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Fotografia de Paulete Matos

Defendi aqui o começo de uma séria reflexão no Bloco de Esquerda. Estamos longe de novos confrontos eleitorais em que o partido esteja envolvido e num momento em que o Bloco sai politicamente reforçado deste circulo eleitoral, apesar dos resultados das autárquicas que levantam muitas questões sobre a estratégia seguida pelo Bloco (eles são um preocupante retrato do trabalho do partido no terreno). Mas o Bloco tem pela frente um novo momento, com um governo minoritário e uma crise social e económica. Não pode adiar mais um debate que seja. Esse debate deve ser, apesar da sua natureza interna, virado para o exterior.

Dou aqui uma primeira contribuição. Apenas com dúvidas e perguntas. Propositadamente público: porque acho que é assim ele deve ser feito. O Bloco não é apenas dos seus dirigentes. Nem sequer é apenas dos seus militantes. É também dos seus apoiantes e simpatizantes. Eles devem participar na vida do partido e dar o seu contributo. Aqui ficam doze pontos. Podiam ser muitos mais.

1 – Como dar aos autarcas eleitos para as câmaras e juntas de freguesia um papel mais activo na resolução concreta dos problemas das pessoas? Um exemplo (sem tomar posição, por desconhecimento da situação concreta): em Almada, a CDU perdeu a maioria absoluta. O Bloco elegeu um vereador que garante essa maioria. O que fazer? Ou seja: deve ou não o Bloco repensar a sua estratégia em relação à assunção de responsabilidades executivas, começando pelo poder mais próximo das pessoas e com menor peso ideológico? Ou deverá o seu papel ser ainda e sobretudo o de oposição, “provedor do cidadão” e de denúncia?

2 – Como fazer valer a força dos 31 deputados do Bloco e da CDU no Parlamento? Conseguirão o PCP e o BE sentar-se a uma mesa e encontrar alguns temas em que, com o Partido Socialista, possam fazer maioria, reduzindo assim a força que o CDS/PP terá nesta legislatura? Ou não estão criadas as condições de confiança entre os dois partidos para que tal aconteça? Poderá esta estratégia pôr em causa a identidade do Bloco e até afastar muitos eleitores que se sentem mais próximos do Partido Socialista?

3 – Como continuar a relação estabelecida com sectores próximos de Manuel Alegre e assim fazer pontes com o eleitorado descontente do Partido Socialista? Será este o protagonista de uma recomposição da esquerda ou eles estão noutros lugares (ou pura e simplesmente não existem)? Sendo esta a estratégia correcta (haja ou não cisões no PS), em que moldes deve ser feito esse diálogo (quem diz alegristas, diz Renovação Comunista ou sectores dispersos que tradicionalmente se encontram entre o PS e o Bloco)? Ele deve limitar-se a acções pontuais conjuntas, a um diálogo mais profundo e programático, a uma estratégia comum para as presidenciais ou a soluções organizativas?

4 – Como preparar, com tempo e para efeitos mais do que propagandisticos, uma base programática menos frágil do que aquela que foi apresentada nas últimas legislativas? Como conseguir que mais quadros técnicos e especialistas acreditem no Bloco como uma força política séria com capacidade de fazer propostas execuíveis? Como abandonar, também a nível nacional, uma certa auto-suficiência a que o Bloco se parece ter entregado?

5 – Como inverter a imagem de que o Bloco é um bom partido de protesto e denúncia, mas com pouca capacidade de proposta e execução? A questão é esta: podendo ser um voto de protesto (o protesto faz parte do voto e da democracia), a questão é saber se se acumula com ele capital de queixa ou se com ele se querem mudar as coisas? Para isso, é preciso saber como fugir à sobrevalorização da estratégia mediática, que faz do Bloco refém das suas próprias qualidades retóricas, mas atrasa a construção de um projecto político mais sólido e menos dependente dos humores eleitorais? Poderá ser isso feito pelo alargamento da base militante? Pela abertura aos circulos de simpatia próximos do Bloco? Pela assunção de responsabilidades executivas? Pelas três coisas em simultâneo?

6 – Como fazer o alargamento da militância do Bloco de Esquerda para que esta corresponda mais à sua base social de apoio e aos seus eleitores e menos às suas origens políticas? Como, a nível local, envolver mais gente, evitando a auto-suficiência visível nas últimas autárquicas? E o que tem de ser repensado no tipo de militância tradicional para esse alargamento não ser apenas estatístico? Ou, pelo contrário, o alargamento da militância, num tempo em que o interesse pela política é reduzido, não é a resposta para a situação que vivemos?

7 – Como aprofundar a democracia interna do Bloco, que tem deixado aos militantes o papel de formiguinhas com pouca capacidade de influência nas decisões do partido? E como fazê-lo sem que isso signifique o fechamento do Bloco em si mesmo e nas suas pequenas questões internas? Como garantir que essa democracia interna não corresponde apenas a pequenas lutas e antes resulte num debate sobre as questões políticas fundamentais? Não basta decidir fazer o debate. O método usado para o fazer também é importante. Aberto ao exterior, com participações alargadas, ou mais interna com o objectivo de “arrumar a casa”?

8 – Como garantir a pluralidade interna do Bloco e, ao mesmo tempo, ir diminuindo o peso das correntes dentro do BE, dando a todos os militantes, incluindo aqueles que não são de nenhuma corrente (e que são a larga maioria do partido), os mesmos instrumentos de intervenção que aos restantes? Como garantir um partido de militantes e, já agora, de apoiantes e simpatizantes? E como conseguir que a participação de pessoas externas ao partido não diminua as garantias de democracia interna nas decisões, que exigem algum grau de filiação e de formalismo?

9 – Como preparar a renovação das lideranças do Bloco, dando a uma nova geração de dirigentes (independentemente das suas idades) um papel reforçado? Como contrariar a concentração de poder em poucas pessoas garantindo, em simultâneo, a coesão política do partido? Ou, pelo contrário, corre o Bloco o risco de, acelerando a sucessão dos seus líderes fundadores, perder espaço e qualidade de intervenção política e até coesão interna, garantida por relações de confiança estabelecidas nos últimos 10 anos? Está o Bloco preparado para entrar numa nova fase sem que a sua sobrevivência seja posta em risco?

10 – Como garantir que a clarificação política do Bloco, necessária e inadiável, não resulta em exclusões e redução da pluralidade do partido nos eleitos e no seu quadro dirigente? Como fazer um debate franco, aberto ao exterior e sem tabus sem que disso resultem fracturas internas irresolúveis e enfraquecimento da sua imagem externa? Como contrariar lógicas sectárias ou tribais e exclusões empobrecedoras da diversidade do Bloco (que tem sido um dos seus segredos para o sucesso) que podem resultar de um debate não controlado? Como evitar que os adversários políticos do Bloco aproveitem esse debate franco para o enfraquecer?

11 – Como mudar o trabalho do Bloco de Esquerda na juventude, que tem desaproveitado de forma incompreensível este imenso capital de crescimento? É possível um partido crescer de forma orgânica na juventude, que não tem qualquer interesse em intervir nas estruturas tradicionais partidárias, sem criar as “jotas” que tão bem tem evitado ou sem mudar de forma radical a sua forma de organização?

12 – Como encontrar um modelo de trabalho sindical e de relação com os movimentos sociais que consiga fazer passar da teoria à prática a ideia de que o Bloco, mais do que disputar influências com o PCP, tem uma alternativa no tipo de relações com a sociedade civil? Como garantir uma verdadeira abertura que não se limite a procurar momentos de convergência oportunos que não “infectam” o partido com as contradições dos movimentos sociais? Como contrariar a tentação de criar movimentos sociais que não sejam uma repetição de velhas correias de transmissão, apenas de cor diferente?

São estas as dúvidas, as inquietações e as perguntas que aqui deixo. Não são novas, mas tornaram-se cruciais. Não dou aqui respostas. Essas são para o debate. A fazer no Bloco e fora dele. Essa é a primeira mudança necessária: um partido virado para fora tem de ser, é verdade, um partido que fala dos problemas das pessoas. Mas tem de ser também um partido que deixa as pessoas (as que nele votam ou que com ele simpatizam) falar dos problemas do partido.


139 respostas ao post “12 problemas para um debate”  

  1. 1 1  José Manuel Faria

    Parabéns por colocares as tuas inquietações Bloquistas nestes termos e publicamente. Uma pedrada no charco.

    – O teu post vai provocar muitos pruridos internos. Diria que é um grito de alerta.

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  2. 2 2  asensio

    A pergunta que me parece importante e que resume toda a discussão é: estará o Bloco de Esquerda disposto a assumir responsabilidades para além daquelas que são características de um partido de protesto, responsabilidades consequentes dos resultados das legislativas? A resposta pronta e ríspida atirada pelos líderes do BE nessas eleições deixa transparecer que, pelo menos as cúpulas dirigentes, não estarão preparadas para tal. O Bloco tem dois caminhos, ou segue a via de uma certa inflexibilidade dirigente e aliena uma (grande?) parte do eleitorado, ou persegue os objectivos de quem lhes confiou 9,9% dos votos. Não sei, mas parece-me que só as franjas sectaristas quererão manter o BE como partido de protesto.
    ASENSIO

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  3. 3 3  isagt

    É pena neste texto não haver maneira dos comentadores terem a possibilidade de poder dar a opinião, escolhendo entre cada alternativa, com x ou votando na resposta escolhida.
    Se começamos a escrever o que pensamos, não dá, fica um texto maior que o seu.
    Praticamente são todas as questões que poderão influenciar o “futuro” ou “não futuro” do B.E.
    Por exemplo, sem Louçã quase que desaparece a imagem do partido. O que uns partidos têm a mais, o BE tem a menos.
    Também será muito importante o BE ir-se implantando localmente tentando resolver problemas locais, para as populações poderem ver soluções prácticas e a sua vontade de alterar alguma coisa porque dizer mal, também elas sabem.

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  4. 4 4  Minhoto

    Pela extensão (reflexão) do post (que confesso nem li) nota-se que não fez mais nada hoje.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Minhoto, acredite que fiz. E não foi pouco. Um trabalho de 20 páginas. Ficaria espantado com a produtividade de alguns esquerdalhas

  5. 5 5  Libertário

    Embora concorde com muitas das posições do bloco, nomeadamente em matéria social e moral não me consigo ver a votar no bloco devido às posições económicas que defende e Às politicas de justiça que pretende implementar.
    A demagogia constante e falta de pragmatismo também não ajudam nada.

    [Responder]

  6. 6 6  obelisco instavel

    Quo vadis Bloco?

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  7. 7 7  Fado Alexandrino

    2 – Como fazer valer a força dos 31 deputados do Bloco e da CDU no Parlamento?

    Li até aqui.
    Presumo que o resto também se baseia em sonhos.
    Ponha um sapatinho na chaminé, pode ser que pelo Natal o Menino Jesus se condoa.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Fado e Henrique Morais, porque entram em debates que não vos interessam e sobre os quais nada têm a dizer? Para ocupar o tempo? Para garantir que eles se tornam desinteressantes? Para boicotar os debates dos outros? Por não terem nada para fazer com o vosso tempo?

  8. 8 8  Henrique Morais

    13 – Que vai ser de nós quando o Querido Lider Louça se reformar?

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  9. 9 9  aviador

    Caro Daniel
    Relativamente a Almada devo dizer-lhe que, salvo excepções eventualmente dramáticas, que não vislumbro, o Bloco deverá ser contrapoder e provedor do munícipe.
    Não pode compactuar com esta “asfixia” politico-partidária- cultural.
    Informe-se bem.
    A Manuela Tavares sabe do que falo!

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Aviador, é possível que tenha razão. Eu disse que não tomava posição por não ter dados suficientes. Serviu apenas de exemplo onde o debate se poderia fazer.

  10. 10 10  Mário

    Discordo do ponto 8, hoje em dia a maior parte dos militantes dentro do bloco têm uma posição dentro de uma corrente. Por exemplo entre os jovens é uma forte corrente que defende a existência de uma juventude partidária onde possam desenvolver as suas actividades de forma mais autónoma (que foi rejeitado sucessivamente pela mesa nacional)

    Já o ponto 10 é insolúvel. Para ganhar fôlego o Bloco deixou entrar tranquilamente nas suas fileiras e com poder decisão pessoas com interesses absolutamente disparatados. Antónios Choras, presidentes da Câmara de Salvaterra de Magos (processo por corrupção), Sá Fernandes, tudo coube lá dentro para crescer mais uns votos. É um problema que já devia estar previsto e que agora dificilmente tem uma solução que não implique perda de credibilidade do BE.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Mário, mau caminho esse de chamar disparatados a camaradas seus. Muito mau começo de debate. Até posso não saber para onde vou, mas seguramente não irei por aí. Faria bem em fazer o mesmo. Quando se debate assim não se chega longe. Ainda mais sendo público, exige-se um pouco mais de cuidado nesse tipo de afirmações. É feio.

  11. 11 11  toino

    DO, nem vale a pena ler o seu texto, é assunto mais que privisivel, o BE, faz-me lembra a canção de Chico Buarque, Pai afasta de mim este cálice, pai, a partir deste momento 16 deputados vão-lhe fazer muito mal, era preferivel terem 8, pela leitura que faço destas eleições autarquicas, uma coisa é certa, o BE, prejudicou o PCP, isso não tenho dúvidas, basta ver a única camara que o bE tem.

    Nas eleições autarquicas, ficaram reduzidos à vossa dimensão, o BE é um partido de quadros, pere desculpe, têm um operário o Chora da autoeuropa, o BE é um partido o BE etá na dimensão de “o comodismo e o egoismo das democracias burguesas”, a ver vamos.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Toino, também não li o seu. Assim fica giro: comentarmos tudo sem ler nada. Não serve é de muito. Você prevê o que escrevi, eu prevejo o que você escreveu e ninguém aprende nada

  12. 12 12  MS.

    O Bloco a nível local tem que estar na rua, nas associações, nas escolas, em todo o lado, tem de tomar posições e assumi-las.
    Tem que dar voz às pessoas, não pode ser um mensageiro, tem de ser um veículo.
    O Bloco não pode candidatar-se a qualquer órgão autárquico, perder nas urnas, retrair-se e voltar quatro anos depois…
    O Bloco tem de ser presente e participativo e incómodo, tem de ser assertivo, mas tem também que apresentar soluções e lutar junto com as pessoas, quaisquer pessoas, para que essas soluções se concretizem, todos os dias.
    Tem que ter MILITÂNCIA!
    A massa crítica do Bloco tem que dar a cara, não pode ficar nos gabinetes a congeminar placebos para os escrutínios vindouros.
    O Bloco tem que se questionar, transversalmente, mesmo sabendo dos riscos, mesmo tendo consciência que essa exposição pode trazer consequências incontroláveis.
    Porque o Bloco não existe para os Bloquistas o Bloco existe porque tem o seu espaço, conquistado precisamente por essa abertura, por essa proximidade sem reservas.
    Vamos lá crescer, vamos lá questionar-nos.

    [Responder]

  13. 13 13  António P.

