berlinguer e de Tito. Lia, sem perceber bem, umas coisinhas soltas sobre Gramsci e Rosa Luxemburgo. Andava à procura das respostas e as dúvidas eram cada vez maiores. Se o activismo na tal “frente unitária” num liceu quase sem comunistas acabava por me permitir fazer política à minha maneira, ele, por outro lado, obrigava-me a confrontar-me com opiniões muito diferentes das minhas. Foi o meu gosto pela discussão, que ainda hoje tenho, que me fez afastar do PCP. A maioria dos meus amigos era de esquerda, mas não era, longe disso, comunista. Quando percebi que já não acreditava numa palavra do que defendia (ainda bem que me esforcei em defendê-lo, para chegar a perceber que não acreditava) percebi que não fazia sentido continuar no PCP. E quando saí do Liceu e comecei a trabalhar já não fazia mesmo qualquer sentido.

Quando, em Novembro de 1989, nas vésperas da queda do Muro, aconteceu o III Congresso da JCP e eu nem consegui que me convocassem para as reuniões preparatórias, entreguei o cartão. Foi recebido sem espanto e até alívio pela minha “controleira” de então (acho que também já não é militante). Mantive amigos e a minha família, que então se continuava intacta no Partido, achou normalíssima a minha saída. Foi, por assim dizer, um divórcio amigável. Olhando para trás, não me arrependo nada de ter sido militante do PCP (ou da JCP, para ser mais preciso). Fui-o por boas razões assim como as são a da maior parte dos comunistas que conheço e com os quais discordo. Há coisas na cultura do PCP muito saudáveis, outras absolutamente insuportáveis. O pior (ou o melhor) é que umas e outras estão intimamente ligadas. Do tempo em que fui militante, se a memória não me falha, só me arrependo de uma coisa: de ter deixado de apoiar Maria de Lurdes Pintasilgo por indicação do partido. Na altura fiz o cálculo das guerras que devia e não devia travar. Os cálculos fazem-se e devem fazer-se. Mas deveria saber que eles têm de ter como fronteira a nossa consciência. De resto, tudo o que fiz, fiz com generosidade. Como sei que a maioria dos militantes comunistas é por essa razão que perdem os seus dias em trabalho político. Não me impede de achar que estão errados. Mas sei que a maioria se move por convicções. Só gostava que tantos aprendessem a acreditar que não falta, fora do seu Partido, gente que, discordando deles, por vezes profundamente, se move pelo mesmo instinto.

Curiosamente, foi depois de sair do PCP (quando a maior parte das pessoas começa a pensar em política), que pude finalmente votar. Acompanhei com esperança e imensas ilusões a Perestroika de Gorbachev. Mas quando o PCP apoiou o golpe dos ortodoxos aconteceu o afastamento emocional (que no caso do PCP nunca é fácil) definitivo. Fiz o caminho de muitos ex-PC’s: INES e Plataforma de Esquerda. Fiz parte da direcção desta última, num contacto com o que de mais enfadonho e desinteressante há na política. Quando saí da Plataforma – e fi-lo rapidamente –, convencido que a minha participação naquilo fora um equívoco, fiquei a perceber mais algumas coisas sobre os partidos. Ver que para o PS rumaram os que tinham, no PCP, feito parte do aparelho partidário ou sindical (Pina Moura, Osvaldo Castro, José Luís Judas) e que de fora ficaram os que tinham vida profissional fora da política e podiam afastar-se dela sem dificuldade (Miguel Portas, António Hespanha, Paulo Varela Gomes, Rogério Moreira) foi esclarecedor sobre os riscos da dependência ou do vício da política. Uma lição que me acompanhou o resto da vida. Não que todos tenham ido para o PS por não conseguirem ficar na sombra da independência. Nunca deixei de admirar a honestidade política de homens como Barros Moura ou Raimundo Narciso, mesmo discordando das suas opções.

Mantive militância cívica e votei muitas vezes, sem qualquer convicção, no PCP. Só me voltei a empenhar em três campanhas. A do PSR, em 1991, que apoiei como independente, a da primeira candidatura de Sampiao à presidência (não participei nas únicas eleições em que a Política XXI concorreu, porque vivia no estrangeiro) e a primeira campanha do referendo do aborto, na qual me empenhei especialmente. E é nesta que começa a nossa história. Ela foi uma experiência traumática e muito importante para a esquerda. No dia do referendo, decidi que não fazia mais política (decisão que, como se pode ver, não durou muito). Ela trouxe ao de cima todos os fantasmas e fazia perceber que alguma coisa tinha de mudar.

A dificuldade que o PCP tinha em trabalhar num plano realmente unitário (não com “compagnons de route” ou os aliados de sempre) ficou mais uma vez muito evidente. O conservadorismo que dominava (e continua a dominar) a base do Partido Socialista e a dificuldade que este partido tem em se comprometer realmente com alguma coisa também. E, por fim, a falta que fazia um novo partido que conseguisse furar este bloqueio da esquerda e juntar a luta pela igualdade com a defesa da liberdade individual. O sinal tinha sido dado com o resultado do PSR em 91. Mas era cedo na altura e o PSR ainda não era o protagonista para o que era preciso fazer. Os ex-PC’s que, como eu, não desaguaram no PS juntaram-se na Política XXI. Havia por lá excelentes quadros políticos e técnicos, mas faltava a base militante e outras experiências. E a UDP, que tentara a abertura com a candidatura de Carlos Marques à Presidência, ainda não tinha completado a sua travessia do deserto. UDP com PSR e PSR com Política XXI já tinham experimentado coligações pontuais, mas sem sucesso.

O Bloco começou a nascer com a queda do Muro, mas só dez anos mais tarde, durante a campanha de 1998, ficou evidente que as coisas tinham mesmo de mudar.

Participei activamente no processo de fundação. Sobre ela, vale a pena ver o documentário completo sobre os 10 anos do BE que já está à venda e que tanto deu que falar.

Inicialmente, houve desconfiança. Seria a UDP apenas um pequeno PCP? Seriam os ex-PC’s uns diletantes em trânsito para o PS? Seria o PSR um grupo geracional dedicado a algumas causas importantes mas incapaz de lidar com maiores responsabilidades? Não duraram muito as dúvidas. E para dissipar as desconfianças foram fundamentais três coisas: os bons resultados nas primeiras legislativas (que superaram as melhores previsões que fazíamos internamente e fizeram perceber a responsabilidade que tínhamos nos braços); a entrada de muitas pessoas que não vinham de nenhum dos partidos e que acabaram por fazer a síntese do que deveria ser aquele partido; e um grupo dirigente de uma qualidade invulgar (e que estabeleceu uma fortíssima relação de confiança mútua), onde Francisco Louçã, Miguel Portas, Luís Fazenda (a pessoa que primeiro pensou que estava chegada a altura de uma coisa como o Bloco nascer) e Fernando Rosas tiveram um papel central. As diferenças políticas entre os partidos fundadores e de personalidade entre os principais dirigentes acabaram por ser complementares, em vez de antagónicas. O medo de falhar mais uma vez impediu que se fizessem muitos disparates. A necessidade de acção política resolveu, por termos de agir no concreto, muitas divergências.

E, por fim, foi feita uma coisa inteligente: em vez de nos sentarmos a discutir o nosso corpo ideológico, fizemos um diagnóstico comum e fomos chegando a acordo (ou ao consenso possível) na resposta a cada problema concreto. O Bloco foi construindo a sua identidade em vez de decidi-la à partida. Se fizesse ao contrário, cada palavra, por mais irrelevante que fosse, traria consigo toda a sua história, cada discordância seria uma linha de trincheira, e o Bloco nem teria chegado a nascer. E os que chegassem de novo encontrariam um partido já feito, que em vez de atrair, afastaria. Acordos que seriam impensáveis foram possíveis. Gente com percursos muito diferentes entrou. Demorou tudo mais tempo, mas a consolidação fez-se de forma segura. A isto juntámos uma coisa que para mim era fundamental e que me deu oportunidade de viver com uma nova experiência política: uma democracia interna sem paralelo na vida partidária portuguesa (e digo-o medindo as palavras), aceitando-se as divergências como uma coisa não apenas natural, mas indispensável, e recusando o unanimismo em torno de chefes.

Tive, ao longo destes dez anos, como simples militante ou como dirigente, divergências com opções do Bloco. Delas resultaram discussões internas calmas ou acaloradas. Mas nunca tive como resposta processos de intenções. As divergências, no Bloco, valem por si próprias e não se fazem atalhos para pôr de lado as posições diferentes. Perde-se a ganha-se, claro. Fazem-se escolhas e as pessoas são responsabilizadas pelas posições que defenderam. Mas o terreno é o da política, não é o da suspeita de traição. E a verdade é que crescemos todos muito com este processo. Ao contrário do que os defensores da pureza ideológica julgam, há disciplina no Bloco. Mas ela nasce da democracia interna, com garantias formais e informais para quem esteja em minoria. Assim, a disciplina é aceite como resultado de um processo justo (e mesmo a justeza deste processo pode ser posta em causa por qualquer um) e não como resultado de um processo que já tem um fim determinado à partida. E esta é a diferença entre a disciplina e a obediência.

Para mim, pessoalmente, a política partidária voltou a fazer sentido. O Bloco é perfeito? Longe disso. Umas vezes fomos exigentes, outras facilitámos; umas vezes demos o exemplo na capacidade de falar para fora e trabalhar com outros, outras demos sinais de sectarismo; umas vezes tivemos a coragem de apresentar propostas, outras nem por isso. E quando falo do plural, incluo-me nos acertos e nos falhanços.

E os maiores testes à solidez do Bloco ainda estão para chegar. Um, será quando aos dirigentes fundadores, que tiveram um papel fundamental na coesão do partido, sucederem as novas gerações. Não será fácil. Outro, é quando o Bloco se vir confrontado com a chantagem ou a possibilidade do poder e, tome a decisão que tomar, pode pôr em causa tudo o que acumulou. Mas, independentemente de tudo, o Bloco foi o primeiro partido que, depois das primeiras eleições de 1975, se conseguiu impor na vida portuguesa. E é um partido que corresponde à renovação que, fora da política partidária, a esquerda sofreu na sociedade civil nos últimos vinte anos. É olhado, garanto-vos, no resto da esquerda europeia, como um exemplo de um processo bem conduzido. Ao contrário do que tantas vezes se escreve por aí, o nascimento e consolidação do Bloco, com tudo o que tinha para falhar, é uma demonstração de uma enorme maturidade e responsabilidade dos seus fundadores.

Por vezes discordei do meu partido. Mas até hoje nunca deixei de achar que participar no nascimento do Bloco foi a coisa mais relevante da minha quase irrelevante vida política. E sei que há milhares de pessoas que militam no Bloco com uma biografia política bem mais recheada do que a minha que sentem exactamente o mesmo.

A política portuguesa mudou com o Bloco. E mudou para melhor. A minha experiência política também. E por isso comecei por falar dela e resolvi dar aqui um testemunho mais pessoal. Um partido que quer mudar a forma de exercer a política (e isso o BE ainda não conseguiu – trata-se de um trabalho de longo prazo) tem, antes de mais, de conseguir agir sobre aqueles que nele militam. E por isso fiz aqui esta pequena biografia, se é que sequer assim se pode chamar. Porque o Bloco alterou a forma como me vejo na política e como me porto na política. Quando nasceu, há 10 anos, apanhou-me mais descrente do que nunca em relação à vida partidária e até de cidadão. A mim, que desde tão novo a ela me entreguei, não me apanhavam noutra. A ideia de que, ao ser militante, teria de prescindir da minha autonomia intelectual, era insuportável. Estava confortável na minha posição de independente e achava que a convicção colectiva seria o contrário da tolerância e que a militância seria o contrário da liberdade. Decidi, no entanto, arriscar. E isso aconteceu porque, em vez do cinismo e da descrença que então me dominavam, achei que desta vez podia ser diferente. Fiz bem. Está a ser diferente.

Independentemente do que nos reserva o futuro, sei que só não falha quem não faz. O que fizemos há 10 anos, como diz o Fernando Rosas no documentário, olhando agora para trás, foi um gesto de uma enorme ousadia. Quase atrevimento. Podia ter corrido muito mal. Podíamos ter dado cabo das poucas esperanças e energias que restavam. Não demos. Por mim, sou, não tenho dúvidas, hoje politicamente mais útil e mais capaz. E isso deve-se, em grande parte, ao Bloco, onde aprendi, com outras pessoas, imensa coisa. Por isso, estes dez anos são, para mim, mais do que uma cerimónia.

PS: Vitor Dias garante-me que nunca deu aulas de política internacional. E se o diz, seguramente é verdade. A memória prega partidas quando chega à adolescência. Seguro, para mim, é que a conversa existiu e foi com ele – terá sido seguramente mais importante para mim do que para ele. É possível é que a aula tenha sido dedicada a outro tema (informação e propaganda, informa ele) e isto tenha surgido na conversa ou por perguntas minhas. Ainda assim, não me parece que seja muito relevante para a história e não tinha qualquer intenção de o melindrar. Pelo lapso, ficam as minhas desculpas.


154 respostas ao post “10 anos depois, na primeira pessoa”  

  1. 1 1  Silvia Santos

    Se o Bloco chegar um dia ao poder, quais são as hipoteses de o país vir a ter o Daniel Oliveira como ministro de uma coisa qualquer?

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  2. 2 2  Fábio Martins

    Ufa, consegui!

    Gostei deste registo pessoal, folgo em ver vectores contrários ao carneirismo na política.

    Um bem-haja.

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  3. 3 3  hb

    «Se o Bloco chegar um dia ao poder, quais são as hipóteses de» se desintegrar por lutas de facções? Ou acontecer a uma escala nacional o que aconteceu em Lisboa?

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  4. 4 4  LAM

    ufff..li tudo. Parabéns pelo empenho e vontade de acreditar. Ousou uma coisa de que eu desisti há muitos anos. Mas acredito nesta geração do Bloco.

    (parabéns também pela prosa).

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  5. 5 5  Vítor Dias

    Pois é, passa-se o tempo e sempre vem um dia em que as coisas se confirmam.

    Ou seja, já conheço há muito tempo esta referência de Daniel Oliveira e à minha pessoa num curso na Escola do PCP.

    De outras vezes, a minha reacção instintiva é não só que não me lembrava de nada disso como me parecia pouco curial a forma de responder que me era atribuida pelo Daniel.

    Agora fica tudo explicado porque o Daniel diz que eu dava uma aula de política internacional
    e EU NUNCA POR NUNCA SER, JAMAIS!, DEI AULAS SOBRE ESSA MATÉRIA mas sim, como se lembrarão centenas que por lá passaram, sobre informação e propaganda.

    Até vou dormir mais descansado: confirma-se o que sempre pressenti: não fui eu a desiludir gravemente o juvenil Daniel de Oliveira.

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  6. 6 6  mondrian

    Li o post todo! Onde levanto o meu prémio?…
    :P

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  7. 7 7  Jorge

    Boa peça.

    Comigo, o trajecto aconteceu de forma algo semelhante, embora eu tenha chegado mesmo a ser militante do PCP, depois dos tempos da Jota. Mas era “aburguesado”. Estudei na URSS e “perdi lá a noção das realidades”. Voltei a Portugal a falar de prostitutas nos hotéis em busca de dólares, e estava “apanhado pela propaganda ocidental”.

    Fui-me aguentando, por teimosia, e por aquela ideia meio utópica de que era possível mudar aquele partido por dentro. Até ao momento em que o PCP apoiou o golpe dos ortodoxos. No dia seguinte escrevi uma carta a solicitar a demissão de militante e enviei-a. E nunca mais sequer votei no PCP.

    Se não tivesse surgido o Bloco, provavelmente nem me incomodava em ir votar, ainda hoje. Ou votaria, contrariado, nalgum mal menor qualquer, como é costume fazer nas presidenciais. Mais para que o outro perca do que para que quem quer que seja ganhe. De modo que sim, também acho que fizeram bem em criar aquilo.

    Mas mantenho-me independente. Não me parece que volte algum dia a filiar-me nalgum partido nem a participar na vida política.

    O que não impede que sinta o Bloco como o “meu” partido e que vibre sempre que os resultados são bons. É um bocado esquizofrénico, mas a verdade também é que não faço lá falta nenhuma: o barco tem estado bem entregue.

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  8. 8 8  Joâo Oliveira

    Também eu fiz um percurso parecido com o do Daniel. Mas… Eu ainda estou no PCP. E com orgulho.

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  9. 9 9  Carlos Santos
  10. 10 10  Joâo Oliveira

    Só mais uma coisa… Quando diz “Nunca deixei de admirar a honestidade política de homens como Barros Moura ou Raimundo Narciso, mesmo discordando das suas opções.” seria, pelo menos, correcto admirar a honestidade de muitos,que continuam no PCP. Será assim tão dificil?

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  11. 11 11  Daniel Oliveira

    João, isso é expressamente dito no texto: “De resto, tudo o que fiz, fiz com generosidade. Como sei que a maioria dos militantes comunistas é por essa razão que perdem os seus dias em trabalho político. Não me impede de achar que estão errados. Mas sei que a maioria se move por convicções.”

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  12. 12 12  Daniel Oliveira

    Vitor Dias, a conversa existiu e convirá que entre milhares de pessoas seria dificil que se lembrasse e que para mim, pelo contrário, terá, com aquela idade, tido bastante importância. Ainda assim, admito que, passados tantos anos, a nebulosa da memória me tenha feito errar no tema da aula. Já fiz a nota no texto.

    Quanto à resposta, ela era, aliás, bastante habitual no Partido em momentos de dificuldade, como, aliás, vim a confirmar com muitos camaradas. Admito que tenha deixado de ser.

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  13. 13 13  fado alexandrino

    Ia começar a ler, mas depois reparei no boneco que fez no post sobre o congresso do PS.

    Como não acredito que consiga ver uma replicação do mesmo no seu partido achei que provavelmente vê branco onde está preto e vice-versa, nas suas “memórias”.

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  14. 14 14  Nuno Vieira Matos

    Falando por mim, fiquei um pouco mais rico com a tua biografia política. Obrigado pelo testemunho.

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  15. 15 15  Mouzinho

    “Quando, em Novembro de 1989, nas vésperas da queda do Muro, aconteceu o III Congresso da JCP e eu nem consegui que me convocassem para as reuniões preparatórias, entreguei o cartão”

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  16. 16 16  olmer

    Ando curioso sr.DO e você e o BE não se descozem:são marxistas ou não o são?

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  17. 17 17  Daniel Oliveira

    olmer, já o disse muitas vezes para quem vive com esse obsessão da marca registada: não, não sou, apesar de não negar que o marxismo continua a influenciar a forma como penso. O bloco tem marxistas (provavelmente a maioria) e tem não-marxista.

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  18. 18 18  Hugo Evangelista

    Excelente texto. Obrigado.

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  19. 19 19  SENHOR CIRCUNSPECTO

    O Daniel de de Oliveira é uma aberração da natureza política, um fenómeno tão natural como engolir ou respirar, porque a política já de si é aberrante.

    Nasceu e cresceu com defeito, mas tem a certeza de que tem cura nas mãos dos melhores médicos da especialidade. A isso chama-se denial, ou sarar em falso. Dou-lhe mais vinte anos (se os bifes com batatas fritas e o briol do Cartaxo lho permitirem) para o vermos aqui novamente a confessar os seus enganos e desiluções e a dizer-nos que deixou grandes camaradas no Bloco.

    Ainda anda por aí nesse corpinho muito micróbio da doença primordial, ai anda, anda.. Há que lavar isso, senão não param os tombos.

    E não é marxista. Gramsci me, Jesus, my Darwin!

