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	<title>Comentários em: 120.000</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
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		<title>Por: Maria</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51667</link>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 14:10:18 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;1.º Avaliar os professores tendo em conta «a melhoria dos resultados escolares dos alunos» significa a desresponsabilização do aluno e dos pais e a destruição da escola, que deixa de ser um local onde se aprende para se tornar um local onde essencialmente se passam certidões de aprovação. Os alunos não são objectos, são sujeitos da sua própria aprendizagem, e os resultados que têm não dependem só do professor, mas de uma miríade de factores que este não controla. 

2.º A avaliação em função da «redução do abandono escolar dos alunos» é outro aspecto que o professor não controla.

3.º A avaliação dos professores por outros professores da própria escola permite uma avaliação injusta decorrente de situações de amizade, de indiferença ou de conflitualidade entre pessoas que trabalham juntas na escola há vários anos.

4.º Professores avaliados por outros professores de escalão inferior descredibiliza todo o processo.

5.º Serem avaliados por outros professores com habilitação científica diferente da sua e, ainda, por professores com habilitação académica inferior à sua permite, por exemplo, que um professor de Informática avalie um de Matemática ou que um licenciado avalie alguém com o grau de mestre ou o de doutor.

6.º O estabelecimento de quotas de atribuição de Excelentes e de Muito Bons, estipuladas por razões economicistas, não premeia o mérito absoluto dos professores avaliados.

7.º Haver quotas diferentes de escola para escola faz com que a mesma qualidade de exercício da profissão tenha oportunidades diferentes de ser reconhecida.

8.º A avaliação dos professores que já chegaram ao topo da carreira é inútil, dado não progredirem. 

9.º A complexidade e a burocratização do processo de avaliação (elaboração de objectivos individuais, concepção e preenchimento de fichas, análises de dados, aulas assistidas, registos vários, portfólios, reflexões, reuniões, entrevistas, etc.) implicam muito mais do que as 35 horas de trabalho semanais legais.

10.º A heterogeneidade de procedimentos na avaliação de escola para escola prevista na lei permite a desigualdade de oportunidades.

Este modelo de avaliação é, pois, propiciador de injustiça e da deterioração do ambiente de trabalho nas escolas, comprometendo a desejada melhoria do sistema de ensino.......&quot;


Maria Regina Rocha 
Professora na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, e mestre em Ciências da Educação

Obrigada; assim percebe-se muito melhor.
Mais etc etc etc 
no SOL pt</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;1.º Avaliar os professores tendo em conta «a melhoria dos resultados escolares dos alunos» significa a desresponsabilização do aluno e dos pais e a destruição da escola, que deixa de ser um local onde se aprende para se tornar um local onde essencialmente se passam certidões de aprovação. Os alunos não são objectos, são sujeitos da sua própria aprendizagem, e os resultados que têm não dependem só do professor, mas de uma miríade de factores que este não controla. </p>
<p>2.º A avaliação em função da «redução do abandono escolar dos alunos» é outro aspecto que o professor não controla.</p>
<p>3.º A avaliação dos professores por outros professores da própria escola permite uma avaliação injusta decorrente de situações de amizade, de indiferença ou de conflitualidade entre pessoas que trabalham juntas na escola há vários anos.</p>
<p>4.º Professores avaliados por outros professores de escalão inferior descredibiliza todo o processo.</p>
<p>5.º Serem avaliados por outros professores com habilitação científica diferente da sua e, ainda, por professores com habilitação académica inferior à sua permite, por exemplo, que um professor de Informática avalie um de Matemática ou que um licenciado avalie alguém com o grau de mestre ou o de doutor.</p>
<p>6.º O estabelecimento de quotas de atribuição de Excelentes e de Muito Bons, estipuladas por razões economicistas, não premeia o mérito absoluto dos professores avaliados.</p>
<p>7.º Haver quotas diferentes de escola para escola faz com que a mesma qualidade de exercício da profissão tenha oportunidades diferentes de ser reconhecida.</p>
<p>8.º A avaliação dos professores que já chegaram ao topo da carreira é inútil, dado não progredirem. </p>
<p>9.º A complexidade e a burocratização do processo de avaliação (elaboração de objectivos individuais, concepção e preenchimento de fichas, análises de dados, aulas assistidas, registos vários, portfólios, reflexões, reuniões, entrevistas, etc.) implicam muito mais do que as 35 horas de trabalho semanais legais.</p>
<p>10.º A heterogeneidade de procedimentos na avaliação de escola para escola prevista na lei permite a desigualdade de oportunidades.</p>
<p>Este modelo de avaliação é, pois, propiciador de injustiça e da deterioração do ambiente de trabalho nas escolas, comprometendo a desejada melhoria do sistema de ensino&#8230;&#8230;.&#8221;</p>
<p>Maria Regina Rocha<br />
Professora na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, e mestre em Ciências da Educação</p>
<p>Obrigada; assim percebe-se muito melhor.<br />
Mais etc etc etc<br />
no SOL pt</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Maria</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51632</link>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 22:27:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5806#comment-51632</guid>
		<description>Francisco Almeida, do executivo distrital de Viseu daquele Sindicato, explicou à Agência Lusa que a autarquia &quot;quer pagar 8,80 euros por hora aos 120 professores das actividades de enriquecimento curricular, quando a lei estipula 10,28 euros&quot;.

Segundo o dirigente sindical, a autarquia &quot;deve pagar pelo menos o que está previsto no despacho nº 14460/08, de 26 de Maio, tendo em conta o índice 126 da carreira docente, o que daria 10,28 euros por hora&quot;.

&quot;Mas a Câmara de Viseu baseia-se antes numa carreira qualquer da função pública, colocando os professores como técnico superior de primeira classe, escalão I&quot;, criticou.

O Sindicato, que reuniu com os docentes de Viseu que trabalham nas actividades de enriquecimento curricular, defende ainda que, &quot;nos casos de horários incompletos, o cálculo das remunerações seja efectuado tendo em consideração o horário de trabalho lectivo do primeiro ciclo do ensino básico (25 horas)&quot;.

O vereador da Câmara de Viseu responsável pelo pelouro da Educação, José Moreira, admitiu à Lusa que os salários dos professores foram equiparados aos dos técnicos superiores mas garantiu que eles ficam &quot;com uma diferença de 221 euros a favor&quot;.

&quot;Se fossem pagos pelo índice 126 da carreira docente receberiam 1.113,50 euros. Pelo índice 400 da Carreira da Administração Regional e Local recebem 1.334,44 euros&quot;, explicou.

O vereador considera que o Sindicato chega à conclusão de que os professores saem prejudicados porque &quot;está a fazer as contas a um horário de 25 horas e não de 35 horas&quot;.

&quot;Mas eu, na Câmara, não tenho horários de 25 horas. E eles são trabalhadores da administração pública, contratados pela Câmara&quot;, frisou.