    Boa noite Daniel,
    Aprecio a sua vontade de abrir o debate para fora do BE.
    sobre os pntos da vida interna do BE é difícil pronunciar-me já que nem simpatizante sou. Apenas transmito uma percepção :
    - é um partido muito personalizado no Louçã ficando a sensação que os mais jovens “bebem” o que ele diz e como tal a discussão interna ( alargada será reduzida )
    Outro aspecto que sempre coloquei é o do BE nunca ter tido um Congresso, digamos fundador, onde fosse aprovado um programa político que “guiasse” a actividade política dos seus activistas.
    Finalmente penso que nos pontos do seu texto algumas vezes do exterior ao BE ( PC, PS, Manuel Alegre…) que não resolvem nada. Nomeadamente o ponto 3 onde a referência a eventuais cisões no PS me parece de todo despropositada para a discussão interna do BE se pretende ser séria e resolver os problemas internos.
    Cumprimentos e bom trabalho

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  14. 14 14  luis Araujo

    excelente, Daniel. serve de base para uma reflexão séria que se impõe fazer. E pelas razões que levam que este post tenha tanto significado, e justificam a sua urgência, é que acredito que as respostas devem ser pouco radicais. Há que ensaiar já, na resposta a estas questões a que o debate a fazer deve conduzir, equilibrio, bom senso, sentido de compromisso e o reconhecimento que nem tudo é preto nem tudo é branco… que há um meio termo a encontrar…o que é razoável, e possível, ainda que enquadrado na visão do Mundo que partilhamos…

    [Responder]

  15. 15 15  Alexandre Mano

    Parece-me que quase todos os pontos (bem) levantados pelo Daniel vão ter a um destino e uma pergunta obrigatória para o BE: quando e como o BE pretende atingir uma plataforma de votos que lhe permita integrar uma solução governativa em Portugal. E o como e o quando estão aqui intrinsecamente ligados.
    Decididamente, o eleitorado fiel e cativo do BE numas legislativas andará à volta dos 5%. Estes eleitores sufragarão sempre as opções do BE a curto prazo, com os caminhos que a actual Direcção tem seguido.
    Se o BE quer ser uma solução de governo nas próximas legislativas (imaginando que serão daqui a 4 anos), então terá de começar a forjar compromissos que os eleitores mais chegados ao centro entendam como provas de que o BE pretende governar. O entendimento na assembleia com o PS e a CDU, nas matérias em que isso for necessário terá de se tornar real. É claro que isto implica uma viragem na face política do BE, mas entendamo-nos. O mundo, a Europa, o país e as pessoas mudaram em 10 anos. Todas as principais forças políticas em Portugal adaptaram-se aos tempos. Se formos nós a excepção, corremos o risco do apagamento, da diluição, como aconteceu com o PCTP/MRPP e como vai acontecendo com o PCP.
    Por outro lado, podemos optar por esperar que o eleitorado se chegue até nós. Ou seja, manter esta linha de rumo e esperar que, paulatinamente, o tempo nos vá dando razão nos pontos que defendemos. Mas isto é uma solução para longuíssimo prazo, com os riscos que frisei acima.
    Mas seja lá qual for o nosso sentimento face a estas questões, julgo que os dirigentes do BE têm de pôr estas questões, de forma muito clara, aos militantes. As dores de crescimento que estamos a viver são saudáveis quando delas emana um sentimento de amadurecimento. Os partidos são estruturas vivas formadas por pessoas, não são conjuntos de estatutos.
    É óbvio que um partido marcadamente ideológico, como é o BE, não pode passar por estes processos sem hematomas. Mas temos de aprender a conviver com isto e respeitar as diferenças entre nós. Digo mais, devemos valorizar estas diferenças como o enriquecimento da discussão que deve embocar em consensos. E aqui um consenso deve ser entendido como uma média de opiniões díspares, e não um somatório de ideias todas iguais. E tudo isto com a ideia de que, se estamos neste barco, é porque é muito maior e mais importante aquilo que nos une do que o que nos separa.

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  16. 16 16  António Cunha

    Daniel, eu li o seu texto.

    O BE chegou a uma encruzilhada ! Era inevitável. E neste momento é chegada a hora de reflectirem o que pretendem para o futuro.

    Continuar a ser a ovelha negra (como em tempos o PSR se auto-proclamava), ou tornar-se num partido de poder.

    Ambos os caminhos serão difíceis e tortuosos e alguém sairá a perder. O BE é uma mescla de pessoas e ideias muito diferentes. Penso que nem o PS ou o PSD tem pessoas tão antagónicas nas suas fileiras.

    Penso que neste momento começam-se a por em causa muitas opções tomadas e alguns intocáveis vem-se atacados nas suas ideias. E será nestes próximos meses que se vai ver de que vibra são as gentes do BE e de que qualidade é a sua noção de democracia.

    O Daniel como pessoa com muito pouco jeito para jogadas de bastidor dá o peito às balas e parece-me que se está a tornar no Santana Lopes do BE. Adorado por alguns, odiados pela maioria.

    Se o BE continua, o futuro o dirá, no entanto tenho visto muitas analises curiosas sobre o futuro do partido.

    Gostei particularmente da descida à terra do Major Tomé em defesa do seu delfim.

    Coragem Daniel vai precisar :)

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  17. 17 17  Pedro Farinha

    Sem dúvida que o bom resultado do bloco nas legislativas resultou tanto da bondade das suas propostas e da imagem conquistada, como de factores circunstanciais e de desencanto com a maioria socialista.
    Julgo que se o bloco não alterar a sua postura o seu caminho ascendente irá inverter-se muito em breve.
    Penso que há duas medidas que o Bloco deveria tomar, e falo enquanto simpatizante, primeiro mostrar que pode ser mais que uma mera oposição inteligente, ou seja estar disposto a encontrar consensos executivos para demonstrar a sua capacidade de execução.
    Segundo, abrir-se de forma diferente ao exterior, não só numa perspectiva politica mas também técnica. Dou um exemplo, que é o meu, e dou-o apenas não para falar de mim, mas para dar um exemplo concreto e que conheço. Ofereci o meu contributo para enriquecer o programa do bloco na área dos transportes que é a área que conheço e onde, sem falsas modéstias, me posso considerar um especialista, e fi-lo por várias maneiras sem que houvesse algum retorno para além do convite para colaborar em acções de campanha.
    Quantos mais quadros válidos e pessoas com ideias construtivas mas apartidárias se poderiam juntar ao Bloco e torna-lo um movimento diferente e mais aberto à sociedade que um partido como os outros.

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  18. 18 18  rafael

    como clarificaçao inicial, nao sou bloquista, sou militante comunista e olho com um misto de agrado e desconfiança o Bloco.

    Agrado, porque no plano práctico das propostas e do trabalho que desenvolvi no passado em movimentos associativos posso, com orgulho, chamar a muitos bloquistas camaradas. E para mim essa palavra tem um significado especial. Significa a partilha de objectivos, de lutas, de alegrias e de sofrimentos.

    O fraco resultado do BE, se pela minha veia infantil pode provocar um certo regogizo primitivo, mais que nada entristece-me porque a falta de poder e de alguma consistência do Bloco nas questoes que mais dizem respeito às pessoas quanto a proximidade dos seus problemas avalam, parcialmente, a teoria de que o BE é um partido de vocaçao parlamentar, de tribunos, de especialistas. E todos sabemos o que acontece quando os especialistas nao bebem o seu conhecimento nos vários colectivos populares espalhados pelo país.

    Desconfiança, exactamente pelos motivos que expoes, Daniel. Porque muitas vezes parece um partido orientado pela estratégia e nao pela politica. Claro está, que serao duas faces da mesma moeda, mas em muitas situaçoes a estratégia mediática, a busca do holofote – eu sei, que o mundo em que vivemos o obriga – substitui alguma seriedade e alguma consequencia, aproximando a atitude do Bloco da atitude dos partidos institucio(nais)nalizados.

    Outro facto que me separa claramente do Bloco sao algumas das suas tendencias, como a FER, com discursos e, pelo menos hà 10 anos, com simpatizantes perfeitamente erráticos e perdidos politicamente, perdoe-me o insulto aos seus camaradas (esses eu nao os considero como meus camaradas), mitigando em muitas ocasioes esforços conjuntos de luta entre muitos sectores da Esquerda.

    Só uma ultima nota quanto às juventudes partidárias visto que lhes tenho especial carinho, eu fiz parte de uma, poderás esclarecer se o PSR chegou a ter alguma organizaçao virada para a juventude ou nao, mas desde que nao sejam rampas de lançamento carreiristas, o que acho dificil em partidos realmente de esquerda, parece-me uma optica maneira de enquadrar jovens militantes na discussao dos seus problemas concretos. é apenas mais um grupo de trabalho sectorial.

    Acho que os anátemas que sao lançados para cima das juventdes partidárias derivam essencialmente das juventudes do PS e, em particular, do PSD que tem nas suas fileiras o bolor que cresceu à volta do podre no que se refere a ética e discussao democrática

    Bem, mas como a César o que é de César, resta-me cumprimentar todos os bloquistas que queiram encetar esse debate de que falas e que também creio ser necessário. Acompanharei com atençao e curiosidade.

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  19. 19 19  Bolota

    DO,

    Eu, ao contrario de outros, li tudo o que escreveu e só tenho uma duvida…e não veja nisto qualquer provocação.

    Antes de tentar fazer qualquer tipo de aproximação ao PC, tem de encontrar um espaço interior para guardar o seu anticomunismo primário.

    Resolvida essa questão, tem de dar algum tempo a quem levou com essa sua postura durante algum tempo para aceitar este seu post como bom. Acredite, quero aceita-lo como BOM.
    Sabe porque quero aceita-lo por bom??? porque estou farto dos Carvalhos da Silva que no alto do estatuto que lhe é conferido por aqueles que acreditam nele, os trai ao minimo sinal de…nem vou classificar, mas que é sujo é.

    Os Pontos 1, 2 e 12 – fazem todo o sentido
    Os restantes parecem-me mais de cariz interno

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Bolota, eu quero convergencias, não quero aproximações ideológicas. As minhas posições podem ficar iguais.

  20. 20 20  jorge neves

    Boa noite, fui candidato( cabeça de lista) independente nas listas do Bloco de Esquerda, nas ultimas eleições autárquicas à Junta Freguesia de São Bartolomeu( um terreno minado pelo PS a cerca de 20 anos, e com um eleitorado a rondar os 80 anos de idade), só consegui ser eleito com imenso trabalho no terreno, subi e desci imensas vezes as ruas da freguesia, subi ate ao 5 andar de varios predios bastante degradados, para conseguir entregar um panfleto e chegar ao contacto directo e real com o eleitor.Na minha modesta opinião o que falta ao bloco é muito contacto directo, andar na rua todos dias e não só em vesperas de eleições. Sei bem que é um partido ainda bastante novo( mas já adulto na afirmação politica nacional), é necessario uma reflexão sim e virar o patido para o povo, dando hipoteses ao povo de ser ele o partido.

    [Responder]

  21. 21 21  Miguel Botelho

    Sobre o 2.º ponto:

    Que cessem as provocações entre elementos do BE e da CDU. Que todas as provocações sejam moderadas, tanto pelo autor do Blog, como por alguém pertencente à CDU.

    Que tentemos aqui, neste espaço, moderar os nossos discursos, tentando o senso comum e o equilíbrio das palavras.

    Que cada um tente ser construtivo no debate e contenha qualquer tentativa de ataque ao BE ou à CDU.

    Que esta acção seja, ao mesmo tempo, internacional, tal como é feita, por exemplo, no site da Uruknet, com o contributo de todos.

    Que todas as visões ou opiniões sectárias sejam combatidas e que se inicie, a partir de hoje, um movimento necessário e capaz de fazer frente a qualquer iniciativa perigosa de direita.

    Sejamos capazes disso.

    [Responder]

  22. 22 22  jorge neves

    Boa noite, fui candidato( cabeça de lista) independente nas listas do Bloco de Esquerda, nas ultimas eleições autárquicas à Junta Freguesia de São Bartolomeu( um terreno minado pelo PS a cerca de 20 anos, e com um eleitorado a rondar os 80 anos de idade), só consegui ser eleito com imenso trabalho no terreno, subi e desci imensas vezes as ruas da freguesia, subi ate ao 5 andar de varios predios bastante degradados, para conseguir entregar um panfleto e chegar ao contacto directo e real com o eleitor.Na minha modesta opinião o que falta ao bloco é muito contacto directo, andar na rua todos dias e não só em vesperas de eleições. Sei bem que é um partido ainda bastante novo( mas já adulto na afirmação politica nacional), é necessario uma reflexão sim e virar o partido para o povo, dando hipoteses ao povo de ser ele o partido.

    [Responder]

  23. 23 23  João

    13 – Como acabar com o entrismo “de uma certa ”
    corrente” dentro do bloco

    [Responder]

  24. 24 24  Quintanilha

    O Bloco é como os iogurtes. O seu prazo de validade está chegar ao fim!

    [Responder]

  25. 25 25  IM

    Desculpa, apesar de concordar no essencial com o que tens vindo a dizer.
    Talvez por “educação” ou talvez porque o inimigo anda por aí, acho que primeiro se devia “lavar a roupa” em casa…
    Quando estiver razoavelmente limpa, vamos para a rua, onde sempre realmente esivemos…
    Abraços
    im

    [Responder]

  26. 26 26  Miguel Botelho

    Quintanilha, assim não podemos chegar a entendimento nenhum. Sejamos construtivos e, principalmente, unidos.

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  27. 27 27  ze

    As dores de crescimento são saudáveis… pelo menos podem ser vencidas em saúde, se soubermos transformar estes obstáculos agora sentidos em vantagens, ocasiões de aprender e inventar/criar.

    As 12 questões do Daniel são um começo. Um dos possíveis. Umas vezes concordo com ele, outras não colocaria a questão da mesma forma – e como sabemos, ao fazer a pergunta já revelamos a resposta que preferimos… por muito sincera que seja a abertura a outros argumentos, o que não ponho em absoluto em causa no Daniel!
    Adiro muito em particular à questão 5. (sobrevalorização da estratégia mediática tem custos… ), e fiquei a pensar mais nela que nas outras
    Quanto às eleições autárquicas:
    1.O Bloco como qualquer outra organização política não existe no vazio, age no (e reage ao) contexto social emque todos vivemos. Mede-se em votos mas também em vitalidade, debate, capacidade de ler o presente e de inspirar a confiança do povo na sua capacidade de governar ou influenciar o governo da vida pública. Sua do Bloco e sua do povo (o voto como cheque em branco devia ter os dias contados, se vivessemos em democracia vigorosa)
    2. O peso do caciquismo em Portugal revelado ainda mais nas autárquicas preocupa-me mas não porque o Bloco não teve grandes resultados (mais vereadores eleitos, mais votos…) mas pelo que significa de modelo “recuado” de participação democrática e de referências culturais
    3. O Bloco tem muito caminho para andar, e ganhará se meter os pés e as mãos ao trabalho de mobilizar discussão política (dentro) sobre as soluções a defender para a arena política (fora do partido/movimento). Desejo que o faça, procurarei contribuir para que o faça, mas recuso palmas de martírio – ninguém é perfeito, nem tem de ser; a busca da perfeição/correcção absoluta muitas vezes tolhe qualquer acção, gerando… a impotência!
    Elegeram-se nas listas do Bloco muitos cidadãos para cumprir mandatos nas autarquias – é preciso apoiá-los, acolher as suas questões, haver paciência sem paternalismos, discutir sem panos quentes mas com sensibilidade, mobilizar a participação destes e com estes cidadãos. Quanto mais não seja, por respeito a quem votou. Nuns casos 5 % noutros mais, para tanto não importa.

    E porque não há política real sem agentes reais, que se vão construindo pela prática e o pensar sobre a prática. Se não trabalharmos hoje para isso, dificilmente teremos alguma vez mais gente que faça melhor política – com Bloco ou sem ele, no Bloco ou noutrp lugar – pela imobilidade, pelo silêncio, pela recriminação ou pela lamúria.
    Haja forças e talento para tal, bom será.

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  28. 28 28  viana

    Antes de mais, felicito o Daniel por esta reflexão pública. Se há algo com que concordo em absoluto com ele é na necessidade do BE se diferenciar dos outros partidos na capacidade de integrar contribuições dos seus militantes e simpatizantes.

    Vamos então aos diferentes pontos da reflexão.

    1. Não é incompatível ser-se parte do poder executivo e ao mesmo tempo denunciador do que se acha errado. Havendo necessidade de escolha, não tenho dúvidas: o BE não pode virar as costas aos que denunciam, em nome de uma qualquer “solidariedade institucional” com o “partido de governo” (seja a CDU a nível local ou o PS a nível nacional). Tenho a certeza que mais do que pela afirmação ideológica, o BE pode crescer pela sua afirmação como o partido anti-corrupção. Não compreendo por isso quem pretendeu ver o BE coligado com o PS nas eleições autárquicas em Lisboa, não se importando que com isso o BE tivesse que deixar cair a sua oposição ao obscuro negócio do alargamento do terminal de contentores de Alcântara.

    2. O que se vai passar na AR depende essencialmente do PS. O PS é que pode e tem de escolher para que lado se inclina, ao contrário de BE e CDU que apenas se podem “coligar”, ou não, com o PS. A influência do CDS-PP (e do PSD) será tão grande quanto o PS quiser, e nada tem a ver com que o BE e CDU façam. Ou o Daniel está a sugerir que BE e CDU apoiem medidas do PS simplesmente porque este pode bater à porta do CDS-PP (e do PSD) se não o fizerem? Acha que BE e CDU devem ser sensíveis a tal chantagem? BE e CDU devem apresentar as suas propostas na AR, tal como o PS e os outros partidos. Consoante o que fôr apresentado o PS decidirá com quem se “coligar”. E os eleitores depois avaliarão as suas escolhas. Esta é a política transparente pela qual o BE deve pugnar na AR, em vez de negociatas às escondidas dos eleitores.