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  20. 20 20  fado alexandrino

    não sou, apesar de não negar que o marxismo continua a influenciar a forma como penso.

    O senhor, que eu estimo, é uma pessoa muito simples e muito telúrica, ao qual nunca passaria pela cabeça vir dizer que aos quinze anos lia Sartre e muito menos que lia o que não existe.
    Acredito mesmo que o que diz que lê, lê mesmo e não foi bebido do Reader’s Digest.

    Isto para lhe dizer que a sua afirmação é contraditória nas premissas.
    Não vou alongar-me em análises sociológicas, aliás nem poderia pois a minha formação base é assentador de ladrilhos, e considerando que o senhor já se afirmou como social-democrata, acredito que deve ter imensos pesadelos noite dentro sonhando com política.

    Um paralelo com a sua ideologia seria aquele adepto do clube que equipa de verde e cujo estádio está no lado esquerdo para quem sai de Lisboa pela Segunda Circular e que afirmasse:

    Sou do (nome proibido) mas gosto imenso de me rever na forma como o SLB é gerido, ainda que seja contraditória á maneira como eu uso e usufruo da vida.

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  21. 21 21  corvo

    Gostei do texto, mas desde os anos 60, e sobretudo desde a invasão da Checoslovaquia, que muitos dos que ainda acreditavam no PCP, perderam todas as ilusões.

    Quanto ao sr Vitor Dias, a forma TRUNCADA como publicou um texto do Antonio Chora , no seu Blogue, dá-lhe muito pouco direito de criticar o Daniel, por um lapso, que como bem diz foi talvez confusão.

    Afinal o Vitor Dias não fez confusão, publicou só parte do escrito , apesar de fazer um link para a parte restante, e tirou conclusões em tudo contrarias ao que escreveu o Chora.

    É uma forma habitual do PCP fazer politica, e o melhor exemplo são os artigos do Avante , escritos por PSEUDO-MILITANTES de base, e em que fazem do ataque e ao Bloco de Esquerda, e á analise TRIUNCADA das suas posições, uma constante.

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  22. 22 22  Olho de Lince

    Este texto é certamente muito útil, antes de mais, obrigada. Estou certa que há muita gente que consegue aqui identificar-se com o seu percurso e a sua sensibilidade política. Foi particularmente esclarecedor (para mim) quanto ao porquê da não-necessidade de o boco se definir enquanto marxista ou não-marxista ou outra coisa qualquer, não pondo de parte que grande parte dos bloquistas terão o marxismo como referência, assim como outras filosofias. Mas nunca como cartilhas ou doutrinas a seguir; sempre como influências. E isto é o que a maioria das pessoas obcecada pela suposta “falta de identidade” do bloco teima em não querer perceber. Esta não é a fraqueza do bloco, é, pelo contrário, a sua riqueza.

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  23. 23 23  Antonio Cunha

    Caro Daniel

    Li e gostei. Principalmente da parte em que o meu amigo recorda o modo como se desencantou com o PCP e o Comunismo.

    Isso demonstra algo muito valioso da sua pessoa. Não é um “carneiro”. Pensa com a sua cabeça.

    Agora, pense como um verdadeiro Social Democrata (Bernstein) e poderá vir a ser um optimo governante.

    Porque eles, falam, falam, falam, e não so vejo a fazer nada.

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  24. 24 24  AOS

    O bloco de esquerda tem marxistas, tem listas com tipos das FP-25, convidados gregos da esquerda radical… Lá há de tudo, nao va faltar nada.

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  25. 25 25  Manuel Monteiro

    Ufa! Foi mesmo um informe ao estílo antigo, ainda que cheio de poesia ( não admira…)
    Agora a sério: é pena que o Daniel Oliveira, com a sua rara inteligência, não veja mais além do que as premissas reformistas do BE.
    Com o agudizar da crise, que ainda nem começou, e com os confrontos sociais intensos que se vão verificar em todo o mundo, os projectos reformistas, estilo BE, vão-se estilhaçar.
    Espero então, porque acredito nas pessoas, que o Daniel se integre no grande caudal dos explorados e, pela via da luta de classes, abrace um projecto revolucionário.

    Manuel Monteiro

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  26. 26 26  Mouzinho

    Com uma infância assim passei a ser mais tolerante com o Daniel. Chiça, o homem foi um puto freak, o que explica muita coisa

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  27. 27 27  Rui Paulino

    A história do Jorge fez-me lembrar aquela famosa frase do Leopold Senghor, “manda o teu filho estudar para Moscovo e transforma-o num anti-comunista, manda-o para a Sorbonne e faz dele um comunista” Quanto à história do Daniel Oliveira sinceramente gostei muito de a ler porque me parece ser a de um homem intelectualmente honesto, apaixonado pelas coisas e pela vida e verdadeiramente preocupado com os homens e mulheres deste país, além disso fez-me lembrar um pouco o meu percurso porque também eu desde tenra idade fui simpatizante do PCP, talvez muito motivado por vir de uma família alentejana descendente de mineiros e camponeses, mas tal como o Daniel a partir de certa altura desiludi-me e afastei-me do Partido só que caminhei, ao contrário do Daniel, em direcção à área nacional e tornei-me um nacionalista- revolucionário, nos dias de hoje estou completamente afastado também dessa área porque a acho absolutamente pejada de esquizofrénicos e alucinados. Vivo hoje completamente afastado da vida política e partidária e transformei-me num europeísta meio nacional-bolchevique que tem como grandes referências homens de áreas e pensamentos completamente distintos como Netchaiev, Bakhunin, Mishima, Kropotkin ou Ernst Junger. Se o Bloco aceitar uma facção nacional-bolchevique diga-me que eu lá estarei, mas sinceramente penso que o meu tempo na política terminou para sempre…

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  28. 28 28  Mario Augusto Parrassim

    Muito bem. Gostei!

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  29. 29 29  zé bertinoti

    O daniel Olievira com tiques estalinistas que os guarda do tempo de militancia do pcp, esqueceu-se de mencionar um partido que faz parte do Bloco, o Ruptura-fer. Porque será? Então esse pluralismo Daniel?

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  30. 30 30  Jorge

    Rui Paulino, há aí um detalhe que não bate certo: eu não sou anti-comunista. Não voto no PCP pelo mesmo motivo por que não voto no PSD: aquele não é o meu partido. Deixou de o ser no momento em que apoiou oficialmente um acto que ia contra tudo aquilo em que eu acredito. E desde então foram variadíssimas as ocasiões em que voltou a demonstrar que não é o meu partido, apesar de me acontecer, de vez em quando, concordar com as posições que eles tomam sobre isto ou sobre aquilo.

    Também nem sempre concordo com o BE, diga-se de passagem. Mas nunca sobre nada tão relevante como aquele apoio àquele acontecimento em concreto, e são bastante mais as vezes em que concordo.

    E não batam no Vítor Dias. O pobre levou uma vez uma ensaboadela de várias horas cá em casa, a troco de alojamento, com a mãe (comunista, mas não ortodoxa), o pai (ID) e o filho (“esquerdalho”) a dar-lhe no toutiço a propósito da orientação do PCP na altura. Deve ter orado a todo o panteão vermelho que aqueles três se calassem, coitado. :)

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  31. 31 31  Isabel Coutinho

    Muito sinceramente, Daniel, gostei muito.

    Já aqui foram apontadas inúmeras qualidades ao seu texto, e ao relato do seu percurso político (não lhe chame biografia, é apenas um começo de). Portanto não vou repetir o que já foi dito.

    Só vou acrescentar uma coisa, vinda de alguém que tem idade para ser sua mãe e não comunga propriamente das ideias do Bloco): se eu tivesse um filho assim, sentir-me-ia agradecida, e repleta de orgulho.

    Bem haja por ser como é. E continue.

    Isabel Coutinho

    PS.: além disso escreve muitíssimo bem.

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  32. 32 32  corvo

    Olha olha o Vital Moreira.

    Quem lê o Causa Nossa, sabe que o Vital Moreira é uma especie de Luis Delgado do PS, em suma a montanha pariu um rato….

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  33. 33 33  corvo

    Pela via da luta de classes , abrace um projecto revolucionario….

    Diz o Manuel Monteiro…

    Qual ?

    A revolução popular armada , dirigida pela sua vanguarda revolucionaria, o Partido Comunista???

    Sabemos ao que conduziu….

    Então qual é esse projecto tão revolucionario, que o Manuel Monteiro nos quer propôr, para lutar contra a crise, e criar uma sociedade mais justa?

    Repetir os erros cometidos?

    Defender regimes em que as liberdades individuais, são letra morta?

    Antes projectos reformistas dignos desse nome, como o do Bloco, do que miragens pseudo-revolucionarios, de sectores ultra-minoritarios, afastados das massas que dizem defender, e que na pratica conduzem sempre a becos sem saida, e pior, é que escondida por detraz de uma linguagem muito radical e revolucionaria,surgem sempre soluções DITATORIAIS, em que pequenas elites iluminadas, se impõe a todo um povo.

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  34. 34 34  Lino

    Caro Daniel:

    Estou muitas vezes de acordo consigo no que respeita ao essencial, já não tantas quanto ao acessório.
    Este seu retrato reforça ainda mais a ideia que tinha de ser uma pessoa autêntica e generosa.
    O mundo seria bem diferente se essas qualidades habitassem o coração da maioria dos homens.

    Obrigado

    Lino S

    [Responder]

  35. 35 35  mf

    Parabéns. Penso que fui das primeiras a contribuir para o Bloco , mas às tantas desiludiu-me. A primeira desilusão foi ouvir falar em 30 horas semanais de trabalho. Agora , ando a reconsiderar.
    O trabalho parece que é escaso , e temos de arranjar maneira de o distribuir. As voltas que o mundo dá , livra : de redistribuição de riqueza já passámos a redistribuição de trabalho. Quem foi o palerma que inventou o emprego e lhe conferiu o poder de único incluidor social?

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  36. 36 36  Bolota

    DO,

    Bom texto, eu quando for grande quero escrever assim.
    O que não foi grande coisa foi ter trocado os pés pelas mãos em relação ao Vitor Dias e bem desmentido por este.
    Tangas desta são mais que muitas para fazer prevalecer determinadas teorias.
    Fala em determinada altura em (Pina Moura, Osvaldo Castro, José Luís Judas) ….e (Miguel Portas, António Hespanha, Paulo Varela Gomes, Rogério Moreira ) esqueceu-se de VITAL MOREIRA hoje cabeça de lista do PS ás eleições europeias.
    A avaliar só por este, não faziam lá falta nenhuma.

    DO e Jorge,

    Já coloquei aqui esta questão mais que uma vez, sem que obtivesse uma resposta capaz, mas vou tentar outra vez.

    Com todas as malfeitorias que tem o PCP e todas as benfeitorias que tem o BE, o que teria sido o 25 de Abril sem a participação do PCP??? Não posso incluir aqui o BE porque á altura não existia.

    DO e Jorge,

    Não terá aqui o que procuram no PCP e não encontram e que sobra no BE??? Fazer politica antes ou depois do 25 de Abril faz toda a diferença, digo eu.

    [Responder]

  37. 37 37  Alexandre

    Acho curioso que aponte tantos defeitos ao PCP agora. Teve um raciocínio lento para demorar, então, tantos anos a perceber. Não percebo porque dedica tanto tempo a falar do PCP. Diz que na altura era a favor do marxismo-lenininismo. Está implícito que já não o é? É a favor do quê? O é só do contra?

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  38. 38 38  Daniel Oliveira

    Bolota, não ou fazer um grande número por desmentir. Vital Moreira nunca foi da Plataforma de Esquerda.

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  39. 39 39  Isabel Coutinho

    Bolota:

    “Já coloquei aqui esta questão mais que uma vez, sem que obtivesse uma resposta capaz, mas vou tentar outra vez. (…) o que teria sido o 25 de Abril sem a participação do PCP???”

    Eu respondi-lhe a essa.
    Talvez tenha preferido não me ler. Mas outros leram, e comentaram.

    [Responder]

  40. 40 40  Pantagruel da Cunha

    Obrigado por partilhar a sua experiência.

    [Responder]

  41. 41 41  lmb

    O PC pode ter feito muito no 25 de Abril mas também, muito do que fez, deu argumentos para que a direita justificasse toda a política da treta que nos conduziu ao que hoje vivemos.

    Criticar D. O. por ter estado no PCP, parece-me um pouco exagerado. D. O. era um puto!
    O Vital de Coimbra, parece-me, abandonou o PCP no mesmo ano. O Vital já era suficientemente crescidote para o ter feito, muitos, muitos anos antes. Agora diz-se do socialismo democrático!!!

    [Responder]

  42. 42 42  lmb

    A propósito, li tudo e não custou nada. Parabéns

    [Responder]

  43. 43 43  Daniel Oliveira

    zé bertinoti, talvez porque falei apenas da participação dos partidos no processo de fundação e a FER não esteve envolvida nela, tendo entrado depois. Talvez, antes de chamar estalinista aos outros, se devesse informar.

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  44. 44 44  J. Braga Bravo

    DO

    Parabéns.
    O seu texto, que se lê muito bem, tem densidade politica bem combinado com um grau de intimismo sincero e generoso.

    Discordando de várias opções do BE tenho de reconhecer que é uma força politica que promete: e promete porque se está a afirmar por uma cada vez maior aproximação aos problemas reais do nosso Povo.

    E esse é o caminho! Estudar bem e muito e explicar ainda melhor que há alternativas ao capitalismo, sem rei nem roque, de favores e milhões para uns quantos amigos dos privilegiados.

    Nas Europeias de 2004 em que votaram apenas 38,7% dos Portugueses o PS elegeu 12 deputados. Metade (por memória os mandatos restantes: PSD/CDS, 9 deputados; PCP 2 e BE 1).

    Em 2009 tendo sido diminuida de 24 para 22 o número de deputados a eleger não me admira nada que o BE tenha um resultado de 15% (e 3 deputados) o PC mantenha 9% e os mesmos 2, o CDS (sózinho) não ultrapasse os 7% e baixe para 1 deputado, o PSD com 33% baixe para 7… e o PS baixe de 45% para um pouco menos de 40% e alcance 9 mandatos.

    As regras da proporcionalidade ditarão algo parecido.

    É curto: claro que é!

    Mas é um caminho que se está a construir e que deve animar pessoas como o DO a preserverar.

    Abraço

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  45. 45 45  Paulo Pimentel

    atão e não temos direito à versão do Sales?

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  46. 46 46  seteluas

    Olá Daniel. Sou leitora assídua do seu trabalho, tanto aqui no Arrastão como no Expresso. Gosto muito do que escreve.
    Tal como o Daniel eu também comecei desde muito jovem no PCP , mas eu ainda não desisti. É um partido com problemas internos, como todos os outros, mas não deixa de ser um grande partido e que faz falta ao nosso país. Na assembleia da república somos um dos que mais propostas apresenta, estamos na luta com os trabalhadores, lá, onde as coisas acontecem.
    Mas o que lhe queria dizer, é que e apesar de ser militante do PCP, e de ser delegada sindical, eu também partilho de outras opiniões e tenho outras perspectivas do país e do mundo.
    Sinceramente, e fazendo referência às palavras de Saramago n’ “A outra crise”, é de uma crise moral, de valores básicos e imprescindíveis, que padece o nosso país.
    Tal como referia no seu texto, na escola falava-se de política, em casa falava-se de política, de trabalho. Hoje vemos uma juventude perdida e sem perspectivas de um futuro, de trabalho, sem sonhos. Os meus sobrinhos estudam numa escola pública e todos os dias lidam com o crime, com os furtos, com pancadaria e violência extrema, as salas de aula não têm material, as mesas estão partidas, as aulas não são aulas. O meu sobrinho mais velho está a terminar o curso técnico-profissional e aulas práticas foram quase nenhumas. O que aprendeu foi em casa e com os amigos, aqueles que ainda se interessam. E agora multiplica isto por todas ou quase todas as escolas públicas que existem no país, e tens fornadas de jovens mal instruídos a sair para um mercado de trabalho que não existe. É triste para mim dizer isto, mas é a verdade. e este é um exemplo, pois existem muitos outros aos mais variados níveis. Falo do trabalho precário, do desemprego, da marginalidade, do aumento da criminalidade, da grande falta de consciência social e de civismo…e poderia continuar…
    O povo está descrente, não acredita na política, não quer saber, a única coisa que lhe importa é que não falte comida no prato.
    Os anos e anos sucessivos de más políticas levaram a este estágio. Cabe à esquerda fazer o seu papel, o de instruir, o de educar o de informar e formar…eu continuarei a fazer o meu.
    Até breve e bom trabalho.

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  47. 47 47  corvo

    Bolota , antes do 25 de Abril , muitos do que hoje apoiam o BE lutaram contra a ditadura.

    Aliás não foi só o PCP que lutou contra o Salazar e o Caetano.

    E mesmo aqueles , que num periodo ou noutro, nesses tempos fizeram parte do PCP, o foram abandonando, referi a invasão da Checoslovaquia, mas antes já tinha havido a cisão do Francisco Martins Rodrigues, por divergências politicas com a direcção de Cunhal, e que teve o apoio de alguns sectores do partido , que na altura tambem abandonaram.

    Mas poderia falar de sectores ligados á Igreja Catolica, como Antonio Ferreira Gomes, Bispo do Porto os chamados catolicos progressistas, e alguns padres Mario de Oliveira, Francisco Fanhais, Luis Moita etc.

    Poderia falar-lhe do de movimentos estudantis sobretudo no final da decada de 60 e nos primeiros anos da decada de 70 , movimentos com forte componente anti-guerra -colonial, e que já nada tinham a ver com o PCP.

    Mas já ha muitos livros escritos com seriedade, que nos ultimos anos têm traçado com rigor o que foi a resistência á ditadura.

    O PCP tem o seu lugar por direito, assim como outros sectores tambem o têm, e é errado esta tentativa de militantes do PCP de se arrogarem o direito de terem sido os únicos que resistiram.

    E desses muitos estão hoje com o Bloco.

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  48. 48 48  João

    Li o post todo com interesse, já que além de um percurso pessoal é também uma visão do panorama político português do final do século XX.

    E juro que não sabia que o PCP tinha apoiado o golpe dos ortodoxos contra Gorbatchev em Agosto de 1991…sempre pensei que nenhuma força política mainstream tinha apoiado este golpe, até porque nem os seus instigadores se mostravam muito confiantes e porque os acontecimentos se tinham dado a uma velocidade demsiado rápida para reunirem apoio fora do país.

    Gosto sempre de saber mais sobre as forças políticas portuguesas [e de outros países também, claro] ainda que não me identifique com nenhum partido. Obrigado.

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  49. 49 49  alberto gomes

    47 seteluas
    1 Mar 2009 às 11:37

    “Cabe à esquerda fazer o seu papel, o de instruir, o de educar o de informar e formar…”

    Talvez seja assim como diz, mas convém que a informação e educação não seja explicar aos “educandos” que estão confundidos, e expulsar os “burros” que mesmo depois de ouvirem a palavra doutrinal, continuam com dúvidas e a levantar questões despropositadas.

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  50. 50 50  Jorge

    Bolota, a história do PCP anterior a 1974 é altamente respeitável. Tal como o é a história de muita gente que não está, e alguma nunca esteve, no PCP. Mas isso pouco relevo tem, ou devia ter, nas opções políticas que se fazem hoje. Porque a política faz-se no presente, não no passado. São as escolhas que fazemos hoje que hoje importam, não aquelas que fizemos ontem, especialmente se o ontem já tem mais de 30 anos. A desafios de hoje têm de ser dadas respostas de hoje, não de há 30 anos.

