Há 150 mil professores e educadores. Hoje aconteceu a maior manifestação de uma classe de sempre: 120 mil professores. Resposta da ministra? Sempre a arrogância. Estará uma classe quase inteira enganada?


184 respostas ao post “120.000”  

  1. 1 1  JLS

    «Estará uma classe quase inteira enganada?»

    Sim, claramente, tendo em conta que as burocraciazinhas do regime de avaliação dos professores não é muito diferente das burocracias do regime “geral” da função pública. Regime esse que está em vigor desde 2004.

    Há muita gente enganada há… ou então existe muita má fé por parte dos sindicatos. Mas não deixa de ser extremamente ridículo que queiram negociar um novo regime, quando este já foi negociado e, sobretudo, porque o que querem, no fundo, é que não exista avaliação alguma, como ficou claramente provado na manifestação de 8 de Março.

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  2. 2 2  Bolota

    DO,

    Se fosse só a ministra…

    Como é possível que se escreva assim sobre uma classe??? Vindo de quem vem, é mesmo ofensa.

    http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentid=55D3E127-C50B-44F0-A316-E8A108285C2E#comentarios

    Não sei se vai ser publicado, mas aqui vai o comentário que deixei no “correio da manha”:

    Rangel.

    Com a cegueira em atacares o Mario Nogueira, esqueces-te que quem vai á manifestação são professores licenciados.

    Esta tua agressividade deve vir dos tempos da TSF em que não havia porta que te resistisse. Os grande…jornalistas é assim que se comportam.

    Tem vergonhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa e respeita uma classe que está a ser ultrajada

    Aborrecem-me estes bajuladores baratos

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  3. 3 3  LAM

    Dados os números desta manifestação, dado o flic-flac à rectaguarda de Manuela Ferreira Leite (e o Luis Filipe Menezes é que era demagógico e populista…), cheira-me que esta ministra, antes do ano novo vai pelo mesmo caminho do Correia de Campos. Eleições são em Março, certo?

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  4. 4 4  AindaPiorBlog

    Eu penso que eles hoje tenham ido a Lisboa apenas em visita de estudo (vulgarmente denominada de passeio)…

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  5. 5 5  ruimventura

    sobre a recusa da avaliação (por mais que esta recusa seja “escondida” de várias formas) nicles.
    sobre a mania dos profs. de serem trabalhadores especiais, nicles.
    sobre a forma como se deslocam em autocarros alugados para virem a LISBOA, nicles.
    sobre o aproveitamento politico do BE e do PCP a agora tambem da beata Manuela, nicles.
    sobre,sobre,sobre………, nicles.
    Mas sobram 3o mil. e acredita e noticia e o pai natal tambem é gente e eu sou a rainha da Inglaterra

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  6. 6 6  Daniela Major

    Sinceramente, o que me irritou foi mais a maneira como ela falou dos alunos. O ar trocista da senhora. Como se a manif dos alunos não tivesse tido importancia nenhuma, devido à idade deles. Como se não tivessem idade para falar. Como se não fossem importantes. A maneira como nos diminuiu naqueles 30 segundos foi insultuosa. Como aluna senti-me insultada e revoltada.

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  7. 7 7  A.R.A

    Infelizmente neste país, é impossível haver dialogo sem luta e mobilização. Por outro lado, é sempre de salutar a capacidade de, em democracia, fazer valer os seus direitos; não só laborais como também de cidadania; numa sociedade que vive no presente uma grave crise financeira, como também de valores morais onde o espectro do desemprego que ao invés de unir torna-se num factor fraccionário para o salve-se quem puder.

    É inspirador vislumbrar uma classe tão importante como é a dos professores demonstrarem tamanha união na luta pelos seus direitos, até certo ponto a partidária, tendo em conta que é o futuro das novas gerações de cidadãos que estão em causa, pois sem um ensino sólido e equilibrado nunca poderemos aspirar por um país desenvolvido pertença de um mundo vanguardista.

    Na verdade, o que este e outros governos que o antecederam têm procurado sistematicamente alcançar é o fim da escola pública (basta só ver o ranking das escolas em Portugal) que definha desamparada ano após ano embora se continue a gastar milhões com o ensino, o que causa uma certa estranheza e já que andamos numa de exigir responsabilidades das entidades reguladoras deste país porque não pedir contas ao que se gastou até agora sem quaisquer resultados práticos numa área de fulcral importância como é a educação.

    Um povo iletrado facilmente é enganado e elitizar o ensino é meio caminho para uma sociedade submissa que ainda nos está demasiadamente fresca na memória.

    Mas não basta criar condições para que os nossos professores tenham meios para melhor fazerem o seu trabalho mas também incentivar os nossos “cérebros” a se instalarem no seu próprio país cativando-os de modo a que sirvam de inspiração para gerações vindouras.

    Enquanto os nossos governantes insistirem numa visão serôdia e provinciana acerca do sistema de ensino, nunca terão a capacidade de inovar o futuro de Portugal, e não é com o Magalhães a falar Inglês que a coisa vai lá!

    Um forte e sentido abraço a todos os que,hoje, se apresentaram em luta na Praça do Comércio!

    Aquele Abraço
    A.R.A

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  8. 8 8  Pedro Sales

    Ruimventura

    “sobre a forma como se deslocam em autocarros alugados para virem a LISBOA, nicles.”

    Como é queria que viessem a uma manifestação nacional? de skate? patins? a pé ou ao pé cochinho?

    Mas o Ruimventura tem razão. Normal é o que aconteceu na noite eleitoral para as últimas intercalares em Lisboa, com António Costa e Sócrates a festejar perante algumas centenas de pessoas do Alandroal, Cabeceiras de Basto, V.N. Famalicão e Teixoso? Tudo freguesias alfacinhas, como se percebe. Isso sim, é que é normal.

    http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/07/o-momento-televisivo-da-noite.html

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  9. 9 9  Miguel Lopes

    Então o número faz a razão. Não lhe conhecia essa faceta.

    Cumprimentos

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  10. 10 10  Maria

    Bom
    aparte outras razoes que os professores apresentem para descontentamentos, eu gostaria de ver e conhecer o conteudo e mais subsequente papelada que apresentam como razao maior e especial para nao terem condiçoes nem tempo para ensinar.
    Para que se percebam razoes , nada como ver para crer la dizia S Tome.

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  11. 11 11  Catorga

    Boas, sou professor e fui à manifestação.

    O que critico nesta avaliação é parte dela ser feita pelos coordenadores, estes em muitos casos não são mais competentes que os professores avaliados, algumas alíneas da avaliação são muito subjectivas, várias escolas estão a exigir coisas completamente descabidas, por exemplo, planificações de todas as aulas, portfólio, etc.

    A nível de carreira sou contra a limitação de acesso aos últimos escalões, só 1/3 dos professores é que lá podem chegar.

    Sobre o exame de admissão para professores, que o líder da Fenprof contestou, sou favorável pelo menos nalguns grupos de recrutamento.

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  12. 12 12  larissa

    A Maria tem muita razão. Para além dos ‘minos ‘ com que a ministra é contemplada nunca ouvi por parte dos representantes dos professores uma proposta alternativa á avaliação do ministerio. Já agora o sr. Jerónimo de Sousa também é professor?

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  13. 13 13  Antónimo

    Não simpatizo grandemente com professores nem com muitas das suas queixas – no entanto…

    Dantes, ouviam-se os do costume criticar as manifestações por serem feitas à semana. Como o chato dos contemporâneos (têm o mesmo perspicaz sentido crítico) diziam que os manifestantes não queriam era trabalhar. Agora que as manifes são ao sábado, já os acusam de aproveitarem o dia para trazer a família e engrossar os protestos.

    Curioso que a ministra, que governa com apoio de um partido, acuse os manifestantes (120 mil?) de estarem a soldo de partidos. Será que preferia que só houvesse o partido dela?

    Alguém (para lá de alguns jornalistas/publicistas e dos cegos do “socialismo”) acredita que os sindicatos nunca apresentam propostas sobre avaliação? Alguém acredita que toda aquela gente que se manifesta é comunista?

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  14. 14 14  sumiati

    Estou de acordo: nem todos eram professores, nem todos eram comunistas. Quanto a propostas alternativas se alguém as conhece que fale porque para além do’ não’ e ’sim mas não esta’ não conheço nenhuma .

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  15. 15 15  Zé Bonito

    A luta dos professores tem sido, também, uma lição para aqueles que criticam formas mais duras de luta, como as greves. Depois da manif dos 100 mil, o governo usou a táctica do silêncio, esvaziando os efeitos da mobilização. Já na altura era evidente que os responsáveis pelo ministério estão sozinhos.O que é certo é que continuaram como se nada tivesse acontecido. Veremos se desta vez alguma coisa muda. Mas, enquanto não “doer”…

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  16. 16 16  ruimventura

    Ao Pedro Sales.
    quanto ás “excursões” já não é nicles(a resposta é muito gira..hã..hã…hã)
    quanto ao restante prescindo da razão que me dá.
    tenho tanta repulsa por tal , como parece que tem ou teve.
    os processos são mais ou menos identicos, só que umas vezes são condenáveis outras nem tanto não é ?
    registo que em relação aos “nicles” escolheu um quanto aos outros…………………………………..nicles

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  17. 17 17  JLS

    «Bom
    aparte outras razoes que os professores apresentem para descontentamentos, eu gostaria de ver e conhecer o conteudo e mais subsequente papelada que apresentam como razao maior e especial para nao terem condiçoes nem tempo para ensinar.»

    Maria, pelo que vi na Sic Notícias, imagino que não tenham tempo para concretizar a avaliação por estarem demasiado ocupados a escreverem letras e ensaiarem músicas, a fazer faixas, a distribuír bandeiras, a alugar autocarros e a distribuir os panfletos.

    E o ciclo começou de novo, já está outra marcada. Vai ser um ciclo mais curto, claro, porque estas férias, do natal, também são mais curtas do que as do verão.

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  18. 18 18  Sócrates

    As pessoas devem sem dúvida ser avaliadas, agora há que o ser por pessoas competentes e de forma construtiva.

    Não conheço a fundo o caso dos professores, mas se for como na função pública com as quotas (apesar de toda a gente poder corresponder à classificação de Muito Bom… só alguns é que a podem ter, ridículo)…

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  19. 19 19  Chico da Tasca

    A Ministra arrogante ?????

    Mas há gente mais arrogante, e mal educada até, do que os professores, que até esperas com insultos fazem à ministra ?

    A Ministra tem toda a razãp ! Os portugueses, e são 10 milhões, não são 100 mil, não podem ser chantageados nem intimidados seja por que Classe Corporativa fôr !

    Quem define as regras é quem foi mandatado para isso pelo voto do Povo, não são 100 mil carneiros arruaceiros, e muito menos um Komissário do PCP com a mania que é sindicalista. Falo do individiuo da Fenprof, esse sim arrogante da cabeça aos pés.

    As politicas do país, seja em que área fôr, não podem vir do seio da arruaça !

    O meu total apoio à Ministra da Educação e espero sinceramente que ela não ceda à arrogância dos professores, em ponto nenhum !

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  20. 20 20  Catorga

    Para a Maria e outros comentadores, as fichas do meu Agrupamento:

    Avaliação do Presidente da Escola:

    http://www.eb23-vieirasilva.edu.pt/avaliacao/indicadores_cex.pdf

    Avaliação do Coordenador:

    http://www.eb23-vieirasilva.edu.pt/avaliacao/av_desemp_doc_123ciclo.pdf

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  21. 21 21  A.R.A

    Ao Ruiventura nem dou troco agora o Antonimo quando diz que
    “Não simpatizo grandemente com professores nem com muitas das suas queixas”

    Gostava que me explicasse se é ser cego do socialismo exigir uma escola publica de qualidade ou se a dita qualidade assenta nos “psicotecnicos” ridículos de avaliação dos professores.

    Que sejam avaliados? Sim, agora que o sejam de forma construtiva em prol do desenvolvimento porque o modo que o ministério da educação encontrou é tão dúbio que dá azo a compadrio e simpatias cómodas pois de tão subjectivo que é só ficará bem visto os chamados cheira cús e graxistas.

    A.R.A

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  22. 22 22  JLS

    « Já na altura era evidente que os responsáveis pelo ministério estão sozinhos.O que é certo é que continuaram como se nada tivesse acontecido. Veremos se desta vez alguma coisa muda. Mas, enquanto não “doer”…»

    É muito complicado. Como de certo saberá, este regime tem aspectos muito semelhantes (nas burocracias) àquele aprovado em 2004. Como é óbvio, nem PSD nem PP podem (ou tem legitimidade) para abrir a boca. Resta o BE e o PCP que, enfim, duvido que queiram levar isto até às últimas consequências, que não é a mera suspensão deste regime de avaliação dos professores. Os argumentos que utilizados contra este regime pela esquerda, valem integralmente para os do regime geral de avaliação… E por isso é que é muito complicado voltar-se atrás neste regime já negociado com os sindicatos.

    Dirá que então os sindicatos são os culpados? Que a esquerda está a ser irresponsável? Sim, mas a grande questão, o grande problema, é a defesa dos interesses dos professores e esses, podem ser muitos, mas nunca tiveram uma voz autónoma, independente de politiquices e de sindicatos. Os sindicatos jamais defenderam ou defenderão, sem mais, os interesses de uma classe. Defendem talvez, numa perspectiva trabalhista. Mas as responsabilidades sociais e cívicas que estão inerentes à docência não se podem limitar a isso.
    É absolutamente natural que “esta voz” actual dos professores não tenha mais força. Não fizeram rigorosamente nada nos últimos cerca de 35 anos para que a educação se reformasse. E lembro que, sobretudo em março, muito se falou de os professores estarem a fazer isto “pela educação”. Não estão, é óbvio. Nem podem estar, pois quem os representa não tem nem interesse, nem legitimidade para fazer o que quer que seja pela educação. Apenas o tem para lutar pelos interesses laborais dos docentes.

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  23. 23 23  M.

    Como acreditar numa avaliação anual de todos os professores de Portugal:
    1. que obriga a que cada professor, no início do ano, defina a percentagem de alunos (por turma) que terão sucesso?
    2. que coloca professores de Educação Visual a observar aulas e a avaliar professores de Educação Física; ou professores de Filosofia a fazar o mesmo a professores de História ou de Geografia?
    3. que assenta na “recolha de evidências”, obrigando avaliadores e avaliados a um exaustivo (e inútil) registo de atitudes e acções – a quantos meninos deu os bons dias, quantas vezes os mandou calar, quantas vezes disse mas, …
    4. que desvirtua todo o trabalho cooperativo de uma escola, sobrevalorizando o individual (objectivos, planos, …)
    5. que pretende apenas poupar dinheiro, estabelecendo aleatoriamente quotas por escola;
    6. que vê a escola como uma cadeia de montagem e não como um local onde se aprende;
    7. que obriga “avaliadores” com formações apressadas de 50h a avaliarem de relance 12 colegas, depois de terem dado as suas aulas;
    8. que não estabelece a impossibilidade de “avaliadores” serem responsáveis pela avaliação de familiares, amigos e/ou inimigos

    Isto não é avaliação nenhuma. E, não existe em mais nenhum país da Europa – naqueles em que há sucesso.

    [Responder]

  24. 24 24  Maria

    Para que todos possamos avaliar quem anda a
    a avaliar mal quem , falta muita informaçao e sao os sindicatos dos professores quem deve e quanto antes, deixar que todos nos tenhamos acesso a ela.Atraves dos meios que tanto gostam de usar, basta que queiram e faz-se luz.

    [Responder]

  25. 25 25  Bolota

    “A Maria tem muita razão. “

    Larissa,

    Como sempre…

    Você e a Maria são capazes de explicar á plateia o que leva uma professora de 59 anos no topo da carreira e, sem razão… fazer 300 quilómetros para se manifestar contra o processo de avaliação num sábado??

    Deixe-me adivinhar, como inculta que é…Maria vai com as outras

    Já que estão numa de explicar, expliquem lá como é que o meu comentário ao artigo do Rangel não foi publicado e os que concordam com ele foram?? explicam??

    Só um reparo: somando este 120.000 aos outros 100.000, aceitando estes números como bons perfaz o módico numero de 220.000 professores em protesto que não tendo nada que fazer chateiam a ministra, carregada de razão…

    Tento, tenham tino

    [Responder]

  26. 26 26  Scolari

    A verdade é que os sindicatos rasgaram o acordo que em Março tinham firmado com o Ministério da Educação.
    Também é verdade que pedem a suspensão da avaliação e não apresentam um modelo alternativo.
    O que é que isto demonstra? Que os professores pura e simplesmente não querem ser avaliados.
    Ou querem que eu acredite que ao fim deste tempo todo uma classe que vive de avaliar pessoas não teve tempo de construir um modelo de avaliação altrnativo?

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  27. 27 27  Rafael Ortega

    6 Daniela Major 8 Nov 2008 às 19:56

    E queria que ela fizesse o quê?

    Do que eu li no jornal os manifestantes estavam contra os exames nacionais e pelo “direito a faltar”.

    Até eu, que não sai do secundário há muito tempo, me fartei de rir. Quem quer ser levado a sério tem que fazer reivindicações sérias.

    [Responder]

  28. 28 28  JLS

    «Como acreditar numa avaliação anual de todos os professores de Portugal:
    1. que obriga a que cada professor, no início do ano, defina a percentagem de alunos (por turma) que terão sucesso?»

    Estou profundamente chocado. Nem vou dormir. Enfim, essa “definição” é uma mera estimativa sem grande valor, para além da mera utilidade como referência. Não tem qualquer impacto nos alunos e mau é se os professores não têm uma noção do que fazem e de quem têm à sua frente.

    «2. que coloca professores de Educação Visual a observar aulas e a avaliar professores de Educação Física; ou professores de Filosofia a fazar o mesmo a professores de História ou de Geografia?»

    As competências pedagógicas são universais. As competências científicas não estão propriamente em avaliação… É que repare, ler um manual de uma disciplina, decorá-lo nas vésperas de uma aula e debitá-lo durante a aula, isso qualquer pessoa pode fazer. O que supostamente se apreende e a razão pela qual os professores são licenciados, é para desenvolverem competências pedagócias, para além da mera desbobinação de matéria.

    Eu, por exemplo, podia dar aulas de inglês ao primeiro ciclo, porque tenho, certificadamente, conhecimentos que me permitem exercer tal profissão. Mas nunca me candidatei porque tenho honestidade intelectual suficiente para perceber que não tenho qualquer formação pedagógica para o fazer.

    «3. que assenta na “recolha de evidências”, obrigando avaliadores e avaliados a um exaustivo (e inútil) registo de atitudes e acções – a quantos meninos deu os bons dias, quantas vezes os mandou calar, quantas vezes disse mas, …»

    Então a avaliação ideal, aquela que os sindicatos já estão fartos de propôr (cof, cof) e que vão, com toda a certeza, propôr nas hipotéticas negociações, caso a Ministra, por uma qualquer infeliz razão, decida recuar, não vai consistir numa “recolha de evidências”?

    Ou seja, você vai querer contestar a classificação de excelente do maior idiota que existe na escola, mas não vão existir provas. Não existindo esse requisito legal, como é que você vai impugnar uma avaliação? E se, para além desse “maior idiota” ter tido excelente, você tiver um insuficiente? Como é que você vai impugnar a sua própria avaliação? A resposta a isso também vinha no panfleto do sindicato, ou esqueceram-se?

    «4. que desvirtua todo o trabalho cooperativo de uma escola, sobrevalorizando o individual (objectivos, planos, …)»

    O facto de a avaliação gerar competitividade e superação individual é negativo? Bom, bom. Podem sempre optar por não procurarem melhorar. Há tantos professores desempregados e tantos a saírem das universidades todos os anos.

    «5. que pretende apenas poupar dinheiro, estabelecendo aleatoriamente quotas por escola;»

    Quotas? Quotas de avaliação? São simplesmente um mecanismo para introduzir um juízo subjectivo numa avaliação objectiva. É evidente que não podem existir 100% de excelentes ou 100% de muito bons. Mas parece que é isso que querem. Não me surpreende muito.

    «6. que vê a escola como uma cadeia de montagem e não como um local onde se aprende;»

    Sempre me perguntei onde é que os cartazes, panfletos, bandeiras e músicas seriam feitas. Como nas escolas, estes professores, não estão a avaliar ou a serem avaliados, deve ser mesmo isso que estão a fazer. Linha de montagem é uma boa imagem. Os sindicatos sempre gostaram muito desses tempos.

    «7. que obriga “avaliadores” com formações apressadas de 50h a avaliarem de relance 12 colegas, depois de terem dado as suas aulas;»

    Portanto, há burocracia a mais e há burocracia a menos. Bravo! Este deve ser o melhor argumento que li até hoje sobre esta história toda.

    «8. que não estabelece a impossibilidade de “avaliadores” serem responsáveis pela avaliação de familiares, amigos e/ou inimigos»

    Não precisa de estabelecer, o Código de Procedimento Administrativo já estabelece.

    É triste quando se nota, claramente, que existe tanta gente mal informada e manipulada pelos sindicatos.

    [Responder]

  29. 29 29  Eduardo Lapa
  30. 30 30  A.R.A

    Chico! Larga o vinho e sai da tasca, pois continuas a ver o mundo de um modo demasiado ébrio e o vermelho conspirativo que insistes vislumbrar em todo o lado não é o dos comunas……. é do tinto!

    Os comunistas serão sempre pau para toda a obra e que costas largas têm.

    O mundo está em crise? A culpa é dos comunas
    Existe uma greve/ manif? A culpa é dos comunas
    Patrão não paga? A culpa é dos comunas
    Luta-se pelo direito condigno ao trabalho? A culpa é dos comunas
    Luta organizada contra o fascismo? A culpa é dos comunas
    Deu-se o 25 de Abril? A culpa é dos comunas
    Apareceu a democracia? A culpa é dos comunas

    Ah! Peço desculpa, a democracia e o 25 de Abril deveu-se ao PS/ A.D e a todos os democratas que viviam em Paris (quem se lembra ainda dos que viveram na clandestinidade em Portugal?)

    Chico, deixa estar bebe mais um copo que aqui o comuna já está a divagar.

    Em cada TASCA uma revolução

    A.R.A

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  31. 31 31  algarviu (de portimão)

    Se os opinadores impulsivos soubessem o que é ser professor, hoje…
    Oito a dez horas diárias nas escolas (mais o trabalho que continua em para casa): testes para fazer, testes para corrigir, fichas para avaliar, portfólios dos alunos para analisar, plano de actividades, planos de aulas, estratégias de recuperação, definição de objectivos, relatórios disto e daquilo, grelhas assim, grelhas assado, direcção de turma(s), reuniões com pais e encarregados de educação, reuniões semanais dos cursos profissionais e CEFs.
    Ah, já me esquecia, dar aulas a turmas de quase trinta alunos (alguns com necessidades educativas especiais e outros com a educação que se imagina sair de alguns destes comentadores compulsivos) e preparar essa aulas.

    Direito a faltar? E porque não, Rafael Ortega? Saberá v. que o corpo docente nacional é constituído por uma maioria de mulheres (quase 80%) e que qualquer falta para cuidar de filhos doentes é penalizadora para a sua avaliação?

    Saberão os lúcidos comentadores impulsivos que os professores são penalizados na sua avaliação pela anulação de matrícula (vulgo desistência) de alunos seus?

    Claro que estas considerações são inúteis: cada um tem a sua opinião formada e nada os demove. São especialistas, profundos conhecedores da realidade do Ensino porque, como alunos, já passaram pelas escolas e basta. Sabem muito bem com é!