    3. O BE deve desde já afirmar o seu apoio a Manuel Alegre, mesmo antes desde revelar publicamente a sua intenção de novo às eleições presidenciais. Depois se verá o que acontece. Talvez o PS decida, de novo, não apoiar Manuel Alegre, abrindo uma fractura gigantesca no partido, e levando a que se possa pensar na refundação do BE, em conjunto com todos os que não se identificam quer com o PCP quer com o PS de José Sócrates. Seria interessante…

    4. Não concordo com as razões subjacentes às perguntas.

    5. Há aqui vários equívocos. Em primeiro lugar, é possível “mudar as coisas” apenas através da denúncia. Em segundo lugar, “essas coisas” podem-se mudar ainda mais se o BE tiver poder executivo, mas apenas se… para lá chegar não tiver de ver-se “obrigado” a abandonar a vontade de “mudar as coisas”. É por aqui que passa alguma mistificação sobre o poder executivo. Não basta tê-lo, é preciso haver possibilidade de utilizá-lo para mudar, transformar, corrigir o que é denunciado. Por acaso o Daniel acha que o BE deve abandonar o seu propósito transformador, de mudar as relações de Poder na sociedade, de modo a que outros o aceitem como parceiro de governo? Para quê então governar? Pode-se mudar alguma coisa a curto-prazo, mas perde-se toda e qualquer possibilidade de ser uma força de pressão para uma mudança real a médio-longo prazo. Não, não acho que o BE está limitado a ser a “consciência” do PS, ou o provedor dos cidadãos no governo.

    6. Utilizando mais as novas ferramentas de interacção pela web hoje disponíveis, e demonstrando àqueles que participarem que os dirigentes os estão a ouvir. É essencial que a “base” sinta que o “topo” tem em conta as suas opiniões.

    7. Sem dúvida aberto ao exterior. Não deve nem tem de haver nada a esconder.

    8. Podem criar a categoria de simpatizante. Registo electrónico: nome, BI, morada e endereço electrónico. E estes poderão então participar e votar em discussões online no portal Esquerda.net. Seria interessante se tentassem emular o que faz o blogue DailyKos, em que qualquer pessoa registada (tanto quanto percebo) pode colocar posts, e votar nos colocados por outros. Aos mais votados seria dado mais destaque, e serviriam de base para debates moderados, quiçá por dirigentes do BE.

    9. Tem que ser feito a pouco e pouco.

    10. Não acho que o BE precise de qualquer “clarificação política”. Ao contrário dos outros partidos, em particular o PCP, o BE sempre se assumiu como um partido-movimento, plural, aglutinador de todos aqueles que pretendem, de modos distintos mas na senda de maior igualdade (a marca que define a Esquerda), transformar as relações de Poder na sociedade. O BE não tem “espaço ideológico” entre PCP e PS para se afirmar como um partido tradicional. Se o tentar fazer, desaparece rapidamente. A força do BE está na sua abertura à discussão do caminho a seguir. O trabalho dos dirigentes é construir um conjunto de políticas coerentes e abrangentes que respondam às questões e integrem as respostas que essa discussão gera.

    11. Passo.

    12. O BE não deve criar movimentos sociais, na linha do PCP, mas sim procurar conhecer e interagir com aqueles, com origem na sociedade civil, que precepciona como partilhando a sua vontade de transformar a sociedade, tornado-a mais igualitária.

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  29. 29 29  portela menos 1

    DO, como simpatizante e votante no BE quero manifestar aqui o meu apoio a este seu “manifesto dos 12 pontos”.

    Só uma nota acerca das últimas eleições autárquicas – cujos resultados do BE terão dado força a esta sua posição.

    Não estou assim tão certo que o BE se deva sentir arrasado pelos 3% obtidos. Tenho algumas dúvidas que – retirando uma dezena de Câmara em mais de 300 – a maioria do povo se reveja nos caciques com 20-30 anos de “poder” local.

    E se estas eleições alguma coisa mostraram foi que PS e PSD, qual partido Republicano versus Democrata, se sentiram os dois como vencedores! O bipartidarismo autárquico, que foi ferido de morte nas Legislativas, não é exemplo para ninguém e se o BE pode ser “provedor autáquico” em vez de se deixar enredar com “Maria’s Emilias” de qualquer Câmara, será sempre melhor. Melhor do que ser fotografado ao lado de um Costa que nos chamou de parasitas ou acabar num qualquer centro de trabalho a discutir as Coreias.

    [Responder]

  30. 30 30  Justicialista

    Oh Daniel, acho que está a exagerar!!! O BE não tem nenhum problema!

    Triplicou o número de Eurodeputados, duplicou o número de deputados na A.R. e subiu o número de vereadores e membros de Assembleias de freguesia e municipais! O que é que querias mais?

    Para quê mudar de estratégia quando esta está a funcionar?

    Para quê o poder, enquanto o BE não tiver a maioria do país?

    Não ouviste Francisco Louçã dizer que queria ser Primeiro-Ministro? Ou não queres ver o Louçã como Primeiro-Ministro? Não vale a pena abdicar dos princípios, só para dizer que o BE também quer tacho!

    [Responder]

  31. 31 31  The Studio

    “Minhoto, acredite que fiz. E não foi pouco. Um trabalho de 20 páginas. Ficaria espantado com a produtividade de alguns esquerdalhas”

    Parabéns pela sua produtividade Daniel. E já agora, qual foi a sua contribuição para o PIB nacional?

    [Responder]

  32. 32 32  The Studio

    “Minhoto, acredite que fiz. E não foi pouco. Um trabalho de 20 páginas. Ficaria espantado com a produtividade de alguns esquerdalhas”

    Parabéns pela sua produtividade Daniel. E já agora, qual foi a sua contribuição para o PIB nacional?

    [Responder]

  33. 33 33  Justicialista

    Para o BE subir ainda mais votos, é preciso conquistar muitos mais idosos! Há aí muito idoso a votar CDU porque não conhece o BE e Francisco Louçã.

    Depois da juventude, o objectivo do BE tem de ser os idosos!

    [Responder]

  34. 34 34  Rui F

    O BE está realmente numa encruzilhada. E das grandes!

    Como muita gente já frisou aqui, os 5% de Bloquistas puros, são a realidade.
    A mais valia dos 4.9% são essencialmente descontentes da ala esquerda do PS, que fizeram questão de dizer agora ao BE nestas autárquicas: Não confiamos muito em vocês.
    Na realidade a ala esquerda do PS – Alegristas, etc – acha este Bloco MUITISSIMO Anti-PS, e por via disso usa apenas o BE para mostrar internamente o seu descontentamento. Não é por acaso que quando as sondagem davam empate técnico PS/PSD com o BE na ordem dos 14/15%, vieram a terreno defender categoricamente o Bloco Central. Foram eles Ferro Rodrigues, Sampaio e outros. Curiosamente apenas Mário Soares é que aparentemente não lhe metia medo qualquer aliança com o Bloco.
    E porque esta desconfiança toda?
    Convenhamos que este BE não se libertou ainda de determinado marxismo: a Esquerda do PS já não se revê nele, e a direita do PCP acha-o leviano.

    Na minha opinião – comecei pela CDU, comecei a votar PS com Sampaio, votei sempre BE nas Europeias, no ultimo mandato do Guterres votei BE, e nas ultimas 3 eleições votei igualmente BE – o Bloco tem que se emancipar DEFINITIVAMENTE de determinado marxismo que não faz sentido no mundo actual, independentemente da crise que o capitalismo atravessa.
    Já não faz sentido, por exemplo, defender a estatização de toda a BANCA, como o BE defendeu no ultimo programa eleitoral! Que defenda alguma banca estatal tal como CGD, BPN, tudo bem. Foi apenas um exemplo.

    O BE tem que se demarcar do PCP! Por muito que os dirigentes e aderentes digam o contrário e achem um sacrilégio aquilo que digo, o facto é que o BE parece-se muito mais com o PCP do que com o PS, com a agravante do PCP ser infinitamente mais objectivo e verdadeiro.

    No meu ponto de vista o BE tem que evoluir para uma Social – democracia (por exemplo a Nórdica) que este PS sonha mas que nunca vai conseguir. E porque é que este PS nunca vai conseguir atingir isso? Está demasiado comprometido com a podridão: corrupção, mafia, tráfico de influências, compadrio, clientelismo. Essencialmente estas, mas mais!
    O Estado social desenvolvido pelas Sociais Democracias Nórdicas, que mesmo em tempo de crise fazem questão de o manter, é o idêntico ao preconizado pelo Bloco de Esquerda e que está actualmente nos antípodas do PS: Saúde e Educação são funções do estado! Apologia da Ética nas relações e na política. Estes estados são praticamente livres de corrupção e compadrios vários. A Produção é a chave que gera riqueza e esta deve ser distribuída equitativamente por TODOS.

    Contudo o Bloco de Esquerda tem que meter na “cabeça” duma vez por todas que a iniciativa privada não é “nojenta” e que nem todos os patrões são como o Van Zeller, esse sim, um idiota de trazer por casa.

    Não sei se o Bloco de Esquerda preconiza o que acabei de idealizar mas…ficam as dicas e a minha humilde colaboração para o Daniel Oliveira.
    Que o BE tenha muito sucesso e que continue a ter a minha confiança.

    [Responder]

  35. 35 35  V.P.O.

    Caro DO

    Tiro-lhe o meu chapeu , está a dar um enorme contributo ao seu partido. O pessoal do Bloco tem muito que falar…Estou convosco, merecem fazer parte da luta politica. Lutem !!!

    Abraço Solidário.

    [Responder]

  36. 36 36  JMB

    Uma contribuição.

    1
    O problema autárquico do BE radica, a meu ver, na sua muito recente implantação a nível nacional. Quanto maior for a notoriedade a nível nacional, maiores as probabilidades de sucesso à escala local.
    2
    O BE deve – e pode –, aliar-se ao PCP. Não é difícil encontrar pontos comuns (Código de Trabalho, Nacionalização da Galp e EDP, reforço do poder da CGD forçando a restante banca a baixar o preço do crédito, SNS e Educação gratuita para todos). Tal nunca porá em causa a identidade do partido, muito pelo contrário, porá em causa o PS caso não aceite determinadas propostas e fará com que, nas próximas legislativas, muitos dos votos da efectiva gente de esquerda do PS vote BE e/ou CDU.
    3
    Deve implicar diálogo aberto e promovido pelo BE, tentando encontrar bases comuns de entendimento.
    4
    A base programática não deve assentar em radicalismos. Deve ser bem explicitada e demonstrada a sua exequibilidade. Deve considerar passos progressivos na concretização de objectivos e não a apresentação de soluções radicais e imediatas que, por o serem, são irrealizáveis. Toda a gente espera uma sociedade mais justa, ninguém espera que tal seja feito da noite para o dia.
    5
    Pela assunção de responsabilidades governativas, sem dúvida. Através de acordos pontuais com o PCP, que obrigarão o PS a olhar para os seus militantes de esquerda.
    6
    Apresentem propostas realistas e não ideias panfletárias. Toda a gente concorda com a regulação da banca (via CGD, como já afirmei mais acima). Ninguém acredita na nacionalização de toda a banca. Moderando o discurso captam militantes.
    7
    Apresentem um pré-programa à discussão, via Web. Muitos dos excessos verbais, cometidos no programa para as legislativas, teria sido sinalizado e corrigido.
    8
    A participação externa deve ser considerada, mas o processo decisório deve estar sempre nas mãos dos filiados (comparação naïf: posso ser simpatizante de um clube, mas não tenho direito a escolher o seu presidente, é simples). Caso a participação externa seja considerável (e isso, hoje em dia, é fácil, via redes sociais), caberá à estrutura interna considerá-la ou não, com as consequências que tal acarreta.
    9
    A renovação do BE não deve ser uma preocupação em si. A sua dinâmica – ou não –, de crescimento e influência política, resolverá essa questão de forma natural.
    10
    O debate franco não enfraquece ninguém. O que enfraquece o BE é deixar-se influenciar por “velhos tiques” que fazem, amiúde, surgir laivos de totalitarismo de alguns dos seus membros. Aliás, se esses membros tiverem um poder significativo nos processos decisórios do BE e continuarem a influenciar de modo vincado a sua actuação, o eleitorado recentemente conquistado afasta-se (falo por mim e, penso, por muitos outros).
    11
    Mudar? Porquê? Parece-me que esse capital de crescimento não tem sido desaproveitado, muito pelo contrário.
    12
    Mantendo o discurso de denúncia e contrapondo com soluções exequíveis. Para que a Justiça na Economia seja uma mensagem credível, as soluções propostas têm de fazer sentido. Isso contagiará os movimentos sindicais e a sociedade civil. O BE conseguiu o que conseguiu por força da coragem da sua mensagem, da denúncia. Apresente propostas de solução credíveis e o seu potencial será tremendo.

    [Responder]

  37. 37 37  Fado Alexandrino

    10 Daniel Oliveira
    13 Out 2009 às 20:37

    Está muito enganado, entrei no debate e mostrei-lhe um caminho, o senhor é que não o vê.
    E como é que o podia ver com a resposta que deu ao seu camarada Mário.

    Ainda mais sendo público, exige-se um pouco mais de cuidado nesse tipo de afirmações

    Então o senhor que um debate público, ou quer um debate publico onde se jogue de acordo com as cartas que tem na mão?
    Ai esse centralismo democrático que o acompanha desde o berço e que nunca vai perder.

    Tenho muitas mais coisas a dizer-lhe (todas muito desanimadoras) pode ser que ainda me entusiasme, depende de aparecerem mais “Mários”.

    [Responder]

  38. 38 38  alberto

    Fado e Henrique Morais não podem ser apenas tipos de direita. Se o fossem não estariam tão preocupados com o bloco. São do PCP.

    [Responder]

  39. 39 39  Miguel Botelho

    Todos conhecem a história dos povos nativo-americanos e como esta foi marcada por muitas lutas e desentendimentos entre as várias tribos.

    No entanto, numa altura crucial, os Lakota e os Cheyenne (tão diferentes na sua maneira de ser) foram capazes de se unir e vencer um inimigo poderoso chamado Custer, nas margens do rio Little Big Horn.

    Porque não tomar este exemplo dos índios, deixar de lado os ressentimentos e procurar os caminhos que levem à união.

    [Responder]

  40. 40 40  Bolota

    “ Bolota, eu quero convergências, não quero aproximações ideológicas. As minhas posições podem ficar iguais.”

    DO,

    Bem aos estilo do BE, escreveu este post para ficar bem na fotografia. Assim…

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Não Bolota, assim como acho que posso fazer convergências com o PS sem ferir a minha consciência, também acho que posso fazer convergências com o PCP: Talvez o Bolota ache que só se podem fazer convergências com os nossos irmãos ideológicos. E para isso, para trabalhar com o PCP, será necessário com ele concordar e fazer-lhe rasgados elogios. Não é assim que vejo as coisas. Por isso, a minha opinião sobre o PCP não mudou. E nem por isso acho que seja impossível trabalho em conjunto. Sabe que se pode ser convicto nas criticas sem ser sectário na estratégia. Eu não sou dos que acha que só se fala com quem se concorda. Talvez o Bolota seja e por isso não compreenda aquilo de que estou a falar.

    Resumo assim: para fazer trabalho local com o PCP é preciso ser solidário com a ditadura chinesa? Não, pois não. Então tudo bem.

  41. 41 41  Mário

    #13
    Daniel

    Já aqui afirmou que elementos do Bloco que tomassem determinadas atitudes eram uns cretinos. Agora faz-se de virgem ofendida?

    [Responder]

  42. 42 42  Mário

    Além de que Sá Fernandes não é militante do Bloco, nem a Presidente de S. Magos, e sinceramente espero que não venham a ser.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Mário, mas António Chora é. E era bom que se lembrasse disso. Um militante com tanto direito a sê-lo e tão merecedor de respeito, para dizer o minimo, com o Mário. Não se fala assim de camaradas, muito menos num lugar público como é um blogue. Pelo menos é assim que eu tento agir. Podemos e devemos criticar. Mas com a lealdade e solidariedade que nos merecem os camaradas.
    Gostava que me dissesse a quem, nomeando, no Bloco, alguma vez chamei cretino. Refiro-me a pessoas, com nome, e não a atitudes.

  43. 43 43  B Aranda

    Bom post.

    Também me parece que estas questões podem e devem ser discutidas fora das 4 paredes das sedes. Assim são os partidos de novo tipo do Séc. XXI

    The Studio (#36):

    Se calcular o PIB pela óptica da despesa tem de ver que consumo final fez hoje o Daniel. Se calcular pela óptica do rendimento, tem de ver que renumerações ele auferiu.

    Calculando tanto através de uma óptica como de outra, cheira-me que algum contributo deve ter dado.