José Moreira lembrou ainda que, com a opção de contratar os professores ao invés de os ter a recibo verde, a autarquia lhe dá outras regalias sociais, nomeadamente subsídios de refeição, de Natal, de férias e, no final do ano, os compensa pela caducidade do contrato.

Por tudo isto, estima que a autarquia acabe por ter encargos globais com os professores das actividades de enriquecimento curricular superiores a 13 euros à hora, lembrando que recebiam 11 euros no ano passado, quando estavam a recibos verdes.

O Sindicato lamentou ainda os atrasos nos pagamentos, contando que quinta-feira à noite os professores se queixaram de não ter recebido qualquer montante, apesar de estarem a trabalhar desde 15 de Setembro.

&quot;Alguns disseram que já nem tinham dinheiro para pagar o gasóleo que lhes permite andar de umas escolas para as outras&quot;, lamentou.

José Moreira admitiu os atrasos mas garantiu que os pagamentos foram regularizados hoje.

&quot;Todo o processo pedagógico, de constituição de turmas e organização de horários, compete aos agrupamentos e só os conhecemos em meados de Outubro. No princípio de Novembro, já tínhamos todo o processo pronto mas aguardámos até agora porque costumamos pagar aos funcionários nos dias 20/21&quot;, justificou, garantindo que, no entanto, &quot;a partir de agora a situação vai entrar na normalidade&quot;.

SOL Pt</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Francisco Almeida, do executivo distrital de Viseu daquele Sindicato, explicou à Agência Lusa que a autarquia &#8220;quer pagar 8,80 euros por hora aos 120 professores das actividades de enriquecimento curricular, quando a lei estipula 10,28 euros&#8221;.</p>
<p>Segundo o dirigente sindical, a autarquia &#8220;deve pagar pelo menos o que está previsto no despacho nº 14460/08, de 26 de Maio, tendo em conta o índice 126 da carreira docente, o que daria 10,28 euros por hora&#8221;.</p>
<p>&#8220;Mas a Câmara de Viseu baseia-se antes numa carreira qualquer da função pública, colocando os professores como técnico superior de primeira classe, escalão I&#8221;, criticou.</p>
<p>O Sindicato, que reuniu com os docentes de Viseu que trabalham nas actividades de enriquecimento curricular, defende ainda que, &#8220;nos casos de horários incompletos, o cálculo das remunerações seja efectuado tendo em consideração o horário de trabalho lectivo do primeiro ciclo do ensino básico (25 horas)&#8221;.</p>
<p>O vereador da Câmara de Viseu responsável pelo pelouro da Educação, José Moreira, admitiu à Lusa que os salários dos professores foram equiparados aos dos técnicos superiores mas garantiu que eles ficam &#8220;com uma diferença de 221 euros a favor&#8221;.</p>
<p>&#8220;Se fossem pagos pelo índice 126 da carreira docente receberiam 1.113,50 euros. Pelo índice 400 da Carreira da Administração Regional e Local recebem 1.334,44 euros&#8221;, explicou.</p>
<p>O vereador considera que o Sindicato chega à conclusão de que os professores saem prejudicados porque &#8220;está a fazer as contas a um horário de 25 horas e não de 35 horas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Mas eu, na Câmara, não tenho horários de 25 horas. E eles são trabalhadores da administração pública, contratados pela Câmara&#8221;, frisou.</p>
<p>José Moreira lembrou ainda que, com a opção de contratar os professores ao invés de os ter a recibo verde, a autarquia lhe dá outras regalias sociais, nomeadamente subsídios de refeição, de Natal, de férias e, no final do ano, os compensa pela caducidade do contrato.</p>
<p>Por tudo isto, estima que a autarquia acabe por ter encargos globais com os professores das actividades de enriquecimento curricular superiores a 13 euros à hora, lembrando que recebiam 11 euros no ano passado, quando estavam a recibos verdes.</p>
<p>O Sindicato lamentou ainda os atrasos nos pagamentos, contando que quinta-feira à noite os professores se queixaram de não ter recebido qualquer montante, apesar de estarem a trabalhar desde 15 de Setembro.</p>
<p>&#8220;Alguns disseram que já nem tinham dinheiro para pagar o gasóleo que lhes permite andar de umas escolas para as outras&#8221;, lamentou.</p>
<p>José Moreira admitiu os atrasos mas garantiu que os pagamentos foram regularizados hoje.</p>
<p>&#8220;Todo o processo pedagógico, de constituição de turmas e organização de horários, compete aos agrupamentos e só os conhecemos em meados de Outubro. No princípio de Novembro, já tínhamos todo o processo pronto mas aguardámos até agora porque costumamos pagar aos funcionários nos dias 20/21&#8243;, justificou, garantindo que, no entanto, &#8220;a partir de agora a situação vai entrar na normalidade&#8221;.</p>
<p>SOL Pt</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sibilógica</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51532</link>
		<dc:creator>Sibilógica</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 00:45:37 +0000</pubDate>
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		<description>Madr:
Exactamente o que pensei!:)

Tenho o maior respeito pelas educadores de infância, evidentemente.