    Qualquer imbecil domina com segurança duas áreas: o Futebol é uma ,o Ensino é a outra.

    [Responder]

  32. 32 32  Pedro Morgado

    Ainda que a maioria dos votos venha a confirmar este governo, não é crível que a reforma da educação se possa fazer contra a vontade da quase totalidade dos professores. Como se sabe, o ensino não entra nas prioridades da esmagadora maioria dos portugueses e não será um assunto determinante na hora de escolher o governo. Por isso mesmo, os políticos estão incumbidos de colocar a educação no lugar certo da hierarquia de prioridades do país, criando condições para que o sistema de ensino contribua decisivamente para desenvolver o país, melhorar as condições de vida das populações e o atenuar as desigualdades socias.

    Um governo responsável não pode assobiar para o lado quando uma classe inteira sai à rua para protestar. É por isso que Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates, com a complacência do Presidente da República, são os principais responsáveis pelo clima gravoso que se vive na escola pública e que culminará com a sua completa degradação.

    [Responder]

  33. 33 33  Maria

    “Tento, tenham tino”

    Muito bem
    gostei dessa do tento , como se fosse qualquer aviso ou tentativa de intimidaçao.Esta com azar porque nao sou pessoa para me intimidar seja por quem for muito menos por gente que nao conheço.

    Quanto ao tino; para ja anda a faltar como o raio e a muita gente que nao mede as consequencias do que anda a fazer.

    Quanto a actual manifestaçao de professores e a todas as outras que se seguirem, volto a dizer que devem apresentar os papeis com que andam a ser afogados pelo actual sistema , essa sera sem duvida a melhor maneira de se fazerem entender. Agora se a ideia for apenas a de bater o pe ao governo e fazer com que a actual ministra
    seja demitida entao ja a gente se entende mas as razoes, tenho muita pena serao entao outras.

    [Responder]

  34. 34 34  Bolota

    “…e que qualquer falta para cuidar de filhos doentes é penalizadora para a sua avaliação? “

    algarviu (de portimão),

    Já reparou que este movimento quase que surge se geração espontânea…tal o silencio dos medias???

    Repare nisto:

    http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=55D3E127-C50B-44F0-A316-E8A108285C2E

    A isto respondo isto:

    Rangel.

    Com a cegueira em atacares o Mario Nogueira, esqueces-te que quem vai á manifestação são professores licenciados.
    Esta tua agressividade deve vir dos tempos da TSF em que não havia porta que te resistisse. Os grande…jornalistas é assim que se comportam.
    Tem vergonhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa e respeita uma classe que está a ser ultrajada

    A confirmação foi esta:

    O seu comentário foi enviado com sucesso.
    Após a validação por parte da nossa redacção, ficará disponivel online.
    Obrigado pela sua participação.
    23.25

    E o meu comentário não aparece porquê???. Será porque estou com os professores e contar o Rangel?? A ser assim estamos a viver em ditadura

    http://marafade.blogspot.com/

    [Responder]

  35. 35 35  Daniel Oliveira

    Miguel Lopes, pode ser que a ministra tenha razão e o número não interesse para nada. Vai ela dar aulas cheia de razão. Mas acho estranho que quase todos os professores façam parte de um grupo de pessoas que tem medo de ser avaliada. E que se tenham todos combinado para dizer que estão atolados em burocracia.

    Sim, em democracia o número interessa. Não chega, mas interessa.

    [Responder]

  36. 36 36  João Apolinário

    O que me causa confusão é ter sido aprovada a avaliação, e passado uns tempos já é para rejeitar…
    A evolução salarial e outras conquistas da classe docente , em confronto com outras classes de trabalhadores foi despropositada para o nosso nível médio de retribuição com o beneplácito do poder. Mas não acham, que a corda já esticou demais?
    Ou pensam que só os professores é que têm razões para alterar algumas coisas que não estão tão bem?
    O folclore dessas manifestações cheira-me a instrumentalização política, de andar a brincar com as regras do bom senso e é em alguns cenários uma ofensa ao resto do povo trabalhador.

    [Responder]

  37. 37 37  Catorga

    “E que se tenham todos combinado para dizer que estão atolados em burocracia.” Daniel Oliveira

    A burocracia foi a que sempre existiu. É aquela que as Conselhos Executivos das escolas quiserem!

    Não é esse o meu principal motivo de protesto.

    [Responder]

  38. 38 38  Ibn Erriq

    o Daniel pergunta “Estará uma classe quase inteira enganada?
    Eu respondo-lhe com toda a segurança Claro que sim, estão todos enganados desde o ambiente passando pelas finanças e acabando em São Bento não há uma única réstia de luz naquelas cabecitas

    [Responder]

  39. 39 39  Bolota

    “ folclore dessas manifestações cheira-me a instrumentalização política “

    Apolinário,

    Como é que se instrumentalizam 120.000 professores??

    Repare bem professores, não são trolhas, nem serralheiros, SÃO PROFESSORES

    [Responder]

  40. 40 40  algarviu (de portimão)

    Bolota,

    eu diria muito mais: professores que além de estágio profissional e formação contínua têm licenciaturas (todos!) reconhecidas e autênticas!
    (Honi soit qui mal y pense)

    [Responder]

  41. 41 41  fado alexandrino

    A nível de carreira sou contra a limitação de acesso aos últimos escalões, só 1/3 dos professores é que lá podem chegar.

    Tem toda a razão.
    No funcionalismo chegam todos a directores-gerais e no privado acabam todos em CEO.

    [Responder]

  42. 42 42  fado alexandrino

    Por favor, senhores professores não leiam isto .

    [Responder]

  43. 43 43  Incognitus

    Alguém aqui faz ideia de quanto ganha uma educadora de infância em Portugal, em final de carreira? São 3000 Euros. Acham isso adequado à nossa realidade? Parece-vos justo para a população que os paga?

    Há muitos problemas neste país, e os professores até são dos que estão melhores, principalmente se tivermos em conta que o ensino público é tão mau, que quem pode paga mais 500 euros por mês, por algo que pode ter gratuito, só para não sujeitar os filhos ao dito.

    Se queremos um ensino melhor, a solução é única: autonomizar as escolas (públicas e privadas), que passam a receber do Estado um X por aluno, livre escolha para os pais, e que compitam entre si. As escolas podem estabelecer quem contratam, como pagam, como promovem, como despedem, como avaliam e como ensinam.

    Estaria o problema resolvido. Agora presentemente estas manifs são apenas uma luta por uma fatia maior do bolo, de quem já está bem alimentado.

    [Responder]

  44. 44 44  

    ó chico da tasca:

    se hoje tu e outros como tu podem dizer as bacuradas que dizem sobre como uma SEGUNDA manifestação de mais de 100.000 pessoas é uma arruaça instrumentalizada por um único partido, é porque temos todos liberdades e direitos. E grande parte dessas liberdades e direitos foram conquistadas onde??? Nas arruaças que tu tanto desprezas.

    A ministra paternalizou as manifs dos alunos. É idiota e não deveria estar no lugar onde está: não percebe que nessa manif os alunos APRENDERAM provávelmente mais sobre os seus direitos, a sua condição e as suas possibilidades do que a escola os ensinou.

    A rua é o local onde começa e acaba a política. Convém respeitá-lo sempre. O PS não o tem feito…

    [Responder]

  45. 45 45  Pinto

    Eu não sei se os professores têm, neste caso, razão ou não. Uma coisa sei: o Governo já propôs N modelos de avaliação e nenhum agrada aos professores (ou a parte deles). Ou porque é muito burocrático ou porque é injusto. Há sempre defeitos a pôr. Eu sei que ninguém gosta de ser constantemente avaliado, principalmente quando mexe com a nossa carteira. Mas o Governo também não pode ficar paralisado com os constantes protestos. Mais faltaria.

    Catorga,
    “(…) O que critico nesta avaliação é parte dela ser feita pelos coordenadores, estes em muitos casos não são mais competentes que os professores avaliados (…)”

    Competentes e incompetentes há em todo o lado. Não se pode recusar a avaliação com o argumento que o avaliador pode não ser competente. Competência e incompetência há em todo o lado.
    O problema parece-me ser outro: o grau académico do avaliador ser igual ou inferior ao do avaliado. Mas esses preconceitos não podem vigorar nos dias de hoje. Se o avaliador se qualificou para esse efeito e tem essa competência, a sua avaliação terá que ser respeitada e aceite.

    “(…) algumas alíneas da avaliação são muito subjectivas (…)”

    A avaliação comporta sempre uma dose de subjectividade. A avaliação que os professores fazem aos alunos também é muito subjectiva. E não é por isso que se termina com as avaliações aos alunos.

    “(…) várias escolas estão a exigir coisas completamente descabidas, por exemplo, planificações de todas as aulas, portfólio, etc. (…)”

    Qualquer empresa bem gerida requer que os seus funcionários planifiquem antecipadamente as suas actividades. Qual é o problema?

    “(…) A nível de carreira sou contra a limitação de acesso aos últimos escalões, só 1/3 dos professores é que lá podem chegar.(…)”

    Ah, finalmente o verdadeiro problema: €€€€€€€.
    Mas esse problema é geral. A limitação de acesso aos escalões não é um problema exclusivo da classe dos professores. É de toda a função pública.

    [Responder]

  46. 46 46  Zé Bonito

    Um esclarecimento sobre o comentário 43: é falso o que diz sobre os vencimentos. Nenhum professor do pré-escolar ao ensino secundário leva para casa algo que se aproxime dos valores que adianta. Aliás, isso é reconhecido em estudos da própria OCDE, onde os professores portugueses aparecem sempre na parte de baixo das tabelas.

    [Responder]

  47. 47 47  Dieguez

    Os actuais professores, vão acabar com a ESCOLA PÙBLICA, a classe média deste país deixou de ter confiança numa classe que não cumpre regras, demonstra ser mal educada e essencialmente mal formada, coorporativa e facilmente manipulável pelos Profissionais do SINDIKALISMO.
    Os meus filhos não vão estudar em Escolas Públicas.

    [Responder]

  48. 48 48  ana

    Eu quando tirei o curso, decidi ensinar, caso contrário, toda a formação que fiz ao longo de 22 anos de carreira (especialização, pós-graduação e mestrado), toda ligada ao ensino directo com alunos, tinha-a direccionado para a gestão ou avaliação. Há professores que o fizeram, tiram cursos ou especializações relacionados com a inspecção, por ex.

    Neste momento, sem formação, sem querer, nem sequer sou titular (não havia vaga), tenho o meu horário com os alunos reduzido para avaliar 12 professores de diferentes grupos disciplinares, alguns com mais formação académica que eu.

    Eu NÃO quero o cargo de avaliadora, só quero dar aulas.

    [Responder]

  49. 49 49  M.

    Ontem, em todas as entrevistas que deu, a Ministra da Educação MENTIU.
    1. Mentiu quando apelou à simplificação dos procedimentos das escolas. Esse apelo é – de facto – um apelo a um não cumprimento dos Decretos-Regulamentares que legislam esta avaliação de desempenho;
    2. Mentiu quando disse que é só preciso preencher duas folinhas de objectivos individuais. E mentiu porque o que lá está escrito vai contra a ética profissional (por exemplo, dizer em Outubro quais os alunos que irão chumbar no final do ano) e esqueceu – porque será? – que a avaliação que copiou do Chile implica que se faça registos de tudo e de nada, o que vai tornar um inferno a vida na escola;
    3. Mentiu ainda quando disse que “não é o colega de carteira que vai avaliar”. É isso mesmo que acontece e, ainda por cima, esse colega foi seleccionado arbitrariamente – era ele que, na altura , por acaso, era coordenador de um grupo com um modo de funcionamento colegial. Quando o sistema o deixou de ser, não seacautelou nada disto; apenas se inventaram, à pressa, acções de formação de 50 horas que, na maioria dos casos se limitaram a reler legislação e a dedilhar números;
    4. Continuou a mentir quando acusou os sindicatos de enganarem os professores. Só quem não está atento é que não percebeu que foram os professores que obrigaram os sindicatos a agir;
    5. Mentiu também quando disse que já no ano passado houve professores avaliados por este sistema. Em 2007/08, os professores avaliados foram os contratados e alguns (poucos) que mudavam de escalão. E como foram avaliados? Com um relatório de auto-avaliação e uma verificação (de secretaria) das faltas dadas.
    6. Mentiu também quando afirmou que o conselho científíco que deveria certificar este modelo aprovou esta mistificação. As actas e os recomendações daquele órgão – consultáveis on-line – desmentem-na;
    7. Mentiu também dizendo que são os professores mais velhos que estão aborrecidos porque antes passavam só umas horitas na escola e agora têm que lá estar 22. A isto se chama a contabilidade do merceeiro. É que as escolas sempre viveram e evoluiram à custa do trabalho que TODOS os professores desenvolveram sem fazerem conta às horas gastas. Milhares e milhões de projectos de desenvolvimento curricular e de apoio aos alunos nasceram e ernaraizaram-se na cultura de cada escola deste modo. Funcionalizar o trabalho dos professores, obrigando-os a fazer de conta que têm que fazer é mesmo mentalidade de merceeiro!!!
    A Ministra mente, mente, mente sempre! E desconfia dos professores.
    Aquilo a que estamos a assistir só tem dois objectivos:
    A. Poupar dinheiro;
    B. Encurralar os professores de modo a eles passarem o maior número possível de alunos.

    [Responder]

  50. 50 50  Zé Bonito

    Comentário 45: Não é verdade que os governos tenham proposto vários modelos de avaliação de professores, sistematicamente recusados. O que existia foi da exclusica responsabilidade de um governo e, apesar de criticado pelos sindicatos (na altura não havia mobilização para além deles), foi imposto às escolas. Pelos vistos os sindicatos tinham razão, porque o actual governo substituiu esse modelo, impondo o que actualmente está em discussão. Não houve qualquer outro.

    Comentáro 47: Fará, obviamente, o que entender com o seu filho, a quem se desejam todas as felicidades e que tenha uma capacidade de argumentação superior à do pai.

    [Responder]

  51. 51 51  Maria

    Pois , pois
    se fizerem do ensino publico mais um bombo para bater, vai ser giro ter filhos durante os anos vindouros, ah pois vai. Neste pais onde tanta injustiça ainda acontece e onde tanta falta de respeito e ma educaçao existe ainda,nada como destruir o sistem publico de ensino para que ainda mais porcaria aconteça.

    Se os professores que andam nas manifs entendem que estaocom tantos problemas como dizem entao apareçam nos meios de comunicaçao social,com a tal papelada infinita que os anda a enlouquecer e apresentem isso ao zezinho para que a malta perceba exactamente quem e o que e o que se passa neste momento.Porque esta coia de andar a fazer manifs de montes de gente muito sorridente e galhofeira , a bater palmas e correr alegremente para os restaurantes em grande excitaçao e alegrias , e tudo menos o retrato de classes profissionais em apuros.

    Gostaria de saber o que acontece com os milharas de operarios operarias e outros trabalhadores que todos os dias vao para casa sem emprego, sem dinheiro e sem manifs porque nem sequer tem dinheiro para comprar um bilhete de comboio daqueles baratinhos. E que ja começam a ter dificuldades em continuar a por os filhos a estudar porque sem empregos convenhamos , escolas nao e muito facil.
    Os professores que se manifestam e eu sou muito a favor das liberdades individuas e de todos os direitos , tem sindicatos.Pois bem os senhores desses sindicatos que se reunam com o governo que e para isso que serve esse tipo de instrumento. E porque a falar e que as gentes se entendem.Do meu ponto de vista esta coisa das manifs de profs ja esta a ultrapassar o limite da razao.Ha pessoas neste pais e sao muitas, que andam a viver muito mal e essas e preciso respeita-las e aos seus filhos.

    [Responder]

  52. 52 52  ana

    O POEMA da ‘MENTE’

    Há uma ministra que mente,
    Mente de corpo e alma, completa/mente.
    E mente de maneira tão pungente
    Que a gente acha que ela, mente sincera/mente,
    Mas que mente, sobretudo, impune/mente…
    Indecente/mente.
    E mente tão nacional/mente,
    Que acha que mentindo história afora,
    Nos vai enganar eterna/mente.

    Ps. recebido por mail e reenviado

    [Responder]

  53. 53 53  fado alexandrino

    M.
    9 Nov 2008 às 12:31

    Muito bem.
    Agora em metade das linhas que usou para chamar mentirosa à ministra diga-nos:

    -Quer ou não quer avaliação?
    -Como é que ela deve ser feita?

    Vou esperar sentado.

    [Responder]

  54. 54 54  Pinto

    “(…) Pelos vistos os sindicatos tinham razão, porque o actual governo substituiu esse modelo, impondo o que actualmente está em discussão (…)”

    O Governo substituiu o anterior, provavelmente, pelas críticas dos sindicatos. Elaborou um novo. Os sindicatos, para não variar, volatm a não o aprovar.

    “(…) (na altura não havia mobilização para além deles) (…)”

    Havia sim senhor. Não havia era vontade de mobilizar. Convenhamos: o que mobiliza hoje os professores são outras razões que não a avaliação propriamente dita. O comentário 11 é o espelho disso mesmo.

    [Responder]

  55. 55 55  Pinto

    M,
    ” (…) 2. Mentiu quando disse que é só preciso preencher duas folinhas de objectivos individuais (…)”

    Abri os link’s do comentário 20 e contei, exactamente, duas folhas.

    [Responder]

  56. 56 56  Daniela Major

    Rafael Ortega:

    A questão não é se os alunos são ou não credíveis. Como ministra da EDUCAÇÃO ela não pode assumir aquela atitude em relação aos alunos. É já espantoso os alunos preocuparem-se com estes assuntos…agora é óbvio que as capacidades organizativas são inferiores pois não há nenhuma organização ou sindicato para os alunos

    [Responder]

  57. 57 57  Incognitus

    46, os 3000 Euros são brutos, e toda a gente em final de carreira os leva, desde as educadoras de infância até ao final do secundário.

    E são, obviamente, uma absurdidade para o País em que vivemos e os níveis de rendimento da restante população.

    [Responder]

  58. 58 58  Incognitus

    Ah, e adicionalmente, o que os Estudos da OCDE dizem, é que em final de carreira os professores Portugueses estão bem remunerados em termos absolutos, e muito próximos de serem os melhor remunerados do mundo, em termos relativos (face ao PIB per capita).

    Outra coisa, se utilizarmos os 150 000 professores, o número de alunos que existe até ao final do secundário, e pressupostos razoáveis para alunos por turma e aulas por turma por semana, chegamos à conclusão que o horário lectivo por professor é de cerca de 13 horas/semana.

    Adicionalmente, os rácios internacionais de professores/aluno dizem-nos que temos pelo menos uns 50% de professores a mais no ensino público em Portugal.

    Por fim, isso não se verifica no ensino privado, em Portugal (os rácios aí são normais).

    [Responder]

  59. 59 59  Maria

    E o que eu digo.
    Pecam por exagero.
    Como nesse poema da mente .
    Uma das regras na arte e nao se usar desmedidamente os mesmos elementos, tornando-os repetitivos por isso inuteis, vazios.
    Porque uma obra de arte e antes de mais nada o magisterio dos equilbrios seja poetica , seja no que for, a arte existe para abrir a nossa percepçao e consciencia. A mera repetiçao de elementos sem nada mais do que a mera repetiçao e mero balbuceio que nao abre nada seja onde for.
    Uma unica palavra para esse poema.
    Pungente.
    Quanto a ministra , se mente levem la isso onde devem e provem. De outra maneira para alem da mera repetiçao do mesmo nao estou a ver nada de novo seja onde for.
    As escolas e os alunos , os trabalhadores e os estudantes merecem muito melhor.

    E todos trolhas e serralheiros, canalizadores e operarios em geral e no particular, tambem deveriam merecer o respeitinho seja dos professores , seja dos comentadores que nem sao mais nem menos do que os operarios deste pais. Mas nem por isso sao os operarios TODOS os operarios menos que os professores.
    Ora esta agora. Mas que raio de consciencia esta.

    Mentes?
    Pois.

    [Responder]

  60. 60 60  Dieguez

    Sr. Professor Bonito, muito obrigado, pelos votos de sucesso que desejou aos meus filhos.
    Estou confiante nesse sucesso quer pela educação que tem em casa quer na escola, onde os professores são competentes, interessados, trabalhadores e estão motivados. Como deve compreender não são os professores mal formados e carreiristas que ontem foram à manifestação.
    Ao Sr. professor Bonito desejo uma boa avaliação.

    [Responder]

  61. 61 61  Jerónimo

    “Hoje aconteceu a maior manifestação de uma classe de sempre: ”
    Está enganado. Em 1933 na Alemanha houve manifestações muito maiores de diversas classes. Motivo: apoio a Adolf Hitler e à sua intenção dechegar ao poder. Poderiam todos esses milhões de pessoas, uma população quase inteira, estarem enganados?

    [Responder]

  62. 62 62  João Torgal

    Tenho muito pena Daniel (e também restantes membros residentes) que um blog tão prestigiado como este seja, por vezes, alvo de opiniões nivel zero, marcadas pelo estilo caceteiro e arrgante, à imagem dos nossos governantes e, em particular, da Lurdes (não me merece mais respeito que isto quem passa a vida a nos desrespeitar). A divergência de opiniões é naturalmente de salutar, mas com argumentos, com nível, com conhecimento de causa…

    É incrível ver certos comentários do estilo tasca (os meus parabéns ao sr. Chico da tasca pelo seu nome apropriado), em que se fala de educação e da divergência entre os professores e a ministra como se de uma rivalidade entre dois clubes de futebol se tratasse. Será talvez típico de uma certa mediocridade mesquinha bem portuguesa de afastar os seus próprios fantasmas da escola, revoltando-se contra esta. Gostava de saber realmente quais as vossas profissões. Não para, de um modo vingativo, responder na mesma moeda. Mas para, pelo contrário, valorizar aqueles que são bons profissionais nesse sector genérico, fazer alguns comentários elogiosos sobre certas causas de contestação e assumir humildemente a minha impossibilidade de tecer grtandes comentários sobre as suas tarefas quotidianas (ao contrário do que muitos fazem em relação aos professores).

    Depois disto pergunto, quem é que instrumentaliza quem? Seremos nós, mais de 100 mil, que nos deslocamos, de Bragança a Faro, até Lisboa, para DEFENDER A ESCOLA PÚBLICA,os alunos e o seu direito inequívoco a um ensino de qualidade, para questionar esta avaliação burocrática que tira aos professores tempo para o que realmente interessa, ou seja, para bem ensinar, a divisão dos professores em classes ou a futura gestão não democrática da escola? Ou serão aqueles que directamente do sofá, sem fazerem a mais pequena ideia do que é a escola actual e os seus encargos, subscevem na íntegra todo o discurso da máquina propagandista socratina (não digo socialista, dado que isto de socialista tem ZERO)? Repito a pergunta: quem é que instrumentaliza e quem é que está instrumentalizado?

    Triste país este…

    [Responder]

  63. 63 63  Zé Bonito

    Ponto pévio: já aquando da manifestação de 8 de Março, o Arrastão foi inundado por comentários que, ao contrário do que se passa com outros temas, parecem fazer gala em mostrar que nada sabem do assunto em questão e que o único objectivo é provocar.

    Comentário 51: A resposta ao seu desafio está nas págnas do “Público” dos últimos dias.

    Comentário 53: Se por acaso tivesse a mínima informação sobre o assunto, sabia que a avaliação é uma antiga reivindicação dos professores, até porque muitas das críticas que fazem ao ministério só podem ser comprovadas com uma sistemática avaliação das escolas. Disso, a ministra nem fala, desculpando-se com a autonomia.