    [Responder]

  44. 44 44  Martinho

    Excelente Daniel, perfeitamente de acordo, já passou o tempo de Louçã.

    [Responder]

  45. 45 45  LAM

    Confesso que não li ainda (mas vou ler) todo o post do Daniel Oliveira.

    Uma preocupação me pareceu ler nos primeiros parágrafos: o que deve ou não fazer o Bloco quando confrontado com prespectivas de coligação em autarquias (ou governamentais), ou seja, assumir responsabilidades de poder.(penso que era a isso que D.O se referia.)

    A minha opinião, modesta porque nunca a debati com ninguém e o meu “cordão umbilical” político remonta a organizações que deram origem ao BE, é de que, assim como aconteceu para a formação do BE que se conseguiu reunir consenso em torno de uma plataforma comum, também agora para assumir funções políticas executivas deve ser elaborado um “caderno de encargos” mínimo que reuna de forma estratégica os principais objectivos do partido. (Nada a ver, como se compreende, da amálgama e contradições que é o programa do BE que foi divulgado). Poucos pontos mas EXECUÍVEIS numa situação se coligação ou acordos executivos.

    Nesta prespectiva o BE pode coligar-se e/ou fazer acordos em muitas câmaras e até a nível de governo e assumir essa responsabilidade. Mas com a defesa dessa meia dúzia de pontos estratégicos assegurada. Nada a ver com o “encostar ao poder” sem retornos e garantias como o que alguns desenhavam por exemplo para a câmara de Lisboa. (onde o BE teve ao apresentar candidatura própria a única atitude digna que poderia ter).

    Acordos e assunção de responsabilidades sim, mas onde possa haver influência política e não mero dedo pra votar. Para isso já existe o CDS e, se o Bloco envereda por essa via deixa de ter razões para existir.

    Quer com a CDU quer com o PS (obviamente não com todo o PS) há pontos comuns que podem ser realçados tentando ultrapassar o caciquismo instalado e assumir as responsabilidades.
    O que não se pode ir é com a cartilha do “ou tudo ou nada”.

    [Responder]

  46. 46 46  portela menos 1

    ” São do PCP”
    Foi bem metida, eheheheh!

    [Responder]

  47. 47 47  LAM

    JMB #41 estrutura exemplarmente a amálgama do meu comentário anterior.

    [Responder]

  48. 48 48  LAM

    “Resumo assim: para fazer trabalho local com o PCP é preciso ser solidário com a ditadura chinesa? Não, pois não. Então tudo bem.”

    Muito bem, é isso.

    [Responder]

  49. 49 49  Babalu

    Eis os comentários de alguém que gostava de ver o BE ter mais influência no rumo do país:

    Subscrevo muito do que aqui se disse. Gostava de REALCAR:
    a. Accoes pontuais conjuntas (e informais) era uma boa maneira de comecar a falar com os outros. Depois, logo se via. É claro que na Assembleia era bom que voces andassem um pouco mais depressa (be+pc+ps).
    b. É convergência que se precisa, não há a minima necessidade de aproximacão ideológica. A malta tem ideias diferentes, não há problemas com isso. Mas às vezes temos que funcionar juntos, para o bem de todos.

    Tenho a acrescentar relativamente a toda a esquerda (e não apenas ao BE)
    1. Mais do que protagonistas (Alegres, Ferros, Ruis Tavares, Carvalhos da Silva, …) era bom concentrar energias em que as bases (ie, nós) com tendência para o “ecumenismo”, criassem um conjunto de vasos comunicantes, trocassem ideias, cumplicidades, discussões, …
    2. Podiamos comecar a discutir aquilo que nos une: sejam temas (casamento entre pessoas do mesmo sexo), desgostos comuns (Cavaco), etc. E avancar essa agenda comum. Era uma boa forma de nos irmos conhecendo melhor e ganhando cumplicidades
    3. Há montanhas de assuntos pequenos e de inovacão em que uma discussão “virgem” de preconceitos facilitaria a troca de ideias, coisas tão “pequenas” como
    a. Pressionar para que a RTP distribua os seus programas em creative commons (como a publica Holandesa VPRO comecou a fazer)
    b. Estimular o fair-trade
    c. Net-neutrality
    Ainda me lembro, de há 15 anos, apresentar a alguns camaradas teus uma coisa muita esquisita e de americanos (e da qual todos se riram): a Internet. Alguns temas de futuro não estão inquinados por divergências do passado e podem-se revelar mais importantes do que aparentam. Alguns temas laterais (fair-trade) também farão parte de uma potencial agenda comum.

    Boa sorte com o debate dentro do BE.

    Um dia destes ainda havemos de ter uma convergência socialista como se pode encontrar por vezes na escandinávia. E com tanto sucesso como lá.

    [Responder]

  50. 50 50  Fado Alexandrino

    Fado e Henrique Morais não podem ser apenas tipos de direita. Se o fossem não estariam tão preocupados com o bloco. São do PCP.

    Falo por mim.
    Sou de centro uma vez que a direita em Portugal é classificada como “nazi”.
    O BE não me faz qualquer preocupação, é uma agremiação simpática que faz muito barulho com aquelas causas fracturantes e diz umas barbaridades sobre a economia.

    Ainda hoje na Parede reparei num cartaz “transportes menos poluentes e mais baratos”, claro que os moços de rabo-de-cavalo que o colocaram se perguntados como é que isso se iria pagar, N/S ou N/R.

    Nunca serão poder e servirão apenas para o poder, neste caso o Sócrates, fingir que governa à esquerda e o poeta Alegre fingir que é de esquerda.
    Então porque é que eu havia de estar preocupado?

    [Responder]

  51. 51 51  Rafeiro Danado

    Eu acho que o Bloco, assim, está muito bem.

    [Responder]

  52. 52 52  ó és tão linda!

    Quando é que aqui se começa a tratar de problemas de interesse nacional? Deixemo-nos de intrigalhadas politiqueiras dos extrema-esquerdalhos e outras baixarias.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    ó és tão linda, com as suas sempre tão profundas participações no debate o país nem pode esperar.
    Mas se quiser decidir do que fala um blogue tem bom remédio: faça o seu.

  53. 53 53  Pol

    A pergunta que deixo e que mais me preocupa é a seguinte:

    Está o Bloco de Esquerda disponivel para entrar num acordo de Governo com o Partido Socialista evitando deste modo que o Governo minoritario para poder funcionar , venha a efectuar alianças à direita o que seria péssimo para os trabalhadores?

    [Responder]

  54. 54 54  RFF

    As questões são sem dúvida pertinentes. As respostas, caso existam, não me cheira que sejam esclarecedoras. O Bloco está numa encruzilhada. Para crescer, abdicou da sua essência inovadora….

    [Responder]

  55. 55 55  Sebastião Dias

    Caro Daniel,

    Serão pertinentes as suas perguntas.

    Uma vez que o bloco está à venda no mercado – o mercado dos votos – haverá também outras questões mais terra-a-terra que convém responder. Muitas delas são questões de common sense.

    Qual é a expectativa de percentagem eleitorado do bloco, digamos, dentro de 10 ou 20 anos? Vai concorrer a 20% de eleitorado? Mais? 30%?

    Qual a percentagem de eleitorado que estará alguma vez disposto votar num partido que defende ideias comunistas e o regresso ao PREC e às nacionalizações?

    Qual a percentagem de eleitorado que estará alguma vez disposto votar num partido que defende a saída da NATO e o voltar costas aos aliados estratégicos de sempre na política de defesa?

    Como fazer vingar estas ideias em períodos de prosperidade económica e de paz, quando estas ideias muito pouco ou nada valeram em votos em períodos crise económica (que actualmente atravessamos) ou de guerra (guerra do Iraque)?

    Como capitalizar muitos votos à custa da exploração das temas fracturantes quando estes temas, pela sua própria definição, fracturam o eleitorado, permitindo apenas capitalizar o pequeno grupo de eleitores a favor destes temas ao mesmo tempo que se abre guerra com o gigantesco número de eleitores que têm alergia aos mesmos? Vai-se «educar» o eleitorado?

    Como passar ao eleitorado uma imagem de coerência quando há uma clara esq- vanguardismo nas relações sociais, conservadorismo extremo nas questões económicas?

    Como cativar os empresários e associações patronais – o maior empregador – quando todo o discurso político é totalmente voltado contra estes – de um populismo extremo?

    Como mostrar que se está apto para governar ao mesmo tempo que se mostra que se está indisponível para negociar?

    Como crescer num sistema fortemente bipolarizado (por dois partidos moderados) com propostas radicais e nada consensuais às quais a maioria do eleitorado reage com forte desagrado?

    [Responder]

  56. 56 56  Mário

    Comentário meu:

    “pessoas com interesses absolutamente disparatados”

    O que DO leu:

    “camaradas disparatados”

    Ora vamos lá ver: eu acho muitas das declarações do Chora disparatadas. Acho pronto. Que quer que lhe faça? Que diga que tem posições intelegentíssimas?

    Bem, por outro lado se dizer que acho uma estupidez o que escreveu, não o estou a chamar estúpido.

    Habituei-me no Bloco a dizer o que penso, sem ofensas. Mas não vou deixar de o dizer porque alguns resolvem entender como ofensa.

    [Responder]

  57. 57 57  Sebastião Dias

    Caro Daniel,

    Serão pertinentes as suas perguntas.

    Uma vez que o bloco está à venda no mercado – o mercado dos votos – haverá também outras questões mais terra-a-terra que convém responder. Muitas delas são questões de common sense.

    Qual é a expectativa de percentagem eleitorado do bloco, digamos, dentro de 10 ou 20 anos? Vai concorrer a 20% de eleitorado? Mais? 30%?

    Qual a percentagem de eleitorado que estará alguma vez disposto votar num partido que defende ideias comunistas e o regresso ao PREC e às nacionalizações?

    Qual a percentagem de eleitorado que estará alguma vez disposto votar num partido que defende a saída da NATO e o voltar costas aos aliados estratégicos de sempre na política de defesa?

    Como fazer vingar estas ideias em períodos de prosperidade económica e de paz, quando estas ideias muito pouco ou nada valeram em votos em períodos crise económica (que actualmente atravessamos) ou de guerra (guerra do Iraque)?

    Como capitalizar muitos votos à custa da exploração das temas fracturantes quando estes temas, pela sua própria definição, fracturam o eleitorado, permitindo apenas capitalizar o pequeno grupo de eleitores a favor destes temas ao mesmo tempo que se abre guerra com o gigantesco número de eleitores que têm alergia aos mesmos? Vai-se «educar» o eleitorado?

    Como passar ao eleitorado uma imagem de coerência quando há uma clara esquizofrenia – vanguardismo extremo nas relações sociais, conservadorismo extremo nas questões económicas?

    Como cativar os empresários e associações patronais – o maior empregador – quando todo o discurso político é totalmente voltado contra estes – de um populismo extremo?

    Como mostrar que se está apto para governar ao mesmo tempo que se mostra que se está indisponível para negociar?

    Como crescer num sistema fortemente bipolarizado (por dois partidos moderados) com propostas radicais e nada consensuais às quais a maioria do eleitorado reage com forte desagrado?

    Há outras questões importantes. Como impedir a Ana Drago de utilizar repetidamente o adjectivo «aviltante»? Como convencer Luis Fazenda a não colocar a sua cara de redfish em escala gigantesca num outdoor? Como tirar a Louçã o seu ar de padre anacleto? Como equilibrar mais a balança «gajos de meia idade, gordos, carecas, fumadores, mal vestidos, a precisar de exercício e com ar de nerd» com «gajas novas, bem parecidas, bem arranjadas e nada interessadas em gajos de meia idade, gordos, carecas, fumadores, mal vestidos, a precisar de exercício e com ar de nerd»?

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  58. 58 58  Sebastião Dias

    «gajos de meia idade, gordos, carecas, fumadores, mal vestidos, a precisar de exercício e com ar de nerd»

    Óbviamente não me refiro a si, que é apenas militante do bloco, mas sim aos deputados/dirigentes do bloco.

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  59. 59 59  Daniel Oliveira

    “gajos de meia idade, gordos, carecas, fumadores, mal vestidos, a precisar de exercício e com ar de nerd”

    Pelo contrário, Sebastião. Tirando o ar de nerd (acho eu), reparo que sou um perfeito bloquista.

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  60. 60 60  Miguel Martins

    Para mim o Bloco de Esquerda é um instrumento e não um fim em si mesmo!
    Nessa visão instrumental do BE, considero que este deveria organizar-se e implementar, urgentemente, várias plataformas de base local. Múltiplas são as vias e formas de o fazer. Muitos são os contextos onde e como o fazer. Posso apenas falar no Norte (nas suas diversas topologias e características urbanas). É desta zona que tenho algum entendimento das suas diferentes dinâmicas e ritmos.
    Para mim, desde que se consiga o diálogo e a colaboração com alguém que se defina e aja nos parâmetros de “socialmente consciente e progressista”; que pense e desenvolva acções em temas relacionados com a justiça económica e social, o associativismo, o ambiente, o ordenamento de território, o urbanismo (só para dar alguns exemplos), parece-me que há a possibilidade de trilharmos vários caminhos para concretizarmos projectos comuns.

    Parece-me lógico que se poderia (e deveria) implementar lógicas de coligações eleitorais com os diferentes partidos (PCP e outros), associações políticas e colectivos. Urge ser discutido. Teríamos de falar, pelo menos, dos objectivos comuns para aquela região, zona ou comunidade específica; do que deveria ser feito e de como o fazer. Seria necessário começar a estabelecer os contactos a nível local, com conhecimento das estruturas dirigentes, sem velhas querelas ideológicas e metodológicas e sem olhar a antipatias pessoais.

    Uma outra área fundamental relaciona-se com o associativismo. Além de se ter de criar canais de comunicação eficazes, a acção do Bloco e das suas coordenações regionais e concelhias tem de se tornar mais abrangente. Têm de dialogar com as direcções de diferentes associações. Têm de propor actividades politicamente planeadas e que sejam convergentes aos interesses estatutários das diferentes colectividades. Existem muitas possibilidades de acção e convergência. Tem de se criar actividades permanentes no tempo. Temos de as discutir!

    É preciso procurar informação junto de que a tem: nas equipas que trabalham em projectos de intervenção comunitária e nas autarquias, na Rede Social, nos/as assistentes sociais, na Rede Social, nos diferentes técnicos e profissionais que trabalham em áreas da educação (Agrupamentos, Escolas Secundárias, outras estruturas de Educação e Formação de jovens e adultos, universidades populares, seniores, etc ), da saúde, da justiça, do desenvolvimento local, dos movimentos populares, das pessoas e populações etc. Muita coisa acontece em todas as freguesias (ou pelo menos em grande parte) em termos culturais, sociais, de intervenção comunitária e mesmo desportivos (promovidos ou não pelas Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais) e o Bloco de Esquerda parece-me alheado dessa realidade. Ficarmos pelo discurso de intenções e pela análise e discussão da política internacional e nacional e agenda mediática (de superfície e subterrânea) não me parece suficiente.

    É necessário tratar, organizar e distribuir essa informação de carácter local e regional por todos os canais necessários de forma a chegar ao maior número de pessoas. Será necessário programar na lógica de ciclo eleitoral e também planear anualmente a intervenção. Pelo menos isso.
    5. Uma outra possibilidade – mais polémica – de alargar e concretizar o espírito militante seria o próprio Bloco promover, a nível local e regional, a constituição de associações de desenvolvimento local com pensamento político estruturado e que funcionasse numa lógica metapartidária. Seria necessário promover redes de voluntariado, Bancos do Tempo, grupos de discussão, grupos de estudo, grupos de trabalho, actividades de apoio social, de educação, etc.

    Assim mais facilmente me esqueceria de algum do folclore e estridência do Bloco de Esquerda e, quem sabe, até me tornaria militante!

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  61. 61 61  Emanuel

    No que li, há algo que discordo. Porque insistir em aproximar do PS contra o PP? Seja no parlamento, seja nas autarquias, não seria mais importante que o BE votasse a favor do que é justo, unindo o seu voto a quem defende as suas ideias, independente da cor política? Veja-se o caso dos professores, se existisse uma proposta justa do PP, o BE votaria a mesma porque concorda com ela ou vai votar contra apenas porque foi apresentada pela direita? É que se vão votar pela cor política, vão ser apenas mais um PCP e é com esse tipo de atitude que cada vez mais Portugal será apenas PS e PSD

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  62. 62 62  toino

    DO, acredite que se aprende muito não se lendo nada, vocês os doutores os eruditos sabem tudo, veja lá DO, tudo aquilo que escreveu já era perceptivel, quem não sabe que o BE é um partido facilitado pelos midia, é um partido dos slogans, sem projecto para a sociedade, um partido onde cabem todos os inimigos do passado, chiça, acredite mesmo que muitas vezes é preferivel não ler o óbvio, DO, o que o senhor escreveu, é propaganda partidária, é chá.