E, digo-lhe, se fosse hoje, nem precisariam de ir fazer estágio para um hospital psiquiátrico!!!
Tinham o país TODINHO para isso...com particular referência para uma certa casa com bancada em hemiciclo!:)))</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Madr:<br />
Exactamente o que pensei!:)</p>
<p>Tenho o maior respeito pelas educadores de infância, evidentemente.</p>
<p>E, digo-lhe, se fosse hoje, nem precisariam de ir fazer estágio para um hospital psiquiátrico!!!<br />
Tinham o país TODINHO para isso&#8230;com particular referência para uma certa casa com bancada em hemiciclo!:)))</p>
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	<item>
		<title>Por: madr</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51527</link>
		<dc:creator>madr</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 00:19:30 +0000</pubDate>
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		<description>Sibilógica
Mil perdões pela meu fraco domínio da escrita nestas máquinas infernais (mas tão necessárias).
Claro que não me referia a si, o meu comentário para a Sibilógica (era na sequência de ter referido os outros tempos) acabava em 
&quot;No entanto não me queixo porque sempre gostei de fazer o que faço (embora agora não queiram que o faça).&quot;
Aí eu devia ter deixado um espaço maior pois o parágrafo seguinte era a continuação do 1º do post e claro que me referia à(s) pessoa(s) que tenta(m) a todo o custo inferiorizar o trabalho de Educadora de Infância comparando-as quase a amas e esquecendo que elas são técnicas altamente especializadas (eu sei que há pais que utilizam os infantários como  locais onde se despejam crianças).
Quando concorri para o curso de professora, em 1980, uma amiga minha reprovou no exame de acesso ao curso de Educadora de Infânca e passou no de professora; nesse tempo as educadoras faziam estágios não só nos jardins de infância mas também nos hospitais pediátricos ou na ala pediátrica dos hospitais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sibilógica<br />
Mil perdões pela meu fraco domínio da escrita nestas máquinas infernais (mas tão necessárias).<br />
Claro que não me referia a si, o meu comentário para a Sibilógica (era na sequência de ter referido os outros tempos) acabava em<br />
&#8220;No entanto não me queixo porque sempre gostei de fazer o que faço (embora agora não queiram que o faça).&#8221;<br />
Aí eu devia ter deixado um espaço maior pois o parágrafo seguinte era a continuação do 1º do post e claro que me referia à(s) pessoa(s) que tenta(m) a todo o custo inferiorizar o trabalho de Educadora de Infância comparando-as quase a amas e esquecendo que elas são técnicas altamente especializadas (eu sei que há pais que utilizam os infantários como  locais onde se despejam crianças).<br />
Quando concorri para o curso de professora, em 1980, uma amiga minha reprovou no exame de acesso ao curso de Educadora de Infânca e passou no de professora; nesse tempo as educadoras faziam estágios não só nos jardins de infância mas também nos hospitais pediátricos ou na ala pediátrica dos hospitais.</p>
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	<item>
		<title>Por: Sibilógica</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51525</link>
		<dc:creator>Sibilógica</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 00:13:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5806#comment-51525</guid>
		<description>Quanto à &quot;nossa&quot; Maria (bem...se é minha, eu até pago para a levarem!!!) que está omnipresente neste blog em tudo quanto é &quot;post&quot;... pelo que não se deve cansar muito a trabalhar, escreve tanta incongruência e tanta burrice (e mesmo estas em &quot;português macarrónico&quot;... não deve ter ainda adquirido a técnica da leitura e escrita pelo que necessita - com a URGÊNCIA possível - de um PROFESSOR que a ensine - único caso em que a palmatória se me afigura um bem maior) que nem me darei ao trabalho de lhe responder.

Já lhe tinha dito ADEUS num outro &quot;post&quot;. Mas a piquena insiste. Não conhece o significado da palavra, o que de todo não me espanta. 
O que fazer senão pedir A DEUS que lhe ilumine o solitário neurónio (sou mesmo uma cachopa caridosa, caramba!) e que &quot;descanse em paz&quot; (não, JURO que não desejo a morte a ninguém. Quero - para que fique bem claro - afirmar: vá chaterar para outras bandas, quiçá na sua própria casa, onde só os familiares se compadecerão e terão obrigação de a aturar) para que nós a tenhamos também!

Pax nobiscum!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto à &#8220;nossa&#8221; Maria (bem&#8230;se é minha, eu até pago para a levarem!!!) que está omnipresente neste blog em tudo quanto é &#8220;post&#8221;&#8230; pelo que não se deve cansar muito a trabalhar, escreve tanta incongruência e tanta burrice (e mesmo estas em &#8220;português macarrónico&#8221;&#8230; não deve ter ainda adquirido a técnica da leitura e escrita pelo que necessita &#8211; com a URGÊNCIA possível &#8211; de um PROFESSOR que a ensine &#8211; único caso em que a palmatória se me afigura um bem maior) que nem me darei ao trabalho de lhe responder.</p>
<p>Já lhe tinha dito ADEUS num outro &#8220;post&#8221;. Mas a piquena insiste. Não conhece o significado da palavra, o que de todo não me espanta.<br />
O que fazer senão pedir A DEUS que lhe ilumine o solitário neurónio (sou mesmo uma cachopa caridosa, caramba!) e que &#8220;descanse em paz&#8221; (não, JURO que não desejo a morte a ninguém. Quero &#8211; para que fique bem claro &#8211; afirmar: vá chaterar para outras bandas, quiçá na sua própria casa, onde só os familiares se compadecerão e terão obrigação de a aturar) para que nós a tenhamos também!</p>
<p>Pax nobiscum!!!</p>
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		<title>Por: Sibilógica</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51521</link>
		<dc:creator>Sibilógica</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 23:55:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5806#comment-51521</guid>
		<description>Caro Incognitus;

Tentarei sucintamente tecer alguns comentários ao que afirma.
Aí vão:

 &quot;1) O que os funcionários públicos pagam de impostos é perfeitamente irrelevante - como pode imaginar. Aliás, bastaria que imaginasse que cada um recebesse mais um milhão de euros e pagasse mais um milhão de euros. Passariam a pagar 99% dos impostos deste país, e no entanto qual o impacto? Zero. Isso resolve essa questão.&quot;

Admitindo a sua razão no que aos funcionários públicos concerne (em parte porque ganham pouco - ao contrário do que afirma -, depois, porque não podem - nem devem - fugir ao fisco - ao contrário de muitos, como sabe), não me parece já que seja irrelevante um empresário de sucesso (e não estou a atacar de modo algum a classe dos empresários, que fique claro) que ganha uns largos milhares, declarar vencimento mínimo. E creio que sabe também que não é caso raro isso acontecer. Logo, os funcionários públicos e restantes pessoas estão a sustentar todos aqueles (empresários ou outra coisa qualquer) que não são honestos nas suas declarações. E NÃO são, porque se PODEM &quot;DAR AO LUXO&quot; de o não ser! O que manifestamente não é o caso dos funcionários públicos e, nestes, os professores (por ser esta a classe que tem vindo a ser discutida). Creio não ser este ponto passível de discussão. Tal como creio que este facto atinge seriamente as finanças nacionais, já muito fragilizadas. E isto sim ( e não os salários dos professores) vai afectar sobremaneira os pequenos empresários. Ou esses particularmente. Mas, disso, os professores estão inocentes, a meu ver.

&quot;2) 3000 euros é demasiado para uma educadora de infância ou professor até ao final do secundário, porque seria possível num mercado aberto obter o mesmo serviço por significativamente menos. Se o estado gasta 3000 Euros em algo que custa 2000, a Sibilógica tem que entender que isso é um desperdício do dinheiro dos contribuintes, da mesma forma que se um contribuinte for obrigado a gastar 2 euros por um pacote de leite de 1 euro.&quot;