    E é muito por isso que o PCP não é o meu partido. Está demasiado preso a um passado heróico de luta antifascista num momento em que o que se exige é imaginação, agilidade e inteligência. E isso eu, pessoalmente, encontro no BE.

    A parte deprimente é que quase só encontro no BE.

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  51. 51 51  Bolota

    “ Bolota , antes do 25 de Abril , muitos do que hoje apoiam o BE lutaram contra a ditadura. “

    Corvo,

    Eu disse o contrario???

    “ E mesmo aqueles, que num período ou noutro, nesses tempos fizeram parte do PCP, o foram abandonando… “

    Só prova o que digo, o PCP é velho nestas coisas e apesar de muitas tentativas lá se vai mantendo na sua, ao contrario de outros que andando á babuja…

    “ Poderia falar-lhe do de movimentos estudantis sobretudo no final da década de 60 e nos primeiros anos da década de 70 , movimentos com forte componente anti-guerra -colonial, e que já nada tinham a ver com o PCP. “

    Uma coisa lhe garanto, podiam ser tudo, BEs é que não eram de certeza.

    “ O PCP tem o seu lugar por direito….”

    Ponto final.

    “ E desses muitos estão hoje com o Bloco. “

    Mas antes estavam onde??? Deixe-me adivinhar no PCP. Não havia outro

    Corvo,

    Sou um independente de esquerda, sem partido, mas que fico aborrecido com as coisas e loiças que se dizem de uma força politica que, goste-se ou não, foi a ÚNICA que deu o corpo ao manifesto e que agora é acusada de tudo o que de mal acontece na politica de trazer por casa, até personalidades como Vitor Dias, são banalizadas, quase ridicularizadas.

    No mínimo é injusto.

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  52. 52 52  Manuel Monteiro

    Corvo
    Nunca defendi nenhum processo conduzido por iluminados, fora da vontade dos trabalhadores. Iluminados são os reformistas que apelam à passividade dos explorados, apelando ao seu voto de quatro em quatro anos para executarem políticas combinadas nas cúpulas. E não é isto que o BE defende? Ou então defende o poder popular?
    Quanto à violência revolucionária: ela não depende da nossa vontade; é a dinâmica dos confrontos sociais que a impoem.
    Você esta a deitar cedo de mais a história da emancipação dos trabalhadores para o caixote de lixo da história. Lembre-se que a burguesia levou mais de duzentos anos para se impôr ao feudalismo.
    A grande tragédia do proletariado é que, devido à sua vida dificil na luta pela sobrevivência, não tem condições para elaborar teoria. Essa tarefa é confiada a intelectuais que à primeira dificuldade mudam de trincheira.
    Tenho o meu exemplo: fui operário, tinha a 4ª classe, fiz o exame ad oc e entrei na faculdade de letras de Lisboa, no curso de história, que frequentei até ao 2º ano. Entretanto fui deputado à Assembleia de República-embora por pouco tempo-,fui durante quatro anos membro da assembleia municipal de Lisboa; escrevi livros. E no entanto, só porque não abdiquei das minhas ideias revolucionárias, nenhum orgão de comunicação social publica qualquer artigo meu. Pessoalmente isso não me afecta nada, mas é só para lhe dizer, caro Corvo, que não existe liberdade de expressão, a não ser para aqueles, como o Daniel Oliveira, que façam actos de contrição com o seu passado e que entrem no sistema, não para o combater, mas para o ajudar a ajudar o capitalismo burguês a explorar melhor os trabalhadores.
    O Corvo pede-me que diga qual o meu projecto, se não será o projecto antigo que levou os trabalhadores para um beco sem saida. E eu respondo: temos que aprender com os erros do passado, temos que descobrir novos caminhos, temos que estar mais vigilantes contra os charlatães bem-falantes que aparecem só para adormecer os explorados. Mas temos, como dizia Miguel Unamuno, que continuar a fazer “as nossas enormidades”.E Sartre afirmou que “vale mais um erro com grandeza do que muitas verdades repetidas”. E eu acrescento: tem que haver coerência com o nosso passado. Tirar desse passado toda a tralha inútil e prejudicial, mas continuar fazer o que Marx preconizou: o marxismo não é nenhum dogma, mas um guia para a acção. (Ena, hoje deu-me para citar os grandes).

    Para si um abraço

    Manuel Monteiro

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  53. 53 53  Bolota

    “ Vital Moreira nunca foi da Plataforma de Esquerda. “

    DO,

    Já deve ter percebido que sou pouco científico nas minhas apreciações…o que tentei dizer foi que, Vital Moreira como tantos outros, saíram do PCP com todas as razões que lhes assistem, mas o certo é que hoje estão sentados no poder, agindo contra aquilo que antes defendiam.
    Se calhar é legítimo as pessoas mudarem por esta ou aquela razão…mas é intelectualmente desonesto faze-lo com base em argumentos esfarrapados.

    Já que falamos em Vital Moreira, Vital Moreira foi convidado pelo PS, a dias de fazer parte de uma painel de comentadores…na TVI24.
    Dito assim, só que a TVI é a estação de televisão de todas as magias negras contra Sócrates…na boca deste, até teve lugar em dize-lo em pelo congresso.

    Das duas uma, ou ia como infiltrado do PS, ou de PS não tem nada e como neo-liberal que é, quer é safar o dele. Estes garantidamente estavam a mais no PCP

    Há coisas que não entendo…será que esta grande…cartada politica em mandar o Vital para a Europa é motivo para a esquerda portuguesa ir votar em massa no PS??? Estes estrategas de merd@ perderam isso sim, foi a noção da realidade e a realidade não é a realidade do PS. A realidade é a dos despedimentos em massa e das penhoras constantes motivadas pelas políticas erradas defendidas pelos Vitais Moreiras e afins.

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  54. 54 54  damal

    Quando se está na oposição é fácil resolver todos os problemas: apenas é necessário ter um bom orador (Louça), e soluções em palavras para tudo.
    O grande problema do Bloco será se alguma vez for chamado a Governar. Nessa situação não bastam as ideias e as palavras é necessário fazer. E, como quase todos sabem, falar é fácil, fazer é muito mais dificil. O exemplo da Câmara de Lisboa mostra que o Bloco tem muitas dificuldades em assumir o “governo”.
    Conclusão: para mim o BE é bom na contestação, tem verbo fácil e apelativo, é populista.

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  55. 55 55  josé

    Para comemorar os 10 anos do Bloco, encaixo aqui um trecho dum post chamado «Caviar house ou o bloco sanitário» e que publiquei no meu irrelevante blogue, numa altura em que fiquei lixado com um entrada de carrinho do Louçã sobre o Portas num debate para as europeias, salvo erro, aquele em que o Louçã acusa o Portas de não saber o que é gerar uma vida, tá bom de se ver porquê. O Daniel que me desculpe, mas aqui vai de novo, também a mim me apeteceu um bocado de história antiga. Com os meus parabéns, claro.

    (…) O que é giro é que a partir de agora o nosso Bloco deixa de ter qualquer autoridade moral ou política para defender a adopção de crianças por homossexuais, pois estes não sabem o que é gerar vida, já não podem defender tudo o que possa ameaçar a família tradicional. Ainda bem, rapazes, continuem!
    Mas eis sem dúvida um episódio lamentável: pela torpeza tão igual à dos outros partidos menos puros, pela hipocrisia tão cuidadosamente escondida mas que saíu toda ela, numa golfada involuntária mas indisfarçável.
    Devo dizer, contudo, que esta cena desta Esquerda Caviar, tão pura e tão cândida, toda ela limpeza e pureza, não me surpreende minimamente. E traz-me longínquas reminiscências passadas de que me apetece hoje falar aqui.
    Há já bem mais de 10 anos, ainda não existia o Bloco, comecei a reparar num fenómeno curioso no meio em que me movia e movo: muitos meninos-família começaram a aproximar-se dum partido que começava a dar nas vistas, o PSR. Como isso aconteceu ao meu maninho mais novo, interessei-me e resolvi averiguar. Cheguei na altura à conclusão que não era nem o socialismo nem a revolução nem os trabalhadores que atraíam toda aquela juventude, mais ou menos dourada. Aliás, a esmagadora maioria estava-se nas tintas para o trotskismo, nem queria saber o que era esse bicho feio. O que eu penso que verdadeiramente atraía e ainda hoje atrai toda aquela boa gente era e é aquele doce discurso libertário e desresponsabilizante. Numa altura em que pontificava a feíssima geração yuppie, a malta mais nova quis ser um bocado hippie. E onde melhor o ser do que no PSR? Aquilo ficava no Bairro Alto e tudo, a paz e o amor difundia-se pelo fumo dos charros, enfim uma delícia!
    Nos episódicos contactos que tive com aquilo deparei com coisas pitorescas e picarescas. Podia contar meia dúzia de episódios mas fico-me por um deles, que acho ser o mais significativo apesar de ter andado um bocado esquecido nos confins da minha memória. Daí um ou outro detalhe impreciso ou omitido. Mas o essencial está lá. Senão vejamos.
    Passa-se isto há 11-12 anos, não sei precisar. O meu irmão mais novo, que seguia com calminha o seu curso universitário e andava meio deslumbrado pelo “mundo” alternativo que se sentava à volta da fogueira trotskista, contou-me que 2 ou 3 amigos dele estavam envolvidos numa ocupação dum velho e enorme casarão devoluto para os lados de Benfica. E, movido pela curiosidade, fui com ele uma noite conhecer o misterioso movimento okupa. Cheguei lá, carregado de pizzas e latas de cerveja, e sentei-me um bocado com aquela malta, aí uns 15 rapazes e raparigas, entre os quais reconheci irmãos e primos de amigos meus. Ficou logo claro que o “cota” que eu era podia ali estar por ser irmão de quem era e por ter trazidos todas aquelas pizzas. Mas adiante. Pouco ou nada falei mas ouvi muito e passeei um bocado por aquele pardieiro novamente cheio de vida. Foi aliás nessa noite que li pela primeira vez, pintada numa parede, uma frase que resumia então toda uma atitude perante a vida e o mundo, o célebre “Não te prives”! Fiquei logo ali convencido que dificilmente se podia dizer algo mais monstruosamente egoísta mas aquela malta dizia-o como se fosse o lema de futuros luminosos em que a tolerância e a solidariedade teriam já varrido as injustiças sociais dos nossos tempos.
    Ora, precisamente, já passava da meia noite quando pediu ali entrada um grupo de 3 jovens de origem africana: um casalinho aí pelos 15-16 anos, com ela em adiantado estado de gravidez, e um rapaz mais velho, aí pelos 18 anos. Duma forma quase humilde, contaram que tinham fugido das suas casas, em Chelas, e que sabendo que aquela casa tinha sido okupada vinham pedir ali um tecto que não sabiam onde mais o arranjar.
    Foi então que tive a oportunidade de reparar melhor num rapaz alto e de forte vozeirão, que era sem dúvida o líder e ideólogo daquela operação okupa. Para minha estupefacção e grande embaraço do meu irmão, este belo rapaz levantou-se imediatamente e, tomando conta da ocorrência, pôs-se a falar. Disse coisas espantosas: que o movimento okupa era um estilo de vida alternativo, com uma forte matriz ideológica, que a ocupação de casas era uma acção coordenada de afirmação dessa ideologia, que os membros do grupo tinham que ter uma grande afinidade e homogeneidade cultural e ideológica por forma a fazerem os sacrifícios que este modo de vida lhes impunha. E saiu-se com uma pérola inesquecível: “o movimento okupa não se pretende substituír aos planos de realojamento da Câmara de Lisboa”! E logo a seguir, melifluamente, que ali não era o lugar adequado para aqueles três jovens africanos, o que não significava que eles não contassem com a sua total solidariedade! E eles, coitados, lá se levantaram e dirigiram-se para fora.
    Estava já eu completamente passado com aquilo e disse ao tal grande líder mais ou menos assim: “Ó meu cabrão hipócrita, essa conversa da treta da solidariedade e da tolerância não te serve sequer para ajudar quem precisa mesmo de alojamento, muito mais do que estes meninos e meninas que estão aqui só para chatear os ricos paizinhos! Agora o que vou fazer é oferecer 10 contos a estes gajos e dar-lhes uma boleia a uma pensão ou residencial que eles escolham! Bem podes dizer que isso é caridade mas esta caridade vale muito mais que a tua solidariedade de filho da puta!”
    Gerou-se um sururu do caraças, tudo aos gritos, fascista e coisas assim, e o meu irmão empurrou-me dali para fora junto com os três desgraçados. E lá fomos os dois deixá-los na Praça do Chile com os tais 10 contos, o que na altura ainda era dinheiro.
    Ora este rico menino, tão talentoso que ficou tão zangado comigo, não desapareceu de circulação. Antes pelo contrário. Estudou, trabalhou e prosperou. E continua hoje, pelos lados do Bloco, a arrotar postas de pescada. Não vou dizer quem ele é, até porque não digo quem eu sou.Mas ele costuma ler os blogues e se vier cá parar, saberá bem do que estou a falar. Quem sabe até me manda um mail!
    E, pronto, fico-me por aqui que já estou com a pulsação alta. Mas, ao ver aquela beatice do Louçã, não pude deixar de me lembrar desta cena longínqua. Por causa da qual, o Bloco nunca me enganou: para mim eles são o maior logro ideológico e intelectual da política portuguesa e nunca irão ter o meu voto. Mesmo neste triste momento em que me acho moralmente impedido de votar onde sempre votei. Antes no PCP, ou no MRPP, ou até no PP! Ou, mais certo, voto nulo escrevendo frase reaccionária!

    [Responder]

  56. 56 56  Bolota

    “Eu respondi-lhe a essa. “

    Isabel Coutinho,

    Se se refere aquela resposta onde dizia que a culpa por tudo o que estamos a passar agora foi de Vasco Gonçalves e do programa do MFA, devia era estar calada.

    Eu no entanto perguntei-lhe na altura se tinha sido o programa do MFA o culpado da crise imobiliária nos EUA, claro não respondeu.
    Já agora, foi Vasco Gonçalves que mobilizou as tropas na invasão do Iraque???

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  57. 57 57  José Manuel Faria

    Caro José,
    O facto de ter acontecido esse mau exemplo de solidariedade não deves generalizar. O BE é um movimento de betinhos inconsequente!! Conheço, comunistas do PCP que apregoam a defesa intransigente dos trabalhadores e são os primeiros a “escravizar” seus operários: sem sindicato, sem horário fixo sem dignidade.

    Primeiro a floresta, depois a árvore. Maças podres existem em todos os cestos.

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  58. 58 58  Isabel Coutinho

    “Se se refere aquela resposta onde dizia que a culpa por tudo o que estamos a passar agora foi de Vasco Gonçalves e do programa do MFA, devia era estar calada.”

    Bolota,

    A minha resposta não interessa.

    Interessa que mentiu como o Socrates, ao afirmar que ninguém lhe tinha respondido.
    Agora teve que admitir que, pelo menos uma pessoa lhe respondeu. E que leu a resposta, pois está a referir-se a ela.

    O nariz do Pinóquio não é exclusivo de Sócrates.

    Passe bem.

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  59. 59 59  corvo

    Bolota, antes do 25 de Abril houve varios movimentos anti-fascistas organizados que nada tinham a ver com o PCP, aliás, como disse não nego o papel que o PCP teve na luta contra a ditadura, nego é o direito aos militantes do PCP de tentarem apagar da luta anti-fascistas , cidadãos e movimentos que não se reviam no PCP.

    Ma repito hoje em dia há já livros que retratam esse periodo , e quem estiver interessado pode consulta-los.

    Manuel Monteiro, já uma vez aqui escrevi, o primeiro deputado da UDP , o tambem operario Americo Duarte, acusou a UDP de ter traido os seus principios após o 25 de Novembro, altura em que o Manuel Monteiro foi deputado e creio se não me engano director do Bandeira Vermelha , orgão do então denominado PCP (R).

    Como vê há sempre alguem mais radical que nós , e sempre alguem disposto a acusar-nos de termos traido os principios, é por isso que acho errado dizer , que o Bloco pede o voto de 4 em 4 anos e depois nada de mobilizar os trabalhadores. Ou é desconhecimento, ou uma tentativa de minimizar, apesar de todas as falhas e todos os erros, aquilo que tem sido a historia destes 10 anos.

    Quanto á censura que é feita ao que escreve , e que segundo a sua optica não é feita ao Daniel Oliveira , porque segundo as suas palavras ele está feito com o sistema, acho muito redutor essa visão.

    Mas neste caso acho que deverá ser o Daniel Oliveira, visado na seu comentario a responder-lhe, no entanto olhando para o que é hoje a generalidade da imprensa portuguesa, eu com toda a franqueza, não gostaria de ter o meu nome ligado a nenhum jornal, pelo menos aqueles de maior tiragem, e de ambito nacional.

    Mas isso é a minha opinião.

    Cumprimentos.

    [Responder]

  60. 60 60  Bolota

    “ Porque a política faz-se no presente, não no passado. “

    Jorge,

    Completamente de acordo.
    No plano objectivo, diga-me o que tem o PCP actual tão diferente do BE ao ponto de rejeitar um em detrimento do outro.

    “ Bolota, antes do 25 de Abril houve vários movimentos anti-fascistas organizados “

    Corvo,

    Onde é que eu disse o contrario??? Disse isso sim, que podia haver muitos, mas o BE por certo não estava lá.

    O que eu perguntei ao DO e ao Jorge foi isto:
    (…) Com todas as malfeitorias que tem o PCP e todas as benfeitorias que tem o BE, o que teria sido o 25 de Abril sem a participação do PCP??? Não posso incluir aqui o BE porque á altura não existia (…)

    “ A minha resposta não interessa “

    Isabel Coutinho,

    Nem mais

    [Responder]

  61. 61 61  Manuel Monteiro

    Corvo
    O que o meu amigo Américo Duarte disse foi que a pequena-burguesia tinha tomado conta da UDP e que, por esse motivo, tinha traído os princípios revolucionários. Eu, nessa altura, lutava dentro da UDP contra esse desvio. Como castigo, e apesar do balanço positivo que se fez do meu trabalho parlamentar e autárquico, essa mesma pequena-burguesia-a tal que deu origem ao BE- afastou-me das listas de candidatos por Lisboa-onde poderia ser eleito, como veio a suceder ao meu camarada e amigo Mário Tomé-e desterram-me para o 2º lugar por Setúbal, onde não poderia ser eleito.
    Depois destas golpadas dos pequeno-burgueses que tomaram a UDP de assalto, e que agora dominam o BE, ainda acha que deva acreditar nos métodos dessa gente?
    Sim, confirmo, eu fui o primeiro director do Bandeira Vermelha, orgão do comité central do PCP(R).
    Quero deixar claro que não existe nenhum ressentimento pessoal contra estes camaradas que agora estão no BE, sendo até amigo da maioria deles, e de alguns tenho recebido convites para aderir ao BE. São questões de divergências políticas, questões de princípios, de que eu não abdico.
    Também não é uma luta por lugares. Se abdicar das minhas ideias revolucionárias não me faltam palco nos partidos do sistema.
    Quanto ao Daniel Oliveira me responder: quem sou eu para fazer perder tempo a personalidades com o peso do DO?

    Manuel Monteiro

    [Responder]

  62. 62 62  Jorge

    Bolota:

    Para começar é eurocéptico e o Bloco não. E essa diferença basta. Há mais, mas essa é suficiente.