    Comentário 54: “O Governo substituiu o anterior, provavelmente, pelas críticas dos sindicatos. Elaborou um novo. Os sindicatos, para não variar, volatm a não o aprovar”. Duas vezes falso. Como a seu tempo se verá, o único objectivo do actual governo teve que ver com escalonamentos salariais. Só que o “monstro” fugiu-lhe do controlo. Por outro lado, apesar do esforço feito para o esconder, esta contestação ultrapassou, em muito, os sindicatos. Foram eles que, para controlarem a mobilização de 8 de Março, assinaram o acordo com o ME que os professores contestam (sempre contestaram). Se isto fosse mobilização sindical, desmentíamos todos os estudos sobre o assunto e tínhamos de concluir que os nossos sindicatos eram os mais fortes do mundo.

    Comentário 57: Depois do que se está a passar com a cobertura às trapalhadas dos bancos e com o que se sabe sobre remunerações dos gestores públicos, quer mesmo falar de dinheiro?

    58: Mostre lá essas fantásticas conclusões da OCDE. O que os “rácios internacionais” dizem, é que os jovens portugueses são os que mais tempo passam dentro das quatro paredes da escola. Curiosamente, são os que têm menos horas de língua materna e matemática…

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  64. 64 64  Rafael Ortega

    algarviu (de portimão),

    “Direito a faltar? E porque não, Rafael Ortega? Saberá v. que o corpo docente nacional é constituído por uma maioria de mulheres (quase 80%) e que qualquer falta para cuidar de filhos doentes é penalizadora para a sua avaliação?
    Saberão os lúcidos comentadores impulsivos(…)”

    Comentador impulsivo é você. Se tivesse gasto dois minutos a ler o comentário a que eu estava a responder não teria dito tamanha estupidez.
    Referia-me à manifestação dos alunos a meio da semana, em que uma das reivindicações era o direito a faltar.

    [Responder]

  65. 65 65  fado alexandrino

    Se por acaso tivesse a mínima informação sobre o assunto, sabia que a avaliação é uma antiga reivindicação dos professores

    Não parece porque nas manifs só gritam contra a avaliação.
    Mas o que realmente me interessa, porque desconheço e vai ensinar-me, é qual a avaliação que os professores querem.

    Agora vou puxar outro banquinho para descansar também os pés.

    [Responder]

  66. 66 66  M.

    Senhores Fado, Pinto e JLS:
    (por ordem)

    1. Fado – eu é que esperarei sentada até o senhor me descobrir na Europa um modelo igual ou parecido com este. E sabe porque é que não descobre? Porque na Europa civilizada confia-se no trabalho das pessoas. O réu não é culpado até prova em contrário. Aqui, a primeira ideia é a de que todos são aldabrões; a segunda é a de que temos de controlá-los com leis, procedimentos, … Pergunta-me se quero ou não a avalição. Ora aí está a pergunta final do desconhecimento. Eu não posso querer ou não querer uma coisa que existe quotidianamente em todas as escolas: os alunos avaliam-nos em todas as aulas, os pais avaliam-nos – se acompanharem convenientemente os filhos, se se informarem dos dispositivos legais de participação na escola e deles tirarem partido – os colegas avaliam-nos – porque há reuniões de trabalho conjunto – as direcções também nos avaliam – se forem capazes de se libertarem das burocracias e tiverem, como principal objectivo, os problemas pedagógicos; por fim, a população também nos avalia – basta entrar nas lojinhas, nos cabeleireiros, nos mercados, para perceber que se algo vai mal na escola da terra ou da zona toda a gente sabe. É que avaliar não significa dar uma nota!! (percebe a diferença?). Por isso lhe digo, avaliados somos nós todos os dias. Que modelo de avaliação quero, pergunta-me a seguir. A resposta é rápida: o da verificação do trabalho bem realizado. E, se tal não acontecer, a entrada em funcionamento da Inspecção. Os professores não têm nada que ter notas, pontos ou outras tômbolas. Tal como os médicos. O seu trabalho tem é que ser inspeccionado. E para isso já existem mecanismos legais suficientes. Não é preciso inventar mais. Têm é que funcionar. Como na justiça. Para não assistirmos a mais felgueirices.
    2. Pinto – acho-lhe graça, a sério. Mede a dificuldade da coisa pelo tamanho. Como critério é de chorar a rir. Releia com atenção o que escrevi no ponto 2 do meu anterior escrito, se faz favor. Lembra-me alguns alunos menos experientes que quando vêem um teste com 3 perguntas pensam que é mais fácil que um com 20.
    3. JLS – a. Se não está chocado, devia estar porque aquilo a que nos obrigam equivale a obrigar um cirurgião e dizer quantos doentes vão morrer por ano. Ou não percebe isso? Não posso, não quero, nem devo – em início de trabalho – pensar sequer que o aluno X ou o Y vão chumbar e que não há nada a fazer; b. as das competências pedagógicas serem universais é também de chorar a rir. Para si então tanto dá ensinar a jogar em grupo, ensinar a escrever um texto argumentativo, ensinar a resolver uma equação ou a fazer uma experiência de química. Está enganado, meu caro. Mesmo muito enganado; c. recolha de evidências – já se deu ao trabalho de ver algumas das fichas que estão on-line? sabe daquelas em que uma direcção da escola acha que é possível recuperar um grupo de 15 alunos dando-lhes uma aula de 45′ minutos por semana? Sabe de outras em que o avaliador é obrigado a medir a empatia do professor junto dos alunos? Com quê? com um empatiómetro?; d. trabalho cooperativo e competitividade – saberá o senhor que o trabalho numa escola não é comparável ao que desenham os grupos de marketing de uma empresa? Terá algum vislumbre de que o trabalho de uma escola e feito com seres humanos em desenvolvimento vindos e vividos das mais díspares vidas? E que não se trata de competitividade mas de respeito, de honestidade?; e. as quotas – então e o que me diz se numa escola não houver nenhum professor excelente e na escola ao lado houver um número superior ao permitido pelas suas queridas quotas? Acha honesto?; f. a dos cartazes é gira. Nem sequer lhe respondo; g. as dos avaliadores não formados – ver o ponto 3 do meu post anterior; g. claro que as incompatibilidades já estão no CPA, mas foi preciso os professores lembrarem à ministra que elas existiam porque ela preparava-se para passar em claro tais situações.
    Repito: o que está em causa é uma medida de poupança de dinheiro e a melhoria dos níveis de sucesso (artificial) dos alunos. O resto é tudo conversa e teimosia.

    [Responder]

  67. 67 67  Maria

    Bem e depois de ler
    e reler tudo quanto para ai ha sobre avaliaçoes , acordos e desacordos, alunos e professores acho que no fundo tudo se resume a isto.
    Os profs querem mais dinheiro e andam a ver se o conseguem.
    Assim acho que faz tudo muito mais sentido.
    Perdoem a franqueza e claro.Mas depois de tudo espremido, e o que fica.

    [Responder]

  68. 68 68  Zé Bonito

    Fado Alexandrino:
    “(…)qual a avaliação que os professores querem”.

    Os professores, TODOS? Provavelmente a mesma que os médicos, TODOS, defendem, ou os bancários, ou os profissionais de qualquer outra profissão. O que está em causa não é (nunca foi) conseguir unanimidade num grupo profissional que ronda os 140 mil profissionais. O que está em causa, são as injustiças que a ESMAGADORA MAIORIA desses profissionais encontra no actual. Basta ver que, apesar de se avançar demagogicamente, com o exemplo das empresas, os objectivos dos professores são definidos sem que, previamente, haja uma avaliação das escolas. Seria lindo se as empresas fizessem o mesmo (as que fazem, claro está). Ou seja, como é que se definem objectivos para profissionais, sem se saber quais os serviços, em concreto, que tem que conseguir, tendo em conta as especificidades do meio em que a escola está inserida? É a tal história batida do cumprimento de objectivos de um vendedor de frigoríficos, a quem tivesse calhado… o Polo Norte.
    Agora, o que é importante debater é o motivo que leva o Ministério a secundarizar a avaliação das escolas…

    [Responder]

  69. 69 69  José Luiz Sarmento

    A avaliação que os professores querem é esta: se ensinam bem ou mal.

    A avaliação que os professores rejeitam é esta: se aderem bem ou mal aos delírios politico-pedagógicos do Ministério dito da Educação.

    Espero ter respondido cabalmente aos vários comentadores que fizeram esta pergunta.

    [Responder]

  70. 70 70  Bjorn Pal

    Sim!

    [Responder]

  71. 71 71  Bolota

    fado,

    Levante-se e responda:

    Tendo em conta o link anexo, isto é fazer avaliação???
    E como é que um professor de Educação Física, avalia um professor, sei lá, de…Físico-Quimica??
    Ou mesmo como é que um professor de educação física, cujo desempenho é físico, se auto avalia no papel???

    http://www.eb23-vieirasilva.edu.pt/avaliacao/indicadores_cex.pdf

    Fazia-o mais versátil, mas afinal não passa de mais uma Maria de Lurdes, no sentido figurado, claro

    Maria de Lurdes que já correu todas as capelinhas a pregar aos peixes e quanto mais fala mais se enterra.

    Se 85% do professores estão na rua a protestar contra esta avaliação, como é que a maioria das escolas está a aplicar…e bem… esta avaliação???
    Quase que aposto, que muito que estão com o sistema, engrossaram as Fileiras dos sublevados

    fado, toda a razão que a Maria de Lurdes possa ter…cai por terra quando coloca na rua 220.000 professores contra ela, quando deviam estar com ela.

    [Responder]

  72. 72 72  Bolota

    Sócrates lamenta “oportunismo político” da oposição http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1041519 , como se os 120.000 professores na rua fossem virtuais, ou fossem meros figurantes de um qualquer jogo de consola reproduzido no Magalhães.

    Falhas nas contas de 2002 do BPN foram
    “resolvidas” http://dn.sapo.pt/2008/11/09/economia/falhas_contas_2002_bpn_foram_resolvi.html , depois os bandidos são os 120.000.

    Professor agredido http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=1875130F-D312-45F3-A8C6-FCF9E5FC0E22&channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E , o que pesará esta agressão na avaliação deste professor???

    Só mais isto e termino a minha participação nesta discussão: Se duas simples folhas é quanto baste para avaliar se um professor se é bom ou mau, como é que a ministra que sendo avaliada negativamente por 220 mil professores continua em funções???

    Resumindo… http://www.publico.clix.pt/imagens.aspx/247925?tp=UH&db=IMAGENS

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  73. 73 73  Pinto

    M, não tente apagar a asneira que disse. Você chamou mentirosa à ministra (sinal de requintado civismo, diga-se de passagem) porque a mesma havia dito que eram somente duas folhas. E não é que são mesmo duas folhas?
    Tudo o mais é pura demagogia da sua parte para tentar justificar o injustificável.

    Não tente você parecer aqueles professores que chegam à sala de aulas com o jornal “A Bola” debaixo do braço e mandam aos alunos ler da página X à Y. Aula dada.

    Ah, só mais uma coisa: nos países civilizados – nos tais em que se confia nos professores – há avaliações. O que eu não vejo por parte dos professores é a apresentação de uma alternativa a este modelo. Parece que a alternativa que desejam é a não avaliação, como era no tempo da outra senhora. Acontece que o modelo da não avaliação é o mais injusto de todos.
    M, não se esqueça que os que aqui escrevem ytambém andaram na escola e sabem o que lá se passa. Tive bons professores, sem dúvida alguma. Mas tive outros que ainda deveriam pagar para aquilo que andavam a fazer.

    Mas no meio disto tudo há boas notícias: parece que o Governo não tenciona ceder neste ponto: ainda bem. Com essa atitude ainda conseguirá conquistar o meu voto.

    [Responder]

  74. 74 74  Fersal

    Caros prof’s (não confundir com senhores Profesores):
    Por mais pasquins que vos apoiem, não enganam, nao convencem, o povo que vota e que vos paga a boa remuneração, as melhores e frequentes férias, as optimas e precoces reformas!
    Só uma classe profissional, com representantes sem nivel, se sente no direito de assinar acordos e negá-los quando a birra aparece.
    Quem não gostaria de exercer uma profissão, como muitos de vós, sem vocação, sem qualidade e não estar sob a alçada de uma triagem feita por Avaliação?!
    Não pretendam convencer o “zé” que o mau ensino que há em Portugal é apenas culpa do Governo e dos pais que não se dedicam aos filhos. Que irresponsabilidade !!!

    Se 120mil mil estão enganados ?
    E quantos são quase 40% que tencionam votar neste Governo? Porque será ?!!!

    [Responder]

  75. 75 75  Chico da Tasca

    Acabo de ouvir o 1º ministro dizer ao Komissário do PCP junto dos professores, o Mário Nogueira (irritante criatura) que, se o objectivo do PCP e dos extremistas (e oportunistas) de esquerda, é intimidar e chantagear o Governo em ano de eleições, foram bater em porta errada.

    Quere-me parecer que este não é como o Guterres, que se borrava todo de cada vez que via uma manif de Corporativistas, com metade do tamanho desta.

    Acho que votar no homem !

    NOTA PARA O FADO ALEXANDINO : Você ainda continua à espera que eles lhe digam qual a avaliação que querem ? Louvo-lhe a paciência…

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  76. 76 76  Catorga

    A M. escreveu:

    Que modelo de avaliação quero, pergunta-me a seguir. A resposta é rápida: o da verificação do trabalho bem realizado. E, se tal não acontecer, a entrada em funcionamento da Inspecção. Os professores não têm nada que ter notas, pontos ou outras tômbolas. Tal como os médicos. O seu trabalho tem é que ser inspeccionado. E para isso já existem mecanismos legais suficientes. Não é preciso inventar mais. Têm é que funcionar.

    :lol:

    Acredita na inspecção? Burocratas?
    Não acredito na avaliação externa dos professores

    Bolota, fui eu que indiquei esse link.

    Os professores de Ed.Física não são avaliados pelos de Física e Química. Não é verdade.

    Quanto à divisão na carreira, respondendo ao fado alexandrino, na escola tb só há um CEO, o Director da escola. Os professores fazem todos a mesma coisa, devem atingir todos os mesmos patamares salariais.

    [Responder]

  77. 77 77  M.

    Pinto’s
    Cansei! Tenho mais que fazer que aturá-lo!
    Mas repito: a ministra mentiu e mais, sabe que mentiu. Até o Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa fala da “insustenável arrogância” da dita. Por aí já pode ver o que a casa gasta.
    Um conselho: não seja treinador de bancada. Se puder, passe um dia numa escola do povo. Acompanhe um professor, um qualquer. E depois venha outra vez falar comigo.
    Quanto ao jornal a Bola – nem percebi bem por que veio à conversa – nunca li, nunca comprei. E só mais um detalhe: acha que uma turma das de hoje estava sossegadinha 90′ a ler o jornal? Haja paciência. De ideias feitas está hoje o mundo cheio. E olhe, ensino aos meus alunos sobretudo a desmontarem as ideias dos outros de forma lógica. Parece que não aprendeu a fazer tal coisa lá na sua escola. É pena, agora dava-lhe jeito.

    [Responder]

  78. 78 78  fado alexandrino

    Pode sentar-se.

    Uma das coisas que me incomoda é o citarem de vez em quando a Europa.
    Ou quando queremos que se faça como lá fora ou quando queremos que não se faça como lá fora.
    Ou seja aquela imagem dá para tudo.

    O que já não dá para tudo é o modelo de avaliação que tenta para ai explicar e que mais não é do que um conjunto de suposições que nada tem a ver com uma verdadeira avaliação.
    Os alunos, pais e colegas no seu modelo fariam uma avaliação género “chá das cinco” e só faltava a sua ideia peregrina de avaliação pela população.
    Só faltava perguntar a opinião do pároco.
    O que o Ministério quer é outra coisa e isso incomoda.

    Para outros comentadores:

    Não consigo perceber esta mania dos cento e vinte mil professores. Mas quem é que sabe quem é professor ou não. Na última manif que serviu para nada até lá andava eu e o senhor Daniel Oliveira.
    No meu caso espero que não me tomem por professor.

    [Responder]

  79. 79 79  José Henriques

    Fado, esteja descansado, basta lê-lo, é impossível confundi-lo.
    Maria, provavelmente vai achar-me uma besta sem educação, mas eu acho que a sua argumentação só pode ter duas origens: ou maldade ou estupidez natural.
    Não sou professor, mas tenho muitos professores na família e nos amigos. Uns melhores que outros, uns com mais capacidades, outros com escolas mais problemáticas, enfim, gente que trabalha, que deve ser avaliada, mas que dada a importância de que se reveste a sua função deve ser também acarinhada e respeitada.
    Pelo teor de alguns comentários “à matador” isso nem sequer vos passou pelas cabeças. Estiveram na Manif 120.000 comunistas, que não querem fazer nenhum e só querem ganhar muito dinheiro.
    Se é assim que querem ver as coisas, fiquem na vossa.
    Eu, por mim, quero reafirmar o meu apreço pela grandiosa manifestação, e o meu apoio à luta por uma escola pública de qualidade para todos.

    PS- Tenho 2 filhas estudantes.

    [Responder]

  80. 80 80  madr

    Haja pachorra para tanta ignorância.
    Eu sei que todo passaram pela escola, eu também passei, mas, ao contrário do que afirmam, não sabem nada do que se passa em termos de profissão docente.
    Então é boa uma avaliação que passa uma professora de excelente/muito bom/bom para regular porque teve um filho e o número de aulas previstas não foi igual ao de dadas (o mesmo para a morte de um pai/filho/cônjuge)? É boa uma avaliação que permite o compadrio e a vingança? É boa uma avaliação baseada na observação de 3 tempos lectivos? É realista uma avaliação em que tenho de manter ou melhorar uma meta de 99% de taxa de sucesso? É justa uma avaliação que me responsabiliza pelo abandono escolar??? lol, lol,…
    Existe alguma profissão (sobretudo na função pública) em que se progrida e se fique a fazer exatamente o mesmo que se fazia no nível/escalão anterior? Existe algum “chefe/superior/ coordnador/presidente” que faça exactamente o mesmo que os seus subordinados? Pois é, os professores/educadores fazem, do 1º ao último escalão, cumprem o currículo nacional que o ME fez.
    Essa do ordenado “bruto” ser uma barbaridade para o povo ainda me faz rir mais; o meu ordenado “bruto” até pode ser de milhares de euros, o que me interessa é quantidade real de euros para eu me governar e essa é idêntica à de qualquer profissional com as mesmas habilitações. O resto do meu ordenado fica retido para pagar as “n” reformas que alguns sortudos acumulam, os carros topo de gama dos senhores administradores/gestores e outros, os buracos das instituições finaceiras, …
    Não senhora Maria, os professores não querem mais dinheiro, eles querem que os deixem trabalhar.
    Há aqui alguém que está esquecido que as escolas particulares funcionam com professores “públicos” e que muitos deles desfilaram por Lisboa. Ao contrário dessas pessoas que querem a educação dividida entre pública vs privada, os PROFESSORES do público e do privado estão bem unidos. Acho bem que essas pessoas ponham os filhos no privado, talvez eles também um dia cheguem a engenheiros numa qualquer universidade privada.
    Em relação à pergunta do querer ser avaliada, eu sempre o fui e tenho documentos da DREL/ME que o comprovam. Em relação ao modelo de avaliação pode muito bem ser o PCT, nele está tudo registado desde o que se pretende fazer (objectivos, estratégias metodologias, caracterizações, projectos, actvidades, avaliações, …) até aos resultados obtidos.
    Haja pachorra para tanta ignorância, informem-se (estudem) antes de virem para aqui largar postas de pescada.

    [Responder]

  81. 81 81  José Luiz Sarmento

    Uma nota para o FADO ALEXANDRINO e para outros que continuam a perguntar que avaliação querem os professores:

    Já respondi acima, e com toda a clareza. Ao menos leiam, caramba!

    [Responder]

  82. 82 82  José Luiz Sarmento

    É engraçado: já tenho lido muita gente a escrever contra os professores. O que eu ainda não li, de entre esses, foi UM ÚNICO que fizesse a mais pequena ideia do que é uma escola hoje. Em lugar do conhecimento, que não têm, põem a inveja e o ódio, que têm às carradas.

    Inversamente, de entre os comentadores que sabem o que é, como funciona e para que serve uma escola, não encontrei UM ÚNICO que não apoiasse os professores.

    [Responder]

  83. 83 83  brmf

    “Estará uma classe quase inteira enganada?”

    Já viu as últimas sondagens? Estará a maioria da população portuguesa enganada?

    [Responder]

  84. 84 84  Zé Bonito

    José Luís Sarmento:
    Não confunda a árvore com a floresta. Se quiser dar-se ao trabalho de procurar os comentários aqui publicados após a manifestação de 8 de Março, verá que os comentadores eram praticamente os mesmos e, ao contrário do que fazem no debarte de qualquer outro tema, pouco preocupados em fundamentar as respectivas posições.

    [Responder]

  85. 85 85  Luís Marvão

    É engraçado ler os comentários dos “Pintos”, dos “JLSs” e de outros indefectíveis de Sócrates e da ministra.
    São reveladores do maniqueísmo e da intolerância que grassa nas fileiras socialistas. É o discurso oficial do governo sim, mas em estado bruto, desprovido das subtilezas que encontramos em Sócrates e nos publicistas de serviço… Bem, a entrevista da ministra aproximou-se perigosamente dos comentários desta gente.
    Para eles, a realidade é simples:o estado do ensino público pós 25 de Abril é o caos, e a culpa é da (vil) classe dos professores, onde proliferam comunistas e outra gente de má raça, proposições que se impõem com a força dos dogmas. E a Santíssima Trindade fica completa com o dogma da universalidade pedagógica, qual hodierna poção mágica que decretará, rapidamente e em força, a competência quer do professor de música, quer do professor de física (JLS dixit).

    P.S. E há por aí um Incognitus a brandir uma OCDE que a razão desconhece…

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  86. 86 86  fado alexandrino

    Eu quero mais dinheiro.
    Os professores querem ter mais alunos para poderem dar muitas aulas.
    Exclui-se deste conceito o senhor professor Charrua que mandado dar aulas entrou em depressão. Verdade que ele também já não dava aulas há quinze anos, e por isso estava destreinado.

    A propósito quando terá dado a última aula o presidente do Sindicato.
    Se foi há mais de, sei lá, dez anos? como é que ele sabe o que se passa nas escolas.
    Ora, da mesma maneira que eu. Por imaginação.

    Pista:

    Com o novo estatuto da carreira docente, que entrou em vigor em Janeiro de 2007, o topo da carreira deixou de ser algo atingível por todos os profissionais e a classe foi dividida em dois tipos: professores e titulares.
    DN

    Antigamente na avaliação que uma senhora aí propõe, feita pelos alunos, pelos pais, pela comunidade e pelo pároco todos os professores tinham Muito Bom e subiam na carreira.
    Era uma espécie de antiguidade como há na tropa.
    E no fim todos atingiam o máximo na carreira.

    Imaginemos nas finanças todos chegarem a Directores-gerais.
    Absurdo não é?

    Como disse noutro post o problema é mais ou menos croissants.
    Eliminem as avaliações, progridam todos os professores e vão ver que não há mais uma única reclamação.

    As escolas continuariam a ser uma miséria, a disciplina nula e as criancinhas, já com barba saem sem saber nada e aprendendo inutilidades como o exemplo de Manhattan ser explicada como uma cidade (sic) onde o homem tudo estragou.
    E noutro manual o comunismo ter sido assim assim.

    Mas isto incomoda quem?

    [Responder]

  87. 87 87  M.