Que é um desperdício pagar-se DOIS euros quando se pode pagar apenas UM, também não me oferece dúvidas por ser claramente óbvio. Seja em pacotes de leite ou em salários, independentemente da profissão. O que não concordo em absoluto é que pagar 3000 Euros (como afirma. Penso que continua a questionar o salário bruto, quando o que interessa é APENAS o líquido, dado que é com esse que gerimos economicamente o nossa vida. O resto fica no estado. E não conheço caso algum pertencente à docência que aufira esse vencimento líquido) a uma educadora ou a um professor - mesmo que fossem os tais 3000 Euros, como diz - seja demasiado. São pessoas que estudaram anos a fio, investiram seriamente na sua instrução, e, em virtude das colocações serem muitas vezes bem longe de casa, estão sujeitas ao pagamento acrescido de uma série de compromissos adicionais que muitos desconhecem ( e que a &quot;Madr&quot; tão bem exemplificou). Mas que existem na realidade, disso não tenha quaisquer dúvidas. Que me dirá então das remunerações absolutamente &quot;obscenas&quot; de jogadores de futebol e outros congéneres. Já para não falar noutras criaturas (creio que sabe a quem me refiro) que conseguiram - Oh, milagre! - reformas aos 45 anos (depois de terem ajudado a legislar a dita cuja para os 65 anos... com tendência a aumentar) que ascendem a quantias, também elas obscenas, de 10 ou 15.000 Euros. Isto com meia dúzia de anos de serviço, evidentemente. Mas neste país democrático à beira-mar plantado, uns são filhos, outros, adoptados. Diria que é o socialismo que temos! Por que raio não me candidatei eu a deputada? :) Enfim, falta de visão, admito!!!

3) Eu coloquei a minha filha numa escola privada PRECISAMENTE devido à desgraça que considero ter sido a minha educação na escola pública. As faltas dos professores eram constantes, na altura tinha piada, mas hoje compreendo melhor o que isso significa.

Não vou duvidar da sua palavra no que afirma quanto aos professores que teve. Acredite no entanto que foi um azar enorme. Creia que a classe da docência sempre trabalhou com muita carolice, quantas vezes em situações de excessivo esforço (de novo, como a &quot;Madr&quot; já expôs, de acordo com a sua própria experiência) e em condições quase indignas. O que também pouca gente sabe...ou que, conhecendo, pouco lhes importa! O que lhe peço é que não tome o todo pela parte. Em todas as profissões há bons e maus. Sem remissão. Os professores não são naturalmente excepção. O que lhe garanto - e com absoluto conhecimento de causa (pertenço à maior família de professores existente no país, como um jornal em tempos publicou) - é que os professores a quem apelidou de &quot;baldas&quot; são, de facto, uma significativa minoria. À sua imagem, ainda que por razões totalmente diferentes, também eu pus a minha filha num colégio privado. Mas garanto-lhe que o não teria feito, se o pudesse ter evitado.

Por fim, penso que não compreendeu o que eu disse: Isto é INSUSTENTÁVEL. Até pode durar uns bons anos, mas depois REBENTA tudo, porque presentemente não faz sentido criar empresas. Não compreende o que isso significa? A menos que se crie uma empresa para fugir ao fisco e endividar-se até aos olhos, NÃO FAZ SENTIDO, porque as empresas NÃO CONSEGUEM REMUNERAR O ACCIONISTA mesmo tendo lucros, portante vão facilmente aparecer muito menos … e sem empresas não há postos de trabalho nem impostos. 

Entendi PERFEITAMENTE o que disse. E tem razão! Isto é INSUSTENTÁVEL! Mas não pelo facto linear dos salários dos professores ou educadores. Talvez porque os governantes tenham tido &quot;mais olhos que barriga&quot; (nunca antes de se terem aboletado sem parcimónia) e levado isto à banca-rota, ao caos total. E NÃO rebenta tudo: já REBENTOU! Veja-se o elevado número de desempregados, a violência generalizada, os tipos que saem incólumes mesmo que tenham vilodado criancinhas, etc, etc, etc...Portugal tornou-se num barco à deriva em mar alto e anuncia-se o naufrágio. Apenas espero que se afunde quem deu cabo disto tudo...e que os botes sobressalentes sejam para os mais desprotegidos. Nem que seja UMA VEZ NA VIDA!

Penso que no relativo curto prazo vai compreender o que quero dizer, visto que a bolha do crédito já está a estoirar, e isso irá revelar a realidade.

Não vou compreender: JÁ COMPREENDI! Exactamente pelo acima exposto.

E sinto-o na pele todos os dias!