    [Responder]

  63. 63 63  Ricardo Simões

    engraçado que a sua história pessoal apenas tem 4 anos de hiato da minha. Passei por muita coisa que qui diz dentro da JCP, provavelmente até mais porque entrei 1 ano depois da queda da URSS e entrei logo com uma posição muito crítica em relação às experiências históricas. O erro é achar que não se pode nem discutir, nem discordar, nem ter acção política plural sendo militante do PCP. Nestas coisas, os caminhos nunca são fáceis (não me lembro de em outros partidos alguém que tenha posições diferentes da dominante que seja tratado como um igual) mas também aprende-se a lidar com elas e principalmente a entender que as organizações além de instrumentos de transformação social são elas mesmo objecto de transformações. Logo, reflexões semelhantes mas caminhos claramente diferentes. E não me esqueço igualmente dos meus camaradas que me apontava o dedo por ter desvios de direita, por exactamente pautar a minha vida cívica pelo diálogo com todos (como foi a minha posição sobre o diálogo que na altura se devia fazer com o Guterres em matéria de Educação por estarmos em ano eleitoral e que ajudou a consolidar uma posição dentro do movimento associativo nesse sentido), hoje estarem ou terem passado pelo Bloco de Esquerda.
    Continuo militante do PCP e em todos estes anos de militância raramente me senti solidário ou com a Direcção Nacional ou como Comité Central. Mas tal como numa qualquer outra organização de voluntários, aceito as regras da mesma, sem que isso alguma vez signifique não intervir para tentar transformar, dentro do que me é possível, aquilo que entendo ser melhor para a organização e consequentemente para a comunidade onde me insiro. E faço-o principalmente, não por algum entendimento ideológico cego, mas porque entendo as organizações como organismos vivos e não estáticos. Se assim é, será sempre complicado achar-se que o PCP de hoje é o PCP de ontem e que as pessoas do PCP de hoje são as mesmas do passado. Há mecanismos que permanecem e que geram comportamentos similares, é verdade. Mas também é verdade é que pessoas como eu, que cresceram no período pós-25 de Abril inevitavelmente têm uma visão do mundo diferente daqueles que construíram a base organizacional do PCP, que vem do período da clandestinidade. E apenas isso é significativo para a mudança de discurso, comportamentos e entendimentos sobre o que nos rodeia. Já escrevi uma vez no Público no fim da década de 90 que a questão da ‘renovação’ tratava-se mais de uma questão de mudança geracional. E continuo a pensar o mesmo, até porque as lutas internas que tive desde essa altura tiveram mais por base vivências diferentes do que divergências ideológicas profundas. Os camaradas da minha idade que são menos abertos a visões diferentes sobre a mesma corrente ideológica são incomparavelmente diferentes dos das gerações mais velhas que ainda se encontram no PCP. E só isso faz-me continua a acreditar que o PCP é uma organização que continua a ser válida para potenciar a transformação social no sentido da melhoria de vida da comunidade que me rodeia.

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  64. 64 64  The Studio

    Daniel, esta sua história revela grandes semelhanças com a minha própria história. Tal como o Daniel nasceu numa família onde quase todos eram de Esquerda, eu nasci numa família onde quase todos eram do Benfica e sem saber muito bem como acabei também por ser do Benfica. A diferença é que aos 12 anos o Daniel meteu-se no mundo das jotas e eu nunca me meti nos No Name Boys.

    Depois o Daniel acabou por sair do PCP, ou da JCP, por causa dos acontecimentos na Polónia e por não o terem deixado ir às reuniões preparatórias do congresso. E fez muito bem, eu no seu lugar faria o mesmo. Afinal como se pode chegar a político profissional se nem nas reuniões preparatórias somo admitidos?

    [Responder]

  65. 65 65  toino

    DO, se um dia existir a possibilidade de você vir a ser ministro concerteza será o da “Ideologia e Propaganda” afinal você nunca foi do PCP, mas sim da UEC e depois da JCP são coisas muito diferentes.

    [Responder]

  66. 66 66  Orlando

    Caro Daniel
    Consegui chegar ao fim.
    Muita coisa haveria a dizer. Mas vou começar pelo principio. Lembro-me de si ainda jovem na JCP onde eu era militante também e de algumas jornadas de propaganda onde participamos os dois e lembro-me a sua forma aguerrida como discurçava. Foram tempos bastantes conturbados na politica. Você achou que não se revia nas ideias e nas lutas do PCP (partido que nunca melitou), eu ao contrario de si revi-me nessas lutas e tornei-me militante do PCP, até aos dias de hoje, continuo a rever-me no partido e nas suas causas.
    Mas falando de si e do seu percurso, gostei de ler que na sua passagem pela JCP aprendeu muito do que hoje sabe, pelo menos não deu o tempo por mal empregue. Quanto ao sectarismo de que acusa o PCP, desculpe ter de o imendar mas porque sei daquilo que falo, retribuo essa palavra tão querida para todos os opositores do PCP, desde o PS ao PSD e agora passando pelo BE. Se bem se recorda foi por uma questão de enbirração que o BE não entrou na coligação de esquerda para a CML, perdendo esta coligação para a direita de Santana Lopes. Lembra-se ??? Se chama a isto sectarismo então penso que não percebe bem o significado da palavra. Quanto a Maria de Lurdes Pintasilgo, que também referiu, deve-se lembrar que estava em disputa a passagem ou não de Mário Soares a uma segunda volta e tal como o PCP dizia o melhor colocado seria Salgado Zenha, o que também se veio a provar, visto ficar ter ficado a 3% de Mário Soares com mais de 20% dos votos e Maria Lurdes com apenas 7%. Mais tarde e se bem se lembra, a divida para com o Mário Soares e o PS foi paga e esta senhora foi a cabeça de lista do PS ao parlamneto Europeu. Lembra-se ????
    Também lhe queria dizer que o Bloco não é um partido, será mais uma coligação de partidos. Como sabe e pena é que assim seja, os dirigentes do Bloco pouco ou nada tem de ligação com as massas trabalhadoras. Pergunto-lhe quantos dirigentes sindicais e comissões de trabalhadores tem elementos afectos ao BE ??? Será porque a grande maioria dos seus apoiantes farão parte de um sector mais intectual da soc. portuguesa ?? Há é verdade, estava-me a esquecer do António Chora, membro de uma comissão de trabalhores, mas quanto a esse, ao ler a sua ultima entrevista fiquei com pena do homem, para sindicalista do patronato até que não está nada mal.
    Muita coisa haveria a referir, mas já vai longa a minha descrição, mas em mais uma coisa o Daniel se enganou quanto ao PCP é que a sua perda de influência não tem vindo a decair, pelo contrario ela tem vindo a crescer ao longo destes ultimos anos. Desculpe e porque você o fez em relação ao meu partido, deixe que lhe diga, que nunca gostei de caviar nem pertenço a uma esquerda que anda ao sabor dos ventos e das marés, gosto de uma esquerda que tenha convicções e continue a defender aquilo em que sempre acreditou.
    No entanto os meus parabéns ao BE.

    [Responder]

  67. 67 67  Luís

    Respeito a autobiografia do Daniel Oliveira, desde logo porque acho legítimo que cada um pinte com cores bonitas a imagem que tem de si mesmo.
    Digo isto sem ironias.
    E sem ironia digo também que o Bloco de Esquerda e o conjunto dos seus dirigentes são uma das coisas piores da política portuguesa, pelo espírito de revolta, de raiva e de demagogia que trazem.
    Cumprimentos

    [Responder]

  68. 68 68  Daniel Oliveira

    A quantidade de gente ressabiada que aqui vem lamentar os ódios dos outros.

    The Studio, sempre com intervenções tão pertinentes. Se gosta deste estilo de conversa, cá vai: a nossa história seria muito semelhante se me tivessem feito uma lobotomia em pequeno.

    Orlando, merece uma resposta um pouco mais longa e séria. Mal tenha tempo aqui tentarei vir.

    [Responder]

  69. 69 69  Ricardo Simões

    Daniel,
    Espero que essa da gente ressabiada nem sequer se aplique à minha pessoa, até porque eu sou da geração exactamente a seguir à sua (quando falava do hiato, era entre o hiato em que saíu e que eu entrei).
    Também para clarificar quanto aos meu camaradas de geração, do tempo em que tive actividade na JCP, devo dizer que trata-se apenas de uma análise de coerencia intelectual e prática. E nessa matéria olho para o que fiz e não fiz e continuo a achar que a coerencia, valor tão querido para muitos comunistas, estiveram presentes e ainda estão na minha actividade cívica e política. Se calhar porque nunca me iludi com nada sobre a história dos movimentos comunistas e a análise constante do que realmente aconteceu (coisas tão simples como saber como funcionavam as empresas ou na URSS ou na Juguslávia, conseguir ter acesso a manuais de economia que eram dados nas Universidades de Economia, etc) permitiu-me sempre ter uma convicção quanto ao ideal e uma atitude critica quanto ao passado no sentido de aprender com ele e não repeti-lo. Sei que seria muito mais fácil para mim como intelectual deixar a militância partidária, no entanto continuo a entender que a militância em movimentos comunistas estão em constante reformulação e a sua época histórica em muito direcciona o comportamento desses seres humanos.
    Sabe qual é a maior dificuldade que os militantes comunistas e outros como você têm e tiveram desde a queda da URSS? é a não possibilidade de podermos discutir as ideias pelas ideias, sem que o peso da história, como se tivessemos sido protagonistas do passado, estiveja marcado na nossa identidade. Ora, duvido sinceramente que alguém ou alguma sociedade que discuta com pessoas como eu e outros ideias numa base de respeito intelectual possa alguma vez fazer juízos de valor sobre os mesmos, que não sejam apenas o do consenso ou da divergencia. Em suma, o que me cansa, visto que eu pouco tenho a ver com todo aquele período do pós-25 Abril do PCP, é ser olhado como um herdeiro de algo que na essência é vista por mim de maneira completamente diferente daquilo que é propagandeado.
    Só uma nota final, marcaram-me e muito as minhas experiências associativas no ensino superior e foram muitas. Lutei num ambiente completamente adverso, provavelmente pior ainda que o seu, pois andei numa escola de gestão e antes de ir para a Direcção da minha AAEE a lista que lá estava era um bastiam do CDS. Muito pouco retenho de acções de formação ideológica. Retenho muito mais os debates, muitos deles divergentes, que tive com os meus camaradas sobre os caminhos de acção. A minha visão prevaleceu em alguns momentos, perdi em outros. Faz parte das relações de poder. Aceito isso como uma das verdades mais básicas das sociedades humanas. Não me afasto é nunca da ideia de que uma derrota merece o caminho da desistência.

    [Responder]

  70. 70 70  Daniel Oliveira

    Evidentemente que não me referia a si, Ricardo.

    [Responder]

  71. 71 71  PMA

    discordo mt do D.O. (como já deve ter reparado!), mas n me custa nada (pelo contrário) reconhecer a qualidade do texto..

    O toque de ensaio histórico, salpicado por instante mais pessoais e intimos, interligados por uma qualidade de escrita notável.

    Mais teria a dizer em relação ao bloco, e suas propostas políticas (das quais discordo) mas por falta de tempo fica apenas o elogio ao texto.

    P.S.Queria apenas dizer q, para alguém desiludido com um partido/ideologia, com esta nova aposta esta a pedir pra repetir a dose!

    [Responder]

  72. 72 72  Orlando Ribas

    Daniel,
    Muito obrigado. Foi graças a ouvi-lo e a lê-lo que me tornei uma pessoa mais livre, mais independente e mais criteriosa. Já o acompanho há alguns anos e são raras as vezes que discordo de si. Espero que um dia, se por acaso o Bloco “assaltar” o poder, o Daniel não se vá esquecer quem é e o que pensa.
    Uma vez que diz que o Bloco mudou a sua forma de pensar e agir, o mesmo digo eu em relação a si.
    Continue, para bem de muita gente.

    [Responder]

  73. 73 73  Isabel Coutinho

    “ A minha resposta não interessa “

    Isabel Coutinho,
    Nem mais

    Bolota, squeceu-se da 2ª parte do meu comentário, aquela em que lhe chamo mentiroso

    [Responder]

  74. 74 74  ezequiel

    Muito interessante, este seu post, Daniel.

    Sei pouco sobre as origens do BE.

    Quais foram os partidos-movimentos-tendências que formaram o BE ? Ex-PCP’s, Maoistas, igualitários liberais????

    Se alguém tiver paciência para me explicar isto…

    desde já, os meus agradecimentos.

    [Responder]

  75. 75 75  LUISMANUEL CAMBRA NOGUEIRA

    Meu caro e preclaro jovem:

    Estava antes de si no PCP, continuo depois de si no PCP. Espero que você, tendo encontrado o paraíso político, se deixe ficar onde está.
    A autocrítica – “vício stalinista”, dizem os sabedores – já não está em moda e não creio que o PCP (ou o partido em que milita) lhe tenham encomendado esse “strp-tease” de uma alma ingénua e dorida… e olhe que nisto de dores, mais doi a de corno que a de alma.
    Coda: depois de o excelso Daniel ter saído do PCP, entrou muito mais gente para lá: mais jovens que você, alguns talvez mais inteligentes que você, e uns tantos, Deo Gratias, com mais cabelo do que você.
    Com um grande beijo “à russa”,

    Luis Nogueira

    [Responder]

  76. 76 76  Bolota

    Isabel Coutinho,

    Mentiroso era o seu avô e casou-se.

    “ Para começar é eurocéptico e o Bloco não. E essa diferença basta. Há mais, mas essa é suficiente “

    Jorge,

    Ainda bem que é.
    Sendo como diz o BE um movimento pró-Europa e tendo a Europa capitulado em toda á linha nas análises económicas que fez colocando-nos onde nos encontrarmos, faz disso uma Bandeira??? O que é que anda a fumar homem???

    De facto uma das diferenças pode ser essa mas conta a favor do PCP que sempre colocou um pé atrás no que se refere ás medidas vindas da UE. Os resultados estão á vista. Flexisegurança sabe o que é?? Estar a favor e contra ao mesmo tempo, diz-se incoerência politica

    Já agora deixe-me perguntar, depois da maior recessão económica de sempre, a estrutura económica-politica que é UE que tanto defende, faz sentido??? E o FMI??? E a OCDE??? Não esquecer que todas estas organizações de regulação/previsão falharam em toda as frentes.

    [Responder]

  77. 77 77  Bolota

    “ Há é verdade, estava-me a esquecer do António Chora, membro de uma comissão de trabalhores, mas quanto a esse, ao ler a sua ultima entrevista fiquei com pena do homem…”

    Orlando,

    A entrevista a que se refere é esta???
    http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=110797&mostra=2

    Mas a isto chamasse sindicalismo moderno…
    http://quedizopivo.blogspot.com/

    Este é mais um que a continuar no PC, não passava da ser pra torta, assim acha-se o Carvalho da Silva do BE.

    Já agora uma previsão para os números do desemprego.

    Com sindicalistas (Os Sindicatos desculpam-se e dizem que se adaptar é ceder, então mais vale continuar retrógrado.) destes depressa chegaremos aos dois dígitos…e a diferença se calhar já não é nenhuma

    [Responder]

  78. 78 78  corvo

    Ezequiel, os movimentos que estiveram na base do BE, foram

    A- A UDP, que teve deputados eleitos em varias legislaturas, o Americo Duarte, o Afonso Dias, o Manuel Monteiro, o Acacio Barreiros ( esqueceu-se dele Manuel Monteiro, isso é criticavel, pois revela uma tentativa de apagar aquele, que foi o deputado mais prestigiado da UDP, e se o percurso posterior do Acacio deixa muito a desejar, ninguem lhe pode tirar esse tempo, em que foi uma voz acutilante e respeitada da Assembleia da Republica representando a UDP) , e por ultimo o Major Mario Tome.

    A UDP tinha a sua origem mais remota na cisão de 1964 do PCP , a chamada cisão do Francisco Martins Rodrigues, João Pulido Valente e Ruy D`Espinay, a que se juntaram sectores militares e sectores catolicos que tinham combatido a ditadura.

    O PSR, era um movimento da linha Trotsquista, com participação na luta popular e estudantil, virado para causas como agora se diz fracturantes, e que participou em varias eleições, e esteve pelo menos uma vez perto de eleger representação parlamentar.

    A politica XXI era constituida fundamentalmente por ex PCP e ex MDP-CDE , era o mais novo dos 3 movimentos.

    A esses 3 movimentos juntaram-se cidadãos que tinham vindo da luta anti-fascista, ou das lutas do pós 25 de Abril.

    Um dos casos foi o Fernando Rosas ex militante do MRPP.

    Alias devem referir-se os nomes de Miguel Portas em nome da politca XXI
    O Luis Fazenda da UDP
    E o Francisco Louçã do PSR.

    Mais tarde aderiram outros movimentos a Ruptura FER por exemplo , movimento que na sua genese tinha tido como mentor a figura de Otelo Saraiva de Carvalho.

    Foi este conjunto de pessoas ou direi melhor de vontades, que foram transformamdo o Bloco no que ele é hoje.

    Com os seus erros de percurso, os abandonos de cidadãos , normais em democracia, mas que apesar de tudo se tem reforçado, e a melhor prova foram os ataques descabelados no recente congresso do PS, não só de Antonio Costa, mas tambem de José Lello, e Augusto dos Santos Silva.

    Já para não falar nos ataques semanais do Avante , e o ataque cerrado do Jeronimo de Sousa no ultimo Congresso do PCP.

    Como se costuma dizer , quando os adversarios nos atacam, é sinal que lhes estamos a fazer mossa.

    [Responder]

  79. 79 79  Antonio Cunha

    Ena pá tanto vermelhusco a malhar no Daniel !!!

    Voce deixou os gajos resabiados. É o que dá ser um ingrato. Então andaram os homenzinhos lá da Soeiro P Gomes a dar-lhe aulas de borla, e vem voce agora desbaratar o que aprendeu para o BE.

    Se calhar ainda queriam que voce fosse fazer uma universidade de verão ou qq coisa do género.

    Eu se fosse a voce mandava uns frasquitos de formol lá para a Soeiro, pois dinossauros como estes só na Lourinha, e n é todos os dias.

    [Responder]

  80. 80 80  corvo

    Sr Luis Nogueira

    Certamente os tais jovens tão inteligentes que têm entrado no PCP, desconhecem casos como o de Carlos Sousa de Setubal, Luisa Mesquita, Presidente da Camara da Marinha Grande, as recentes declarações do Presidente da Camara de Sines etc etc etc.

    Purgas, expulsões, ameaças de perca de emprego, silenciamento das vozes contestatárias, em suma, um partido que nada tem de democratico.

    Mas se os tais jovens tão inteligentes, gostam de ser manipulados, não terem opinião propria, aceitarem sem critica as ordens do Comissão Politica do Comité Central, isso em nada abona em seu favor.

    Isso só revela muita pouca inteligencia e sobretudo um pessimo espirito seguidista.

    Se têm assim tanto cabelo na cabeça , ou mesmo se têm cabeça deve ser só para usar boné….

    [Responder]

  81. 81 81  Daniel Oliveira

    Sr NOGUEIRA,
    Não sei onde leu o exercício de auto-critica. Agora, e ficam as minhas desculpas por tamanha fraqueza, não faço parte daqueles que teve sempre do seu lado a razão da história e nunca se enganou. Enganei-me, engano-me e vou continuar a enganar-me.

    [Responder]

  82. 82 82  Manuel Monteiro

    Corvo
    Eu nunca falei na lista dos deputados da UDP. Portanto, não falei no Acácio-de quem fui amigo até ao fim da sua vida, apesar da sua aderência ao PS-,não falei no Afonso Dias e não falei no Amadeu Ferreira, de quem você também não fala.
    Acho que se verificou uma desonestidade intelectual da sua parte ao afirmar que eu tentei apagar da história dos deputados da UDP o Acácio Barreiros.
    Sobre a FER. Você faz uma confusão dos diabos. A FER nada tem a ver com Otelo. Quer, de certeza, referir-se à FUR.