    ò Fado e quejandos, veja lá isto com atenção.
    Passa-se na Bélgica

    http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={94CCD141-0CBF-40EB-826A-3243816C0ABF}

    [Responder]

  88. 88 88  Pinto

    M, eu já acompanhei a actividade dos professores durante 17 anos. Chegou para ter uma opinião própria. Não se coloque em biquinhos de pés porque pode-lhe causar uma entorce.

    Já agora veja em que lugar aparece Portugal no nº de professores per capita.

    Eu até compreendo que as medidas do Governo causem mau estar mas atingiram toda a função pública e não os professores em exclusivo. O que aconteceu aos professores aconteceu a todos.

    [Responder]

  89. 89 89  Maria

    79 José Henriques
    10 Nov 2008 às 1:39

    “Maria, provavelmente vai achar-me uma besta sem educação, mas eu acho que a sua argumentação só pode ter duas origens: ou maldade ou estupidez natural.”

    Esse seu –vamos charmar-lhe assim – “comentario”–nao me surpreende e nao nao vou sequer catalogar.Digo apenas que quem nao admite opinioes diferentes, mostra claramente o modo como vive. Mantenho todos os meus argumentos reforçados agora pela sua intervençao.Quanto a besta sem educaçao;-voce o disse nao eu.

    Ter opinioes diferentes nao e nem maldade nem estupidez.E usar do direito a livre expressao que e de direito de e para todos, quando se vive num pais democratico.Nao consegue chegar la?
    Temos pena.

    Agora em relaçao aos srs que aqui vem, se apresentam como profs e atiram que os que nao estao de acordo ou sao estupidos ou ignorantes.

    Seria encantador que para defender os seus pontos de vista nao recorressem ao sempiterno desprezo pela sabedoria alheia considerando-a apenas sabedoria quando lhes serve os interesses.

    Mas acho que basta ler para retirar as conclusoes
    necessarias a uma melhor compreensao do que se anda a passar neste pais, portanto e como ja li a minha parte , acrescentarei apenas que de facto tem razao num ponto.
    E muito triste o que se passa neste pais , quando para se travarem lutas por condiçoes apenas o mero e vulgar insulto seja usado como arma.

    Vindo de profs torna-se ainda mais embaraçoso.
    Mas ajuda sem duvida a muita clarificaçao.

    [Responder]

  90. 90 90  M.

    Ó caro senhor Pinto’s por quem é?
    Então acompanhou a actividade de professores durante 17 anos. Com que estatuto? Confesse lá!
    Mas sabe, ganhei-lhe! Estou lá dentro há 37 anos! – sem contar o tempo em que fui aluna.
    E outra coisa: viu a reportagem da Sic que indiquei acima? Não me parece.
    Quanto à posição nos rankings internacionais de Portugal – lembre-se que só há 30 anos é que o Ensino é obrigatório, que ainda há muitos analfabetos, que a instrução de muitos encarregados de educação dos alunos portugueses continua baixíssima. Em educação, o trabalho é sempre de longo prazo e nunca um lifting instântaneo.
    Para terminar: sabe qual a posição dos USA nos ditos rankings? Se não sabe, informe-se.

    [Responder]

  91. 91 91  Bolota

    “ a propósito quando terá dado a última aula o presidente do Sindicato “

    Fadão,

    Pelo menos deu algumas.

    Enquanto que …Antes de ser Ministra, quantas vezes foi a Ministra, Ministra???

    È que pelo seu raciocínio ela devia tê-lo sido e não foi. Se nã foi, nã presta, como nã presta RUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

    Quantas vezes foi o Tim-Tim 1º ministro antes de lançar o magalhães?? Nenhuma??? Nã presta RUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

    Fadão, tá a perder perspicácia e isso para a discussão no arrastão é mau…

    [Responder]

  92. 92 92  Pinto

    M,
    “Então acompanhou a actividade de professores durante 17 anos. Com que estatuto?”

    De cidadão.

    “Mas sabe, ganhei-lhe! Estou lá dentro há 37 anos! – sem contar o tempo em que fui aluna.”

    E? Que é que isso tem a ver com a minha opinião em relação ao que está aqui em causa?
    Mais: você tem uma perspectiva sobre a actividade dos professores. Eu tenho uma perspectiva não só dos professores (que a adquiri na qualidade de aluno) como de outras actividades que já exerci e que exerço, nomeadamente na função pública.

    “lembre-se que só há 30 anos é que o Ensino é obrigatório, que ainda há muitos analfabetos, que a instrução de muitos encarregados de educação dos alunos portugueses continua baixíssima.”

    Você sabe do que trata este post? Dos motivos de descontentamento dos professores que se auto-intitulam parentes pobres da função pública. Não é propriamente da taxa de analfabetismo.

    “Para terminar: sabe qual a posição dos USA nos ditos rankings? Se não sabe, informe-se.”

    Que é que isso tem a ver para aquilo que escrevi?

    Ó M, tem a certeza que está a responder a comentários meus? PINTO

    M, você já escreveu N comentários mas não vejo, em qualquer deles, uma crítica concreta a este modelo de avaliação e uma proposta de alternativa. Até dá a sensação que o problema está no facto de ser avaliada e não no modelo em si. Eu sei, por experiência própria, que a não avaliação e a progressão automática na carreira é muito mais cómoda. Mas temos de ter dois dedinhos de testa e discernimento para perceber que esse modelo não é compatível com a ideia de uma Administração Pública eficaz e produtiva.
    Os seus argumentos para a não concretização de uma avaliação de desempenho dos professores serve também para médicos, juízes, polícias, inspectores, etc, etc. etc. De uma forma geral, serve para todos. Mas todos são avaliados, até os juízes (onde os critérios são muito mais complexos e abstratos).

    M, vamos ser realistas e não engonhar mais com conversinhas de embalar: o seu problema é, grosso modo, a progressão de escalões que se efectuará, somente, aos que forem avaliados com Muito Bom e Excelente, enquanto antes bastava esperar no sofá que o tempo passasse. Mas isso é um “mal” geral e não exclusivo dos professores. Como disse um dia António Vitorino: “habituem-se”.

    [Responder]

  93. 93 93  fado alexandrino

    Fadão, tá a perder perspicácia e isso para a discussão no arrastão é mau…

    Está muito enganado.
    Não me considero nem muito inteligente, muito menos perspicaz e ainda menos culto.
    Dou as minhas opiniões e procuro que as minhas ideais vençam, desejo comum a todos, digo eu.

    As suas comparações não têm razão de ser.
    Sócrates ou outro qualquer apresenta-se com um programa e se consegue os votos de uma maioria governa com a equipa que entender.
    Ninguém nasce ou estuda para ministro.
    A seu tempo será julgado pela positiva ou negativa por quem elege, o povo.

    O presidente do Sindicato, que é militante do PCP, pode ser que tenha sido eleito por braço no ar, não sei, as eleições para os sindicatos são sempre muito confusas.
    Há dirigentes que qualquer dia fazem mais tempo de dirigentes do que Salazar fez de dono de Portugal.

    Uma verdade pode ser dita, no entanto.
    Estudou para ser professor.
    Já nem deve saber a que cheira o giz.

    [Responder]

  94. 94 94  M.

    Meu caro Pinto’s (ainda acabamos amigos!)

    1. A sua postura de “cidadão” dá-lhe – é certo – o direito de emitir opiniões gerais mas não de se pronunciar sobre a especificidade da coisa.
    Como cidadão, pode ter uma posição “política” que já percebi qual é – todos temos de ser QUANTIFICADOS e, para tal, há que arranjar os procedimentos necessários.
    2. Engana-se quando diz que só tenho uma perspectiva sobre a actividade dos professores. A minha carreira profissional – como diz que é a sua – também é muito mais abrangente. Lembre-se: são 37 anos de trabalho, tempo de ser e fazer muita coisa.
    3. Você ser da função pública não me dá garantias nenhumas. Os professores não são funcionários públicos, como sabe.
    4. Engana-se ainda quando quer separar estado da educação em Portugal e modelo de avaliação. Uma coisa não se pode ler sem a outra. É tudo o mesmo sistema. Sabe como funciona um sistema?
    5. Não ver nenhuma crítica concreta a este modelo é miopia sua, desculpe que lhe diga. Ora volte lá a ler os posts anteriores. Como diria o outro: Ai, ai, ai que não leu a pergunta com atenção!
    6. Estou-me nas tintas para ser ou não avaliada. Como já deve ter percebido – com 37 anos de tarimba – já estou no topo da carreira. E creia, sou muito boa profissional, com muitas provas dadas, até provas públicas. A minha revolta sentida é pelo facto de este modelo de avaliação ser mal elaborado, burocrático, e outros adjectivos que já usei.
    7. Um desacordo final – político, diga-se: ao contrário de você, não acredito em sociedades que tudo querem QUANTIFICAR. Como diria Shakespeare “Há mais variedade na Terra daquela que cabe na tua filosofia”.

    E, como partimos de pontos de vista (políticos) diferentes, será difícil encontrar-nos.

    PS – Já viu o filmezinho sobre a Bélgica?

    [Responder]

  95. 95 95  Bolota

    “ O presidente do Sindicato, que é militante do PCP “

    Fadão,

    O busílis da questão está aqui. É pior que peçonha.

    Como se a movimentação dos 220.000 se devesse a qualquer mobilização partidária.

    Já o vi argumentar melhor.

    [Responder]

  96. 96 96  Bolota

    Fado,

    Sabe o que me aborrece??? É ter comentado o artigo abaixo, um contra e outro a favor e sabe qual delas foi publicado??? adivinhe

    http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentid=55D3E127-C50B-44F0-A316-E8A108285C2E#comentarios

    - Rangel.
    Com a cegueira em atacares o Mario Nogueira, esqueces-te que quem vai á manifestação são professores licenciados.
    Esta tua agressividade deve vir dos tempos da TSF em que não havia porta que te resistisse. Os grande…jornalistas é assim que se comportam.
    Tem vergonhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa e respeita uma classe que está a ser ultrajada

    - Completamente de acordo. Para quando um grande projecto nos meios de comunicação??

    Mas depois…o comuna Mario Nogueira é que é o mau da fita, em contra partida o sistema alimentas o Rangeis sempre que precisa deles

    Se é isto que defende, tchauuuuuuu

    [Responder]

  97. 97 97  fado alexandrino

    Como se a movimentação dos 220.000 se devesse a qualquer mobilização partidária.

    Parece que só há 150.000 professores em Portugal mas o senhor já está a incluir a respectiva prole e amigos.
    Não deixa de ter razão, pois ninguém sabe quantos dos que estavam na manif eram professores, quantos vieram acompanhar as mulheres à cautela na descida à cidade do pecado e quantos vieram, por que a viagem era barata e divertida.

    Fui ler o artigo, que não conhecia e agradeço e concordo, e fiquei a saber o tempo que o estado (todos nós) tem pago de ordenado a uma pessoa para não exercer a sua profissão.

    Temos que ser sinceros, vinte e dois anos de sindicalista devia levar a que no BI em vez de professor se colocasse aquela profissão.
    Era mais verdadeiro.

    [Responder]

  98. 98 98  Bolota

    “ quantos vieram acompanhar as mulheres à cautela na descida à cidade do pecado e quantos”

    Típico de quem é falho de argumentos e, que no lugar da cabeça tem uma abóbora

    Vou soletrar…220.000 = 100.000 antes+120.000 agora mas, vai haver mais a somar a estes.

    [Responder]

  99. 99 99  fado alexandrino

    Vou soletrar…220.000 = 100.000 antes+120.000 agora mas, vai haver mais a somar a estes.

    Sinceramente nem ao saudoso Cunhal lembraria fazer contas deste género.
    Deixa cá ver, uma ceifeira manifesta-se contra o patrão, dois dias depois três ceifeiras fazem o mesmo, na semana seguinte são doze e dois domingos depois mais cinco.
    Não tarda nada temos o título “Quinze milhões de ceifeiras (professores, reformados, sócios do Sporting, motoristas de táxi) estão contra o Governo.
    Mas dirá alguém “Olhe que os tugas são só dez milhões”.
    Responde o activista do PCP, não faz mal importamos espanhóis.

    [Responder]

  100. 100 100  Pinto

    “A sua postura de “cidadão” dá-lhe – é certo – o direito de emitir opiniões gerais mas não de se pronunciar sobre a especificidade da coisa.”

    Limitei-me a descrever o que vi nalgumas aulas que tive: os meus olhos viram professores a ler o jornal a Bola e os meus ouvidos ouviram o professor dizer para ler da página X à Y até ao final da aula. Não ouvi dizer que disseram. Vi. Trata-se mesmo de experiência empírica.

    Não é preciso tirar um doutoramento em Londres sobre métodos de ensino para perceber que aquelas situações eram moralmenete, profissionalmente e éticamente reprováveis.

    “Engana-se ainda quando quer separar estado da educação em Portugal e modelo de avaliação.”

    Mas é exactamente por o estado do ensino estar uma lástima que o Governo deve alterar alguyma coisa. Mas (e para não fugir à tradição lusitana) tudo o que envolva mudança é sempre criticado.

    “não acredito em sociedades que tudo querem QUANTIFICAR”

    Ah, pronto. Finalmente. A sua questão não é este método de avaliação. Você está contra o facto dos professores serem VERDADEIRAMENTE avaliados.

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  101. 101 101  M.

    Boa noite, Pinto’s
    Ainda me zango consigo! Então, já viu o filme belga ou não? Seria uma discussão gostosa também a partir de uma experiência empírica – visual.

    Quanto às suas outras “experiências empíricas” só me lembro daquele filósofo que – numa viagem com outro colega (um seu par, como agora se diz), ao ver muitos patos, disse – Todos os patos são brancos. Logo lhe respondeu o outro: Olha que não, olha que não. Todos os patos são brancos, de um lado e por alguns momentos!

    A lástima da educação em Portugal – é lástima também só de alguns lados e por alguns momentos! Mas aceitando que é preciso melhorar. É por isso mesmo que os professores estão zangados. É que eles vivem todos os dias na pele as consequências do mau estado da educação. Por isso mesmo é que não aceitam o novo Estatuto, não aceitam o estatuto dos alunos, não aceitam melhorias artificiais de notas nos exames, não aceitam o modelo de avaliação. Podia-se fazer alguma diz você. Pois podia. Mas então porque se faz tão mal?
    A mania da quantificação e o medo que tenho dela. Voltou a não ler bem o que escrevi. Não lhe disse já que fui muitas vezes avaliada e fiz, inclusivé, provas públicas?
    Veja lá se consegue ver patos pretos, amarelos e azuis. É que se conseguir, o mundo passa a ser muito mais divertido.

    [Responder]

  102. 102 102  Pinto

    “Não lhe disse já que fui muitas vezes avaliada e fiz, inclusivé, provas públicas?”

    E eu não disse várias vezes que o problema desta avaliação está no facto de mexer DIRECTAMETE no bolso dos professores e não na avaliação em si?

    Até pode dizer que isso é falso. Pode dizê-lo quantas vezes quiser. O facto é que é verdade.

    [Responder]

  103. 103 103  Maria

    E agora para a proxima manif de profs em luta por justas causas, espero que eles nao esqueçam de levar no bolso as hostes da tal juventude que puseram a porta da escola de fafe lol-e que podem sempre usa-los para cozinhar uns ovinhos e assim sai mais barato , ja nem tem que ir a restaurantes, poupam a massa ke para fazerem mais figura,aumentam em numero,dao emprego a rapaziada e fica logo tudo melhor avaliado.

    Borala.

    [Responder]

  104. 104 104  José Luiz Sarmento

    Pinto:

    «E eu não disse várias vezes que o problema desta avaliação está no facto de mexer directamente no bolso dos professores e não na avaliação em si?

    Até pode dizer que isso é falso. Pode dizê-lo quantas vezes quiser. O facto é que é verdade.»

    O facto é que é REDONDAMENTE FALSO. O problema da avaliação não é mexer no bolso dos professores, como se prova sobejamente pelo facto de ter havido ao longo dos anos muitas outras medidas que também mexeram no bolso dos professores e nenhuma delas ter suscitado manifestações que se aproximassem sequer da dimensão destas.

    É verdade, no entanto, que a avaliação mexe directamente no bolso dos professores (o que é outra questão). É verdade, mas não é relevante.

    E não é relevante porque os professores têm o direito, como toda a gente, de não gostar que lhes vão ao bolso.

    Os problemas com esta avaliação são tantos que não me seria possível enumerá-los todos. Citarei apenas alguns:

    Primeiro: esta avaliação é uma fraude. O Ministério está-se nas tintas para que os professores sejam avaliados ou não, basta-lhe que pareça que o são.

    Segundo: esta avaliação não distingue, nem pretende distinguir, os professores que ensinam bem dos que ensinam mal. O Ministério dito da Educação está-se nas tintas para o ensino.

    Terceiro: esta avaliação distingue, sim, quem alinha nos delírios politico-pedagógicos da burocracia ministerial de quem não alinha deles.

    Quarto: esta avaliação leva a que os bons profissionais sejam punidos e os maus (os tais que lêem “A Bola” na aula) sejam recompensados. E isto, não por incompetência do Ministério ou da Ministra (que é tudo menos incompetente), mas por intenção deliberada: os maus profissionais, como têm rabos de palha, são dóceis; e de docilidade é que o Ministério dito da Educação precisa para instaurar um sistema em que a escola dos ricos ensine e a dos pobres apenas “qualifique”.

    [Responder]

  105. 105 105  Incognitus

    Os professores têm o direito que não lhes vão ao bolso.

    E os Portugueses, que pagam esses salários em final de carreira que estão, se corrigirmos pelo PIB per capital, entre os mais elevados do mundo no sector? Os Portugueses não terão também algum direito de ver alguma justiça reposta nesses salários?

    [Responder]

  106. 106 106  Pinto

    “É verdade, no entanto, que a avaliação mexe directamente no bolso dos professores (o que é outra questão). É verdade, mas não é relevante.”

    Sim sim. E eu sou o Pai Natal.

    Sr José Luis Sarmento, respeite a sanidade mental de quem aqui lê os comentários. Não nos tome por tolinhos.

    [Responder]

  107. 107 107  José Luiz Sarmento

    Incognitus:

    Filipe II de Espanha escreveu uma vez à mulher que não compreendia os portugueses: dói-lhes mais o bem dos outros do que o seu próprio mal. Pelos vistos, já no tempo dele havia portugueses como você.

    Pinto:

    Não o tomei por tolinho. Tanto assim, que me dei ao trabalho de lhe apresentar uma argumentação racional em suporte da minha tese. Afinal, estava enganado a seu respeito.

    [Responder]

  108. 108 108  Incognitus

    José Sarmento. Pelos vistos não compreendeu. Neste caso específico, o BEM de uns, é o MAL de outros, os que o pagam.

    Ou acha que o dinheiro do Estado nasce nas árvores?

    [Responder]

  109. 109 109  Pinto

    José Luiz Sarmento,
    “(…) Tanto assim, que me dei ao trabalho de lhe apresentar uma argumentação racional em suporte da minha tese (…)”

    Racional???????????????????????

    “Esta avaliação é uma fraude”. Belo argumento, diga-se de passagem.
    Mas o pior vem depois.

    Ponto 1: ” O Ministério está-se nas tintas para (…)”

    Ponto 2(que mais não é que a repetição do primeiro): “O Ministério dito da Educação está-se nas tintas para (…)”.

    Pronto, já sabemos que, na sua opinião, o Ministério se está nas tintas para os professores. Adiante: “esta avaliação distingue, sim, quem alinha nos delírios politico-pedagógicos da burocracia ministerial de quem não alinha deles”. Outro argumento de se lhe tirar o chapéu. Continuando: “esta avaliação leva a que os bons profissionais sejam punidos e os maus (…) sejam recompensados”. Mais um argumento civilizado, inteligente, ponderado e revelador de maturidade intelectual. Os meus parabéns pela sua argumentação riquíssima, esclarecedora e de elevado nível. Nem nas tascas se consegue ouvir disto.

    Sabe o que me lembrou a sua argumentação? Isto:
    http://www.youtube.com/watch?v=f2BbLVqHYPw

    [Responder]

  110. 110 110  M.

    Cá voltamos ao mesmo, Sr Pinto.
    1. E isto?
    Exemplo da minha escola:
    Faixa etária Número
    20 a 30 anos 15
    31 a 40 anos 30
    41 a 50 anos 56
    51 a 60 anos 49
    +de 60 anos 11
    Total 161
    Ou seja: Um terço dos professores (49 + 11) estão no 10º escalão. Com esta avaliação (ou sem ela) não mudam de remuneração até se reformarem. Os do escalão inferior são 56. Estes só mudarão de escalão daqui a cinco anos – se não decidirem voltar as costas a tudo isto e baterem a porta, perdendo muito dinheiro.
    Como vê, a avaliação, para a grande maioria dos professores, não lhes vai beneficiar as carteiras. É apenas um esforço complementar. Daí que a revolta contra o monstro seja genuína e desinteressada.
    2. O que está a acontecer nas escolas e que é gravíssimo – já denunciado aliás pela Presidente da Escola Dona Maria, em Coimbra – é que se os professores mais velhos (dos 50 anos para cima, na minha escola) se forem embora, os que ficam, ficam por sua conta, não se dando a a transferência de conhecimentos ganha com a prática e com a formação.
    3. Mas para a Ministra, isto é ouro sobre azul porque os que ficam ganham metade do que os que saiem (penalizados, penalizados). Não auguro bons resultados a longo prazo. Mas isto sou eu a falar.
    4. Então teve tempo para andar à procura do vídeo dos Gatos e o da Bélgica nada! Será que não lhe convém?

    José Luís Sarmento:
    Este Sr Pinto é de vistas curtas. Por mais que lhe demonstremos que estamos mais bem informados e que ele só fala por ouvir dizer, nada o demove. Parece mesmo da equipa que nos tutela. Será?

    [Responder]

  111. 111 111  José Luiz Sarmento

    M:

    Não se zangue demasiado com o sr. Pinto. Quem conhece as escolas sabe por experiência própria que TUDO o que afirmei sobre as prioridades do Ministério é RIGOROSAMENTE VERDADE até à mais pequena vírgula.

    Quem as não conhece, acha que é difícil de acreditar. E tem razão: é, de facto, difícil de acreditar. Logo, o Pinto não acredita. Pode-se levar-lhe a mal que fale do que não sabe, pode-se levar-lhe a mal que argumente contra factos, mas não se lhe pode levar a mal que não consiga imaginar a verdade quando a verdade é inimaginável.

    [Responder]

  112. 112 112  Nuno Félix

    Para que serve a concertação, a negociação de condições, a assinatura de acordos que mais não visam do que a vigência pelo período curtíssimo de 1 ano?
    O Ministério da Educação assumiu o melindre e a dificuldade na introdução de métodos de avaliação meritocrática aplicados à classe discente. A custo, e depois de muitas cedências do ME, os sindicatos assinaram um protocolo de colaboração e de aceitação das condições em que avaliação começaria a produzir efeitos. Sem prejuízo para correcções ao processo após balanço do 1º ano de aplicação. Ao contrario do que se diz, tem sido um processo transparente e bastante plástico para que ninguém possa dizer que está a ser posto fora do processo.
    Os professores queixam-se de coisas como o facto de gastarem uma hora do seu dia nas diligencias inerentes ao processo de avaliação.
    Acham muito?!
    Numa escola onde professores excelentes e medíocres sempre conviveram pacatamente em prejuízo de gerações de alunos.
    Numa escola em que o professor tantas vezes falta durante o horário de trabalho, mas não falha uma hora de explicação.
    Numa escola, que já não era respeitada como desejável e necessário, exactamente devido à continua degradação publica da imagem profissional dos professores.
    Acham muito gastar uma hora por dia neste processo que é estratégico para a reabilitação da escola e para o futuro do país?
    Nunca ouvi os senhores professores queixarem-se quando o Governo de António Guterres os aumentou em mais de 20% num só ano, e lhes permitiu continuarem a trabalhar pouco mais de uma dezena de horas semanais na escola, negligenciando gravemente toda e qualquer diligencia de apoio aos alunos.
    Era bom mas acabou-se. Quem quer ser professor, não pode ter uma segunda ocupação dentro do seu horário escolar, nem angariar entre os seus alunos os seus futuros explicandos.
    Era assim tão difícil, colaborarem como haviam-se comprometido, neste ano de afinação de processos e, certamente de equívocos e perdas de eficiência?
    O próximo ano será pautado por 3 actos eleitorais, e os professores na rua dão muito jeito a uma oposição sem outros argumentos.