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  63. 63 63  Justicialista

    Pensando um pouco melhor, chego à conclusão que o BE não se tem mostrado como partido de governo. E muitas das críticas feitas pelo DO têm razão de ser! Mas eu discordo é que o BE tenha de se coligar ao PS sempre que isso ofenda o programa do partido.

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  64. 64 64  miguel vale de almeida

    Excelente post, Daniel. É assim que se faz esquerda moderna, seja no BE, no PC ou no PS, ou fora deles. Pela minha parte, e na conjuntura em que vou estar uns tempos, podem as pessoas e deputados de esquerda contar comigo para diálogos, pontes, plataformas e conquistas concretas, e sem chicana política.

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  65. 65 65  Rui F

    42. JMB
    Gostei do que li o que complemento com as minhas sugestões.
    Julgo que o BE tem que entrar por aí de certa forma.
    Apenas eu acrescentaria: Dialogar com PCP sim, mas assumir a diferença.
    Que isso seja inequívoco e clarificador. A Maioria dos Portugueses coloca BE e PCP no mesmo saco mas em compartimentos diferentes. Não é bom para o Bloco no meu ponto de vista.

    34. VIANA

    Tem pertinência mas permita-me algumas interrogações.
    A sua colagem ao M Alegre…acha que o M Alegre iria permitir e não se iria demarcar pelo menos nesta fase? EU ACHO que ele se iria demarcar imediatamente, pelo menos agora enquanto o BE não clarificar algumas ideias radicais que o M Alegre abdicou nos anos 70.

    Mais à frente diz que o BE não precisa de clarificação politica! Então não precisa?
    Ou acha que a Roseta e o Alegre se demarcam do BE é porquê?

    Diz ainda….“ O BE não tem “espaço ideológico” entre PCP e PS para se afirmar como um partido tradicional.” Então…Bloco como movimento e não como partido?
    Sabe que o Movimento de Cidadãos liderado pela Roseta é neste momento bastante mais forte em Lisboa do que o Bloco, não sabe?

    No meu ponto de vista o BE tem que se afirmar como partido bem demarcado ideologicamente do PCP, cuja ala Esquerda do PS se reveja na sua essência.
    O Combate á Corrupção, Clientelismo, Tráfico de influências e Compadrio, deverão ser as bandeiras.
    Além disso, a Saude, a Educação e a inclusão sejam os pilares do estado social.

    [Responder]

  66. 66 66  jof

    O BE deve continuar essencialmente a ser um partido anti-capitalista. Se isso o relegar para um partido de protesto – o que não acredito – assim seja.
    O BE deve, antes de mais nada, tentar radicalizar as massas que nele votam: meio milhão de pessoas das quais só um quarto, se tanto, se identifica com o socialismo propriamente dito. Existem inúmeros jovens que votam BE e não sabem ao certo porquê: eduquem-nos.
    Acima de tudo, anti-capitalistas.

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  67. 67 67  Mouzinho

    Gostei bastante deste post – honesto intelectualmente, fazéndo a auto-crítica e o diagnóstico do ponto em que o Bloco se
    encontra.

    Gostei que colocasse aqui, sem fintas, muitas da s críticas que fazem ao bloco, e que você de forma honesta enumerou

    Acrescentava duas questões:

    1 – O Bloco quer ser um partido que deixa as pessoas (as que nele votam ou que com ele simpatizam) falar dos problemas do partido?

    2 – O Bloco conseguirá sair da “fulanização” marcada por Louçã?

    ps tive oportunidade de conhecer uma personagem do Bloco (Gil Garcia ex Fer)e realmente com gente assim é muito complicado qualquer debate diferente do “vamos ver quem grita mais alto”

    [Responder]

  68. 68 68  viana

    Acabei de verificar que a propaganda anti-BE, ensurdecedora na última semana antes das eleições legislativas, teve realmente impacto. Isso torna-se claro quando eleitores/apoiantes do BE, como Rui F (comentário 40) e JMB (comentário 42) afirmam que o BE defendeu no seu programa eleitoral para as legislativas a nacionalização de todos os bancos, o que é completamente falso, mas que foi repetido ad nauseum na comunicação social e blogues politicamente alinhados. Isto apesar dos desmentidos do BE e de o que está escrito no seu programa eleitoral ser (ponto III.B.7, página 55, http://www.bloco.org/media/programabe.pdf ):

    “O Bloco defende que os sectores estratégicos devem ser públicos e responder pelas políticas que respondem às necessidades da população. A banca, os seguros e todo o sector financeiro são decisivos para a actividade económica, para o crédito e para a vida das pessoas e por isso devem ser públicos ou estar sob o controlo de
    políticas públicas. Mas o Bloco rejeita que os contribuintes e o Estado financiem os prejuízos da especulação e do crime económico, e por isso se opôs à política do Governo Sócrates para o BPN e para o BPP. Para responder de imediato à crise actual com medidas concretas sem deixar qualquer margem para justificações da inacção, o Bloco defende a recapitalização da CGD com o total do fundo disponível para o efeito (4
    mil milhões de euros), de modo a financiar a extensão da sua actividade no seguinte sentido:

    A CGD deve cobrar juros não especulativos que, protegendo a sua actividade, sejam indutores de uma concorrência que penalize os juros altos, tornando-se possível transferir qualquer contrato de crédito sem custos entre bancos;

    A redução do custo do crédito para as pessoas e o apoio ao sector produtivo e às iniciativas da economia social permite ao sistema bancário público dirigir a política de crédito no país;

    A CGD deve absorver o BPN, assegurando o emprego dos seus trabalhadores, terminando a marca e gerindo a sua carteira;

    Compete ao sistema bancário público apoiar o crédito bonificado para desempregados e outras situações socialmente justificáveis.

    Do mesmo modo,

    A transferência de planos de poupança privados para os fundos de gestão pública deve ser isenta de qualquer tipo de comissão, reduzindo-se a mobilização de poupanças para fundos especulativos;

    Ao regulador público compete garantir a informação fidedigna sobre as condições do sistema bancário, como compete estabelecer tectos máximos para os juros praticados nos diferentes tipos de crédito, para evitar os abusos.”

    Onde é que está a defesa da nacionalização de qualquer banco, quanto mais de toda a banca?!… O que é afirmado é que a banca, como sector estratégico da economia, deve estar ao serviço do bem-geral, e portanto sob controlo, ou regulada, por políticas públicas (o que já é, mas não tanto como devia ser, como pode ser constatado pelos escândalos financeiros a que temos assistido).

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  69. 69 69  xatoo

    “Estamos longe de novos confrontos eleitorais em que o partido esteja envolvido”
    pois estamos. Entretanto supunhamos que o BE perde relevância (já perdeu, porque o voto nas legislativas foi apenas de protesto) ou que muda de ideias e programa? a lógica é a mesma que elege os deputados do PS ou do PSD; votaram neles, está feito. A partir de agora quem votou não tem mais rigorosamente nada a ver com o assunto.
    E chamam-lhe “democracia participativa” – só se for a mesma que elegeu a camarada Marisa Matias para o PE, que ao que consta por aí é a namorada do camarada Miguel Sacadura Cabral Portas. Percebe-se a relevância dada nas listas a uma ilustre desconhecida,,, os mesmos ordenaditos chorudos, os mesmos vícios que se usam nos partidos da burguesia capitalista, etc.

    [Responder]

  70. 70 70  Zé dólhão

    Não quero meter a foice em seara alheia,mas gostava de exemplificar ,como o Bloco conseguiu eleger o unico vereador no Algarve.
    Foi na CM Olhão cidade desprezada por Loução,pois em 3 eleições,nem um comicio que fez naquela cidade.
    o bloco pela 1º vez concorreu às eleições para as autarquias em Olhão concorreu a todos os orgãos menos à assembleia de freguesia da Fuzeta.
    De salientar que o antigo responsável pelo bloco em Olhão, foi candidato pelo bloco em Tavira ,e ao mesmo tempo fez parte da Comissão de “Honra” do cacique do PS em Olhão F.Leal.
    O P.S.em olhão estava com medo do bloco,pois nas europeias teve 1752 votos e nas legislativas duplicou esse Nº de votos.
    O João Soares em campanha eleitoral das legislativas num programa de televisão de Mario Crespo atacou o candidato do bloco na base de um papelucho que o P.S. local espalhou dizendo que o candidato do bloco tinha dividas ao fisco.
    também no blog de João Soares esse ataque foi proferrido. E o que fizeram os lideres do bloco em defesa do candidato de Olhão? Nada.
    mas este não esmoreceu e foi à luta, fez frente ao P.S.e à campanha suja e milionária que o P.S.fez em Olhão.
    A nivél de sujidade sempre lhes digo que o eleito presidente da CMO argumentou que tinha sido arquivado uma queixa de um movimento de cidadãos”Somos Olhão”,e publicitou tal arquivamento no site da CMO.,quando na realidade o que aconteceu é que esse movimento(do qual o candidato do Bloco faz parte), conseguiu que o presidente da CMO fosse condenado por Litigância e Má Fé por esconder documentos publicos sobre questões pouco transparentes.mas dessa condenação que F.Leal recorreu para o tribunal de 2ª instância em Sintra o site da CMO nada diz,ou seja o procurador esteve à espera da campanha eleitoral para pubicitar um arquivamento fantasma ,tendo assim interferência directa na campanha eleitoral em Olhão ,assim como o ps local mandou kits de ofertas para as escolas ,com o intuito dos professores itas escolas os professores recusaram-se mas noutras essa propaganda foi distribuida.
    pergunto eu onde andou o gabinete juridico do bloco,para denunciar essas praticas ilegais que o P.S. em Olhão já nos vem habituando.
    o loução nesse dia discursou em Portimão podia ter aproveitado o comicio e denunciar isso a nivel nacional.
    Mas já passou,e agoara que apoio vai ter o candidato vereador à CMO quando passado a sua eleição nem uma palavra de parabens,e incentivo veio das altas patentes do bloco.
    Em Olhão terra da Ria Formosa a fome é uma realidade ,no entanto o p~residente da CMO só pensa em turismo e prédios na frente ribeirinha, na questão do futebol existe uma promescuidade enorme entre a CMO o SCO e recentemente com o pinto da costa,que foi recebido nas instalações da CMO para falar que rui rio não prestava por não querer promiscuidade entre a CMP e o FCP.
    interferido assim na campanha eleitoral.
    Só quero deixar no ar uma questão o candidato do bloco foi eleito por ter pertencido ao movimento de cidadãos “Somos Olhão”,onde confrontou F.Leal,e esse questionado pelos cidadãos escusa-se a dar acesso a documentos,também esse movimento fez uma queixa ao parlamento europeu por causa da poluição da ria formosa.
    esperemos que essa questões sejam levantadas no parlamento,português e europeu,pelosdeputados do bloco,pois só assim os votos que o bloco conseguiu em olhão se manterão e com trabalho aumentarão.
    o bloco se quiser fazer a ligação ás pessoas tem de intervir nas autarquias e questionar os cacique que estão no poder local.
    espero que não os tenha aborrecido,com a minha lenga lenga.

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  71. 71 71  Babalu

    Coisas muito interessantes se lêem por aqui.

    Queria adicionar um ponto (uma crítica ao BE): Parece-me uma organizacão muito conservadora.

    Conservador tem pouco a ver com temas como direitos das mulheres, opcões sexuais e tal. Até porque estes temas já nem sequer são modernos, estão – felizmente – a entrar no mainstream.

    Tem a ver com a disponibilidade para discutir novos e futuros assuntos de uma forma criativa.

    Novos e futuros assuntos são também um caminho para a convergência: como não há bagagem dá para fazer o frame do debate de uma maneira mais inclusiva.

    Comércio justo, nanotecnologia, peak oil, internet (garantir net neutrality), direitos de autor, …

    Temas que terão impacto no futuro (e no presente).

    A modernidade tem pouco a ver com vestir à anos 60 e fumar uns charros (isso era moderno nos anos 60) – perdoem-me o esteriotipo. Tem a ver com a disponibilidade para olhar para o futuro (que trás coisas que hoje parecem estranhas e idiotas) e de procurar solucões criativas e diferentes.

    Não vejo isso no BE. Vejo um discurso um pouco estafado. Que só não parece conservador por causa dos velhos (importantes, mas velhos) temas “fracturantes”.

    É claro que o PC é ainda pior. E o PS também não é grande coisa (energias alternativas à parte, o PS é o mais tacanho de todos).

    Mas isso tem a ver com sermos um povo conservador e pouco inovador, e isso nota-se independentemente da política.

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  72. 72 72  Henrique Morais

    Daniel a minha questao é ate bastante pertinente….Ironias a parte, o BE resume-se muito ,e quer-me parecer que cada vez mais, a imagem Louça. Bem mais do que Paulo Portas para o CDS como aqui ja referiu em tempos.

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  73. 73 73  Puxa

    Falo da Guarda senhores ! Um distrito do pobre interior onde o BE apenas se candidatou a um município, ao da cidade da Guarda. Subscrevendo muitas das opiniões do Daniel, é fulcral que se pergunte: quererá o BE continuar a ser um partido fundamentalmente (e até um pouco fundamentalista) urbano ? Será que o capital intelectual estará apenas localizado em Lisboa e Porto ? Não será uma postura algo arrogante, quando nas zonas “remotas” do país, travamos lutas intensas pela desigualdade de tratamento que o poder central nos oferece. E isto não é o discurso tipicamente provinciano. Não acreditam ? Vivam aqui apenas um mês e logo verão. Haverá vontade política do BE se virar para o país real, ou as pessoas genuinamente condenadas à interioridade não contam ?

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  74. 74 74  rafael

    78 xatoo- “E chamam-lhe “democracia participativa” – só se for a mesma que elegeu a camarada Marisa Matias para o PE, que ao que consta por aí é a namorada do camarada Miguel Sacadura Cabral Portas. Percebe-se a relevância dada nas listas a uma ilustre desconhecida,,, os mesmos ordenaditos chorudos, os mesmos vícios que se usam nos partidos da burguesia capitalista, etc.”–nao me parece que apenas os ilustres conhecidos sejam capazes ou a notoriedade é factor de competência? e quanto às ligaçoes afectivas de quem quer que seja, o que é que isso tem a ver com politica?

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  75. 75 75  antónio sousa

    -Desculpe que lhe diga sr.DO, mas pelo que li o senhor não quer discussão nenhuma sobre a estratégia do seu BE. – É assim como mais do mesmo. Uma coisa parecida com uma salada com todos.
    O BE tem um problema!
    -Um problema de nascença . O BE, é mais um movimento de varias tendências politicas do que propriamente, um partido politico. Ora, quando assim é, será muito difícil ao BE sobreviver a um qualquer “terramoto” que mais cedo ou mais tarde, acabara por o pôr à prova .
    Ora vamos lá a saber qual a identidade politica e social do BLOCO? -De onde são originários os seus dirigentes e quadros –
    Qual o seu pensamento sobre a sociedade e o mundo em geral .
    -Quais os objectivos “últimos” do Bloco?
    (a) Gerir o sistema actuando dentro dele pactuando com o capital ou seja propõem a social-democracia .
    (b) A ruptura com o sistema e a revolução socialista?
    O que propõem ao povo português o BE?-Ser um partido/movimento do género o (Zé faz falta) ou a ( Helena Roseta, dava-nos cá um jeito da caraças .)Tipo Cata vento.
    - Vá-lá senhores do BE, digam-nos ao que vieram haver se a gente se entende.
    -Com isto não quero por em causa a legitimidade de vossas excelências serem aquilo que são, ou seja um Partido Cata vento.

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  76. 76 76  PedroM

    Ó Daniel, só agora caiu a fixa?
    Para o DN dissertar em público assim, imaginamos o que pensará e o que dirá (esperemos) em privado aos personagens em questão.

    Agora mais a sério. O que o DN ainda não disse (não sei se o pensa) é o que parece obvio desde há muito tempo. E nem vou entrar pelas discussões programáticas e ideológicas sobre o tipo de sociedade a que as políticas do BE levariam; isso é outro debate.

    Acho que o BE tem alguns problemas que não consegue (ou não quer) resolver. A saber então:

    1- O caciquismo de Louçã (e da sua pequena entourage).
    O BE é um partido refém do líder. Das suas ideias, da sua imagem, da sua capacidade e sobretudo das suas limitações. Acho que Louçã se contenta em ter olho em terra de cegos. Reina mas tem consciência disso mesmo, das suas limitações. Sabe que se entrar pelo caminho sugerido pelo DN, será o seu fim – pelo menos como rei. E não sei se o seu ego o suportará.