Cordialmente</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Incognitus;</p>
<p>Tentarei sucintamente tecer alguns comentários ao que afirma.<br />
Aí vão:</p>
<p> &#8220;1) O que os funcionários públicos pagam de impostos é perfeitamente irrelevante &#8211; como pode imaginar. Aliás, bastaria que imaginasse que cada um recebesse mais um milhão de euros e pagasse mais um milhão de euros. Passariam a pagar 99% dos impostos deste país, e no entanto qual o impacto? Zero. Isso resolve essa questão.&#8221;</p>
<p>Admitindo a sua razão no que aos funcionários públicos concerne (em parte porque ganham pouco &#8211; ao contrário do que afirma -, depois, porque não podem &#8211; nem devem &#8211; fugir ao fisco &#8211; ao contrário de muitos, como sabe), não me parece já que seja irrelevante um empresário de sucesso (e não estou a atacar de modo algum a classe dos empresários, que fique claro) que ganha uns largos milhares, declarar vencimento mínimo. E creio que sabe também que não é caso raro isso acontecer. Logo, os funcionários públicos e restantes pessoas estão a sustentar todos aqueles (empresários ou outra coisa qualquer) que não são honestos nas suas declarações. E NÃO são, porque se PODEM &#8220;DAR AO LUXO&#8221; de o não ser! O que manifestamente não é o caso dos funcionários públicos e, nestes, os professores (por ser esta a classe que tem vindo a ser discutida). Creio não ser este ponto passível de discussão. Tal como creio que este facto atinge seriamente as finanças nacionais, já muito fragilizadas. E isto sim ( e não os salários dos professores) vai afectar sobremaneira os pequenos empresários. Ou esses particularmente. Mas, disso, os professores estão inocentes, a meu ver.</p>
<p>&#8220;2) 3000 euros é demasiado para uma educadora de infância ou professor até ao final do secundário, porque seria possível num mercado aberto obter o mesmo serviço por significativamente menos. Se o estado gasta 3000 Euros em algo que custa 2000, a Sibilógica tem que entender que isso é um desperdício do dinheiro dos contribuintes, da mesma forma que se um contribuinte for obrigado a gastar 2 euros por um pacote de leite de 1 euro.&#8221;</p>
<p>Que é um desperdício pagar-se DOIS euros quando se pode pagar apenas UM, também não me oferece dúvidas por ser claramente óbvio. Seja em pacotes de leite ou em salários, independentemente da profissão. O que não concordo em absoluto é que pagar 3000 Euros (como afirma. Penso que continua a questionar o salário bruto, quando o que interessa é APENAS o líquido, dado que é com esse que gerimos economicamente o nossa vida. O resto fica no estado. E não conheço caso algum pertencente à docência que aufira esse vencimento líquido) a uma educadora ou a um professor &#8211; mesmo que fossem os tais 3000 Euros, como diz &#8211; seja demasiado. São pessoas que estudaram anos a fio, investiram seriamente na sua instrução, e, em virtude das colocações serem muitas vezes bem longe de casa, estão sujeitas ao pagamento acrescido de uma série de compromissos adicionais que muitos desconhecem ( e que a &#8220;Madr&#8221; tão bem exemplificou). Mas que existem na realidade, disso não tenha quaisquer dúvidas. Que me dirá então das remunerações absolutamente &#8220;obscenas&#8221; de jogadores de futebol e outros congéneres. Já para não falar noutras criaturas (creio que sabe a quem me refiro) que conseguiram &#8211; Oh, milagre! &#8211; reformas aos 45 anos (depois de terem ajudado a legislar a dita cuja para os 65 anos&#8230; com tendência a aumentar) que ascendem a quantias, também elas obscenas, de 10 ou 15.000 Euros. Isto com meia dúzia de anos de serviço, evidentemente. Mas neste país democrático à beira-mar plantado, uns são filhos, outros, adoptados. Diria que é o socialismo que temos! Por que raio não me candidatei eu a deputada? <img src='http://arrastao.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Enfim, falta de visão, admito!!!</p>
<p>3) Eu coloquei a minha filha numa escola privada PRECISAMENTE devido à desgraça que considero ter sido a minha educação na escola pública. As faltas dos professores eram constantes, na altura tinha piada, mas hoje compreendo melhor o que isso significa.</p>
<p>Não vou duvidar da sua palavra no que afirma quanto aos professores que teve. Acredite no entanto que foi um azar enorme. Creia que a classe da docência sempre trabalhou com muita carolice, quantas vezes em situações de excessivo esforço (de novo, como a &#8220;Madr&#8221; já expôs, de acordo com a sua própria experiência) e em condições quase indignas. O que também pouca gente sabe&#8230;ou que, conhecendo, pouco lhes importa! O que lhe peço é que não tome o todo pela parte. Em todas as profissões há bons e maus. Sem remissão. Os professores não são naturalmente excepção. O que lhe garanto &#8211; e com absoluto conhecimento de causa (pertenço à maior família de professores existente no país, como um jornal em tempos publicou) &#8211; é que os professores a quem apelidou de &#8220;baldas&#8221; são, de facto, uma significativa minoria. À sua imagem, ainda que por razões totalmente diferentes, também eu pus a minha filha num colégio privado. Mas garanto-lhe que o não teria feito, se o pudesse ter evitado.</p>
<p>Por fim, penso que não compreendeu o que eu disse: Isto é INSUSTENTÁVEL. Até pode durar uns bons anos, mas depois REBENTA tudo, porque presentemente não faz sentido criar empresas. Não compreende o que isso significa? A menos que se crie uma empresa para fugir ao fisco e endividar-se até aos olhos, NÃO FAZ SENTIDO, porque as empresas NÃO CONSEGUEM REMUNERAR O ACCIONISTA mesmo tendo lucros, portante vão facilmente aparecer muito menos … e sem empresas não há postos de trabalho nem impostos. </p>
<p>Entendi PERFEITAMENTE o que disse. E tem razão! Isto é INSUSTENTÁVEL! Mas não pelo facto linear dos salários dos professores ou educadores. Talvez porque os governantes tenham tido &#8220;mais olhos que barriga&#8221; (nunca antes de se terem aboletado sem parcimónia) e levado isto à banca-rota, ao caos total. E NÃO rebenta tudo: já REBENTOU! Veja-se o elevado número de desempregados, a violência generalizada, os tipos que saem incólumes mesmo que tenham vilodado criancinhas, etc, etc, etc&#8230;Portugal tornou-se num barco à deriva em mar alto e anuncia-se o naufrágio. Apenas espero que se afunde quem deu cabo disto tudo&#8230;e que os botes sobressalentes sejam para os mais desprotegidos. Nem que seja UMA VEZ NA VIDA!</p>
<p>Penso que no relativo curto prazo vai compreender o que quero dizer, visto que a bolha do crédito já está a estoirar, e isso irá revelar a realidade.</p>
<p>Não vou compreender: JÁ COMPREENDI! Exactamente pelo acima exposto.</p>
<p>E sinto-o na pele todos os dias!</p>
<p>Cordialmente</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sibilógica</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51463</link>
		<dc:creator>Sibilógica</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 15:45:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5806#comment-51463</guid>
		<description>Cara Madr:

A dada altura do seu comentário último neste &quot;post&quot;, e dirigindo-se a mim, escreve o que passo a citar:


&quot;Diz que o trabalho da Educadora não “vale” o que ganha???? Mas quem é você para fazer tal afirmação??? Já se deu ao trabalho de educar entre dez e quinze gémeos (é que são todos da mesma idade) ao mesmo tempo no mesmo local? Já se deu conta da responsabilidade que é o desenvolvimento global e harmonioso dessas crianças de tão tenra idade? Já alguma vez pensou que aquela atitude quase maternal que algumas educadoras aparentam não é mais do que uma técnica específica própria da profissão? Já pensou que é nessa fase da nossa infância que se alicerçam as bases da pessoa que vamos ser em adultos?&quot;

Estou em crer que isto não seria dirigido a mim e que foi apenas um lapso, não?:)

É que, como poderá constatar no único comentário que lhe fiz, defendi em TODOS os pontos (até escrevi: &quot;não retiro nem acrescento uma vírgula do que escreveu&quot; - e termino: &quot;bem haja pela sua apreciação tão justa e clarividente&quot;) a sua posição dado que a minha é EXACTAMENTE coincidente.

Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Madr:</p>
<p>A dada altura do seu comentário último neste &#8220;post&#8221;, e dirigindo-se a mim, escreve o que passo a citar:</p>
<p>&#8220;Diz que o trabalho da Educadora não “vale” o que ganha???? Mas quem é você para fazer tal afirmação??? Já se deu ao trabalho de educar entre dez e quinze gémeos (é que são todos da mesma idade) ao mesmo tempo no mesmo local? Já se deu conta da responsabilidade que é o desenvolvimento global e harmonioso dessas crianças de tão tenra idade? Já alguma vez pensou que aquela atitude quase maternal que algumas educadoras aparentam não é mais do que uma técnica específica própria da profissão? Já pensou que é nessa fase da nossa infância que se alicerçam as bases da pessoa que vamos ser em adultos?&#8221;</p>
<p>Estou em crer que isto não seria dirigido a mim e que foi apenas um lapso, não?:)</p>
<p>É que, como poderá constatar no único comentário que lhe fiz, defendi em TODOS os pontos (até escrevi: &#8220;não retiro nem acrescento uma vírgula do que escreveu&#8221; &#8211; e termino: &#8220;bem haja pela sua apreciação tão justa e clarividente&#8221;) a sua posição dado que a minha é EXACTAMENTE coincidente.</p>
<p>Abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: madr</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51407</link>
		<dc:creator>madr</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 23:30:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5806#comment-51407</guid>
		<description>Mas o que é que as Educadoras de Infância (todas licenciadas, muitas já com mestrado e outras até com doutoramento) são menos que qualquer outro professor (até universitário) neste ou noutro qualquer país????
Sibilógica, aqui já falo como mãe e professora, no ano em que a minha filha entrou para a escola fiquei colocada a mais de 200km de casa, numa escola de lugar único com dezasseis alunos dos quatro anos de escolaridade, tive sorte porque havia um autocarro (nessa época não tinha carro nem tempo para tirar a carta de condução) que passava por lá e o condutor até me deixava à &quot;porta&quot; da escola às 9:30h. À tarde era pior pois acabava as aulas às 15:30h e o autocarro só passava às 17:30h. Não tinha onde almoçar (a escola ficava no meio de nenhures) nem onde comprar comida. Durante esse ano a minha filha precisou tanto de mim como os filhos dos outros que acarinhei/ensinei/ajudei/aconselhei/acompanhei mas eu não tinha tempo para ela. Todo o material escolar que precisei foi comprado com o MEU dinheiro (nunca recebemos qualquer tipo de ajuda nem para material nem para transportes), os meus primeiros 15 anos de carreira foram passados longe de casa em situações análogas à descrita, cheguei a ter de me levantar às 4:30 para apanhar um autocarro das 5:30 (o primeiro de uma série de três) para começar a dar aulas às 8:30 (depois de fazer uma caminhada de 20 minutos até à escola) saía às 13h e qualquer coisa (no 1º ciclo é impossível o professor sair à hora certa) mas já não conseguia apanhar o autocarro das 13:30 e tinha de esperar pelo próximo que era às 16:30. Nesse ano a minha hora de deitar foi sempre depois da meia-noite. Quando estive grávida do meu filho tive uma ameaça de parto prematuro que me valeu perder 28 dias de tempo de serviço (o tempo que estive de atestado à espera de aproximação de escola) esse tempo nunca mais foi recuperado e fui ultrapassada por bastantes colegas nos concursos posteriores (inclusive só fiquei efectiva um ano depois de várias colegas que tiraram o curso comigo e estavam depois de mim nos concursos).
No entanto não me queixo porque sempre gostei de fazer o que faço (embora agora não queiram que o faça).
Vêm falar de &quot;insustentável&quot;, devem estar a gozar com a minha cara, pois se há classe que anda a sustentar este país é a minha, ou conhecem mais algum profissional que tenha de fazer grande parte do trabalho em casa porque não tem condições no local onde exerce a profissão (programar, corrigir, avaliar, fazer fichas, testes, trabalhos,...)? Há aqui algum profissional que pague do seu bolso a internet que usa para fins profissionais, que faça impressões para o trabalho em casa? Que pague do seu bolso esferográficas, canetas, lápis, papel,... que usa na sua profissão? Acho que contribuí e continuo a contribuir (não só em impostos) para o progresso e desenvolvimento do meus país, para que as gerações futuras tenham um melhor presente, se os diferentes governos que escolhemos não fizeram a sua parte não podem responsabilizar a &quot;coitadinha&quot; da educadora por ter um ordenado (mais do que justo, pois até há bem pouco tempo, com a escassez de infantários públicos, iam parar a &quot;nenhures&quot; gastando a quase totalidade do ordenado em transportes) acima da &quot;média&quot;. 
Diz que o trabalho da Educadora não &quot;vale&quot; o que ganha???? Mas quem é você para fazer tal afirmação??? Já se deu ao trabalho de educar entre dez e quinze gémeos (é que são todos da mesma idade) ao mesmo tempo no mesmo local? Já se deu conta da responsabilidade que é o desenvolvimento global e harmonioso dessas crianças de tão tenra idade? Já alguma vez pensou que aquela atitude quase maternal que algumas educadoras aparentam não é mais do que uma técnica específica própria da profissão? Já pensou que é nessa fase da nossa infância que se alicerçam as bases da pessoa que vamos ser em adultos?
Ah, pois... é que para ser professor universitário não se exige grande coisa, apenas um grau académico (para &quot;debitar/despejar&quot; matéria pouco mais é necessário) mas para se ser Educadora de Infância é preciso muito mais &quot;know-how&quot; do que a mera graduação académica é preciso um saber que não se aprende só nas escolas e é preciso, sobretudo, gostar de o ser.
O ordenado de qualquer jogador de futebol da 2ª divisão é superior ao da educadora e ele paga menos imposto
Se a situação vai ficar insustentável isso é uma questão de &quot;más políticas governativas&quot; (sempre gastámos mais do que o que produzimos).
Acabem com essas regalias do tipo das reformas vitalícias para os políticos, das reformas acumuladas, dos ordenados e prémios e gratificações dignas de um sheik (?)... Talvez assim se deixe de culpar o contribuinte honesto pela &quot;insustentabilidade&quot; do sistema e se possa passar à acção: resolver o problema.
Obrigado a quem entendeu o que eu queria dizer mesmo não fazendo parte dos tais 10% (se calhar é por isso).
Para o incognitus tenho pena que seja feito da mesma fibra dos &quot;inginheiros e milús&quot; deste país e que por isso ainda lhe calhe ser PM (é triste mas é verdade, esse destino parece estar reservado a pessoas assim). 
Boa sorte para a sua filha no particular, em calhando ainda me vai ter a mim de professora (do oficial) no 1º ciclo. Ah, é verdade, e uma educadora que, mesmo paga exageradamente, faça um bom trabalho com a menina, de maneira a contrariar essa fibra hereditária, e a transforme numa cidadã livre, responsável, interveniente e principalmente tolerante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas o que é que as Educadoras de Infância (todas licenciadas, muitas já com mestrado e outras até com doutoramento) são menos que qualquer outro professor (até universitário) neste ou noutro qualquer país????<br />
Sibilógica, aqui já falo como mãe e professora, no ano em que a minha filha entrou para a escola fiquei colocada a mais de 200km de casa, numa escola de lugar único com dezasseis alunos dos quatro anos de escolaridade, tive sorte porque havia um autocarro (nessa época não tinha carro nem tempo para tirar a carta de condução) que passava por lá e o condutor até me deixava à &#8220;porta&#8221; da escola às 9:30h. À tarde era pior pois acabava as aulas às 15:30h e o autocarro só passava às 17:30h. Não tinha onde almoçar (a escola ficava no meio de nenhures) nem onde comprar comida. Durante esse ano a minha filha precisou tanto de mim como os filhos dos outros que acarinhei/ensinei/ajudei/aconselhei/acompanhei mas eu não tinha tempo para ela. Todo o material escolar que precisei foi comprado com o MEU dinheiro (nunca recebemos qualquer tipo de ajuda nem para material nem para transportes), os meus primeiros 15 anos de carreira foram passados longe de casa em situações análogas à descrita, cheguei a ter de me levantar às 4:30 para apanhar um autocarro das 5:30 (o primeiro de uma série de três) para começar a dar aulas às 8:30 (depois de fazer uma caminhada de 20 minutos até à escola) saía às 13h e qualquer coisa (no 1º ciclo é impossível o professor sair à hora certa) mas já não conseguia apanhar o autocarro das 13:30 e tinha de esperar pelo próximo que era às 16:30. Nesse ano a minha hora de deitar foi sempre depois da meia-noite. Quando estive grávida do meu filho tive uma ameaça de parto prematuro que me valeu perder 28 dias de tempo de serviço (o tempo que estive de atestado à espera de aproximação de escola) esse tempo nunca mais foi recuperado e fui ultrapassada por bastantes colegas nos concursos posteriores (inclusive só fiquei efectiva um ano depois de várias colegas que tiraram o curso comigo e estavam depois de mim nos concursos).<br />
No entanto não me queixo porque sempre gostei de fazer o que faço (embora agora não queiram que o faça).<br />
Vêm falar de &#8220;insustentável&#8221;, devem estar a gozar com a minha cara, pois se há classe que anda a sustentar este país é a minha, ou conhecem mais algum profissional que tenha de fazer grande parte do trabalho em casa porque não tem condições no local onde exerce a profissão (programar, corrigir, avaliar, fazer fichas, testes, trabalhos,&#8230;)? Há aqui algum profissional que pague do seu bolso a internet que usa para fins profissionais, que faça impressões para o trabalho em casa? Que pague do seu bolso esferográficas, canetas, lápis, papel,&#8230; que usa na sua profissão? Acho que contribuí e continuo a contribuir (não só em impostos) para o progresso e desenvolvimento do meus país, para que as gerações futuras tenham um melhor presente, se os diferentes governos que escolhemos não fizeram a sua parte não podem responsabilizar a &#8220;coitadinha&#8221; da educadora por ter um ordenado (mais do que justo, pois até há bem pouco tempo, com a escassez de infantários públicos, iam parar a &#8220;nenhures&#8221; gastando a quase totalidade do ordenado em transportes) acima da &#8220;média&#8221;.<br />
Diz que o trabalho da Educadora não &#8220;vale&#8221; o que ganha???? Mas quem é você para fazer tal afirmação??? Já se deu ao trabalho de educar entre dez e quinze gémeos (é que são todos da mesma idade) ao mesmo tempo no mesmo local? Já se deu conta da responsabilidade que é o desenvolvimento global e harmonioso dessas crianças de tão tenra idade? Já alguma vez pensou que aquela atitude quase maternal que algumas educadoras aparentam não é mais do que uma técnica específica própria da profissão? Já pensou que é nessa fase da nossa infância que se alicerçam as bases da pessoa que vamos ser em adultos?<br />
Ah, pois&#8230; é que para ser professor universitário não se exige grande coisa, apenas um grau académico (para &#8220;debitar/despejar&#8221; matéria pouco mais é necessário) mas para se ser Educadora de Infância é preciso muito mais &#8220;know-how&#8221; do que a mera graduação académica é preciso um saber que não se aprende só nas escolas e é preciso, sobretudo, gostar de o ser.<br />
O ordenado de qualquer jogador de futebol da 2ª divisão é superior ao da educadora e ele paga menos imposto<br />
Se a situação vai ficar insustentável isso é uma questão de &#8220;más políticas governativas&#8221; (sempre gastámos mais do que o que produzimos).<br />
Acabem com essas regalias do tipo das reformas vitalícias para os políticos, das reformas acumuladas, dos ordenados e prémios e gratificações dignas de um sheik (?)&#8230; Talvez assim se deixe de culpar o contribuinte honesto pela &#8220;insustentabilidade&#8221; do sistema e se possa passar à acção: resolver o problema.<br />
Obrigado a quem entendeu o que eu queria dizer mesmo não fazendo parte dos tais 10% (se calhar é por isso).<br />
Para o incognitus tenho pena que seja feito da mesma fibra dos &#8220;inginheiros e milús&#8221; deste país e que por isso ainda lhe calhe ser PM (é triste mas é verdade, esse destino parece estar reservado a pessoas assim).<br />
Boa sorte para a sua filha no particular, em calhando ainda me vai ter a mim de professora (do oficial) no 1º ciclo. Ah, é verdade, e uma educadora que, mesmo paga exageradamente, faça um bom trabalho com a menina, de maneira a contrariar essa fibra hereditária, e a transforme numa cidadã livre, responsável, interveniente e principalmente tolerante.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Malacueco</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51402</link>
		<dc:creator>Malacueco</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 23:16:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5806#comment-51402</guid>
		<description>Caro Incognitus:

custa-me sinceramente que haja (pelo menos é o que parece) uma espécie de vaga de fundo que diaboliza os professores culpando-os de todos os males que afectam o país.

Não pense que sou cego a ponto de não ver que na minha classe há muitos incompetentes - que toda a gente conhece - e que houve durante décadas abusos a um conjunto de regalias. Professores houve que usaram indevidamente todos os «artigos» que lhes permitiam faltar ao serviço - com faltas sistemáticas às sextas-feiras ou nos dias imediatamente anteriores ou subsequentes a fins-de-semana prolongados. Para não falar nos muitos indolentes, contrariados, frustrados, prepotentes, autoritários e tiranetes que há na minha profissão - essas caricaturas do professor que vai ler «A Bola» para a aula enquanto manda ler um texto.

Tudo isto é do conhecimento público. Não vale a pena negar. Eu vou mais longe do que todos os pró-avaliação: estes(as) não deviam progredir na carreira, porque nem sequer lá deviam estar. No que dependesse de mim, já há muito teriam sido exonerados. Liminarmente. Contudo, beneficiaram durante muitos anos de um estatuto comum à função pública: a «impossibilidade» de despedimento.

Mas estes são felizmente uma minoria - penso que concordará. Digamos que há um/dois/três destes «cancros» em cada escola - o que perfaz mais de um milhar.

Mas, caramba: haverá 120.000 criaturas destas na profissão? Toda a gente abusou de forma flagrante dessas regalias previstas na lei? Todos merecemos em barda ser caricaturados dessa forma?

Penso que também será capaz de reconhecer o alto grau de desgaste psicológico que a profissão implica. Muitas vezes - e v. sabe-o - o professor vive quotidianamente numa situação de «amar sem ser amado»: saber que aquilo que tem para «oferecer» aos alunos lhes vai ser de suma importância no futuro (como v. e eu reconhecemos muito depois das asneiras que fizemos na escola) e vendo-se desprezado, gozado, insultado, desautorizado até mesmo pela lei e pela tutela... Isto cansa... Isto mói... Isto dói... 