    [Responder]

  113. 113 113  Maria

    Daria imenso jeito a pais e alunos que professores e ministerio se entedessem de uma vez por todas.
    e que conseguissem estender esse entendimento um pouco mais longe do que ate aqui.
    Escolas funcionar precisam-se.

    [Responder]

  114. 114 114  Malacueco

    Cara Maria e restantes «habitués»:

    antes de mais, peço desculpa pela extensão da resposta. Se tiver(em) paciência, leia(m) até ao fim…

    Para que saibam que a Ministra da Educação (?), mente (no dia 8 de Novembro afirmou a todos os órgão de comunicação social que os professores só têm que preencher UMA folha…) e é desonesta (também disse no mesmo dia que os professores não querem ser avaliados).

    Para que se conheçam as novas tarefas que os professores têm agora para desempenhar e para dividir com o tempo que antes servia só para o exercício da função docente (antes deste modelo de avaliação a nossa atenção centrava-se naquela que era nossa primeira e fundamental missão: ensinar, preocupava-nos prioritariamente com quem devíamos: os nossos alunos).

    Agora, os docentes que são avaliadores terão que preencher por cada docente avaliado:

    - 20 parâmetros diferentes na ficha do Ministério,
    - 20 itens diferentes nas grelhas desdobradas,
    - 36 indicadores na ficha de observação documental,
    - 28 indicadores na ficha de observação de cada aula faça-se notar que é obrigatório observar 3 aulas

    o que faz na totalidade 84 indicadores.

    Terão no total de preencher 160 informações (indicadores, itens e parâmetros) para cada docente; se houver 12 docentes para avaliar, terão que preencher no final: 1920 informações.

    Terão também que preencher:

    - 1 ficha de observação naturalista por cada aula (é obrigatório observar 3 aulas),
    - 3 fichas de pré-observação e
    - 3 fichas de pós-observação.

    Terão, no total, de preencher por cada docente 9 fichas. Se avaliarem 12 docentes, terão que preencher 108 fichas.

    Terão que analisar a ficha de autoavaliação (documento reflexivo) de cada docente e se avaliarem 12 docentes, terão que analisar 12 documentos. Terão também que confirmar as evidências no portefólio (dezenas de documentos) elaborado por cada professor.

    Isto quanto a avaliadores… Vejamos o resto:

    O Conselho Executivo, que também efectuará a avaliação dos 133 docentes do meu agrupamento, terá que preencher 18 itens e 18 indicadores por cada docente. Terão no total, que preencher 36 informações por cada professor, o que perfaz no final a “módica quantia” de 4788 informações!

    Assim se concluirá que cada docente é avaliado na totalidade em 140 informações (parâmetros, itens e indicadores).

    Todos os professores serão avaliados, incluindo os avaliadores que terão que organizar ou preencher documentos relacionados com:
    - o desempenho de cargos;
    - mapas/calendarização de aulas assistidas, reuniões/datas, aulas substituídas, faltas, (…);
    - ficha de objectivos individuais (Art.º 9 Decreto Regulamentar n.º 2/2008);
    - planificações a longo, médio e curto prazo;
    - planificação da intervenção nos Projectos Curriculares de Turma das suas turmas;
    - material seleccionado ou produzido pelo docente para as aulas;
    - documentos de planificação referentes a alunos com necessidades educativas especiais ou com planos de recuperação;
    - reflexões escritas (descrição sucinta das razões / implicações das opções metodológicas, designadamente, a articulação com o programa, a didáctica da área disciplinar e os contextos);
    - reflexões escritas (com descrição sucinta das razões / implicações das opções metodológicas, designadamente a adequação aos conteúdos e articulação com conhecimentos anteriores dos alunos;
    - a relevância, a sequencialidade e a transferabilidade das aprendizagens);
    - reflexões escritas (com descrição sucinta das razões / implicações das opções metodológicas, designadamente em relação ao valor formativo dos recursos de ensino-aprendizagem);
    - reflexões escritas (descrição sucinta das razões / implicações das opções metodológicas, designadamente o valor formativo da experimentação pedagógica no contexto de situações relevantes);
    - informações relativas ao cumprimento do programa;
    - informações relativas à participação nos Projectos Curriculares de Turma das suas turmas;
    - ficha (s) de observação de aula (s) pelo avaliador;
    - materiais pedagógicos elaborados pelo docente e utilizados/concretizados pelos alunos;
    - grelhas de observação de aulas (auto-observação, observação interpares, observação departamental);
    - participação em iniciativas / experiências inovadoras;
    - reflexões pontuais ou sistemáticas, listas de verificação da aprendizagem, respostas a questionários, entrevistas;
    - relatos de experiências e ocorrências; outros documentos (opiniões de pais/encarregados de educação, apreciações dos pares);
    - instrumentos de avaliação diagnóstica, formativa e sumativa (grelhas de observação;
    - listas de ocorrências;
    - fichas diagnósticas, formativas e sumativas, grelhas de auto e hetero-avaliação dos alunos);
    - reflexões pontuais ou sistemáticas, relatos de experiências, análise de informação (por ex., da avaliação formativa);
    - exemplos significativos de trabalhos dos alunos;
    - outros elementos de avaliação utilizadas pelo docente em consonância com os critérios de avaliação das áreas disciplinares leccionadas;
    - relatórios descritivos sobre Planos de Recuperação e Planos de Acompanhamento elaborados e medidas relativas ao abandono escolar;
    - reflexão sobre os resultados escolares obtidos pelos alunos/turmas; medidas relativas ao abandono escolar;
    - listagem das actividades do Plano Anual de Actividades em que o docente participou; propostas, relatórios e outros materiais produzidos pelo docente, quer individualmente, quer em parceria;
    - listagem de projectos de actividades em que o docente participou e que não se encontravam inscritos no Plano Anual de Actividades;
    - projecto / actividade, relatório e materiais elaborados pelo docente individualmente ou em colaboração com outros docentes;
    - descrição dos projectos a realizar;
    - certificados de participação ou outra documentação que ateste o papel do docente no projecto;
    - documentação de participação em iniciativas inovadoras;
    - frequência e ou avaliação em acções de formação creditadas na sua área de docência;
    - frequência e ou avaliação em acções de formação acreditadas em áreas prioritárias relativamente ao Projecto Educativo do Agrupamento;
    - frequência em acções de formação acreditadas relativas aos cargos / funções que exerça;
    - ficha de Auto Avaliação; (…).

    Chega?

    Por isto dizemos que queremos em primeiro lugar, ensinar (para tal é preciso também tempo) e depois sim, exigimos ser avaliados, repito: queremos em primeiro lugar, ensinar e depois sim exigimos ser avaliados, sim, avaliados! AVALIADOS! …

    [Responder]

  115. 115 115  Malacueco

    Caro fado alexandrino:

    no post 86, faz v. a seguite pergunta:

    «Imaginemos nas finanças todos chegarem a Directores-gerais.
    Absurdo não é?»

    Este é precisamente o logro do qual enferma toda a discussão sobre a famigerada progressão na carreira!

    Pois então respondo:

    imaginemos na educação todos chegarem a Director-regional, adjunto, secretário de Estado ou Ministro.

    Isto, meu caro, é o topo da carreira no Ministério da Educação! Do qual os professores são funcionários…

    Mas quem é que por absurdo pensa (eu acho que sei quem…) que todos os professores querem chegar a esses cargos? Não só NÃO PODEM como lhe digo: NÃO QUEREM.

    Responda-me, do alto dos seus 17 anos de acompanhamento da actividade dos professores «na qualidade de cidadão» (esta deve ser para rir…), a uma questão que me intriga: qual é o topo da carreira docente? Director de Turma? Não, porque é um cargo de provimento directo anual… Presidente do Conselho Executivo? Hummm… Também não, porque são eleitos para mandatos de 4 anos. Director de instalações? Hummmm… Nicles, porque é o mesmo que os DTs… Director dos directores de turma? Também nicles, porque é o mesmo fado… E finda a comissão de serviço voltam a ser professores – nem mais, nem menos.

    Qual é então o topo da carreira docente? A isto é que ainda ninguém me conseguiu responder.

    Não estarão a confundir com o escalão mais alto de vencimento numa carreira que só tem UMA categoria – professor? Ai é isto que dói a quem não pôde ser ou não quis ser professor?

    Se não pôde, temos pena… Se não quis, de que se queixa? Ao fim de 17 anos [não é 1 nem 7 - são 17!] a acompanhar a docência, deve ter tido conhecimento do mar de inefáveis regalias chorudas que acompanhavam a profissão: só não tem as mesmas porque – devo presumir – não quis… Tanto tempo e tanto acompanhamento para chegar ao fim e não ficar a perceber nada de nada…

    Mas se calhar a culpa foi dos professores, que não lhe deram notas que lhe tivessem permitido tirar um curso com via de ensino… Uma conspiração de 140.000 (e tal) comunistas!

    Oh!, triste sina! Oh!, triste fado!

    Mas numa coisa tenho de lhe dar razão, relativamente àquilo a que se pode ou não chegar:

    nem todos podemos chegar a professores.

    Cumprimentos.

    [Responder]

  116. 116 116  Malacueco

    Desculpe-me ainda, caro fado:

    acho é que v. sabia muito bem que afinal não havia, como não há, um mar de chorudas regalias…

    Será por isto?

    Cumprimentos

    [Responder]

  117. 117 117  Malacueco

    E ainda mais uma explicação, se não for pedir muito:

    que tem o facto de os professores serem avaliados com a melhoria do ensino?

    Para os que invocam os países civilizados como paradigma para aquilo que deveria ser o nosso sistema de avaliação dos professores:

    Se considerarem que a Alemanha, a Suíça, a Bélgica, o Luxemburgo são países civilizados, e se considerarem que o Chile não o é tanto, remeto apenas para o post assinado por “F” em “A Avaliadora e a Avaliada” neste mesmo blogue… É só ir um bocadinho aqui ao lado.

    Cumprimentos.

    [Responder]

  118. 118 118  M.

    Malacueco:
    QUE NÃO SEJA POR ISSO. A gente prante-lhes aqui a coisa. Assim dá menos trabalho!!!!!!
    A – Avaliação de Professores na Alemanha
    1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.
    2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.
    3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
    4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de interrupção de actividades ou de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas. Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias.
    Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
    5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano, às 17.00.
    6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.

    B – Avaliação de Professores na Suíça
    1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
    2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de escalão.
    3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão).
    4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.

    C – Avaliação de Professores na Bélgica
    1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
    2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.
    3. Avaliação das Escolas. A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se o trabalho das escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas exercem a sua actividade.

    D – Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales
    1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).
    2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo e os “avaliadores de performance”.

    E – Avaliação de Professores em França
    1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
    2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.
    3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.

    F – Avaliação dos Professores em Espanha
    1.Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada “Comunidade Autonómica” estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.
    2. Avaliação. Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são feitas com base na antiguidade.

    E TAMBÉM ESTA REPORTAGEM DA SIC QUE ANDO A ACONSELHAR AO SR PINTO HÁ DIAS:
    http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={94CCD141-0CBF-40EB-826A-3243816C0ABF}

    EVIDÊNCIAS NÃO LHES FALTARÃO!!!!!!

    [Responder]

  119. 119 119  Maria

    114 Malacueco
    13 Nov 2008 às 19:07

    “Cara Maria e restantes «habitués»:”

    Pela minha parte, caro Malacueco obrigada.
    Com a sua informaçao percebe-se enfim e muito melhor muita coisa.

    [Responder]

  120. 120 120  Maria

    114 Malacueco
    13 Nov 2008 às 19:07
    “Chega?”

    -Chega sim senhor.
    So 2 ultimas perguntas.
    A Ministra tem conhecimento do total de documentos que o sr aqui apresentou?
    E sao estes os totais para todas as escolas?

    [Responder]

  121. 121 121  Malacueco

    Cara Maria:

    Só por muita má fé é que a Sr.ª Ministra não saberá…

    Pegue-se nas duas folhas que apareceram por aí num link. Como fazer prova material de todos aqueles itens? Como provar que o docente deu 100% das aulas previstas? – registo de faltas. E por aí adiante.
    Já propus que cada professor remetesse à AR todos os documentos que já preencheu desde o início do ano – retirando os nomes dos alunos, naturalmente: dava nada menos, se cada prof presente na manifestação o fizesse, do que 240.000 resmas de papel – isto se fosse só uma folha por professor. Ora cada professor tem uma média de 22 alunos por turma: é uma quantia jeitosa…

    Cumprimentos.

    Quem ganha é a Portucel… que também precisa.

    [Responder]

  122. 122 122  Pinto

    1 – M, não se canse mais com esse link porque, em primeiro lugar o meu PC não abre o vídeo. Abre a página mas a imagem do vídeo fica preta (seria necessário instalar um qualquer programa). Em segundo, o velho tique de “na Suiça é que é” para mim não cola.

    2 – Outra coisa: você apresentou para aí uns modelos de vários países europeus. Apresentou um lado da moeda mas não apresentou o outro – as desvantagens. Pelo menos uma tem fácil explicação: diz que na Alemanaha os professores têm as mesmas férias que os alunos. Acontece que os alunos alemães não têm (nem nada que se pareça) o mesmo tempo de férias que os alunos portugueses.
    Sugeriria você mais de 2 meses de férias no verão, mais 15 dias no Natal, mais 15 dias na Páscoa e mais 3 dias no Carnaval para os professores? Não é meiga a pedir!

    3 – Nem tudo o que se passa nesses países é um exemplo a seguir. A reestruturação do sistema de segurança belga feita há uns anos aquando do caso Dutroux foi (assumidamente) um desastre. Mas um desastre que à maioria das pessoas nem passa pela cabeça. E aconteceu na Bélgica.

    4 – O anterior Governo implementou um modelo de avaliação. Os professores fizeram guerra que não o queriam mas nunca apresentaram uma alternativa (que não fosse a progressão automática na carreira). Este Governo apresentou um novo modelo. A história dos professores repete-se.

    [Responder]

  123. 123 123  Pinto

    “117 Malacueco
    13 Nov 2008 às 20:07

    E ainda mais uma explicação, se não for pedir muito:

    que tem o facto de os professores serem avaliados com a melhoria do ensino?

    Para os que invocam os países civilizados como paradigma para aquilo que deveria ser o nosso sistema de avaliação dos professores:

    Se considerarem que a Alemanha, a Suíça, a Bélgica, o Luxemburgo são países civilizados, e se considerarem que o Chile não o é tanto, remeto apenas para o post assinado por “F” em “A Avaliadora e a Avaliada” neste mesmo blogue… É só ir um bocadinho aqui ao lado.

    Cumprimentos.”

    É PRECISO MELHOR PROVA QUE O PROBLEMA DOS PROFESSORES ESTÁ NO FACTO DE SEREM AVALIADOS E NÃO NO MODELO EM SI?

    [Responder]

  124. 124 124  Malacueco

    Caro Pinto:

    «Quis habet oculos videndi, videat…»

    E é o primeiro e último latim que gasto consigo.

    A Ministra diz à boca cheia que a avaliação dos professores é essencial para a qualidade do sistema de ensino – é, aliás, o argumento supremo para a «inevitabilidade» da imposição DESTE modelo.

    No post de F transcrito por M, tem 5 ou 6 exemplos de países considerados civilizados onde os professores não são avaliados, mas cujos sistemas de ensino são considerados exemplares. Não há, por isso, uma relação directa entre uma coisa e outra. É uma falácia completa.

    Foi isto o que eu quis dizer.

    Curioso que de todo o post sobre avaliações em países de referência da OCDE v. só tenha visto as férias – não a falta de avaliação ou a existência de uma carreira única… Também gostava que me explicasse qual a importância da divisão da carreira para a melhoria da qualidade do ensino.

    Leia bem o que escrevi – nunca me viu dizer que não deve haver avaliação. O que não deve haver é ESTE modelo.

    Com muita má-fé, v. calou-se intencionalmente: passou pela minha resposta à Maria (sobre a complexidade do sistema que o Governo quer)… «como pinto por vinha vindimada»; não disse «cão» para não ofender a lealdade dos melhores amigos do homem.

    Anda a precisar de umas aulas de substituição caro Pinto – onde aprenda a substituir a cegueira de quem não quer ver por uma predisposição para, pelo menos, olhar a realidade que o cerca – no que toca à questão vertente.

    As comparações à restante função pública ainda se mantêm? Bom: aponte-me, então, UMA carreira cujo modelo de avaliação e complexidade (SOBEJAMENTE DEMONSTRADA) seja MINIMAMENTE comparável àquele que querem impor aos professores. Uma só… só uminha, vá lá… Pleeeaaaaseeeeeeeeeeeeeee…

    Mais do que atentissi-ssi-ssi-ssi-ssi-ssimamente e ansiosamente à espera, subscrevo-me com os protestos da mais elevada estima e consideração por todos os que nesta saudável troca de opiniões têm mantido uma postura digna de desacordo.

    Cumprimentos.

    [A tradução da frase inicial em latim fica por sua conta. Já me chegam as aulas que dou.]

    [Responder]

  125. 125 125  Incognitus

    Malacueco, nas outras carreiras não há 150000 pessoas a caminho de ganharem 3000 Euros cada uma.

    E esse é o problema, 3000 Euros é demasiado, principalmente para 150000 cabeças.

    A menos que queiram ter o país todo a trabalhar só para alimentar essas 150000 cabeças, claro.

    Se calhar é isso.

    [Responder]

  126. 126 126  Pinto

    “(…) «como pinto por vinha vindimada»; não disse «cão» para não ofender a lealdade dos melhores amigos do homem (…)”

    Percebo perfeitamente o pavor à avaliação e à presença de avaliadores nas aulas.

    Se aqui chega a este nível, imagino fechado numa sala.

    Quanto a si, caro Malacueco: OFF

    “Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele… e depois ganha-te em experiência.”
    Mark Twain

    [Responder]

  127. 127 127  A.R.A

    Malueco

    Haja paciência! Gabo-lhe a capacidade de resistência (não fosse o próprio um professor) para continuamente dar troco ao Pinto, Incógnito e afins.

    Tenho de facto apreciado a sua explanação sucinta daquilo que pretendeu transmitir e só não compreende quem não quer, por isso, eu no seu lugar, já lhes tinha dito …”Vulva mater at dorsum”… (acho que escrevi bem é que já lá vão uns anitos que aprendi latim) aprendam se quiserem!!

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

  128. 128 128  M.

    Sr Pinto
    Cansei! Já me dizia a minha avó que não há pior cego que aquele que não quer ver.
    Fique-se com a sua má vontade que eu por cá prefiro dedicar-me a outras andanças.
    Adeus

    [Responder]

  129. 129 129  Incognitus

    Volto a perguntar se esperam transformar a maior parte da população em escravos, porque 150000 cabeças a 3000 Euros cada uma, chegavam para por 40% da população activa a só contribuir para eles (se assumirmos um imposto médio de 20% e um salário médio de 1000 euros).

    Porque é que acham que o ME não pode desistir desta luta? É porque os salários dos professores em final de carreira estão desajustados à realidade Portuguesa, são INSUSTENTÁVEIS, compreendem?

    [Responder]

  130. 130 130  M.

    Incognitus
    Sejamos sérios!
    Relembrando:
    Exemplo da minha escola:
    Faixa etária Número
    20 a 30 anos 15
    31 a 40 anos 30
    41 a 50 anos 56
    51 a 60 anos 49
    +de 60 anos 11
    Só 49+11 professores é que têm esse salário ILÍQUIDO. E a proporção será sempre esta. Há MILHARES DE PROFESSORES LICENCIADOS, COM ESTÁGIO PROFISSIONAL FEITO que ganham entre 800 e 1000 euros e não têm vínculo nenhum certo.
    Diga-me Senhor incógnito, há muitas classes profissionais em que isto acontece?
    Vá aprender a fazer contas.

    [Responder]

  131. 131 131  Incognitus

    Se este estatuto e avaliação se mantiver, não chegam todos aos 3000 euros, se não se mantiver, chegam. Pouco importa quantos há agora, porque quando se reformam ficam quase com o mesmo e o dinheiro sai do mesmo lado.

    E não tenha dúvidas de que é um salário excessivo para este país e que no ensino privado NÃO o ganhariam. Aliás, deviam de ter vergonha de o expoliar a pessoas que ganham muito menso – que é o que fazem via estado e impostos.

    [Responder]

  132. 132 132  Pinto

    1 – Ora 60 (49+11) professores auferem a módica quantia de €3000 ilíquidos.
    Tendo em conta o universo da escola (161 professores), quase 40% recebem €3000 ilíquidos.

    Se essa escola reflectir o panorama nacional teremos cerca de 56 mil professores com um vencimento ilíquido de €3000.

    Tendo em consideração o país em que vivemos como é que ainda têm a ousadia de reclamar com constantes manifestações.

    2 – NENHUM professor com o horário completo recebe €800 nem €900. Os que não fazem horário completo não podem exigir vencimento completo.

    3 – Todavia, concordo que os profesores em início de carreira não ganhem nada de mais. Acho que ganham o vencimento adequado às funções e ao país em que vivemos. O problema é que quando vejo as manif’s de profesores da TV só vejo senhoritas com mais de 40 anos, meio histéricas, a insultar a Ministra. E isso é asqueroso.

    [Responder]

  133. 133 133  Maria

    Por mim , acho que o problema nem passa tanto pelos salarios recebidos pelos professores,se bem que num pais onde o nivel de vida e tao baixo essa realidade possa tocar nas pessoas de maneiras muito diferentes, sendo que talvez choque muitissimo a maior parte dos que se encontram em situaçao proxima a da miseria.

    Mas entendo que se as pessoas, se tem nivel de educaçao e cultura e quando sao bons profissionais, tem todo o direito a fazer-se pagar o melhor que possam.

    O que esta aqui em questao parece-me, sao as realidades do que se passa nas escolas neste momento.E acima de tudo, sendo as escolas imprescindiveis, seria importante perceber que a relaçao aluno /professor / sociedade e de extrema importancia e algo que nao pode estar em constante explosao. Neste momento nao se pode dizer que os pais que tem os filhos a estudar nao sintam a maior das preocupaçoes com o que se passa na maioria das escolas portuguesas.

    Eu e todas as familias da area onde vivo estamos preocupados.
    Logo, seria importante que os professores se aplicassem no que deve ser um funcionamento mais normal e na pacificaçao dos seus alunos.