    2- O partido do protesto.
    Este ponto mistura-se com o anterior. O BE/Louçã encontrou uma estratégia de actuação clara. Colocou-se à margem do sistema, descartando responsabilidades. Como desculpa e postura para isso, a sua “ideologia” (a desculpa) e o tom de moral superior adoptado (a postura).

    Isto, somado ao facto do país andar mal e do PS estar numa fase mais centrista, dava o caldo populista que Louçã precisava para se afirmar (como Le Pen, por ex).
    Para tal, achou que o nicho dos descontentes e desiludidos do PS seria o “core business” do seu crescimento. E veio o namoro a Alegre.
    E nesta estratégia de captação do nicho de eleitores, os jovens eram alvo fácil. Obviamente que nenhum jovem (genericamente) se revê nos pais (os PS’s, PSD’s e CDS’s) nem nos avós (PC). E alguem sem gravata e moderno, que lhes diga que com eles terão emprego saidinhos da escolinha…

    Acho que foi uma aposta sem sucesso para o futuro do BE como partido “a sério”, pois estes 4 pontos estratégicos não são eternos. E chega uma altura em que:
    a) Serão confrontados, como qualquer adulto que já não é criança há muito tempo, com as suas responsabilidades.
    b) Um dia o país começa a recuperação económica e o voto de protesto fica apenas e tão só com as genuínas alas radicais.
    c) O PS voltará a virar mais à esquerda e lá se vai o tal nicho.
    d) os tais jovens crescem, ganham experiência de vida e olham para o tal cacique, com a mesma conversa para os jovens que se seguirão. E ironicamente, não dá o lugar aos tais jovens do BE (Achará ele que não os há com a sua inteligência e competência ou será mais uma questão dinástica? Gostaria de perceber…).

    3- As competências.
    O BE para ser aquilo que afirma querer ser tem que estar implementado nas várias camadas que compõem a sociedade. Não bastam os trabalhadores e os intelectuais. Falta-lhes o conhecimento do outro lado – dos empresários, gestores e altos quadros. E para um partido se afirmar como uma alternativa credível de governação, tem que convencer os eleitores que tem as competências necessárias. Demonstrar pela prática quotidiana que consegue implementar as suas ideias de justiça, igualdade, salários e regalias ao dia-a-dia duma empresa. Demonstrar (e mostrar) que tem exemplos práticos e concretos de pessoas do BE capazes disso. Caso contrário ficamos sempre na dúvida se, das duas uma: ou é só retórica de quem não sabe do que fala ou isto não cabe no tipo de sociedade desejada pelo BE (o episódio do programa de nacionalizações do BE que surgiu no debate com Sócrates; o incómodo e embaraço manifestado por Louçã, que só estava habituado a protestar e a não ser confrontado com a real governação, deixam realmente dúvidas).

    4- A “conversa” da(s) esquerda(s).
    Já nem vale a pena tentar perceber se o BE acredita nisso ou se é apenas mais um chavão de marketing.
    A realidade é que o BE e o PC estão mais longe do PS que o CDS do PS (não tenho dúvidas que se o PS, em termos hipotéticos, tivesse que escolher entre um governo de maioria do CDS, do PC ou do BE escolheria o CDS)! E não estou a falar das questões de costumes (ou “fracturantes”) mas do essencial: do modelo de desenvolvimento e de sociedade. E este é o verdadeiro drama do BE, que o impede de ser um partido de governo. Ou continua como até agora e sofrerá as consequências que manifestei nos pontos anteriores ou muda e esvazia-se. Os “conquistados” ao PS preferem o original à cópia; os ferrenhos sentem-se traídos e o dito “bloco” começa a fragmentar-se. Está numa encruzilhada e qualquer das opções será fatal.

    A esquerda (PS, PC e BE) detesta a direita mas conseguem-se odiar mais entre eles. É assim; factual e histórico. E o BE tem ainda o drama que o PC não tem: é um sub-grupo de esquerdas, colado com o cuspo da retórica de Louçã. Serviu para os manter colados até agora. E depois?

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  77. 77 77  PedroM

    ERRATA:
    DN é Daniel. Deveria ser DO (Daniel Oliveira), obviamente.

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  78. 78 78  viana

    Caro Rui F, a propósito do seu comentário 74, o BE e Manuel Alegre “colaram-se”, por interesses mútuos, a curto (legislativas num caso, presidenciais no outro) e a longo prazo (ambos estão interessados em forçar o PS a virar à Esquerda), há algum tempo atrás. Depois, Manuel Alegre “descolou-se” do BE, acabando por apoiar o PS nas legislativas (se bem que muito timidamente), em grande parte porque quer o apoio do PS para as eleições presidenciais. Diria que até agora o Manuel Alegre tem “tirado” mais dos seus “encontros” com o BE, do que o contrário. É altura do BE também “se aproveitar”. Não acredito por um momento que o Manuel Alegre viesse a terreno afirmar que não pretende o apoio do BE, se este lho desse publicamente (e se o fizesse não era por causa do programa político do BE – já o leu? – mas porque tal apoio lhe dificultaria a obtenção do apoio oficial do PS). Obviamente que ele o dispensava, para já, mas o BE não existe em função dos interesses do Manuel Alegre.

    “Mais à frente diz que o BE não precisa de clarificação politica! Então não precisa?
    Ou acha que a Roseta e o Alegre se demarcam do BE é porquê?”

    Porque querem aceder ao Poder (Roseta a nível local, Alegre a nível presidencial), e tal é mais fácil se permanecerem com um pé dentro do PS e outra na “independência”. Não seja ingénuo.

    “Sabe que o Movimento de Cidadãos liderado pela Roseta é neste momento bastante mais forte em Lisboa do que o Bloco, não sabe?”

    A nível local, como é patente com o sucesso das candidaturas independentes não só de Roseta mas também de Isaltino Morais, Valentim Lourteiro, Narciso Miranda, etc, os eleitores mais facilmente votam em pessoas e temas transversais (contra a corrupção, pela “obra feita”, etc) do que em partidos marcadamente ideológicos como o BE e CDS (a CDU é um caso à parte, que cabe na “obra feita”). Não é portanto válido transferir o que se passa a nível local para o nível nacional. É até possível que se Helena Roseta e Manuel Alegre fundassem um novo partido, que este teria uma boa votação. Mas esta seria sim, quase e só de protesto, na novidade, e nas eleições seguintes já teria desaparecido. Devia analisar o que aconteceu ao PRD. O BE não precisa duma clarificação ideológica, e muito menos de se tornar na “ala Esquerda” do PS. No segundo caso, bastaria um pequeno movimento do PS para a Esquerda para tornar completamente supérfulo o BE do ponto de vista político e eleitoral. O BE é e deve ser, e aí que existe um nicho na Esquerda em Portugal, e talvez precise de o realçar mais, um partido que pretende transformar as relações de Poder na sociedade (e não apenas mitigar as suas consequências como o PS) e que está (ideologicamente) aberto a todas as contribuições que afirmem ter esse objectivo (em contraste com o PCP). O BE tem uma ideologia (ao contrário do PS) em movimento (ao contrário do PCP), e é isso que o torna diferente.

    “O Combate á Corrupção, Clientelismo, Tráfico de influências e Compadrio, deverão ser as bandeiras.
    Além disso, a Saude, a Educação e a inclusão sejam os pilares do estado social.”

    Não se deve lembrar do PRD, pois não?… Tudo o que menciona é importante, e pode fazer crescer o BE eleitoralmente, para além dos seus eleitores mais ideologicamente identificados. Mas não é suficiente para estes últimos. Um BE assim, seria um novo PRD, sem ideologia definida (ou acha que as “bandeiras” que menciona são exclusivo da Esquerda?). Não contaria comigo, nem com a grande maioria daqueles que o construiram ao longo da última década.

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  79. 79 79  LAM

    Sebastião Dias #66
    “Qual é a expectativa de percentagem eleitorado do bloco, digamos, dentro de 10 ou 20 anos? Vai concorrer a 20% de eleitorado? Mais? 30%?”

    ele há cada uma. Daqui por 20 ou 30 anos? essa nem o bruxo do Ronaldo arrisca, para o bloco ou qualquer outro partido.

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  80. 80 80  Miguel Botelho

    Que se crie uma comissão de gente independente, sem filiação partidária que vote nas eleições CDU ou BE.

    Que haja entendimento e diálogo entre ambas as partes.

    Que esta comissão/grupo crie de imediato um blog e que haja participação nesse mesmo blog, com soluções, ideias e debate.

    Caso não seja possível a criação desta comissão, que se tente, ao menos, a criação de um grupo ou grupos em todo o país, com vista à solução dos problemas que nos dividem.

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  81. 81 81  Babalu

    Aquilo que mais me atrai no BE é o “cata-ventismo”. Um partido que se funda na pluralidade e na convergência (por oposicão a homogeniedade ideológica).

    Pois, sendo capitalistas (eu sou!) ou anti-capitalistas todos queremos, à esquerda, menos desigualdade. E podemos convergir por aí.

    Eu quero ciclovias em Lisboa e menos carros, podemos convergir por aí. Se depois uns querem o comunismo ou um capitalismo controlado, que isso não impeca remarmos para o mesmo lado quando temos pontos comuns.

    A pluralidade (em teoria) do BE é muito atraente e só é pena que na prática ela não seja tão efectiva. Interna (assim me parece) e EXTERNAMENTE o BE devia estar mais disposto a negociar.

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  82. 82 82  jof

    O problema é que, mesmo a avaliar pelos comentários e posts que se vê em vários blogs (Ladrões de Bicicletas), me parece que há vontade de ver o Bloco crescer. E está visto que à esquerda não pode crescer mais, daí chamar-lhe “problema”.
    Um partido que nasce da fusão de duas correntes trotsquistas, uma maoísta e outros ex-PCP parece-me que só tem uma coisa em comum: ser contra o Capital.
    Leiam o que escrevia o Louçã ainda antes da queda do Muro: falava da construção do partido revolucionário. E é de facto notável que o bloco esteja onde está hoje, embora o fulgor Revolucionário esteja no bolso, pois se passa para a imprensa significa nada menos que perder votos. Agora: vontade para crescer, para os lados do deputado Miguel Vale de Almeida? Fazer pontes com social-democratas do PS que são tudo menos isso? A questão é, quer queiram ou não, a preto e branco: Gerir o Capital, ou ousar combatê-lo.

    Ousar combatê-lo implica que não haja tachos nem relevância política por aí além, se todos os que votarem Bloco ficarem nesse barco.

    Por outro lado, acho interessante que se faça essa tal Esquerda Grande de que Louçã fala. Mas não votarei nela, e terei pena em ver Louçã, sem dúvida o maior intelectual revolucionário que o nosso país conhece, envolvido nela.

    Agora, vejam as coisas de um modo mais macro: este país não tem solução, nem gerindo o capital, pois este em tempos de aperto (e isso significa praticamente os últimos 40 anos) nem estando contra, pois está longe de se conseguir um balanço favorável a uma ruptura que é mais do que precisa.

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  83. 83 83  Fábio Martins

    Louvo a atitude do Daniel ao fazer este post, porque julgo que este tipo de atitude política é o único caminho de credibilizar a política em Portugal.

    Quanto ao Bloco ser um partido ideológico, se for suficientemente flexível à pluralidade opinativa, evita o erro de dogmatizar a ideologia, onde muitas vezes parece cair.

    O programa e ideias-vectores de um partido devem ser curtas e muito claras. Não se deve jogar por omissão resultante de medo algum. As propostas apresentam-se e sufrágio decide, é tão simples quanto isto: Enquanto não houver uma parte da política que se esforça pela clareza e objectividade, continua este circo, ou seja, não se contagia os outros partidos a elevarem a qualidade do seu discurso.

    Que a proposta do Daniel ajude tanto o seu partido como o dos outros. Um bem-haja.

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  84. 84 84  Rui F

    77 Viana

    Eu entendi perfeitamente o programa do BE e tanto que entendi, que votei Bloco e fui candidato Autárquico!

    Quem não entendeu foi a maioria da população. Sócrates e a Direita aproveitaram-se disso. Convenhamos que a maneira como o assunto foi exposto dava azo a múltiplas interpretações.

    São situações do género em que o Bloco não pode cair e você sabe bem disso. as “ratazanas” aproveitam-se de tudo.

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  85. 85 85  DSC

    Caro DO,

    Não sendo político-partidário de nenhuma força a pergunta que lhe faço é a seguinte: Num momento muito complicado na nossa sociedade e com um governo minoritário, porque não tentar criar pontes de acordo com todos os partidos? Para quem está de fora como eu vê temas discutidos de forma muito idêntica entre todos os partidos. Naturalmente que a aproximação do BE com o PCP é óbvia, mas marginalizar, igualmente a direita, que, quer queira quer não representa um parte significativa da população portuguesa, parece-me uma falta de estratégia Nacional (não digo ideológica).

    Naturalmente que uma profunda reflexão e uma estratégia comum para o futuro é necessária (diria vital) no BE pois dificilmente o BE terá uma conjunção de factores que levaram ao seu crescimento como a crise profunda Nacional e internacional, o afastamento do modelo socialista do PS, a crise no maior partido da oposição, etc etc.

    Boa sorte,

    DSC

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  86. 86 86  Babalu

    Enoja muito ao BE contribuir para uma discussão como a abaixo:

    http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/impostos-indirectos.html

    http://ocanhoto.blogspot.com/2009/10/pagamento-especial-por-conta.html

    Caiam-lhe os parentes na lama discutir nestes termos?

    Ninguém está a sugerir desistir da revolucão. Mas até lá, que tal dar um contributo decisivo para minorar as desigualdades um pouquinho que seja?

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  87. 87 87  Bolota

    “ assim como acho que posso fazer convergências com…”

    DO,

    Como é que se converge com quem se diverge visceralmente???

    “ só se for a mesma que elegeu a camarada Marisa Matias para o PE, que ao que consta por aí é a namorada do camarada Miguel Sacadura Cabral Portas. “

    Porque é que temos de alimentar as QUECAS do Portas

    DO, continuo a achar que você é dos poucos puro que trabalham mais com que mama, mas…o que tem o Bolota a ver com a China ou mesmo o que tem a China a ver com a discussão???

    Dai, vou repetir, estes post é a medida do BE, nem intenção chega a ser

    Sabe quem tem razão???? O Portas, é o que se pode dizer: mesa, cama e roupa lavada á conta dos otários.

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  88. 88 88  Francisco

    Em boa hora te lanças-te nesta cruzada, no meio disto tudo uma coisa é certa. O Bloco tem de definir o que é que quer e como o quer. Pelo menos balizar isso, a partir daí é estudar e experimentar que forma de convergências e de organização construiremos. Mas em grande medida o objectivo de reconfigurar a Esquerda já foi atingido, para além disso o contexto socio-político em q se move o Bloco é muito diferente do q se passava à 11 anos.

    é definitivamente o momento de: “Que floresçam 100 flores, que 100 escolas de pensamento surjam e debatam…” e que seja pa efectivar, de facto, as conclusões a que se chegarem. (ao contrário do trágico destino do antecedente histórico q citei, se bem q a ideia original é esta…)

    http://mundoemguerra.blogspot.com/

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  89. 89 89  Sebastião Dias

    «Pelo contrário, Sebastião. Tirando o ar de nerd (acho eu), reparo que sou um perfeito bloquista.»

    O Daniel não ter ar de nerd, o Fazenda não é careca, o Rosas não está na meia idade e o Louçã não é gordo. A minha definição não pode ser absolutamente certa para todos os elementos deste grupo, mas fica a comparação facilmente observável da imagem delas e deles.

    Mas, aparte esta questão de imagem, cuja intenção não foi fazer o Daniel sentir-se visado, qual a pertinência das minhas questões relacionadas com a estratégia política do partido em dar relevância especial aos temas fracturantes, capitalizando apenas a minoria que defende estes temas e criando anticorpor à maioria do eleitorado alérgica a estes temas?

    Insisto na questão dos temas fracturantes pois estes são os que vêm à memória da maioria das pessoas quando se lhes fala do bloco.

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  90. 90 90  Rui F

    84 Antonio Sousa

    o seu “discurso” não tem ponta por onde se lhe pegue!

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  91. 91 91  Babalu

    Tenho uma proposta para o jof:

    Que tal “Gerir o capital” e “tentar combatê-lo” EM SIMULTÂNEO?