    Manuel Monteiro

    [Responder]

  83. 83 83  m.

    Ó corvo,

    Essa do Ruptura ter o Otelo como mentor é muita boa!

    [Responder]

  84. 84 84  Isabel Coutinho

    “A politica XXI era constituida fundamentalmente por ex PCP e ex MDP-CDE”

    Tenho seguido esta discussão com muita atenção. Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
    De alguns destes grupos eu só tinha uma vaga ideia.
    No entanto sobre o PCP e o MDP-CDE, não tenho ideia, tenho certezas: O MDP-CDE foi, depois do 25 de Abril, o “caniche” do PCP. Eram eles que faziam o que o PCP não queria assumir: denúncias, prisões, ocupações, etc. Os “seus” militantes, infiltravam-se nos outros partidos para os espiar e reportar ao PC. Até se dizia que eram como o papel higiénico de folha dupla: depois de se limparem, entregavam o original ao PC e ficavam com a cópia. Eram conhecidos pelos “pés-de-galinha”. E eram “bufos” ainda por cima.

    Ex PCP e ex MDP-CDE eram todos a mesma coisa: comunistas. O ex era para disfarçar.

    Fiem-se neles, fiem-se.

    Admito que aqueles que eram crianças em 74, e não viveram o PREC possam ter sido levados ao engano. Mas pessoas como eu, que já era adulta, e militante do PS desde 74, posso-vos garantir: não são boa gente (para não dizer pior)

    [Responder]

  85. 85 85  Manuel Monteiro

    D. Isabel Coutinho
    Vocês, os do PS, andaram metidos com toda a corja de fascistas e pides,para impedir que os trabalhadores construissem uma nova sociedade. Os ELPs, os Spinolas, o Alpoim Galvão, o Valentim Loureiro, os Ferreiras Torres, o Carluci,os bombistas, os que incendiaram sedes de partidos de esquerda, a igreja reacionária, foram os seus companheiros de luta e cometeram, com o apoio do PS, crimes contra os interesses populares.
    Acho que essa sua vocação de pide lhe vem desse tempo. Ainda por cima fortalecida pela pandilha actual do PS que não passam de uma corja de mafiosos corruptos ligados aos poderosos.
    O país está a saque pela mão dos dirigentes corruptos do seu partido e a senhora devia era ter vergonha nessa cara…

    Manuel Monteiro

    [Responder]

  86. 86 86  alberto gomes

    Isabel coutinho, a senhora é uma sortuda, o Manuel Monteiro deve simpatizar consigo, aqui há uns tempos, eu por menos, além de pide também fui mimado com o rótulo de nazi.

    [Responder]

  87. 87 87  Antonio Cunha

    “impedir que os trabalhadores construissem uma nova sociedade”

    Este sr deve andar metido nas drogas duras. Ó rapaz !!!!! Acorda, o PREC já lá vai !!!!

    Levaram todos um belo chuto no cú no 25 de Novembro e deviam ter sido presos pelas merdas que andaram a fazer. Á vossa conta é que este pais tá na merda. Milhares de tachos na Função Publica, milhares de sindicalistas que nada fazem senão as vontades do seu partido, e um sem numero de parvoices.

    Mais sério foi as fp25 que são a vergonha nacional, e bem demonstram a incompetência da justiça neste pais. Existem partidos (e estou a falar da UDP) que foram ilegalizados por menos. E sim estou a dizer que pessoas da UPD pertenciam às FP25

    Chamar pidescos à pessoas do PS é realmente o cumulo.

    Vá para a Venezuela e fique lá que o seu tempo já passou.

    [Responder]

  88. 88 88  qwerty

    Acho graça, no DO, o equilíbrio entre a emotividade e o lado racional. Que aliás também é um pouco o espírito do BE (e da esquerda). Um optimismo ingénuo (passo o pleonasmo), mas que transportado para a política pode dar frutos. Estando eu a tornar-me cada vez mais conservador, não consigo todavia deixar de desejar que o BE tenha um maior peso no parlamento. Seria, sobretudo bom para o Bloco. Talvez o derradeiro teste para ver de que massa é realmente feito.

    [Responder]

  89. 89 89  A.R.A

    ANTONIO CUNHA
    “…Á vossa conta é que este pais tá na merda…”
    Creio que o rapazinho da CUNHA se enganou no alvo, pois justifica o atraso do país com os 2 anos do PREC enquanto branqueia os governos do PS e PSD que tornaram muita gente rica atraves da politica tipo o Coelho (PS/ Mota Engil) ou o Amaral (PSD/ Lusoponte), poe exemplo.

    Mas a culpa é dos comunas, não é ó CUNHAS?

    Quanta estupidez!

    ISABEL COUTINHO

    “…comunistas. O ex era para disfarçar…”

    Para o ex ser em pleno, para as europeias só falta mesmo a Zita
    PS- Vital Moreira Ex-Comunista
    BE- Miguel Portas Ex- Comunista
    CDU- Ilda Figueiredo COMUNISTA

    “…Fiem-se neles, fiem-se…” Eh!eh!eh!eh!

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

  90. 90 90  Antonio Cunha

    caro xatoo, realmente este pais é o da Cunha. Se voce for ver, todas as grandes empresas, que foram ou ainda são maioritariamente estatais portuguesas como a EDP, PT, GALP, etc, etc estão cheiinhas de primos, irmãos, tios, avós. Na EDP por exemplo existem familias inteirinhas a trabalhar lá dentro. Entraram lá por mérito ? Naaaaa

    Veja-se o exemplo da câmara de Lisboa onde todos mamam e sempre mamaram. Incluindo o PCP que também participou da festa.

    Veja-se o exemplo da câmara da moita onde a uma psicóloga foi dito que se fosse filiada no PCP, talvez se arranjasse um empregozito.

    Quer mais exemplos ??? Posso ficar aqui o dia todo.

    O PREC foi o principio da bandalheira, e este pais podia ter acabado numa republica socialista tipo Venezuela com o nosso “sol” Cunhal a governar.

    Prefiro mil vezes o bloco central onde existe corrupção mas também onde existe liberdade. Se não gostamos de um gajo vimos para aqui e desancamos o gajo de “porrada”.

    Estamos todos cheios de revolucionários de merda que só prometem revoluções onde depois eles próprios são os mamoes. Com a agravante que não existe liberdade de expressão.

    Como dizia Churchill

    “Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”

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  91. 91 91  Manuel Monteiro

    A D. Coutinho chamou a toda a gente do MDP e do PC pides. A direitada aqui do blog achou muito bem. Quando eu escrevi que pide era era D. Coutinho e os da sua laia, a direitada caíu-me em cima toda indignada. Ainda bem: é sinal que lhes toquei na ferida.
    O Sr Cunha só faz comentários alarves. O que me leva à conclusão que se o seu cérebro fosse colocado num passarinho este voava sempre para trás…

    Manuel Monteiro

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  92. 92 92  isto é a "malta" a pensar alto

    pungente. até me vieram as lágrimas aos olhos. cada vez que agora passo numa loja dos trezentos, perdão, um euro e meio e vejo o celebre menino da lágrima lembro-me sempre do camarada oliveira.
    aquele que de “pioneiro”…sonha ser “primeiro”.
    acha mesmo que há pachorra estes relatos? guarde -se para contar aos netos

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  93. 93 93  Isabel Coutinho

    Parece que o meu comentário pôs alguns nervosos.

    Não retiro uma palavra sobre o que disse acerca de PCs e MDPs e seus ex., e digo-o por experiência própria. Fui do PS, já não sou. Saí quando o PS, já no Governo escancarou as portas ao MES, que sempre fez “panelinha” com o PC, contra o PS. Já não era ali o meu lugar. Mas nunca deixei de lutar pela Liberdade.
    Aliás o maior ataque que sofri dos PCs, meus colegas, foi na altura do caso da “Unicidade sindical”, quando o PC queria obrigar todos os sindicatos a filiarem-se da Intersindical (já antes do 25 de Abril eu era sindicalista). Nessa altura o grande lutador foi o Zenha. Foi dele o grito: “PC escuta, o PS está em luta” (no antigo Pavilhão dos Desportos).
    Fui insultada por usar um emblema do PS, chegaram a fura-me os 4 pneus do carro, cuja matrícula apareceu afixada numa listas de “fascistas”. Nesse dia vi-me impedida de ir buscar os meus filhos à escola.
    Vi colegas meus, que toda a gente sabia que eram, pelo menos, informadores da PIDE, irem a correr, logo depois do 25 “matricularem-se” no PC ou no MDP, e aí continuarem a sua actividade. Vi MDPs que eu conhecia, infiltrarem-se escondidos nas manifestações do PS, para ver quem eram os “reaccionários” que lá estavam. A um deles, tirei eu um jornal da cara, dizendo-lhe “queres saber se estou aqui?. Pois estou, podes pôr o meu nome na lista” (isto passou-se em frente do jornal República, o único que ainda não estava nas mãos deles). Vi MDPs, na minha Secção de Benfica, de emblema do PS na lapela. O que estariam eles lá a fazer?
    Mas, os piores eram os “intelectuais de esquerda” entre os quais estavam importantes figuras do MES, que depois ingressaram no PS (alguns ainda lá estão). Estes, valendo-se da sua superioridades intelectual, manipulavam completamente os operários. Sim, onde eu trabalhava, éramos c. 1200. Havia de todas as categorias profissionais. E (quase) todos nós sabíamos quem era quem. Sei como foram feitos os saneamentos, por quem e por que razões. Nas Comissões de Trabalhadores de que fiz parte (2), encontrei (esquecidas) provas escabrosas disso mesmo. E foi aí que constatei que os piores inimigos dos trabalhadores eram os PCs e MDPs. Isto ainda antes do 25 de Novembro.
    Não acordei para a política depois do 25 de Abril. Já antes tinha andado nas lutas dos estudantes e, quando comecei a trabalhar (aos 22 anos), nos sindicatos.
    Desde que saí do PS, nunca mais fui de nenhum partido. E voto onde me apetece. Mas voto. Embora hoje em dia seja difícil escolher, estando, como está, a corrupção por toda a parte. Dói-me sobretudo o actual PS, tão diferente do do meu tempo.
    Mas uma coisa quero dizer: com todos os seus defeitos, o PC é ainda o partido que tem mais gente honesta (do ponto de vista material, é claro). Entre as autarquias mais bem geridas, e com menos corrupção, muitas estão na mão do PC. O que não os faz intelectualmente honestos.

    Chamarem-me PIDE, é um insulto, que não admito.

    Vão àquela parte!

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  94. 94 94  Antonio Cunha

    Voava para o lado que lhe apetecer mas com certeza para bem longe desse vosso ideal de sociedade.

    A revolução em nome do ideal. Que coisa linda

    Deixo-lhe aqui um link para recordar os verdes anos

    http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=5962

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  95. 95 95  Isabel Coutinho

    Tadinhos dos revolucionários !

    Do link deixado por António Cunha transcrevo a seguinte passagem:

    Em 1981, a polícia encontrou-me e levou-me para interrogatório porque acreditava que eu tinha estado implicado no 25 de Novembro.
    Estive na esquadra durante mais de doze horas, mas não chegaram a interrogar-me. Entretanto, o comandante da esquadra chamou-me e perguntou-se se eu tinha tido problemas com o 25 de Novembro. Eu disse-lhe que, se calhar, tive e ele mandou-me embora. Voltei a Setúbal e nunca mais fui incomodado.

    [Responder]

  96. 96 96  Manuel Monteiro

    Ei, a facharia está a fazer uma telenovela sobre um revolucionário perseguido pela polícia. Já agora: qual é o seu crime?…

    Manuel Monteiro

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  97. 97 97  Bolota

    ” Chamarem-me PIDE, é um insulto, que não admito. ”

    Isabel Moutinho,

    Você não é pide, é parva

    [Responder]

  98. 98 98  Antonio Cunha

    Manuel Monteiro, Bolota e demais reácionários armados em Che’s pé de chinelo.

    Existem coisas que duram para sempre, e no vosso caso temo que seja a estupidez natural.

    Pois ou somos revolucionários ou somos fachos.

    No vosso caso apenas consigo aplicar o pensamento de Einstein. E vai em espanhol que o google hoje tá mandrião.

    Hay dos cosas infinitas: el Universo y la estupidez humana. Y del Universo no estoy seguro.

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  99. 99 99  Bolota

    Cunha,

    Einstein??? A mim só me ocorre responder assim: Nas nalgas é um descanso

    [Responder]

  100. 100 100  ezequiel

    Obrigado pela elucidação, Corvo.

    [Responder]

  101. 101 101  Antonio Cunha

    Nas tuas concerteza, bolota

    [Responder]

  102. 102 102  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    Voçe parece que é parvo mas… é mesmo :)

    Voçe vem comparar a camara da Moita com os negocios chorudos da Lusoponte; MotaEngil; Portucale; Freeport; e afins ; para regorgitar uma frase que é de facto o suprassumo da estupidez humana para se justificar melhor?
    “…Prefiro mil vezes o bloco central onde existe corrupção mas também onde existe liberdade…”

    Que liberdade é essa alminha fundida, liberdade em corrumper e ser corrumpido? Liberdade em ser esquecido e relegado para segundo plano devido ao factor cunha? Liberdade para o beija mão? Liberdade em promover sucessivamente os incompetentes e obrigar os que tem competencia a imigrar?

    Após o PREC, coisinha bruta, quem mandava antes de Abril passou a mandar ainda mais e esses bem podem agradecer ao tio Marocas e ao Encavado Silva que democratizaram o feudo dos Espirito Santos, Champalimauds e mais 1/2 duzia de familias “feudais” de então ou seja houve partilha de capital mas só para aqueles que asseguravam cargos privados a ministros. Pergunte ao Dias Loureiro que ele explica-lhe melhor que eu.

    Tenha tino e não diga baboseiras porque ve-lo a espumar-se dessa maneira contra os comunistas leva-me a pensar que ao Cunha já nem a Cunha o safa porque perdeu as influencias de então.

    Isabel Coutinho

    Não vou tão longe porque de pidesca não tem nada embora o seu anti-comunismo seja um pouco doentio pois se bem se lembra desde o Norte até ao Centro de Portugal a sua “maioria silenciosa” incendiou, destruiu e agrediu as sedes do PC e por conseguinte os comunistas ou simpatizantes que as ocupavam. Não tenha uma memoria tão selectiva dos acontecimentos de então seja intelectualmente honesta.

    Lembre-se que foram o Spinola, Mario Soares, Freitas do Amaral, Manuel Alegre que queriam a intervenção dos Britanicos para invadirem Portugal e que a propria Espanha já se tinha predisposto a faze-lo com o apoio destes mesmos patriotas, os Norte-Americanos é que não deixaram pois o Carlucci tinha já feito o trabalho de casa. Viva a CIA, não é Isabel?

    A Historia só veio demonstrar que afinal não era a URSS que queria invadir e tomar conta de Portugal por isso essa sua balela conspirativa já não cola e só as gentes tacanhas dos 3 F’s é que teimaram em perpetuar essa fantochada.

    Do 25 de Abril já só sobra o direito do voto das mulheres e ameaçado SNS portanto se a Isabel tem a ombriedade de afirmar que
    “…o PC é ainda o partido que tem mais gente honesta (do ponto de vista material, é claro). Entre as autarquias mais bem geridas, e com menos corrupção, muitas estão na mão do PC…”

    Eu digo-lhe que em mais nenhum partido, em Portugal, eu vislumbro essa honestidade em dizer o que se pensa e a fazer exactamente o que se diz!

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

  103. 103 103  antonio cunha

    ara

    a liberdade de que falo é aquela que permite que uma besta como você possa vir aqui dizer alarvidades, insultar pessoas e nada lhe acontece. se isto fosse uma coutada comunista outro galo cantaria.

    e outra coisa portugal esteve quase a ser invadido por espanha porque você e os seus amigos entraram na embaixada de espanha na altura do prec.

    [Responder]

  104. 104 104  Bolota

    “ Você parece que é parvo mas… é mesmo “

    ARA,

    A isto é o que se pode chamar, gastar cera com ruim defunto.

    Eu já contei esta minha historia por ai.
    À dias fui ao monte onde fui criado. Quem me recebeu foi um neto do individuo que explorava o monte á altura. O neto está mais rico que o avó, apesar de terem ficado sem nada…coitadinhos, quando da reforma a agrária ou da crise permanente na agricultura…

    http://www.pacodoconde.com/index_2.htm

    A contradição é esta: se os netos do que exploravam á altura estão mais ricos, porque não estão também os netos dos camponeses de então??? Não, estes estão mais pobres. São estes os que engrossam as filas do desemprego, quando não estão encharcados em droga até ás orelhas. Droga que também ela fruto da ganância dos Espírito Santos e Champalimauds

    ARA, as isabeis e os cunhas, são dignos de pena, metem dó, devido á sua pobreza de espírito. Mas no entanto, são os cunhas e as isabeis que tem alimentado esta corja mafiosos ao ponto de nos colocaram onde nos encontramos, no fim de todas as tabelas da Europa. Até o Magalhães, bandeira de todas as bandeiras falhou.

    http://marafade.blogspot.com/

    [Responder]

  105. 105 105  mleonor

    Caro Daniel, li o seu texto até ao fim para confirmar algo de que já desconfiava. Você nunca foi do PCP, apenas pertenceu à sua organização de juventude, a JCP, num percurso semelhante a muitos milhares de jovens que participam na segunda mas nunca chegam a ingressar no primeiro. Por favor, acabe, para sempre, com essa ambiguidade de afirmar que esteve e saiu do Partido, a que, como agora confessa, nunca pertenceu, senão terei de concluir que não se distingue de muitos outros, aqui e no estrangeiro, que gostam de “puxar por galões”, que em demasiados casos não mereciam e, no seu caso particular, nem chegou a usar.

    [Responder]

  106. 106 106  Antonio Cunha

    Bolota

    Agora é que disseste tudo, nunca devias ter saido lá do Monti. Mas parece que nem os porcos te queriam tal mal amanhado era o moço, ou a bolota melhor dizendo.

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  107. 107 107  Antonio Cunha

    Queres terra para trabalhar ? compra-a.

    [Responder]

  108. 108 108  Daniel Oliveira

    mleonor, para mim a jota sempre foi o partido. E como conheço bem os dois, as suas reprimendas valem de pouco. A JCP nunca teve qualquer autonomia do PCP, sempre foi uma parte dele e nada mais. Como reparou, foi a escola de quadros do PCP, e não da JCP, que fiz. Por isso, dispenso as suas correcções sobre a minha própria vida. Que a senhora trate a JCP como coisa menor é o que vai ter de explicar aos seus camaradas de jota: que são militantes de segunda.

    Já agora: não preciso de galões nenhuns. Não entrei para o Partido porque não quis, como deve imaginar. Com tantos anos de jota era, como advinha, uma passagem automática. Não passei pela “jota”. Fiz mais trabalho político que muitos militantes do PCP que conheço. Mas o desprezo pelos jovens é uma marca de algumas pessoas. Eles passam pelas coisas. Não contam como militantes. Eu contei e, como testemunhará qualquer pessoa que tenha feito política comigo no PCP e na JCP, com muita dedicação e horas de esforço. E sem pensar que isso dava galões ou que a militância na JCP e no PCP tinha estatutos diferentes. Descubro agora que alguns militantes do PCP acham que há divisão de classes entre os militantes comunistas.