    O que e perfeitamente possivel.
    Conheço escolas que neste momento estao a funcionar perfeitamente, com os alunos a obter boas notas nas provas prestadas ate agora e onde reina a calma e o respeito pelo bom funcionamento.Falei com alguns dos professores dessas escolas e se bem que tenha ouvido o mesmo tipo de queixas em relaçao a excessos de carga de trabalho , a verdade e que nada disso esta a passar para os alunos.O que prova que nao sao necessarias tantas provas de ma educaçao para defender os direitos.Quanto ao excesso de papelada , quase todos me disseram que na verdade , se nao em todas as escolas mas num elevado numero delas, a situaçao e dificil ate porque nem todos conseguem gerir o seu tempo da mesma forma. Bom , em relaçao e esse problema entendo que alguma coisa deve ser feita , talvez levar essas escolas a presença de quem de direito para que a situaçao se altere para melhor caminho.
    Porque este onde estamos e perigoso.

    [Responder]

  134. 134 134  Malacueco

    Caro Pinto (deve ser avestruz, de tal modo tem a cabeça enterrada na areia):

    Pela sua experiência sobejamente demonstrada ao longo de sucessivas intervenções:

    JÁ GA-NHOU! JÁ GA-NHOU! JÁ GA-NHOU!

    CAM-PE-O-NE, CAM-PE-O-NE! O-LÉ, O-LÉ, O-LÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!!!!!!!

    Ah!, grande Mark Twain! Eu e ele sempre tivemos ideias muito parecidas! Até arrepia!

    A.R.A. : «Roger that». Aliás, não gaste mais o seu latim: o defunto não justifica a cera que se gasta…

    Abraço!

    [Responder]

  135. 135 135  Incognitus

    Maria, uma das razões pelas quais tanta gente se encontra à beira da miséria, são os gastos do Estado, e por inerência, os salários absurdos pagos aos professores em final de carreira. Esses gastos implicam maiores impostos, o que reduz a competitividade das empresas, e leva à criação de menos emprego, o que leva à miséria.

    Malacueco, quem tem a cabeça enfiada no terreno, é quem não vê que num país onde a educação é gratuita, como o nosso, quase 20% da população vê a necessidade de gastar 500 euros por mês, para dar uma educação condigna aos seus filhos.

    Isto não obstante a escola pública ter MUITO maiores recursos HUMANOS e MATERIAIS, que a escola privada.

    Não ver isso é que é enterrar a cabeça na areia.

    [Responder]

  136. 136 136  Maria

    Apareceu hoje em jornais diarios e esta online uma noticia reportando o facto de:-

    “Pais satisfeitos com despacho da ministra sobre regime de faltas”

    mas que continuam preocupados com a situaçao de crianças e jovens mais dizendo que :-”

    «Infelizmente algumas escolas não tiveram capacidade de fazer uma interpretação daquilo que são faltas justificas por doença ou por outras actividades, como alunos que estejam a praticar desporto em representação do país»”

    acrescentando o Diario de Noticias que:-”

    «na guerra contra a avaliação do Ministério da Educação, os professores podem vir a recorrer à greve às avaliações… dos alunos».”

    Bom, se isto de greves as avaliaçoes de alunos e plano dos profs para continuar sejam que lutas forem e gravissimo, porque poriam para tras das costas os interesses dos seus alunos .
    Muito gostaria de ver alguns dos professores que por aqui passam comfirmar ou nao estas noticias.

    As fontes sao: o jornal sol e diario de noticias.

    [Responder]

  137. 137 137  Malacueco

    Incognitus:

    não sei se é má-fé, se é só ignorância…

    Mas como, ao argumentar dessa forma, nos está a chamar a todos imbecis, mais não me resta do que responder na mesma moeda.

    Então e as especulações bolsistas do IPAR com o fundo de reserva da segurança social?

    Então e os estádios do Euro 2004?

    E então as SCUTs, que serviram para adjudicar obras aos amiguinhos – que já pagámos e que agora nos querem fazer pagar de novo?

    Então e as cláusulas de dispensa de serviços da Galp de consultores jurídicos que entraram há um ano directamente com 18 anos de antiguidade? E que se forem «dispensados» têm direito a uma compensação igual a 18 anos de salários? – Faça as contas: 18+18=36… anos… uma carreira contributiva completa…? E é só a um? Se fosse…

    E então os filhos de ex-… que entram directamente para assessores de ministros mal acabam a licenciatura a ganhar milhares de euros por mês??????????

    Isto ajuda em quê, seu asno?

    Todos estes elefantes brancos que serviram para guindar toda uma corja dirigentista a postos de administração, até serem corridos para entrarem noutros postos de administração semi-pública onde enchem os bolsos à custa dos impostos semi-privados?

    E isto ajuda em quê, seu aleivoso?

    Tenha vergonha de atribuir essas culpas aos professores!

    Tenha pudor de exibir em público esses andrajos de inteligência!

    Poupe-nos ao espectáculo lamentável das varizes que lhe comprimem a inteligência e ao fedor das pústulas que lhe infectam o cérebro!

    Tenho dito, como Pier Paolo Pasolini – «Porque a FARSA, a nojenta e p…ta FARSA, essa continua!»

    Arre, que é Incognitus!

    [Responder]

  138. 138 138  Incognitus

    1) Arranje uma educação pois precisa urgentemente de uma;

    2) Se entrar em contacto comigo, talvez eu o possa ajudar a começar a obter uma desde já;

    3) O facto de o Estado desperdiçar dinheiro por todos os lados, não desculpa desperdiça-lo com os professores também. O Sr (quer dizer, vamos imaginar que é senhor, não parece realmente, mas vamos pressupor) disse uma série de desperdícios ADICIONAIS, compreende?

    Talvez não compreenda, parece-me tão limitado que é bem possível que não compreenda.

    Vai-me dizer que as pessoas colocam os seus filhos no privado devido aos Estádios, à Galp, às Scuts, ou à merda de ensino que temos???

    Haja paciência para pessoas tão fraquinhas.

    [Responder]

  139. 139 139  Incognitus

    Outra coisa, a sua tirada absurda tem por objectivo desviar a atenção das pessoas. Os factos que as pessoas precisam de saber são:

    * Os rácios professor/aluno do ensino público em Portugal são uns 30% acima dos do ensino privado (mais professores vs alunos) e da maioria dos países deste mundo, aliás, somos dos países com piores rácios.

    * Os salários em final de carreira e na reforma no ensino público em Portugal são, levando em conta o PIB per capita Português, dos mais elevados do mundo, e mesmo em termos absolutos estão acima da média de países muito mais ricos que nós.

    Aliás, basta pensar o que é, NESTE país, uma educadora de infância em final de carreira ganhar 3000 Euros. O abuso violento que isso é para os contribuintes que a pagam, o mesmo para um professor do ensino básico ou secundário, é um absurdo.

    Estes são os factos que as pessoas precisam de saber.

    Mais de 80% das escolas são públicas, no entanto 9 dos 10 primeiros lugares do ranking das escolas, são ocupados por privadas.

    [Responder]

  140. 140 140  Malacueco

    E continua:

    «3) O facto de o Estado desperdiçar dinheiro por todos os lados, não desculpa desperdiça-lo com os professores também. O Sr (quer dizer, vamos imaginar que é senhor, não parece realmente, mas vamos pressupor) disse uma série de desperdícios ADICIONAIS, compreende?»: compreendo, oh!, se compreendo! Temos, portanto, que o grosso do desperdício do Estado é com os professores; depois, há uns trocos q

    «Aliás, basta pensar o que é, NESTE país, uma educadora de infância em final de carreira ganhar 3000 Euros.» – que país é esse? Será Portugal?

    [Responder]

  141. 141 141  Incognitus

    Sim é Portugal, porquê, não sabia??

    Este barulho todo à volta da Ministra é porque esta vai por fim nisso, as avaliações são um pretexto de um lado e do outro.

    [Responder]

  142. 142 142  Malacueco

    E continua:

    «3) O facto de o Estado desperdiçar dinheiro por todos os lados, não desculpa desperdiça-lo com os professores também. O Sr (quer dizer, vamos imaginar que é senhor, não parece realmente, mas vamos pressupor) disse uma série de desperdícios ADICIONAIS, compreende?»

    - compreendo, oh!, se compreendo! Temos, portanto, que o grosso do desperdício do Estado é com os professores; depois, há uns trocos que se gastam em estádios, indemnizações, etc. Compreendi, sim senhor… Enfim, uns tostõezitos adicionais. Nada de grave, portanto. Há que fechar é a hemorragia que o salário dos professores representa! Para os outros, qualquer penso rápido basta…

    Agora vejo com muita mais clareza! Por que é que nunca pensei nisso antes? – Talvez por ser um absurdo?…

    «Aliás, basta pensar o que é, NESTE país, uma educadora de infância em final de carreira ganhar 3000 Euros.»

    Que país é esse? Será Portugal? 3000 Euro a uma Educadora em fim de carreira? Por bimestre ou por mês?… Um de nós está redondamente enganado. Não confunda 2.493 – menos impostos (menos de 2.000, digo eu) – isto se a educadora desempenhar funções directivas – com 3.000, já para não falar do que perde na passagem à reforma.

    Mas v. faz ideia de qual o salário do Presidente da República – o mais alto da função pública em Portugal: mais de 6.000, fora o subsídio mensal de 2.000. Mais de 3.000 ganham os presidentes de Câmara de Lisboa e do Porto. Como poderia uma educadora aproximar-se disso, sequer?

    Realmente é uma coisa que me intriga, de onde saiu tal boato – note-se que v. não é o primeiro a aparecer com esta calinada.

    «Vai-me dizer que as pessoas colocam os seus filhos no privado devido aos Estádios, à Galp, às Scuts, ou à merda de ensino que temos???»

    Não, caro iluminado. Digo que é por um conjunto de razões diferentes:

    1. até ao 9.º ano, por uma questão de protecção relativamente à agressividade que reina impunemente nas escolas;

    2. a partir do 10.º, porque há escolas cuja política de captação de alunos é a seguinte: «Matricule-o cá, que ele leva pelo menos 16». Esta aconteceu com um ex-aluno meu, neste ano lectivo, uma abécula (perdão, uma criança com dificuldades de aprendizagem…) que nem 10 consegue tirar a qualquer disciplina que seja, porque não sabe nem quer saber. É a caça à nota alta na frequência para servir de «almofada» no exame nacional. Nem mais, nem menos. Porque quem tem um 14 de frequência pode quase tirar zero, que fica na mesma com 10… Ora se a escolha múltipla for «dada», já tem pelo menos 6…

    Durante os últimos exames nacionais recebi uma mensagem de um colega que trabalha num colégio a dizer-me que se estavam a escrever as respostas de escolha múltipla no quadro. V. anda muito enganado sobre o que leva as pessoas a procurarem o ensino particular…

    Fui violento na última resposta. Assumidamente. E continuo a dizer que se são esses os argumentos que apresenta continuo como comecei: ou é ignorante – o que me parece; ou tem uma má-fé de todo o tamanho – o que também parece.

    Acredito, no entanto, que a pessoa que v. realmente é seja um indivíduo sensato e responsável na sua profissão e na sua vida pessoal: bom tipo, grande camarada, alguém com quem se gosta de estar. Tenho mesmo a certeza de que é assim. Mas as posições assumidas pelo Incognitus, nesta matéria, são de um onagro consumado.

    Se continua a manter o que disse no número 3 da sua «resposta» e pretende manter com seriedade, não sei realmente o que lhe diga – pois é de tal forma evidente a disparidade e o disparate dos gastos e dos argumentos que por si só se classificam.

    Aconselha-me a que arranje educação e propõe-se v. dar-ma. Não preciso da primeira, nem tenho medo da segunda.

    V. é que entra por aqui a debitar falácias insultuosas para toda uma classe. Se eu não me sentisse, não seria filho de boa gente. De que estava à espera depois de nos/me chamar ladrão?

    Quem precisa de quê?

    Se ainda assim não consegue ver o que é óbvio:

    - que temos um «ensino de merda» porque não são os professores que legislam nem promulgam «políticas educativas» (que é coisa que não existe) – não falo de políticas salariais, nem acho que os professores devam legislar sobre isso;
    - que nenhum professor em fim de carreira ganha 3.000 Euro – muito menos as educadoras de infância;
    - que são precisamente as quantias «minúsculas» dos tais «desperdícios adicionais» (adicionais ao que se «desperdiça» com os professores, penso que é o quer dizer…) que levam o Estado à ruína e que põem muita gente na miséria;

    se não consegue ver isto, volte lá a Penafiel para lhe consertarem os óculos, pois anda a precisar de nova graduação, ou de uma folga maior.

    [Responder]

  143. 143 143  Incognitus

    Ganham todos, por tabela, em final de carreira e até ao final do secundário, 3000 Euros. Por isso convinha não mentir.

    Quanto à proporção dos gastos, eu não disse nada sobre a dita, portanto isso é invenção sua – devia logo à partida ter vergonha de inventar numa argumentação.

    E claro, com 142000 / 150000 professores, dos quais uns 60000 em final de carreira, é óbvio que até um excesso de 500-750 Euros por professor vai provocar um gasto anual brutal, além de se reformarem com esse gasto excessivo. São pelo menos uns 420 milhões de euros que aí são gastos indevidamente por ano (500), o que representa um custo adicional por cada pessoa na população activa de cerca de 80 Euros/ano, 6.6 Euros/Mês ou cerca de 0.7% do salário médio nacional de todos os Portugueses.

    Quanto aos motivos que apresenta para o uso da escola privada, eu passei pela pública e a razão que tenho para colocar a minha filha na privada é que, há quase 30 anos atrás, aquilo era um regabofe, e pelos vistos hoje não está diferente.

    [Responder]

  144. 144 144  Malacueco

    Incognitus:

    Citando todos os seus posts até agora:

    «hi-hó!»

    Boa viagem até Penafiel.

    Boa sorte na vida.

    [Responder]

  145. 145 145  Teresa Decalco, tá?

    Sr. Malacueco, estou absoluta e profundamente comovida (as lágrimas escorrem-me incontidas pela face) com a sua capacidade absolutamente infinita de aturar asnos, ainda por cima incógnitos. Ainda se os conhecesse, eu que me cria piedosa, compreenderia. Mas assim, dar pérolas a recos que vivem em curral alheio, é um acto de generosidade ilimitada…de genuína paciência… de bondade suprema…duma abnegação ímpar!

    O SENHOR não é criatura deste mundo, antes um SANTO que me faz questionar toda a minha vida passada, presente e reflectir maduramente na futura.

    Deixo-lhe um conselho, contudo:

    Não perca mais o seu precioso e douto latim com quem, de línguas, só entende a de porco!

    [Responder]

  146. 146 146  Incognitus

    É engraçado que os factos, ninguém mostra serem falso.

    Entretêm-se a emitir sons de asno, e uma pessoa desconfia se o fazem propositadamente, se é involuntário.

    Porque afinal, contestar os factos, não os contestam.

    Portanto, alguém acha que 3000 Euros por mês é um salário justo para o nosso país? Não é exagerado? Não obstante ser dos salários mais elevados do mundo tendo em conta a paridade do poder de compra ou o PIB per capita?

    E os rácios professor/aluno, também ninguém contesta apesar de serem dos mais elevados do mundo, e uns 30% acima da média de países desenvolvidos ou do ensino privado em Portugal?

    Caramba, em vez disso urram … compreende-se porquê. Isso, e o assalto silencioso aos Portugueses. Silencioso é como quem diz, ultiamente até se manifestam. Se as pessoas fizessem ideia …

    [Responder]

  147. 147 147  Incognitus

    Teresa, compreende-se bem porque é que o nosso ensino está como está. Já mediu o seu QI?

    Tenha paciência, saiba que nem todos podem estar do lado certo da curva.

    [Responder]

  148. 148 148  Malacueco

    Cara Teresa:

    não vale a pena chorar pela palha derramada: é menos um “fardo” a carregar na vida.

    Quanto à paciência, é certamente deformação (em sentido próprio) profissional: mais um, menos um pela frente… Diria como um seu congénere – esse, quase santo – quando pregou aos peixes (e nisso quase meu congénere) no Maranhão: “A dor, de tão ordinária, quase se não sente.”

    Se agora se soltasse uma baforada de fumo branco, estaria tentado a gritar: Habemus Burrum!(em acusativo do singular – já que a gramática o pede e o personagem também o é – tanto singular como o resto).

    «Quousque tandem, Incognite, orneabis ad auriculas nostras?» (M. T. Chicharrus*: In Incognitum).

    *quase Cicero em pronúncia vernácula…

    [Responder]

  149. 149 149  madr

    Topo da tabela de vencimento do Ensino Básico e Secundário (inclui os Educadores de Infância):
    Índice 340=3004,68€ ilíquido
    A este valor deve retirar-se uma taxa variável (em função da situação) entre 16% e 23% para IRS (de 480,75€ a 691,08€) o que faz com que NA REALIDADE e AO CONTRÁRIO do que alguém aqui diz, NENHUMA Educadora de Infância tenha uma reforma de 3000€, isso É MENTIRA. O vencimento LÍQUIDO é muito inferior a 3000€. Mesmo que o fosse não acho nada de mais em comparação com outros profissionais do mesmo ramo, os professores universitários auferem dum maior salário tendo no entanto uma muito maior taxa de insucesso já não falando em termo de trabalho (no 1º ciclo 90% do trabalho é do professor e 10% é do aluno, no ensino superior é exactamente o contrário).
    Quanto ao ensino particular, bem… o currículo é nacional e todos os professores são do oficial (alguns até acumulam) a única diferença é que os putos, taditos, por muitas condições que tenham a fasquia é sempre inferior à do oficial. Já me vieram pedir para ajudar putos do particular e aquilo realmente não tem nada a ver, mesmo tendo em conta a heterogeneidade das turmas (tudo da classe média para cima claro) as exigências, claro, estão muito por baixo até porque grande parte desses “colégios” nem tem paralelismo pedagógico.

    [Responder]

  150. 150 150  Malacueco

    “Teresa, compreende-se bem porque é que o nosso ensino está como está. Já mediu o seu QI?”

    Afinal estamos em perfeita sintonia, de total acordo!!! Quem diria???!!! E esta, hem?
    É-me perfeitamente claro à mente o motivo pelo qual o ensino em Portugal está como está: é que há muita gentinha incógnita a quem os professores tentam ensinar Camões, quando a dita devia era ir trabalhar para a I.B.M. (Içar Baldes de Massa).
    Temo até que algum o tenha atingido em cheio naquilo que tem em cima das suas reais omoplatas (o que nas pessoas normais se chama “CABEÇA”).

    Não, não medi o meu Q.I.. Não sabe que o infinito é imensurável? O seu também ainda que pelas razões diametralmente opostas.

    Mas, eu que sou uma santa, deixo-lhe um conselho:

    - NÃO MEÇA O SEU Q-HIHÓ! NUNCA! NÃO FAÇA TAL ASNEIRA!

    Para quê viver (ainda mais) complexado a vida toda???!!!…

    “Tenha paciência, saiba que nem todos podem estar do lado certo da curva.”

    Ora nem mais! O que v. também não precisava era de estar exactamente no lado errado da dita. Vá, tente (se for capaz) dar uns passitos….quem sabe, chega lá!

    Caridosamente, falando na sua linguagem (para que não me restem quaisquer dúvidas de que entenderá), um suave e terno “hi hó”

    [Responder]

  151. 151 151  Teresa Decalco, tá?

    Peço as minhas efusivas desculpas, SENHOR Malacueco. Estava tão vivamente impressionada com o seu brilhantismo que, em lugar de escrever em cima o meu nick, escrevi o seu!

    Mil perdões

    Beatificamente, com uma vénia, os meus melhores cumprimentos

    Nota: o post 150 é meu, não do Senhor Malacueco

    [Responder]

  152. 152 152  Incognitus

    Aahhhahahahhahaha

    Tão deformado que o tipo é, que até se dá parabéns a ele próprio !!!!

    Bem, para terminar:
    * Ficou provado o vencimento de 3000 Euros (ilíquido, nunca ninguém disse que era líquido – as outras pessoas também pagam impostos);

    * Ficou provado que não contestam os rácios;

    * Ficou provado que são anormais pois até criam posts a dar-se parabéns a eles próprios;

    * Ficou provado que são mal educados;

    Quanto ao ensino privado, ele é provado superior nos EXAMES NACIONAIS IGUAIS PARA TODOS, por isso madr, a sua lógica necessita de revisão.

    Aliás, se o que aqui temos for uma amostra representativa, até se compreende que o ensino público seja estruturalmente mau, independentemente do dinheiro que nele se enterre.

    Parabéns à Ministra, por tentar colocar ordem neste regabofe!!!!

    Parabéns!!!

    [Responder]

  153. 153 153  Malacueco

    Incognitus:

    por acaso, “Malacueco” e “Teresa de Calco, tá?” não são heterónimos. São duas pessoas completamente distintas que usam o mesmo PC.

    Aproveito para prestar aqui a minha homenagem e o meu agradecimento ao apoio que me deu – ela, sim, uma pessoa absolutamente brilhante, mas que não tem a mesma paciência que eu: como eu a invejo…

    Mas isso são contas de outro rosário.

    Não se contesta aquilo que é irrelevante. Ninguém disse que os rácios estão errados. Mas o rácio de galinhas consumidas em Portugal não significa que todos os Portugueses comem galinha: significa que uns comem, outros não. Uns porque não gostam, outros por que não podem.

    O rácio de cereais produzidos no Mundo indica que ninguém passa fome. Será isso uma verdade ou tem qualquer relevância no Biafra? Poderá isso servir de desculpa para a arrogância dos que queimam trigo chamarem preguiçosos aos que nem o podem produzir?

    Com rácios prova-se tudo e o seu oposto. Dizia Keynes (se não estou em erro) que há três formas de mentir: apresentar factos intencionalmente errados, omitir ou apresentar estatísticas.

    Eu não contestei rácios: V. não contestou as razões pelas quais a esmagadora maioria das pessoas recorre ao ensino particular…

    Eu não contestei rácios: V. não contestou o peso das «ninharias» que – longe de representarem 0,7% do salário dos trabalhadores – representam que percentagem de vários PIBs (veremos de quantas gerações…) e que, esses sim, são as verdadeiras causas da miséria.

    Qual o rácio dos salários dos administradores de empresas públicas ou de capital público noutras economias – pode mesmo ser nas economias que lhe serviram de referência?

    E qual o peso no salário de todos os portugueses do arrendamento de um escritório (mais comunicações e secretária) para um ex-presidente da república numa fundação por ele criada com dinheiro do Estado (=seu, meu e de todos os trabalhadores na miséria)? Direito que lhe está garantido por Lei?

    E outros, e outros, e outros…

    E os códigos de processo civil que se fazem de encomenda e que têm de entrar em vigor em 15 dias! Que país eficiente. Os parvos dos franceses demoraram dois anos – que tansos! O último demorou 6 meses… este Governo é uma máquina de eficiência: 15 dias! Oh!, que «Pia» eficìência! Que N. S. de «Fátima» de Felgueiras os abençoe a todos – e outros, e outros, e outros.

    Tudo isto é um louvar a Deus…

    Mas a culpa também será dos professores – tal como o buraco da camada de ozono, a falta de sexo entre as lagostas, a inquisição espanhola, o tratado de Tordesilhas só ir até 300 léguas a oeste de Cabo Verde, a fuga de Napoleão da Ilha de Elba e de o Belenenses já não ganhar o Campeonato Nacional de futebol há… qual é o rácio, mesmo?

    Foi a sua verrina absolutamente inqualificável contra os professores, acusando-os de serem os responsáveis pela perda de competitividade das empressas (imagine-se!) – que despoletou aquilo a que chama a minha má educação. Só pode estar a chamar burra a toda a gente. Só lhe devolvi o “mimo”. Não gostou? Eu também não…

    Os seus rácios ou estão certos ou estão errados. Que me custa a mim acreditar que estejam certos?