    Por exemplo ir a votos e dizer (que o BE não tem a coragem de dizer): Se ganharmos as eleicões acabamos com o capitalismo. Mas, se não ganharmos então, para já cooperamos para coisas como impostos mais progressivos, mais saúde pública, etc…

    Trabalhar pelo mal menor é sempre antagónico de trabalhar pelo “objectivo final”? Não digo sempre, mas às vezes?

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  92. 92 92  antónio sousa

    99 Rui F
    -Se não tem ponta, por onde se lhe pegue .
    -Porque pegou o senhor, naquilo que não tem por onde se lhe pegue.
    -Não me diga que é como os dirigentes do BE, que pegam em tudo que lhes dá um certo jeito.
    Passa bem.

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  93. 93 93  Minhoto

    Bem vamos ao que realmente interessa.
    Quem é a moça do Bloco?
    Deste ponto de vista parece prometer.

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  94. 94 94  Pedro Martins

    Já reparou que o BE serve para os eleitores do PS com uma conta à ordem. Quando estão zangados com o partido depositam os votos no BE, mas quando passa a zanga vão levantá-los.

    [Responder]

  95. 95 95  Lage

    Apreciei este post do DO.

    Seja como for, a minha opinião é a de que ao Bloco as eleições não correram tão mal como muitos para aqui as pintam. Bastava inverter-mos as datas das eleições e estávamos agora (na recta final) eufóricos a celebrar os 10% das Europeias..

    Mas houve realmente um amargo de boca que se chamou Autárquicas 09.

    È preciso colmatar esta enorme brecha que ficou a claro nas Autárquicas mas que de certa forma é compreensivel. Ou seja, a um partido JOVEM pede-se que vá criando raizes e bases solidas. Vulgo trabalho de base; No terreno. È ai que é necessário criar dentro do partido uma estrutura ancora, central, nuclear, que possa acompanhar, dinamizar e sobretudo apoiar os autarcas locais POR TODO O PAÍS. è uma tarefa exigente em meios e pessoas, mas deixar-mos os autarcas (por todo o pais) entregues a si proprios é uma situação que temos que inverter custe o que custar. Dividir o País; Criar um núcleo de Apoio Norte, um núcleo de Apoio centro e um núcleo de apoio Sul estando estes 3 ligados à Nacional. Com pessoas capazes e uma boa estratégia consegue-se dinamizar os nossos autarcas locais, que por sua vez sentirão mais apoio, capacidade e condições para desemvolver mais trabalho local.

    Outra questão (vai ao encontro do ponto 3) é a de que temos que conseguir consolidar o voto dos nossos eleitores. Para mim o termo é CONSOLIDAR CONSOLIDAR CONSOLIDAR o eleitorado. Só após um grande esforço para consolidar o eleitorado de forma a não andarmos ao sabor “dos humores dos sufrágios” poderemos dedicar-nos a fazer crescer mais e mais o eleitorado, com Alegristas e Outros ou não.

    Como diria Alguém « parecendo dificil, não é nada facil». Dai o nº de comments ao seu útil Post.

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  96. 96 96  Fado Alexandrino

    Eu entendi perfeitamente o programa do BE e tanto que entendi, que votei Bloco e fui candidato Autárquico!
    Quem não entendeu foi a maioria da população

    Como diz outro, a solução é mudar a população.

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  97. 97 97  José Bastos

    Vi este video e, não sei porquê, fez-me lembrar o Bloco:
    http://www.youtube.com/watch?v=IgNf-2z-728&feature=related

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  98. 98 98  xatoo

    83 rafael
    claro que propôr a namorada de um tipo com notoriedade politica em lugar elegivel numa lista de politicos não tem nada ver com politica.
    Tanto que não tem que o Daniel nem sonhou em desfazer alguma dúvida sobre alguma segunda intenção na “eleição” de Marisa Matias para o PE. Tá-a-ver? tem-nada-a-ver

    [Responder]

  99. 99 99  Mário

    #85 Pedro M

    LOL

    “Não bastam os trabalhadores e os intelectuais. Falta-lhes o conhecimento do outro lado – dos empresários, gestores e altos quadros. E para um partido se afirmar como uma alternativa credível de governação, tem que convencer os eleitores que tem as competências necessárias”

    Segundo este senhor, apenas os empresários e gestores têm competência de governação. Lindo. Quem o ouvir parece que estes últimos são os cidadãos de primeira, ou parece-me? Ouço com cada parvoíce.

    [Responder]

  100. 100 100  JMB

    Ao viana #77

    Talvez não esteja a fazer a devida leitura. Permita-me: a estratégia de vitimização do BE não leva a lado nenhum. É certo, a título de exemplo, que a manchete do Expresso sobre o PPR do Louça cheirou a esturro, mas também é verdade que quem chamou os PPR’s à colação foi o próprio. E, a meu ver, de uma forma pouco correcta, pois não é verdade que todos os PPR’s tenham rendabilidade volátil e, eventualmente, negativa. Existem PPR’s com garantia de capital e juro. A forma como o líder do BE abordou o assunto foi altamente facciosa, e o feitiço virou-se contra o feiticeiro. Ressalvo que defendo a manutenção dos PPR’s da banca privada a quem os queira subscrever sem que tal, no entanto, permita qualquer dedução fiscal. Seria um produto de poupança como qualquer outro.

    Quanto à nacionalização de toda a banca, li atentamente o programa e apercebi-me que tal não era, de facto, a ideia subjacente. No entanto, a forma como estava redigida induzia a que tal leitura pudesse ser feita. A simples frase “A banca, os seguros e todo o sector financeiro são decisivos para a actividade económica, para o crédito e para a vida das pessoas e por isso devem ser públicos ou estar sob o controlo de
    políticas públicas.” já permite leituras enviesadas, e foi isso que aconteceu. E o pior é que o FL, confrontado pelo Sócrates, pareceu comprometido, quase que apanhado em falso. Daí a minha afirmação “Apresentem um pré-programa à discussão, via Web. Muitos dos excessos verbais, cometidos no programa para as legislativas, teriam sido sinalizados e corrigidos.”

    É só.

    [Responder]

  101. 101 101  Bolota

    “ É assim que se faz esquerda moderna, seja no BE, no PC ou no PS… “

    miguel vale de almeida,

    Porque teimam é apelidar o PS de partido de esquerda??? E já agora, o que é fazer esquerda moderna???

    Minhoto,

    A moça do Bloco, é tão simplesmente a deputada ao Parlamento Europeu do BE, de seu nome Marisa Matias.
    Agora pergunta o Minhoto, o que de tão relevante fez a moça na politica nacional para merecer tamanha distinção??? Pois…nã sê

    [Responder]

  102. 102 102  Babalu

    Para quem sacraliza a palavra “esquerda”: Pronto o PS é de direita. Estão felizes?

    Fazem lembrar aqueles protestantes fundamentalistas que recusam chamar os católicos de cristãos.

    OK, agora que concordamos que o PS é de direita, uma pergunta:

    Preferem que a política de impostos seja feita com o PP, com um aumento da regressividade e da inequidade ou, pelo contrário, com a “verdadeira esquerda” do PC/BE com um aumento (provavelmente não tão grande quanto o desejado) da progressividade e da justica social?

    Eu sei que no PS há muitos José Lellos, mas já repararam que também há muitas Anas Gomes?

    Sem dúvida, que se quiserem procurar tralha no PS, têm muito por onde pegar, porque ela existe. Mas de repente até parece que ficam contentes em encontrar as partes piores. De repente até parece que têm gozo e satisfacão por encontrar justificacão para poderem ficar na torre marfim de uma qualquer “posicão pura”.

    Não se pede para que as pessoas mudem de ideias ou vendam a consciência. Não é necessário deixar de ser anti-capitalista, caso o sejam. Pede-se muito menos: que se encontrem convergências quando as há. E que, de vez enquando, se engulam alguns sapos – de parte a parte, em nome da criacão de uma dinânica progressista que nos permita fazer um Portugal menos iníquo, mais justo.

    [Responder]

  103. 103 103  Bolota

    “ Eu sei que no PS há muitos José Lellos, mas já repararam que também há muitas Anas Gomes? “

    Babalu,

    Tirando o papel que Ana Gomes desempenhou em Timor Leste, qual é a diferença entre ela e o Lello??

    Quem aplicou o código de trabalho em vigor, foi: a ala do Lello, da Ana Gomes, o PS de direita ou de esquerda???

    Se quiser eu soletro: o PS dos últimos 4 anos NÃO é de esquerda. Quem disser o contrario está a baralhar os incautos.

    Já reparou que quem engole os sapos, são sempre os mesmo??? Dava-lhe exemplo mas não estou p´ra virado.

    [Responder]

  104. 104 104  Militante do BE

    Os heróis da II internacional, principais culpados pelos falhanços do BE, pretendem agora imputar culpar nas correntes organizadas e clandestinas do BE. Ganhem juízo?

    O debate que deve ser feito é o debate ideológico entre as três principais correntes (uma organizada, uma não-declarada e de organização espontanea e a outra clandestina): Os trotskistas e neo-trotskistas da RUPTURA/FER, os Sociais-democratas e aliados burocratas – que ocupam os principais orgãos do partido -, e a corrente clandestina do marxismo-leninismo-maoísmo. Estas correntes mais cedo ou mais tarde entram em cisão e sabotam o bloco.

    Mais, o alastramento destas contradições internas mostram a necessidade de uma purga, de uma purificação dentro do Partido, tal é cada vez mais evidente. Portanto, a meu ver o debate interno deve focar-se no seguinte: seguir o caminho de armar os trabalhadores com a teoria revolucionaria de Marx, Lenine, Estaline e Mao; seguir o caminho da teoria de Trotsky ou continuar no caminho de socialismo de boca, e do capitalismo na prática.

    Será o esclarecimento deste caminho que responderá a todas as suas dúvidas e que ajudará o BE a reforçar-se.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Sim, uma purga é o caminho. Sem qualquer dúvida

  105. 105 105  PedroM

    #108 Mário

    “Segundo este senhor, apenas os empresários e gestores têm competência de governação. Lindo. Quem o ouvir parece que estes últimos são os cidadãos de primeira, ou parece-me? Ouço com cada parvoíce.”

    O que está a dizer, pela sua lógica, é que a Lili Caneças, que nunca trabalhou na vida, é competente para liderar a CGTP e que um qualquer ileterado, por ex, poderia ser um Ministro da Cultura? Lindo, Mário, lindo…

    Presumo que a experiência das tomadas das empresas no PREC pelos trabalhadores/PCP lhe tenha sabido a pouco. Foi um êxito de gestão… Só trouxe proveitos e regalias a todos…

    Uma comparação simples para perceber: Para ser treinador de futebol, não é necessário ter jogado ou pertencido ao meio, pois não? Basta ver na tv, ser treinador de “bancada” e dar umas tácticas no café, certo? Não é necessário saber como é que os jogadores reagem e pensam nos diversos momentos, sob pressão ou como é o tal “balneário”, pois não? Deve bastar ter jogado na playstation e já está.

    O que quero dizer é que cada qual tem as competências que tem. Cada macaco no seu galho. Ou está a querer dizer que o C. Ronaldo é cidadão de 1ª e o H. Postiga (isto para não saír do futebol) é de 2ª? É assim que vê as pessoas? É assim que as cataloga?
    Se calhar a solução seria ganharem o mesmo, jogarem o mesmo tempo e por clubes mais ou menos iguais? Isto é que é a “justiça igualitária”? Assim já seriam ambos “cidadãos de 1ª”? É que nem é de uma questão de profissionalismo que se trata – ambos podem ser exemplares. É uma questão de mérito. Valor. Desempenho. Resultados. E numa sociedade de mercado e democrática, isso faz a diferença. É isso que distingue, regra geral, os melhores.
    Querer misturar estes conceitos com “cidadãos de 1ª e 2ª” é triste e lamentável.

    E para acabar, o que disse foi (mais uma vez a comparação de simples entendimento…) que o BE (e o PC), no que respeita a uma parcela fundamental da nossa sociedade (que são os empreendedores, empresários, gestores e altos quadros) não existe; não está representado. Não sabe do que fala. São os tais “treinadores de bancada”.

    O problema é que esse tipo de raciocínio do Mário leva, efectivamente, a um nivelamento “igualitário”: passam todos a cidadãos de segunda (no mínimo). Com excepção, claro, aos poucos iluminados que os hão-de governar. Que esses ditadores nunca se deixam embalar nessas cantigas; afinal são eles quem as cantam… e conhecem bem como acabam!

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  106. 106 106  Henrique Morais

    …” O Caminho da teoria de Trotsky”. Xiça, fico mais descansado. Ja estava a ver que ia dizer para seguir o caminho que Trotsky realizou na Russia e abrir por ai campos de concentraçao ou dominar as massas pelo terror… Se bem que umas purgazinhas à Estaline não fazem mal nenhum. Va. Podemos ir beber uma Coca-cola ou que?

    [Responder]

  107. 107 107  Rui F

    Marx, Lenine, Estaline, Mao, Trotsky…

    É bom mesmo que o BE esclareça QUEM É, e o QUE QUER!
    Já agora não se esqueçam que estamos em Portugal, no século XXI e não na Rússia nos finais do século XIX!

    È bom que decidam o que querem fazer agora que já são grandinhos, pelo menos no parlamento.

    [Responder]

  108. 108 108  Luís Marvão

    Desde já saúdo este post do Daniel Oliveira pela frontalidade das questões aqui formuladas. Questões importantes para o Bloco, que está numa encruzilhada: força em crescimento no país, com um grupo parlamentar forte, continua reduzido ao menor denominador comum em matéria de poder local. É sobre este desequilíbrio que devem meditar os militantes e simpatizantes/votantes do Bloco (em jeito de declaração de interesses, confesso que me incluo entre os segundos).
    É importante que esta discussão se faça sem lançar anátemas sobre os que têm posicionamentos menos alinhados com as matrizes ideológicas das formações partidárias que deram corpo ao Bloco, ou que não provêm delas, mas que sentiram haver aí espaço para desenvolver outras formas de fazer política (como foram os casos de Joana Amaral ou de António Chora, este remetido para a categoria de “pessoas com interesses disparatados” por um comentador deste post, num triste exemplo de intolerância larvar que também existe no bloco).
    Penso que o trabalho ainda assim está mais facilitado na esfera da Assembleia da República, onde o grupo parlamentar até nem se tem comportado apenas como a expressão de um partido de protesto ou de oposição (não estou a desvalorizar estas dimensões, que são indissociáveis do processo democrático, feito de conflito e divergência), mas ao invés tem sabido apresentar propostas para melhorar a prática governamental.
    Mas, entre esse trabalho no plano das instituições políticas superiores e o poder local, há um hiato que urge preencher. É importante que os eleitos do bloco, nas vereações, assembleias municipais e de freguesia, dêem a conhecer os seus projectos e propostas às populações. E que não se dêem a conhecer apenas como gente denuncia as más práticas dos executivos autárquicos, mas tb como gente que contribua, com outras propostas, para a resolução dos problemas das populações. Penso também (aqui mudei de opinião) que os vereadores eleitos deveriam manifestar a sua disponibilidade para assumir pelouros nos executivos camarários. Pode ser um risco, mas ainda assim um bom risco. Lembro que, em câmaras mais a norte, os vereadores da CDU não raro aceitam pelouros em executivos camarários dominados pelo PSD e conseguem mesmo assim ter o reconhecimento dos eleitores/munícipes (vide o exemplo de Rui Sá no Porto; também poderia citar Coimbra). Ficar apenas e só como provedor dos munícipes, é abraçar o caminho da irrelevância política.
    Por último, julgo que há pessoas que estão no terreno, em associações que perseguem fins sociais, culturais, etc. (nalguns casos até são militantes do BE) e que depois não são aproveitadas nas campanhas locais. Julgo, enfim, que é preciso mais abertura às sociedade civil local.

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  109. 109 109  Pedro Lourenço

    Não sou militante do BE.
    Não voto BE desde há vários anos e quando o fiz foi por um voto de protesto.
    A realidade do BE é esta: É um partido de votos de protesto, sem capacidade de fidelização do seu eleitorado porque não tem a antiguidade nem o carisma do PCP nem a capacidade de liderança nem a vontade de governação do CDS.
    Portanto, enquanto o BE não ultrapassar a fase do voto de protesto para a fase do partido de governação, terá sempre resultados muito flutuantes, de acordo com os interesses do voto útil.
    Enquanto o nosso Bloco Central (PS e PSD) dominar a política nacional, o BE (e também o CDS, porque a CDU é um caso à parte) serão sempre penalizados com o voto útil.
    E o drama do voto útil que penaliza o BE é devido ao eleitorado não saber o que o BE vai fazer com esse voto. Se vai fazer oposição, se vai ajudar na governação, se vai viabilizar alianças ou não, etc…
    Este é um problema que só será resolvido pós-Louçã, pois com Louçã na liderança do BE, dificilmente o BE será um partido de governação e um partido que viabiliza alianças em prol de um mal menor…

    [Responder]

  110. 110 110  Bolota

    Amigo Purga,

    Mas qual partido??? O BE é um movimento…e é dirigido colegialmente.