    [Responder]

  109. 109 109  Bolota

    “ dispenso as suas correcções sobre a minha própria vida “

    DO,

    Carregadinho de razão. Mas mentir é feio.

    Ser iniciado é diferente de ser titular da equipa principal do Sporting.
    Afinal, nem chegou a passar das escolinhas do PC.

    “ não preciso de galões “

    Pois, sempre foi assim, mas hoje mais que nunca, ser ex-comunista é um posto…

    [Responder]

  110. 110 110  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    Que você tem pavio curto, já eu tinha percebido mas que o seu estrondo seja sempre um peidinho inocuo é que começa a ser desesperante.

    Cada vez que se digna a escrever o que quer que seja não se aproveita NADA e só se enterra, ora vejamos:

    “…insultar pessoas e nada lhe acontece. se isto fosse uma coutada comunista outro galo cantaria…”
    - Ora bem, de uma vez por todas vamos lá desmistificar essa frase feita pois que eu saiba foi durante 50 anos de periodo fascista que Portugal viveu uma ditadura contra a qual lutaram muitos e bravos comunistas por isso oh Cunha, que sabe você sobre as coutadas comunistas? Chegou a viver numa foi? Se tal aconteceu, de certeza absoluta não foi em Portugal.

    “…você e os seus amigos entraram na embaixada de espanha na altura do prec…”

    - Como o Cunha devia saber (ou não), após o 25 de Abril a Espanha ainda vivia a ditadura Franquista e se os Portugueses conseguiram se livrar de uma ditadura de indole identica não fazia sentido algum manter relações com esse antigo parceiro do Botas. Embora não tenha sido essa a verdadeira razão para a invasão como o Cunha bem sabe (ou não)

    Quanto a faltas de respeito, apenas lhe digo o seguinte:
    - Se quer respeito, respeite.

    BOLOTA

    Aquele Abraço

    A.R.A

    [Responder]

  111. 111 111  Isabel Coutinho

    A.R.A,

    Só me tornei anti-comunista depois do 25 de Abril.
    Antes, mesmo nunca tendo sido comunista, pensava, talvez ingenuamente, que o PCP podia ser um partido democrático, como qualquer outro. Mas cedo me apercebi que não era assim. Não vale a pena discutirmos o PREC e o assalto ao poder que o PCP começou logo desde o princípio.
    Eu nunca pertenci a nenhuma “maioria silenciosa”, pela simples razão que sempre disse o que quis, e bem alto. O assalto às sedes do PC, no Norte, foi uma reacção de uma população que não era comunista, e a quem se queria impor uma ideologia a que era profundamente avessa. Foi sobretudo uma reacção às Campanhas de Dinamização Cultural (lembra-se delas?) que, entre outras coisas, iam armando as sedes do PC, para a eventualidade de uma guerra civil, que esteve à porta.
    Não, não me lembro de alguém, muito menos o PS ter desejado uma intervenção de Inglaterra e muito menos armada. Da Espanha, sim, quem a desejava era a extrema direita. Mas, também me lembro de dizer, que essa seria a única coisa que me faria pegar numa espingarda, e combater lado a lado com o PC.
    Nos E.U., Kissinger é que desejou fazer de Portugal um “abcesso de fixação” que alertaria toda a Europa contra o comunismo. Carlucci, não era dessa opinião, e insistiu que os portugueses se encarregariam de dar ao PC o que ele merecia. Por isso apoiou o PS e o PPD, na sua luta contra o comunismo. Como aliás a esmagadora maioria (não necessariamente “silenciosa”) dos portugueses. Veja os resultados da eleições, que o PC bem quis impedir que se realizassem.
    A URSS invadir Portugal? Que ideia! O que a URSS pretendia (como aliás os E.U.) eram as ex-colónias, e as suas riquezas. E essa pretensão já vinha de longe. Um e outro apoiaram e armaram, quando não incentivaram os movimentos independentistas das mesmas. Veja como o PCP acalmou, uma vez entregue a última colónia – 11 de Novembro – tendo abandonado aqueles que nele acreditavam, uns dias depois, aquando do 25 de Novembro.

    Quem mete no mesmo saco, “Spínola, Mário Soares, Freitas do Amaral, Manuel Alegre”, é que não tem mesmo a mínima ideia do que aconteceu.

    Hoje em dia, que a URSS desapareceu (embora a Rússia não deixe de ser um perigo para a Europa, mas isso é outra “história”), penso que o PCP é ainda o único que defende os trabalhadores. O que não me leva a votar nele, talvez por alergia.
    Tá quieto!

    [Responder]

  112. 112 112  Antonio Cunha

    ARA

    Entrar numa embaixada é o mesmo que invadir esse pais, ou não sabia ?

    A partir do momento que entraram na embaixada da Espanha sem autorização, é o mesmo que entrar no territorio espanhol. É uma grave violação da soberania de outro pais, e um excelente pretexto para Franco ter invadido Portugal.

    O seu idolo Cavalo Branco, foi treinado e financiado pela ex União Sovietica de modo a tomar o poder em Portugal.

    Teve azar !!! Mas mesmo que voces o tivessem feito, os USA, a Espanha e a Inglaterra nunca deixariam isto ficar na vossas mãos, nem um dia que fosse.

    [Responder]

  113. 113 113  A.R.A

    ISABEL COUTINHO

    Lá voltamos nós a tão propalada honestidade intelectual. Ora quando a propria afirma:
    “…Não, não me lembro de alguém, muito menos o PS ter desejado uma intervenção de Inglaterra e muito menos armada…”

    Vejo-me no dever de a relembrar do seguinte.

    Antes do 25 de Novembro, Mário Soares avista-se, em Inglaterra, com James Calhagan para coordenar a ajuda militar britânica no caso de ser desencadeado um golpe comunista. Os serviços secretos britânicos enviam um oficial que Soares põe em contacto com o Grupo dos Nove para estudar a situação, combinando-se que, no caso de estalar em Portugal uma guerra civil, os ingleses lançariam, de pára-quedas, armas no Norte
    http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?
    wakka=PulsarNovembro75

    Mas os financiamentos secretos e apoios ao PS não se ficaram por aqui, visto que a 3 de Março de 1975, nove dias antes do golpe do 11 de Março de 1975 que provocaria as nacionalizações e o Verão Quente – que culminaria com o 25 de Novembro – já o vespertino “A Capital” dava conta “um pesado apoio financeiro” da então República Federal da Alemanha e Estados Unidos destinados “sobretudo à ala de direita do partido de Mário Soares”. Ainda de acordo com o artigo de “A Capital”, o homem que iria receber o dinheiro vindo do estrangeiro seria o então secretário de Estado das Finanças, Vítor Constâncio, actual governador do Banco de Portugal. O objectivo destes apoios visavam sobretudo impedir que o PS algum dia viesse a coligar-se com o PCP para formar governo em Portugal.

    Quanto ao Carlucci, curiosamente, andou pelo Norte a falar com os diversos governadores de distrito até Viseu mesmo antes das tais purgas contra os comunistas começarem, com extrema coincidencia no Norte, dando azo as perseguições a que a ISABEL COUTINHO minimiza de forma absolutamente deprimente para uma dita “democrata” visto que as Campanhas de Dinamização Cultural, que eu me lembre, não foram impostas a ninguem mas que tiveram logo a nascença uma grande resistencia por parte da igreja conivente com o estado novo, extrema-direita e o aproveitamento sordido de todos os anti-comunistas do PS.

    A hipocrisia nacional chegou ao cumulo no “seu” 25 de Novembro, pois se houve-se a mesma força de luta contra o fascismo como houve contra o PREC nunca teriamos batido o recorde da ditadura mais longa da Europa.

    “…Quem mete no mesmo saco, “Spínola, Mário Soares, Freitas do Amaral, Manuel Alegre”, é que não tem mesmo a mínima ideia do que aconteceu…”

    Com quem fugiu Mario Soares para o Norte? Manuel Alegre. A quem telefonou Mario Soares antes da sua fuga? Freitas do Amaral. Quem coordenava a “maioria silenciosa” do 25 de Novembro? Spinola.

    De facto, Isabel, pedir-lhe honestidade intelectual é o mesmo esperar que a água se torne azeite.

    Você tem uma visão tendenciosa e desonesta da nossa Historia recente, somente explicada por esse seu anti-comunismo primario que tanta alergia lhe provoca. Mas enfim, todos diferentes todos iguais, é que o seu anti-comunismo tambem me provoca repulsa (ideologicamente falando, claro)

    ANTONIO CUNHA

    Bom, se ha gente que é parva só porque sim, voçe então destaca-se.

    Então a alminha fundida do Cunha não se lembrou de Olivença antes de regorgitar que “…A partir do momento que entraram na embaixada da Espanha sem autorização, é o mesmo que entrar no territorio espanhol…” Que eu saiba nunca declaramos guerra a Espanha por isso ou são casos diferentes?

    Volto a elucida-lo que a tomada da embaixada não , desta vez mais devagar ok, era a verdadeira razão para a invasão, coisinha bruta.

    A.R.A

    [Responder]

  114. 114 114  Antonio Cunha

    E o que é que o cú tem a ver com as calças minha besta ?

    Vê lá se aprendes qualquer coisa otário ! Claro que a invasão era apenas um pretexto, que vocês deram, meu granda Grunho !!!!

    “relação entre os dois países atingiu um nível crítico quando em Setembro de 1975 a embaixada espanhola em Lisboa foi assaltado por elementos de extrema esquerda. A acção é vista por vários sectores como uma tentativa de provocar uma reacção espanhola, conseguindo assim o apoio popular para a esquerda portuguesa que depois das eleições de 25 de Abril de 1975 tinha obtido uma representação inferior a 20% dos votos e precisava de apoio popular para garantir a continuação do processo revolucionário.

    A acção de 25 de Novembro de 1975, removeu os elementos radicais e o Partido Comunista do poder em Portugal. A União Soviética não estava interessada em tomar posições no país e naquela altura já estava assegurado o seu objectivo principal: a instalação de regimes comunistas nas antigas colónias portuguesas.

    A morte de Franco, a transição para a democracia em Espanha, e a consolidação da democracia em Portugal, terão arquivado aquele que terá sido o terceiro plano em um século para invasão de Portugal por parte da Espanha.”

    http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?NrNot=683

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  115. 115 115  Isabel Coutinho

    António Cunha,
    É verdade que invadir uma Embaixada é o mesmo que invadir um país, e dá direito a retaliação. Mas a Espanha não o fez, pois não? Portugal teve que se desfazer em desculpas, e pagar uma bruta indemnização! A Espanha fechou todas as fronteiras, menos uma, porque não quis cortar relações com Portugal.
    É bom lembrar que o pretexto para o ataque à Embaixada, foi a excussão por enforcamento de uns tantos membros da ETA. E Franco sabia que neste caso (pena de morte) a Espanha estava praticamente isolada. Também porque sabia que entre os assaltantes havia inúmeros espanhóis.
    Mas nada justifica a barbárie praticada num edifício que, embora sendo uma embaixada estrangeira não deixa de ser património nacional. Nem o autêntico saque praticado, móveis e obras de arte queimadas, pratas roubadas (muitas delas foram recuperadas pela polícia na mão de vulgares ladrões). Nem a cobertura inflamada que foi feita, em directo, sobretudo pelo R.C.P., inteiramente na mão dos comunistas, instigando toda a ladroagem a “molhar do bico” nessa oportunidade única.
    Foi um acto vergonhoso, aproveitado por speudo-antifascistas, que também terão aproveitado para levar alguma coisa para casa.
    E os portugueses, honra lhes seja feita, não precisaram de país nenhum estrangeiro para os livrar dos comunistas.
    Da Espanha sim, tivemos muitas vezes auxílio da Inglaterra, nomeadamente quando tropas espanholas acompanharam as franceses durante as invasões napoleónicas. É pena que ninguém se lembre disto, agora que passam 200 anos sobre as ditas invasões.

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  116. 116 116  Isabel Coutinho

    A.R.A

    Primeiro, obrigada pelo link, fez-me relembrar muita coisa … É uma cronologia asséptica (digamos assim) que não explica os “como” nem os “porquês”, omitindo por vezes factos importantes.

    Ignora, p.ex. que as eleições para a Assembleia Constituinte, estavam marcadas para 12 de Abril, devendo a campanha eleitoral ter início a 12 de Março. Pelo que o 11 de Março, na véspera do início da campanha, deu imenso jeito a quem queria à viva força impedir que houvesse eleições (cf. entrevista de Álvaro Cunhal a Oriana Fallaci), sabendo, como sabia, que as perderia, e por muito (como aliás veio a acontecer). Nem menciona que “Acordo MFA/Partidos” foi imposto como condição para haver eleições livres!

    Faço-lhe também notar, que “apoio financeiro” não tem nada a ver com “ajuda militar”. E que os factos mencionados se deram num contexto de pré guerra civil.
    Dizer que esses apoios se destinavam ao PS para … evitar que o PS se coligasse ao PC, é pelo menos um contra-senso, não acha?! O PC que considerava o PS um inimigo a abater. E esquece-se também dos apoios financeiros da URSS ao PC! Para já não falar dos cubanos que a URSS faz o favor de nos mandar.

    Quanto às armas, elas chegaram a estar espalhadas por todos os partidos. Mas quem começou a exigir “Armas para o Povo”? Felizmente não foi necessário usá-las. Caso contrário teria certamente havido guerra civil. E nesse caso, não seria justo que o PC fosse o único a tê-las.

    Lembra-se se certeza que as ditas Campanhas de Dinamização Cultural, eram feitas maioritariamente em chaimites, com militares armados. Que aproveitavam para distribuir armas a quem eles consideravam “povo”.
    Se as ditas campanhas fossem feitas em benefício das populações, teriam sido bem recebidas por elas. Foram ? Não. E não venha atirar as culpas para cima da Igreja. O que ia para lá eram sobretudo meninos citadinos que impingiam coisas disparatadas, menorizado o povo rural, que com isso ofendiam.
    E, porque se dirigiam sobretudo ao Norte, que sabiam conservador e religioso? Quantas destas “campanhas” se fizeram, p. ex. no Alentejo? Será que o povo alentejano era mais alfabetizado que o minhoto?

    Para concluir, deixe-me comentar a sua afirmação: “houve-se a mesma força de luta contra o fascismo como houve contra o PREC nunca teríamos batido o recorde da ditadura mais longa da Europa.”

    Pois é. Já lhe ocorreu que talvez os portugueses, entre duas ditaduras, tivessem preferido a de Salazar (e já estávamos em Marcelo) à da URSS?

    Como diz o ditado: “Entre dois Diabos, mais vale o que conheço que o que desconheço”.

    [Responder]

  117. 117 117  Ricardo Simões

    Daniel,
    Sobre a questão da JCP e do PCP devo-lhe dizer que aí discordo consigo. Eu fui militante da JCP desde 92 a 99 e só entrei para o PCP em 99. Curiosamente sempre recusei pertencer ao que na altura chamavam os Novos Quadros do PCP por achar que a minha intervenção seria na JCP com aquela idade e tendo o enquadramento estudantil. Mas a JCP e o PCP, pelo menos na minha experiência na década de 90, faz-me ter toda a convicção que são organizações diferentes. Não que não façam parte do mesmo projecto, mas têm necessáriamente comportamentos dos seus militantes diferentes. Encontrei sempre no PCP muito mais abertura do que na JCP. Encontrei na JCP muito mais jovens que se agarravam ao pouco que liam e só com a idade é que foram percebendo que havia mais coisas além disso. Enquanto que muitos do PCP já sabiam disso. Sempre achei a JCP mais cristializada, com aqueles dogmas que alguns de fora apontam, do que o PCP. E não tem a ver com militantes de segunda ou de primeira, tem a ver com as características dos militantes que compôem essas organizações, a sua faixa etária e as suas áreas de actuação. E sobre isto é um facto sociológico inegável. Qualquer outro tipo de juízo fora deste âmbito, já não é esse que me interessa.

    [Responder]

  118. 118 118  Bolota

    “ Pois é. Já lhe ocorreu que talvez os portugueses, entre duas ditaduras, tivessem preferido a de Salazar (e já estávamos em Marcelo) à da URSS? “

    Isabel Coutinho,

    Pois é. Vai dai, a Sabelita havendo apenas as duas hipóteses que aponta, ingressou no PS que ainda nem existia…a existir tinha dias.
    Sabe o que se chama a isto??? muita parra, pouca uva.

    Não responda com ses, mas responda ao seguinte:

    A ditadura de Salazar existiu ou não???
    E ditadura do tipo á URSS existiu alguma vez em Portugal???

    Tenha tento ao responder para não ficar mais mal vista com que está. Olhe que o programa do MFA, nã tem nada a ver com isto, nem o Vasco Gonçalves, tá bem???

    [Responder]

  119. 119 119  Isabel Coutinho

    “A ditadura de Salazar existiu ou não???”

    - SIM

    “E ditadura do tipo á URSS existiu alguma vez em Portugal???”

    - Tivemos um vislumbre.

    [Responder]

  120. 120 120  Isabel Coutinho

    “para não ficar mais mal vista com que está.”

    Estou-me nas tintas para como você me vê.

    [Responder]

  121. 121 121  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    Que triste figura a sua. Mas não vou gastar o meu latim mais consigo e apenas lhe digo que Espanha não invadiu Portugal porque o Kissinger não quis e então os seus “Hermanos” ficaram sossegadinhos mas sempre houve uma troca de correspondencia em que os espanhois se viam na eminencia de uma invasão legalizada pela NATO (pelo menos era o queriam eles) para finalmente conseguirem os seus seculares intentos, tomarem Portugal e a sua costa Atlantica como uma extensãode Espanha. Mas isso foi antes de estes amoucharem pois a base das Lages já negociada com os Portugueses e as promessas de “maior abertura democratica na Espanha Franquista” não foram o suficiente para captivar a simpatia dos Americas.

    Mas isso o Cunha já devia de saber (ou não)

    Tadinho!!

    ISABEL COUTINHO

    Não me diga que agora o link que lhe enviei é todo ele comunista e parcial?

    Centro de Documentação do 25 Abril.

    Se assim for, voçe afinal não é anti-comunista mas sim denota uma doença de foro psicologico qualquer pois não é normal eu lhe ter demonstrado que existe um centro de documentação (e friso documentação) onde pode encontrar todo o tipo de documentação ou seja factos DOCUMENTADOS do que realmente se passou durante a revolução e o periodo que se seguiu, provando doa a quem doer o que realmente se passou.

    Em todas as revoluções houve erros e exageros, embora comparativamente com outras a nossa foi de longe a mais branda, e concerteza a Isabel sofreu na pele alguns desses exageros (não discuto) mas o que foi a sua experiencia em comparação com aqueles comunistas que pereceram ou sofreram torturas varias na prisão passados 10, 15, 20 ou 30 anos de captiveiro quando após a revolução dos cravos os pides que usaram e abusaram do seu poder durante a ditadura apenas cumpriram 4 MESES de prisão?

    Quanto as Campanhas de Dinamização Cultural, gostava que a ISABEL visionasse como eram distribuidas as armas para o combate ao analfabetsimo, ao preconceito machista, o medo da desinformação do periodo de então e outros tantos combates que eram para ser travados afim de nos enquadrarmos num país realmente desenvolvido.

    Mas se a Isabel acha que tudo isso foi “…O que ia para lá eram sobretudo meninos citadinos que impingiam coisas disparatadas, menorizado o povo rural, que com isso ofendiam…”

    Acredito que, se calhar no seu caso, nunca deveria ter saido da cozinha visto não dar o real valor das conquistas de Abril por parte das MULHERES.

    http://www.youtube.com/watch?v=xQx6hE6YHZQ

    P.S- Isto que visionou foi o que se tentou fazer tambem no Norte e SIM a igreja teve um papel preponderante em não deixar que tal acontecesse. Seja intelectualmente verdadeira!