    Mas afinal parece que as Educadoras já não ganham 3.000 euro por mês… É com estas aparências de 2 + outras aparências de 2 que v. chega a um resultado brilhante de 4? Não será apenas uma aparência de 4?

    As “lebres” que tenta vender miam muito alto.

    Quem não quer passar por burro que não diga asneiras.

    Seja intelectualmente sério, já que parece ser inteligente.

    Aos autores e moderadores do blog: os meus pedidos de desculpa por ter feito com que a discussão derivasse para tão longe. Mas por vezes não há pachorra…

    [Responder]

  154. 154 154  Incognitus

    Não ganham, como? Então não vê que um seu colega aqui veio, precisamente, confirmar o número?

    Ganham sim. E é uma escandaleira.

    Veja que eu não digo que não existam 10 ou 100 outras escandaleiras, mas esta é certamente mais uma.

    Se fossem pagar 3000 Euros de salário para fazer websites, seria uma escandaleira, pois bem, pagar 3000 para educadoras de infância também o é. Só isso.

    Os rácios, obviamente não dizem que em todos os locais há excessos, mas dizem que no geral, há de facto excessos. Esses rácios comparam mal tanto com praticamente todos os países desenvolvidos, como com o próprio ensino privado em Portugal.

    Eu não concordo com as suas razões para as pessoas escolherem o privado, e os resultados dos exames nacionais – iguais para o público e privado – provam que a sua tese nesse capítulo, está errada.

    [Responder]

  155. 155 155  Teresa Decalco, tá?

    Se, caro incognitus, não se apercebeu que de eram DUAS pessoas DISTINTAS através do próprio estilo de escrita (já NÃO pedia para acreditar no que eu afirmei:
    “Peço as minhas efusivas desculpas, SENHOR Malacueco. Estava tão vivamente impressionada com o seu brilhantismo que, em lugar de escrever em cima o meu nick, escrevi o seu!

    Nota: o post 150 é meu, não do Senhor Malacueco” … quem tem má-fé NÃO acredita em NADA a NÃO ser no seu narcisismo exacerbado e enfadonho), ainda é pior e mais asno do que eu pensava ser possível.

    Dexe-se lá de “rácios” e tente pensar com “RAÇA” e escrever com (G)RAÇA!!!

    Mais uma vez (e não precisava, não precisava…uma pessoa deve sempre TENTAR parecer inteligente mesmo que o não seja! Bem, tenho que admitir que lhe deve ser extraordinariamente difícil, quiçá doloroso!) mostrou com uma clareza digna de nota o seu Q-HIHÓ!

    Oh, que não sei, de nojo, como o conte!
    (… E junto dum penedo outro penedo!)

    Se não primasse pela educação, diria até:

    Vá ao rácio que o parta!
    Malacueco:

    Obrigada pelo teor das palavras a mim dirigidas. E cito-o:
    “Não gaste mais o seu latim: o defunto não justifica a cera que se gasta…”

    [Responder]

  156. 156 156  Maria

    Pois a mim
    o que ora me preocupa mesmo, sao as declaraçoes dos professores e do sindicato
    de que as avaliaçoes do primeiro perido NAO serao atribuidas e a quantidade ridicula de greves previstas que vao afectar o desempenho dos alunos.Nao deixa de ser curioso que ninguem queira falar sobre isto.Mas e o costume, nada como o barulho para abafar sons incomodos.

    [Responder]

  157. 157 157  Incognitus

    Oiça, Teresa, eu não tenho tempo nem paciência para discutir assuntos com pessoas vazias de conteúdo e argumentos.

    Se quer debater algum dos factos, debata.

    Se quer continuar com insultos mal esgalhados que só revelam a sua falta de educação…

    [Responder]

  158. 158 158  Incognitus

    Os pontos relevantes aqui são:

    1) Salários excessivos em final de carreira: 3000 Euros desde educadoras de infância ao final do secundário, 14x por ano. Estes montantes são dos mais elevados do mundo, se corrigidos por poder de compra ou PIB per capita.

    2) Rácio de professores/alunos excessivo face a todos os países desenvolvidos e ao ensino privado em Portugal. Revela uns 30% de professores a mais.

    3) Ensino sem qualidade não obstante ter maiores meios materiais e humanos que o ensino privado em Portugal. Prova: ranking dos alunos em provas nacionais e independentes, iguais para todos.

    Estes são os argumentos, o resto, são ruídos de animais pouco inteligentes. Ou se rebate isto, ou se fica calado.

    [Responder]

  159. 159 159  Sibilógica

    “146 Incognitus
    18 Nov 2008 às 0:13

    É engraçado que os factos, ninguém mostra serem falso.

    Entretêm-se a emitir sons de asno, e uma pessoa desconfia se o fazem propositadamente, se é involuntário.”

    18 Nov 2008 às 10:14

    Aahhhahahahhahaha

    Tão deformado que o tipo é, que até se dá parabéns a ele próprio !!!!

    * Ficou provado que são anormais pois até criam posts a dar-se parabéns a eles próprios;”

    157 Incognitus
    18 Nov 2008 às 17:22

    Oiça, Teresa, eu não tenho tempo nem paciência para discutir assuntos com pessoas vazias de conteúdo e argumentos.

    Se quer continuar com insultos mal esgalhados que só revelam a sua falta de educação…”

    Fica provado pois:

    1 – Que democraticamente v. pode insultar; os outros não porque é falta de educação! :)

    2 – Que não consegue em definitivo contra-argumentar, nem mesmo com insultos mal esgalhados.

    3 – Não tem capacidade para entender que as pessoas inteligentes só argumentam com quem está ao mesmo nível cultural e intelectual (não é manifestamente o seu caso)

    Daí que, nem sequer por escassos momentos, me passaria pela minha excelsa cabecinha cansar-me a explicar-lhe o que nunca poderá entender. Seria uma pura perda de tempo!

    Assim sendo – e fica dispensado de resposta porque a não lerei -, reitero:

    Oh, que não sei, de nojo, como o conte!
    (… E junto dum penedo outro penedo!)

    [Responder]

  160. 160 160  Sibilógica

    Sim, tenho um outro nick: “SIBILÓGICA”

    Se tem dúvidas, pergunte à “Maria-Cada-Vez-Mais-Simplesmente”! E dê por mim (pelo exposto, devem ser amigos…caso não estejam neste plano de afectividade, são congéneres intelectualmente) os parabéns à dita cuja: ela já aprendeu a escrever “DIXIT”

    Muito bem! Passou de mau para medíocre! Vê como os professores são infinitamente bondosos, misericordiosos e de ilimitada paciência?

    Estão ambos preparadíssimos para fazer a 2ª classe no curso nocturno.

    E Vivam as “Novas Oportunidades”!!!

    Adios…ad libitum et ad aeternum!

    [Responder]

  161. 161 161  Incognitus

    Sibilógica:

    1) Insultei de volta, não fui o primeiro a insultar.

    2) O único que colocou argumentos factuais fui eu, estão no meu post anterior e são 3 argumentos centrais.

    3) Se a razão fosse o nível intelectual, fique sabendo que o meu QI está nos 10% superiores, pelo que me parece, também essa, uma desculpa mal esgalhada.

    [Responder]

  162. 162 162  Incognitus

    Onde deviam estar argumentos, só se vê vácuo. Se calhar pensa que isso é colmatável com latim, essa falta de capacidade evidente …

    [Responder]

  163. 163 163  madr

    Isto há com cada um por aqui… o meu puto mais novo também está nos 10% de QI superior mas nem precisei de lhe explicar para ele entender que:
    -se o estado me desconta uma percentagem daquilo que me paga, ou seja se devolvo “aos contribuintes” parte do que me pagam
    então o meu ordenado REAL (e é esse com que me governo) pesa bem menos no bolso dos contribuintes do que o que se quer fazer crer;
    -que os contribuintes (a educadora incluída) até podem pagar ordenados de milhões, mas se lhes forem devolvidos esses milhões então “a despesa” não é tanta assim;
    - que isso de sermos todos contribuintes tem muito que se lhe diga, há uns mais contribuintes do que outros, à excepção dos trabalhadores por conta do estado (que não têm como fugir aos impostos) há por aí muito “malabarismo” contributivo.

    Começa por falar do ordenado da Educadora (como se fosse de alguma forma inferior em capacidade e empenho a qualquer outro professor) mas para elogiar o ensino particular (leccionado por professores “oficiais”) fala de exames, então e essa tal educadora????, como vai avaliar o seu desempenho se os alunos da pré não fazem exames????, lol… esta só para rir.

    Ah, atenção estou a falar como encarregada de educação que tem dois filhos, entre os quais o tal de QI superior, catalogado de “sobredotado”, ao qual o ensino oficial nunca deu o apoio devido, sobretudo porque as políticas educativas dos diferentes ME nunca se ralaram muito com estes NEE’s. Os meus filhos, à semelhança dos pais e avós, só frequentam o ensino oficial e eu exijo do estado um ensino de qualidade, nunca atacarei o fim da cadeia e elo mais fraco, OS PROFESSORES, que nunca são ouvidos pela tutela quando é preciso reformar o sistema e que são meros executores destas “ideias luminosas” que alguns políticos têm feito chegar a lei educativa. Chegou a hora dos professores dizerem BASTA pelo bem da educação, pelo bem do futuro dos nossos descendentes. A avaliação deve ser sempre para MELHORAR o sistema nunca deve servir par punir e muito menos para poupar dinheiro com o futuro de uma nação.

    [Responder]

  164. 164 164  Incognitus

    madr, então se o dinheiro é irrelevante, pague-se 20000 ou 50000 a cada um, caramba. Não vamos ser economicistas ou fominhas com a educação, né?

    Coloquemos então 40% da população activa deste país a sustentar 3% da dita população activa. Faz todo o sentido.

    [Responder]

  165. 165 165  Incognitus

    (os 40% é com toda a gente a chegar aos 3000 euros, para 20% de IRS médio e um salário médio de 1000 Euros)

    [Responder]

  166. 166 166  madr

    Caro Incognitus
    Nunca disse que o dinheiro é irrelevante, antes pelo contrário, é tão importante que eu apenas me governo, não com o ordenado bruto mas com o líquido que recebo e até lhe provei, por a+b, que nenhuma educadora de infância recebe de reforma REALMENTE 3000€ (e era esta a sua bandeira), volto a repetir (não sou habilidosa a fazer desenhos): 3000€ – % IRS <3000€ (isto é aritmética simples e aprende-se no 1º ciclo).
    Não sei quem é que o convenceu desse QI que diz ter, mas olhe que se eu fosse a si pedia o dinheiro de volta.

    (Essa do salário médio tem em conta os dois tipos de contribuintes que referi? Os fujões e os que não têm hipótese? Tem a certeza que o ordenado médio é mesmo de 1000€? Foi contabilizada a fortuna pessoal de cada um? Cruzou-se o que o contribuinte declara com a riqueza que possui?)

    [Responder]

  167. 167 167  Incognitus

    O que fala do IRS, é como se os outros todos não o pagassem também. Deixe-se de demagogias. O salário médio em Portugal em 2002 era de 12425 Euros segundo dados da OCDE. Desde então terá subido alguma coisa, mas mensalmente ainda deverá estar pelos 1000 Euros (não se esqueça dos 14 meses).

    [Responder]

  168. 168 168  Incognitus

    (estranhamente este comentário não foi publicado, talvez por esquecimento, visto que não há nada de errado com ele. Vou repetir)

    Madr, eu apresentei aqui os argumentos – o que se passa, a actuação do Governo, deve-se simplesmente à situação ser insustentável. Ser insustentável significa que não se consegue sustentar, que não se pode deixar toda a gente chegar aos 3000 Euros porque o País rebenta, os contribuintes, que ganham muito menos em média, não aguentam. As empresas não aguentam. Ninguém aguenta e isto rebenta tudo.

    Eu sou accionista de uma empresa. Essa empresa factura vários milhões por ano, gasta mais de 1 milhão por ano em salários de cerca de 50 pessoas e entrega ao Estado em várias contribuições e impostos mais de 600 000 Euros/ano. A empresa existe há 5 anos e tem tido sempre lucro.

    Daqui, os trabalhadores já retiraram milhões, o Estado já retirou milhões. E os accionistas, retiraram pouco mais de 100000. Se pensa que se vão criar muito mais empresas e postos de trabalho com uma distribuição deste género, desengane-se. Fazer empresas em Portugal e ter tudo legal e pagar todos os impostos, neste momento, significa que não sobra nada para os accionistas a menos que se endivide a empresa.

    O caminho que seguimos, se ninguém criar postos de trabalho, vai ser NEGRO.

    Por isso, onde quer que o Estado esteja a exagerar no que paga, seja a amigos, seja a professores no último escalão a ganhar ao nível dos paises mais ricos do mundo, isso vai ter que acabar.

    [Responder]

  169. 169 169  Sibilógica

    Madr

    Muito boa noite!

    Antes de mais, os meus sinceros PARABÉNS!
    Tem TODA a razão naquilo que afirma!Não acrescento nem retiro uma vírgula. Nem mais!
    Evidentemente que demagogia, e da barata, é alguém ter a pretensão de afirmar que TODA a gente (o mesmo que “os outros todos”:))paga os impostos.
    Pagá-los-ão muitos. Talvez até a maioria. Mas…onde pára a fuga ao fisco? Quantos não há que ganham milhares e declaram ordenado mínimo? Quantos não se furtam à entrega do recibo comprovativo da despesa? De onde resulta que o pessoal honesto anda a dar de comer a muita gente, certo?
    Diga-se o que se disser, argumente-se o que se argumentar, a grande, inquestionável, incontornável e inelutável verdade é que (independentemente daqueles que por honestidade os pagam, devo aqui ressalvar) há UNS que não lhes podem fugir: OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS e, nestes, os PROFESSORES!
    Não podem, e provavelmente não o pretendem, porque (retirem-se as excepções que apenas confirmam a regra) a classe dos professores sempre foi “pobrezinha” mas honesta.
    Não se arroga o direito de considerar que quem recebe os tais 3000 Euro (não entendi ainda se confunde “educadora de infância” com “accionista de empresa”… sendo que também me é difícil compreender o motivo pelo qual a dita “educadora de infância” deveria auferir menos! Quanto aos tais 3000 Euro… consinto que tenha dificuldade em contar os zeros ou anda a ler – pela 1ª vez, claro – o “Império Romano” e faz uma confusão total entre romanos, gregos e troianos) deveria ter uma menor remuneração. Deve o meu espírito estar totalmente obnibulado, mas há raciocínios que põem em causa a minha capacidade de diferenciar “seres” de “não-seres”, seres apenas em potência dos seres em acto.

    Estranha e lamentavelmente, parece não fazer qualquer impressão a certas pessoas o facto real de muitas famílias sobreviverem com 200 Euros mensais… quando outras auferem 15.000 e muito mais, já para não falar daqueles que dão uns pontapés na bola e ganham milhares/ões mensalmente.

    É como diz: “aparece aqui cada um…”

    E, sim, é tempo de os professores dizerem “BASTA”!
    Um “BASTA” que represente a catárse da humilhação sofrida, da injustiça aviltante, da incompreensão ignorante de que têm vindo a ser alvos.

    É que há gentinha que tem a memória muito curta: depressa esqueceu quem lhe ensinou as primeiras letras, quem lhe pegou ao colo, quem, ao longo da vida, lhe transmitiu conhecimentos de vária ordem e que foi sendo, além de professor/a, também pai/mãe/amigo(a)/educador(a)/protector(a)… fazendo “das tripas coração” porque se encontrava a 300 kms de casa, longe dos filhos e família, no exercício da sua mui nobre profissão.

    Tudo isto foi esquecido! Envereda-se pelo caminho do desrespeito, da afronta, fala-se do que se não conhece, acusa-se gratuitamente.

    Tenho saudades do velho Portugal (não, não me refiro à ditadura que nem cheguei a conhecer) e lamento o portugalito em que transformaram este país que deu mundo ao mundo.

    Bem haja pela sua tão justa e clarividente apreciação.
    Um abraço

    [Responder]

  170. 170 170  Incognitus

    Sibilógica:

    1) O que os funcionários públicos pagam de impostos é perfeitamente irrelevante – como pode imaginar. Aliás, bastaria que imaginasse que cada um recebesse mais um milhão de euros e pagasse mais um milhão de euros. Passariam a pagar 99% dos impostos deste país, e no entanto qual o impacto? Zero. Isso resolve essa questão.

    2) 3000 euros é demasiado para uma educadora de infância ou professor até ao final do secundário, porque seria possível num mercado aberto obter o mesmo serviço por significativamente menos. Se o estado gasta 3000 Euros em algo que custa 2000, a Sibilógica tem que entender que isso é um desperdício do dinheiro dos contribuintes, da mesma forma que se um contribuinte for obrigado a gastar 2 euros por um pacote de leite de 1 euro.

    3) Eu coloquei a minha filha numa escola privada PRECISAMENTE devido à desgraça que considero ter sido a minha educação na escola pública. As faltas dos professores eram constantes, na altura tinha piada, mas hoje compreendo melhor o que isso significa.

    Por fim, penso que não compreendeu o que eu disse: Isto é INSUSTENTÁVEL. Até pode durar uns bons anos, mas depois REBENTA tudo, porque presentemente não faz sentido criar empresas. Não compreende o que isso significa? A menos que se crie uma empresa para fugir ao fisco e endividar-se até aos olhos, NÃO FAZ SENTIDO, porque as empresas NÃO CONSEGUEM REMUNERAR O ACCIONISTA mesmo tendo lucros, portante vão facilmente aparecer muito menos … e sem empresas não há postos de trabalho nem impostos.

    Penso que no relativo curto prazo vai compreender o que quero dizer, visto que a bolha do crédito já está a estoirar, e isso irá revelar a realidade.

    [Responder]

  171. 171 171  Maria

    “Tenho saudades do velho Portugal (não, não me refiro à ditadura que nem cheguei a conhecer)”

    -Pois.
    Isso ve-se sibilina,sibilante; isso ve-se ;)
    Por isso tanta asneira.

    [Responder]

  172. 172 172  Maria

    Ora aqui esta algo que tem todo o meu acordo , pena e que nada se faça para estabelecer a concordia porque pura e simplesmente ha gente que so gosta mesmo e da guerra.
    A partir do dia de hoje decidi que esta coisa das manifs de profs so para rir a gargalhada, mesmo.

    Queriam o que, respeito?
    Pois entao , esta bem fica assim:-

    “O meu comentário: neste momento, a Escola Pública, os Alunos, os Pais e os Professores, precisam de união para ultrapassar este período negro no domínio da Educação. A Insatisfação, a Tensão e um conjunto de outras situações que se vivem actualmente nas escolas são um facto indesmentível. Indesmentível, mas não quantificável por nenhuma grelha tecnocrática que se lhe queira aplicar! Contrariar este mal estar é imperativo para o verdadeiro sucesso educativo – não aquele das estatísticas. É preciso ultrapassar divergênvias pontuais. ”

    equilibrios.wordpress.com

    [Responder]

  173. 173 173  Malacueco

    «E os accionistas, retiraram pouco mais de 100.000 [Euro - por ano, presumo]» [Incognitus, post 168]

    «as empresas NÃO CONSEGUEM REMUNERAR O ACCIONISTA mesmo tendo lucros» [Incognitus, post 170]

    Agora está tudo perfeitamente claro, meu caro Incognitus… A sua verdade veio finalmente ao de cima…

    Registo com agrado que v. considera que afinal há mais 100 coisas, além da remuneração dos professores, que comprometem o futuro e a inviabilidade das empresas a curto/médio prazo. Concordo: não se pode continuar a pagar ao Governador do Banco de Portugal o TRIPLO do que recebe o presidente da Reserva Federal dos EUA – só a maior economia do Mundo…
    Não se pode continuar a pagar durante DOIS ANOS ao Presidente da Entidade Reguladora da Energia o salário DEPOIS DE ELE TER PEDIDO A DEMISSÃO E ATÉ ARRANJAR NOVO EMPREGO.
    Não se pode continuar a pagar reformas a professores universitários, que acumulam com as de deputados, ex-administradores de bancos, ex-administradores de empresas públicas, ex-gestores da Expo 98, ex-…, ex-…, ex-…
    Não se pode continuar a exigir às empresas que continuem a liquidar IVA no momento em que emitem a factura, não em que recebem efectivamente o dinheiro…
    Não se pode continuar com tanta coisa… E v. só vem falar do (desmentido pela madr, não confirmado) salário de 3.000 Euro (oxalá fosse…) das educadoras de infância. Acha-se ofendido por uma educadora, ainda que ganhasse o que v. diz que ganha, ganhasse por ano um pouco menos de metade (3×14= 42.000) do que v. recebe de dividendos? É isso? Qual deve ser o rácio – 1/1000? Não acha muito v. considerar que «vale» mais do dobro de uma educadora?

    «A partir do dia de hoje decidi que esta coisa das manifs de profs so para rir a gargalhada, mesmo.» [Maria, post 172]

    Como «a partir do dia de hoje»? Esta é que deve ser para rir: então não foi sempre essa a sua postura – apesar dos tiques de conciliadorazinha de trazer por casa? Se alguém tem discursado de forma sibilina – porque morde e envenena pela calada – é justamente v.

    Ai quer união, quer? Muito bem: una-se o ME à razão dos professores.

    Depois das anedotas da Lei de Bases do Sistema Educativo, dos simulacros de acordos de autonomia escolar, da fantochada do modelo de avaliação e da palhaçada do estatuto do aluno, queriam o quê? Respeito?

    Cara Madr, cara Sibilógica:

    aplaudo de pé.

    [Responder]

  174. 174 174  Incognitus

    Os 100000 não é por ano, é o total de 5 anos.

    E a empresa tem 50 pessoas, faz lá algum sentido que mais valha ser uma educadora de infância do que lançar empresas de 50 pessoas?

    Mas ok, fique na sua e vamos ver o que acontece nos próximos anos.

    (já agora, os 3000 já foram mais que confirmados, e 3000×14 = 46000, não 42000, e isso é um salário bruto ABSURDO para a profissão, pago por todos os portugueses, que ganham bem menos em média)

    [Responder]

  175. 175 175  Incognitus

    Fénix, 42000, está correcto. O amigo deixa-me fora de mim.

    [Responder]

  176. 176 176  Malacueco

    Caro Incognitus:

    custa-me sinceramente que haja (pelo menos é o que parece) uma espécie de vaga de fundo que diaboliza os professores culpando-os de todos os males que afectam o país.

    Não pense que sou cego a ponto de não ver que na minha classe há muitos incompetentes – que toda a gente conhece – e que houve durante décadas abusos a um conjunto de regalias. Professores houve que usaram indevidamente todos os «artigos» que lhes permitiam faltar ao serviço – com faltas sistemáticas às sextas-feiras ou nos dias imediatamente anteriores ou subsequentes a fins-de-semana prolongados. Para não falar nos muitos indolentes, contrariados, frustrados, prepotentes, autoritários e tiranetes que há na minha profissão – essas caricaturas do professor que vai ler «A Bola» para a aula enquanto manda ler um texto.

    Tudo isto é do conhecimento público. Não vale a pena negar. Eu vou mais longe do que todos os pró-avaliação: estes(as) não deviam progredir na carreira, porque nem sequer lá deviam estar. No que dependesse de mim, já há muito teriam sido exonerados. Liminarmente. Contudo, beneficiaram durante muitos anos de um estatuto comum à função pública: a «impossibilidade» de despedimento.

    Mas estes são felizmente uma minoria – penso que concordará. Digamos que há um/dois/três destes «cancros» em cada escola – o que perfaz mais de um milhar.