    Sabe qual é o quadro, (não digo militante porque não sei se é), do BE indigitado para vice-presidente da assembleia da republica??? É o Luis Fazenda…o mesmo que foi candidato á câmara de Lisboa e falhou estrondosa. Já reparou que são sempre os mesmos???

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  111. 111 111  Babalu

    “Se quiser eu soletro: o PS dos últimos 4 anos NÃO é de esquerda. Quem disser o contrario está a baralhar os incautos.”

    Fixe. Não é de esquerda. A partir deste momento o Bolota é o proprietário do termo (sugiro que faca registo de propriedade).

    Agora que resolvemos isso, podemos então discutir coisas pragmáticas: Que tal ciclovias em Lisboa? Proponho uma alianca entre eu (de direita, visto votar PS e não ser anti-capitalista) e o bolota com o objectivo de pressionarmos a câmara e o governo central com vista a este objectivo.
    Pergunta: Eu ser de direita, enoja-o de se juntar (por apenas este assunto) comigo com vista a este objectivo? Por mim pode continuar a ser marxista-leninista-trotsquista-estalinista-comunista-ou-o-que-for. Não me aquece, nem me arrefece. Mas podemos falar sobre menos carros em Lisboa (se não for de Lisboa, substitua pela sua localidade)? Mais transporte público, menos carros?

    “Já reparou que quem engole os sapos, são sempre os mesmo??? Dava-lhe exemplo mas não estou p´ra virado. ”

    Não pode dar exemplos pois estes NÃO EXISTEM. Ou melhor, o único caso de convergência problemática (coligacão, no caso) entre o PS e o BE foi em Lisboa. Tem apenas UM ÚNICO EXEMPLO. Os exemplos de votos comuns na assembleia são raros, e parece-me que não muito graves. Por exemplo no caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo, parece ser só um compasso de espera por parte de um PS demasiadamente tímido. Depois há a IVG, etc, etc…. Foi assim tão mau as vezes que tivemos juntos?

    E relativamente a Lisboa, 2 notas:
    1. Penso que os amigos do PC que estejam a ler, concordarão que coligacões com o PS em lx não foram assim tão más. Vários bloquistas provavelmente concordarão também, aposto.
    2. O eleitorado de esquerda em Lisboa falou. Não me parece que tenha deixado grande margem para interpretacão sobre qual o sentimento do “povo de esquerda” lisboeta. Poderá não concordar (e está no seu direito), mas muitos bloquistas (e muitos comunistas) sentiram-se confortáveis com a coligacão Costa-Roseta-Fernandes.

    Sobre a Ana Gomes, recomendo a todos a leitura do blog onde ela escreve (Causa nossa). Assim, podem formar ideias lendo originalmente da fonte (em vez de confiarem em bolotas ou babalus). É também um bom blog para ver que qualquer convergência não será fácil (O PS tem muitos Vitais Moreiras – que também lá escreve – muito desconfiados do PC/BE).

    Convergências serão díficeis. Mas acho que valem a pena. E mesmo que falhem no curto prazo, eu vejo isto como um trabalho de longo prazo. Ecumenismo. ;)

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  112. 112 112  antónio sousa

    “o Daniel Oliveira, já perdeu o sentido das palavras, -ideologia para ele, foi-se em tempos idos, ontem 14/10, assisti na RTPN a um discurso que até me colocou os poucos cabelos que tenho na cabeça em pé, a certa altura interpolou a Joana Amaral Dias, dizendo que o Sócrates e os seus ministros até trabalharam muito bem e eram muito competentes, adorava saber o que aconteceu para um fundador do BE, MVA, ter virado tanto à direita,”
    —————————–
    -Isto foi gamado num blog da concorrência..
    Ora diga lá senhor DO, disse mesmo isto assim ou tem mais molho.
    - Para quem votou BE, é como mosca na sopa …
    -Não quer desmentir.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Tendo em conta que nunca fui à RTPN, é pouco provável que o tenha dito.

  113. 113 113  antónio sousa

    -Bem se não foi o senhor alguém do BE, que não conheço foi.
    Por enquanto a mosca continua na sopa; já chamei a gerência e caso não de explicação chamo a ASAE .

    [Responder]

  114. 114 114  Bolota

    Babalu,

    Você que enche a boca de PS, sabe qual é a diferença entre PS e Partido Socialista??? Se responder, respondo-lhe ao post com os tais exemplos que diz não haver. Se não souber responder, acho que vou manda-lo pastar caracóis.

    Nota: acabou por não me responder se há ou não alguma diferença entre o Zé Lello e a Ana Lella.

    [Responder]

  115. 115 115  neo_realismo na literatura

    Ainda o caso da RTPN, foi o Miguel Vale Almeida quem interpelou a Joana Amaral Dias, a propósito do bom trabalho de sócrates e dos ministros.

    [Responder]

  116. 116 116  joaquim azevedo

    1 – Boa iniciativa do Daniel Oliveira. Há que romper com a tradição dos partidos “fechados em si próprios”. Parabéns, portanto.

    2 – A grande participação de aderentes e/ou simpatizantes do BE neste post pode ter várias leituras, a saber:
    a) vontade de contribuir genuinamente para a discussão aberta destes problemas;
    b) necessidade de sair de uma certa asfixia (sim, asfixia) que pode estar a acontecer em determinadas estruturas locais do partido;
    c) tentação de se colocarem em “bicos de pé” fazendo do resultado autárquico arma de arremesso contra uma direcção que fez o BE chegar a um nível de influência que ninguém achava possível há dez anos atrás;
    d) procura de protagonismo pessoal aproveitando a abertura (quantas vezes irresponsável) do Bloco à chamada “sociedade civil”. Já conheci muito oportunista independente a querer aproveitar a onda…

    3 – Não pretendo discutir as questões internas (só as internas) do Bloco num fórum público. Discuto-as nos locais próprios, nas estruturas do partido.

    4 – Acrescento apenas um ponto aos doze que o Daniel colocou. Tem a ver com os “turbocandidatos”. É preciso saber se candidatar os mesmos personagens a vários lugares, como fazem os outros partidos, corresponde a uma prática correcta e plausível. Eu, desconfio que não.

    [Responder]

  117. 117 117  antónio sousa

    -Se alguém, estiver na disposição de me esclarecer, agradeço.

    -E esse tal Miguel Vale Almeida é o que, no BE
    dirigente ou simples apoiante de ocasião .

    [Responder]

  118. 118 118  Babalu

    Bolota,

    Relativamente ‘a camarada Ana Gomes, nao falo por ela. Boca grande tem ela, para falar. Sugiro que leia o que ela escreve, por uns meses. Depois me diga, em consciencia, se nao fica com uma pontinha de simpatia pela senhora. Uma pontinha, so.

    Ja agora o Bolota tambem nao respondeu a minha pergunta: La por eu ser pro-economia social de mercado, la por eu ser orgulhosamente reformista, isto e razao suficiente para nao se juntar comigo em prol de mais transporte publico, em prol de impostos mais progressivos? Provavelmente, eu suponho, que nos podemos juntar – casuisticamente – contra aqueles que, ate no meu partido, querem mais inseguranca laboral e estao confortaveis com mais desigualdade… Mete-lhe assim tanto nojo que eu seja pro-mercado ao ponto de nao cooperar comigo em coisas nas quais aposto que concordamos?

    PS – O reformista Lula la conseguiu baixar a malnutricao em 73% em 6 anos, nada mau para um simples reformista http://www.actionaid.org/main.aspx?PageID=1381

    PS 2 – Sobre a pluralidade no PS (e com os seus vareadores independentes): http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405489&idCanal=12 .

    PS 3 – Vi isto no publico:

    “A nossa produtividade continua muito baixa, não justifica as remunerações médias que exibimos e a competitividade permanece em queda.” – António Nogueira Leite, economista, “Correio da Manhã”, 16-10-2009

    Aposto que pensamos EXACTAMENTE O MESMO sobre isto.

    [Responder]

  119. 119 119  Bolota

    “ Relativamente ‘a camarada Ana Gomes …”

    Babalu,

    Ana Gomes é a maior…é tão grande, tão grande que o PS sentiu necessidade de a colocar em dois lados ao mesmo tempo, tal a sua grandeza…melhor que ela só a Elisa Ferreira, a da gamela.

    “ Lá por eu ser pro-economia social de mercado , lá por eu ser orgulhosamente reformista…”

    Você será tantos lás quantos muito bem entender. Eu no mínimo tenho o direito de ser mais prós lés. Uma sociedade que trata assim a sua juventude, os seus estudantes está condenada ao fracasso a médio prazo. Como não podia deixar de ser: Ensino privado continua a ter os melhores resultados do país

    Sabe o que me apetece dizer??? Assim não brinco.

    “ O reformista Lula ja conseguiu baixar a malnutrição em 73% “

    Comparar Sócrates a Lula, é comparar cagalhões com marmelos.

    “ Sobre a pluralidade no PS “

    Apela no voto útil á esquerda, conseguindo-o de alguma forma e, procura parceiros para governar á direita.
    Esta Helena Roseta, não é a mesma que dizia cobras e lagartos do Costa, mas agora foi coligada com o Costa??
    Eu não chamaria a isto pluralismo, chamar-lhe-ia mais falta de carácter.

    “ Aposto que pensamos EXACTAMENTE O MESMO sobre isto.”

    Por acaso não,

    Se eu produzo pregos á bigorna e o Babalu os produz em linha de montagem, a minha produtividade não pode ser igual á sua.
    Se o Babalu, mamou tudo o que era fundo europeu e aplicou os mesmo em tudo menos na modernização do equipamento, que culpa tenho eu que os continuo a produzir , poucos, mas na bigorna já que não tive acesso a fundos??

    Um reparo, Salazar andou por cá, 48 longos anos. O Bloco central, vai a caminho dos 40. Só seu PS, nos últimos 12 anos governou 10. Depois a mim é que me mete nojo??? Quem tem de mudar é o Babalu, NÃO o Bolota. O Bolota, nunca chegou a ser poder.

    Afinal, sabe ou não qual é a diferença entre o PS e o Partido Socialista???

    [Responder]

  120. 120 120  Bolota

    “ Relativamente ‘a camarada Ana Gomes …”

    Babalu,

    Ana Gomes é a maior…é tão grande, tão grande que o PS sentiu necessidade de a colocar em dois lados ao mesmo tempo, tal a sua grandeza…melhor que ela só a Elisa Ferreira, a da gamela.

    “ Lá por eu ser pro-economia social de mercado , lá por eu ser orgulhosamente reformista…”

    Você será tantos lás quantos muito bem entender. Eu no mínimo tenho o direito de ser mais prós lés.
    Uma sociedade que trata assim a sua juventude, os seus estudantes está condenada ao fracasso a médio prazo. Como não podia deixar de ser: Ensino privado continua a ter os melhores resultados do país

    Sabe o que me apetece dizer??? Assim não brinco.

    “ O reformista Lula ja conseguiu baixar a malnutrição em 73% “

    Comparar Sócrates a Lula, é comparar cagalhões com marmelos.

    “ Sobre a pluralidade no PS “

    Apela no voto útil á esquerda, conseguindo-o de alguma forma e, procura parceiros para governar á direita.
    Esta Helena Roseta, não é a mesma que dizia cobras e lagartos do Costa, mas agora foi coligada com o Costa??
    Eu não chamaria a isto pluralismo, chamar-lhe-ia mais falta de carácter.

    “ Aposto que pensamos EXACTAMENTE O MESMO sobre isto.”

    Por acaso não,

    Se eu produzo pregos á bigorna e o Babalu os produz em linha de montagem, a minha produtividade não pode ser igual á sua.
    Se o Babalu, mamou tudo o que era fundo europeu e aplicou os mesmo em tudo menos na modernização do equipamento, que culpa tenho eu que os continuo a produzir , poucos, mas na bigorna já que não tive acesso a fundos??

    Um reparo, Salazar andou por cá, 48 longos anos. O Bloco central, vai a caminho dos 40. Só seu PS, nos últimos 12 anos governou 10. Depois a mim é que me mete nojo??? Quem tem de mudar é o Babalu, NÃO o Bolota. O Bolota, nunca chegou a ser poder.

    Afinal, sabe ou não qual é a diferença entre o PS e o Partido Socialista???

    [Responder]

  121. 121 121  nuno

    A bipolarização e a escassa implantação política local são razões que podem ser invocadas para explicar os fracos resultados eleitoriais obtidos pelo Bloco de Esquerda nas eleições autárquicas. Contudo, estando em jogo configurações político-partidárias muito distintas a nível concelhio (tanto em termos de propensão para a bipolarização como em termos de implantação local), as razões invocadas para a derrota revelam-se implausíveis para compreender o padrão de resultados verificado em todo o país.
    Na verdade existe (não é de agora e todos bem o sabem), uma outra hipótese explicativa, bem mais consistente e estrutural, de que o recente desaire eleitoral é apenas um sintoma. A formulação desta hipótese é simples e assenta em dois pressupostos: o de que a capacidade de crescimento significativo do Bloco de Esquerda se faz essencialmente junto de eleitorado do PS; e que uma boa parte desse eleitorado, ao votar Bloco, tem a expectativa de que este contribua activamente para uma reorientação realista das políticas, não se confinando portanto ao altar do protesto (nem evitando, a todo o custo, qualquer compromisso com o poder e a governabilidade).
    Perante esta encruzilhada, o BE encontra-se a atravessar um tempo decisivo de definição, devendo reflectir sobre o rumo a seguir. A diferença de opções é a que existe, por exemplo, entre limitar-se a propôr a suspensão do modelo de avaliação de desempenho docente ou apresentar e negociar, com o governo, um modelo alternativo. A eleição de José Manuel Pureza para líder parlamentar é um excelente sinal de que o Bloco de Esquerda quer trilhar o caminho da governabilidade e do compromisso com a vida quotidiana das pessoas. Que assim seja.

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  122. 122 122  joaquim azevedo

    António Sousa #128, o Miguel Vale de Almeida já saltou para o PS. Agora é amigo do Santos Silva, deve privar de perto com a Maria Lurdes Rodrigues e, provavelmente, dar-se de abraço com o Dr Vitalino que é provedor das empresas de aluguer de mão de obra precária e barata. Deixe-o lá ficar…

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  123. 123 123  fernando

    113 Militante do BE
    Concordo plenamente com a análise.

    80 Zé dólhão

    No Algarve a linha maoista foi derrotada em toda a linha, tendo escapado os núcleos de formação recentes, o núcleo de Olhão e manteve-se em Portimão onde o Louçã apostou esquecendo Olhão.
    Tive oportunidade de dizer ao louçã no final do jantar de 5º feira em portimão que com dirigentes com palas nos olhos, que não ouvem nem aceitam opiniões contrárias sendo logo acusados de perigosos divisionistas, com discursos batidos, velhos e gastos do tempo marxista/maoista, não captariamos votos nem juventude. Aqui em PTM não se consegue captar jovens pois são logo afastados pelo que até agora foi candidato à câmara. Espero que esta linha faça a sua anaálise e deixe outros com ideias diferentes e mais ousadas peguem no destino autárquico e mudem a face do Algarve.

    Por mim, candidato em PTM a uma junta, felicito o João Pereira por tudo o que enfrentou, começando pelas calúnias levantadas não só pelo tal que falou mas… e pela capacidade de desenvolver um trabalho que deu frutos. Parabens João Pereira. Força.

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  124. 124 124  á de moura pina

    De todos os medos, o medo.

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  125. 125 125  Maria

    bloco de esquerda.apresentou-se em eleições sacou votos e agora não quer fazer alianças-então para que serve afinal?

    http://apombalivre.blogspot.com/2009/10/bloco-de-esquerdaapresentou-se-em.html

    [Responder]

  126. 126 126  Nalvic

    Pois é Daniel, mas pelo menos o Bloco não se depara os problemas que CDS enfrenta, como o Daniel tão bem explicitou neste post: http://arrastao.org/expresso/um-homem-so/#respond

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  1. 1 Arrastão: Não era assim tão dificil de perceber
  2. 2 Statu Quo, por Claudio Carvalho | BE, Estalinismo, Colectivismo Burocrático

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