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

  122. 122 122  Antonio Cunha

    ARA

    Voce é realmente uma besta, e não é uma qualquer, é uma besta mitológica.

    Imbuido dessa sua superioridade moral vem para aqui dar lições aos demais.

    Pois tenho novidades para si, voce é um grunho que acredita numa ideologia pior que a do fascismo e que morreu à vinte anos. Pelos vistos ninguem o informou. A si e ao Chavez.

    Nessas suas Campanhas de dinamização cultural porque motivo é que a mulher ajuda o homem e não o homem que ajuda a mulher.

    Seus machistas de merda

    [Responder]

  123. 123 123  Bolota

    “ “A ditadura de Salazar existiu ou não???”
    – SIM
    “E ditadura do tipo á URSS existiu alguma vez em Portugal???”
    - Tivemos um vislumbre. “

    Sabelita…mas nã foi bem isso q´uéu lhe preguntei.

    Se respondeu tão peremptória sobre a ditadura Salazarenta, “ vislumbre “ é alguma coisa que se coma??? De vislumbre em vislumbre, mais uma mão cheia de ses e o PREC nas vossas carolas mal-formadas foi uma barbárie…e os comunas uns algozes.

    “ Estou-me nas tintas para como você me vê. “

    A porra é que nã a vejo mesmo e ainda bem porque deve estar vermelha que nem um rábano, de raiva, do papelão que anda a fazer.
    Mas deixe lá, nã tá sozinha. Outro que deve estar vermelho que nem um rabanete é o amigo Cunha, nã acerta uma e fica todo contente com as parvoeras que diz.

    [Responder]

  124. 124 124  Antonio Cunha

    Vermelho e orgulhoso (mas só no clube). Já os verduscos não podem dizer o mesmo.

    Dou-lhe uma pequena achega. Sabe onde fica o RE1 ? Sabe o que significou para o 25 de Abril ? Alguma vez lá entrou ?

    Aqui o seu amigo esteve lá durante 6 anos como Sargento, conheço bem todos os cantos à casa e o que lá se passou. Ouvi muitas historias de pessoas que lá estavam no 25 de Abril. Participou nas filmagens de um filme feito por altura dos 25 anos.

    E vem para aqui armado em gabiru a dar lições aos outros. Reduza-se à sua insignificancia.

    [Responder]

  125. 125 125  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    É aflitivo ver como se esperneia sempre que não encontra argumentos para contrapor. Parece um bacorinho a guinchar a caminho da matança.

    Diz voçe que foi sargento mas digo-lhe eu que pela pouca inteligencia que tem mostrado nunca deveria de ter passado era de cabo raso á casa de banho. Para o aceitarem na escola de sargentos voçe, de facto, devia ter uma granda CUNHA ou então no modo como distorceu o que ouviu (ao ponto de chamar machistas de merda) no video das Campanhas de Dinamização Cultural creio que a sua tropa foi mais no barco do amor do que na macaca, meu bijuzinho.

    BOLOTA

    Ás vezes ter a razão é uma coisa lixada, não é?

    Eles estrebucham, deturpam, fogem ás perguntas, esquivam-se ás respostas sempre com a mesma lenga – lenga dos comunistas isto e os comunistas aquilo mas quando não há argumentos ou se calam (o que é o melhor) ou fazem figuras tristes (como o cunha) mas nunca são capazes de dizer:
    - É pá! Tem razão.

    Eu passo bem sem a razão deles, mas já que os comunistas foram tantas vezes acusados de cassetes repetitivas tambem eu gostava de retribuir a mesma acusação aos anti-comunistas aos quais se lhes perguntar-mos porque são anti, uma boa parte dos mais jovens nem sabera porquê.

    Enfim, é o que temos!

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

  126. 126 126  Antonio Cunha

    Não tem razão nem nunca terá.

    Mais cego é aquele que não quer ver.

    Voce e todos os seus camaradas são uns atrasados mentais, que mesmo depois do colapso total de todas as ditaduras comunistas, continuam a insistir na mesma tecla.

    Lá está, burro velho não aprende línguas.

    O Comunismo com ideologia foi a “banhada” do século XX. Claro que depois de investir tantos anos na aldrabice, agora é dificil aceitar o erro. Mas ao menos estejam calados, pois assim não passam vergonhas.

    Para me ensinares algo sobre o 25 de Abril tens que comer muita papinha meu menino.

    [Responder]

  127. 127 127  Antonio Cunha

    Ah gente valente! tinham de ser do Norte é claro! 25 de Novembro sempre, comunismo Nunca Mais!

    http://www.youtube.com/watch?v=vmZEQgs1NJU

    [Responder]

  128. 128 128  Isabel Coutinho

    Foi no dia 11 de Março de 1975. Faz hoje 34 anos.
    São pequenos pormenores que não surgem em cronologias. Ficam apenas na lembrança daqueles que as viveram. E desaparecerão quando esses morreram (para alívio de muita gente).

    Aqui vai:

    Tudo começou ainda de manhã. Ditos, boatos. “É a reacção”. “São os comunas”. “Há tiros”. “É no Ralis(ou Ral1, já não me lembro)”. “Pára-quedistas” “Spínola” …

    Não era a primeira vez que coisas destas aconteciam. A partir do já então célebre 28 de Setembro (1974), as ameaças e boatos do que uns chamavam “intentonas” e outros “inventonas” sucediam-se. Seria mais uma ? Seria necessário ir, mais uma vez, buscar as crianças às escolas e levá-las para casa ?

    Nos empregos, os telefones não paravam. Pequenos rádios a pilhas agitavam-se colados aos ouvidos. Os “controleiros” do PC andavam num virote. Surgiram piquetes de voluntários a revistar as malas das mães que saíam apressadas, na tal tentativa de ir buscar os filhos às escolas.

    “ Parece que sim, que há qualquer coisa. Até mortos. Para os lados do aeroporto”.

    Já não havia dúvidas. Havia mortos, no Ralis.

    A História do 11 de Março ainda está por fazer. Muita coisa já se escreveu, mas tudo está ainda muito pouco claro. E a quem interessa que assim fique ?

    Morreu o Soldado Luís, atingido pelos aviões da base já não sei das quantas. O Spínola fugiu para Espanha de helicóptero. O Sanches Osório também desapareceu. Com a secretária. Não há dúvidas. Foi um golpe da reacção.

    Só mais tarde se começou a saber a notícia do “rapaz do Mini”. Afinal havia mais um morto. Como foi ? ninguém sabia. Corriam as versões mais díspares.

    Mas, começaram a chegar notícias do estrangeiro. As televisões tinham mostrado.
    Lá fora.
    Porque a nossa RTP … moita !

    Só muitos anos depois vi o filme que, no estrangeiro, foi mostrado nas televisões de 10 em 10 minutos. E vi-o uma vez. Que a RTP continua a guardá-lo ciosamente. Não é coisa que surja, nem mesmo em dias de comemorações festivo-revolucionárias.

    O que se vê no filme conta-se em poucas linhas: à porta do Ralis soldados de camuflado e G-3 nas mãos agitavam-se dando e cumprindo ordens que não se entendem. De súbito, surge um Mini – a cor, ninguém sabe, que a televisão ainda era a preto e branco – abranda, e para.
    À porta.
    Dentro, no lugar do condutor, um rapaz, que só se vê de costas. A sua lado uma rapariga – a namorada, disse-se depois. Não chegam a sair do carro. Os soldados aproximam-se e dão-lhe ordem para seguir em frente, agitando as mãos. O Mini põe-se em movimento. Nem tem tempo para ganhar velocidade … De repente uma ordem – quem a dá ? – e uma rajada de G-3. Dada por trás. O carro começa a abrandar e para. O rapaz está caído. A rapariga sai aos gritos.

    Mais nada.

    Foi tudo filmado. A RTP estava lá. Aliás esteve lá sempre, desde o princípio. Não se vêem caras (ou pelo menos a versão que a RTP difundiu não as mostra). Mas ouvem-se as vozes e vêem-se figuras, pelo que e os autores são absolutamente identificáveis. E as testemunhas são inúmeras.

    Quem era o “rapaz do Mini” ?

    Quem o assassinou ?

    Quem deu as ordens ?

    Porquê ?

    Durante uns tempos ainda houve jornais – O Diabo foi um deles, mas não o único – que tentaram pegar no assunto. Sem qualquer êxito. Todas as portas permaneceram fechadas. Nenhuma boca se abriu. E ai de quem falasse no assunto, que era imediatamente acusado de estar “feito” com a “reacção”.

    O QUE SERÁ QUE ESTÁ POR DETRÁS DESTA HISTÓRIA ???

    O rapaz morreu. Era jovem. Tinha um Mini. E uma namorada.

    É TUDO.

    [Responder]

  129. 129 129  Isabel Coutinho

    “Sabelita…mas nã foi bem isso q´uéu lhe preguntei.” Bolota

    Bem, esta deve ter sido escrita no Magalhães.

    [Responder]

  130. 130 130  Bolota

    “ Você e todos os seus camaradas são uns atrasados mentais, que mesmo depois do colapso total de todas as ditaduras comunistas… “

    Sargento Cunha.

    Esta linguagem é mesmo de Sorja do tipo calhau. Tente lá limpar a imagem de totó e explique ao maralhal quando vivemos em ditadura comunista em Portugal, consegue???

    Você que sabe tudo sobre os 25, quem montou o atentado a Sá Carneiro foram os comunas…não toram???

    “ Quem era o “rapaz do Mini” ?
    Quem o assassinou ?
    Quem deu as ordens ?
    Porquê ? “

    Sabelita,

    Gostei da prosa. Mas as suas dúvidas são também as minhas. Uma coisa lhe garanto, tivessem os comunas uma pontinha de culpa no 11 de Março e já sabíamos tudo ao pormenor e ao milímetro.
    Quanto ao Magalhães, quando faltam os argumentos qualquer coisa serve para responder

    [Responder]

  131. 131 131  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    “…Para me ensinares algo sobre o 25 de Abril tens que comer muita papinha meu menino…”

    Oh pobre criatura, uma pessoa para aprender o que quer que seja não pode ser portadora de problemas cognitivos de tão elevado grau como os seus.

    Eu sei que nem todos nascem cientistas mas é preciso o minimo de inteligencia para absorver e compreender a informação que se recebe, mas lamento informar-lhe que esse não é o seu caso.

    Ok, vou-lhe dar uma dica. Para perceber melhor o que se passou no dia 25 de Abril de 1974 terá que saber o que aconteceu em Portugal até o dia 24 do mesmo mês do mesmo ano.

    ISABEL COUTINHO

    Em seguimento ao que escreveu, salta-me a memoria uma frase que eu li algures que ilustra na perfeição o que me deu a entender a sua escrita:

    - Todos gostavam de escrever como o Camões mas niguem queria ser zarolho.

    Entendeu o que eu lhe quis dizer?

    Acho que sim mas por via das duvidas dê uma olhada no video do ANTONIO CUNHA na sua resposta #127

    Seja intelectualmente honesta, Isabel!

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

  132. 132 132  Antonio Cunha

    ARA tu não és um sabichão, és um “SABÃO”

    Lá vens tu com o teu discurso moralmente superior e os teus lugares comuns. Se quiseres saber o que se passou antes do 25 de Abril, podes inscrever-te numa daquelas Universidades Sénior.

    Olha que nem o Camões, queria ser zarolho.

    [Responder]

  133. 133 133  Antonio Cunha

    “Tente lá limpar a imagem de totó e explique ao maralhal quando vivemos em ditadura comunista em Portugal, consegue???”

    Nunca vivemos nem nunca viveremos. Não é preciso experimentar para saber a merda que seria.

    Em primeiro lugar, já é uma vitoria ouvir de um suposto comuna que aquilo foi um atentado, pois as 8 comissões parlamentares ai estão para provar que não tinham certezas.
    E além dos disparates do mais do que confiável “Sô Zé” parece que mais ninguem sabe o que se passou.
    Teorias existem muitas, certezas poucas ou nenhumas. E graças a toda a esquerda portuguesa com certeza nunca saberemos o que se passou.

    Em relação ao rapaz do mini, podias ter copiado o post todo, em vez dessas perguntas. Tinha mais piada. É que o post é anti-comuna e pôe em causa entre muitas coisas a isenção da RTP na altura.

    http://fanicos.blogs.sapo.pt/tag/prec

    Isto foi escrito em 2006 por uma tal Isabel Coutinho. Conheces meu vermelhusco ?

    “O rapaz chamava-se António Ramalho, nome que veio publicado centenas de vezes no jornal de Vera Lagoa, por exemplo.
    Eu sei que a Vera Lagoa, e o Diabo foram os únicos – jornalista e jornal – que se interessaram pelo crime, e tentaram desesperadamente esclarece-lo, e que se fizesse justiça.
    Infelizmente, em vão.
    Jornal e jornalista era considerados fascistas …”

    “O PC e os revolucionários-intectuais-pregressistas, não queriam que houvesse eleições (que o povo não estava preparado, etc., etc. mas, no fundo porque tinham medo de as perder, como perderam). E diziam-no aos 4 ventos. Um golpe reaccionário, serviria na perfeição para as adiar sine dia.
    Afinal, só foram adiadas alguns dias – de 12 para 25 de Abril – mas, mesmo assim, realizaram-se sob coação. Os partidos democráticos (designados então por fascistas), foram obrigados a assinar um pacto que institucionalizou o “Conselho da Revolução”, e de que resultou uma democracia sob tutela militar que durou 10 anos. E ainda ilegalizou os partidos “de direita”, tendo o CDS escapado por oposição firme de Mário Soares e Sá Carneiro.”

    “Sempre me intrigou como é que, no preciso momento do ataque ao RALIS, já lá estivesse, por ex. a RTP, com jornalistas, câmaras e tudo, preparada para a reportagem em directo. Também surgiram de imediato milhares de comunicados do MDP/CDE a repudiar o golpe fascista. Com que artes conseguiram os “pés-de-galinha” redigir, imprimir e distribuir estes comunicados à velocidade do som ? (ou já estariam feitos e prontos a distribuir?).”

    Afinal tu és mesmo bronco e burro. Copias coisas mas “esqueces-te” do resto. Malandreco

    [Responder]

  134. 134 134  Ricardo Simões

    sinceramente, vocês passam-se todos. É isto que me faz confusão, não incapazes de discutir as ideias pelas ideias. Não tive nada a ver com o PREC, nem com a URSS e afins e sou militante da causa comunista. Portanto, quem quiser discutir o futuro nesses termos tudo bem, caso contrário, fiquem lá todos com os vossos fantasmas porque tenho mesmo mais que fazer.
    Já agora, fica aqui uns documentos relevantes para a discussão:
    http://estudossobrecomunismo2.wordpress.com/2009/03/02/documentos-internacionais-sobre-a-repressao-em-portugal-1935/

    [Responder]

  135. 135 135  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    Oh Cunha, viu como eu tinha razão quanto a sua fraca capacidade cognitiva em absorver e compreender a informação que recebe?

    Quer ver um exemplo dessa sua incapacidade em que afirma uma coisa e a seguir esta a desmentir-se acerca do mesmo assunto:

    EX.
    A-”…Prefiro mil vezes o bloco central onde existe corrupção mas também onde existe liberdade…”
    B-”…o PREC já lá vai !!!!
    Levaram todos um belo chuto no cú no 25 de Novembro e deviam ter sido presos pelas merdas que andaram a fazer. Á vossa conta é que este pais tá na merda…”
    - Afinal em que é que ficamos? Prefere a corrupção do Bloco Central mas culpa o PREC da situação do país?
    EX:
    A-”…25 de Novembro sempre, comunismo Nunca Mais!…”
    B-”…Nunca vivemos (o comunismo) nem nunca viveremos. Não é preciso experimentar para saber a merda que seria.
    - Depois diz-me que venho com a mania da superioridade. Mas qual mania se voçe é mesmo estupido, então tem algum jeito as baboseiras que tem andado a dizer?

    A unica coisa inteligivel que lhe sai dessa coisa que teima em chamar-lhe de cerebro são a fauna de palavrões que habitam em abundancia nessa sua selva encefalica:
    1º Besta & Besta Mitologica
    2º Grunho
    3º Otarios
    4º Machistas de Merda
    5º Mais uma catrefada de outras que tais que viram na resposta a seguir

    Diz-me que tenho de comer muita papinha para lhe ensinar alguma coisa acerca do 25 Abril e depois manda-me ir inscrever nas Universidades Sénior. Eh pá! Isto é mais grave do que julgava voçe tem grandes laivos de esquizofrenia ideologico-politica. Qualquer dia ainda o vejo no Avante a gritar pelo PCP ;)

    Cunhas, fique calado e deixe de andar por aqui a fazer figuras tristes.

    A.R.A

    [Responder]

  136. 136 136  Antonio Cunha

    Como voce perdeu essa sua arrogancia intelectual e deixou de ofender os outros, passo a responder-lhe como uma pessoa educada.

    “A-”…Prefiro mil vezes o bloco central onde existe corrupção mas também onde existe liberdade…”
    B-”…o PREC já lá vai !!!!
    Levaram todos um belo chuto no cú no 25 de Novembro e deviam ter sido presos pelas merdas que andaram a fazer. Á vossa conta é que este pais tá na merda…”
    - Afinal em que é que ficamos? Prefere a corrupção do Bloco Central mas culpa o PREC da situação do país? ”

    Prefiro viver no regime em que vivemos, mesmo com corrupção, isso sem sobra de duvida. As pessoas que andaram a fazer asneiras no PREC deveriam ser julgadas e presas na altura, ão é agora. As nacionalizações e demais alarvidades são responsáveis pelo fantástico numero de funcionários públicos que andaram durante anos a chupar na teta do estado. Como diz Medina Carreira, era preciso mandar metade para a rua.

    A-”…25 de Novembro sempre, comunismo Nunca Mais!…”
    B-”…Nunca vivemos (o comunismo) nem nunca viveremos. Não é preciso experimentar para saber a merda que seria.
    - Depois diz-me que venho com a mania da superioridade. Mas qual mania se voçe é mesmo estupido, então tem algum jeito as baboseiras que tem andado a dizer?

    Não sei se reparou, mas a frase está entre aspas, e era um grito de ordem, que não foi proferido por mim. Voce é daqueles que precisa comer merda para saber que não presta. Olhe, bom proveito !!!!

    Relativamente a insultos, penso que voce tem um passado bem vergonhoso. Tenha vergonha.

    O avante é aquela festa popular onde é preciso pagar um balurdio para lá entrar, certo ?

    Prefiro as festas lá da minha freguesia, onde os concertos são de borla.

    Mas fui a muitos concertos promovidos pelo PCP, JCP e CGTP, para ouvir Xutos por exemplo. Mas na hora da missa, vinha-me embora. Era a hora da cassete.

    Camarada Cassete ARA, deixe lá isso do Comunismo pá. Olhe recomendo-lhe a biografia de um ex comunista que um dia, deixou de acreditar. Fazia-lhe bem lavar esse seu cerebro tolhido e atrofiado por essas ideias ultrapassadas e caquécticas.

    [Responder]

  137. 137 137  Antonio Cunha

    Era o Jorge Amado

    [Responder]

  138. 138 138  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    Voçe não desiste, pá! Se não tem argumentos validos faça como a ISABEL COUTINHO, cale-se. Mais vale estar calado do que responder como responde.
    É com cada pontapé na atmosfera sempre que tenta pensar que o mais preocupante é o facto de nem se dar conta disso.