No fim disto tudo, vir a ser culpado pelo abandono escolar... pelos baixos resultados dos alunos - obrigados a frequentar a escola sem sentirem que ela lhes dá (e não dá, de facto) perspectivas de emprego.

Sentem, professores e alunos, que o que estão a fazer é, de certa forma, uma mentira. Mas mesmo assim há quem lute, de «ambos os lados da barricada».

É preciso melhores professores. É preciso uma política educativa eficaz, em maior consonância com as expectativas de empregadores e empregados - porventura, a «desunificação» do ensino, à semelhança dos antigos liceus e escolas comerciais, mas devidamente adaptados aos tempos. O sistema podia ser redutor, mas era transparente. Teremos de chegar todos a mestre? Teremos de ser todos licenciados? A licenciatura já há muito não dá garantias de emprego - e o mestrado também não vai dar. É um «cadáver adiado que procria» - cadáver porque está morto; adiado, porque apenas adia a entrada no desemprego; e &quot;procria&quot; (para não dizer uma palavra feia começada por «f»...) a paciência a quem sente que, enquanto marca passo a ouvir falar de voz passiva, podia estar a aprender uma  profissão útil para si e para os outros, com um Português técnico ou uma Matemática aplicada a (digamos) redes de gás.

Por favor: deixem progredir todos os que encaixarem nesse perfil de Muito Bom ou Excelente e penalizem-se, admoestem-se, despeçam-se todos os que nem suficientes conseguirem ser. Quem é o Valter Lemos (que perdeu o mandato de deputado municipal por excesso de faltas injustificadas) para vir exigir 100% de presenças para a classificação seja de quem for? Agora já percebo por que razão esta equipa quis acabar com a distinção entre faltas justificadas e injustificadas «Agora só há faltas.» (disse ela, a Milú), cabendo a cada escola decidir se são, ou não, justificadas... (q.v. declarações da Milú ao DN, de que a Maria tanto gosta...) Ah!, Valter Lemos, Valter Lemos: que jeitão lhe tinha dado ser cada Câmara a decidir!

Cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Incognitus:</p>
<p>custa-me sinceramente que haja (pelo menos é o que parece) uma espécie de vaga de fundo que diaboliza os professores culpando-os de todos os males que afectam o país.</p>
<p>Não pense que sou cego a ponto de não ver que na minha classe há muitos incompetentes &#8211; que toda a gente conhece &#8211; e que houve durante décadas abusos a um conjunto de regalias. Professores houve que usaram indevidamente todos os «artigos» que lhes permitiam faltar ao serviço &#8211; com faltas sistemáticas às sextas-feiras ou nos dias imediatamente anteriores ou subsequentes a fins-de-semana prolongados. Para não falar nos muitos indolentes, contrariados, frustrados, prepotentes, autoritários e tiranetes que há na minha profissão &#8211; essas caricaturas do professor que vai ler «A Bola» para a aula enquanto manda ler um texto.</p>
<p>Tudo isto é do conhecimento público. Não vale a pena negar. Eu vou mais longe do que todos os pró-avaliação: estes(as) não deviam progredir na carreira, porque nem sequer lá deviam estar. No que dependesse de mim, já há muito teriam sido exonerados. Liminarmente. Contudo, beneficiaram durante muitos anos de um estatuto comum à função pública: a «impossibilidade» de despedimento.</p>
<p>Mas estes são felizmente uma minoria &#8211; penso que concordará. Digamos que há um/dois/três destes «cancros» em cada escola &#8211; o que perfaz mais de um milhar.</p>
<p>Mas, caramba: haverá 120.000 criaturas destas na profissão? Toda a gente abusou de forma flagrante dessas regalias previstas na lei? Todos merecemos em barda ser caricaturados dessa forma?</p>
<p>Penso que também será capaz de reconhecer o alto grau de desgaste psicológico que a profissão implica. Muitas vezes &#8211; e v. sabe-o &#8211; o professor vive quotidianamente numa situação de «amar sem ser amado»: saber que aquilo que tem para «oferecer» aos alunos lhes vai ser de suma importância no futuro (como v. e eu reconhecemos muito depois das asneiras que fizemos na escola) e vendo-se desprezado, gozado, insultado, desautorizado até mesmo pela lei e pela tutela&#8230; Isto cansa&#8230; Isto mói&#8230; Isto dói&#8230; </p>
<p>No fim disto tudo, vir a ser culpado pelo abandono escolar&#8230; pelos baixos resultados dos alunos &#8211; obrigados a frequentar a escola sem sentirem que ela lhes dá (e não dá, de facto) perspectivas de emprego.</p>
<p>Sentem, professores e alunos, que o que estão a fazer é, de certa forma, uma mentira. Mas mesmo assim há quem lute, de «ambos os lados da barricada».</p>
<p>É preciso melhores professores. É preciso uma política educativa eficaz, em maior consonância com as expectativas de empregadores e empregados &#8211; porventura, a «desunificação» do ensino, à semelhança dos antigos liceus e escolas comerciais, mas devidamente adaptados aos tempos. O sistema podia ser redutor, mas era transparente. Teremos de chegar todos a mestre? Teremos de ser todos licenciados? A licenciatura já há muito não dá garantias de emprego &#8211; e o mestrado também não vai dar. É um «cadáver adiado que procria» &#8211; cadáver porque está morto; adiado, porque apenas adia a entrada no desemprego; e &#8220;procria&#8221; (para não dizer uma palavra feia começada por «f»&#8230;) a paciência a quem sente que, enquanto marca passo a ouvir falar de voz passiva, podia estar a aprender uma  profissão útil para si e para os outros, com um Português técnico ou uma Matemática aplicada a (digamos) redes de gás.</p>
<p>Por favor: deixem progredir todos os que encaixarem nesse perfil de Muito Bom ou Excelente e penalizem-se, admoestem-se, despeçam-se todos os que nem suficientes conseguirem ser. Quem é o Valter Lemos (que perdeu o mandato de deputado municipal por excesso de faltas injustificadas) para vir exigir 100% de presenças para a classificação seja de quem for? Agora já percebo por que razão esta equipa quis acabar com a distinção entre faltas justificadas e injustificadas «Agora só há faltas.» (disse ela, a Milú), cabendo a cada escola decidir se são, ou não, justificadas&#8230; (q.v. declarações da Milú ao DN, de que a Maria tanto gosta&#8230;) Ah!, Valter Lemos, Valter Lemos: que jeitão lhe tinha dado ser cada Câmara a decidir!</p>
<p>Cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Incognitus</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/120000/comment-page-4/#comment-51380</link>
		<dc:creator>Incognitus</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 21:20:31 +0000</pubDate>
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		<description>Fénix, 42000, está correcto. O amigo deixa-me fora de mim.</description>
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