    Mas, caramba: haverá 120.000 criaturas destas na profissão? Toda a gente abusou de forma flagrante dessas regalias previstas na lei? Todos merecemos em barda ser caricaturados dessa forma?

    Penso que também será capaz de reconhecer o alto grau de desgaste psicológico que a profissão implica. Muitas vezes – e v. sabe-o – o professor vive quotidianamente numa situação de «amar sem ser amado»: saber que aquilo que tem para «oferecer» aos alunos lhes vai ser de suma importância no futuro (como v. e eu reconhecemos muito depois das asneiras que fizemos na escola) e vendo-se desprezado, gozado, insultado, desautorizado até mesmo pela lei e pela tutela… Isto cansa… Isto mói… Isto dói…

    No fim disto tudo, vir a ser culpado pelo abandono escolar… pelos baixos resultados dos alunos – obrigados a frequentar a escola sem sentirem que ela lhes dá (e não dá, de facto) perspectivas de emprego.

    Sentem, professores e alunos, que o que estão a fazer é, de certa forma, uma mentira. Mas mesmo assim há quem lute, de «ambos os lados da barricada».

    É preciso melhores professores. É preciso uma política educativa eficaz, em maior consonância com as expectativas de empregadores e empregados – porventura, a «desunificação» do ensino, à semelhança dos antigos liceus e escolas comerciais, mas devidamente adaptados aos tempos. O sistema podia ser redutor, mas era transparente. Teremos de chegar todos a mestre? Teremos de ser todos licenciados? A licenciatura já há muito não dá garantias de emprego – e o mestrado também não vai dar. É um «cadáver adiado que procria» – cadáver porque está morto; adiado, porque apenas adia a entrada no desemprego; e “procria” (para não dizer uma palavra feia começada por «f»…) a paciência a quem sente que, enquanto marca passo a ouvir falar de voz passiva, podia estar a aprender uma profissão útil para si e para os outros, com um Português técnico ou uma Matemática aplicada a (digamos) redes de gás.

    Por favor: deixem progredir todos os que encaixarem nesse perfil de Muito Bom ou Excelente e penalizem-se, admoestem-se, despeçam-se todos os que nem suficientes conseguirem ser. Quem é o Valter Lemos (que perdeu o mandato de deputado municipal por excesso de faltas injustificadas) para vir exigir 100% de presenças para a classificação seja de quem for? Agora já percebo por que razão esta equipa quis acabar com a distinção entre faltas justificadas e injustificadas «Agora só há faltas.» (disse ela, a Milú), cabendo a cada escola decidir se são, ou não, justificadas… (q.v. declarações da Milú ao DN, de que a Maria tanto gosta…) Ah!, Valter Lemos, Valter Lemos: que jeitão lhe tinha dado ser cada Câmara a decidir!

    Cumprimentos.

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  177. 177 177  madr

    Mas o que é que as Educadoras de Infância (todas licenciadas, muitas já com mestrado e outras até com doutoramento) são menos que qualquer outro professor (até universitário) neste ou noutro qualquer país????
    Sibilógica, aqui já falo como mãe e professora, no ano em que a minha filha entrou para a escola fiquei colocada a mais de 200km de casa, numa escola de lugar único com dezasseis alunos dos quatro anos de escolaridade, tive sorte porque havia um autocarro (nessa época não tinha carro nem tempo para tirar a carta de condução) que passava por lá e o condutor até me deixava à “porta” da escola às 9:30h. À tarde era pior pois acabava as aulas às 15:30h e o autocarro só passava às 17:30h. Não tinha onde almoçar (a escola ficava no meio de nenhures) nem onde comprar comida. Durante esse ano a minha filha precisou tanto de mim como os filhos dos outros que acarinhei/ensinei/ajudei/aconselhei/acompanhei mas eu não tinha tempo para ela. Todo o material escolar que precisei foi comprado com o MEU dinheiro (nunca recebemos qualquer tipo de ajuda nem para material nem para transportes), os meus primeiros 15 anos de carreira foram passados longe de casa em situações análogas à descrita, cheguei a ter de me levantar às 4:30 para apanhar um autocarro das 5:30 (o primeiro de uma série de três) para começar a dar aulas às 8:30 (depois de fazer uma caminhada de 20 minutos até à escola) saía às 13h e qualquer coisa (no 1º ciclo é impossível o professor sair à hora certa) mas já não conseguia apanhar o autocarro das 13:30 e tinha de esperar pelo próximo que era às 16:30. Nesse ano a minha hora de deitar foi sempre depois da meia-noite. Quando estive grávida do meu filho tive uma ameaça de parto prematuro que me valeu perder 28 dias de tempo de serviço (o tempo que estive de atestado à espera de aproximação de escola) esse tempo nunca mais foi recuperado e fui ultrapassada por bastantes colegas nos concursos posteriores (inclusive só fiquei efectiva um ano depois de várias colegas que tiraram o curso comigo e estavam depois de mim nos concursos).
    No entanto não me queixo porque sempre gostei de fazer o que faço (embora agora não queiram que o faça).
    Vêm falar de “insustentável”, devem estar a gozar com a minha cara, pois se há classe que anda a sustentar este país é a minha, ou conhecem mais algum profissional que tenha de fazer grande parte do trabalho em casa porque não tem condições no local onde exerce a profissão (programar, corrigir, avaliar, fazer fichas, testes, trabalhos,…)? Há aqui algum profissional que pague do seu bolso a internet que usa para fins profissionais, que faça impressões para o trabalho em casa? Que pague do seu bolso esferográficas, canetas, lápis, papel,… que usa na sua profissão? Acho que contribuí e continuo a contribuir (não só em impostos) para o progresso e desenvolvimento do meus país, para que as gerações futuras tenham um melhor presente, se os diferentes governos que escolhemos não fizeram a sua parte não podem responsabilizar a “coitadinha” da educadora por ter um ordenado (mais do que justo, pois até há bem pouco tempo, com a escassez de infantários públicos, iam parar a “nenhures” gastando a quase totalidade do ordenado em transportes) acima da “média”.
    Diz que o trabalho da Educadora não “vale” o que ganha???? Mas quem é você para fazer tal afirmação??? Já se deu ao trabalho de educar entre dez e quinze gémeos (é que são todos da mesma idade) ao mesmo tempo no mesmo local? Já se deu conta da responsabilidade que é o desenvolvimento global e harmonioso dessas crianças de tão tenra idade? Já alguma vez pensou que aquela atitude quase maternal que algumas educadoras aparentam não é mais do que uma técnica específica própria da profissão? Já pensou que é nessa fase da nossa infância que se alicerçam as bases da pessoa que vamos ser em adultos?
    Ah, pois… é que para ser professor universitário não se exige grande coisa, apenas um grau académico (para “debitar/despejar” matéria pouco mais é necessário) mas para se ser Educadora de Infância é preciso muito mais “know-how” do que a mera graduação académica é preciso um saber que não se aprende só nas escolas e é preciso, sobretudo, gostar de o ser.
    O ordenado de qualquer jogador de futebol da 2ª divisão é superior ao da educadora e ele paga menos imposto
    Se a situação vai ficar insustentável isso é uma questão de “más políticas governativas” (sempre gastámos mais do que o que produzimos).
    Acabem com essas regalias do tipo das reformas vitalícias para os políticos, das reformas acumuladas, dos ordenados e prémios e gratificações dignas de um sheik (?)… Talvez assim se deixe de culpar o contribuinte honesto pela “insustentabilidade” do sistema e se possa passar à acção: resolver o problema.
    Obrigado a quem entendeu o que eu queria dizer mesmo não fazendo parte dos tais 10% (se calhar é por isso).
    Para o incognitus tenho pena que seja feito da mesma fibra dos “inginheiros e milús” deste país e que por isso ainda lhe calhe ser PM (é triste mas é verdade, esse destino parece estar reservado a pessoas assim).
    Boa sorte para a sua filha no particular, em calhando ainda me vai ter a mim de professora (do oficial) no 1º ciclo. Ah, é verdade, e uma educadora que, mesmo paga exageradamente, faça um bom trabalho com a menina, de maneira a contrariar essa fibra hereditária, e a transforme numa cidadã livre, responsável, interveniente e principalmente tolerante.

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  178. 178 178  Sibilógica

    Cara Madr:

    A dada altura do seu comentário último neste “post”, e dirigindo-se a mim, escreve o que passo a citar:

    “Diz que o trabalho da Educadora não “vale” o que ganha???? Mas quem é você para fazer tal afirmação??? Já se deu ao trabalho de educar entre dez e quinze gémeos (é que são todos da mesma idade) ao mesmo tempo no mesmo local? Já se deu conta da responsabilidade que é o desenvolvimento global e harmonioso dessas crianças de tão tenra idade? Já alguma vez pensou que aquela atitude quase maternal que algumas educadoras aparentam não é mais do que uma técnica específica própria da profissão? Já pensou que é nessa fase da nossa infância que se alicerçam as bases da pessoa que vamos ser em adultos?”

    Estou em crer que isto não seria dirigido a mim e que foi apenas um lapso, não?:)

    É que, como poderá constatar no único comentário que lhe fiz, defendi em TODOS os pontos (até escrevi: “não retiro nem acrescento uma vírgula do que escreveu” – e termino: “bem haja pela sua apreciação tão justa e clarividente”) a sua posição dado que a minha é EXACTAMENTE coincidente.

    Abraço

    [Responder]

  179. 179 179  Sibilógica

    Caro Incognitus;

    Tentarei sucintamente tecer alguns comentários ao que afirma.
    Aí vão:

    “1) O que os funcionários públicos pagam de impostos é perfeitamente irrelevante – como pode imaginar. Aliás, bastaria que imaginasse que cada um recebesse mais um milhão de euros e pagasse mais um milhão de euros. Passariam a pagar 99% dos impostos deste país, e no entanto qual o impacto? Zero. Isso resolve essa questão.”

    Admitindo a sua razão no que aos funcionários públicos concerne (em parte porque ganham pouco – ao contrário do que afirma -, depois, porque não podem – nem devem – fugir ao fisco – ao contrário de muitos, como sabe), não me parece já que seja irrelevante um empresário de sucesso (e não estou a atacar de modo algum a classe dos empresários, que fique claro) que ganha uns largos milhares, declarar vencimento mínimo. E creio que sabe também que não é caso raro isso acontecer. Logo, os funcionários públicos e restantes pessoas estão a sustentar todos aqueles (empresários ou outra coisa qualquer) que não são honestos nas suas declarações. E NÃO são, porque se PODEM “DAR AO LUXO” de o não ser! O que manifestamente não é o caso dos funcionários públicos e, nestes, os professores (por ser esta a classe que tem vindo a ser discutida). Creio não ser este ponto passível de discussão. Tal como creio que este facto atinge seriamente as finanças nacionais, já muito fragilizadas. E isto sim ( e não os salários dos professores) vai afectar sobremaneira os pequenos empresários. Ou esses particularmente. Mas, disso, os professores estão inocentes, a meu ver.

    “2) 3000 euros é demasiado para uma educadora de infância ou professor até ao final do secundário, porque seria possível num mercado aberto obter o mesmo serviço por significativamente menos. Se o estado gasta 3000 Euros em algo que custa 2000, a Sibilógica tem que entender que isso é um desperdício do dinheiro dos contribuintes, da mesma forma que se um contribuinte for obrigado a gastar 2 euros por um pacote de leite de 1 euro.”

    Que é um desperdício pagar-se DOIS euros quando se pode pagar apenas UM, também não me oferece dúvidas por ser claramente óbvio. Seja em pacotes de leite ou em salários, independentemente da profissão. O que não concordo em absoluto é que pagar 3000 Euros (como afirma. Penso que continua a questionar o salário bruto, quando o que interessa é APENAS o líquido, dado que é com esse que gerimos economicamente o nossa vida. O resto fica no estado. E não conheço caso algum pertencente à docência que aufira esse vencimento líquido) a uma educadora ou a um professor – mesmo que fossem os tais 3000 Euros, como diz – seja demasiado. São pessoas que estudaram anos a fio, investiram seriamente na sua instrução, e, em virtude das colocações serem muitas vezes bem longe de casa, estão sujeitas ao pagamento acrescido de uma série de compromissos adicionais que muitos desconhecem ( e que a “Madr” tão bem exemplificou). Mas que existem na realidade, disso não tenha quaisquer dúvidas. Que me dirá então das remunerações absolutamente “obscenas” de jogadores de futebol e outros congéneres. Já para não falar noutras criaturas (creio que sabe a quem me refiro) que conseguiram – Oh, milagre! – reformas aos 45 anos (depois de terem ajudado a legislar a dita cuja para os 65 anos… com tendência a aumentar) que ascendem a quantias, também elas obscenas, de 10 ou 15.000 Euros. Isto com meia dúzia de anos de serviço, evidentemente. Mas neste país democrático à beira-mar plantado, uns são filhos, outros, adoptados. Diria que é o socialismo que temos! Por que raio não me candidatei eu a deputada? :) Enfim, falta de visão, admito!!!

    3) Eu coloquei a minha filha numa escola privada PRECISAMENTE devido à desgraça que considero ter sido a minha educação na escola pública. As faltas dos professores eram constantes, na altura tinha piada, mas hoje compreendo melhor o que isso significa.

    Não vou duvidar da sua palavra no que afirma quanto aos professores que teve. Acredite no entanto que foi um azar enorme. Creia que a classe da docência sempre trabalhou com muita carolice, quantas vezes em situações de excessivo esforço (de novo, como a “Madr” já expôs, de acordo com a sua própria experiência) e em condições quase indignas. O que também pouca gente sabe…ou que, conhecendo, pouco lhes importa! O que lhe peço é que não tome o todo pela parte. Em todas as profissões há bons e maus. Sem remissão. Os professores não são naturalmente excepção. O que lhe garanto – e com absoluto conhecimento de causa (pertenço à maior família de professores existente no país, como um jornal em tempos publicou) – é que os professores a quem apelidou de “baldas” são, de facto, uma significativa minoria. À sua imagem, ainda que por razões totalmente diferentes, também eu pus a minha filha num colégio privado. Mas garanto-lhe que o não teria feito, se o pudesse ter evitado.

    Por fim, penso que não compreendeu o que eu disse: Isto é INSUSTENTÁVEL. Até pode durar uns bons anos, mas depois REBENTA tudo, porque presentemente não faz sentido criar empresas. Não compreende o que isso significa? A menos que se crie uma empresa para fugir ao fisco e endividar-se até aos olhos, NÃO FAZ SENTIDO, porque as empresas NÃO CONSEGUEM REMUNERAR O ACCIONISTA mesmo tendo lucros, portante vão facilmente aparecer muito menos … e sem empresas não há postos de trabalho nem impostos.

    Entendi PERFEITAMENTE o que disse. E tem razão! Isto é INSUSTENTÁVEL! Mas não pelo facto linear dos salários dos professores ou educadores. Talvez porque os governantes tenham tido “mais olhos que barriga” (nunca antes de se terem aboletado sem parcimónia) e levado isto à banca-rota, ao caos total. E NÃO rebenta tudo: já REBENTOU! Veja-se o elevado número de desempregados, a violência generalizada, os tipos que saem incólumes mesmo que tenham vilodado criancinhas, etc, etc, etc…Portugal tornou-se num barco à deriva em mar alto e anuncia-se o naufrágio. Apenas espero que se afunde quem deu cabo disto tudo…e que os botes sobressalentes sejam para os mais desprotegidos. Nem que seja UMA VEZ NA VIDA!

    Penso que no relativo curto prazo vai compreender o que quero dizer, visto que a bolha do crédito já está a estoirar, e isso irá revelar a realidade.

    Não vou compreender: JÁ COMPREENDI! Exactamente pelo acima exposto.

    E sinto-o na pele todos os dias!

    Cordialmente

    [Responder]

  180. 180 180  Sibilógica

    Quanto à “nossa” Maria (bem…se é minha, eu até pago para a levarem!!!) que está omnipresente neste blog em tudo quanto é “post”… pelo que não se deve cansar muito a trabalhar, escreve tanta incongruência e tanta burrice (e mesmo estas em “português macarrónico”… não deve ter ainda adquirido a técnica da leitura e escrita pelo que necessita – com a URGÊNCIA possível – de um PROFESSOR que a ensine – único caso em que a palmatória se me afigura um bem maior) que nem me darei ao trabalho de lhe responder.

    Já lhe tinha dito ADEUS num outro “post”. Mas a piquena insiste. Não conhece o significado da palavra, o que de todo não me espanta.
    O que fazer senão pedir A DEUS que lhe ilumine o solitário neurónio (sou mesmo uma cachopa caridosa, caramba!) e que “descanse em paz” (não, JURO que não desejo a morte a ninguém. Quero – para que fique bem claro – afirmar: vá chaterar para outras bandas, quiçá na sua própria casa, onde só os familiares se compadecerão e terão obrigação de a aturar) para que nós a tenhamos também!

    Pax nobiscum!!!

    [Responder]

  181. 181 181  madr

    Sibilógica
    Mil perdões pela meu fraco domínio da escrita nestas máquinas infernais (mas tão necessárias).
    Claro que não me referia a si, o meu comentário para a Sibilógica (era na sequência de ter referido os outros tempos) acabava em
    “No entanto não me queixo porque sempre gostei de fazer o que faço (embora agora não queiram que o faça).”
    Aí eu devia ter deixado um espaço maior pois o parágrafo seguinte era a continuação do 1º do post e claro que me referia à(s) pessoa(s) que tenta(m) a todo o custo inferiorizar o trabalho de Educadora de Infância comparando-as quase a amas e esquecendo que elas são técnicas altamente especializadas (eu sei que há pais que utilizam os infantários como locais onde se despejam crianças).
    Quando concorri para o curso de professora, em 1980, uma amiga minha reprovou no exame de acesso ao curso de Educadora de Infânca e passou no de professora; nesse tempo as educadoras faziam estágios não só nos jardins de infância mas também nos hospitais pediátricos ou na ala pediátrica dos hospitais.

    [Responder]

  182. 182 182  Sibilógica

    Madr:
    Exactamente o que pensei!:)

    Tenho o maior respeito pelas educadores de infância, evidentemente.

    E, digo-lhe, se fosse hoje, nem precisariam de ir fazer estágio para um hospital psiquiátrico!!!
    Tinham o país TODINHO para isso…com particular referência para uma certa casa com bancada em hemiciclo!:)))

    [Responder]

  183. 183 183  Maria

    Francisco Almeida, do executivo distrital de Viseu daquele Sindicato, explicou à Agência Lusa que a autarquia “quer pagar 8,80 euros por hora aos 120 professores das actividades de enriquecimento curricular, quando a lei estipula 10,28 euros”.

    Segundo o dirigente sindical, a autarquia “deve pagar pelo menos o que está previsto no despacho nº 14460/08, de 26 de Maio, tendo em conta o índice 126 da carreira docente, o que daria 10,28 euros por hora”.

    “Mas a Câmara de Viseu baseia-se antes numa carreira qualquer da função pública, colocando os professores como técnico superior de primeira classe, escalão I”, criticou.

    O Sindicato, que reuniu com os docentes de Viseu que trabalham nas actividades de enriquecimento curricular, defende ainda que, “nos casos de horários incompletos, o cálculo das remunerações seja efectuado tendo em consideração o horário de trabalho lectivo do primeiro ciclo do ensino básico (25 horas)”.

    O vereador da Câmara de Viseu responsável pelo pelouro da Educação, José Moreira, admitiu à Lusa que os salários dos professores foram equiparados aos dos técnicos superiores mas garantiu que eles ficam “com uma diferença de 221 euros a favor”.

    “Se fossem pagos pelo índice 126 da carreira docente receberiam 1.113,50 euros. Pelo índice 400 da Carreira da Administração Regional e Local recebem 1.334,44 euros”, explicou.

    O vereador considera que o Sindicato chega à conclusão de que os professores saem prejudicados porque “está a fazer as contas a um horário de 25 horas e não de 35 horas”.

    “Mas eu, na Câmara, não tenho horários de 25 horas. E eles são trabalhadores da administração pública, contratados pela Câmara”, frisou.

    José Moreira lembrou ainda que, com a opção de contratar os professores ao invés de os ter a recibo verde, a autarquia lhe dá outras regalias sociais, nomeadamente subsídios de refeição, de Natal, de férias e, no final do ano, os compensa pela caducidade do contrato.

    Por tudo isto, estima que a autarquia acabe por ter encargos globais com os professores das actividades de enriquecimento curricular superiores a 13 euros à hora, lembrando que recebiam 11 euros no ano passado, quando estavam a recibos verdes.

    O Sindicato lamentou ainda os atrasos nos pagamentos, contando que quinta-feira à noite os professores se queixaram de não ter recebido qualquer montante, apesar de estarem a trabalhar desde 15 de Setembro.

    “Alguns disseram que já nem tinham dinheiro para pagar o gasóleo que lhes permite andar de umas escolas para as outras”, lamentou.

    José Moreira admitiu os atrasos mas garantiu que os pagamentos foram regularizados hoje.

    “Todo o processo pedagógico, de constituição de turmas e organização de horários, compete aos agrupamentos e só os conhecemos em meados de Outubro. No princípio de Novembro, já tínhamos todo o processo pronto mas aguardámos até agora porque costumamos pagar aos funcionários nos dias 20/21″, justificou, garantindo que, no entanto, “a partir de agora a situação vai entrar na normalidade”.

    SOL Pt

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  184. 184 184  Maria

    “1.º Avaliar os professores tendo em conta «a melhoria dos resultados escolares dos alunos» significa a desresponsabilização do aluno e dos pais e a destruição da escola, que deixa de ser um local onde se aprende para se tornar um local onde essencialmente se passam certidões de aprovação. Os alunos não são objectos, são sujeitos da sua própria aprendizagem, e os resultados que têm não dependem só do professor, mas de uma miríade de factores que este não controla.

    2.º A avaliação em função da «redução do abandono escolar dos alunos» é outro aspecto que o professor não controla.

    3.º A avaliação dos professores por outros professores da própria escola permite uma avaliação injusta decorrente de situações de amizade, de indiferença ou de conflitualidade entre pessoas que trabalham juntas na escola há vários anos.

    4.º Professores avaliados por outros professores de escalão inferior descredibiliza todo o processo.

    5.º Serem avaliados por outros professores com habilitação científica diferente da sua e, ainda, por professores com habilitação académica inferior à sua permite, por exemplo, que um professor de Informática avalie um de Matemática ou que um licenciado avalie alguém com o grau de mestre ou o de doutor.

    6.º O estabelecimento de quotas de atribuição de Excelentes e de Muito Bons, estipuladas por razões economicistas, não premeia o mérito absoluto dos professores avaliados.

    7.º Haver quotas diferentes de escola para escola faz com que a mesma qualidade de exercício da profissão tenha oportunidades diferentes de ser reconhecida.

    8.º A avaliação dos professores que já chegaram ao topo da carreira é inútil, dado não progredirem.

    9.º A complexidade e a burocratização do processo de avaliação (elaboração de objectivos individuais, concepção e preenchimento de fichas, análises de dados, aulas assistidas, registos vários, portfólios, reflexões, reuniões, entrevistas, etc.) implicam muito mais do que as 35 horas de trabalho semanais legais.

    10.º A heterogeneidade de procedimentos na avaliação de escola para escola prevista na lei permite a desigualdade de oportunidades.

    Este modelo de avaliação é, pois, propiciador de injustiça e da deterioração do ambiente de trabalho nas escolas, comprometendo a desejada melhoria do sistema de ensino…….”

    Maria Regina Rocha
    Professora na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, e mestre em Ciências da Educação

    Obrigada; assim percebe-se muito melhor.
    Mais etc etc etc
    no SOL pt

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