    Então na sua optica todos os funcionarios publicos são comunas. Está bonito.
    As nacionalizações de então eram más as nacionalizações do agora são necessarias. Pois é, pois é.
    Dantes quem não gritava mais privado menos estado era comuna agora grita-se mais estado no privado é a logica da crise. Cunhas voçe é um prodigio em calinadas!

    Quando escreve entre aspas é porque quer mencionar uma ideia que alguem já tinha mencionado antes ou agora tambem já tem o seu proprio acordo ortografico?
    Se voçe se lembra de uma palavra de ordem para enfatizar o contexto da sua ideia deveria no minimo ter a noção que será julgado pelas suas citações. O problema, coisinha bruta, é que Portugal nunca teve um governo comunista portanto leva-me a crer que o Cunhas anda bastante confuso quanto a Historia recente de Portugal, mas não é o unico deixe estar!

    Quanto ao comer merda, na realidade vou sendo obrigado a comer cada vez mais sempre que o governo se lembra de mais qualquer coisa para “combater” a crise mas não a tenho apreciado mesmo nada e já vem sendo muita.

    Já no que respeita a si CUNHAS parece que a merda que tem comido não tem sido suficiente pois só uma pessoa insatisfeita é que diz que “…Prefiro viver no regime (na merda, entenda-se)em que vivemos, mesmo com corrupção…”

    Enfim, há gostos para tudo, o que para mim é uma imposição para os outros é um prazer! Desde que seja feliz é o que importa.

    Relativamente ás K7 piratas dos Cunhas e Comp. devo afirmar que já se tornaram bastante enjoativas vai para 35 anos.

    A.R.A

    [Responder]

  139. 139 139  Bolota

    ” Nunca vivemos nem nunca viveremos ”

    Sargento Cunha,

    O nunca termos vivido, só dá razão á minha tese.
    O Nunca viveremos, se está a falar do comunismo puro e duro, também eu não quero.
    Numa coisa tem de me dar razão sob pena de lhe chamar Chico/Sorja. O PCP não foi nem é o algoz que muito querem fazer passar só porque é comunista.
    Um exemplo??? Os que por lá continuam, continuam na merda. Os que não são comunistas e alguns que saíram, estão bem sentados na vida.

    “ Em primeiro lugar, já é uma vitória ouvir de um suposto comuna que aquilo foi um atentado “

    Porra é preciso ser-se, sei lá, Sargento para não perceber que foi um atentado.
    As comichões ??? Deixe-me adivinhar, foram manobradas pelos comunas que devido ás maiorias parlamentares consecutivas que tem tido no parlamento…verdade??? Cunha, se houvesse uma pontinha pequenininha que fosse que tinha sido a esquerda a autora do atentado, á muitooooooooooooooo que se sabia quem foi.

    “ Em relação ao rapaz do mini “

    Em relação ao rapaz do mini e á Isabel Coutinho, é pró lado que durmo melhor

    O 11 de Março tivesse sido aquilo que você queriam que fosse um derramamento de sangue, mas que o velho Cunhal não quis porque era mais politico que os outros todos juntos, se calhar o Bolota acabadinho de chegar da Guiné, como muitos outros que comiam granadas ao pequeno almoço e Sargentos de secretaria ao jantar …se calhar tinha feito uma perninha…Sorja aquilo era tiro ao pato.

    Mas Cunhal não foi só isto, Cunhal tal como Jerónimo que ganha contas redondas 800/900 € que é o salário de metalúrgico, acho eu, também Cunhal rejeitou todas as alcavalas de reforma a que tinha direito, enquanto Cavaco democrata do sete costados…sem mexer uma palha mama neste momento, 3 reformas e um ordenado.

    Se o meu 1º Sargento Cruz, lesse o que você escreve ficava vermelho de raiva.
    Você é a vergonha da classe de Sargentos.

    Mas é claro, os culpados são os comunas…Sargento, ter a carola quadrada nã doi???

    Como um mal nunca vem só, se pensa que me chamando vermelhão ou coisa que o valha me ofende…para alem de comuna, sou do Benfica.

    [Responder]

  140. 140 140  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    Essa dos ex comunistas tambem tem o que se lhe diga pois não é necessario pertencer ao partido para se ser e sentir comunista. Veja o caso do Miguel Portas que é do BE e intitula-se de comunista.

    Todos esses que se afirmam ex comunistas (D.O incluido) no meu entender nunca chegaram foi alguma vez a o serem e apenas apanharam boleia na ideologia ou no partido para sua auto-afirmação ou para qualquer outra pretensão pessoal.

    Por isso estar-me aqui a enumerar ex comunistas, como se de biblots fetiche fossem, a lembrar da vitoria do neoliberalismo sobre a ideologia em que acredito da-me no mesmo.

    Mas se tal lhe enche o ego, força!

    A.R.A

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  141. 141 141  Antonio Cunha

    Em relação a este post e visto que cada um de nós já disse o que queria, só posso parafrasear o vosso adorado lider

    “Até amanhã, camaradas”

    [Responder]

  142. 142 142  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    Não se misture, porque de camarada tem pouco e acho que nem na tropa voçe gostava que assim o tratassem (não fosse alguem se equivocar)

    De facto ficou bem explicado que a farsa de que os comunistas tentaram e ou governaram Portugal após a revoluçaõ de Abril tem sido uma falacia bem montada por aqueles a quem interessa ter uma sociedade mansa e manipulavel.

    Culpou-se os comunistas de tudo um pouco pois sempre foram e continuam a ser os prefeitos bodes expiatorios (visto se encontrarem na linha da frente da contestação) para uma culpa que se assim não fosse teimava em morrer solteira.

    Por isto e muito mais, voçe devia era de ter vergonha em brincar com a camaradagem de pessoas que abdicaram das suas vidas pessoais em prol de uma luta social em busca de igualdade de acesso a melhores condições de vida para si e para os seus semelhantes.

    A.R.A

    [Responder]

  143. 143 143  Isabel Coutinho

    “Isto foi escrito em 2006 por uma tal Isabel Coutinho. Conheces meu vermelhusco ?”

    António Cunha, você deixa-me pasmada!

    Já andei, e ainda ando por vários fóruns e blogs, e de facto sempre assinei com o meu nome: Isabel Coutinho (o que até já me deu problemas com Público, que tem lá uma homónima minha, coisas que acontecem.) Para que não haja mais confusões, aqui declaro que não sou a Isabel Coutinho do Público.

    Eu sei que a net é pequena. Mas daí a você saber quem eu sou, e até o meu blogue? É fantástico! Já agora diga-me qual(quais) era(m) o(s) nik(s) ue usava. É o mínimo.

    Sim, eu fiz uma imposição a mim mesma: todos os anos, no dia 11 de Março, hei de lembrar o “rapaz do Mini”. Pelo menos não deixo que o esqueçam. Foi um assissínio bárbaro, e ninguém foi julgado, ou condenado. Se o texto é o mesmo ou não, não interessa. O que é preciso é não deixar morrer a memória.
    E a minha está bem fresca. Só que ainda há factos que não compreendo: o 11 de Março é um deles. Há demasiadas coisas que nunca foram explicadas. Pelo menos de forma convincente.

    Tenha uma boa noite.

    Nota: tudo se pode dizer sem usar palavrões.

    [Responder]

  144. 144 144  A.R.A

    ISABEL COUTINHO

    Alvissaras!

    Pensava que já não voltava pois nada me disse acerca das Campanhas de Dinamização Cultural e do video que lhe mandei.

    Acerca do rapaz do mini, acredita mesmo ou suspeita realmente que foram militantes afectos ao PCP que perpretaram o crime? É que lembrar só não chega, chegou a investigar alguma coisa?

    Aquele Abraço

    A.R.A

    [Responder]

  145. 145 145  Isabel Coutinho

    Vão voltei porque a vossa discussão se tornou absurda. E porque a vossa linguagem me repugna.

    Quanto ao rapaz do Mini, só sei que quem o matou, pertencia ao Ralis, estava fardado e armado. Isso, vi eu no filme.

    Ponto final, parágrafo.

    [Responder]

  146. 146 146  Bolota

    “ Quanto ao rapaz do Mini, só sei que quem o matou, pertencia ao Ralis, estava fardado e armado. Isso, vi eu no filme “

    Isabel Coutinho,

    Logo quem o matou era comunista.
    Muitos, para não dizer todos, os soldadescos que andavam por ali, eram recruta, a sua preparação politicas era nenhuma, quanto mais ser comunista.
    Sabe quem o matou??? Quem o matou, estava isso sim, borrado de medo e foi com medo que puxou o gatinho.
    Os soldados mais experientes sabe onde estavam???? Disso você não fala

    “ Sim, eu fiz uma imposição a mim mesma: todos os anos, no dia 11 de Março, hei de lembrar o “rapaz do Mini”. “

    Só lhe fica bem, não se esqueça é que: o que deu origem ao rapaz do mini, se calhar teve origem no que aconteceu na Antonio Maria Cardoso, . , que você com socialista…nem comenta.

    ICoutinho, só não houve mais rapazes do mini, porque como já disse por ai, alguém não fez os que vocês queriam.
    Tivessem as fragatas de guerra ancoradas no Tejo entrado em acção, e o rapaz do mini nem era lembrado, porque as mortes inocentes eram mais que muitas.
    Sabe quem deu ordens para desmobilizar??? Não, claro que não. Aliás sabe mas não convem…

    Já agora uma duvida…como é que o inocente rapaz do mini, á altura, tinha dinheiro para ter um mini??? O Bolota, pinta da Amadora e muitossssssssssssssssss Bolotas nem uma pasteleira tínham.

    [Responder]

  147. 147 147  Antonio Cunha

    Voces comunistas, depois do 25 de abril acharam que isto era tudo vosso, queriam à força fazer atal revolução que tinham lido nas biblias.

    Mas tiveram azar, o povo tava farto de ditaduras, e quando é preciso o povo lá está a dizer NÃO.

    Mas voces não aprendem, continuam a usar o povo e os trabalhadores como vossas armas de arremesso.

    Ainda ontem se viu ali para os lados das picoas, e ainda antes de começar a manif, os comunas a insitar, a distribuir cartazes e instigar o pessoal, que veio de autocarro dar uma volta a lisboa e mandar uns gritos de revolta contra os do custume. O Governo.

    A vida corre mal, o patrão despediu, e a malta chama nomes ao governo.

    O problema é que o pessoa já vos topou à muito tempo.

    [Responder]

  148. 148 148  Isabel Coutinho

    “Logo quem o matou era comunista.”

    Eu não disse isso. Tal como não eram comunistas muitos dos que foram pura e simplesmente manipulados. A começar pelos militares. O Otelo dizia-se social democrata, mas confessava não saber bem o que isso era. Os paraquedistas, então, eram os bombos da festa. Sempre “enganados” … Até o Dinis de Almeida, o “fitipaldi das chaimites” não passava de um miúdo deslumbrado.
    Mas foi esse deslumbramento, essa vontade de estar sempre na ribalta, que levou muitos desses ignorantes a tomar o partido dos mais fortes. E esse, não tenha dúvida, na altura eram os comunistas.
    Um “golpe da reação” nessa altura, a quem aprovreitava? Àqueles que estavam ansiosos por eleições, ou àqueles que as queriam por força evitar?
    Era isso que eu queria ver esclarecido.

    É claro que foi a direita mais estúpida que levou o Spínola a embarcar naquela aventura (como aliás no 28 de Setembro). Mas quem lhes estendeu a casca de banana?
    Até o enterro do soldado Luís, foi uma encenação macabra.

    O 25 de Abril tinha sido aceite, com alegria, pela maioria da população. Podia muito bem ter sido uma passagem pacífica para a democracia. Mas tinha por força que ser uma revolução, e sem “reacção” não há “revolução”. E quando não há, é preciso inventá-la.

    Lembra-se das “listas” de reaccionários a abater? Lembra-se da célebre assembleia selvagem do MFA a 12 de Março, em que isso mesmo foi proposto pelo Varela Gomes. Que só se calou quando, à boa maneira da tropa, levou com uma cadeira na cabeça? E do Otelo, recém chegado de Cuba, a ameaçar meter todos os fascistas no Campo Pequeno? E, antes disso, a 13 de Dezembro de 74, quando os “capitalistas” só pelo nome que usavem foram metidos em Caxias?

    Neste contexto os verdadeiros democratas ficaram entre dois fogos: os reaccionários e os comunistas. Dos primeiros não havia muito a temer – eram pouco e estavam cheios de medo. Enquanto os comunistas, impantes de poder, eram apoiados pela URRS, e armados pelo MFA (pobres tropas, que só sabem mandar ou obedecer e de democracia mão percebem nada).

    A partir de certa altura deu-se um verdadeiro levantamento popular. O povo não queria uma nova ditadura. E agiu como podia e sabia. Já o tinha feito contra os franceses, com piques, chuços e foices contra as armas de Napoleão. E o que então fez, nem sempre foi bonito de ver. Mas salvou Portugal e a sua independência. Desta vez, fez um pouco a mesma coisa, e foi a isso que vocês chamaram “contra-revolução”.

    Podia continuar, mas não vale a pena. Não há maior cego que o que não quer ver. Ou vê, e deturpa propositadamente os factos.

    [Responder]

  149. 149 149  Bolota

    “ Mas salvou Portugal e a sua independência “

    ICoutinho,

    Sem tirar nem por.

    Admitindo que os comunistas foram tudo o que vocês diz…mas saíram DERROTADOS, porque é que ainda ontem vieram para a rua 200.000 trabalhadores em luta pelos seus direitos, 35 anos depois????Já que as forças que salvaram o povo e a sua independência, palavras suas, ficaram no poder, não era suposto o povo sentir-se salvo e independente???

    A conversa da treta já vai longa e vou ficar por aqui.
    Fique com a bicicleta, que eu fico com os travões, pode ser???

    Culpar quem quer que seja 35 anos depois, é no mínimo desonesto intelectualmente.

    [Responder]

  150. 150 150  Isabel Coutinho

    “Culpar quem quer que seja 35 anos depois, é no mínimo desonesto intelectualmente.”

    Porquê? o crime prescreve? Só se for nos tribunais.
    Culpar o Salazar 80 e tal anos depois, é “intelectualmente desonesto” ?
    E o Miguel de Vasconcelos quase 400 anos depois?

    E acha que a 200 mil pessoas que vieram para a rua eram todas comunistas?
    Defender os direitos dos trabalhadores é um exclusivo comunista?

    Fique lá com a bicicleta toda, eu tenho uma com travões.

    [Responder]

  151. 151 151  Maria

    -Dizer seja a quem for que deve ter vergonha na cara por pertencer ao partido socilaista é ir um bocado longe de mais.

    Para mim o unico “partido” que pode envergonhar aqueles que lhe pertencem é um “partido” nazi, que para além de ser totalitário perfilha ideais negras e própria de selvagens.

    -Agora pertencer ao Ps não é de modo nenhum razão para vergonha , é um excelente partido, democrático e civilizado.

    Está bem que isto de partidos é bom é haver diferentes ,mas debater não pode incluir cenas dessas.Tenho dito.

    [Responder]

  152. 152 152  A.R.A

    ISABEL COUTINHO

    “…Podia muito bem ter sido uma passagem pacífica para a democracia…”

    Eureka!

    Podia e infelizmente assim foi porque em 50 anos de ditadura muita mas muita gente que lucrou e abusou do lucro, resultado dessa mesma falta de liberdade, saiu mais fortalecida 2 anos volvidos do PREC e hoje passeiam a sua arrogancia e altivez perante a impunidade sobre um passado que merecia seguramente outro desfecho.

    A nossa revolução foi uma brincadeira de capitães (nem de generais foi que engraçado) idealistas que acreditavam que seria possivel tornar uma sociedade mais justa passando uma esponja no passado sem responsabilizar ninguem.

    Nesse ideal chegou a caber a utopia de que a maioria socialista poderia trabalhar em conjunto com os comunistas em prol da construção de uma sociedade mais justa, mas do mesmo modo que o Mario Soares se colou entusiasticamente a figura maior do combatente contra o fascismo ( que foi até seu mentor) assim tambem o abandonou logo que se tornou incomoda essa aliança e um entrave para a sua chegada ao poder.

    Deixe-se de demagogias e fale verdade.

    Se houve manipulações e matreirisses que iam acabando em guerra civil, essas começaram cedo mas do lado onde menos se esperava visto que era imperativo impedir uma coligação PS/ PCP pois poderiamos vir a ser um novo Chile na Europa.

    Não santifico ninguem e existiram muitas acções de retaliação por parte dos comunistas das quais nunca concordei mas o facto é que ficaram umas quantas contas por ajustar com muito boa gente que goza agora de tantos ou de mais previlegios como no tempo da outra senhora.

    A fractura politica na reconstrução de um novo país protoganizada entre os delfins do regime e o sedento Mario Soares com o seu PS salvador da patria foi tão profunda que ainda hoje se sente bem essa fricção de contas mal saldadas.

    Da bonita constituição de Abril só sobram o direito ao voto das mulheres e o priquelitante SNS que foi aprovado em unissono entre PS/ PCP e esta é a pura e dura verdade. Governos sucessivos de PS e PSD tem vindo a delapidar uma constituição que chegou a ser considerada das mais justas de uma Europa desenvolvida.
    Onde está a coerencia do estandarte socialista? Vira casacas foi o que sempre foram a maioria dos dirigentes do seu partido que sempre foram adeptos do nim ou do talvez contudo quem sabe e nunca souberam assumir o que de facto queria dizer “o ser socialista”.

    Sistematicamente culparam o PCP de dividir uma esquerda que ou era amancebada com o poder (PS) ou era demasiado radical (são demasiados os partidos pseudo-revolucionarios para os nomear a todos mas quem se lembra do Durão Barroso a falar no alto dos seus 20 anos entende o que eu digo) e no meio ficou um partido que nunca deixou de ser honesto e integro com a sua ideologia e com a sua forma de luta, e essa é a verdade.

    Portanto se quer fazer uma abreviação do periodo quente revolucionario “…Ou vê, e deturpa propositadamente os factos…” é porque foi assim que acabou por se sentir mais confortavel e não pensar que se poderia ter feito mais por um país que vem minguando cada vez mais ao longo destes 35 anos de “democracia”, qual morte lenta que dura desde então, se não fossem estas guerras sujas que já duram a demasiado tempo.

    Assim ficamos e assim ficaremos sempre a pensar, antagonizando a versão de cada um, mas o certo é que nunca vislumbrei uma luta tão feroz do PS contra a direita Salazaromarcelista que pretendia a diluição da ditadura numa dita “democracia” como a dos ataques biblicos e de promonições catastroficas do PS contra o PCP.

    Esta é a minha verdade.

    A.R.A

    [Responder]

  153. 153 153  Antonio Cunha

    Graças a DEUS que não nos tornámos em Chile da Europa

    [Responder]

  154. 154 154  Ana Prata

    Bom texto, Daniel. Comeste alguns “de”, mas isso é uma epidemia na língua portuguesa. Eu não resisto a combater epidemias de analfabetismo, como sabes.
    Só não percebi o que (não) viste no primeiro referendo da despenalização do aborto: sectarismo do PC, claro (é da natureza dele), mas também de altos dirigentes do BE, que, além de sectários e desejosos de controlar o movimento independente “Sim pela tolerância”, o que, infeliz e inevitavelmente conseguiram, aldrabaram ao nível mais baixo e mais rasca que tenho visto na minha já longuíssima vida.
    Não sou, nem serei, militante do Bloco, mas apoiá-lo-ei em muitas causas, como desde o seu surgimento. Não gosto é de ver glorificados nomes de trapalhões e manipuladores.

    [Responder]

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